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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A DITADURA CUBANA PRENDE A BLOGUEIRA YOANI SÁNCHEZ. Não faz muita diferença, todos os cubanos são prisioneiros do regime implantado por Fidel Castro em 1959. Ela estava em Granma, onde há o julgamento de um espanhol envolvido na morte do dissidente Oswaldo Payá, em julho deste ano.


Cuba é um paraíso perto do inferno da Coréia do Norte. A Coréia do Norte é um paraíso perto do que foi o inferno da China de Mao nos anos 70. 

Todos eles inimagináveis para quem mora em países com pluralidade política e liberdade de expressão, de imprensa e a garantia dos sagrados direitos de ir e vir e de propriedade.

YOANI SÁNCHEZ: DOCE OPOSIÇÃO CONSENTIDA.

É necessário lembrar isto para que se entenda o que significa a prisão de Yoani Sánchez. Ela é uma figura polêmica. Os cubanos que moram na ilha (a fazendinha privada da família Castro) mal a conhecem, posto que não têm acesso a uma Internet livre. 

Os cubanos que vivem no exílio, milhões deles, não gostam muito dela, pois é vista como uma arma de propaganda do regime comunista cubano para sinalizar que há liberdade de critica em Cuba.

Um bom paralelo, mas ainda bastante pálido, seria associar Yoani ao antigo MDB dos tempos da ditadura militar. O MDB não era mais que uma oposição consentida. Yoani, da mesma forma, somente pode publicar seu famoso blog “Geração Y” (Generación Y) porque as autoridades fecham os olhos. Claro que se quisessem, ela não colocaria mais seus textos na Internet.

Concordemos, então, Yoani vive em Cuba, Cuba é uma ditadura super-vigilante, com milhares de espiões do governo em todas as quadras; sendo assim, ela não daria um espirro sem que fosse anotado. Ela, de certa forma, é mesmo interessante para o regime. Faz uma critica suave ao regime, tratando de aspectos cotidianos, das carências que afetam a vida dos cubanos comuns.

Seus textos são bem escritos. Yoani é uma boa cronista do cotidiano. Nada do que escreve afeta profundamente o regime. Ela não trata de questões sistêmicas, nem defende posições antissocalistas. É uma oposição dócil, portanto. É aquela critica que parece querer ajudar, não demolir.

Yoani não é uma revolucionária querendo o desmonte daquilo que se chama revolução cubana. Na verdade aquela revolução de 1959 levou a um regime altamente conservador, estratificado e totalitário, como sempre o faz o velho Marx aplicado. Mas é interessante que, com todo o açúcar que ela usa para defender a revolução, ainda conseguimos perceber a mesmice e a pobreza geral em que vivem os cubanos. Não é de todo mal que exista. leitores mais espertos percebem extrair a real aspereza do regime cubano.

OSWALDO PAYÁ 

"A blogueira pró-Estados Unidos Yoani Sánchez foi presa na quinta-feira, 4, na cidade de Bayamo, para onde viajou na intenção de fazer provocações e um show midiático no julgamento que aconteceria na sexta-feira", disse uma publicação no blog do governista Fontana Yohandry.

Desse modo fica claro como o governo a utiliza para efeitos de propaganda. Dentro do pais é uma pró-americana. Coisa que nunca transparece em seus textos. Ela é socialista e nunca agride a revolução comunista. Critica carências. No exterior é vista como grande dissidente, o que provaria a liberdade de expressão em Cuba. Uma ilusão.

Fontana citou em seu post o jornalista García Ginarte, que informou pelo twitter que Sánchez tinha previsto "ações que violam a lei para impedir o julgamento. Segundo a agência Reuters, as autoridades locais não confirmaram a informação e não foi possível localizar Sánchez ou familiares.

PAYÁ: MESMO UMA OPOSIÇÃO SUAVE PODE LEVAR À MORTE
Oswaldo Payá, um dos mais conhecidos dissidentes cubanos, líder do Movimento de Libertação Cristã, morreu no domingo, 22 de julho, em um acidente rodoviário, disseram fontes governamentais e de oposição. O caso é altamente suspeito e surgiram fortes indícios de que o carro em que se encontrava Payá tenha sido empurrado para fora da estrada. Como se fosse para dar um susto nele. Mas acabou com a sua morte, pois acidentes não podem ter seus resultados controlados.

Payá, 60, viajava pela província de Granma (leste) quando o carro em que ele estava saiu da estrada e atingiu uma árvore, disseram autoridades à Reuters. Outro dissidente morreu no acidente, que também feriu um espanhol e um sueco.

A blogueira Yoani Sánchez, que divulgou a notícia da morte dele, disse que a morte foi confirmada pelo bispo de Granma, Carlos Amador. Outros detalhes do acidente não foram divulgados, e a família de Payá não foi imediatamente localizada para comentar.

Em 2002, Payá comandou a coleta de mais de 30 mil assinaturas para uma proposta de reforma política que incluía a realização de um referendo sobre o regime unipartidário cubano. O abaixo-assinado foi rejeitado pelo governo, mas Payá emergiu como o principal defensor de mudanças democráticas pacíficas no regime comunista.

Como se mudanças democráticas pacíficas fossem possíveis em um regime comunista.

PS. Os interessados em saber como funciona, realmente, o sistema comunista cubano e como é  o cotidiano em uma ditadura e seus cruel sistema prisional e de persecução a quem pensa diferente duas sugestões:

1. “O Verdadeiro Che Guevara – e os idiotas úteis que o idolatram”, do jornalista Humberto Fontova:


2. “Contra Toda a Esperança”, do poeta Armando Valladares, que ficou 22 anos nas masmorras castristas pelo pecado de ser cristão:



IMAGENS DE:
YOANI SÁNCHEZ

OSWALDO PAYÁ

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