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sexta-feira, 7 de março de 2014
quarta-feira, 23 de março de 2011
FAILURE OF THE FEMINISTS. Feministas ainda apoiam mais causas da esquerda que das mulheres. Essa é a sua fraqueza.
O fracasso das feministas
Paul Johnson
O que muitas vezes me impressionou é que todas as mulheres de sucesso que eu conheci na política foram anti-feministas.
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| Paul Johnson (imagem Dextra) |
Nada ilustra melhor a diferença entre o idealismo e o realismo políticos do que a campanha para promover as mulheres ao poder, agora com um século de idade. Os idealistas insistem em princípios universais, baseados em teorias sobre direitos, que beneficiem igualmente todas as mulheres. Os realistas compreendem a idéia de que mulheres de talento, em cargos reais e capazes de exercerem autoridade, fazem mais para persuadirem o público da aptidão das mulheres para governarem do que qualquer outra coisa.
As militantes dos direitos das mulheres, as suffragettes e as feministas alcançaram espantosamente muito pouco. Uma razão é que a maioria delas também estavam radicalmente engajadas na promoção de todo tipo de causas de esquerda além das demandas específicas das mulheres. Quando se deparavam com a escolha do que vinha primeiro, a esquerda ou as mulheres, eram normalmente as mulheres que ficavam em segundo lugar. É provável que algumas mulheres teriam conseguido o voto na Grã-Bretanha bem antes da Primeira Guerra, se as feministas estivessem preparadas para aceitarem qualificações de idade e bens ao invés de se dar o voto a todas as mulheres com mais de 21 anos.
Violet Bonham Carter, filha do primeiro-ministro liberal na época, explicou para mim que foi por isto que ela se opôs às suffragettes: seus objetivos limitados teriam inflado o voto tory no final das contas. Ou ao menos é o que ela e outras acreditavam.
Neste caso, venceu facilmente o voto para mulheres com mais de 30 anos, sem qualquer problema, em 1918, por uma simples razão. Durante a guerra, milhões de mulheres tinham feito o trabalho dos homens, na indústria, em serviços públicos, como ônibus, e mesmo, na França, por trás das linhas, com energia e competência, mesmo que fosse preciso coragem.
Qualquer dúvida sobre sua capacidade tinha sido sanada por mulheres reais na experiência concreta. Do mesmo modo, em 1928, a outorga do voto a todas as mulheres com mais de 21 anos (o voto 'Flapper') foi reconhecida praticamente sem oposição. O pragmatismo venceu o idealismo em todos os setores.
Pode-se dizer que o pragmatismo tinha uma longa história na Inglaterra.
Os witenagemots anglo-saxônicos incluíam abadessas de grandes conventos, que haviam demonstrado sua capacidade e bom-senso na administração de terras da igreja. E as mulheres que herdavam propriedades nos tempos anglo-saxônicos retinham mais poder sobre elas do que em qualquer época até a Lei de Propriedade das Mulheres Casadas, de 1822. Foram os normandos, com suas concepções continentais de direitos dos homens, suas distinções absolutas e sua postura teórica ao invés de prática que fizeram as leis que seguraram as mulheres durante o milênio seguinte.
Os witenagemots anglo-saxônicos incluíam abadessas de grandes conventos, que haviam demonstrado sua capacidade e bom-senso na administração de terras da igreja. E as mulheres que herdavam propriedades nos tempos anglo-saxônicos retinham mais poder sobre elas do que em qualquer época até a Lei de Propriedade das Mulheres Casadas, de 1822. Foram os normandos, com suas concepções continentais de direitos dos homens, suas distinções absolutas e sua postura teórica ao invés de prática que fizeram as leis que seguraram as mulheres durante o milênio seguinte.
O que muitas vezes me impressionou é que todas as mulheres de sucesso que eu conheci na política foram anti-feministas, embora algumas não ousassem dizê-lo publicamente. Bárbara Castle, embora uma ferrenha trabalhista durante toda a vida e bastante à esquerda, costumava dizer: 'As feministas não fizeram absolutamente nada por mim. Eu tive que fazer tudo eu mesma.' Ela achava que o feminismo, com sua insistência em 'Cadeiras', etc., era muitas vezes contraproducente. Também era o caso de Violet Bonham Carter, a melhor oradora que já escutei. Indira Ghandi acreditava que ela devia tudo a sua família e não devia nada ao movimento feminino. Outros dos primeiros exemplos de primeira-ministras como a sra. Bandaranaike, do que na época era o Ceilão, e Golda Meier, de Israel, fizeram progresso por inteligência, persistência, coragem e, não menos importante, sorte.
A sorte certamente teve um papel na carreira política de Margaret Thatcher -- ela foi uma política com uma boa sorte bem regular -- mas a coragem teve muito mais. Concentração em algumas idéias centrais, enorme vontade de poder e, acima de tudo, coragem, todas, até então, consideradas virtudes masculinas, formavam a combinação que a levou ao topo e a manteve lá. Ela me disse: "As feministas me odeiam, não é? Eu não as culpo. Porque eu odeio o feminismo. Ele é um veneno". As feministas se opunham a ela porque ela desmentia todas as suas teorias e clichês. Elas nunca a citam como um exemplo do sucesso das mulheres no governo e tentam fazer pouco caso de todos os seus triunfos. Elas odiavam o modo bem sucedido como ela se investia do poder, sua extraordinária habilidade em manter o penteado impecável durante o dia mais longo e estressante (que contraste com a patética Shirley Williams) e seu uso impiedoso do apelo feminino para chegar a seus objetivos. Seria difícil pensar em alguma outra mulher em toda a história que se recusasse tão obstinadamente a se encaixar na imagem feminista da mulher ideal no poder, embora Elizabeth I e Catarina a Grande, da Rússia sejam fortes competidoras.
Do outro lado do Atlântico, Sarah Palin e o Movimento Tea Party representam um exemplo impressionante do modo como as mulheres progridem em uma democracia midiática moderna apesar (não por causa) do movimento feminino. As críticas mais ríspidas, estridentes e até violentas de Palin foram as feministas. Elas a consideram não só como uma rival, mas como uma inimiga, e elas querem ver sua carreira pública capotar para uma ruína irreparável. O Tea Party elas vêem com medo e repulsa. Ele trouxe à linha de frente um número excepcionalmente grande de mulheres em todas as partes dos Estados Unidos e como candidatas para todos os tipos de cargos. Muitas são jovens, bonitas, extrovertidas e com um gosto por piadas. Em novembro último, muitas foram eleitas, provavelmente na maior entrada de mulheres para cargos eletivos na história americana. Tudo sem uma palavra de apoio das feministas -- na verdade, para seu manifesto pesar. O alarme e o questionamento que o Tea Party causaram no movimento feminino não são as menores de suas particularidades.
Na Grã-Bretanha, o aspecto mais significativo do feminismo, hoje, não é tanto o que ele faz quanto o que ele deixa vergonhosamente de fazer e particularmente em relação a um assunto: a sujeição e exploração das mulheres muçulmanas. É um assunto tabu. Por que deveria ser? Parte da explicação é o medo. As suffragettes podem ter estado erradas sob alguns aspectos, mas coragem para enfrentar a massa -- qualquer massa -- não era algo que lhes faltasse.
As feministas modernas são covardes na hora de confrontar os maus-tratos islâmicos às mulheres. Uma razão adicional, entretanto, é o velho problema de se encaixarem as mulheres na visão de mundo da esquerda, na qual a Ásia e a África islâmicas são vistas como anti-ocidentais e, portanto, "progressistas". Os interesses das 'simples' mulheres muçulmanas tem que ser sacrificados pela manutenção de uma ilusão.
O que a história ensina é a importância do esforço individual e do caráter pessoal na melhoria do modo como fazemos as coisas e para assim se fazer a sociedade progredir. Isto se aplica a qualquer segmento da humanidade a que estejamos tentando dar direitos -- membros da antiga classe trabalhadora na Grã-Bretanha, os negros nos Estados Unidos, mulheres em toda a parte. O que queremos são mulheres de carne e osso de primeira classe fazendo coisas e fazendo-as bem. Não abstrações teóricas - 'cadeiras'.
Paul Johnson: The Spectator, 12 de março de 2011
Original: Failure of the feminists
Tradução: Dextra
terça-feira, 1 de março de 2011
SUA MAJESTAD"A" VISITA ANA MARIA BRAGA E FILOSOFA.
A presidente (a?) Dilma Rousseff visitou os estúdios da Rede Globo para participar do programa de Ana Maria Braga, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.
Rapapés, memórias, depoimentos.
Do modo como a presidente fala fica a impressão de que nunca antes neste país as mulheres chegaram a qualquer cargo público ou a postos significativos nas atividades empresariais.
Talvez ainda seja resquício da proximidade com aquele sem o qual o Brasil nem existiria, não é?
Alguma coisa ela aprendeu no passado, pois arriscou que "governar é escalar um Everest por dia" (que gelada, hein?) .
Toda escalada tem um preço, não se vive só de propaganda.
Deve ter aprendido, também, que para fazer uma omelete é necessário quebrar os ovos.
A realidade é muito diferente da fantasia construída pelos marqueteiros.
E isso também estão aprendendo bem depressa os eleitores.
imagem: http://www.wpclipart.com/
Rapapés, memórias, depoimentos.
Do modo como a presidente fala fica a impressão de que nunca antes neste país as mulheres chegaram a qualquer cargo público ou a postos significativos nas atividades empresariais.
Talvez ainda seja resquício da proximidade com aquele sem o qual o Brasil nem existiria, não é?
Alguma coisa ela aprendeu no passado, pois arriscou que "governar é escalar um Everest por dia" (que gelada, hein?) .
Toda escalada tem um preço, não se vive só de propaganda.
Deve ter aprendido, também, que para fazer uma omelete é necessário quebrar os ovos.
A realidade é muito diferente da fantasia construída pelos marqueteiros.
E isso também estão aprendendo bem depressa os eleitores.
imagem: http://www.wpclipart.com/
domingo, 27 de fevereiro de 2011
ESTE É O MODERADO AL-QARADAWI. Ou: herói dos idiotas politicamente corretos
“Pode até haver algumas mulheres que não concordem em apanhar do marido e vejam a punição como humilhação. Muitas mulheres, porém, gostam de apanhar e consideram adequado que o marido bata nelas apenas para fazê-las sofrer”.
(Artigo escrito em 2007 para o site IslamOnline.net) (do blog de Reinaldo Azevedo).
A imagem é de Al-Qaradawi pregando na Praça Tahrir, Cairo, contra Israel (http://www.nowtheendbegins.com/blog/?p=2283)
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
FINGEM IGNORAR QUE O CAOS PODERÁ LEVAR A OUTRA TIRANIA
MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE II
Conde Loppeux de la Villanueva
Voltei a assistir àquele debate sobre a questão árabe-israelense, patrocinado pelo Jornal Folha de São Paulo e divulgado na internet. Falei, no artigo anterior, sobre a professora de filosofia Bernadete Abrão, com seus tiques nervosos, suas caretas, apertos de lábios, olhares esbugalhados e suas opiniões dementes sobre Israel e os judeus. A sua comparsa das causas islâmicas, dona Arlene Clemesha, tem um aspecto mais agradável. É até bonita (uma raridade na FFLCH, dominada por canhões soviéticos do tipo Marilena Chauí), embora se dependesse dessas mulheres, usariam barbas, ora porque são marxistas, ora porque agora têm a mania de serem pró-islâmicas. Algumas talvez não iriam tão longe. As burkas realmente serviriam melhor. . .
Dona Arlene Clemesha é historiadora da USP e é Diretora do Centro de Estudos Árabes da mesma universidade. Apesar do cabedal, as opiniões que ela emitiu na palestra não fazem jus a sua carreira. Pelo contrário, o que escutei é um emaranhado de tolices absurdas. Às vezes me pergunto por que o contribuinte gasta para formar tanta gente com idéias tão bobalhonas. É pior. Esse pessoal da USP defende o que há de pior no mundo. Dona Arlene Clemesha, tal como Dona Bernadete Abrão, é um poço de desinformação!
Dona Clemesha começa a falar sobre a revolta do Egito contra o governo Hosni Mubarak. Ela diz que a rebelião de lá não tem como causa as investidas dos radicais da Irmandade Muçulmana, mas tão somente algo “espontâneo” e, portanto, “popular”. Ela ainda diz que é besteira temer o chamado “perigo islâmico”, já que nas palavras dela, os jovens egípcios estão nas ruas para exigir dignidade, pra exigir emprego, pra exigir pão, pra exigir moradia, pra exigir direitos humanos, respeito e fim da tortura nas prisões, etc. Tal resposta deixou-me mais perplexo ainda: Dona Clemesha só falta vender a idéia da rebelião egípcia como uma espécie manifesta de “Fórum Social Mundial”, de “outro mundo é possível”.
Convém dizer, desde quando exigir emprego, pão e casa para o governo pode ser considerada uma rebelião séria? Percebem-se aí os sentimentos difusos e incoerentes da massa. Na Rússia pré-soviética, a população exigia terra e pão e deu no que deu: uma ditadura sanguinária, que durou quase um século, com um preço de milhões de mortos. Por que no Egito, cuja tradição de democracia é tão inócua como na Rússia czarista seria diferente?
O que dona Clemesha finge ignorar é que a revolta egípcia tem todo o caráter de uma oclocracia, de uma rebelião de multidões, que ao causarem um caos governamental e destruírem o governo, vão deixar um vácuo de poder. Na velha tradição política ocidental, a oclocracia quase sempre leva uma nação aos caos e ao cesarismo, que é o governo da tirania. No caso islâmico, provavelmente a tirania teocrática vai tomar o poder. E quem ocupará este poder? Obviamente a Irmandade Muçulmana, o único grupo realmente organizado para tomar as rédeas do país, além do exército.
A professora fala de democracia e direitos humanos, mas não nos cita um grupo sequer no Egito que defenda esses valores. Pelo contrário, as revoltas na Jordânia, no Iêmen, na Tunísia e demais países, a grande maioria formada de governos aliados dos Eua, têm o dedo do Irã no meio. Dona Arlene acredita que o Irã liga pra direitos humanos? Que os fanáticos islâmicos estão preocupados com isso? Claro que ela não é tão idiota assim. É tão somente uma pessoa intelectualmente desonesta.
Leia o texto integral no blog http://cavaleiroconde.blogspot.com/
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MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE I
Conde Loppeux de la Villanueva
Conde Loppeux de la Villanueva
Uma grande amiga da internet me mostra um debate a respeito do conflito árabe-israelense, patrocinado pelo jornal Folha de São Paulo. Dentre os participantes, chamou-me a atenção o posicionamento ideológico das duas mulheres debatedoras. Os regimes islâmicos, em geral, não são nada caridosos com elas. Alguns países admitem a extirpação do clitóris das moças; outros impõem a burka e surram as mulheres que buscam trabalho ou estudo; e em países como o Irã, o testemunho da mulher vale menos do que um homem (para não dizer que não vale absolutamente nada).
Um debatedor da mesa, um português muito perspicaz, respondeu às mulheres da mesa que só a democracia ocidental permite que elas tenham essa participação nos assuntos públicos. E desafiou a todo mundo qual país islâmico há mulheres na política. Eu poderia recordar o nome de Benazir Bhutto, duas vezes primeira-ministra do Paquistão e primeira (e única) mulher a ocupar um cargo de chefia de governo de um país islâmico. Ah, ela foi assassinada pelos radicais de sua religião!
Uma delas se chama Bernadete Abrão e seu currículo é o de professora de filosofia. Encontro seu nome em um tal "Manifesto filósofos-pró Dilma Roussef", dando seu nome ao PT e à campanha da atual presidente Dilma Rousseff. Medo! Desde que Marilena Chauí virou referência para a filosofia no Brasil, eu costumo desconfiar desse tipo de ensino no Brasil. De fato, ela tem artigos em defesa da causa palestina, principalmente na página do vermelho, o portal do Partido Comunista do Brasil. Não sinto medo, mas pavor! A filósofa escreve num site stalinista! E ela defende a causa palestina em nome dos Direitos Humanos.
O problema é o discurso seletivo dela quando a questão são os “direitos”. Ela começa o debate falando de sua fazenda no interior de São Paulo. Sua voz é melíflua, lânguida, fanhosa, para escamotear um temperamento genioso e explosivo. Isso não é problema: Stálin tinha uma voz melíflua, fanhosa e lânguida e matou umas dezenas de milhões de pessoas. É uma senhora cheia de tiques nervosos e caretas. E faz uma falsa analogia: compara a colonização judaica na Palestina com a tomada de sua própria fazendinha (ela deve estar confundindo a comunidade judaica com o MST). Fala das “gangues terroristas sionistas” que atacavam as aldeias árabes, desde o início do século XX! E depois chega a conclusão da ilegitimidade do Estado judeu. Sua ladainha é um retrato fiel da aliança da esquerda com o islamismo radical ao extremo. Até aí nada de novo.
O que me assustou é que dona Bernadete, que provavelmente não deve ser islâmica, parece mais radical do que qualquer fundamentalista islâmico. É pior, embora ela se autodenomine “anti-sionista”, na prática, corrobora com todo o discurso de ódio anti-judaico dos grupos anti-semitas. Jean François Revel, no âmago de seu sarcasmo, dizia que o anti-sionismo era o tapa-sexo do anti-semita moderno. O que me surpreendeu naquela vozinha falsamente adocicada, fanhosa, não foi o ódio anti-judeu ou o apoio patético ao terrorismo islâmico. Foram simplesmente as mentiras históricas e políticas que Dona Bernadete afirmou para aquele público.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
MINA AHADI: "EU RENUNCIEI AO ISLÃ". Ou: a mulher que luta contra os fanáticos
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| Mina Ahadi, contra a morte por apedrejamento (http://www.secularism.org.uk/images/93394/original.jpg) |
Para quem tem um tempinho de sobra sugiro a leitura da entrevista concedida pela iraniana Mina Ahadi à jornalista Thaís Oyama (Veja) na revista Veja, edição de 2 de fevereiro de 2011.
A ativista iraniana, que mora na Alemanha há 14 anos, em endereço incerto, pois é ameaçada de morte pelos islâmicos radicais, fala como a religião islâmica foi se transformando, em muitos países, em "barbárie e crueldade".
Diz ela, "o Islã se voltou contra os muçulmanos". (Aliás, a respeito do tema, aconselho aos interessados acessar o blog Vera Dextra, em que os autores reúnem notícias de todos os lugares sobre as barbaridades cometidas por islâmicos radicais contra crentes de outras religiões, especialmente cristãos, e, o mais curiosos, contra outros islâmicos, como se houvesse um campeonato para saber quem é mais fiel a Alá. Quem for menos, morrerá.)
Mina espera que a presidente Dilma Rousseff se afaste de regimes tirânicos como o do Irã. Ela combate práticas absurdas como o apedrejamento. Segundo a iraniana, mais de 100 pessoas foram mortas desta forma no Irã, desde 1979, e 27 estão na fila da morte.
Em termos de matança, o regime iraniano é bem ativo, sendo a média, segundo Mina, de "uma execução a cada oito horas". Façam as contas!
Mina Ahadi critica muito o ex-presidente Lula, "que (Dilma) se recuse a manter relações diplomáticas com um regime assassino como o de Ahmadinejad, a quem Lula chamava de "amigo"."
Carta enviada a Lula em agosto de 2010 ficou sem resposta.
A Carta:
Caro presidente Lula da Silva,
Sua oferta de conceder asilo no Brasil a Sakine Ashtiani, sentenciada à morte por adultério, é um passo importante para salvá-la, assim como a seus filhos. Espero que, com os esforços internacionais e com as ações de milhares de pessoas, nós possamos salvar Sakine. Que ela e seus filhos se abracem novamente em breve.
Enquanto escrevo esta carta, vejo à minha frente o rosto de Maryam Ayoubi, que foi apedrejada até à morte em 2001. Vejo os rostos de Shahnaz, Shahla, Kobra e dezenas de outras mulheres que foram enterradas até o peito e mortas por pedras arremessadas contra elas.
Eu ainda vejo tudo isso diante dos meus olhos. As vozes das crianças que me ligaram para dizer: “Nossa mãe foi apedrejada até a morte” – ainda consigo ouvi-las. Esse é o regime islâmico. Os governantes do Irã não sobreviveriam um dia sem execuções e terror, sem espalhar o medo.
Mesmo que o regime islâmico tenha retrocedido um pouco por conta da pressão em favor de Sakine, ele ainda espalha o medo na sociedade executando outros prisioneiros, especialmente os políticos.
Hoje, dia 2 de agosto, nove prisioneiros foram sentenciados à morte em Kerman. Em Teerã, seis prisioneiros políticos foram sentenciados à morte, entre eles Jafar Kazemi, que pode ser executado a qualquer momento. Zeynab Jalalian, um outro prisioneiro político, também corre o risco de ser morto em breve.
Há mais pessoas na lista de execução: Mohammad Reza Haddadi foi setenciado à morte enquanto era menor; acaba de completar 18 anos e pode ser executado a qualquer momento. Há mais de 130 menores na prisão, com penas semelhantes. O regime islâmico é o único do mundo que executa menores.
Presidente Lula da Silva, hoje há 17 famílias de prisioneiros políticos em greve de fome na frente da prisão de Evin, em Teerã. Elas prestam solidariedade à greve de fome que seus filhos começaram lá dentro, dias atrás.
Esse é um protesto contra a brutalidade das autoridades carcerárias com os presos políticos. O destino de três jovens alpinistas americanos e as lágrimas de suas mães também entristeceram a população. Esse regime prendeu parentes do senhor Mostafaei, o advogado de Sakine Ashtiani, e os levou como reféns até que ele se entregue.
Presidente Lula da Silva, o Irã é um país com um regime criminoso e brutal. É um regime assassino que deve ser condenado por todas as pessoas e governos. Permita-me, como uma representante do povo oprimido do Irã, dizer que não quero apenas salvar Sakine e abolir o apedrejamento, mas também pedir a todos os líderes nacionais que não reconheçam o regime islâmico como representante dos iranianos, mas sim como o assassino desse povo.
Esse é um regime que apedreja e executa, que prende pessoas todos os dias e corta suas mãos e pés. Nenhum outro governo do mundo realiza tantas execuções per capita quanto ele. Tal regime não deveria ser reconhecido por organizações internacionais ou chefes de estado.
Enquanto escrevo esta carta, vejo à minha frente o rosto de Maryam Ayoubi, que foi apedrejada até à morte em 2001. Vejo os rostos de Shahnaz, Shahla, Kobra e dezenas de outras mulheres que foram enterradas até o peito e mortas por pedras arremessadas contra elas.
Eu ainda vejo tudo isso diante dos meus olhos. As vozes das crianças que me ligaram para dizer: “Nossa mãe foi apedrejada até a morte” – ainda consigo ouvi-las. Esse é o regime islâmico. Os governantes do Irã não sobreviveriam um dia sem execuções e terror, sem espalhar o medo.
Mesmo que o regime islâmico tenha retrocedido um pouco por conta da pressão em favor de Sakine, ele ainda espalha o medo na sociedade executando outros prisioneiros, especialmente os políticos.
Hoje, dia 2 de agosto, nove prisioneiros foram sentenciados à morte em Kerman. Em Teerã, seis prisioneiros políticos foram sentenciados à morte, entre eles Jafar Kazemi, que pode ser executado a qualquer momento. Zeynab Jalalian, um outro prisioneiro político, também corre o risco de ser morto em breve.
Há mais pessoas na lista de execução: Mohammad Reza Haddadi foi setenciado à morte enquanto era menor; acaba de completar 18 anos e pode ser executado a qualquer momento. Há mais de 130 menores na prisão, com penas semelhantes. O regime islâmico é o único do mundo que executa menores.
Presidente Lula da Silva, hoje há 17 famílias de prisioneiros políticos em greve de fome na frente da prisão de Evin, em Teerã. Elas prestam solidariedade à greve de fome que seus filhos começaram lá dentro, dias atrás.
Esse é um protesto contra a brutalidade das autoridades carcerárias com os presos políticos. O destino de três jovens alpinistas americanos e as lágrimas de suas mães também entristeceram a população. Esse regime prendeu parentes do senhor Mostafaei, o advogado de Sakine Ashtiani, e os levou como reféns até que ele se entregue.
Presidente Lula da Silva, o Irã é um país com um regime criminoso e brutal. É um regime assassino que deve ser condenado por todas as pessoas e governos. Permita-me, como uma representante do povo oprimido do Irã, dizer que não quero apenas salvar Sakine e abolir o apedrejamento, mas também pedir a todos os líderes nacionais que não reconheçam o regime islâmico como representante dos iranianos, mas sim como o assassino desse povo.
Esse é um regime que apedreja e executa, que prende pessoas todos os dias e corta suas mãos e pés. Nenhum outro governo do mundo realiza tantas execuções per capita quanto ele. Tal regime não deveria ser reconhecido por organizações internacionais ou chefes de estado.
Cordialmente.
Mina Ahadi
Porta voz do Comitê Internacional contra a Execução e do Comitê Internacional contra o Apedrejamento
(http://liberdadedeexpressaovirtual.blogspot.com/2010/08/carta-aberta-ao-presidente-lula-mina.html)Porta voz do Comitê Internacional contra a Execução e do Comitê Internacional contra o Apedrejamento
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