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quarta-feira, 18 de junho de 2014

TODAS AS MENTIRAS QUE CONTAM SOBRE AS ARMAS. A população brasileira recusou o desarmamento no referendo de 2005, com 64% dos votos contrários à proibição do comércio de armas e munições. O governo petista, em sua busca insaciável por poder absoluto, ignorou a decisão do povo e aprovou leis cada vez mais restritivas à posse de armas no Brasil. (Flávio Quintela).




ARMADOS E SEGUROS


Flavio Quintela

18 Junho 2014

Estatísticas dos Estados Unidos mostram que as vítimas armadas saem ilesas de tentativas de assalto numa proporção duas vezes maior que vítimas que se rendem completamente.


Imagine que você fosse um presidente ou primeiro-ministro de um país. Imagine também que você quisesse proteger seu poder e de seus sucessores de possíveis levantes e revoluções vindos da população. Afinal, se já aconteceu em outros lugares no passado, por que não aconteceria com você? Numa situação dessas você quer manter o uso da força letal com o Estado, através do exército e das polícias. 

E só há uma maneira de fazer isso: desarmar completamente a população.



Governos do mundo todo têm insistido na falácia de que é preciso desarmar as pessoas porque mais armas geram mais crimes. Sustentados por estudos superficiais e fraudulentos, e por uma miríade de apoiadores dos mais diversos tipos, eles seguem firmes no objetivo de monopolizar o uso da força e negar aos cidadãos o direito à defesa própria. 

Entre os que apoiam esse tipo de iniciativa estão uma maioria de pessoas sem nenhuma noção sobre o assunto, mas que acreditam nas informações disseminadas pela mídia e pelos governos, as quais acabam se tornando senso comum quando o assunto é armamento de civis; e há também os idiotas úteis que militam nos movimentos desarmamentistas, e que contribuem para dar poderes cada vez maiores e cada vez menos democráticos aos seus governantes.



Se você está entre essa grande massa de pessoas que jamais leu sobre esse assunto, mas que crê por “senso comum” que a posse e o porte de armas por civis é algo perigoso, por favor leia este artigo na íntegra. O que eu apresento aqui são apenas fatos, sem manipulações ou mentiras. Puramente fatos.



Os defensores do desarmamento de civis gostam de contar algumas mentiras, que não se sustentam com dados e estatísticas, mas somente com a repetição; afinal, como disse Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler, “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” Para cada uma dessas mentiras há uma resposta verdadeira e lógica. Veja:

Mentira 1: a posse e o porte de armas geram cada vez mais violência

Verdade 1: o estudo da história dos países que garantem o direito do cidadão de possuir e portar armas mostra que não existe tal relação. A Inglaterra, por exemplo, teve por mais de duzentos anos uma redução acentuada de criminalidade, entre os séculos XVI e XIX, e durante todo esse período não havia restrição ao armamento da população. Foi somente no século XX, quando essas restrições passaram a existir, que a criminalidade voltou a subir. Nos Estados Unidos, onde cada estado tem sua legislação sobre o assunto, os estados que apresentam os menores índices de violência são justamente os que possuem as menores restrições à posse e ao porte de armas de fogo.

Mentira 2: as armas legalizadas que estão nas mãos da população acabam nas mãos de bandidos, que as utilizam em seus crimes


Verdade 2: menos de 1% das armas legalizadas acabam nas mãos de criminosos. As armas usadas nos crimes são, quase que em sua totalidade, armas ilegais trazidas por contrabandistas ou fornecidas por agentes corruptos da polícia e do exército, ambos controlados pelo governo. Estatísticas de lugares diversos como Brasil, Estados Unidos, Suíça, Canadá, Inglaterra e Alemanha mostram sempre a mesma realidade: criminosos não roubam armas de suas vítimas – eles roubam vítimas sem armas.


Mentira 3: uma arma nas mãos de um cidadão tem mais chances de provocar danos do que benefícios

Verdade 3: em países onde a lei permite ao cidadão possuir armas, o número de mortes anuais devido a acidentes domésticos com essas armas não chega a 5% do número de mortes de inocentes por parte da polícia. Quando os números são de crianças mortas em acidentes com armas, fato que a mídia adora explorar, a coisa é ainda mais absurda: piscinas, produtos de limpeza, fogões e mesas de centro matam, por ano, 100 vezes mais crianças do que acidentes com armas legalizadas. Pesquisas feitas com criminosos condenados e presos mostram que em 90% das vezes o mero ato de sacar uma arma afugenta o criminoso e evita o crime, pois o bandido procura sempre a vítima mais fácil e a menor chance de ser pego. Essas mesmas pesquisas registram que os criminosos têm mais receio de encontrar uma vítima armada do que um policial.

Mentira 4: a melhor maneira de reagir a um ato de violência é fazer tudo o que o criminoso manda, dar tudo o que ele deseja, e se manter em posição de rendição


Verdade 4: estatísticas dos Estados Unidos mostram que as vítimas armadas saem ilesas de tentativas de assalto numa proporção duas vezes maior que vítimas que se rendem completamente. Mais do que isso, em lugares onde a população pode se armar as ocorrências de crimes de confronto são muito menores, pois o criminoso nunca sabe se vai encontrar um cidadão armado pela frente. Ou seja, os cidadãos que não querem ter uma arma acabam se beneficiando daqueles que se armam. Comparações de dados das polícias dos Estados Unidos e da Inglaterra mostram que os criminosos americanos preferem invadir casas vazias, por medo de encontrar o morador armado, enquanto na Inglaterra, onde a população foi totalmente desarmada no século XX, o número de casos de roubo com o morador em casa é 50% maior.

Mentira 5: o cidadão que se arma acaba usando sua arma para cometer crimes que não cometeria de outra maneira, como homicídios na família e no trânsito


Verdade 5: o Brasil possui um dos menores arsenais legalizados do mundo, e todos os dias pessoas são mortas no trânsito, com armas ilegais. As estatísticas das polícias estaduais americanas mostram que os casos de tiroteio com armas legalizadas são extremamente raros, dezenas de vezes menores que os casos envolvendo armas ilegais. Mais ainda, os homicídios são, em sua grande maioria, cometidos com armas disponíveis no momento, como facas, bastões, ferramentas, vasos, ferros de passar roupa, e com os clássicos mãos e pés. O número de mortes decorrentes de armas legalizadas não chega a 0,1% do total, seja em países que permitem que o cidadão se arme, seja nos que restringem o armamento, como o Brasil. A posse legalizada da arma não é a variável importante na equação da violência.

Mentira 6: as armas matam


Verdade 6: quem mata são as pessoas. 98% das armas legalizadas são disparadas apenas em estandes e locais apropriados para o tiro, e essa porcentagem se mantém em países com e sem restrições à posse e ao porte de armas por civis. Mesmo em lugares como os Estados Unidos, com sua população de 300 milhões de pessoas, e um arsenal civil de 310 milhões de armas, pode-se contar nos dedos o número de casos de assassinatos cometidos por cidadãos com suas armas legalizadas. Governos do mundo todo, em suas estratégias contra a violência, têm deixado claro que o vilão é sempre o mesmo: o comércio de drogas ilegais. No Brasil a taxa de assassinatos entre jovens de 15 e 29 anos é o dobro da média geral, porque é nessa idade que morrem os que se envolvem no tráfico de drogas, principalmente nas favelas controladas pelos traficantes. 

Estima-se que no Brasil mais de 85% dos crimes violentos, com exceção dos estupros (assassinato, assalto e roubo), estejam relacionados com o problema das drogas. Além disso, o suprimento de armas dos criminosos brasileiros é fruto da cooperação entre nosso crime organizado (PCC e Comando Vermelho) e as FARC, que fornecem rifles de assalto e outras armas de alto calibre.

William Blackstone, grande jurista inglês, disse uma vez que “O principal objetivo da sociedade é proteger os indivíduos no usufruto dos direitos absolutos, que lhes foram investidos pelas leis imutáveis da natureza.” Esses direitos são a segurança pessoal, a liberdade pessoal e a propriedade privada. Os legisladores dos séculos XVIII e XIX entendiam que o Estado jamais poderá atender o indivíduo em todos os momentos, e que é fundamental que se garanta ao cidadão a capacidade de proteger a si mesmo, sua família e suas posses. Essa capacidade só pode existir se cada pessoa obediente à lei tiver o direito de se armar. Novamente recorro a Blackstone:



“Devemos lembrar de que há muitos lugares onde a sociedade não pode estar, ou não pode estar a tempo. Nessas ocasiões um homem tem que se defender e defender aqueles que o acompanham. Não é de muito consolo que a sociedade chegue com grande atraso, recolha os pedaços, e puna o criminoso.”



A população brasileira recusou o desarmamento no referendo de 2005, com 64% dos votos contrários à proibição do comércio de armas e munições. O governo petista, em sua busca insaciável por poder absoluto, ignorou a decisão do povo e aprovou leis cada vez mais restritivas à posse de armas no Brasil. 

Estamos caminhando para a mesma situação da Venezuela, onde a população completamente desarmada tem sido assassinada a céu aberto pelas forças policiais de Maduro. Um tirano só consegue impor sua tirania a quem não pode se defender. Ao deixarmos o uso da força letal totalmente a cargo da polícia e do Estado estamos abrindo mão do direito mais básico do homem, aquele que está em nosso próprio instinto de sobrevivência: o de se defender.


Flavio Quintela é autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

KADAFI ACUMULOU 1 BILHÃO DE DÓLARES PARA CADA ANO DE SUA VIDA. Como os ditadores sempre enriquecem, devem ser ótimos empresários ou economistas...

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

23 de fevereiro de 2011|

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.

Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.


Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.


Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.


Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.


Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.
Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.


O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador. Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.


No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110223/not_imp683316,0.php


COMENTO


Observo como os ditadores, em geral, e muitos socialistas, em particular, conseguem, pregando o sacrifício ao seu povo, dificultando a vida das pessoas, iludindo-as como se fossem os pais da pátria (vimos este filme recentemente, não?) acumulam fortunas gigantescas, como se fosse gênios capitalistas dos negócios.


Muammar al-Kadafi tem 70 anos, era filho de um pastor de rebanhos, chegou ao poder em 1969, tem 70 anos de idade e 1 bilhão de dólares por ano de vida. Com todo o seu discurso socialista tornou-se riquíssimo. Fidel é outro milionário, segundo a revista Forbes. O que os faz acumularem tanto dinheiro, enquanto seu povo vive na miséria?


Kadafi é uma verdadeira multinacional. E todo mundo fez negócios com ele, todo mundo alimentou o monstro, centenas de empresas fazem negócios com as empresas dele. O que acontecerá se Kadafi for destituído ou seus bens confiscados? Haverá uma quebradeira ao redor do mundo?


Muita gente no chamado mundo livre será também um pouco responsável por isso. Será que a liberdade econômica ou a livre iniciativa, ou o pragmatismo podem justificar qualquer coisa?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O SUSPEITO OLHAR COMPASSIVO DA IMPRENSA OCIDENTAL EM DIREÇÃO AO POVO LÍBIO. E se Kadafi estivesse nas boas graças do Islão e da esquerda?


http://ibnlive.in.com/news/france-egypt-to-evacuate-citizens-from-libya/144079-2.html

Repentinamente, a imprensa mundial começa a dar novamente atenção à Líbia. A Líbia, aquela ditadura controlada por Muamar Kadafi, com mãos de ferro, desde 1969, foi redescoberta. Porém, agora, a imprensa Ocidental olha de modo compassivo não Kadafi, mas o povo líbio. Repentinamente Kadafi não serve mais para a imprensa.

A história da Líbia, com relação à Imprensa, é curiosa.
Nos anos  70, Kadafi, por meio de seu modo histriônico e sua pinta de galã conseguiu ocupar muito espaço na imprensa e no imaginário ocidental, como se fosse uma espécie de Che Guevara do mundo árabe. Sempre agitando o seu Livro Verde (uma cópia islamizada do Livro Vermelho, de Mao Tse Tung).

Com sua revolução socialista-islâmica - algo tão nebuloso quanto o bolivarianismo de Hugo Chávez, o Kadafi da Venezuela - Muamar Kadafi era olhado com imensa simpatia pela esquerda, pelo seu discurso violento contra os americanos, o capitalismo e o Ocidente. Portanto, era olhado com extrema simpatia boa parte da imprensa, infiltrada pela esquerda. Isso não difere muito da situação da imprensa brasileira, em que jornalistas agem muito mais como agentes de propaganda que jornalistas.

É bom lembrar que eram os tempos da Guerra do Vietnã (aquele lugar em que os americanos não perderam a guerra nos campos de batalha). Naquele período, de plena guerra fria, a agitação comunista assolou a America e a Europa, disfarçada em meio ao mundo universitário e artístico. Multidões de americanos iam às ruas protestar, contra os americanos!

E, assim, a Opinião Pública, alimentada pela paixão ideológica de boa parte da imprensa, do establishment universitário, foi manipulada até que continuar a guerra foi impossível. A guerra foi vencida pelos vietcongues dentro da America, com a ajuda da esquerda americana e mundial. No cenário da guerra guerra, nas trilhas de Ho Chi Mim, os vietcongues estavam sendo vencidos (essa é outra história que precisa ser recontada: como uma derrota militar transformou-se em uma vitória política). 

Alguns anos depois disso, com a America abalada, Kadafi financiou terroristas, cedeu terrenos na Líbia para treinamento e o mundo passou por uma série de atentados. Muitos deles por ordem de Kadafi, ou estimulados por ele.

O Ocidente mostrou-se fraco para reagir aos ataques corrosivos da estratégia de Moscou de solapar a America por dentro, e parte da Imprensa e do mundo das artes cultuava Che, Kadafi e outros revolucionários que queriam colocar fogo no mundo.
No fim dos anos 80 Kadafi acabou bombardeado em seu próprio território, quando mísseis americanos destruíram seu palácio, ocasião em que ele ficou bastante ferido e desfigurado e em que perdeu sua filha Hannah. Ele havia ido além do limite e explodido uma discoteca, em Berlim, cheia de americanos.

Depois disso Kadafi não interessou mais à imprensa. Pressionado pelo Ocidente reconheceu a culpa da Líbia em diversos atentados e pagou indenizações à famílias das centenas de vítimas. A Líbia tem muito petróleo, Kadafi podia gastar à vontade (mais uma coincidência com a Venezuela).

Mas as coisas mudam. Assim como muitos ditadores árabes Kadafi, embora muçulmano, afastou das proximidades do poder os religiosos comandantes do Islão. A atual onda de rebeliões no mundo árabe está sendo percebida, de modo geral, de forma absolutamente equivocada pela imprensa ocidental. (Ao menos, prefiro imaginar isso).

Não é curioso que as revoltas para derrubar os ditadores (os árabes têm reis ou ditadores, nunca conheceram a democracia) ocorram, sempre, nos países em que os religiosos estão fora do poder como no Irã?

Não é mais curioso ainda que as revoltas ocorram apenas na ditaduras aliadas aos americanos? Sim, os americanos também são aliados de ditaduras, mas essa é outra história.

Não há revoltas populares gigantescas no Irã. Houve uma ameaça por estes dias, mas o governo já avisou que será implacável e soltará os pitt-bulls da Guarda Revolucionária. A guarda é aquela que Ahmadnejadi (o outro amigão de Lula, como Kadafi, como Chávez, e como Fidel...) soltou contra a oposição iraniana quando houve aquela fraude brutal em que ele foi reeleito (estou falando de Ahmadnejadi!). Por que não há revolta na Síria?

A imprensa ocidental, afinada com a esquerda, é incapaz de ter o mesmo olhar compassivo com relação aos que são perseguidos no Irã, ou em Cuba, ou na Coréia do Norte, aquele olhar longo e intenso que é capaz de dispensar aos líbios. 

Mas, não se iludam! Hoje, o povo líbio está sendo olhado pela imprensa e pela esquerda porque Kadafi só usa uma retórica socialista-islâmica (isso nunca foi uma coisa muito clara), e fez as pazes com os americanos. Assim, ele foi abandonado pela esquerda e poderá ser jogado do navio. É tão claro! 

Até aquele grupo suave e doce dos componentes do Hamas condenaram ontem a violência de Kadafi contra seu povo. Mas é uma compaixão cínica e mentirosa, pois eles mesmo usam seu próprio povo palestino como escudo quando atacam Israel. São covardes da pior espécie. Se Kadafi estivesse nas graças dos esquerdistas islâmicos, nunca seria dado um pio em protesto contra Kadafi, ele poderia eliminar milhares de líbios, sem maior repercussão na imprensa internacional.

Os grupos islamicos como o Hamas e outros semelhantes, que ora criticam a violência de Kadafi, explodem ônibus escolares cheios de crianças com a despreocupação de quam pisa distraído em uma barata. Crianças israelensses, é claro. (Ah! então tudo bem né?).

Se estivesse ainda nas graças da esquerda, Kadafi teria a mesma paz que Sadam Hussein conseguiu quando eliminou vilas inteiras de curdos do norte do Iraque, ou a mesma paz mundial concedida aos malucos dos talebãs que aterrorizaram e cometeram barbaridades contra seu próprio povo, em nome de Alá. Os talebãs tinham carta branca para a destruição.

Para fechar: a imprensa chia, denuncia, e mostra mãos crispadas e mães chorando na TV sempre de um lado só. Não há quam se compadeça com as centenas de presos políticos de Cuba (desordeiros comuns, diria Lula?) ou com a morte dos que se opuseram ao governo do Irã. Ou com as mães de Israel.

Este é um tempo que envergonha os jornalistas, os verdadeiros jornalistas, aqueles que militam para buscar a verdade dos fatos, e não aqueles que já não são jornalistas, abandonaram a profissão, não passando de meros militantes engajados na promoção de ditadores totalitários.

MEU IRMÃO, CAMARADA... Diria Collor (que ironia) "O tempo é o senhor da razão"

Lula ataca mídia e chama Kadafi de ''amigo e irmão''

Único convidado a comparecer à Cúpula Africana, ele diz que consolidar democracia é ''processo evolutivo''

02 de julho de 2009 | 0h 00

Andrei Netto - O Estadao de S.Paulo
Único convidado de honra presente à Cúpula da União Africana, aberta ontem, em Sirte, na Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países industrializados pela crise do sistema financeiro e pelo "caráter perverso da ordem internacional". O discurso, aplaudido por chefes de Estado e de governo e por líderes tribais africanos, foi sucedido por críticas à imprensa pelo que considerou "preconceito premeditado" por sua proximidade com ditadores da região.
A participação do presidente na cúpula, que está em sua 13ª edição, foi ressaltada pela ausência dos demais convidados especiais. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, e Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelaram suas participações, anunciadas como certas pelo cerimonial do evento até a véspera.
Outro ausente foi Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, cuja falta não foi justificada publicamente. Ahmadinejad ficaria sentado ao lado de Lula, que por sua vez ficaria ao lado do ditador líbio Muammar Kadafi, que está no poder desde 1969, quando assumiu o controle do país em um golpe de Estado aos 27 anos de idade.
Lula começou seu discurso dizendo a Kadafi: "Meu amigo, meu irmão e líder". Logo de início, o presidente elogiou "a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos" e ressaltou que "consolidar a democracia é um processo evolutivo".
A partir de então, o presidente deu início a repetidas críticas aos países industrializados. Lula afirmou que "a crise financeira e econômica mundial revela a fragilidade e o caráter perverso da atual ordem internacional" e parafraseou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao sustentar que "o consenso de Washington fracassou".
"As instituições e pessoas que sempre foram pródigos em nos dar conselhos hoje estão contabilizando a falência de suas políticas", sentenciou Lula. "Durante muito tempo, os países ricos nos viram apenas como uma periferia distante e problemática. Hoje somos parte essencial da solução da maior crise econômica das últimas décadas. Uma crise que não criamos."
Minutos depois, em entrevista a jornalistas brasileiros, Lula respondeu às críticas feitas sobre sua proximidade com ditadores africanos, como Muammar Kadafi. O presidente ironizou a imprensa pelo não comparecimento de Ahmadinejad, afirmando que as críticas que recebera eram "preconceito premeditado".
Lula disse ainda que ausências como a do líder iraniano não tinham sido boas. "Eu não trabalho com preconceito, porque se trabalhasse não estaríamos nem na ONU, tamanha é sua diversidade", afirmou o presidente.
Com a cúpula, que tem como tema oficial o desenvolvimento da agricultura no continente africano, Kadafi pretende emplacar seu projeto de criação dos Estados Unidos da África. A ideia não é consenso entre membros da União Africana.
http://www.dignow.org/post/kadafi-o-amigo-do-lula-1381987-97987.html
NINGUÉM VAI OUVIR O LULA PARA SABER O QUE ELE ACHA DE TUDO ISSO?

O AMIGO DE LULA MANDOU MATAR 270 PESSOAS. Segundo o ex-ministro da Justiça da Líbia.

O
Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi  ( www.telegraph.co.uk/ news/newstopics/politics/...)
                                 
A Imprensa internacional está informando que Mustapha Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça da Líbia (renunciou ao cargo após Muammar al-Kadafi ter mandado o exército atirar no povo), escondido em algum lugar do país por motivos de segurança, disse que tem provas de que foi Kadafi quem mandou Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi explodir o avião da Pan Am que caiu sobre Lockerbie, na escócia, em 1988. Morreram 270 pessoas.
 Kadafi é aquele a quem o ex-presidente Lula chamou várias vezes de amigo, e sobre o qual, agora, mantém silêncio.

Megrahi, que tem 58 anos,  ficou preso, cumprindo uma pena de prisão perpétua na Escócia até 2009, quando Kadafi, por meio de negociações com o governo escocês, conseguiu libertá-lo e transferí-lo para a Líbia, onde foi recebido como herói nacional.

O motivo da libertação, que gerou muitos protestos,  foi a alegação de que Megrahi estaria com câncer na próstata em estágio muito avançado. Assim, por razões humanitárias, o governo escocês teria permitido ao assassino terrorista passar seus últimos dias na terra natal.
 Pelo que se sabe, o monstro continua vivo na Líbia.


Comento:

O ditador líbio foi acusado de ter permitido vários atentados terroristas. A gota d´água foi a explosão de uma discoteca em Berlim, onde morreram muitos americanos.
Ronald Reagan, à época presidente americano, mandou explodir o palácio de Kadafi, em Tripoli, e este escapou da morte bastante ferido. Perdeu a filha Hannah.
Desde então a Líbia passou por uma quarentena internacional que sufocou a sua economia. Kadafi reconheceu, nos anos 90, a responsabilidade líbia nos atentados e começou a pagar indenizações às famílias das vítimas. 

No caso do terrorista Megrahi, os que protestaram contra a sua transferência para a Líbia dizem que Kadafi fez um acordo com a Escócia porque teria feito ameaças em relação aos contratos de extração de petróleo que envolvem interesses da empresa britânica BP (British Petroleum). 

Teria sido tudo,  então, não motivado por um câncer, mas por algo mais profundamente arraigado na terra.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OS JOVENS É QUE ESTÃO DERRUBANDO OS TIRANOS?

Afirmando o papel civilizador e histórico da Comunidade de Crentes Islâmica, instituída por Allah como a melhor comunidade, que legou à humanidade uma civilização equânime e universal (...) e por quanto hoje se espera que esta Comunidade de Crentes sirva de guia correta para a humanidade, confundida por crenças e correntes contraditórias (...). Contribuindo aos esforços da humanidade no terreno dos direitos do homem, cujo objetivo é proteger o ser humano (...) assim como afirmar sua liberdade e seu direito a uma vida digna em consonância com a Shari'a Islâmica.
Conferência Islâmica do Cairo, 1990
Até o momento a grande mídia só espalhou mentiras, idiotices e demonstrou uma enorme ignorância do que se passou na Tunísia e no Egito e já se anuncia em outros países da região. No mundo todo ocorre o mesmo, com exceção da mídia conservadora americana. No Brasil as exceções se contam num dedo da mão esquerda de Lula. Os brilhantes artigos de Olavo de Carvalho e alguns outros abnegados autodidatas que teimam em publicar no Mídia Sem Máscara ou em sites/blogs pessoais, jornalistas de primeira linha como Nahum Sirotsky e poucos mais. E estes são atacados como reacionários, pró-ditadura, etc.
A versão dominante é no mínimo imbecilóide: turbas de jovens bem intencionados, inspirados nas tradições ocidentais dos direitos do homem, saem às ruas para clamar por liberdade e democracia, destituindo tiranos. De maneira geral esta frase é repetida ad nauseam nos jornais, tevê, rádio e nas famigeradas "redes sociais" na internet. Subitamente, Mubarak que sempre foi tratado como Presidente do Egito passou a ser Ditador! Como um raio da velocidade da luz o termo mudou da noite para o dia em toda a mídia! (Claro está que Raul Castro continua sendo Presidente de Cuba, país cujo último ditador, antes da democracia popular revolucionária, foi Fulgêncio Batista...).
Os jovens são colocados nas alturas espalhando de forma subliminar que eles são dotados de clarividência e onisciência divinas. Negam e muitos sequer sabem que foram os jovens que primeiramente atenderam às exortações de Ruhollah Khomeini e levaram a cabo a Revolução Islâmica do Irã. Que o maior genocida da história conclamou os jovens a levar a cabo uma das maiores matanças de todos os tempos: a Revolução Cultural chinesa. Que era aHitlerjugend, grupos de jovens que fora das salas de aula se organizavam em grupos e milícias para-militares para espionar o povo, inclusive seus próprios pais, desde 1931, quando já formavam a temerosa patrulha ideológica nazista comandada pelo não tão jovem Baldur von Schirach. Mais tarde, já fanatizados, foram nomeados líderes do Partido Nazista e membros das SS.
Von Schirach é o representante padrão que demonstra que jamais os jovens agem espontaneamente, mas sempre são exortados pelos mais velhos. O tal 'conflito de gerações' em níveis sociais é uma falsidade inventada pelos mais velhos para negar que os jovens são sempre usados como buchas de canhão pelas facções provectas em seus conflitos intra-geracionais. As turbas que enfrentavam a Hitlerjugend nas ruas, ligadas à Spartakusbund, também eram comandadas secretamente por 'coroas' como Ernt Thäelmann, dirigente do Partido Comunista. O autor deste texto experimentou isto na própria carne na sua juventude e é testemunha destes fatos.
Que direitos eles defendem agora no Oriente Médio? De que democracia se trata? De que liberdade? ...
LEIAM O TEXTO INTEGRAL NO SITE MIDIA SEM MÁSCARA: (http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/oriente-medio/11867-ignorancia-mentiras-e-idiotices-em-relacao-aos-disturbios-do-oriente-medio.html)
OU NO SITE DE HEITOR DE PAOLA:   http://www.heitordepaola.com/index.asp

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O OLHAR DE KADAFI. Ou: o suave pastor das ovelhas líbias.

Imagem reproduzida de http://www.newseum.org/todaysfrontpages/
Observar fotografias é uma coisa muito agradável.
E examinar o olhar de certas pessoas fotografadas pode ser muito revelador.
Embora as fotografias não passem de uma mera representação de algo que existe na realidade, sendo uma ilusão de ótica, podem ser muito reveladoras.
Muammar Al Kadafi, observado de perto, por meio de uma fotografia de um jornal (chegar perto dele pode ser perigoso), é assustador.
Não é à toa que primitivos acreditam que uma fotografia possa lhes roubar a alma.
Como deixar de imaginar o que há por trás desse par de olhos nem um pouco afetivos, meigos ou simpáticos?
Posso estar absolutamente errado, Kadafi poderia estar apenas brincando de posar de mau. E, dizem, quem  vê cara não vê coração.
Crível?
Talvez essa imagem nem tenha sido feita por estes dias tão conturbados na Líbia.
Mas a expressão do ditador nos faz pensar sobre aquilo que não é dito ou mostrado claramente, mas sugerido.
De que seria ele capaz?
Não à toa, talvez, consegue manter-se desde 1969 no Poder.


Um dia farei um exame do olhar dos ditadores pelas suas fotografias não oficiais (Fidel, King Jong Il, Stalin, Hitler, Chávez, Perón... a fieira é imensa; à direita e à esquerda...)  

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A ANVISA E O MUNDO PERFEITO. Ou: mudando a natureza humana.

(O inferno de Dante - Botticelli)
A Anvisa quer proibir a venda, no Brasil, de drogas utilizadas em tratamento médico para emagrecer. Burocratas embebidos em uma ideologia esquerdo-fascista empenham-se em nos tratar como débeis mentais, idiotas, e ignoram a capacidade de decidir alheia, querendo  construir o mundo perfeito, sem contra-indicações. A despeito de nossa vontade.

A justificativa é que as drogas podem afetar o organismo de quem as utiliza. Não vem ao caso discutir esta ou aquela droga, e seus benefícios e perigos potenciais. Para isso existem os médicos.

Qual a diferença entre o que pretende a Anvisa com as tais drogas e o prefeito Bloomberg com a proibição de cigarros em áreas abertas de Nova Iorque? Qual a relação dessas duas interferências e a obrigatoriedade, para motociclistas, do uso de capacetes; o que isso tem a ver com a histeria sobre o suposto aquecimento global? Ou com a absurda proposta de pesquisadores europeus para que passemos a comer insetos, para proteger a Ecologia?

Está em ascenção uma onda de natureza controladora e perfeccionista, que pretende, apoiando-se na suposta infalibilidade da ciência, controlar a vida de todos, além do meio ambiente, para o advento do mundo perfeito.

Claro que tal pretensão já foi trata por Orwell na década de 40.

Mas, qual o sentido de um mundo supostamente perfeito construído pelo homem, se o homem é imperfeito? E, seria o homem capaz de construir um mundo perfeito? Claro que não.

O ser humano mal consegue lidar com a realidade.

Os burocratas e os fanatizados pelo politicamente correto acreditam não só poder mudar o mundo, como mudar a natureza do ser humano. Isso também não é novidade. Há quem queira impor a felicidade por decreto.

O socialismo (em vários países) e o nacional-socialismo alemão, cada um com sua suposta base científica (sociologia um, biologia, o outro), produziram milhões de mortes em busca da perfeição. São ideologias que consideram  apenas o conjunto social, abstraindo a pessoa, considerada apenas uma peça sem importância. 

É razoável que autoriddes da Saúde zelem pela qualidade de alimentos, quanto a uma produção sem o risco do excesso de venenos, por exemplo; ou que fiscalizem a adulteração criminosa do leite pelo uso de soda cáustica. Mas é um absurdo que burocratas pretendam dosar o que cada um deve comer, ou beber.

Essa interferência é sempre crescente. Hoje proíbem alguns remédios, amanhã não quererão que comamos tomates; depois de amanhã traçarão nossos trajetos; noutro dia eliminarão os deficientes; mais tarde decidirão as músicas que devemos ouvir, depois o que devemos ler e pensar. Isso é vida?

A imposição da perfeição pretendida por alguns ao mundo , e aos outros, é de uma monstruosidade absoluta, pois a perfeição só é possível a Deus. Nós somos apenas humanos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MUBARAK AFASTOU-SE DO PODER, MAS REGIME CONTINUA

HOSNI MUBARAK, EX-DITADOR EGÍPCIO
(https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNlgr02daIp9cvbLuK39MZSuliJc6DeTKMlEBgySPaKsC0vy5cqqwoeNppxYvmR65w3R7fb3DqwA-clJKHj6PFKktd6XH8XtCO7Tj6o3a38BBstZoLqnMcTVe0nAfo_GarzUPrbBXxJnlE/s1600/mubarak2.jpg)
Talvez para evitar uma guerra-civil Hosni Mubarak tenha preferido renunciar após a pressão, de quase 20 dias, feita por multidões no Cairo.
Mas, os que pensavam em tomar o poder no grito (apesar de Mubarak ser um ditador) ainda não conseguiram seu intento.
O Exército fará a transição.
E o Exército egípcio não é aliado da Irmandade Muçulmana.
Os que pretendem incendiar todo o Oriente Médio terão que aguardar algum tempo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MUBARAK WON´T LEAVE OFFICE; MUSLIM BROTHERHOOD ANGRY. Ou: Mubarak deixará o poder mais tarde.

Finalmente Hosni Mubarak falou ao povo egípcio, e disse que não vai renunciar, embora quem vá responder pelo governo seja o vice Omar Suleiman. Os manifestantes, que ocupavam a praça Tahrir não gostaram muito, e correspondentes dizem que houve fúria.

Mas, é preciso notar que o Egito é um país com 72 milhões de habitantes e na praça Tahrir algumas centenas de milhares de pessoas podem passar a impressão de que todo o Egito quer Mubarak fora.

Será mesmo assim? Embora Mubarak seja um ditador, o país não tem uma população controlada pelos islâmicos fundamentalistas que, de fato, estão por trás das manifestações que abalam o país há dias. 

Talvez  parte da população queria ver Mubarak pelas costas, mas quem querem ver em seu lugar? Essa é a pergunta que muitos não fazem no Ocidente, acreditando que os egípcios estão apenas desejando um regime democrático.

Muitos poderão querer algo como a democracia, mas mais gente ainda não quererá viver sobre a chibata islâmica fundamentalista associada aos amigos da Muslim Brotherhood. 

O Egito tem mais de 11% de seu PIB dependente da indústria turística que, em 2010, recebeu mais de 12 milhões de visitantes (o dobro do que recebeu o Brasil). O prejuízo do setor turístico já ultrapassa, em muito, 1 bilhão de dólares. Isso não é pouco dinheiro.

Com a crise se prolongando, muito mais gente sofrerá. Acho que os radicais e os manipulados por eles terão que voltar para casa, pois começarão a ser pressionados pelos seus próprios compatriotas que, neste caso, são a maioria.

Part of Mubarak speech (CNN)

..."Dear citizens, the priority right now is regaining the sense of confidence in Egyptians and a sense of trust in our economy, our reputation. Change and transfer that we have already started and that is not going to bring us any sort of step backwards.
Egypt is passing through a critical juncture. We should not ever permit that this is going to continue because this affects negatively our economy. Negative repercussions on our economy day after day would lead to a situation where we find those youth who had called for change, they would really be endangered out of the movement.
This critical juncture is not at all co-relevant to me personally, it's not co-relevant to Hosni Mubarak, but now Egypt is a top priority. It's present, it's future, the future of the coming generations, all of the Egyptian people now are all in one boat, in one corner, and we have to continue the national dialogue that we have already started with the spirit of a team and away from any sense of animosity and any sense of differences. So that we would overcome this critical juncture, and so that we would regain confidence in our economy and we would retain security and stability on the Egyptian street."...
















terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MUBARAK PODE DESISTIR DE SER CANDIDATO EM SETEMBRO.

Segundo a TV Al Arabiya,  Hosni Mubarak talvez faça, ainda hoje, um pronunciamento no qual diria estar disposto a não mais participar das eleições presidenciais em setembro próximo. O ditador tem 82 anos e, caso fosse candidato novamente, exerceria o cargo por mais 6 anos.
A Tv estimou a multidão, que foi enchendo a Praça Tahrir ao longo do dia, em pelo menos 200 mil pessoas. 
Resta saber como reagirão os cidadãos egípcios a tal proposta, caso venha mesmo a ser feita.
Parece que a oposição está com muita pressa de chegar ao poder. Talvez isso crie uma pressão exagerada sobre Mubarak e a situação pode ficar mais tensa e perigosa. 

OPOSITORES QUEREM MUBARAK FORA DO PODER ATÉ 6ª FEIRA. Qual o futuro do Egito: outra ditadura ou democracia?

Mohamed ElBaradei, líder oposicionista e prêmio Nobel da Paz, não esconde a vontade de assumir o poder no Egito. Dizendo canalizar a vontade de segmentos oposicionistas, o que inclui a nada pacífica Irmandade Muçulmana, quer que o ditador-presidente (30 anos no poder) Mohamed Mubarak deixe o governo para que haja alguma negociação.

Nas manifestações de hoje, no Cairo, centenas de milhares de pessoas foram às ruas, sem confusão, uma vez que o exército havia divulgado que não haveria reações violentas, desde que a população respeite as propriedades.

A onda de protestos públicos nas ditaduras e monarquias árabes-islâmicas começou na Tunísia, em dezembro do ano passado, tempo como limite a auto-imolação de um desempregado chamado Mohammed Bouazizi. Ele vendia frutas em uma banca de rua e foi insultado e espancado por fiscais e policiais. Dizendo-se desempregado, apesar de diploma superior, o cidadão humilhado ateou fogo nas próprias vestes, morrendo em seguida. (Fotos podem ser vistas no site da Allvoices.com). Foi o estopim da rebelião em um país assolado pela pobreza, pelo desemprego  e pela corrupção nos altos escalões.

Como a situação mudou nos últimos anos, incorporando as inovações tecnológicas, as redes sociais e as TVs árabes espalharam as imagens chocantes e a revolta começou, levando o ditador Ben Ali a deixar o governo em um mês de confrontos entre o povo e a polícia.
As imagens e as notícias da situação tunisiana, onde morreram mais de 200 pessoas nos choques, estimulou outras populações a ser rebelarem ou exigirem mudanças no governo, foi o caso da Jordânia e do Egito, por exemplo.

Na Jordânia, o Rei Abdullah, após fortes manifestações populares,  aceitou a renúncia de todo o ministério e do primeiro-ministro, prometendo mudanças que satisfação a opinião pública.

OCIDENTALIZAÇÃO E TRADIÇÃO.

Essa onda de revoltas não pode ser lida, apenas, como um movimento espontâneo de massas contra as ditaduras. As massas foram às ruas e as pessoas utilizaram os recursos modernos de comunicação. Ditaduras (todas elas) provocam sofrimento, mas existem forças que observam os fatos e se movem nas sombras, pois são contra as ditaduras (geralmente desligadas do poder religioso), mas tambem são contra a modernização ocidentalizante. São organizações como a Irmandade Muçulmana, o Hamas, o Hezbollah. No final, implantam outra ditadura ainda mais cruel e sufocante.

Muitas de suas posições são convergentes com a da esquerda árabe, mas o que querem, de fato é a implantação de estados religiosos, como o do Irã. E Gahnem disse ontem em entrevista no Irã que o Egito fará guerra a Israel. Esses são os pacifistas que estão ao lado do prêmio Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei.    

Neste momento, ElBaradei e Mohamed Gahnem (da I. Muçulmana) podem dar-se as mãos para derrubar Mubarak, mas, dentro em pouco tempo, creio, Baradei, se for feito presidente, será engolido, como Kerenski o foi na Revolução Russa.   
















domingo, 31 de outubro de 2010

PELA LIBERDADE, CONTRA A MENTIRA

Pela liberdade e contra a mentira.
A defesa que algumas pessoas fazem de um partido que quer controlar a imprensa, a cultura e a liberdade de expressão dá bem a medida de como foram as coisas nos anos 60 e 70.
A ditadura militar foi terrível e milhares de opositores foram perseguidos, muitos presos, torturados e mortos.

Mas os verdadeiros opositores combatiam o regime para obter a volta da democracia.
No entanto, um punhado de outro tipo de opositores combateu a ditadura com armas, matando centenas de inocentes, assaltando e explodindo bombas.

Na verdade, fingem-se, hoje, de democratas, mas queriam, e muitos ainda querem, implantar um regime socialista como o cubano.
É disto que se trata.

Todos aqueles que aqui se manifestam para tripudiar sobre o Manifesto de Apoio a Serra são as víúvas do regime comunista que querem que renasça na América Latina. Tal é o motivo do assanhamento.

Fernando Gabeira, o verde, foi honesto, há cerca de um mês, quando disse que não havia lutado pela democracia e sim pela ditadura comunista. Por isso foi preso e expulso do país, trocado por um sequestrado.
Gabeira foi honesto, não quer iludir o cidadão desinformado. Hoje Gabeira é um democrata.
Muitos outros do tempo dele deveriam ter a mesma honestidade e parar de mascarar os fatos.

Querem uma ditadura partidária em que existirá a liberdade de concordar. Isso já existe em Cuba, na Coréia do Norte, na Venezuela, no Irã.
A Constituição, no seu artigo 5,  garante a liberdade de pensamento, de expressão e de Imprensa. Sem subterfúgios.
Quem quer controlar a Imprensa por falsos movimentos sociais, braços políticos do Partido, o Moderno Príncipe de Gramsci, são os autoritários e totalitários que não conseguiram derrotar a ditadura pelas armas.

Quem derrotou os militares foram os verdadeiros democratas, os que aceitam as regras da Democracia, do Estado de Direito e a pluralidade política. Foi a vontade da maioria do povo.
 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

SOBRE MANIFESTOS

Existem muitos manifestos circulando pela Internet à busca de assinaturas. 
Dois deles devem entrar na consideração dos que levam a sério as advertências de muitos sobre o momento pelo qual passa o Brasil.

Estamos na fronteira entre a Liberdade e a Tirania. Parece apocalíptico?
Basta observar à nossa volta, na América Latina, para percebermos diversos governos rastejando na direção do estado de futuras ditaduras.

Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina, Honduras, entre outros países, já sofrem com a perseguição à imprensa, aos jornalistas, aos que produzem, aos opositores, à liberdade de pensamento e de expressão. Nem precisamos falar em Cuba, onde o desastre total da revolução chegou ao cúmulo de um estado comunista anunciar a demissão de 500 mil cidadãos, em fevereiro próximo. Num lugar em que o Estado é o único empregador 500 mil pessoas serão jogadas na rua da amargura. Quanta ironia.

Assim, meus amigos, assinem o Manifesto pela Democracia, que já ultrapassou 100 mil assinaturas e o de apoio ao José Serra (artistas e intelectuais).
Pessoalmente Serra não me agrada muito, acho-o até um pouco autoritário no modo de ser, mas não defende um projeto de restrições de Liberdade e não nos aproximará de ditaduras, respeitando as regras democráticas e as liberdades de expressão e de imprensa. Como são duas opções, não há alternativa. Votar em branco, anular ou abster-se, numa horas dessas, é covardia. 

Isso será fundamental para o futuro.
Nossos filhos não podem ser escravos de tiranos.
E essa decisão é somente nossa.