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domingo, 13 de janeiro de 2013

O CONSUMO E A DESCRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS. “O fato mesmo é o seguinte: não há produção e venda de mercadoria alguma se não houver consumidor” (Ferreira Gullar”


Este blog é decididamente contra qualquer política que facilite o uso de drogas. Não estou tratando aqui do tabaco (que não altera o comportamento e a percepção de ninguém) e nem do álcool (que já é bem controlado), mas das drogas como a maconha, a cocaína, o crack, os alucinógenos em geral, as pílulas coloridas que são usadas em festas como se fossem o elixir da alegria.

Drogas arruínam a vida das pessoas e matam, degradam sistematicamente o usuário que, por óbvio, perde o controle sobre si mesmo. Ao perder o controle sobre si mesmo afeta a vida dos outros, faz sua família sofrer; rouba e mata pelas drogas.


A DECADÊNCIA PROVOCADA PELAS DROGAS
Há cínicos sofistas modernos que defendem a liberdade individual, como se fosse absoluta. Dizem o corpo é meu. Mas o que fazem afeta os outros, de vários modos.

Você quer ficar alucinado? Fique fechado em um quarto, consuma e morra. Você não liga mesmo para quem está à sua volta.

Não concordo com alguns pontos de vista de Ferreira Gullar no caso do texto abaixo, mas no geral concordo com ele. Se há tráfico é porque há consumidores.

Penso que os consumidores são tão responsáveis como os traficantes. Uns em busca do prazer pelo consumo da droga. Outros em busca do prazer que decorre de ter dinheiro proveniente da vendadas drogas. Por esse motivo acho om Tropa de Elite I muitomelhor que o II. O dois é uma recuada do autor diante das críticas dos defensores da liberação, de certa forma.

A questão fica confusa quando os defensores da liberação, ou os que passam a mão na cabeça dos usuários alegam que trata-se de um problema de saúde, e não de polícia. Isso é falso como uma nota de três reais.

Ninguém é doente antes de ficar viciado. E nem quero discutir aqui se algumas pessoas são mais propensas que outras a serem jogadores viciados, usuários, alcoólatras. Talvez isso seja em parte verdade, mas existem valores com os quais educar melhor as pessoas e com isso muitos resistirão, com certeza.

Não deixa de ser curioso ouvir os radicais individualistas usuários defenderem seu direito à morte e pedirem, depois que se viciaram, ajuda de dinheiro público para tratamento. 

Entre o usuário inicial, por recreação, como se diz, e o doente, há uma certa distância, mas é para essa direção que a recreação caminha. 

Por que começar, então?

Gutenberg J.

REPRODUZIREI, A SEGUIR, O TEXTO DE FERREIRA GULLAR PUBLICADO NA FOLHA DE SÃO PAULO DESTE DOMINGO:  
   

Um confuso bate-boca

Ferreira Gullar

O fato mesmo é o seguinte: não há produção e venda de mercadoria alguma se não houver consumidor

Um novo projeto de lei, que deve ser votado pelo Congresso em fevereiro, trouxe de novo à discussão o problema das drogas: reprimir ou descriminalizar?

Esse projeto pretende tornar mais severa a repressão ao tráfico e ao uso de drogas, alegando ser esse o desejo da sociedade. Quem a ele se opõe argumenta com o fato de que a repressão, tanto ao tráfico quanto ao uso de drogas, não impediu que ambos aumentassem.

Quem se opõe à repressão considera, com razão, não ter cabimento meter na prisão pessoas que, na verdade, são doentes, dependentes, consumidores patológicos. Devem ser tratados, e não encarcerados. No entanto, quem defende o tratamento em vez da prisão se opõe à internação compulsória do usuário porque, a seu ver, isso atenta contra a liberdade do indivíduo.

Esse é um debate que não chega a nada nem pode chegar. Se você for esperar que uma pessoa surtada aceite ser internada para tratamento, perderá seu tempo.


ALGUNS USUÁRIOS NÃO DURAM TANTO
Pergunto: um pai, que interna compulsoriamente um filho em estado delirante, atenta contra sua liberdade individual? Deve, então, deixar que se jogue pela janela ou agrida alguém? Está evidente que, ao interná-lo, faz aquilo que ele, surtado, não tem capacidade de fazer.

Mas a discussão não acaba aí. Todas as pessoas que consomem bebidas alcoólicas são alcoólatras? Claro que não. A vasta maioria, que consome os milhões de litros dessas bebidas, bebe socialmente. Pois bem, com as drogas é a mesma coisa: a maioria que as consome não é doente, consome-as socialmente, e muitos desses consumidores são gente fina, executivos de empresas, universitários etc..

Só que a polícia quase nunca chega a eles, pois estes não vão às bocas de fumo comprar drogas. Sem correrem quaisquer riscos, as recebem e as usam. Ninguém vai me convencer de que os milhões de reais que circulam no comércio das drogas são apenas dinheiro de pé-rapado que a polícia prende nas favelas ou debaixo dos viadutos.

Outro argumento falacioso dos que defendem a descriminalização das drogas é o de que a repressão ao tráfico e ao consumo não deu qualquer resultado positivo. Pelo contrário -argumentam eles-, o tráfico e o consumo só aumentaram.

É verdade, mas, se por isso devemos acabar com o combate ao comércio de drogas, deve-se também parar de combater o crime em geral, já que, embora o sistema judicial e o prisional existam há séculos, a criminalidade só tem aumentado em todo o planeta. Seria, evidentemente, um disparate. Não obstante, esse é o argumento utilizado para justificar a descriminalização das drogas.

A maneira certa de encarar tal questão é compreender que nem todos os problemas têm solução definitiva e, por isso mesmo, exigem combate permanente e incessante.

A verdade é que, no caso do tráfico, como no da criminalidade em geral, se é certo que a repressão não os extingue, limita-lhes a expansão. Pior seria se agissem à solta.

Quantas toneladas de cocaína, crack e maconha são apreendidas mensalmente só no Brasil? Apesar disso, a verdade é que cresce o número de usuários de drogas e, consequentemente, a produção delas. Os traficantes têm plena consciência disso, tanto que, para garantir a manutenção e o crescimento de seu mercado, implantam gente sua nas escolas a fim de aliciar meninos de oito, dez anos de idade.

Por tudo isso, deve-se reconhecer que o combate ao tráfico é particularmente difícil, já que, nesse caso, a vítima -isto é, o consumidor- alia-se ao criminoso contra a polícia. Ou seja, ela inventa meios e modos para conseguir que a droga chegue às suas mãos, anulando, assim, a ação policial.

O certo é que este bate-boca não leva a nada. O fato mesmo é o seguinte: não há produção e venda de mercadoria alguma se não houver consumidor.

Só se fabricam automóvel e geladeira porque há quem os compre. O mesmo ocorre com as drogas: só há produção e tráfico de drogas porque há quem as consuma. Logo, a maneira eficaz de combater o tráfico de drogas é reduzindo-lhe o consumo.

E a maneira de conseguir isso é por meio de uma campanha de âmbito nacional e internacional, maciça, mostrando às novas gerações -principalmente aos adolescentes- que a droga destrói sua vida.

FOLHA DE SÃO PAULO- FERREIRA GULLAR:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/88326-um-confuso-bate-boca.shtml

SOBRE O EFEITO DAS DROGAS: (imagens)
http://kosas-k-hay-k-saber-y-ver.blogspot.com.br/2012/04/drogas-el-lado-oscuro-de-la-vida.html

 

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