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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
terça-feira, 15 de outubro de 2013
OLAVO DE CARVALHO, LOBÃO E GRAÇA SALGUEIRO COMENTAM O GOLPE DOS TARADOS DA CENSURA. No Brasil não faltam malucos para censurar a imprensa, os que pensam diferente, as artes.
"Quem tem dúvidas sobre se os comunistas no poder querem controlar tudo, de alto a baixo, é muito burro" (Olavo de Carvalho, sobre a intenção de criação no Brasil de uma legislação para controlar a Internet)
domingo, 3 de abril de 2011
"LAS VIOLACIONES A LA LIBERTAD DE PRENSA EN ARGENTINA NOS DEJAN CADA VEZ MÁS PERPLEJOS" (Marroquin, SIP)
Na Argentina, apesar da truculência de sindicatos que fazem o jogo do governo, a oposição funciona. E, durante toda esta semana houve protestos contra o bloqueio sindical que impediu a circulação do diário Clarín, de Buenos Aires, e também do jornal La Nación. A pesidente Cristina Kirchner foi duramente cobrada por não dar garantias aos jornais e impedir o bloqueio com o uso da polícia. Kirchner parece estar bastante interessada em um jogo de braço com a imprensa, assim como Chávez, seu mentor. Pobre América Latina, dirigida por populistas que não gostam da liberdade de expressão.
Condenan censura contra el diario 'Clarin' en Argentina
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| http://diario16.com.pe/ |
El gobierno argentino enfrenta una ofensiva de la oposición que critica en bloque la pasividad oficial tras una protesta sindical que impidió el domingo la salida del influyente diario Clarín, a siete meses de las elecciones presidenciales. La heterogénea oposición cuestionó al gobierno de Cristina Kirchner por no garantizar la libertad de expresión ante una protesta gremial que bloqueó el domingo la distribución de Clarín y, por algunas horas, de La Nación, los dos diarios de mayor difusión en Argentina y críticos de la mandataria.
Es la primera vez en sus 65 años de historia que un bloqueo sindical impide la salida de Clarín un día domingo, el día de mayor difusión del periódico, denunció el matutino, que ayer a modo de protesta publicó una portada en blanco, solo con su habitual logotipo. Diputados opositores se reunieron ayer y acordaron ampliar una denuncia presentada en 2010 ante la Corte Interamericana de Derechos Humanos por "ataques contra las libertades de prensa y expresión".
También decidieron convocar a la ministra de Seguridad, Nilda Garré, por no disolver el piquete en la planta de impresión, donde la presencia de la policía fue mínimo y en ningún momento intentó impedir el bloqueo. La cartera encabezada por Garré destacó que se trata "de un conflicto gremial" y afirmó que "resulta infundado y extemporáneo calificar el reclamo laboral ocurrido como ataque a la libertad de prensa".
Los manifestantes defendieron la protesta al considerar que los directivos de Clarín no garantizan la libertad sindical, mientras el diario atribuyó el bloqueo a que el domingo publicó una nota de investigación sobre un supuesto crecimiento patrimonial desmedido del líder de la poderosa central gremial CGT, Hugo Moyano, un aliado del gobierno. Ante la ola de críticas al gobierno, el ministro de Trabajo, Carlos Tomada, dijo que la presidenta le ordenó que el conflicto "se resuelva lo más rápido y claramente posible en el día de hoy (lunes)".
La Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), con sede en Miami, se sumó a las críticas al calificar la protesta como "un atentado agravado a la libertad de prensa".
"Las violaciones a la libertad de prensa en Argentina nos dejan cada vez más perplejos, porque ni siquiera se hacen respetar los fallos de los jueces, que en el caso de los bloqueos, fueron considerados ilegales y anticonstitucionales", dijo el presidente de la SIP, Gonzalo Marroquín.(AFP)
Notícia extraída de Diario 16, Peru
http://diario16.com.pe/noticia/2961-condenan-censura-contra-el-diario-clarin-en-argentina
sábado, 12 de março de 2011
LIVRARIA CULTURA PEDE DESCULPAS A OLAVO DE CARVALHO. O LINK SERÁ REESTABELECIDO
Por uma questão de justiça para com a Livraria Cultura, e para satisfação de todos, reproduzo a nota de Olavo de Carvalho no site Mídia Sem Máscara.
AVISO
Olavo de Carvalho | 12 Março 2011
Dou-me por plenamente satisfeito com o pedido de desculpas da Livraria Cultura e alegro-me em poder declarar que nenhuma medida judicial ou administrativa será tomada contra essa empresa. Agradeço, de coração, o apoio generoso de tantos leitores e amigos, que certamente ajudou a alertar os diretores da livraria para o desatino que iam cometendo; desatino que, não tenho a menor dúvida, lhes foi inspirado por um mau conselheiro, de cuja companhia fariam bem em livrar-se desde já e para sempre.
Voltamos portanto à normalidade, sem dano nem humilhação para nós, para eles ou para os nossos leitores. O link voltará a funcionar normalmente.
Dou-me por plenamente satisfeito com o pedido de desculpas da Livraria Cultura e alegro-me em poder declarar que nenhuma medida judicial ou administrativa será tomada contra essa empresa. Agradeço, de coração, o apoio generoso de tantos leitores e amigos, que certamente ajudou a alertar os diretores da livraria para o desatino que iam cometendo; desatino que, não tenho a menor dúvida, lhes foi inspirado por um mau conselheiro, de cuja companhia fariam bem em livrar-se desde já e para sempre.
Voltamos portanto à normalidade, sem dano nem humilhação para nós, para eles ou para os nossos leitores. O link voltará a funcionar normalmente.
11 de março de 2011
Olavo de Carvalho
sexta-feira, 11 de março de 2011
EM DEFESA DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA.
Publico o texto de Olavo de Carvalho sobre o estranho rompimento de vínculo de parceria entre a Livraria Cultura e o site Mídia Sem Máscara. Creio que aquela livraria, da qual eu era cliente, não se sujeitaria a receber pressões de qualquer natureza para tal ato. Em todo caso, por que a livraria não responde às perguntas do professor Olavo?
Livraria (In)Cultura agride covardemente o Mídia Sem Máscara
Olavo de Carvalho
O leitor deve ter reparado que o link deste site para a Livraria Cultura, onde tantos de nossos amigos costumavam comprar livros, cessou abruptamente de funcionar, levando em vez disso para um aviso em que este site era acusado de "violar os termos da parceria". Pedindo esclarecimentos à livraria, recebemos dela a mensagem reproduzida no rodapé desta página, mensagem à qual fornecemos a seguinte resposta:
À
Livraria Cultura S. A.
Att. Caroline
Prezados senhores,
Para legitimar juridicamente o cancelamento da parceria, não basta que vocês citem uma lista de infrações hipotéticas. Têm de esclarecer também:
1. Qual ou quais dessas cláusulas, em particular, teríamos infringido de fato.
2. Qual a prova lícita de que o fizemos - e nenhuma prova de acusação é lícita se não for confirmada por sentença judicial.
Cancelar a parceria de repente, sem nos dar esses esclarecimentos, importa em fazer ao nosso site acusações gravíssimas, desprovidas da mais mínima prova, caracterizando crimes de injúria, difamação e calúnia.
Tendo em vista as boas relações que sempre mantivemos com a Livraria Cultura, nada faremos de imediato, concedendo a vocês o prazo de 48 (quarenta e oito horas), a contar deste momento (19h01, hora de Brasília) para que nos informem quais as infrações alegadamente cometidas e nos apresentem cópia autenticada da respectiva sentença judicial.
Além disso, vocês têm também de nos explicar por que fizeram o cancelamento de maneira unilateral, abrupta e afoita, sem nos dar qualquer advertência prévia - submetendo-nos assim a um vexame público que em muito prejudica a reputação do nosso site e expõe o autor dessa iniciativa a um processo de reparação por danos morais, além da devida sanção penal.
O fato de que vocês tenham comunicado o cancelamento a "parceiros cadastrados" em geral, sem tê-lo comunicado diretamente a nós primeiro ou mesmo simultaneamente, revela acima de toda possibilidade de dúvida que seu intuito foi menos o de resguardar seus direitos - jamais violados - que o de trazer dano à nossa reputação.
E que, em vez de esclarecer com fatos e documentos a infração concreta que teríamos supostamente cometido, vocês espalhassem uma lista de infrações hipotéticas, dando a impressão de que cometemos todas elas, é coisa de uma perfídia sem par, excluindo in limine a hipótese de que tenham agido de boa-fé.
De todas as ofensas, agressões e ações discriminatórias que sofremos ao longo de muitos anos de atividade, essa foi a mais sórdida, a mais canalha, a mais intolerável.
Um bom pedido de desculpas é o mínimo que vocês nos devem.
Atenciosamente,
Olavo de Carvalho
P.S - Cópia desta mensagem, bem como da comunicação que a motivou (v. abaixo), será imediatamente publicada no site Mídia Sem Máscara. Não costumamos agir em segredo nem atacar pelas costas, como vocês fizeram conosco.
---------- Forwarded message ----------
Date: 2011/3/10
Subject: Ref. 14352635 LCultura
To: Roxane Carvalho <*****@gmail.com>
Olá Roxane,
Enviamos aos emails cadastrados como parceiros uma mensagem informando o motivo do cancelamento. No Termo de Parceria há algumas cláusulas que restringem o uso da parceria em sites que contenham alguns conteúdos específicos, são eles:
· Blasfêmias, obscenidades, nudez e violência gráfica;
· Manifestações de caráter político-partidário, religioso ou que denotem qualquer forma de preconceito;
· Promoção de atividades ilegais;
· Violação de propriedade intelectual e direitos autorais.
Os sites que contenham qualquer um dos conteúdos acima podem ter sua parceria cancelada a qualquer momento, conforme descrito no Termo de Acordo.
Caso tenha qualquer dúvida, estou à disposição.
abs,
Caroline
VAMOS LÁ, CAROLINE, O QUE VOCÊ TEM A NOS DIZER?
quinta-feira, 3 de março de 2011
O CONTROLE DO VOCABULÁRIO LIMITA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O PENSAMENTO
Texto originalmente publicado com o título abaixo.
Troca de palavras
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 8 de março de 2010
Não há instrumento de controle social mais eficiente do que a imposição de novas normas de linguagem, que limitam o pensamento e modelam a conduta das multidões e mesmo das elites sem que estas ou aquelas, no mais das vezes, cheguem sequer a perceber que estão sendo manipuladas.
Nas altas esferas do movimento comunista, o emprego desse instrumento foi adotado como estratégia prioritária de guerra cultural para a destruição da civilização do Ocidente desde pelo menos a segunda década do século XX, entrando numa etapa de aplicação maciça, em escala mundial, a partir dos anos 60.
Obsessivamente devotados aos fronts mais materiais e vistosos da luta anticomunista – a defesa da economia de mercado e das instituições democráticas formais –, os liberais e conservadores em geral não deram a mínima atenção a esse aspecto da luta cultural, chegando mesmo a fazer troça do “politicamente correto” como se fosse apenas uma extravagância inofensiva e passageira, denunciando como paranóico alarmista quem quer que visse aí alguma ameaça real. Como sempre acontece em tais circunstâncias, a afetação de superioridade serviu apenas para mascarar a fragilidade inerme da vítima que nega o perigo por medo de enfrentá-lo e assim deixa que ele cresça até o ponto em que toda veleidade de combatê-lo já se tornou inútil.
Hoje em dia, o controle esquerdista do vocabulário é um fato consumado, e aqueles que riam dele vinte anos atrás são os primeiros a submeter-se à autoridade postiça que prescreve limites à sua liberdade não só de expressão, mas até de pensamento.
Dentre outros inumeráveis decretos baixados por essa entidade, um que desperta na mídia e nas classes falantes em geral um reflexo de obediência automática é aquele que proíbe chamar de assassino o psicopata que matou com fria crueldade um garoto de seis anos. Por ser apenas nove anos mais velho que a vítima na ocasião do delito, esse monstro deve ser polidamente designado como “o jovem envolvido no crime”.
Quem imagine que se trata de mera questão de palavras, por ignorar que os nomes dados às coisas determinam nosso modo de vê-las e de lidar com elas, terá a ocasião de despertar do seu sono semântico ao saber que um juiz federal concedeu ao criminoso o direito de morar no exterior, com despesas pagas por você e por mim, porque o desgraçado se sentia, coitadinho, inseguro e mal querido no Brasil (v. http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/2/
moradia_no_exterior_apos_pena_por_morte_de_joao_helio_64829.html). Claro: se o fulano não é “um assassino”, e sim apenas “um jovem”, por que não conceder-lhe a afeição paterna, a ternura sem fim que o código moral hediondo do Estado brasileiro reserva aos membros mais violentos e brutais dessa faixa etária?
Nos EUA, o governo já reprime o uso do termo “terroristas” para designar os celerados que matam americanos e israelenses com vôos suicidas ou bombas em supermercados. Até a FoxNews, tida como “de direita”, passou a moderar gentilmente sua linguagem ao falar dessas criaturas, desde que o canal aceitou investimentos de um potentado árabe. “Assassinos”, em contrapartida, é como são rotulados por toda parte os onze heróis que, em boa hora, e sem pôr em risco a vida de mais ninguém, deram cabo de um autêntico assassino em massa, o líder da organização terrorista Hamas. Uma vez que a mídia universal subscreveu esse rótulo infamante, o salto da fala aos atos é instantâneo: aproveitando-se da gritaria geral, a Interpol, uma organização notoriamente pró-comunista a serviço do governo do Irã, mas que ainda posa aos olhos do público ignorante como instituição policial respeitável, desfechou uma caçada mundial aos onze, culpados tão somente de um ato de guerra contra um inimigo em guerra.
Mudar o valor e o peso das palavras é determinar, de antemão, o curso dos pensamentos baseados nelas e, portanto, das ações que daí decorram. Quem quer que consinta em adaptar seu discurso às exigências do “politicamente correto”, seja sob o pretexto que for, cede a uma das chantagens morais mais perversas de todos os tempos e se torna cúmplice do jogo de poder que a inspirou.
Extraído do site de Olavo de Carvalho (http://www.olavodecarvalho.org/index.html?index.htm)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
JUIZ DO PARÁ CENSURA JORNALISTA E AMEAÇA COM PENA DE PRISÃO.
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| http://www.freedomsphoenix.com |
Há alguma coisa errada com o ensino do Direito, no Brasil. Embora as decisões judiciais possam ser contestadas nos tribunais, juízes brasileiros parecem agir de forma cada vez mais arbitrária.
Os estudantes de Direito parecem estar aprendendo noções que entram em choque com o fundamental no Estado de Direito, o respeito à Constituição e às leis. Os juízes podem decidir como quiserem, mas parece que estão querendo consertar o mundo, ou impedir que denúncias de crimes melhorem o ambiente geral da Sociedade.
Este assunto ainda poderia ser alvo de estudo em algum trabalho de pesquisa, pois ajudaria a esclarecer o que está havendo em nossas faculdades de Direito. Será que já há alguma disciplina que trate do Direito Achado na Rua, como costuma escrever o jornalista Reinaldo Azevedo?
AE - Agência Estado
O juiz da 4.ª Vara Federal do Pará Antonio Carlos Campelo intimou o jornalista Lúcio Flávio Pinto, que há 23 anos edita em Belém o Jornal Pessoal, a não publicar, sob pena de prisão em flagrante, processo criminal e multa de R$ 200 mil, qualquer notícia sobre o envolvimento de quatro pessoas, entre elas Rômulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana - proprietários do jornal O Liberal, TV Liberal e várias emissoras de rádio -, em fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O processo em que a dupla é acusada de crimes contra o sistema financeiro nacional, no valor de R$ 3,3 milhões, corre sob segredo de Justiça desde a semana passada, embora esteja em tramitação desde 2008. Na edição da primeira quinzena de fevereiro, o Jornal Pessoal relatou com detalhes a audiência realizada no dia 1.º passado.
Segundo o jornalista, Ronaldo chorou diante do juiz e Campelo teria feito perguntas genéricas aos réus, sem relação direta com os fatos imputados. "O tom da audiência foi tão cordial que no início da sessão o magistrado perguntou ao réu se poderia chamá-lo de doutor. Ao final, se levantou para cumprimentá-lo e aos seus advogados", escreveu Lúcio Flávio Pinto.
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| http://www.kelleymeister.com/blog/?p=465 |
Ele disse ao jornal O Estado de S. Paulo que vai cumprir a determinação judicial, mas pretende recorrer, "em defesa do direito constitucional à liberdade de imprensa, com hierarquia superior ao segredo de Justiça".
Procurado, o juiz Antonio Carlos Campelo pediu que o jornal fizesse perguntas por e-mail sobre o caso. Isso foi feito, mas até o fechamento da edição o juiz não mandou as respostas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
FINGEM IGNORAR QUE O CAOS PODERÁ LEVAR A OUTRA TIRANIA
MULHERES DA BURKA MENTAL - PARTE II
Conde Loppeux de la Villanueva
Voltei a assistir àquele debate sobre a questão árabe-israelense, patrocinado pelo Jornal Folha de São Paulo e divulgado na internet. Falei, no artigo anterior, sobre a professora de filosofia Bernadete Abrão, com seus tiques nervosos, suas caretas, apertos de lábios, olhares esbugalhados e suas opiniões dementes sobre Israel e os judeus. A sua comparsa das causas islâmicas, dona Arlene Clemesha, tem um aspecto mais agradável. É até bonita (uma raridade na FFLCH, dominada por canhões soviéticos do tipo Marilena Chauí), embora se dependesse dessas mulheres, usariam barbas, ora porque são marxistas, ora porque agora têm a mania de serem pró-islâmicas. Algumas talvez não iriam tão longe. As burkas realmente serviriam melhor. . .
Dona Arlene Clemesha é historiadora da USP e é Diretora do Centro de Estudos Árabes da mesma universidade. Apesar do cabedal, as opiniões que ela emitiu na palestra não fazem jus a sua carreira. Pelo contrário, o que escutei é um emaranhado de tolices absurdas. Às vezes me pergunto por que o contribuinte gasta para formar tanta gente com idéias tão bobalhonas. É pior. Esse pessoal da USP defende o que há de pior no mundo. Dona Arlene Clemesha, tal como Dona Bernadete Abrão, é um poço de desinformação!
Dona Clemesha começa a falar sobre a revolta do Egito contra o governo Hosni Mubarak. Ela diz que a rebelião de lá não tem como causa as investidas dos radicais da Irmandade Muçulmana, mas tão somente algo “espontâneo” e, portanto, “popular”. Ela ainda diz que é besteira temer o chamado “perigo islâmico”, já que nas palavras dela, os jovens egípcios estão nas ruas para exigir dignidade, pra exigir emprego, pra exigir pão, pra exigir moradia, pra exigir direitos humanos, respeito e fim da tortura nas prisões, etc. Tal resposta deixou-me mais perplexo ainda: Dona Clemesha só falta vender a idéia da rebelião egípcia como uma espécie manifesta de “Fórum Social Mundial”, de “outro mundo é possível”.
Convém dizer, desde quando exigir emprego, pão e casa para o governo pode ser considerada uma rebelião séria? Percebem-se aí os sentimentos difusos e incoerentes da massa. Na Rússia pré-soviética, a população exigia terra e pão e deu no que deu: uma ditadura sanguinária, que durou quase um século, com um preço de milhões de mortos. Por que no Egito, cuja tradição de democracia é tão inócua como na Rússia czarista seria diferente?
O que dona Clemesha finge ignorar é que a revolta egípcia tem todo o caráter de uma oclocracia, de uma rebelião de multidões, que ao causarem um caos governamental e destruírem o governo, vão deixar um vácuo de poder. Na velha tradição política ocidental, a oclocracia quase sempre leva uma nação aos caos e ao cesarismo, que é o governo da tirania. No caso islâmico, provavelmente a tirania teocrática vai tomar o poder. E quem ocupará este poder? Obviamente a Irmandade Muçulmana, o único grupo realmente organizado para tomar as rédeas do país, além do exército.
A professora fala de democracia e direitos humanos, mas não nos cita um grupo sequer no Egito que defenda esses valores. Pelo contrário, as revoltas na Jordânia, no Iêmen, na Tunísia e demais países, a grande maioria formada de governos aliados dos Eua, têm o dedo do Irã no meio. Dona Arlene acredita que o Irã liga pra direitos humanos? Que os fanáticos islâmicos estão preocupados com isso? Claro que ela não é tão idiota assim. É tão somente uma pessoa intelectualmente desonesta.
Leia o texto integral no blog http://cavaleiroconde.blogspot.com/
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
BRAZIL LEADS THE GOOGLE CENSORSHIP. Ou: uma liderança vergonhosa (398 textos jornalísticos censurados)
O título acima é do blog
Por Gabriel Manzano, jornal O Estado de S. Paulo:
Por Gabriel Manzano, jornal O Estado de S. Paulo:
Só na primeira metade do ano passado, o Google foi obrigado por autoridades brasileiras a tirar do ar 398 textos jornalísticos. Foi recorde mundial do período. O dobro do segundo da lista, a Líbia. O dado está no relatório do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado ontem em São Paulo.
Além disso, nos dias finais da corrida eleitoral brasileira os juízes do País emitiram 21 ordens de censura, revela uma pesquisa do Centro Knight para o Jornalismo, do Texas (EUA). Muitas agências de notícias foram também multadas ou tiveram de remover conteúdos.
“Esse quadro mostra que a censura e a autocensura, que vem junto, estão atingindo níveis muito sérios no Brasil”, resumiu Carlos Lauria, coordenador do CPJ, que veio ao Brasil apresentar o levantamento Ataques à Imprensa em 2010.
Ele distribuiu ainda outro texto menor sobre a situação na América Latina, em encontro promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). “Nossos levantamentos apontam 44 jornalistas mortos em serviço e 145 presos, em todo o mundo, no ano passado”, resumiu.
A censura ao Estado, hoje em seu 565.º dia, é o destaque de abertura do levantamento sobre o continente. “É espantoso que, num país como o Brasil, um dos maiores jornais seja proibido de noticiar um grande escândalo, que envolve figuras políticas conhecidas. Não consigo imaginar o The Washington Post sendo proibido de publicar algo sobre um ex-presidente americano”, disse ele.
Lauria vai a Brasília amanhã, onde se reunirá com autoridades do Planalto, da Secretaria das Comunicações e dos Direitos Humanos. A agenda inclui uma visita ao Supremo Tribunal Federal.
Artifício. Os levantamentos do comitê, nos cinco continentes, apontam um novo artifício dos governos para impedir o trabalho da imprensa: eles enquadram os jornalistas em crimes de outra ordem, como subversão ou atos contra o interesse nacional, nos quais as leis sobre imprensa não se aplicam. Isso tem ocorrido no Oriente Médio, no Casaquistão, na África. Aqui
http://www.estadao.com.br/
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
CHÁVEZ REALIZA, NA VENEZUELA, O SONHO DO NOSSO GOEBBELS
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| Clique na imagem para ampliação (O Estado de S Paulo, 21/12/2010) |
O ditador Hugo Chavez usou artifícios legais para solapar o regime democrático na Venezuela. Agora persegue adversários políticos, criou uma milícia fanática como a nazista ou comunista, persegue empresários, censura brutalmente a imprensa e ameaça os países vizinhos, além das acusações de que abriga e permite campos de treinamento de terroristas das Farc e do Oriente Médio.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
WIKILEAKS, HONDURAS E ZELAYA
Muita gente ligada ao governo federal, ou por ocuparem cargos em diversos escalões, ou por serem representantes dos interesses do governo na imprensa, está alegre com informações de bastidores do governo americano vazadas pelo site Wikileaks, sobre Honduras.
O próprio ministro Celso Amorim diz que ficou contente porque agora teria ficado claro que houve golpe em Honduras contra Manuel Zelaya. A confirmação seriam as comunicações do embaixador americano a Washington à ocasião da queda daquele presidente.
Não houve golpe em Honduras que tenha sido dado por militares ou pelo senhor Micheletti (à altura presidente do Congresso). Zelaya caiu porque se auto-impediu, basta ler atentamente a constituição de Honduras. Isso foi amplamente explicado no Brasil inclusive pelo site Consultor Jurídico, pelo advogado e jurista petista Dalmo Dallari (artigo publicado em 30/09/2009, O Fundamento Legal Omitido) ) e pelo jornalista Reinaldo Azevedo.
Se os interessados forem pesquisar, como eu mesmo o fiz, semana após semana, durante meses, inclusive na imprensa de língua espanhola, que costuma ser muito melhor que a brasileira nos assuntos políticos, por estar muito menos infiltrada por verdadeiros militantes partidários que não honram mais a profissão de jornalista, confundindo jornalismo com propaganda ideológica, encontrarão um relato muito mais próximo da verdade de Honduras do que nos querem vender os militantes da esquerda no Brasil.
Manuel Zelaya, do partido liberal, grande empresário rural, foi muito bem eleito pelos hondurenhos, ele era mesmo popular.
Ocorre que Honduras, como tantos outros países vizinhos, tem imensos problemas sociais e financeiros. Zelaya, ao longo do tempo, foi atraído para a área de influência de Chávez, seduzido pelas promessas de apoio financeiro e, principalmente, petróleo barato. Isso ainda continua a acontecer, basta ler a entrevista recente do presidente do Uruguai à veja em que agradece Chávez pelo petróleo barato,a perder de vista.
Chávez fez isso para fimar a ideia da América Bolivariana, uma cretinice que diz ter sido inspirada em Bolivar. Sempre insuflado por Fidel Castro e pela diplomacia brasileira.
Lentamente Zelaya foi permitindo um clima de insurgência no país (lembram-se do tempos de Jango Goulart?), abrindo espaço para os chamados movimentos populares e da sociedade civil, que não passam, quase sempre, de braços de partidos políticos de esquerda na A. Latina. O que Zelaya fez foi estimular a realização de uma constituínte e alterar a constituição, de modo a poder permanecer indefinidamente, como Chávez.
Honduras é um país que, igual a outros na região, sofreu com inúmeras ditaduras e golpistas. Assim, de forma preventiva (nada a ver com Zelaya), no governo anterior a ele foi aprovada uma constituição à prova de golpe.
Constituição proíbe extensão de mandato.
O artigo 239 é claro ao expressar que qualquer governante que estimular a mudança da constituição para permanecer no poder estará automaticamente destituído. Zelaya agiu contra o Congresso e contra o Poder Judiciário que o haviam alertado que não poderia fazer a constituínte. Insistiu, com o apoio de Chávez, que enviou a Honduras todas as urnas para a operação, numa intromissão clara em outro país.
O exército hondurenho recebeu ordens dos demais poderes para prender Zelaya por traição à Constituição. Até aí está tudo perfeito e dentro da ordem. NÃO HÁ GOLPE NENHUM.
O erro dos militares, aí sim erraram feio, na minha opinião, foi que, ao invés de prendê-lo e processá-lo, em Honduras, como seria de se esperar, o puseram num avião e o enviaram ao exterior, desterrado. Aí feriram a constituição que não permite isso em Honduras. Posteriormente os militares reconheceram que erraram e disseram que temiam um levante estimulado pela esquerda, o que poderia provocar o derramamento de sangue. E, mesmo com a expulsão de Zelaya isso aconteceu nas semanas seguintes.
Imediatamente após chegar à Costa Rica começou o coro internacional contra o GOLPE. Chávez, Lula, Fidel, Ortega, Morales, todos os amigos de Zelaya e membros do Foro de São Paulo começaram a falar em golpe e isolaram Honduras. O resto é conhecido. Em outra ocasião voltarei com os desdobramentos do assunto do Foro de São Paulo, tema quase proibido na imprensa brasileira.
O embaixador americano em Honduras, que fez os relatos falando sobre golpe, era simpático a Zelaya e como tantos outros americanos, isso já é clássico na diplomacia americana, inepto para entender, de imediato as pretensões de Manuel Zelaya. Ou as compreendeu e as apoiava.
Muitos questionam, por que o vice não assumiu? O vice era um dos inúmeros candidatos à eleição, estando afastado. Teve que assumir o senhor Micheletti, então presidente do Congresso, que governou até o fim do período de Zelaya e realizou as eleições que, inclusive, já estavam convocadas e em andamento. Micheletti nunca foi golpista. Feitas as eleições, foi eleito Lobo, que assumiu e governa o país, apesar da choradeira dos amiguinhos de Zelaya.
Golpe não houve. O verdadeiro golpista contra Honduras era o senhor Manuel Zelaya, que pretendia alterar a constituição, permanecer no poder indefinidamente e integrar o império bolivariano, que é o que se depreende dos relatdos da imprensa hondurenhas sobre os atos de seu governo.
Como bolivarianos são os nossos governantes, o Brasil emprestou a embaixada brasileira, em Tegucigalpa, para a pantomima da invasão por Zelaya, colocando verdadeiramente em risco a ordem pública naquele país.
Honduras quase teve uma guerra civil, que teria sido estimulada, de forma irresponsável, pelas nossas omissões ou concordância. Tudo fluiu num clima ambíguo de neblina. Pois na neblina legalidade é golpe, e golpe legalidade.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
WIKILEAKS NA VISÃO DE YARA CHIARA
Yara Chiara é uma leitora e comentarista eventual do blog de Reinaldo Azevedo, de quem faço questão de ler atentamente os textos, pois é sempre lúcida, correta e oportuna.
Sobre a discussão relativa às ações do Wikileaks, de Assange, que vaza informações confidenciais, especialmente do governo americano, Chiara faz ponderações muito interessantes sobre a histeria de Hillary Clinton.
Diz Chiara:
"A relevância estratégica é quase nula, no que tange aos documentos vazados até agora, mas existe relevância eleitoral: o fato é que Hillary Clinton aparece muito mal nos vazamentos. Primeiro, dá ordens possivelmente ilegais a oficiais atuando no exterior; se, em vez de exercerem suas funções típicas, eles seguem a Secretária de Estado e passam a fazer trabalho de inteligência, acabou a garantia do sigilo: o sigilo os resguarda até o ponto em que estejam atuando dentro da legalidade, até para evitar constrangimentos pessoais.
(extraído do Blog de Reinaldo Azevedo. 02/10/2010)
Acho que Assange não passa de um terrorista que usa a Internet, mas que gosto do fato de que ele deixa Hillary nervosa, isso gosto mesmo.
Facilitará, talvez, para os conservadores.
Isso me contenta.
O TRIUNFO DA VONTADE E A VONTADE DE LULA.
Sempre que Lula fala em verdade, quando trata da imprensa, lembro, imediatamente, do fantástico documentário O Triunfo da Vontade, dirigido por Leni Riefenstahl, a cineasta de Hitler.
O filme foi produzido por ordem do partido nazista alemão, em 1934, para contar a história do encontro dos nazistas em Nuremberg após haverem assumido o poder. O documentário foi apresentado em 1935 e ganhou o título de melhor documentário do Ano no festival de Veneza.
Considerado por muitos a maior peça de propaganda ideológica do Século XX, o documentário ensina muito sobre o totalitarismo e o nazismo, em especial. E também como eles viam a imprensa.
Numa cena, em um gigantesco ginásio, lotado de nazistas, o então ministro da imprensa (que não era J. Goebbels) diz:
Considerado por muitos a maior peça de propaganda ideológica do Século XX, o documentário ensina muito sobre o totalitarismo e o nazismo, em especial. E também como eles viam a imprensa.
Numa cena, em um gigantesco ginásio, lotado de nazistas, o então ministro da imprensa (que não era J. Goebbels) diz:
“da imprensa, a alemã ou a estrangeira, esperamos, apenas,
que falem a verdade sobre a Alemanha”.
Assim é Lula.
Ele diz que não se importa que o critiquem, espera apenas que digam a verdade, mas a verdade que não o magoa é apenas aquela que ele quer ouvir.
Essa frase é fantástica. Sintética, direta, quase uma ordem: falem apenas o que queremos ouvir, pois o que queremos ouvir é que é a Verdade.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
CENSURA AO WIKILEAKS? WIKILEAKS TO CENSORSHIPS?
Enquanto a discussão sobre as ações do Wikileaks gera resultados no mundo todo, fico com a frase, um convite à reflexão, do Reinaldo Azevedo:
"Deixo uma pergunta para vocês irem pensando aí: o sigilo é algo que só interessa ao governo, na contramão dos interesses dos cidadãos? Seriam os EUA uma tirania, que se exerce contra a vontade popular?"
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
MONTEIRO LOBATO E OS FASCISTAS.
Frase de Luiz Felipe Pondé no texto "O filósofo Charles Harper" publicado na edição de hoje da Ilustrada (Folha de S. Paulo):
"... deveríamos dar de presente neste Natal (para as crianças) a coleção inteira de Monteiro Lobato só para deixar os fascistas da censura das raças bravos. Se vivessem na Alemanha nazista, esses fascistas fariam fogueiras com livros do Monteiro Lobato."
"... deveríamos dar de presente neste Natal (para as crianças) a coleção inteira de Monteiro Lobato só para deixar os fascistas da censura das raças bravos. Se vivessem na Alemanha nazista, esses fascistas fariam fogueiras com livros do Monteiro Lobato."
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Ela está nervosa. Ela está nervosa porque sabe, primeiro, que se queimou, e que, segundo, os republicanos não a perdoarão de forma alguma nas eleições vindouras.
Ao sigilo que encobre atividades de legalidade e eticidade suspeitas nem Hillary, que é secretária de Estado, nem os embaixadores têm direito."