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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MARINA, DILMA E O FORO DE SÃO PAULO. Ou, neocomunismo com ou sem Pai Nosso? (Percival Puggina)




WWW.SPONHOLZ. ARQ.BR


Marina ou Dilma: neocomunismo com Pai Nosso ou sem Pai Nosso?

Percival Puggina
12 Setembro 2014

Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em flagrante desânimo, joga a toalha no ringue.

As pesquisas desta semana indicam que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai Nosso de Marina.

É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder.

O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. 

E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador.

O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica "multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se, confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há para acontecer.

Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando. A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?

As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra, ela é um apagão eminente.


TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA.


sábado, 5 de julho de 2014

"DO FUNDO DA NOITE", COMO A LITERATURA ENSINA A ENTENDER O PENSAMENTO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO. Jan Valtin / Julius Krebs foi um agitador comunista na Alemanha dos anos 20 e 30, mas é como se fôsse o Brasil petista de hoje.




JAN VALTIN / JULIUS KREBS, AGITADOR COMUNISTA ALEMÃO.


A vida real e a literatura tem mais em comum do que podem imaginar os mortais. O professor Olavo de Carvalho vem há três décadas fazendo um trabalho gigantesco para mostrar de que se trata, realmente, a mentalidade revolucionária e as nem sempre dissimuladas pretensões da esquerda comunista no Brasil e nas Américas. E mostra como o pensamento comunista espalhou-se pelas universidades, imprensa e outras instituições, ganhando uma característica hegemônica.

O professor destaca, em seu trabalho, que os comunistas (nem sempre se apresentam como tais, para enganar os trouxas e incautos), usam a velha máxima leninista “Os fins justificam os meios”. Isto significa que para a moralidade comunista vale fazer qualquer coisa para chegar ao fim revolucionário. 

Não há limite. 

Os democratas geralmente limitados por sentimentos de natureza moral e ética nunca conseguem entender bem isso. Querem agir com lealdade na relação com os adversários, mas isso só conduz à desgraça, uma vez que os adversários comunistas não pensam da mesma forma.

Para os comunistas vale tudo para chegar à meta do poder total. Se um democrata não deve e nem pode agir assim, então precisa, ao menos, saber disso para tomar suas precauções e alertar aos demais.   

DO FUNDO DA NOITE

Um dos livros que mais me impressionaram ao longo do tempo, uma vez que a cada dia percebo que contém muita verdade e profundo conhecimento do “modus operandi” comunista é um romance chamado “Do Fundo da Noite”  (Out of the Night), do agente comunista alemão Jan Valtin, codinome de Richard Julius Hermann Krebs (1905 – 1951). 

Krebs/Valtin lançou “Out of Night em 1940”. Parece um livro de aventuras com uma história de amor no fundo, mas é um retrato, dos mais nítidos, realistas e duros, de como agem os comunistas para chegar às suas metas. 

Krebs foi agente do Partido Comunista Alemão no início do Século XX e participou de muitas missões. Essas missões e atos de sabotagem surgem no livro como parte de uma história romanceada, mas está tudo ali.

Jamais me surpreendo com o que fazem os comunistas, como sabotagens, atos de terror, dossiês mentirosos, desinformação, guerra psicológica, mentiras, assassinatos e outras coisas mais. 

Basta ver no Brasil o uso de milhares de pessoas ligadas a movimentos sociais que nada mais são que idiotas úteis e pobres coitados manipulados pelos comunistas para criar tensão social.

Reli muitas vezes Do Fundo da Noite, e acho que todos deveriam lê-lo duas ou três vezes para entender o pensamento revolucionário. “Out of  the Night”, uma história real romanceada, é um dos melhores manuais da agitação comunista que conheço.

Querem entender as ações dos comunistas no Brasil espalhados em diversos partidos com diferentes nomes, onde a palavra “comunista” não aparece?, leiam o livro de Valtin. Leiam também o Manual de Guerrilha Urbana do Carlos Marighella e entenderão de que se trata a coisa toda.

Contra comunistas não usem luvas de pelica. É preciso dizer toda a verdade.  
Gutenberg Jota.

sábado, 26 de outubro de 2013

ESTUDANTE CONSERVADOR DA UFSC ALERTA CONTRA O AVANÇO DO PROJETO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIO NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. "É um verdadeiro crime intelectual ver como vários setores da UFSC deixaram de fazer ciência para apenas propagar a revolução. A depender de muitos criminosos que atuam nessa universidade sob o título de “pesquisador”, a União Soviética renascerá numa versão tropical e latina". (Antonio Pinho)

Carta aberta contra o socialismo na UFSC


Antonio Pinho

Caros alunos da UFSC,

Dirijo-me a vocês, estudantes da nova geração, porque a antiga, a de seus professores, está corroída até a alma pelo verme da desonestidade. A esperança de que a saúde intelectual e moral dessa nação melhore está em vocês. Espero que estas breves palavras tenham algum impacto em vocês, como um balde de água que se joga em alguém que antes dormia. Meu chamado a vocês é que ACORDEM para o grande perigo que nos rodeia.

Vejo um futuro negro a nossa nação. Vejo esse futuro sombrio se materializar velozmente ao meu redor. Continuando o atual processo destrutivo e revolucionário, o Brasil deixará de existir em duas ou três décadas, diluindo-se na “Pátria Grande” latino-americana, que está agora mesmo sendo construída pela esquerda. A Pátria Grande será um mega bloco comunista totalitário governado desde Havana, pelo Foro de São Paulo, no qual as atuais nações latino-americanas serão meras províncias de um grande e centralizado governo.

O Brasil entrará, portanto, muito em breve, para a lata de lixo da história. Dele só se terá uma breve lembrança, que lá houve uma ditadura terrível, que tendo matado 300 pessoas, foi pior que a ditadura de Fidel Castro que matou mais de 115 mil pessoas. O Brasil será uma nota de rodapé – muito vergonhosa – na história da construção da gloriosa Pátria Grande. Se continuarmos seguindo a estrada na qual caminhamos, este será, sem dúvida alguma, o ponto de chegada.

No meio disso tudo, há uma criminosa conivência de setores da UFSC pela destruição da cultura e da soberania nacional. Muitos cursos e centros de pesquisa das ciências humanas tornaram-se apenas instrumentos dóceis nesse processo revolucionário, caixas de ressonância de ideologias forjadas em Cuba e na Venezuela. Muito se falou do Centro de Difusão do Comunismo da Universidade Federal de Outro Preto, mas a UFSC também tem o seu.

É o IELA (Instituto de Estudos Latino-Americanos), cujos membros são ligados a partidos comunistas e ao Foro de São Paulo. Esse grupo luta abertamente pela construção de um futuro comunista ao Brasil, e a sua destruição em favor da construção da Pátria Grande latino-americana. O símbolo do Foro está estampado em publicações do IELA. Se o Centro de Difusão do Comunismo foi fechado por fazer propaganda política com recursos públicos, o que é ilegal, o mesmo deveria ocorrer com o IELA, que promove eventos na UFSC como a Semana Paulo Freire ou as Jornadas Bolivarianas, eventos nos quais participam agentes do governo cubano e abertamente ligados ao Foro de São Paulo. 

O CDS – Centro de Desportos – da UFSC, no qual ocorre a semana Paulo Freire, bem que poderia se chamar Centro de Difusão do Socialismo (ainda hoje desconfio que a sigla CDS seja isso mesmo).
Como comunismo e perseguição cristã sempre andam de mãos dadas, os setores revolucionários da UFSC não poderiam ficar de fora. Os símbolos cristãos são ofendidos em meio à praça do campus, por estudantes do curso de Artes Cênicas. Ao mesmo tempo, nas salas de aula das ciências humanas, há a hegemonia do sentimento anticristão e do materialismo. O centro de psicologia dá andamento à destruição da moral quando praticamente só se interessa em pesquisar sobre sexualidade.

Os pedagogos da UFSC promovem concursos de cartazes “anti-homofobia” em escolas infantis de Florianópolis, que significa a destruição dos valores que as crianças aprendem em casa e na igreja, e a preparação das novas gerações à aceitação da legalização da pedofilia (a meta última do movimento gay é esta, e não apenas a legalização do casamento homossexual). As feministas se reúnem anualmente para propagar o ódio ao cristianismo e o fim da família tradicional num evento chamado “Fazendo o Gênero”. O curso de Direito faz apologia aberta ao governo genocida dos irmãos Castro ao organizar o “Cuba em Foco”.

É um verdadeiro crime intelectual ver como vários setores da UFSC deixaram de fazer ciência para apenas propagar a revolução. A depender de muitos criminosos que atuam nessa universidade sob o título de “pesquisador”, a União Soviética renascerá numa versão tropical e latina.   
   
Atenciosamente,
Antonio Pinho
Editor e articulista do blog UFSC Conservadora.

UFSC CONSERVADORA:

Recomendo a todos os jovens universitários preocupados com o futuro do Brasil a leitura dos textos do Blog da Juventude Conservadora da UNB, editado por Felipe Melo. Procurem seguir o exemplo dos blogs da UFSC Conservadora e o da UNB Conservadora. Há inimigos demais à espreita, nas sombras, solapando, dia a dia, as nossas já poucas liberdades. Eles estão sempre disfarçados de progressistas, de esquerda, de politicamente correto, de ecochatos, mas são um perigo para a democracia, pois juraram fidelidade no altar do Totalitarismo. E, no caso deste, todos são ligados consciente ou inconscientemente (como teleguiados) ao Foro de São Paulo, entidade absolutamente do Mal fundada por Fidel Cadtro e Lula, no início os anos 90.

BLOG DA JUVENTUDE CONSERVADORA DA UNB (EDITADO POR FELIPE MELO):





quinta-feira, 7 de abril de 2011

THE DAY OF ISLAM. O terrorismo está entre nós. Só falta uma lei antiterror.

Eles estão no meio de nós

Diogo Chiuso

No livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes.

A reportagem de capa da Revista Veja desta semana traz informações da Polícia Federal sobre terroristas agindo livremente no Brasil. Devo dizer que é um assunto sobre o qual venho falando (e escrevendo) há pelo menos 3 ou 4 anos. Em maio de 2009, publiquei um tipo de compêndio de links auto-explicativos - e que complementam a ótima reportagem da Veja:

Alguns links em uma ordem cronológica e auto-explicativa:

1) Em novembro, a ex-ministra das relações exteriores de Israel, num programa de rádio, apontou o estreitamento dos laços entre guerrilhas sul-americanas e organizações terroristas iranianas que, segundo ela, pode ser facilmente observado. Ela ainda disse que o Irã procura constantemente o auxílio político para bloquear as sanções internacionais que vão de encontro ao seu programa nuclear.

O ministério da defesa israelense tem observado durante anos as áreas de fronteira entre o Paraguai, Argentina e Brasil, identificando-as como focos do terrorismo iraniano em conjunto com o Hizballah. (Livni aponta focos de terrorismo na América Latina);

2) Em janeiro, é a vez da NEFA Fundation divulgar um extenso documento sobre os arquivos do computador do ex-chefão das Farc, Raúl Reyes, com todas as suas conexões com diplomatas e agentes de inteligência da Venezuela. Juntamente com membros do governo da Nicarágua, foram usados como contatos com ex-integrantes do Exército Republicano Irlandês (IRA), com os separatistas espanhóis do ETA, além do Hamas, Hizballah e o Irã, que deu suporte ao contrabando de armas para as guerrilhas latino-americanas. (The Farc's International Relations: A Network of Deception).

«UPDATE: Em outubro de 2010, o jornal espanhol El País noticiou que terroristas do ETA foram recebidos pelo governo venezuelano para treinamentos de guerrilha:

Dos etarras confiesan que se entrenaron en Venezuela en 2008;

ETA en la Venezuela de Chávez: la prueba definitiva »

2) Na última segunda-feira, dia 25 de março, um relatório de inteligência do governo israelense diz que a Venezuela e a Bolívia estão fornecendo urânio para o programa nuclear do Irã. (
Israel suspeita que Venezuela e Bolívia enviem urânio a Teerã);

3) A coluna do jornalista da Folha, Josias de Souza, nesta terça-feira, 26, informa que um integrante da alta hierarquia da organização terrorista Al Qaeda está preso no Brasil sob sigilo rigoroso (
Integrande do alto escalão da Al Qaeda está preso no Brasil);

4) Ainda hoje, repercutindo a notícia do terrorista da Al Qaeda preso sigilosamente no Brasil, diz a Folha que o Ministério da Justiça confirma a informação de que um membro da Al Qaeda foi capturado no Brasil, porém, já foi libertado por estar casado com uma brasileira e ter residência fixa. (
Membro da Al Qaeda não está mais na prisão).
Vale lembrar que no livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes, denuncia ligações do governo brasileiro com o Irã - no que diz respeito ao Programa de Enriquecimento de Urânio -, e ainda aponta o interior de Minas Gerais como local de um campo de treinamento da Al Qaeda (um tipo de centro de operações para captação de recursos, i.e., narcotráfico e contrabando de armas em conjunto com as Farc).
leia mais sobre o assunto em:

CHÁVEZ ENCALHOU EM COCHABAMBA. Como o venezuelano enrola Santos e facilita para as FARC

Ninguém investiga porquê, nesse contexto de aproximações com a Venezuela, as Forças Militares colombianas reduziram suas operações em 30%, enquanto que as ações terroristas das FARC crescem em todas as partes.
As forças aéreas da revolução bolivariana estão em tão ótimo estado, que o chefe supremo desta às vezes não pode cumprir com suas entrevistas com outros chefes de Estado. Dotado de caros aviões de combate russos, último modelo, capazes de espalhar a morte e a destruição no norte da América Latina, o regime venezuelano não pôde, entretanto, tirar a tempo de Cochabamba, Bolívia, o presidente Hugo Chávez e sua brilhante comitiva: o avião que o havia levado majestosamente à Argentina, Uruguai e Bolívia decidiu, no último momento, quebrar. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, esperava o chefe bolivariano em Cartagena de Indias, para um terceiro encontro. Em vão. Por telefone lhe disseram que Chávez estava encalhado na cidade boliviana. Evo Morales não havia encontrado um avião para que seu homólogo cumprisse a última etapa de seu giro pelo continente.

Essa, ao menos, foi a versão oficial. Porém, ninguém é obrigado a acreditar. O venezuelano disse tantas mentiras em sua carreira de ditador que é legítimo pôr em dúvida, agora também, suas palavras. Há, ademais, a versão dada a uma agência de imprensa por um funcionário boliviano, que guardou o anonimato. Ele assegurou na sexta-feira que o avião estava pronto, porém, que o mandatário venezuelano havia decidido viajar "diretamente para Caracas".
Em todo caso, o presidente Santos perdeu seu tempo em Cartagena (por sorte, a cidade é linda), pois as notícias do "contratempo" chegaram em conta-gotas (que Chávez aterrissaria "um pouquinho mais tarde do que o previsto", foi a palavra de ordem) para manter o suspense. No final, os dois presidentes decidiram ver-se em 9 de abril próximo.
Quem pode acreditar no conto da falta de uma "peça de reposição"?

A razão desse desplante grosseiro com o presidente Santos é obviamente política. Foi tanta a desordem que se acumulou antes dessa entrevista que Chávez optou por esquivá-la. O assunto Makled, por exemplo, que oficialmente não ia ser tratado, passou ao primeiro plano. Na véspera, o senador norte-americano Dick Lugar e o congressista republicano Connie Mack chamaram a atenção de Santos e alguns jornais colombianos, assim como juristas e políticos do continente, exortaram Bogotá para que entregue a Washington o capo narcotraficante, acusado de enviar dez toneladas mensais de droga aos Estados Unidos.

Por outro lado, a agenda é super pesada: sete comissões bi-nacionais discutem desde há semanas sem chegar a acordos em matérias tão delicadas como segurança, energia, saúde, comércio, infra-estrutura, turismo e cultura. É uma discussão secreta, a portas fechadas, pelas costas da opinião pública, como é do gosto de Chávez. Alguns jornais trataram de reduzir o assunto a uma questão de vendas: de energia, leite e cimento colombiano à Venezuela e de gasolina à Colômbia. Não. Há coisas de grande calado. Está presente ali a idéia absurda de Armando Benedetti de criar "estados bi-nacionais" na zona fronteiriça? Essa idéia ele lançou em meados de agosto de 2010, após uma entrevista com Hugo Chávez. Ninguém sabe de nada. Até onde, nessas negociações, se estão comprometendo interesses vitais da Colômbia? Por que tanto segredo? O que Chávez está exigindo? Que outros pontos estão em jogo? Por que não chegam a acordos? Pactos sobre a luta contra o narcotráfico entre o país que expulsou a DEA (Venezuela) e um país que trabalha com a DEA (Colômbia) vai beneficiar a quem? Não podemos esquecer que, como admitiu o ministro colombiano da Defesa, esses pactos eventuais incluem "compartilhar inteligência, informação judicial e realizar operações coordenadas entre os dois países". O pastel é tremendo!

Também há disse-me-disses entre a recém designada secretária-geral da UNASUL, María Emma Mejía, e o ministro chavista Alí Rodríguez.
Indigna ver a resignação da imprensa colombiana. Ante coisas tão graves, mostra pouca curiosidade. Ninguém trata de descobrir o alcance desses convênios. Tudo é credulidade, conformismo, passividade, negligência. Ninguém investiga porquê, nesse contexto de aproximações com a Venezuela, as Forças Militares colombianas reduziram suas operações em 30%, enquanto que as ações terroristas das FARC crescem em todas as partes.

O contraste é nítido entre 2009 e 2010. Só La Hora de la Verdad, de Fernando Londoño Hoyos, entrevistou o politólogo Alfredo Rangel, autor de um estudo que mostra, com cifras exatas, esse preocupante declínio da segurança nacional. Enquanto isso, a imprensa informa menos dos ataques das guerrilhas, até o ponto em que alguns atentados não são sequer mencionados. O que está acontecendo? Por quê essa política suicida?

Mas há algo mais.
Uma notícia de 31 de março, cuja importância poucos viram, pode ter-se convertido no fator que desatou a fúria total de Hugo Chávez contra Santos e que o obrigou a aprazar o encontro de Cartagena. Chávez deve ter-se engasgado quando soube que a Colômbia não se prestava à manobra de reconhecer unilateralmente a Palestina como Estado. Juan Manuel Santos disse nessa quinta-feira, durante um encontro em Bogotá com uma delegação do Congresso Judeu Mundial (CJM): "Nós não reconheceremos o Estado Palestino, pois para nós é uma questão de princípio. Nós apreciamos muito a amizade e a valentia do povo judeu".

Com essa postura, um êxito da diplomacia israelense, tão detestada por Chávez, a Colômbia resiste às pressões palestinas e iranianas e se recusa a seguir o mal exemplo dos governos esquerdistas que fizeram tal reconhecimento: Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Venezuela, Guyana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Chile (único de centro-esquerda). Esses governos validam a estratégia palestina de evitar a negociação com Israel para pôr a única democracia do Oriente Médio contra a parede. Jack Terpins, um dos líderes do CJM, felicitou na quinta-feira o presidente Santos por "sua luta contra a influência iraniana na região, em especial frente à Venezuela, dirigida pelo ditador Hugo Chávez. Israel considera todo reconhecimento unilateral do Estado Palestino como um obstáculo às negociações de paz", informou em 1º de abril a agência Ria-Novosti.

Os que acreditam que Chávez deixa passar sem represálias pontos de tão alto simbolismo como esse, se equivocam. O mandatário venezuelano acreditava ter conseguido "corrigir" a política colombiana profundamente. Pois não. Há pontos que ainda lhe escapam, como este do reconhecimento unilateral e independente do Estado Palestino, linha que Caracas leva com ar triunfal, da mão de Teerã e do ativismo chiita, por todo o continente. Ao contradizer essa política, Bogotá malogra pactos de Caracas com o poder iraniano, do qual dependem fornecimentos a Caracas em matéria econômica e militar.

Chávez espera "corrigir" de novo a política de Bogotá nesta semana e tomar uma resolução caprichosa antes do 9 de abril? Veremos. Em todo caso, está na hora de pedir transparência sobre o que se está negociando com a Venezuela. Não mais negociações secretas com Hugo Chávez! A opinião pública colombiana não vê com bons olhos o que está acontecendo. El Mundo, de Medellín, publicou uma sondagem no dia seguinte ao desplante de Chávez: "Você confia na atitude de Chávez para com a Colômbia na era Santos?". A resposta foi: Não, 79%; Sim, 21%.

segunda-feira, 21 de março de 2011

MORREU JERÓNIMO, O QUE NÃO ERA O HERÓI DO SERTÃO. Ele matava índios para as FARC. Foi morto pelo exército colombiano o braço-direito do chefe do narcotráfico Alfonso Cano.

Jerónimo Galeano (El Tiempo)
O Exército da Colômbia matou, em um ataque, na região de Huila, a sudoeste de Bogotá, Jerónimo Galeano, apelido de Arquímides Muñoz Villamil, braço direito de Alfonso Cano, o comandante geral das FARC. Ele era chefe do Comando Conjunto central da organização terrorista. Jerónimo é lembrado pelos devastadores ataques ao Sul de Tolima (montanha) durante a vigência da zona de distensão, nos tempo do presidente Pastrana. Famoso na Colombia por ser o homem que fez a guerra contra as populações indígenas daquela zona da Colômbia, para dominá-los e obrigá-los a plantar coca e resistir ao Governo Constitucional. Desde 2009 Jerónimo estava com ordens para recuperar aquela comunidades.
Mais uma vez as forças militares colombianas conseguiram apreender computadores. Os computadores dos terroristas, em mãos do Exército Colombiano, têm fornecido informações muito preciosas sobre quem está envolvido com o narcotráfico e colabora com as Farc. Há muita gente ligada ao Foro de São Paulo, aquela entidade criada no início dos anos 90, por iniciativa de Fideal Castro e Lula da Silva.

quinta-feira, 17 de março de 2011

"REVOLUÇÃO E TRÁFICO SÃO IRMÃOS SIAMESES". Isto não interessa à imprensa investigar

BAÚ DE TEXTOS


Em artigo valiosíssimo publicado dias atrás, o prof. Denis Rosenfield desmascara o cacoete mental, de amplo uso nas altas esferas federais e na mídia, que apresenta as Farc como um grupo de idealistas revolucionários tardiamente "degenerado" em quadrilha de narcotraficantes.

Não existe, diz ele, essa antinomia. Bem ao contrário, revolução e narcotráfico são irmãos siameses, unidos desde sempre e para sempre. Ele cita a "guerra do ópio" empreendida por Mao Dzedong contra várias províncias chinesas.

Esse exemplo fala por si: foi o primeiro caso registrado na História em que um poder político organizado viciou deliberadamente a população do seu próprio país, para enfraquecê-la, explorá-la e dominá-la.
Mas há um exemplo mais próximo de nós. Não sei se o prof. Rosenfield o conhece, mas tem aí uma comprovação da sua tese em grau superlativo. O grande narcotráfico latino-americano não surgiu como puro negócio ilícito, só mais tarde articulado com a luta revolucionária. Até os anos 50, o comércio de drogas no continente era um problema policial controlável.

Não cresceu espontaneamente. Quem lhe deu a estrutura organizacional que haveria de transformá-lo num monstro capaz de atemorizar Estados e exércitos foi o governo soviético, através de "medidas ativas" do seu serviço de inteligência. A operação, lenta e sorrateira - até hoje ignorada pela "grande mídia" -, teve dois objetivos: usar as drogas como arma de guerra psicológica, para enfraquecer as nações capitalistas, e criar ao mesmo tempo uma fonte local de dinheiro para os movimentos revolucionários latino-americanos, cujo financiamento estava saindo caro demais para os soviéticos. 

Os meios utilizados para isso foram bem simples: de um lado, infiltrar agentes nas várias quadrilhas de narcotraficantes, para que as controlassem; de outro, enviar à URSS os traficantes já cooptados e leais, para que aprendessem técnicas avançadas de organização, inteligência, guerrilha urbana etc. A operação foi descrita em detalhes por um de seus próprios mentores e comandantes, o general tcheco Jan Sejna, em depoimento ao escritor inglês Joseph D. Douglass, que a publicou no livro Red Cocaine: Drugging the Americas and the West (London, Edward Harle, 1999).
Ante o desenrolar subseqüente dos acontecimentos, é impossível negar que as duas metas visadas pelos soviéticos foram atingidas. Sem as drogas, jamais teria sido possível corromper a juventude universitária dos EUA ao ponto de fazer dela o principal instrumento de boicote ao esforço de guerra no Vietnã e, desde então, a toda iniciativa anticomunista do governo americano.

 Sem as drogas, teria sido impossível transformar as frustradas guerrilhas latino-americanas dos anos 60 na tremenda força político-militar-criminal que hoje, sob a proteção do Foro de São Paulo, espalha o terror no continente.
Só quem nada estudou da mentalidade revolucionária pode imaginar que, nela, haja alguma contradição entre ideais pomposos e crimes hediondos. Foi a fusão indissolúvel desses dois elementos que a criou e que hoje, como sempre, a define.
O livro de Joseph D. Douglass é leitura indispensável a quem deseje sinceramente compreender o que está se passando na América Latina.

Olavo de Carvalho, 5 de agosto de 2010 

extraído do blog Cavaleiro do Templo:
http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/p/red-cocaine-esquerda-e-as-drogas.html

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

NÃO HÁ DUAS ESQUERDAS NA AMÉRICA LATINA. Há somente uma, com duas caras, para enganar os observadores americanos

sábado, 26 de fevereiro de 2011


Entrevista de Olavo de Carvalho a Jeffrey Nyquist

(Foto)
Jeffrey Nyquist: Financial Sense, 18 de fevereiro de 2011
Tradução e link*: Dextra








Esta semana eu tive o prazer de entrevistar o filósofo brasileiro e presidente do Inter-American Institute, Olavo de Carvalho. Durante a conversa, eu sugeri que há algo de errado com nosso pensamento, hoje; que não adoramos a Deus do mesmo modo, nem obedecemos as regras do mesmo modo, nem observamos as boas maneiras como no passado. "Para alguém como eu", começou ele, "que visitou este país nos anos 80 e voltei para viver aqui em 2005, as mudanças que a mentalidade americana sofreu em décadas recentes é realmente chocante."
Carvalho recomendou que eu lêsse o livro de Tamar Frankel Trust and Honesty: America's Business Culture at the Crossroad [Confiança e Honestidade: A Cultura Americana dos Negócios em uma Encruzilhada], o qual, ele explicou, "descreve o declínio alarmante dos padrões morais no mundo americano dos negócios..." De acordo com o livro de Frankel, a erosão da confiança e da honestidade tem a ver com a aceitação e a justificação crescentes de práticas fraudulentas. "O que mudou", escreve ela, "é a atitude em relação à desonestidade e a quebra da confiança. Hoje, há uma maior aceitação e mais justificação da desonestidade." Como isto aconteceu? Com a remoção de certas barreiras à fraude, a tentação aumentou.
Carvalho têm suas próprias opiniões a respeito das causas da deterioração moral e intelectual dos Estados Unidos. "Um dos fatores que causou esta mudança, com suas consequências altamente corrosivas para a vida diária dos americanos, foi o "neo-liberalismo" em voga, que via o mundo dos negócios como um poder auto-regulado, capaz de se sobrepor à moralidade, à religião e à cultura e de ditar padrões de conduta com base no poder supostamente milagroso das leis do mercado. O que fez a grandeza da América não foi só a economia de livre mercado, mas uma síntese disto com a moral cristã e com uma cultura que incluia o amor ao país e à família. Separada destas forças regulatórias, a economia capitalista se torna um motor de auto- destruição, que é exatamente o que está acontecendo hoje.”
Sem dúvida, há muita verdade na afirmação de que a sociedade americana tradicional desabou, sendo substituída pela "sociedade aberta", assim batizada por George Soros e Karl Popper. De acordo com Carvalho, a sociedade aberta se define como "não reconhecendo quaisquer valores transcendentes e deixando tudo à mercê das conveniências econômicas -- conveniências que são algo que se alega para se justificar a própria demolição dos mercados livres e sua substituição pelo estado de bem-estar social, baseado em taxação e déficits." Em outras palavras, Carvalho está dizendo que o livre mercado não torna os homens bons. Ele não os adestra para serem morais. Ele não se dá ao trabalho de se defender do socialismo. Estes elementos na sociedade que anteriormente instilavam valores morais não são mais tão eficazes, se é que têm alguma eficácia.
Carvalho é de opinião que o conceito da “sociedade aberta ” é usado pelos inimigos da nação para destruirem "tudo o que é bom e grande neste país." Ele então menciona o pensador geo-político russo Alexander Dugin, e 'o novo esquema russo-chinês...'. Usando uma propaganda sutil, observa Carvalho, a "sociedade aberta" se torna um pretexto para difundir o ódio generalizado global contra os Estados Unidos, pois a "sociedade aberta" produz uma degradação moral que é em seguida atribuída ao modo americano de vida, o que supostamente demonstra a perversidade e decadência particulares do povo americano. Isto leva diretamente a uma discussão sobre os males do imperialismo cultural americano -- o grito de guerra dos estrategistas russos e chineses, cujo objetivo é a eliminação dos Estados Unidos como potência mundial. A eficácia desta estratégia não deve ser subestimada. Como explica Carvalho, "A influência russo-chinesa tem crescido cada vez mais na América Latina. O governo dos Estados Unidos não percebeu isto porque ainda vê a Rússia e a China como aliados, apesar do fato de que eles são os dois maiores fornecedores de armas para o terrorismo ao redor do mundo. É preciso lembrar que a política externa de Putin é hoje guiada pela estratégia assim chamada "eurasiana", inventada pelo filósofo russo Alexander Dugin, que propõe que a Rússia, a China e o Islam se aliem com todas as forças anti-americanas na Europa Ocidental, na África e na América Latina, com o propósito de fazerem um cerco final aos Estados Unidos. Esta estratégia já tem forte apoio militar na Shanghai Cooperation Organization, um tipo de versão oriental da OTAN que reúne a Rússia, a China, o Kazaquistão, o Quirguistão, o Tajiquistão e o Uzbequistão.”
Perguntei a Carvalho sobre informações recentes de um acordo entre o Irã islâmico e a Venezuela comunista para construírem uma base estratégica de mísseis apontados para os Estados Unidos. Perguntei se os marxistas da América do Sul estavam aliados à al Qaeda e Teerã. “Sim, estão," respondeu ele. “Eles também estão aliados ao ETA, que é uma organização terrorista basca. Há muitos agentes destas organizações no séquito de Hugo Chavez. Este fato não é desconhecido de muitos governos latino-americanos, mas a maioria deles está comprometida a ficar em silêncio sobre isto por causa dos acordos que assinaram como membros do Fórum de São Paulo, a ponta de lança do movimento comunista na América Latina.”
Eu então pedi a Carvalho para dar os nomes dos países trabalhando com os terroristas em todo o mundo pela destruição dos Estados Unidos. Ele respondeu assim: "Irã, Síria, Coréia do Norte, Cuba, Rússia e especialmente a China são os principais. Na América Latina, a Venezuela é o exemplo mais óbvio, mas a Venezuela não seria nada sem o apóio que recebe de todos os governos do Fórum de São Paulo, cujo líder é o Brasil.”
De acordo com Carvalho, a Esquerda continua a consolidar sua posição na América Latina. "Ela tem seguido uma estratégia que foi explicitamente apresentada em um congresso comunista chinês há poucos anos: tomar o poder por meio de eleições legais e então erodir o sistema democrático a partir de dentro, para impedir a oposição de jamais voltar ao poder em eleições futuras," explica ele. "Ou seja: eles vencem uma primeira disputa e em seguida passam a mudar as regras do jogo. No Brasil, esta estratégia tem levado a resultados espetaculares. Primeiro, a idéia era limitar o campo político a apenas dois disputantes: a Esquerda radical e a Esquerda moderada. Todas as outras forças políticas foram desmanteladas por meio de auditorias fiscais seletivas e acusações de corrupção que sequer precisavam ser provadas, já que elas destruiam reputações para sempre, assim que eram trombeteadas pela mídia.”
Poderia o aliado tradicional dos Estados Unidos na América do Sul estar sob o controle de um movimento totalitário? Como poderíamos não ter percebido um acontecimento tão espantoso? "Os formadores de opinião americanos têm uma visão errada do Brasil", diz Carvalho, "porque o governo brasileiro sempre agiu com duas caras e de modo camuflado. Por um lado eles cortejam os investidores americanos para fortalecerem a economia brasileira, mas por outro eles tiram proveito do sucesso econômico a fim de consolidarem o poder esquerdista em casa, tornarem impossível qualquer oposição política que não seja da esquerda moderada, e darem apoio efetivo à ascenção da Esquerda nos países vizinhos, enquanto protejem organizações abertamente terroristas como as FARC e o MIR chileno, que assim acabou controlando o crime organizado local e ganhando o monopólio do mercado das drogas no Brasil. Na Venezuela, Hugo Chavez também desmantelou a oposição, mas usando métodos mais crassos."
Já que o Brasil abriga o cerne do movimento comunista na América Latina, como tem progredido a campanha anti-americana?  De acordo com Carvalho, a Esquerda nem sempre consegue avançar. "Ela segue um rítmo alternante", explica ele, "dependendo de se o importante no momento é adular os investidores estrangeiros ou unificar e fortalecer a Esquerda latino-americana.”
“Há mais de dez anos", observa Carvalho, "eu tenho alertado que o Partido dos Trabalhadores (no Brasil) não é uma organização como as outras; ou seja, disposta a se alternar no poder com a oposição. O Partido dos Trabalhadores é uma organização revolucionária, comprometida com o amoldamento do estado e da sociedade inteira à sua imagem e semelhança, usando, para este fim, os meios mais vis e corruptos. Como ninguém nunca acreditou em nada disto,  todos se desarmaram gentilmente em face a este partido em ascenção e agora que ele controla tudo, ninguém pode fazer nada contra ele. O Brasil é governado por um só partido com muitos nomes. Não vejo perspectivas de se mudar esta situação no curto ou médio prazo*."
Perguntei a Carvalho sobre o Chile, que se desviou da Esquerda nas últimas eleições. De todos os países na América do Sul, qual é o segredo do aparente conservadorismo do Chile? "A elite chilena é infinitamente mais educada e moralmente melhor preparada do que a elite brasileira," responde ele. "Quando as coisas começam a caminhar para o abismo, os chilenos conseguem entender o que está acontecendo e mudar de curso antes que o desastre ocorra. Você não consegue imaginar a preguiça intelectual dos empresários, políticos e militares brasileiros. Mesmo quando a situação se torna alarmante, eles se aferram a suas crenças confortáveis e costumeiras e se recusam a se informarem sobre o que está de fato acontecendo. As classes ricas no Brasil são presunçosas e indefesas. Elas não sabem como resistir ao jogo sutil das lisonjas e ameaças jogado pelo governo esquerdista que as controla. Não só no Chile, mas também na Argentina, as elites estão muito melhor preparadas para enfrentar tal situação."
E qual é a coisa mais importante que os americanos devem saber sobre a presente situação política na América do Sul? "A coisa mais importante", diz Olavo, "é a profunda e sólida unidade dos movimenos esquerdistas locais através das fronteiras nacionais, a unidade da estratégia revolucionária subjacente às diferenças aparentes e enganadoras de caráter nacional. Não há isto de 'duas Esquerdas' na América Latina. Há apenas uma Esquerda, que tem tanta solidariedade consigo mesma que nunca perde controle das duas caras que emprega para tapear os observadores americanos."
Ouvindo Carvalho caracterizar a elite empresarial e política brasileira como intelectualmente preguiçosa, não pude deixar de pensar na elite americana. Também eles se recusam a mudar de curso em face do desastre que se aproxima. Mesmo a situação se tornando alarmante, eles gastam mais e mais dinheiro. Eles cortejam os inimigos e traem os aliados. É verdade, também, que eles "não sabem resistir ao jogo sutil das lisonjas e ameaças" jogado pelo poder esquerdista.

TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO BLOG DEXTRA VERA:                               http://veradextra.blogspot.com/
Veja também: VÍDEO: Entrevista exclusiva com Graça Salgueiro.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TERRORISTAS DAS FARC QUEREM SER FORÇA POLÍTICA. COM A AJUDA DA IMPRENSA

Considerei importante a reprodução do artigo do Coronel Villamarín porque ele vai ao ponto central da estratégia de tomada do poder, na Colômbia, pelas FARC.

E isso passa, necessariamente, pela forma como a imprensa - em vários países, incluíndo o Brasil -   trata esse grupo que, hoje, reduziu-se à nobre tarefa de traficar cocaína e armas e sequestrar e matar colombianos. O dinheiro acumulado pela execução de crimes comuns, mas monstruosos, gera os recursos (milhões de dólares) para a guerra de tomada de poder, a longo prazo. 

Apesar dos representantes das Farc infiltrados nas universidades e partidos políticos da Colômbia desmentirem isso, ou pretenderem a reconstrução dos fatos (como negar o conteúdo explosivo dos computadores do narcotraficantes apreendidos após  
ações bem sucedidas do Exército Colombiano), dos computadores de Reyes saíram informações fundamentais para as autoridades colombianas entenderem o alcance real das Farc, não só no imaginário internacional, geralmente pró-esquerda, mas na teia que se tece entre os movimentos de esquerda, de apoio mútuo (Foro de São Paulo, Fórum Social Mundial) para facilitar a estratégia de tomada do Poder.

A Colombia tem uma história conturbada, e as Farc surgiram há  quase 50 anos. Pode ser que, na ocasião a motivação básica da luta armada fosse tomar o poder. Mas a Colômbia mudou, cresceu econômicamente, e vive em regime democrático. A maioria absoluta da população colombiana (45 milhões de habitantes) quer a paz e a segurança democráticas.

As Farc, hoje, com seus 6 ou 7 mil militantes escondidos em regiões de selva e controlando partes do território e traficando armas e drogas (o Brasil é um grande cliente) vive do crime comum. Contudo, a longo prazo, seus agentes civis trabalham com a intenção de fazer crer que essa máfia pode ser um ator político. Claro que por si só as Farc nada podem contra as forças armadas que lhes impõem derrota sobre derrota, especialmente no Governo Uribe.

Mas a reverberação de suas conversas moles na imprensa infiltrada, nas universidades coalhadas de marxistas e bocós adeptos da Teoria Crítica Frankfurtiana e da filosofia de Gramsci,  e no Congresso, ajuda a manter o mito revolucionário.

Mesmo o ex-presidente Lula, do Brasil, pretendeu que as Farc fossem reconhecidas como "força beligerante". Isto é, estariam representando interesses legítimos de segmentos colombianos contra um governo contra o qual se deve lutar. Pura conversa fiada, é claro. Pois as Farc representam o crime comum e o governo democrático a Lei. 

Assim, ler com atenção o artigo do Cel. Villamarín é necessário.
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As afirmações do presidente Santos acerca de revisar a farsa midiática das FARC e seus cúmplices com as libertações a conta-gotas, indicariam que o mandatário descobriu (um pouco tarde mas o fez) que a água molha e que a UNASUL, o Foro de São Paulo e os "Colombianos pela Paz" estendem uma cilada de imprevisíveis resultados contra a Colômbia, por meio da legitimação das FARC e o subseqüente apoio armado para que se lancem por trás da tomada do poder.
Todo essa confusão tem uma só origem. Nenhum dos governos de turno, desde 1965 em diante, preocupou-se em estudar o Plano Estratégico das FARC. Nem sequer na era Uribe, na qual parece que só o presidente entendia como ia a água ao moinho, pois seus ministros de Defesa só pensaram em fazer politicagem com o cargo.
As FARC são o braço armado do Partido Comunista, agrupamento político que, por organização interna e objetivos estatutários, comunga com a combinação de todas as formas de luta para a tomada do poder. São dinossauros políticos que ficaram estancados na Guerra Fria e no conto que lhes lança o decrépito ditador cubano acerca da vigência do socialismo, matizado e financiado pelo jogral venezuelano.
Ademais, o grupo terrorista rege-se por documentos programáticos e conclusões das conferências guerrilheiras. As decisões são coletivas do Secretariado. Não provêm só de Cano, nem de Márquez nem de nenhum dos outros cabeças. Os planos farianos não prevêem a paz, senão a guerra de classes e a tomada violenta do poder, junto com a guerra política e psicológica desenhada nos manuais marxistas-leninistas, sem se importar que o mundo contemporâneo é diferente de sua arcaica visão política.
Assim, as FARC estão convencidas de que são alternativa de poder na Colômbia e, em que pese que uma esmagadora maioria de colombianos os rechace e os veja como bandidos, terroristas, assassinos, narcotraficantes, mentirosos, seqüestradores e delinqüentes piores do que o bandido comum, em seus documentos internos se auto-nomeiam representantes do povo com o coro de Piedad Córdoba, Iván Cepeda, o jornalista Jorge Botero e outros personagens de atitudes questionáveis, que os defendem com todo rigor e pedem status político para os terroristas.
Porém, além de não entender e desconhecer o Plano Estratégico das FARC, altos funcionários públicos, sisudos analistas e cronistas do conflito, tampouco compreendem nem se dão conta de que, com a farsa de libertar os seqüestrados a conta-gotas e torturar os familiares dos que continuam em poder dos terroristas, há uma linha estratégica sistemática desde quando Chávez e seus comparsas do Socialismo do Século XXI tentaram legitimar as FARC, com a visita de vários mandatários pró-terroristas a Tirofijo nas planícies do Yarí.
Em que pese que nesse momento o presidente Uribe tenha desmascarado a farsa, nem a chancelaria nem nenhum outro dos ministérios se deu por achado com o problema. Assim, as FARC e seus amiguinhos continuaram com o plano. Libertaram alguns políticos, descaradamente negaram o massacre dos deputados do Valle, disseram que os achados nos computadores de Reyes eram uma montagem e, embora a Procuradoria tenha destituído a senadora Córdoba ao comprovar seus nexos com as FARC, a Corte Suprema de Justiça nem ouve, nem vê, nem entende nada. Haverá aí prevaricato?
A recente reação de Santos era o mínimo que esperavam os 10 milhões de colombianos que iludidos o elegeram, crendo que tinha a estatura e a visão estratégica de Uribe. Presidente Santos: além de descobrir que a água é muito importante para a navegação marítima, o que a Colômbia não entende é porquê depois de tantos anos de terrorismo comunista, adornado com guerra midiática e infiltração nacional e internacional de organismos-chave, o Estado e as Forças Militares continuam de fraldas com a Ação Psicológica ou Guerra Política, ou Ação Integral.
Não lhe parece que está na hora da Chanceler Holguín deixar de pensar que sorrindo para Chávez minimiza o complô dos terroristas e de seus cúmplices, pois é inadiável uma estratégia concisa de difusão internacional acerca das intenções farianas e de seus comparsas? Ou, o senhor não acredita que também está na hora de os ministérios do Interior, Defesa e Comunicações mudarem a estratégia de "guerrilheiro, entregue-se" ou, "eu morro por você sem lhe conhecer", por um projeto estratégico pensado a longo prazo com objetivos nacionais e permanentes campanhas integrais? O senhor tem a palavra.  
Tradução: Graça Salgueiro
O texto sobre as FARC, de autoria do Cel. Luis Alberto Villamarín, foi foi reproduzido do site Mídia Sem Máscara

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SÃO PAULO: SALÁRIO MÍNIMO SERÁ DE R$600,00. Chora Paulinho.

O salário mínimo de São Paulo será de R$600,00.
Enquanto isso, as centrais sindicais (Paulinho da Força), que apoiaram Dilma Roussef e a proposta de R$545,00 de salário mínimo nacional, agora enfrentam o governo federal exigindo um mínimo de R$580,00.
Não há a menor coerência política.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O LOBO DISFARÇADO DE CORDEIRO QUE GOVERNA HONDURAS. Ou: Lobo quer jantar a democracia hondurenha?

Manuel Zelaya e Porfirio Lobo
(http://www.rfi.fr/(reuters)
 A Agência EFE informa que o presidente de Honduras, Porfirio Lobo, defendeu na semana passada reforma constitucional que pode permitir a reeleição presidencial. (Esse foi o motivo da queda de Manuel Zelaya, que insistia em fazer uma consulta popular proibida pela Constituição).
Lobo assegurou, entretanto, não ter intenção de ficar no poder, que, segundo ele, era o que o deposto Manuel Zelaya queria. "O amigo que estava antes na Presidência (Zelaya) queria ficar", mas "eu reitero meu compromisso com o povo hondurenho, que o meu mandato é de 27 de janeiro de 2010 a 27 de janeiro de 2014", declarou Lobo aos jornalistas após um ato na Polícia Nacional,segundo a EFE. "Quem falou de reeleição? Ninguém falou disso" neste governo, ressaltou. 
Zelaya foi deposto em 28 de junho de 2009, dia em que seria realizada uma "consulta popular" (declarada ilegal por diferentes órgãos do Estado) para convocar uma Assembleia Constituinte que, segundo seus opositores, o manteria no poder. (De fato, Manuel Zelaya contava com apoio de Hugo Chávez que havia mandado as urnas para a consulta da Venezuela, numa flagrante interferência em Honduras).
Lobo disse estar "muito contente" com a emenda constitucional aprovada na terça-feira pelo Congresso Nacional, de 128 membros e controlado pelo governante Partido Nacional. Entre outras mudanças, por 103 votos a favor e 25 contra, o Parlamento suprimiu do artigo 5 da Constituição a proibição de convocar essas consultas. A decisão "não é nossa, é o povo que vai decidir", afirmou Lobo, quem ressaltou que "ninguém pode estar contra o povo". O governante considerou que a abertura que permitirá a emenda constitucional contribuirá para a reconciliação entre os hondurenhos após a crise gerada pela derrubada de Zelaya.
Ele ressaltou que "em 2009 houve uma crise e o povo hondurenho foi para as eleições e votou por um candidato (Lobo) que desfraldou uma bandeira que é a paz e a reconciliação". No entanto, "alguns ainda querem permanecer na crise, e não se dão conta de que é outro governo, que o povo elegeu", declarou. (Mas Lobo não disse e ninguém perguntou sobre os artigos da Constituição que declaram inelegível para sempre os que tentaram alterar a Constituição).
Ele se mostrou a favor de introduzir na legislação hondurenha mecanismos como o plebiscito revogatório do mandato presidencial, rejeitado na noite de quarta-feira no debate da reforma, mas considerou que "é preciso ir devagar". A emenda deve ser ratificada na próxima legislatura, que se instalará em 25 de janeiro. Na prática, a reeleição presidencial só seria possível a partir das eleições de 2017, pois, segundo o texto aprovado, se uma consulta para aprová-la for convocada, deverá ser realizada simultaneamente com o pleito geral de 2013.
(A EFE, TEGUCIGALPA)

A oposição hondurenha denuncia que Lobo e seus aliados manobram para conseguir o que Zelaya não conseguiu, criar condições para alterar a Constituição e ir, lentamente, solapando a Democracia, a mesma receita desenvolvida por Hugo Chávez, Morales, Ortega e outros, todos defensores de Zelaya. Só não se sabe, ainda, se Lobo vai passar a perna em Zelaya, ou o contrário. Talvez isso venha a ser resolvido por Hugo Chávez.