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quinta-feira, 31 de março de 2011

OSAMA BIN LADEN´S FATWA AGAINST AMERICA MEANT TO ACCOMPLISH THREE GOALS.

Comento: Esta é uma excepcional análise da situação da relação Ocidente X Oriente. Uma das mais profundas e argutas que já li. Nada de revolução Twitter e Facebook, nada de jovenzinhos atrás de democracias ocidentalizadas. Só o peso do Islam. Creio nisso desde que li Arnold Toynbee nos anos 70. Não poderia ser de outro modo. Mas não imaginava como aconteceria.

Daniel Greenfield foi ao ponto. Preciso, Cirúrgico. Cruel, até.

Hipóteses, podem dizer os céticos, aqueles que acham que Barack  Obama, o tolo, sabe o que está fazendo. (Talvez até saiba, mas nós não saberemos; não se esqueçam de que ele é visto por centenas de milhares de americanos como alguém infiltrado na Casa Branca. E a ideia, dados certos antecedentes, não é maluca).  Mas hipóteses muito plausíveis, as melhores que vi até o momento de tudo o que se disse sobre o que acontece no Norte da África e no Oriente Médio.

A vitória de Bin Laden

Daniel Greenfield: Sultan Knish, 21 de março de 2011
Tradução: Dextra


Bin Laden está vencendo

A fatwa de 1996 de Osama Bin Laden contra os Estados Unidos foi o primeiro dominó em uma cadeia de acontecimentos com o propósito de alcançar três objetivos.

1) Unir os muçulmanos em uma guerra contra a civilização ocidental;
2) Derrubar os governos do mundo muçulmano e substituí-los com regimes completamente islamistas;

3) Construir um califado muçulmano regional e depois mundial.
A fase 2 já está bem adiantada. E os aviões militares estão bombardeando a Líbia para ajudar a abrir o caminho para ela. Igual a como já fizemos na Iuguslávia e no Iraque. Não se sabe se Bin Laden está vivo ou não, mas seus objetivos estão sendo alcançados. Os muçulmanos agora vêem a derrota da civilização ocidental como um objetivo importante e realizável. Nossos esforços democráticos e de construção nacional derrubaram muito da antiga ordem e são os muçulmanos que estão em melhor posição para se beneficiarem disto.

O Oriente minou a soma total de poder de fogo que o Ocidente tinha a sua disposição, mas o Ocidente novamente subestimou o quanto o Oriente poderia usar sua força contra ele, corromper seus propósitos e os fazerem servir a seus objetivos.

Como uma civilização fisicamente mais fraca, o Oriente se adapta melhor do que o Ocidente. A esperteza bizantina de suas tramóias muitas vezes termina em becos sem saída auto-ilusórios; ela tem um fraco por teorias conspiratórias; e suas organizações e estruturas  estão apodrecidas em todos os níveis -- mas isto também se ajusta à situação. Enquanto isto, o Ocidente sacode o pó de suas velhas táticas e princípios, lutando para aplicá-los a todas as situações.

Quando a  Al Qaeda nos atacou pela primeira vez, nós tratamos a coisa como um problema criminal. Mas quando seus ataques sofreram uma escalada e mataram milhares de americanos, nós a tratamos como uma guerra. A questão da flexibilidade era óbvia. Nós só podíamos categorizar a ameaça ou como um problema policial ou como uma guerra, nada entre os dois.

Os Estados Unidos só tinham uma tradição limitada de terrorismo político doméstico. E não têm idéia de como lidar como lidar com um terrorismo político externo com vistas a tomar o país. O comunismo foi tratado de forma atrapalhada pelo mesmo motivo, ele não se tratava de crime convencional nem de guerra, as autoridades não conseguiram resolvê-lo porque não conseguiam categorizá-lo. O Islam coloca o mesmo problema.

Após séculos de conflito intemitente e duas décadas de terror crescente, nós ainda não conseguimos classificar de forma significativa o inimigo, definir quem ele é ou qual seu número. Nossa tradição de proteger a discordância polítca e a liberdade religiosa faz com que dividamos os que cometem diretamente a violência daqueles que cometem indiretamente a violência. Mas esta é uma distinção artificial que o inimigo não faz. Organizações terroristas fazem uma distinção apenas operacional entre armas militares e políticas. Ambas são parte da mesma causa e estão comprometidas com o mesmo objetivo.

Apesar de toda sua hostilidade ao progresso, os muçulmanos rapidamente encontraram formas e estruturas que podem funcionar no Ocidente. E marcham na direção de sua conquista. Estas estruturas são ideologicamente camufladas dentro das zonas protegidas das crenças ocidentais, de modo que não possam ser tocadas. O Ocidente não consegue fazer nada do gênero. Mesmo quando ele levou seus exércitos às terras muçulmanas, eles foram rapidamente manobrados pelos nativos para apoiarem facções já existentes. Ao invés de impormos nossos padrões e valores a eles, nós nos tornamos mercenários gratuitos nas guerras deles.

Nós tentamos exportar nossos sistemas políticos pela força das armas, exceto pelo fato de que tínhamos suposto que nosso sistema político era a base natural de todas as sociedades, uma vez que os tiranos fossem removidos da equação. Nós ainda supomos isto, agora. E assim, ao invés de impor nossos sistemas, nós, pelo contrário, lutamos para identificar os Tojos, Hitlers e Mussolinis, varrendo eles e esperando um mundo melhor em sua ausência. Nós supomos que as leis pelas quais vivemos são universais, mas embora elas possam ser o ideal, elas não são culturamente universais.

A estrutura ocidental é forte, mas não inflexível. Ela resulta em instituições melhores, mas também em uma limitada liberdade de ação. A ausência de estruturas do Oriente resulta em uma flexibilidade imediata. Uma forma que pode ser despejada em qualquer recipiente ao mesmo tempo em que mantem sua natureza essencial. Exportar as estruturas ocidentais é irrelevante, a menos que elas mudem a natureza da região. E é fácil despejar imigrantes muçulmanos nos recipientes ocidentais sem mudar de fato suas atitudes básicas.

No Oriente, retórica e princípios são completamente desconectados uns dos outros. Eles podem se encontrar, quando conveniente, mas isto é tudo. O que um governante diz não tem qualquer conexão com o que ele faz e só uma leve relação com seus prinícpios.  Há uma flexibilidade líquida com a qual nem os mais corruptos políticos ocidentais são capazes de rivalizar. Enquanto um político ocidental subverte um sistema de leis, para os políticos orientais as leis são cartas em um baralho. As estruturas de governo são irreais, figuras de papelão para uma peça. Quando os políticos ocidentais pensam que estão manipulando seus pares orientais, eles não estão sequer no mesmo jogo. Eles estão pondo peças de xadrez em um tabuleiro de dominó e dizendo que venceram, enquanto eles sequer entendem as regras do jogo. Muito menos como vencer.

Onde foi que erramos? Para começo de conversa, nós nunca paramos de lutar a Segunda Guerra Mundial. Tratar a Coréia e o Vietnam como se eles fossem partes da Europa foi bastante ruim, mas jogar o Plano Marshal no mundo muçulmano é completamente imperdoável. Depois da Segunda Guerra nós ao menos podíamos confiar em nossa capacidade de restaurar a Alemanha, a Itália e o Japão a seus estados pré-Hitler, Mussolini e Tojo. Mas a que diabos nós pensamos que vamos restaurar o Iraque e o Afeganistão? À idade da pedra? Ao Califado Abássida?

Se tivéssemos partido para esmagar as forças armadas e a base industrial do Eixo do Mal, nós já teríamos terminado o serviço e com apenas uma fração de vítimas. Não só teríamos causado um grande prejuízo aos regimes que apoiam o terrorismo, mas também teríamos limitado nossa exposição a sua cultura e lhes negado o tempo necessário para formarem uma insurgência. Ao invés disto, nós supomos que a reforma e reconstrução do Iraque o tornaria um modelo de democracia para a região. Não surpreende que os membros sobreviventes do Eixo do Mal se encarregaram de reforçar o terrorismo, transformando o projeto de construção nacional em uma ocupação e por fim em uma longa série de acordos levando a uma retirada.

Mas os dominós em queda não pararam aí. Nós tiramos Saddam da jogada, mas deixamos o Irã no jogo. E o Irã usou sua nova liberdade de ação para ganhar poder e influência regional. Aí, para completar, uma nova administração defendeu a democracia no mundo muçulmano, o que isolou os regimes aliados do Ocidente e permitiu aos islamistas se aliarem ao Irã para tomarem até o Cairo. E foi assim que chegamos à fase 2.

http://sultanknish.blogspot.com/
Era isto o que Bin Laden queria em 1996. Ele pode até não conseguir remover a realeza saudita, mas, se ele estiver vivo, ele está mais próximo disto do que nunca. E foi por obra nossa que ele chegou lá.

Nós aplicamos padrões ocidentais a estados não-ocidentais, sem perceber que os resultados seriam completamente diferentes do que tínhamos esperado. Um sem-número de analistas ainda estão aplicando o modelo de 1848 aos regimes árabes neste momento. Eles ainda não se deram conta de que o Oriente Médio não é a Europa e que seus valores não são universais, então, ao invés de experimentarem os acontecimentos, eles os romantizam, casando-os a seus próprios mitos históricos.
Ao nos levar a agir, Bin Laden colocou em movimento uma cadeia de acontecimentos. Ninguém poderia ter previsto a trajetória deles, mas, em sentido geral, ele buscou mover o mundo muçulmano na direção de uma jihad armada contra o Ocidente, com o objetivo de derrubar os governos do Oriente Médio e construir um califado com nossos ossos. Ele não poderia  ter previsto o quanto de seu trabalho nó mesmos faríamos para ele, embora, depois que bombardeamos a Iugoslávia para criar um estado terrorista, talvez sim.  Não faz diferença.

O principal objetivo de Bin Laden era mudar o conflito, das invasões demográficas e culturais suaves para uma campanha violenta. Um conflito que levasse o Ocidente na direção de uma colisão direta com os muçulmanos e seus governos. Isto acelerou a resistência e a subjugação ocidentais, assim como acelerou a violência e a conquista muçulmana. Hoje, há uma consciência muito maior entre ocidentais e muçulmanos a respeito do Choque de Civilizações. Os muçulmanos não estão mais satisfeitos com uma vitória demográfica e cultural de longo prazo -- eles também querem uma conquista no curto prazo. E os ocidentais que anteriormente não tinham voz em face à islamização da Europa e da América encontraram sua voz em resposta ao onze de setembro e ao sete de julho.

Agora que o conflito entra na segunda fase, uma nova dimensão será a ele acrescentada. A ascenção de um Califado vai esmagar qualquer bobabem sobre "uma minúscula minoria de extremistas". Tanto ocidentais quanto muçulmanos terão de encarar a realidade do Islam. E serão obrigados a fazer uma escolha.
http://veradextra.blogspot.com/
http://sultanknish.blogspot.com/2011/03/bin-laden-is-winning.html


segunda-feira, 14 de março de 2011

COMO O MULTICULTURALISMO ESTENDE SEUS TENTÁCULOS NO OCIDENTE

Nem discriminatório, nem supérfluo. Leis que proíbem a Sharia são essenciais para defender a ordem constitucional.

Conforme os americanos ficam sabendo mais sobre o Islã, o aspecto que eles acham mais censurável não é a teologia (como por exemplo se Alá é Deus ou não) nem seu simbolismo (por exemplo, um centro no sul de Manhattan) e sim seu código de leis, chamado de Sharia. E com razão, eles dizem não a uma série de leis que privilegia muçulmanos às custas de não muçulmanos, homens às custas das mulheres e contêm muitos elementos hostis à vida moderna.
 
Newt Gingrich, ex-Presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, deu uma atenção pública sem precedentes ao perigo que a Sharia representa, em julho, quando criticou severamente seus "princípios e suas punições, totalmente abomináveis ao mundo Ocidental", reivindicando uma lei federal, "afirmando que não haverá em nenhuma corte, em nenhum lugar nos Estados Unidos, em hipótese alguma, a permissão de avaliar a Sharia como substituição à lei americana".

Apesar de alguma agitação nessa direção, não existe nenhuma lei federal a esse respeito. Porém as legislaturas em dois estados, no Tennessee e na Louisiana, aprovaram recentemente leis que efetivamente impedem aplicações da Sharia que violem leis existentes e políticas públicas. Além disso, em um referendo em 2 de novembro, os eleitores no Oklahoma, na mesma linha, votaram 70 a 30 porcento para que a constituição estadual seja emendada.

Embora fosse aplaudida por muçulmanos moderados como Zuhdi Jasser, a aprovação da "Emenda Salve o Nosso Estado" alarmou os islamistas. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas, corretamente acusado de ter como objetivo "derrubar o governo constitucional dos Estados Unidos", mesmo assim convenceu um juiz regional federal a impor uma ordem de restrição temporária sobre a comissão de eleição do estado em certificar a emenda.

Uma ampla audiência no tribunal poderia, com presteza, motivar mais debates públicos sobre a aplicação da Sharia. Nesse espírito, vamos olhar com mais cuidado a emenda que acabou de ser aprovada no Oklahoma, State Question 755. Ela limita as cortes de Oklahoma de se basearem exclusivamente "na lei federal e estadual para tomarem suas decisões". Por outro lado, ela rejeita a "lei internacional" em geral e de forma específica "proíbe as cortes de levarem em conta ou de usarem a Lei da Sharia", que a define como lei islâmica "com base em duas fontes principais, o Alcorão e os ensinamentos de Maomé".

Críticas da população em geral sobre a emenda, flutuam entre duas respostas contraditórias, alegando ser ela discriminatória ou supérflua.
Discriminatória? Embora o teor seja realmente problemático (não é possível proibir a lei internacional e a Sharia não deveria ser discriminada e chamada pelo nome), o State Question 755 insiste corretamente que os juízes baseiem seus julgamentos exclusivamente na lei dos Estados Unidos.

Contrariando os boatos, a emenda não proíbe a Sharia fora dos tribunais: Os muçulmanos podem se lavar, rezar, comer, beber, jogar, nadar, cortejar, casar, reproduzir, legar em testamento, etc., de acordo com os dogmas da sua religião. Portanto a emenda não prejudica os muçulmanos americanos.

Supérfluo? Não há pesquisa para nos informar sobre a frequência em que juízes americanos se baseiam na Sharia para proferirem julgamentos, mas uma pesquisa provisória mostra 17 instâncias em 11 estados. O caso mais notório talvez seja a sentença de Nova Jersey acerca de um casal muçulmano do Marrocos. A esposa relatou que o marido forçava-a repetitivamente a ter relações sexuais com base, citando-o, "isso está de acordo com a nossa religião. Você é a minha esposa, eu posso fazer o que eu quiser com você". Resumindo, o marido muçulmano reivindicou a sansão da Sharia por ter violentado a sua esposa.

O juiz concordou com ele: "O tribunal acredita que ele estava agindo conforme sua crença, significando que, como marido, seu desejo de ter relações sexuais, se e quando desejasse, é algo consistente com seus costumes e não proibido". Com base nisso, em junho de 2009, o juiz julgou que não ficou provado que houve agressão sexual.

A corte de apelação revisou o julgamento em julho de 2010, tendo como base "que a conduta do marido em forçar a relação sexual sem consentimento era de conhecimento inquestionável, sem levar em consideração seu ponto de vista, que sua religião permitia que ele agisse do modo que agiu". 

Na análise mais adstringente de Newt Gingrich, o juiz do primeiro julgamento "relutou em impor a lei americana em alguém que estava claramente abusando de outrem".

Por outro lado se avulta o exemplo alarmante da Grã-Bretanha, onde duas dentre as personalidades mais proeminentes do país, o arcebispo de Canterbury e o Presidente do STJ, endossaram uma função para a Sharia ao lado do direito comum britânico, onde uma rede de tribunais com base na Sharia já opera.

Nem discriminatório, nem supérfluo. Leis que proíbem a Sharia são essenciais para defender a ordem constitucional do que Barack Obama chamou de "odiosas ideologias do Islã radical". O American Public Policy Alliance engendrou uma legislação modelo que as legislaturas de Oklahoma e de 47 outros estados deverão aprovar.

Publicado no site da National Review Online em 16 de Novembro de 2010.
Mídia sem Máscara:   http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/11611-cidadaos-de-oklahoma-dizem-nao-a-sharia.html (19/11/2010)

Breve comentário:

Não há qualquer problema em uma pessoa viver conforme dita a sua religião, seja ela o catolicismo, o protestantismo, o islamismo. Afinal, todas religiões têm um corpo de regras para seus fiéis, para guiarem sua conduta perante Deus. Mas, quando a visão multiculturalista facilita a dissolução das leis de um país, ou fere os direitos constitucionais, deve ser combatida rigorosamente.

O Brasil tem adeptos de muitas religiões, inclusive islâmicos. Não seria tolerável, contudo , que, em nome da Sharia, pretendessem ser julgados por um código paralelo, de modo diferente que todos os outros brasileiros.

A Constituição do Brasil defende, por exemplo, a integridade física das pessoas. Como um pai poderia querer mandar executar a infibulação (castração feminina) em alguma filha alegando preceitos religiosos? Poderia até tentar, ou executar, mas isso seria considerado um crime, e o sujeito estaria ferindo o Código Penal. O corpo do outro não está ao seu dispor, não é sua propriedade. 

Da mesma forma o marido não pode, baseado em leis religiosas, violentar ou estuprar sua própria esposa. As leis, no Ocidente, de modo geral, garantem a igualdade de direitos e preservam a integridade do corpo, uma herança do cristianismo. 

Sobre a importância do Cristianismo na formação do Ocidente sugiro a leitura de René Girard, autor de O Bode Expiatório (onde trata do assunto) e outros livros muito importantes e de agradável leitura. 

A LOUCURA DOS TEMPOS ATUAIS VAI MAIS LONGE DO QUE SOMOS CAPAZES DE IMAGINAR. Ou: islâmicos americanos querem derrubar a Estátua da Liberdade.

Imagem Vera Dextra

Os muçulmanos são uma minoria minúscula nos Estados Unidos mas já fazem planos públicos para demolirem a Estátua da Liberdade em nome do Islam

Dê liberdade de expressão e associação para os comunistas e eles não vão sossegar enquanto seu país não virar um inferno comunista.  Dê liberdade de expressão e associação para os muçulmanos e eles não vão sossegar enquanto seu país não virar um inferno islâmico. Não seria mais prudente banir de antemão e para sempre os dois grupos?


Do site islamofascista Shariah 4 America. Lá você encontrará artigos como "Não obedeça às leis do país" e "Muçulmanos sem Sharia são um peixe fora da água." 

Algum esquerdista deveria explicar a eles que o Islam e as democracias laicas ocidentais não são incompatíveis e que esta doutrina não oferece perigo nenhum para nossa civilização.  Parece que a visão que eles têm de si mesmos não bate com a visão que a Esquerda deseja que nós tenhamos deles.

Sharia 4 America: segunda-feira, março de 2011
Tradução: Dextra

A demolição islâmica da Estátua da Liberdade

Um dos princípios fundadores da constituição islâmica é garantir que toda a soberania e supremacia pertençam tão somente a Deus; a Xaria é a manifestação prática desta soberania e supremacia porque ela procura estabelecer seu mando na sociedade.

O status de uma nação, consequentemente, não depende de seus número, força ou avanço tecnológico, mas antes do quanto ela se submete aos mandamentos de Deus. Quando uma nação busca se libertar de tais mandamentos, ela então encontrará por fim a própria destruição.

A Estátua da Liberdade, projetada por Frederic Bartholdi, fica na Liberty Island , no Porto de Nova Iorque; representado Libertas, a (falsa) deusa romana da Liberdade, ela é um símbolo da natureza rebelde da constituição americana, que eleva o mando do homem acima do mando de Deus.

No Islam, a veneração pública de ídolos e estátuas é estritamente proibida. Isto tem forçado muçulmanos sinceros a desenvolverem planos realistas que auxiliarão na remoção da Estátua da Liberdade.

Devido à escala da tarefa à mão, é altamente provável que será necessário que rigorosas barreiras de segurança sejam empregadas antes que a demolição da Estátua da Liberdade possa começar; assim, como medida temporária, propõe-se que uma grande burca seja usada para cobrir a estátua, livrando a vista pública desta visão abominável, bem como mandando uma forte mensagem a seus criadores franceses .

Após a demolição, recomenda-se que um minarete seja construído como um substituto adequado, permitindo que a glorificação de Deus seja proclamada diariamente, bem como funcionar [sic] como um poderoso lembrete sobre a superioridade do Islam sobre todos os outros modos de vida.
http://veradextra.blogspot.com/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O FERVOR ISLÂMICO COLHE A SIMPATIA DOS TOTALITÁRIOS, À DIREITA E À ESQUERDA

Um "islamofóbico" confessa-se

20/02/2011

ALBERTO GONÇALVES  (DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, PORTUGAL)

Em plena praça Tahrir, 200 cidadãos festejaram a queda de Mubarak violando ou, para usar o eufemismo em voga, agredindo sexualmente a jornalista americana Lara Logan (do 60 Minutes). Fonte da CBS, a estação de Logan, afirma que esses pacifistas sedentos de liberdade (e de senhoras, aparentemente) gritavam a palavra Jew! (Judia!) durante o acto, pormenor omitido na vasta maioria das notícias sobre o episódio.

Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti.

A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo". Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.

Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?). Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte.

Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões. Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis.

Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo. Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados.

Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo). Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche.

Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.

E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo").

E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1788366&seccao=Alberto%20Gon%E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ESQUERDISTAS, AGORA, LUTAM PELA LIBERDADE? Já se esqueceram de Neda Soltan?


A esquerda protestou contra a morte de Neda Agha Soltan nas mãos dos pit-bulls de Ahmadinejad?
http://www.hyscience.com/archives/2009/06/guardian_neda_s.php
 Um ano depois do suicídio reacionário
Transformados em freedom fighters da noite pro dia, os esquerdistas agora querem derrubar ditadores do Oriente Médio, mas não todos. Ahmadinejad, por exemplo, pode ficar sossegado.

Finalmente o PT lançou uma nota de solidariedade aos iranianos que foram protestar nas ruas contra o regime de Mahmoud Ahmadinejad: "O Partido dos Trabalhadores saúda o povo egípcio e presta total solidariedade à luta dos povos árabes e de toda a região contra governos ditatoriais, corruptos e violadores dos direitos humanos. Ao cabo de dezoito dias de luta nas ruas de Cairo e outras cidades do Egito, seu povo - jovens, estudantes, trabalhadores, funcionários, classe média -, defendendo as bandeiras de pão, emprego, justiça social, progresso, liberdade e democracia, derrubou o regime antipopular e ditatorial de Hosni Mubarak".

Perdão. Embaralhei os papéis e transcrevi a nota do PT dedicada aos egípcios. Agora sim segue a mensagem dos petistas ao povo do Irã: "O PT se une aos que desejam que as esperanças que iluminaram as mentes e os corações dos milhões de manifestantes que lotaram as praças, enfrentando a repressão policial e toda sorte de dificuldades, não sejam confiscadas nem traídas, e que a voz do povo se faça ouvir, interna e internacionalmente".

Na verdade, essa ainda é a mensagem dedicada ao Egito. Procurei uma nota do PT simpática aos iranianos e não encontrei. Transformados em freedom fighters da noite pro dia, os esquerdistas agora querem derrubar ditadores do Oriente Médio, mas não todos. Ahmadinejad, por exemplo, pode ficar sossegado. Como em 2009, os rebeldes pacíficos do Irã serão presos ou executados sem que a esquerda espalhe correntes de solidariedade às vítimas. O assunto só interessa aos iranianos, como nos ensinou Lula, o sujeito que considera Muamar Kadafi "meu amigo, meu irmão e líder" (01/07/2009).

Já a questão egípcia transcende fronteiras, pois a Irmandade Muçulmana pode chegar ao poder, incrementar o bloco terrorista antiamericano, romper 31 anos de paz com Israel e juntar-se a Ahmadinejad e companhia na guerra à única democracia do Oriente Médio - ou, no linguajar da esquerda, promover um governo verdadeiramente progressista. Para o PT, Israel comete terrorismo ao não cometer suicídio ante o terrorismo islâmico, e a reação israelense a oito anos de foguetes do Hamas equivale às práticas do regime nacional-socialista. É a mesma opinião de Ahmadinejad, que financia o Hamas e de quem Lula é assessor em assuntos atômicos.

Ontem fez um ano da morte de Orlando Zapata. Na ânsia de trair o comunismo cubano, ele dirigiu-se a uma cela, ficou lá alguns anos, parou de comer e maquiavelicamente deixou-se morrer, bem quando Lula visitava os irmãos Castro. Duas semanas depois do suicídio reacionário de Zapata, o grande timoneiro petista igualou os presos políticos cubanos aos bandidos de São Paulo. Escute a lição: "Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade. Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano". Sobre o Egito, Lula disse que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura". No Irã e em Cuba, a depender de Lula, nunca vai furar.
Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com/
extraído do site: http://www.midiasemmascara.org/artigos/

A FALSA VISÃO DO JORNALISMO, DA VERDADE E DAS LEIS

Não é a verdade que lhe interessa, mas fazer parte da grande narrativa politicamente correcta.

O tumulto na Rua Muçulmana é já um case study. A maioria dos jornalistas ocidentais relatou os acontecimentos com simpatia e até, em alguns casos, com um entusiasmo e um fervor que estariam bem em actos de agit-prop, mas que estão a léguas da informação neutra e tão objectiva quanto possível a que os códigos deontológicos obrigam.
A violência exercida contra jornalistas é o exemplo perfeito deste bias.
Os ataques a jornalistas, quando levados a cabo por indivíduos afectos a certos grupos dos "maus", são relatados com paixão, pormenor, indignação e abundante adjectivação. E são, sem excepção considerados como demonstrativos da maldade intrínseca desses grupos.
Mas tem também havido ataques igualmente brutais levados a cabo pelos "jovens" que, nas palavras entusiasmadas dos jornalistas, "lutam pela democracia e pela liberdade", pese embora não ser possível resumir os acontecimentos a clichés tão simplistas. E o modo como estes ataques são relatados, quando o são, é completamente diferente. De um modo geral são escamoteados, relatados em poucas linhas, com omissão de pormenores importante, sem contextualização e, muito importante, evitando associá-los ao grupo de onde provêm.

veja.abril.com
 O caso Lara Logan é paradigmático
A jornalista americana da CBS, de origem judia, foi violada e brutalizada por dezenas de "jovens lutadores da democracia".

 Ora isto não quadra nas narrativas épicas com que os manifestantes têm sido retratados, pelo que a CBS só deu conta do caso vários dias depois, omitindo as caras dos brutos e o facto de que gritavam "judia, judia, judia" enquanto se cevavam na jornalista. E o follow up tem sido tépido, de um modo geral passando a ideia de que se tratou apenas de um acto odioso de alguns indivíduos que, de modo nenhum, é representativo da sua cultura grupal, nem coloca em causa a narrativa de jovens idealistas e modernos, manifestando-se pacificamente pela democracia.

A que se deve isto?

Na minha opinião, tem a ver com (mais) um efeito perverso do multiculturalismo e de excrescências da luta de classes. Segundo esta visão, prevalecente nos media ocidentais, o que importa não é o acto, mas sim a que grupos pertencem quem o comete e quem o sofre.
Se o acto é cometido por indivíduos dos grupos "opressores", ou "dominantes", (brancos, ricos, judeus, ocidentais, homens), ele revela o carácter perverso da sua cultura e dos seus valores e é exposto e reportado de imediato, sem tergisversações e meias palavras.
Se é cometido por indivíduos dos grupos vistos como "oprimidos", "explorados", "dominados", enfim, pelo "underdog" ( negros, muçulmanos, pobres, minorias sexuais, etc), é relativizado, escamoteado, descontextualizado e, de modo algum pode ser utilizado como prova de que há algo de errado com a cultura e os valores desses grupos.  É a esta luz que se pode compreender o modo como a imprensa ocidental ignorou determinadamente a misogenia islâmica, e a violência, tão presentes e visíveis na Praça Tahrir.

Não é a verdade que lhe interessa, mas fazer parte da grande narrativa politicamente correcta. Nesta narrativa, uma vítima só o é verdadeiramente quando pertence a um grupo "oprimido" e foi vitimizada por um indivíduo de um grupo "opressor".

Se esta geografia não estiver presente, o caso merece menos atenção. É por isso que quando são os "oprimidos" a vitimizarem outros "oprimidos", tudo se passa, em termos de cobertura noticiosa, muito mais discretamente e com explicações e justificações. Por exemplo, quando o Hamas matou centenas de palestinianos da AP, em Gaza, não houve grandes reportagens, indignações, ou caixas.

O Sudão é outro exemplo
Quando elementos dos grupos "oprimidos" atacam elementos dos grupos "opressores", a identidade grupal dos agressores é o mais possível diluída, como se pode ver na nossa própria televisão que reporta actos criminosos levados a cabo por certos gangues, como tendo sido cometidos por "jovens", sem referir a sua etnicidade que é, muitas vezes, o factor relevante no acto.

Chega-se ao ponto de não ser possível compreender o que se passa e as motivações envolvidas, como aconteceu há tempos num bairro de Lisboa, numa confrontação entre "grupos rivais" que só depois se percebeu, ao ver as imagens, ser entre negros e ciganos. Mas se um skinhead atacar um indivíduo de um "grupo vítima", não é de estranhar que haja notícia de 1ª página com títulos do tipo: "Crime racista-Skinhead ataca jovem negro".

O mesmo bias se pode observar facilmente quando a imprensa relata os crimes do quotidiano. Um crime cometido por um indivíduo que é militar, por exemplo, merece títulos como "militar mata comerciante". A ideia subjacente é, obviamente, a de que o crime tem algo a ver com a condição profissional do autor, uma vez que os militares são vistos como um grupo "opressor". Se o criminoso é operário, a profissão já não parece relevante e o título será, por exemplo, "homem mata comerciante".

Isto é assim mesmo e trata-se claramente daquilo que em inglês se designa por "bigotry", um tratamento preconceituoso para com certos grupos. É socialmente aceitável, mas é também revelador de uma espécie de novo racismo que recusa colocar todos os indivíduos sob o mesmo escrutínio moral, remetendo os juízos de valor para a identidade e a pertença grupal.

Neste caso das agressões a jornalistas, tanto Lara Logan como outros jornalistas, como Anderson Cooper, da CNN, foram vítimas, não pelo que são, não por pertencerem a este ou àquele grupo, mas pelos actos de que foram alvo. E quem os atacou são criminosos pelo que fizeram e não por pertencerem ou não a determinado grupo.

Na verdade, enquanto os jornalistas não se compenetrarem de que devem reportar sem tomar partido e sem se envolverem ideologicamente, teremos propaganda a mais e informação a menos.
Alberto Gonçalves é articulista do jornal português Diário de Notícias.
reproduzido do site:      http://www.midiasemmascara.org/mediawatch

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O SUSPEITO OLHAR COMPASSIVO DA IMPRENSA OCIDENTAL EM DIREÇÃO AO POVO LÍBIO. E se Kadafi estivesse nas boas graças do Islão e da esquerda?


http://ibnlive.in.com/news/france-egypt-to-evacuate-citizens-from-libya/144079-2.html

Repentinamente, a imprensa mundial começa a dar novamente atenção à Líbia. A Líbia, aquela ditadura controlada por Muamar Kadafi, com mãos de ferro, desde 1969, foi redescoberta. Porém, agora, a imprensa Ocidental olha de modo compassivo não Kadafi, mas o povo líbio. Repentinamente Kadafi não serve mais para a imprensa.

A história da Líbia, com relação à Imprensa, é curiosa.
Nos anos  70, Kadafi, por meio de seu modo histriônico e sua pinta de galã conseguiu ocupar muito espaço na imprensa e no imaginário ocidental, como se fosse uma espécie de Che Guevara do mundo árabe. Sempre agitando o seu Livro Verde (uma cópia islamizada do Livro Vermelho, de Mao Tse Tung).

Com sua revolução socialista-islâmica - algo tão nebuloso quanto o bolivarianismo de Hugo Chávez, o Kadafi da Venezuela - Muamar Kadafi era olhado com imensa simpatia pela esquerda, pelo seu discurso violento contra os americanos, o capitalismo e o Ocidente. Portanto, era olhado com extrema simpatia boa parte da imprensa, infiltrada pela esquerda. Isso não difere muito da situação da imprensa brasileira, em que jornalistas agem muito mais como agentes de propaganda que jornalistas.

É bom lembrar que eram os tempos da Guerra do Vietnã (aquele lugar em que os americanos não perderam a guerra nos campos de batalha). Naquele período, de plena guerra fria, a agitação comunista assolou a America e a Europa, disfarçada em meio ao mundo universitário e artístico. Multidões de americanos iam às ruas protestar, contra os americanos!

E, assim, a Opinião Pública, alimentada pela paixão ideológica de boa parte da imprensa, do establishment universitário, foi manipulada até que continuar a guerra foi impossível. A guerra foi vencida pelos vietcongues dentro da America, com a ajuda da esquerda americana e mundial. No cenário da guerra guerra, nas trilhas de Ho Chi Mim, os vietcongues estavam sendo vencidos (essa é outra história que precisa ser recontada: como uma derrota militar transformou-se em uma vitória política). 

Alguns anos depois disso, com a America abalada, Kadafi financiou terroristas, cedeu terrenos na Líbia para treinamento e o mundo passou por uma série de atentados. Muitos deles por ordem de Kadafi, ou estimulados por ele.

O Ocidente mostrou-se fraco para reagir aos ataques corrosivos da estratégia de Moscou de solapar a America por dentro, e parte da Imprensa e do mundo das artes cultuava Che, Kadafi e outros revolucionários que queriam colocar fogo no mundo.
No fim dos anos 80 Kadafi acabou bombardeado em seu próprio território, quando mísseis americanos destruíram seu palácio, ocasião em que ele ficou bastante ferido e desfigurado e em que perdeu sua filha Hannah. Ele havia ido além do limite e explodido uma discoteca, em Berlim, cheia de americanos.

Depois disso Kadafi não interessou mais à imprensa. Pressionado pelo Ocidente reconheceu a culpa da Líbia em diversos atentados e pagou indenizações à famílias das centenas de vítimas. A Líbia tem muito petróleo, Kadafi podia gastar à vontade (mais uma coincidência com a Venezuela).

Mas as coisas mudam. Assim como muitos ditadores árabes Kadafi, embora muçulmano, afastou das proximidades do poder os religiosos comandantes do Islão. A atual onda de rebeliões no mundo árabe está sendo percebida, de modo geral, de forma absolutamente equivocada pela imprensa ocidental. (Ao menos, prefiro imaginar isso).

Não é curioso que as revoltas para derrubar os ditadores (os árabes têm reis ou ditadores, nunca conheceram a democracia) ocorram, sempre, nos países em que os religiosos estão fora do poder como no Irã?

Não é mais curioso ainda que as revoltas ocorram apenas na ditaduras aliadas aos americanos? Sim, os americanos também são aliados de ditaduras, mas essa é outra história.

Não há revoltas populares gigantescas no Irã. Houve uma ameaça por estes dias, mas o governo já avisou que será implacável e soltará os pitt-bulls da Guarda Revolucionária. A guarda é aquela que Ahmadnejadi (o outro amigão de Lula, como Kadafi, como Chávez, e como Fidel...) soltou contra a oposição iraniana quando houve aquela fraude brutal em que ele foi reeleito (estou falando de Ahmadnejadi!). Por que não há revolta na Síria?

A imprensa ocidental, afinada com a esquerda, é incapaz de ter o mesmo olhar compassivo com relação aos que são perseguidos no Irã, ou em Cuba, ou na Coréia do Norte, aquele olhar longo e intenso que é capaz de dispensar aos líbios. 

Mas, não se iludam! Hoje, o povo líbio está sendo olhado pela imprensa e pela esquerda porque Kadafi só usa uma retórica socialista-islâmica (isso nunca foi uma coisa muito clara), e fez as pazes com os americanos. Assim, ele foi abandonado pela esquerda e poderá ser jogado do navio. É tão claro! 

Até aquele grupo suave e doce dos componentes do Hamas condenaram ontem a violência de Kadafi contra seu povo. Mas é uma compaixão cínica e mentirosa, pois eles mesmo usam seu próprio povo palestino como escudo quando atacam Israel. São covardes da pior espécie. Se Kadafi estivesse nas graças dos esquerdistas islâmicos, nunca seria dado um pio em protesto contra Kadafi, ele poderia eliminar milhares de líbios, sem maior repercussão na imprensa internacional.

Os grupos islamicos como o Hamas e outros semelhantes, que ora criticam a violência de Kadafi, explodem ônibus escolares cheios de crianças com a despreocupação de quam pisa distraído em uma barata. Crianças israelensses, é claro. (Ah! então tudo bem né?).

Se estivesse ainda nas graças da esquerda, Kadafi teria a mesma paz que Sadam Hussein conseguiu quando eliminou vilas inteiras de curdos do norte do Iraque, ou a mesma paz mundial concedida aos malucos dos talebãs que aterrorizaram e cometeram barbaridades contra seu próprio povo, em nome de Alá. Os talebãs tinham carta branca para a destruição.

Para fechar: a imprensa chia, denuncia, e mostra mãos crispadas e mães chorando na TV sempre de um lado só. Não há quam se compadeça com as centenas de presos políticos de Cuba (desordeiros comuns, diria Lula?) ou com a morte dos que se opuseram ao governo do Irã. Ou com as mães de Israel.

Este é um tempo que envergonha os jornalistas, os verdadeiros jornalistas, aqueles que militam para buscar a verdade dos fatos, e não aqueles que já não são jornalistas, abandonaram a profissão, não passando de meros militantes engajados na promoção de ditadores totalitários.

FINGEM IGNORAR QUE O CAOS PODERÁ LEVAR A OUTRA TIRANIA

MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE II
Conde Loppeux de la Villanueva

Voltei a assistir àquele debate sobre a questão árabe-israelense, patrocinado pelo Jornal Folha de São Paulo e divulgado na internet. Falei, no artigo anterior, sobre a professora de filosofia Bernadete Abrão, com seus tiques nervosos, suas caretas, apertos de lábios, olhares esbugalhados e suas opiniões dementes sobre Israel e os judeus. A sua comparsa das causas islâmicas, dona Arlene Clemesha, tem um aspecto mais agradável. É até bonita (uma raridade na FFLCH, dominada por canhões soviéticos do tipo Marilena Chauí), embora se dependesse dessas mulheres, usariam barbas, ora porque são marxistas, ora porque agora têm a mania de serem pró-islâmicas. Algumas talvez não iriam tão longe. As burkas realmente serviriam melhor. . .

Dona Arlene Clemesha é historiadora da USP e é Diretora do Centro de Estudos Árabes da mesma universidade. Apesar do cabedal, as opiniões que ela emitiu na palestra não fazem jus a sua carreira. Pelo contrário, o que escutei é um emaranhado de tolices absurdas. Às vezes me pergunto por que o contribuinte gasta para formar tanta gente com idéias tão bobalhonas. É pior. Esse pessoal da USP defende o que há de pior no mundo. Dona Arlene Clemesha, tal como Dona Bernadete Abrão, é um poço de desinformação!

Dona Clemesha começa a falar sobre a revolta do Egito contra o governo Hosni Mubarak. Ela diz que a rebelião de lá não tem como causa as investidas dos radicais da Irmandade Muçulmana, mas tão somente algo “espontâneo” e, portanto, “popular”. Ela ainda diz que é besteira temer o chamado “perigo islâmico”, já que nas palavras dela, os jovens egípcios estão nas ruas para exigir dignidade, pra exigir emprego, pra exigir pão, pra exigir moradia, pra exigir direitos humanos, respeito e fim da tortura nas prisões, etc. Tal resposta deixou-me mais perplexo ainda: Dona Clemesha só falta vender a idéia da rebelião egípcia como uma espécie manifesta de “Fórum Social Mundial”, de “outro mundo é possível”.

Convém dizer, desde quando exigir emprego, pão e casa para o governo pode ser considerada uma rebelião séria? Percebem-se aí os sentimentos difusos e incoerentes da massa. Na Rússia pré-soviética, a população exigia terra e pão e deu no que deu: uma ditadura sanguinária, que durou quase um século, com um preço de milhões de mortos. Por que no Egito, cuja tradição de democracia é tão inócua como na Rússia czarista seria diferente?

O que dona Clemesha finge ignorar é que a revolta egípcia tem todo o caráter de uma oclocracia, de uma rebelião de multidões, que ao causarem um caos governamental e destruírem o governo, vão deixar um vácuo de poder. Na velha tradição política ocidental, a oclocracia quase sempre leva uma nação aos caos e ao cesarismo, que é o governo da tirania. No caso islâmico, provavelmente a tirania teocrática vai tomar o poder. E quem ocupará este poder? Obviamente a Irmandade Muçulmana, o único grupo realmente organizado para tomar as rédeas do país, além do exército.

A professora fala de democracia e direitos humanos, mas não nos cita um grupo sequer no Egito que defenda esses valores. Pelo contrário, as revoltas na Jordânia, no Iêmen, na Tunísia e demais países, a grande maioria formada de governos aliados dos Eua, têm o dedo do Irã no meio. Dona Arlene acredita que o Irã liga pra direitos humanos? Que os fanáticos islâmicos estão preocupados com isso? Claro que ela não é tão idiota assim. É tão somente uma pessoa intelectualmente desonesta.

Leia o texto integral no blog  http://cavaleiroconde.blogspot.com/

RADICAIS PIORES QUE OS FUNDAMENTALISTAS ISLÂMICOS

MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE I
Conde Loppeux de la Villanueva


           Uma grande amiga da internet me mostra um debate a respeito do conflito árabe-israelense, patrocinado pelo jornal Folha de São Paulo. Dentre os participantes, chamou-me a atenção o posicionamento ideológico das duas mulheres debatedoras. Os regimes islâmicos, em geral, não são nada caridosos com elas. Alguns países admitem a extirpação do clitóris das moças; outros impõem a burka e surram as mulheres que buscam trabalho ou estudo; e em países como o Irã, o testemunho da mulher vale menos do que um homem (para não dizer que não vale absolutamente nada).

Um debatedor da mesa, um português muito perspicaz, respondeu às mulheres da mesa que só a democracia ocidental permite que elas tenham essa participação nos assuntos públicos. E desafiou a todo mundo qual país islâmico há mulheres na política. Eu poderia recordar o nome de Benazir Bhutto, duas vezes primeira-ministra do Paquistão e primeira (e única) mulher a ocupar um cargo de chefia de governo de um país islâmico. Ah, ela foi assassinada pelos radicais de sua religião!

Uma delas se chama Bernadete Abrão e seu currículo é o de professora de filosofia. Encontro seu nome em um tal "Manifesto filósofos-pró Dilma Roussef", dando seu nome ao PT e à campanha da atual presidente Dilma Rousseff. Medo! Desde que Marilena Chauí virou referência para a filosofia no Brasil, eu costumo desconfiar desse tipo de ensino no Brasil. De fato, ela tem artigos em defesa da causa palestina, principalmente na página do vermelho, o portal do Partido Comunista do Brasil. Não sinto medo, mas pavor! A filósofa escreve num site stalinista! E ela defende a causa palestina em nome dos Direitos Humanos.

O problema é o discurso seletivo dela quando a questão são os “direitos”. Ela começa o debate falando de sua fazenda no interior de São Paulo. Sua voz é melíflua, lânguida, fanhosa, para escamotear um temperamento genioso e explosivo. Isso não é problema: Stálin tinha uma voz melíflua, fanhosa e lânguida e matou umas dezenas de milhões de pessoas. É uma senhora cheia de tiques nervosos e caretas. E faz uma falsa analogia: compara a colonização judaica na Palestina com a tomada de sua própria fazendinha (ela deve estar confundindo a comunidade judaica com o MST). Fala das “gangues terroristas sionistas” que atacavam as aldeias árabes, desde o início do século XX! E depois chega a conclusão da ilegitimidade do Estado judeu. Sua ladainha é um retrato fiel da aliança da esquerda com o islamismo radical ao extremo. Até aí nada de novo.

O que me assustou é que dona Bernadete, que provavelmente não deve ser islâmica, parece mais radical do que qualquer fundamentalista islâmico. É pior, embora ela se autodenomine “anti-sionista”, na prática, corrobora com todo o discurso de ódio anti-judaico dos grupos anti-semitas. Jean François Revel, no âmago de seu sarcasmo, dizia que o anti-sionismo era o tapa-sexo do anti-semita moderno. O que me surpreendeu naquela vozinha falsamente adocicada, fanhosa, não foi o ódio anti-judeu ou o apoio patético ao terrorismo islâmico. Foram simplesmente as mentiras históricas e políticas que Dona Bernadete afirmou para aquele público.
Leia o texto integral no blog         http://cavaleiroconde.blogspot.com

O AMIGO DE LULA MANDOU MATAR 270 PESSOAS. Segundo o ex-ministro da Justiça da Líbia.

O
Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi  ( www.telegraph.co.uk/ news/newstopics/politics/...)
                                 
A Imprensa internacional está informando que Mustapha Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça da Líbia (renunciou ao cargo após Muammar al-Kadafi ter mandado o exército atirar no povo), escondido em algum lugar do país por motivos de segurança, disse que tem provas de que foi Kadafi quem mandou Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi explodir o avião da Pan Am que caiu sobre Lockerbie, na escócia, em 1988. Morreram 270 pessoas.
 Kadafi é aquele a quem o ex-presidente Lula chamou várias vezes de amigo, e sobre o qual, agora, mantém silêncio.

Megrahi, que tem 58 anos,  ficou preso, cumprindo uma pena de prisão perpétua na Escócia até 2009, quando Kadafi, por meio de negociações com o governo escocês, conseguiu libertá-lo e transferí-lo para a Líbia, onde foi recebido como herói nacional.

O motivo da libertação, que gerou muitos protestos,  foi a alegação de que Megrahi estaria com câncer na próstata em estágio muito avançado. Assim, por razões humanitárias, o governo escocês teria permitido ao assassino terrorista passar seus últimos dias na terra natal.
 Pelo que se sabe, o monstro continua vivo na Líbia.


Comento:

O ditador líbio foi acusado de ter permitido vários atentados terroristas. A gota d´água foi a explosão de uma discoteca em Berlim, onde morreram muitos americanos.
Ronald Reagan, à época presidente americano, mandou explodir o palácio de Kadafi, em Tripoli, e este escapou da morte bastante ferido. Perdeu a filha Hannah.
Desde então a Líbia passou por uma quarentena internacional que sufocou a sua economia. Kadafi reconheceu, nos anos 90, a responsabilidade líbia nos atentados e começou a pagar indenizações às famílias das vítimas. 

No caso do terrorista Megrahi, os que protestaram contra a sua transferência para a Líbia dizem que Kadafi fez um acordo com a Escócia porque teria feito ameaças em relação aos contratos de extração de petróleo que envolvem interesses da empresa britânica BP (British Petroleum). 

Teria sido tudo,  então, não motivado por um câncer, mas por algo mais profundamente arraigado na terra.