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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

FINGEM IGNORAR QUE O CAOS PODERÁ LEVAR A OUTRA TIRANIA

MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE II
Conde Loppeux de la Villanueva

Voltei a assistir àquele debate sobre a questão árabe-israelense, patrocinado pelo Jornal Folha de São Paulo e divulgado na internet. Falei, no artigo anterior, sobre a professora de filosofia Bernadete Abrão, com seus tiques nervosos, suas caretas, apertos de lábios, olhares esbugalhados e suas opiniões dementes sobre Israel e os judeus. A sua comparsa das causas islâmicas, dona Arlene Clemesha, tem um aspecto mais agradável. É até bonita (uma raridade na FFLCH, dominada por canhões soviéticos do tipo Marilena Chauí), embora se dependesse dessas mulheres, usariam barbas, ora porque são marxistas, ora porque agora têm a mania de serem pró-islâmicas. Algumas talvez não iriam tão longe. As burkas realmente serviriam melhor. . .

Dona Arlene Clemesha é historiadora da USP e é Diretora do Centro de Estudos Árabes da mesma universidade. Apesar do cabedal, as opiniões que ela emitiu na palestra não fazem jus a sua carreira. Pelo contrário, o que escutei é um emaranhado de tolices absurdas. Às vezes me pergunto por que o contribuinte gasta para formar tanta gente com idéias tão bobalhonas. É pior. Esse pessoal da USP defende o que há de pior no mundo. Dona Arlene Clemesha, tal como Dona Bernadete Abrão, é um poço de desinformação!

Dona Clemesha começa a falar sobre a revolta do Egito contra o governo Hosni Mubarak. Ela diz que a rebelião de lá não tem como causa as investidas dos radicais da Irmandade Muçulmana, mas tão somente algo “espontâneo” e, portanto, “popular”. Ela ainda diz que é besteira temer o chamado “perigo islâmico”, já que nas palavras dela, os jovens egípcios estão nas ruas para exigir dignidade, pra exigir emprego, pra exigir pão, pra exigir moradia, pra exigir direitos humanos, respeito e fim da tortura nas prisões, etc. Tal resposta deixou-me mais perplexo ainda: Dona Clemesha só falta vender a idéia da rebelião egípcia como uma espécie manifesta de “Fórum Social Mundial”, de “outro mundo é possível”.

Convém dizer, desde quando exigir emprego, pão e casa para o governo pode ser considerada uma rebelião séria? Percebem-se aí os sentimentos difusos e incoerentes da massa. Na Rússia pré-soviética, a população exigia terra e pão e deu no que deu: uma ditadura sanguinária, que durou quase um século, com um preço de milhões de mortos. Por que no Egito, cuja tradição de democracia é tão inócua como na Rússia czarista seria diferente?

O que dona Clemesha finge ignorar é que a revolta egípcia tem todo o caráter de uma oclocracia, de uma rebelião de multidões, que ao causarem um caos governamental e destruírem o governo, vão deixar um vácuo de poder. Na velha tradição política ocidental, a oclocracia quase sempre leva uma nação aos caos e ao cesarismo, que é o governo da tirania. No caso islâmico, provavelmente a tirania teocrática vai tomar o poder. E quem ocupará este poder? Obviamente a Irmandade Muçulmana, o único grupo realmente organizado para tomar as rédeas do país, além do exército.

A professora fala de democracia e direitos humanos, mas não nos cita um grupo sequer no Egito que defenda esses valores. Pelo contrário, as revoltas na Jordânia, no Iêmen, na Tunísia e demais países, a grande maioria formada de governos aliados dos Eua, têm o dedo do Irã no meio. Dona Arlene acredita que o Irã liga pra direitos humanos? Que os fanáticos islâmicos estão preocupados com isso? Claro que ela não é tão idiota assim. É tão somente uma pessoa intelectualmente desonesta.

Leia o texto integral no blog  http://cavaleiroconde.blogspot.com/

RADICAIS PIORES QUE OS FUNDAMENTALISTAS ISLÂMICOS

MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE I
Conde Loppeux de la Villanueva


           Uma grande amiga da internet me mostra um debate a respeito do conflito árabe-israelense, patrocinado pelo jornal Folha de São Paulo. Dentre os participantes, chamou-me a atenção o posicionamento ideológico das duas mulheres debatedoras. Os regimes islâmicos, em geral, não são nada caridosos com elas. Alguns países admitem a extirpação do clitóris das moças; outros impõem a burka e surram as mulheres que buscam trabalho ou estudo; e em países como o Irã, o testemunho da mulher vale menos do que um homem (para não dizer que não vale absolutamente nada).

Um debatedor da mesa, um português muito perspicaz, respondeu às mulheres da mesa que só a democracia ocidental permite que elas tenham essa participação nos assuntos públicos. E desafiou a todo mundo qual país islâmico há mulheres na política. Eu poderia recordar o nome de Benazir Bhutto, duas vezes primeira-ministra do Paquistão e primeira (e única) mulher a ocupar um cargo de chefia de governo de um país islâmico. Ah, ela foi assassinada pelos radicais de sua religião!

Uma delas se chama Bernadete Abrão e seu currículo é o de professora de filosofia. Encontro seu nome em um tal "Manifesto filósofos-pró Dilma Roussef", dando seu nome ao PT e à campanha da atual presidente Dilma Rousseff. Medo! Desde que Marilena Chauí virou referência para a filosofia no Brasil, eu costumo desconfiar desse tipo de ensino no Brasil. De fato, ela tem artigos em defesa da causa palestina, principalmente na página do vermelho, o portal do Partido Comunista do Brasil. Não sinto medo, mas pavor! A filósofa escreve num site stalinista! E ela defende a causa palestina em nome dos Direitos Humanos.

O problema é o discurso seletivo dela quando a questão são os “direitos”. Ela começa o debate falando de sua fazenda no interior de São Paulo. Sua voz é melíflua, lânguida, fanhosa, para escamotear um temperamento genioso e explosivo. Isso não é problema: Stálin tinha uma voz melíflua, fanhosa e lânguida e matou umas dezenas de milhões de pessoas. É uma senhora cheia de tiques nervosos e caretas. E faz uma falsa analogia: compara a colonização judaica na Palestina com a tomada de sua própria fazendinha (ela deve estar confundindo a comunidade judaica com o MST). Fala das “gangues terroristas sionistas” que atacavam as aldeias árabes, desde o início do século XX! E depois chega a conclusão da ilegitimidade do Estado judeu. Sua ladainha é um retrato fiel da aliança da esquerda com o islamismo radical ao extremo. Até aí nada de novo.

O que me assustou é que dona Bernadete, que provavelmente não deve ser islâmica, parece mais radical do que qualquer fundamentalista islâmico. É pior, embora ela se autodenomine “anti-sionista”, na prática, corrobora com todo o discurso de ódio anti-judaico dos grupos anti-semitas. Jean François Revel, no âmago de seu sarcasmo, dizia que o anti-sionismo era o tapa-sexo do anti-semita moderno. O que me surpreendeu naquela vozinha falsamente adocicada, fanhosa, não foi o ódio anti-judeu ou o apoio patético ao terrorismo islâmico. Foram simplesmente as mentiras históricas e políticas que Dona Bernadete afirmou para aquele público.
Leia o texto integral no blog         http://cavaleiroconde.blogspot.com