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sexta-feira, 13 de maio de 2011

EM AGUDOS (SP), MULHER TORTURA BARBARAMENTE UMA AMIGA, POR CIÚME! JUDIOU DA OUTRA POR MAIS DE DUAS HORAS, CORTANDO A PONTA DE VÁRIOS DEDOS COM UMA TESOURA. E a malvada ainda fez um netinho de quatro anos ajudar.

A loucura ou a capacidade de produzir o mal, nos seres humanos, é indescritível, e parece, também, inesgotável. Quando imaginamos "agora já vimos de tudo" surge uma novidade. É natural dos seres humanos sentir ciúme.

Mamiferos superiores como cães e grande macacos também manifestam ciúme, e isso já foi comprovado por muitas pesquisas. Mas o ser humano, exatamente pela sua capacidade de pensar, é que causa mais surpresas, pois acreditamos que isso poderia frear algum impulso de fazer o mal. Que nada.

Na hora da raiva algumas pessoas cometem barbaridades. Mas as piores pessoas são as que agem contra as outras de modo frio, calculado, planejado. E muito perverso.

Essas são pessoas muito, mas muito perigosas mesmo. Verdadeiramente psicopatas. Porque são pessoas nas quais confiamos. E essa pode ser a causa de muito sofrimento. Acompanhem a triste história desta moça, de 39 anos.

A polícia manteve o sigilo, em relação à vítima, devido ao fato de que já sofreu muito.

A vítima, vamos chamá-la de V. resolveu ir até a casa de sua amiga, Neci Julião de Souza, de 53 anos, para conversar, levar uns pães caseiros e umas amostras de cosméticos. Os tais pães lhe saíram bem caro. 

Agudos é uma cidade tranquila, perto de Baurú, na região Noroeste de São Paulo, e era conhecida, no passado, por ter uma grande fábrica de ótima cerveja. Baurú é uma cidade sede de região, com diversas estradas que cruzam para várias direções, tem um aeroclube famoso pelos seus planadores e um dia teve a famosíssima Casa da Eni, na zona do meretrício. Mas esta é outra história.

V. ia pensando na vida e nem poderia imaginar o que teria que enfrentar. Quando chegou a casa de Neci, no bairro Santa Angelina, na rua das Magnólias, encontrou por ali o netinho da amiga, um garoto de apenas quatro anos, que acabou vivendo uma experiência inesquecível e imensamente traumática.

Segundo o delegado Jader Biazon informou à imprensa, a vítima nem desconfiava da surpresa.

Quando V. entrou, Neci conversou um pouco mas logo inventou uma história de distrair o netinho com uma brincadeira de "mocinho e bandido", igual nos filmes de faroeste. Pediu que a amiga colaborasse e V. concordou. Aí começaram os seus dissabores e uma experiência horrível.

Se é para parecer de verdade, então tá. E Neci amarrou um dos punhos de V. a um móvel com uma cordinha. Assim que prendeu um punho, Neci já começou a xingar V. e a dizer que ela a estava traíndo, saindo o o seu ex-marido. Neci, segundo o delegado, estava separada do marido, mas parecia ter bastante ciúme dele. E parece ter imaginado que a amiga andasse arrastando as asinhas pra o seu ex. V. disse que nada disso era verdade. Um absurdo. Mentira.

AS PONTAS DOS DEDOS FORAM CORTADAS COM UMA TESOURA
Mas quem consegue impedir uma pessoa alucinada de cometer uma asneira? Neci, enquanto xingava e discutia com a amiga levantou uma almofada de um sofá próximo e retirou os instrumentos usados na tortura.

V. ficou apavorada ao ver uma faca, uma tesoura, um aparelho de barbear, uma cinta. Mas não pode impedir que Neci agisse, e ainda por cima com a colaboração da criança que, imagino, pensava tratar-se de algum tipo de teatrinho da avó.

A mulher pegou o aparelho de barbear e raspou as sobrancelhas da viúva. Com a tesoura cortou todo o cabelo de V., deixando-o picotado. E também todas as unhas das mãos. Enquanto isso era para o garoto, de 4 anos!, ficar segurando uma enorme faca de cozinha. E, segundo a viúva contou ao delegado, Neci ameaçava matá-la.

E foi um verdadeiro suplício, pois tudo isso durou cerca de duas horas, em que V. pensava mesmo que fosse morrer. Neci se descontrolava e dizia para ela, diante do menino, que ia arrancar o coração dela e dar para o garoto espetar com a faca. V. sentia-se gelada e chorava, negando qualquer envolvimento com o ex-marido de Neci.

O delegado contou que Neci, além de ameaçar a amiga de morte, ainda disse que mataria a filha desta. E chegou a ligar para a casa de V., pedindo que a menina pegasse uma câmara fotográfica e trouxesse à sua casa. A mulher pensava em fotografar V. e colocar as fotos na Internet. A garota foi até a casa de Neci, mas não conseguiu impedir a doidona de continuar com a agressão contra a sua mãe.

Enquanto estava presa, amarrada, V. não pode atender o seu celular que tocou duas vezes. Na segunda, Neci atendeu e quem telefonava era a filha de V., que percebeu alguma coisa errada (antes de levar a màquina) porque escutou gritos de sua mãe. Neci desligou o telefone, mas a menina achou estranho e então telefonou para o seu pai, contando que achava que estava acontecendo alguma coisa estranha.   

Duas horas, amarrada em uma cadeira, sendo ameaçada com uma faca e judiada, parecem uma eternidade. Um tempo que não acaba nunca. E um medo terrível, imenso, de morrer. E a dor. A dor gigantesca da tortura. Neci, segundo V. contou ao delegado, ia fazendo isso tudo e ainda, com a tesoura, foi cortando as pontas de seus dedos das mãos. Uma coisa pavorosa. Uma monstruosidade. Duas horas de lágrmas dor. E medo. Até que seu marido chegou, alertado pela filha e entrou na casa de Neci, lebertando V. e levando-a ao Pron Socorro.

Neci aproveitou-se da confusão e fugiu. Agora é considerada foragida. E tera, quando for encontrada, que explicar-se. O juiz da comarca concedeu prisão temporária por cinco dias, devido ao crime de cárecer privado (pena de 1 a 3 anos de reclusão). Mas Neci ainda será indiciada por tortura (de a a 8 anos, se condenada).

Imaginem vocês o susto de V. ao ser amarrada. É por isso que gosto da afirmação do grande pesquisador Edgar Morin, o homem deveria não ser conhecido como homo-sapiens, mas sim homo-sapiens-demens (louco). 

Uma coisa é certa, se V. afirma que é inocente (e até prova em contrário é mesmo) alguma outra mulher que, por acaso, tenha andado com o ex-marido de Neci nesta altura dos acontecimentos deve estar pensando em se mudar de Agudos. Deve estar apavorada. E o ex que se cuide também, né? Esse negócio de tesoura é muito perigoso... 

FOTO:TVTEM
Narrativa baseada no texto original de
Lilian Grasiela 

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