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quinta-feira, 7 de abril de 2011

THE DAY OF ISLAM. O terrorismo está entre nós. Só falta uma lei antiterror.

Eles estão no meio de nós

Diogo Chiuso

No livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes.

A reportagem de capa da Revista Veja desta semana traz informações da Polícia Federal sobre terroristas agindo livremente no Brasil. Devo dizer que é um assunto sobre o qual venho falando (e escrevendo) há pelo menos 3 ou 4 anos. Em maio de 2009, publiquei um tipo de compêndio de links auto-explicativos - e que complementam a ótima reportagem da Veja:

Alguns links em uma ordem cronológica e auto-explicativa:

1) Em novembro, a ex-ministra das relações exteriores de Israel, num programa de rádio, apontou o estreitamento dos laços entre guerrilhas sul-americanas e organizações terroristas iranianas que, segundo ela, pode ser facilmente observado. Ela ainda disse que o Irã procura constantemente o auxílio político para bloquear as sanções internacionais que vão de encontro ao seu programa nuclear.

O ministério da defesa israelense tem observado durante anos as áreas de fronteira entre o Paraguai, Argentina e Brasil, identificando-as como focos do terrorismo iraniano em conjunto com o Hizballah. (Livni aponta focos de terrorismo na América Latina);

2) Em janeiro, é a vez da NEFA Fundation divulgar um extenso documento sobre os arquivos do computador do ex-chefão das Farc, Raúl Reyes, com todas as suas conexões com diplomatas e agentes de inteligência da Venezuela. Juntamente com membros do governo da Nicarágua, foram usados como contatos com ex-integrantes do Exército Republicano Irlandês (IRA), com os separatistas espanhóis do ETA, além do Hamas, Hizballah e o Irã, que deu suporte ao contrabando de armas para as guerrilhas latino-americanas. (The Farc's International Relations: A Network of Deception).

«UPDATE: Em outubro de 2010, o jornal espanhol El País noticiou que terroristas do ETA foram recebidos pelo governo venezuelano para treinamentos de guerrilha:

Dos etarras confiesan que se entrenaron en Venezuela en 2008;

ETA en la Venezuela de Chávez: la prueba definitiva »

2) Na última segunda-feira, dia 25 de março, um relatório de inteligência do governo israelense diz que a Venezuela e a Bolívia estão fornecendo urânio para o programa nuclear do Irã. (
Israel suspeita que Venezuela e Bolívia enviem urânio a Teerã);

3) A coluna do jornalista da Folha, Josias de Souza, nesta terça-feira, 26, informa que um integrante da alta hierarquia da organização terrorista Al Qaeda está preso no Brasil sob sigilo rigoroso (
Integrande do alto escalão da Al Qaeda está preso no Brasil);

4) Ainda hoje, repercutindo a notícia do terrorista da Al Qaeda preso sigilosamente no Brasil, diz a Folha que o Ministério da Justiça confirma a informação de que um membro da Al Qaeda foi capturado no Brasil, porém, já foi libertado por estar casado com uma brasileira e ter residência fixa. (
Membro da Al Qaeda não está mais na prisão).
Vale lembrar que no livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes, denuncia ligações do governo brasileiro com o Irã - no que diz respeito ao Programa de Enriquecimento de Urânio -, e ainda aponta o interior de Minas Gerais como local de um campo de treinamento da Al Qaeda (um tipo de centro de operações para captação de recursos, i.e., narcotráfico e contrabando de armas em conjunto com as Farc).
leia mais sobre o assunto em:

terça-feira, 5 de abril de 2011

ESTAMOS LIDANDO COM O MAL. AS REVOLTAS NOS PAÍSES ÁRABES FORTALECEM O TERRORISMO

O grupo terrorista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, ficou muito conhecido após o dramático ataque, de características cinematográficas ao World Trade  Center, em Nova Iorque e a outros locais nos EUA. Contudo, a despeito do espetáculo visual que possa ter parecido, o episódio mostrou cruamente com quem, ou que forças, o mundo ocidental está lidando. Seus tentáculos estão espalhados pelo mundo, devendo gerar muita preocupação. Até no Brasil chegou, conforme a matéria de Veja sobre o terror, baseada em relatórios e investigações da Polícia Federal.

Quem acompanha a evolução das migrações islâmicas para a Europa, desde os anos 70, não ficará surpreso, pois a organização já aparece citada em uma longa reportagem da revista francesa L´Hebdomadaire, de 1985! A publicação já alertava para o fato de que, entre milhares de imigrantes em busca de trabalho e uma nova vida na Europa poderiam estar escondidos e disfarçados agentes radicais ligados ao terror. A própria Al-Qaeda foi citada. 

Tudo isso demonstra que o mundo ocidental, em letargia, demora a perceber os sinais de algo anormal acontecendo, como se fosse um corpo que não tem anticorpos para reagir a uma doença. Milhões de islâmicos moram no Ocidente, em harmonia com os povos que os receberam. contudo, entre eles, disfarçados, há os agentes do Mal.

Os levantes nos países árabes-islâmicos do Norte da África e no Oriente Médio demonstram isso com clareza. O que levou multidões à ruas assim repentinamente? De uma hora para outra perceberam que seus governos eram autoritários, maus perseguiam os adversários, eram corruptos? Muitos analistas iludidas chegaram a creditar as revoltas, principalmente, à força do Facebook e do Twiter. Poetas da era virtual! Não levaram em conta um dos maiores sistemas de comunicação do mundo: as mesquitas e suas ligações com movimentos islâmicos mais radicais que operam nas sombras. E essa força estava articulada com outra força menos modernosa que a Internet, a televisão. Não é possível desconsiderar a força da TV Al Jazzira e da El Arab, duas emissoras que cobrem todo o mundo árabe. E elas também ajudaram a promover as rebeliões. 

A leitura superficial, mais descuidada, era a de que os povos buscavam a liberdade, a democracia. Histórias das Mil e Uma Noites. Admitir que parte dos jovens, com alguma noção do mundo ocidental e mais viajados, pudessem querer mais liberdade é razoável. Mas aquelas multidões estão impregnadas de um forte antiamericanismo, um forte rancor contra a cultura ocidental, contra o cristianismo. E isso não surge naturalmente. 

A derrubada de governos ditatoriais menos de natureza religiosa e mais calcados na força das armas não levará, como pensam muitos, aqueles países para os braços da Democracia. Haverá lutas internas sangrentas, guerras-civis (na Líbia já  começou), mortes e dor. E o pêndulo irá na direção da radicalidade religiosa, levando a governos mais conduzidos pela teologia, intolerantes,  e muito mais distantes ainda da democracia, como no Irã.

E os grupos terroristas ganharão alento. Não se iludam.
Vejam que o noticiário internacional mostra que a Al-Qaeda está se aproveitando do caos em alguns países para comprar armas e estocar no Mali. 
Kadafi é um tirano louco, mas disse que a Al-Qaeda estava no leste da Líbia. 
Obama é  um presidente eleito, comandante do maior exército do mundo, e acredita (ou quer que creiamos nisso) que Kadafi estava apenas praticando o esporte de matar civis. 
Obama está errado e Kadafi está certo.
Trata-se de uma guerra civil e Kadafi usa mercenários, assim como os "civis" usam soldados veteranos do Afeganistão. E os terroristas infiltram-se e tiram proveito de todos os lados. 
A Líbia está servindo de trampolim para o terror. A Otan já percebeu isso. Obama não.
O mundo deve ficar preocupado. 
    

domingo, 3 de abril de 2011

AFINAL, POR QUE NÃO HÁ UMA LEI CONTRA O TERRORISMO NO BRASIL? QUEM GANHA E QUEM PERDE COM ISSO?

A. Atentados terroristas podem estar acontecendo em algum lugar do Planeta, neste instante, e sendo planejados e comandados do Brasil.

B. Quantos jovens brasileiros já saíram do País para receber treinamento militar e terrorista no exterior nos últimos anos, especialmente no Afeganistão?

C. Quantas pessoas já teriam morrido no mundo em consequência de atentados terroristas planejados ou dirigidos do Brasil, via Internet?

D. Quantos milhões de dólares já foram remetidos, via Brasil, a movimentos terroristas, como o Hezbollah e a Al-Qaeda?

E. Quando passaremos a ter atentados terroristas entre nós?

F. De fato, já não temos atos que se enquadrariam na figura de terrorismo se tivéssemos uma lei que tratasse do assunto? 

Essas perguntas parecem provocadoras?
Parecem coisa de gente paranóica?
É coisa de gente que enxerga conspiração em tudo?
É coisa de maluco da direita?

Não, leitores (se existem...), essas perguntas estão sendo feitas de propósito, pois para algumas deles tanto os serviços de segurança americanos quanto a Polícia Federal já têm as respostas, há um bom tempo.
Nós, os contribuíntes, os que pagamos a conta, os esfolados, é que não temos o direito de saber a verdade.

De fato, ter o direito, até temos, mas não ficamos sabendo tudo direitinho.
Há anos os seriços secretos americanos falam que a região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina, Paraguia- Foz do Iguaçú) é um dos lugares mais procurados para esconder terroristas islâmicos, um dos pontos de onde milhões de dólares são enviados clandestinamente para movimentos terroristas em diveras partes do mundo; muita coisa acobertada, talvez, sob a máscara ou disfarce do forte comércio internacional que alimenta aquela região. Por ali também entram muitas armas clandestinas no Brasil. Basta ler o noticiário sobre apreensões feitas pela Polícia Rodoviária Federal ou pela Polícia Federal.

E nós? E o Brasil, o que tem feito com essas informações?
Não sabemos. A imprensa parece não levar a sério, talvez devido a um anti-americanismo idiota que imbeciliza e embota consciências.
Como esconder tais informações, como não manter cobrança constante sobre as autoridades que tratam desse assunto, como a PF e o Ministério da Justiça?
Parece mesmo que existe uma nebulosa, uma zona cinzenta em que a luz não penetra, ou de onde a luz não sei, nem sei. Mas as informações não circulam.
Quando vaza alguma coisa é morta logo no nascedouro. Dois três dias e cai no esquecimento.

Talvez o fato de muitas autoridades e políticos, e intelectuais, nos últimos anos, terem uma visão simpática e afetiva em relação a movimentos como o Hamas, o Fatah, o Hezbollah (movimentos libertadores palestinos que lutam contra o cruel Israel); ou as FARC, aquele exército de Brancaleone que há mais de 50 anos mata, sequestra, explode bombas em zonas urbanas, trafica armas e drogas - muitas chegando ao Brasil e matando milhares de jovens por ano - ; ou a Al-Qaeda, aquele seleto grupo de assassinos, que contou com sorrisos aprovadores aqui no Brasil, quando jogou aviões lotados de passageiros contra o World Trade Center em Nova Iorque matando milhares de pessoas e dando um golpe jamais visto nos  Estados Unidos? 

Poderíamos fazer uma lista muito maior de episódios e de organizações terroristas, mas isto basta. A ideia foi passada.
O Brasil tem mihares de pessoas que têm uma visão condescendente para com atos de terror. 
O Brasil ainda está embebido daquela esquerdismo doentio em as mortes, o sofrimento, a dor de inocentes não significam absolutamente nada. Aqui sempre é possível encontrar alguém que justifique a maior barbaridade, a maior selvageria, a maior falta de civilização.

Aqui, embora não seja dito a toda hora, muita gente crê mesmo que "os fins justificam os meios", caindo na barbárie. E são os primeiros a criticarem a barbárie das democracias e do mundo livre ocidental.                                                               
VEJA, ABRIL DE 2011
 Esta semana a revista Veja, em seu número 2211 trouxe uma matéria de capa, longa, bem apurada, em que trata das informações e provas que a Polícia Federal tem sobre a ação de algumas organizações extremistas que usam o Brasil para divulgar propaganda, planejar atentados, financiar operações e aliciar militantes. "A Rede do Terror No Brasil".
A matéria começa falando no senhor Khaled Hussein Ali (senhor K). Na verdade, em parte a matéria de Veja é como se revelasse um segredo de Polichinelo. Muitas das questões circulam a tempos em notas da imprensa internacional, mas nunca tratadas de forma aprofundada no Brasil. Essa foi uma matéria bem feita.

Esse senhor já havia aparecido no noticiário identificado como o Senhor K. e não haviam muitos detalhes. Foi uma notícia estranha, mostrando e escondendo ao mesmo tempo. Para não criar constrangimentos. Para quem?
Quem se constrangeria se alguma atividade cruel como o terrorismo estevisse sendo planejado ou praticado no Brasil?
Os terroristas? Os amigos dos terroristas? O Brasil? Os países amigos do Brasil tolerantes com os terroristas? (Cuba, Venezuela, Líbia, Síria, Irã?). Há muitos outros. 
  
Naquela ocasião o jornalista Reinaldo Azevedo escreveu sobre porque não há uma lei anti-terror no Brasil:
"Em maio de 2009, quando circularam informações sobre Khaled Hussein Ali, que foi, então, identificado na imprensa brasileira como o “libanês K”, eu contei aqui por que não:"Porque isso criaria dificuldades internas e externas. Sim, senhores! No dia em que uma lei criar punição específica, o primeiro grupo a ser enquadrado é o MST.
Mais: quando o Brasil tiver tal texto, terá de parar de flertar com terroristas latino-americanos ou do Oriente Médio, como faz hoje em dia.  É isto mesmo que vocês entenderam: no dia em que o país tiver uma lei que defina e puna o terrorismo, CONFORME PEDE A CONSTIUIÇÃO, grupos como o MST, a Via Campesina e o Movimento dos Atingidos por Barragens seriam facilmente enquadrados — em 2007, essa turma ameaçou abrir as comportas de Tucuruí no seu permanente esforço de “negociação”.(RA).

E ele exemplificou com a Constituição:

"O Inciso 8 do Artigo 4º da Constituição diz que este país repudia o terrorismo — junto com o racismo, diga-se:
“VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo.Atenção! O Inciso 43 do Artigo 5º estabelece:

 

“XLIII - A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem”. 
Muito bem!
Fizemos uma lei para punir o racismo, fizemos uma lei para punir a tortura, MAS NÃO FIZEMOS UMA LEI PARA PUNIR O TERRORISMO.
Até hoje, meus caros, inexiste a caracterização do que é terrorismo no Brasil — e essa é uma das questões que indispõem o governo americano com o Brasileiro. A propósito: a política externa brasileira —  E ISTO DILMA E ANTONIO PATRIOTA AINDA NÃO MUDARAM E DUVIDO QUE MUDEM — se nega a reconhecer o Hezbollah, o Hamas e as Farc como movimentos terroristas." (Reinaldo Azevedo)(.http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)


Ainda cabem duas perguntas, relativas ao título deste post:

A. Certamente uma lei anti-terror interessaria a todo o País, a todo brasileiro que cumpre a Constituiçã, quer paz, democracia e respeita as leis.
B.  Vocês devem imaginar quem perde. 

NEM SÓ CIVIS DESTREINADOS LUTAM CONTRA KADAFI NA LÍBIA. Muitos veteranos do Afeganistão combatem pelo lado rebelde na guerra civil.

Abdul Manem al-Madhouni (41 anos),  Abdullah Mansour al-Zwei (42), veteranos da guerra do Afeganistão (a guerra em que os guerrilheiros derrotaram os soviéticos), estão na Líbia, lutando contra o exército de Kadafi. Muitos líbios que estavam exilados voltaram para combater. Osdois são homens do Al-Jamaa al-Islamiya al-Mokatila, ou Movimento Combatente Islâmico, que está na lista da ONU de organizações terroristas internacionais e é considerada, no Ocidente, a filial da Al-Qaeda na Líbia.

Muitos outros veteraos, com treinamento militar no Afeganistão e no Paquistão estão lutando na Líbia, contra Kadafi. Kadafi é maluco e cruel, mas disse que havia gente da Al-Qaeda no leste da Líbia. Obama resolveu ajudar os "civis". Na verdade, se mandar armas ou aviões, estará colocando tais recursos diretamente na mão de soldados experientes e não necessariamente democratas, nem amigos do Ocidente. Obama pode dar um dos maiores passos errados de sua vida, o que poderá ser fatal nas próximas eleições. Recentemente o comando militar da Otan, que controla o ataque às forças de Kadafi, havia alertado para a presença de jihadistas lutando na guerra.   

Quem conta a história de al-Madhouni e al-Zwei é o enviado especial do jornal O Estado de São Paulo à Líbia, Lourival Sant´Anna, e ela começa assim:
'Estado' entrevista dois dos principais líderes jihadistas que voltaram ao país

Foto: Lourival Sant'Anna/AE
Militância. Al-Zwei (E) e Al-Madhouni, veteranos da guerra afegã
 "Os combatentes rebeldes são chamados de "shebab", que em árabe significa jovens. A maioria deles não passa disso: jovens idealistas, muitos universitários de classe média, cujos pais bem relacionados os pouparam até do serviço militar obrigatório e, por isso, nunca pegaram em uma arma antes. Quando os foguetes começam a cair perto deles, sobem no carro e fogem apavorados.
Em contraste, há um pequeno grupo de homens na casa dos 40 anos, de barba espessa, rostos enrugados e olhar de quem já viu outras guerras. Eles avançam sob a barragem de foguetes sentados nos bancos de suas peças de artilharia montadas sobre carrocerias de caminhonetes, disparando os canhões de 14,5 ou 23 milímetros e gritando: "Allah-u-akbar", (Deus é grande). Eles não têm medo da morte, suas armas não são páreo para os foguetes das brigadas de elite de Muamar Kadafi, mas sabem o que estão fazendo.
São líbios veteranos do Afeganistão, que agora lutam a jihad em seu próprio país, depois de terem passado parte de sua vida no exílio ou na temida prisão de Abu Salim, em Trípoli, que Kadafi reserva aos dissidentes. São os homens do Al-Jamaa al-Islamiya al-Mokatila, ou Movimento Combatente Islâmico, que está na lista da ONU de organizações terroristas internacionais e é considerada, no Ocidente, a filial da Al-Qaeda na Líbia.

Dois de seus líderes voltaram do exílio recentemente e concordaram em falar ao Estado, em sua primeira entrevista na Líbia, e também a primeira em que deram seus nomes e se deixaram fotografar. "Chega de nomes de guerra", disse Abdul Manem al-Madhouni, de 41 anos, no único momento em que quase esboçou um sorriso. "Está tudo acabado", completou, referindo-se a Kadafi, que foi alvo de quatro tentativas de assassinato do Al-Mokatila, entre 1994 e 1997, uma vez por ano.

O ditador reprimiu violentamente o movimento, com o objetivo de esmagar qualquer organização opositora. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, o ditador passou a usar a repressão em favor de sua reabilitação no Ocidente, assumindo o papel de dique contra a expansão da Al-Qaeda no Norte da África.
Exílio iraniano. Al-Madhouni voltou do Irã, onde viveu nos últimos nove anos e meio - sete anos e meio dos quais em prisão domiciliar, de acordo com ele por ter entrado ilegalmente no país, vindo do Afeganistão, no calor dos atentados de 11 de Setembro.

Abdullah Mansour al-Zwei, de 42 anos, hesita em dar seu nome, porque pretende voltar à Grã-Bretanha, onde se exilou depois do atentado ao World Trade Center, também vindo do Afeganistão e do Paquistão. No entanto, acaba cedendo. "Esse é o meu nome verdadeiro, não como sou conhecido lá." Ambos são do conselho de 12 integrantes que dirige o movimento. Eles foram para o Afeganistão em 1989, quando tinham cerca de 20 anos, para lutar na jihad contra os invasores soviéticos, no fim da guerra que durou dez anos.

Al-Maddhouni e Al-Zwei chegaram ao Afeganistão alguns meses antes da criação da Al-Qaeda. Admitem que conviveram com Osama bin Laden e lutaram lado a lado com ele. "Viajei com Bin Laden de Jeddah, na Arábia Saudita, para o Paquistão", recorda Al-Zwei, que estudou teologia islâmica na cidade saudita de Medina. "Ele era um homem normal, apenas rico, que ajudava as famílias dos combatentes."

Lista do terror. A Al-Qaeda seria formada meses depois, com esse propósito. "Nós rezávamos do lado dele na mesquita, como qualquer outro", completa Al- Maddhouni, que estudou teologia e assuntos militares tanto no Paquistão como no Afeganistão.
Eles dizem que se reuniram "muitas vezes" com Bin Laden, "todas antes do 11 de Setembro". Segundo contam, eles não se aliaram à Al-Qaeda porque consideravam que deviam concentrar sua luta na Líbia, e não abraçar a causa contra os Estados Unidos. Após a derrota dos soviéticos, ambos continuaram por mais 12 anos no Afeganistão, onde tinham campo de treinamento, armas e segurança."...

LEIA O TEXTO INTEGRAL EM O ESTADO DE S PAULO:

Al-QAEDA FATURA COM PROTEÇÃO A CULTIVO E CIRCULAÇÃO DE MACONHA DE EXPORTAÇÃO À EUROPA

A informação está no blog de um grande especialista no tema, Wálter Fanganiello Maierovitch. Isso não é muito diferente do que acontece na Colômbia com plantações de coca (FARC) e, talvez, na Bolívia, que conta com enorme ampliação de área de plantio nos últimos anos, após os esforços do cocalero Morales. 

1. O Marrocos é o maior produtor mundial de maconha, haxixe é óleo canábico. O produto interno bruto do país (PIB) é dependente desses produtos. E 96 mil famílias marroquinas dedicam-se e dependem economicamente do cultivo da erva canábica. No Vale do Rif, principal região de produção, são cultivados 120.500 hectares de maconha.

Para a Europa, o Marrocos envia 2.700 toneladas de maconha e derivados.
Hoje, na cidade de Nápoles e  num convênio euro-africano sobre segurança e terrorismo, os expectadores e especialistas foram surpreendidos com a informação do marroquino Bouchaib Tahini, chefe do departamento antidrogas da polícia judiciária do Marrocos. Ele declarou que a produção de marijuana no Marrocos caiu 80%.

2. Duas organizações terroristas faturam na proteção aos cultivos e cobram taxa pela circulação do produto: Al-Qaeda do Magreb (norte da África) e Frente Polisário.

Como bem sabe a Europol, a polícia da comunidade europeia, o ingresso da maconha marroquina na Europa se dá pela Espanha.

PANO RÁPIDO. A informação de Tahini, caso verdadeira, afetará a oferta de maconha e derivados em toda a Europa. Por evidente, os preços vão aumentar como nunca.
A fonte da informação sobre a queda de 80% na produção é da respeitada agência Adnkronos International, com sede em Roma: o convênio se desenvolve em Nápoles.
Wálter Fanganiello Maierovitch
http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/02/08/vai-faltar-maconha-e-haxixe-na-europa/