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domingo, 8 de junho de 2014

TODO O PODER AOS SOVIETES PETISTAS. Como o PT usa a Democracia para acabar com a Democracia. O decreto que nº 8243 que Dilma quer enfiar pela goela dos brasileiros é uma verdadeira aberração.





Alexandre Borges
30 Maio 2014


Mais um mandato presidencial para o PT e esse país estará irreconhecível em 2018.

Esse país de vocês ganhou um decreto realmente peculiar semana passada, o de nº 8243. Ele institui a “Política Nacional de Participação Social – PNPS” que tem como objetivo “consolidar a participação social como método de governo”.

A linguagem sinuosa e dissimulada do decreto é proposital, mas vamos traduzir: se você é um militante ou é um membro do Agitprop petista aboletado em algum agrupamento apelidado de “movimento social”, você passará a ter, oficialmente, poder político acima do cidadão comum e poderá influenciar diretamente, sem intermediários, (leia-se Congresso Nacional, por exemplo) a gestão do país.

A idéia é antiga e remonta ao paleolítico do comunismo. Desde a Primeira Internacional e da Comuna de Paris, em meados do séc. XIX, os comunistas desdenham do sistema republicano, com representantes eleitos, a tal democracia burguesa.

As idéias de separação de poder de Montesquieu e da democracia representativa sempre foram consideradas empecilhos para a “democracia direta” ou plebiscitária, uma excrescência jacobina que sempre termina em barbárie.

A Atenas do séc. IV a.C. tentou uma forma de democracia direta, em que os julgamentos eram realizados por 500 “juízes” sorteados entre os seis mil cidadãos com plenos direitos políticos, que decidiam por maioria simples os casos do dia-a-dia. O resultado era uma cidade em que todos acusavam todos pelos motivos mais banais, com julgamentos realizados de maneira açodada e emocional, com vereditos diretamente influenciados mais pela eloquencia do orador do que pelo mérito da questão.

A experiência ateniense e seus resultados desastrosos já deveriam ser suficientes para enterrar de vez a idéia jacobina de governar por plebiscitos. Mesmo o atual regime suíço, que muitos consideram um tipo de democracia direta, é uma experiência totalmente distinta e com diversas salvaguardas para que leis não sejam aprovadas no calor das emoções (e estamos falando de suíços, não necessariamente o povo mais emotivo do mundo). 

A experiência mais emblemática desse tipo de grupamento não-eleito com poderes políticos são os “sovietes” ou conselhos operários, que ajudaram a criar as condições para a revolução russa em 1917. 

Instituídos em 1905 e festejados por Lênin como “expressão da criação do povo”, os sovietes chegaram a criar uma corrente do comunismo chamada “conselhismo”, uma oposição ao comunismo de estado, que acreditava serem os conselhos operários formas superiores de participação popular na política.

Com a revolução de 1917, os bolcheviques lançaram o lema “Todo poder aos Sovietes” e até a dissolução da URSS os sovietes eram considerados pilares essenciais do regime comunista.

Não se enganem, esse pessoal sabe o que está fazendo. Mais um mandato presidencial para o PT e esse país estará irreconhecível em 2018, podem anotar.

- Decreto nº 8242:

Publicado na Reaçonaria.

Alexandre Borges é diretor do Instituto Liberal.
TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA:


domingo, 3 de abril de 2011

AFINAL, POR QUE NÃO HÁ UMA LEI CONTRA O TERRORISMO NO BRASIL? QUEM GANHA E QUEM PERDE COM ISSO?

A. Atentados terroristas podem estar acontecendo em algum lugar do Planeta, neste instante, e sendo planejados e comandados do Brasil.

B. Quantos jovens brasileiros já saíram do País para receber treinamento militar e terrorista no exterior nos últimos anos, especialmente no Afeganistão?

C. Quantas pessoas já teriam morrido no mundo em consequência de atentados terroristas planejados ou dirigidos do Brasil, via Internet?

D. Quantos milhões de dólares já foram remetidos, via Brasil, a movimentos terroristas, como o Hezbollah e a Al-Qaeda?

E. Quando passaremos a ter atentados terroristas entre nós?

F. De fato, já não temos atos que se enquadrariam na figura de terrorismo se tivéssemos uma lei que tratasse do assunto? 

Essas perguntas parecem provocadoras?
Parecem coisa de gente paranóica?
É coisa de gente que enxerga conspiração em tudo?
É coisa de maluco da direita?

Não, leitores (se existem...), essas perguntas estão sendo feitas de propósito, pois para algumas deles tanto os serviços de segurança americanos quanto a Polícia Federal já têm as respostas, há um bom tempo.
Nós, os contribuíntes, os que pagamos a conta, os esfolados, é que não temos o direito de saber a verdade.

De fato, ter o direito, até temos, mas não ficamos sabendo tudo direitinho.
Há anos os seriços secretos americanos falam que a região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina, Paraguia- Foz do Iguaçú) é um dos lugares mais procurados para esconder terroristas islâmicos, um dos pontos de onde milhões de dólares são enviados clandestinamente para movimentos terroristas em diveras partes do mundo; muita coisa acobertada, talvez, sob a máscara ou disfarce do forte comércio internacional que alimenta aquela região. Por ali também entram muitas armas clandestinas no Brasil. Basta ler o noticiário sobre apreensões feitas pela Polícia Rodoviária Federal ou pela Polícia Federal.

E nós? E o Brasil, o que tem feito com essas informações?
Não sabemos. A imprensa parece não levar a sério, talvez devido a um anti-americanismo idiota que imbeciliza e embota consciências.
Como esconder tais informações, como não manter cobrança constante sobre as autoridades que tratam desse assunto, como a PF e o Ministério da Justiça?
Parece mesmo que existe uma nebulosa, uma zona cinzenta em que a luz não penetra, ou de onde a luz não sei, nem sei. Mas as informações não circulam.
Quando vaza alguma coisa é morta logo no nascedouro. Dois três dias e cai no esquecimento.

Talvez o fato de muitas autoridades e políticos, e intelectuais, nos últimos anos, terem uma visão simpática e afetiva em relação a movimentos como o Hamas, o Fatah, o Hezbollah (movimentos libertadores palestinos que lutam contra o cruel Israel); ou as FARC, aquele exército de Brancaleone que há mais de 50 anos mata, sequestra, explode bombas em zonas urbanas, trafica armas e drogas - muitas chegando ao Brasil e matando milhares de jovens por ano - ; ou a Al-Qaeda, aquele seleto grupo de assassinos, que contou com sorrisos aprovadores aqui no Brasil, quando jogou aviões lotados de passageiros contra o World Trade Center em Nova Iorque matando milhares de pessoas e dando um golpe jamais visto nos  Estados Unidos? 

Poderíamos fazer uma lista muito maior de episódios e de organizações terroristas, mas isto basta. A ideia foi passada.
O Brasil tem mihares de pessoas que têm uma visão condescendente para com atos de terror. 
O Brasil ainda está embebido daquela esquerdismo doentio em as mortes, o sofrimento, a dor de inocentes não significam absolutamente nada. Aqui sempre é possível encontrar alguém que justifique a maior barbaridade, a maior selvageria, a maior falta de civilização.

Aqui, embora não seja dito a toda hora, muita gente crê mesmo que "os fins justificam os meios", caindo na barbárie. E são os primeiros a criticarem a barbárie das democracias e do mundo livre ocidental.                                                               
VEJA, ABRIL DE 2011
 Esta semana a revista Veja, em seu número 2211 trouxe uma matéria de capa, longa, bem apurada, em que trata das informações e provas que a Polícia Federal tem sobre a ação de algumas organizações extremistas que usam o Brasil para divulgar propaganda, planejar atentados, financiar operações e aliciar militantes. "A Rede do Terror No Brasil".
A matéria começa falando no senhor Khaled Hussein Ali (senhor K). Na verdade, em parte a matéria de Veja é como se revelasse um segredo de Polichinelo. Muitas das questões circulam a tempos em notas da imprensa internacional, mas nunca tratadas de forma aprofundada no Brasil. Essa foi uma matéria bem feita.

Esse senhor já havia aparecido no noticiário identificado como o Senhor K. e não haviam muitos detalhes. Foi uma notícia estranha, mostrando e escondendo ao mesmo tempo. Para não criar constrangimentos. Para quem?
Quem se constrangeria se alguma atividade cruel como o terrorismo estevisse sendo planejado ou praticado no Brasil?
Os terroristas? Os amigos dos terroristas? O Brasil? Os países amigos do Brasil tolerantes com os terroristas? (Cuba, Venezuela, Líbia, Síria, Irã?). Há muitos outros. 
  
Naquela ocasião o jornalista Reinaldo Azevedo escreveu sobre porque não há uma lei anti-terror no Brasil:
"Em maio de 2009, quando circularam informações sobre Khaled Hussein Ali, que foi, então, identificado na imprensa brasileira como o “libanês K”, eu contei aqui por que não:"Porque isso criaria dificuldades internas e externas. Sim, senhores! No dia em que uma lei criar punição específica, o primeiro grupo a ser enquadrado é o MST.
Mais: quando o Brasil tiver tal texto, terá de parar de flertar com terroristas latino-americanos ou do Oriente Médio, como faz hoje em dia.  É isto mesmo que vocês entenderam: no dia em que o país tiver uma lei que defina e puna o terrorismo, CONFORME PEDE A CONSTIUIÇÃO, grupos como o MST, a Via Campesina e o Movimento dos Atingidos por Barragens seriam facilmente enquadrados — em 2007, essa turma ameaçou abrir as comportas de Tucuruí no seu permanente esforço de “negociação”.(RA).

E ele exemplificou com a Constituição:

"O Inciso 8 do Artigo 4º da Constituição diz que este país repudia o terrorismo — junto com o racismo, diga-se:
“VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo.Atenção! O Inciso 43 do Artigo 5º estabelece:

 

“XLIII - A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem”. 
Muito bem!
Fizemos uma lei para punir o racismo, fizemos uma lei para punir a tortura, MAS NÃO FIZEMOS UMA LEI PARA PUNIR O TERRORISMO.
Até hoje, meus caros, inexiste a caracterização do que é terrorismo no Brasil — e essa é uma das questões que indispõem o governo americano com o Brasileiro. A propósito: a política externa brasileira —  E ISTO DILMA E ANTONIO PATRIOTA AINDA NÃO MUDARAM E DUVIDO QUE MUDEM — se nega a reconhecer o Hezbollah, o Hamas e as Farc como movimentos terroristas." (Reinaldo Azevedo)(.http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)


Ainda cabem duas perguntas, relativas ao título deste post:

A. Certamente uma lei anti-terror interessaria a todo o País, a todo brasileiro que cumpre a Constituiçã, quer paz, democracia e respeita as leis.
B.  Vocês devem imaginar quem perde. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A VISÃO NADA DEMOCRÁTICA DE JOSÉ SARNEY SOBRE A DEMOCRACIA

José Sarney, que preside uma instituição onde acaba de ser ferida a Constituição, na votação do salário mínimo, critica a Oposição que procura uma posição do Judiciário sobre o assunto.
Leiam o absurdo da crítica de Sarney no texto de Reinaldo Azevedo:


24/02/2011
 às 15:49

Ah, então quer dizer que o Congresso pode violar a Constituição em nome da política!

As oposições vão fazer o óbvio: diante do esbulho constitucional de ontem, decidiram recorrer ao Supremo. As razões são conhecidas. O presidente do Senado, José Sarney, resolveu tocar a tecla da “judicialização da política” para condenar a iniciativa. Releiam o que diz:
“As questões políticas devem ser resolvidas aqui dentro da Casa. Nós chamarmos o Supremo como uma terceira via é uma coisa que deforma o regime democrático. Os partidos existem por delegação do povo, são eles os instrumentos que a humanidade encontrou ao longo do tempo para exercer o processo democrático da democracia representativa”.
Huuummm… Até Sarney é melhor do que isso. Fosse assim, o Poder Legislativo seria o poder soberano da democracia — e a democracia é justamente aquele regime em que nenhum poder é soberano. Soberana, esta sim, é a Constituição.
para ler o texto integral:
Blog do Reinaldo Azevedo: 
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/  

AINDA HÁ JUÍZES EM BRASÍLIA?

LEIAM ESTE ALERTA COM ATENÇÃO. ESTAMOS EM UM MOMENTO CRUCIAL PARA A NOSSA DEMOCRACIA
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24/02/2011 às 6:25
Agora o caminho é o Supremo. Mas sejamos vigilantes; nem tudo por lá são luzes

Todos sempre souberam qual seria o resultado da votação de ontem no Senado. Do ponto de vista numérico, foi mesmo um massacre. Achei engraçadas as reações petralhas a cada “lavada” do governo: “Olha aí, Reinaldo! Não adiantou!” Até parece que eu estava muito preocupado com o valor do mínimo. Eu? Haver um valor da economia importante como esse indexado é um potencial problema; é um erro. Até o senador Jorge Viana, do PT do Acre, admitiu isso em seu confuso pronunciamento. A minha questão sempre foi outra: usar o debate do mínimo para fazer a denúncia política do erros do governo e, obviamente, combater o esbulho constitucional.

O caminho que resta agora às oposições — na verdade, às pessoas decentes — é o Supremo Tribunal Federal. E é aí que nós vamos ver se a miséria institucional brasileira avança ou recua. Reitero: parece uma besteirinha, mas a coisa é séria. Um truque até bem primitivo está sendo usado para solapar uma prerrogativa do Congresso. Que o Executivo o tente, vá lá. Se querem saber, a tentação de hipertrofia dos governos existe até em democracias mais seguras de sua força do que a nossa. O que é incomum é que, por esmagadora maioria, deputados e senadores abram mão do papel que lhes reserva a Constituição. Isso é muito grave!

É grave porque, se aceitam passivamente transferir ao Executivo uma atribuição que é sua no caso do mínimo, por que não o fariam em temas ainda mais delicados, desde que seja essa a vontade do Planalto? A Presidência da República, no momento, não precisa de nenhuma outra prerrogativa do Congresso. Mas pode vir a precisar, não é? Um Poder da República que abre mão de uma fatia das suas tarefas em favor do outro não é autônomo, mas mera força derivada ou caudatária. O curioso é que esse mesmo Parlamento vive a reclamar que a Justiça lhe toma funções exclusivas. Na relação com o Executivo, a servidão é voluntária.

Foi um momento triste do Congresso. Está claro, a esta altura, que temos um Poder Legislativo ainda mais encabrestado do que se mostrou no governo Lula. O petismo, do seu ponto de vista, obviamente, jogou certinho quando privilegiou a formação de uma megabancada no Senado. Se, na gestão petista passada, a Casa ainda servia de freio às vontades olímpicas do Executivo, que sempre foram acatadas na Câmara, agora não mais.

É de tal sorte absurda a aprovação do Artigo 3º do projeto do governo que me parece, numa abordagem puramente lógica e racional, impossível que venha a contar com a anuência do Supremo. Mas confesso que ando com o pé um tanto atrás. Nas discussões havidas na Corte sobre a Lei do Ficha Limpa, por exemplo, foi grande a quantidade de impropérios que ouvi, a ferir a lógica mais comezinha. Quando o estado de direito não é buscado na lei, mas no “clamor das ruas”, abrem-se as portas para os piores exotismos.

No caso do mínimo, parece, há pouca margem para interpretação e vôos condoreiros. A Constituição é muito clara — e a lei a afronta. Parece óbvio que os ministros dirão, em síntese: “Não pode uma lei mudar a Constituição”. A metafísica dos dias, no entanto, não é boa; torna opacas as idéias mais iluminadas e luminosas. Podem apostar: não faltarão ministros a flertar com a feitiçaria produzida pelo Planalto, em parceria com a CUT.

Por Reinaldo Azevedo

Leia mais no blog do Reinaldo Azevedo 

SENADO APLAINA A ESTRADA PARA UMA DITADURA

O texto abaixo é do Coronel, editor do Blog Coturno Noturno
Os grifos e o título são deste blog.
           
24 DE FEVEREIRO DE 2011

O que estava em jogo, ontem, na votação do salário mínimo pelo Senado era muito mais do que um valor financeiro. Este, sabidamente, já estava aprovado pela maioria esmagadora do governo. O que estava em jogo, ali, era o maior valor democrático: o respeito à Constituição Federal. Era a validação, por parte do Legisltivo, de um instrumento que o usurpa e o invalida. Era a consagração do AI-1 de Dilma Rousseff, como este blog denunciou ontem pela manhã fazendo uma analogia com o regime militar, expressão utilizada mais tarde por Itamar Franco (PPS-MG), em suas considerações, durante a votação.

Todos sabiam que o valor de R$ 545 seria aprovado e a luta entre a oposição em minoria e o governo com avassaladora maioria era marcar, em um e outro lado, o estigma do arrocho salarial, da traição aos princípios, o distanciamento ou a aproximação com as promessas da campanha eleitoral. Além, é claro, do caráter anti-democrático ou não da medida governamental.

Todos os argumentos foram buscados. A lei delegada de Aécio Neves em confronto com o decreto presidencial de Dilma Rousseff. O salário mínimo trazido ao dólar, um parâmetro sem nenhum valor, a velha mentira petista que anima a sua militância burra e amestrada. Os R$ 600 de José Serra x os R$ 560 de Aécio Neves, tucano contra tucano e o Brasil entrando pelo cano.

Todos sabiam, da mesma forma, que o decreto que estupra a Constituição Federal seria aprovado, movido pelas nomeações para o segundo escalão e pela liberação das emendas. Tanto é que o ponto alto da noite foi a intervenção de um jovem senador, Pedro Taque (PDT-MT), que denunciou a chantagem, com a seguinte declaração:

"O artigo terceiro ofende o texto da Constituição, subtraindo um direito do Legislativo. Me disseram que se eu fizesse isso, que eu poderia ser retirado da Comissão de Constituição e Justiça, que eu não teria minhas emendas ao Orçamento liberadas e teria retirado dos cargos de segundo e terceiro escalões indicados para o governo. Mas não serão palavras desta ordem que mudarão minha convicção."

Foi o primeiro senador a silenciar o plenário. O segundo foi uma senadora, Kátia  Abreu (DEM-TO), que surpreendentemente anunciou que não votaria nos R$ 560 e nos R$ 600. Absteve-se e deu os motivos.

A senadora Kátia Abreu também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, que hoje luta contra os poderosos interesses das ongs financiadas pelo agronegócio internacional, que paga laudos de cientistas, campanhas de políticos verdes e até mesmo invasões do MST, para frear a concorrência brasileira no mercado internacional e para transformar o Brasil em um spa ecológico, onde os americanos e europeus virão purgar as suas culpas pela destruição do planeta. Que domina o INCRA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Que tem fundas raízes no PT. A luta dos agricultores e pecuaristas brasileiros é pela aprovação do Código Florestal Brasileiro. É uma luta apartidária, basta ver que o relator é o deputado Aldro Rebelo (PCdoB-SP). É uma luta quase solitária, basta ver, por exemplo, o quanto os tucanos, aliados dos democratas, paparicam o onguismo e o verdismo da Avenida Paulista.

O TEXTO COMPLETO ESTÁ NO BLOG COTURNO NOTURNO:
http://coturnonoturno.blogspot.com/ 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

KIT PARA CAÇADORES DE VAMPIROS



http://utinni.deviantart.com/art/Steampunk-Vampire-Hunter-kit-1-174989427
Reinaldo Azevedo sobre Sarney:

"Paulo Francis perguntava: “Ninguém vai enfiar uma estaca no coração dele?”

Brasília é a Transilvânia, e o Senado é seu castelo."
Por Reinaldo Azevedo 

"A LIBERDADE OCIDENTAL É UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DAS MASSAS"

Os Atentados Terroristas 
Rodrigo Constantino
5 de janeiro de 2009

“Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância.” (Karl Popper)

Não é justo condenar todos os muçulmanos pelo terrorismo moderno, mas não dá para negar o fato de que vários atentados terroristas modernos são obra dos muçulmanos. O fundamentalismo religioso islâmico, ao lado do separatismo e do nacionalismo, são as principais causas do terrorismo atual. Impressiona como tanta gente, com o apoio da mídia parcial que divulga sua agenda “politicamente correta”, consegue distorcer tanto os fatos, ignorar sinais claros, e concluir tanto absurdo. O terrorismo fica isento, assim, de uma análise mais objetiva, cedendo lugar ao relativismo cultural e às emoções instintivas, que condenam Golias e defendem Davi independente da questão da justiça.

Selecionei abaixo apenas alguns atos terroristas recentes, todos praticados pelos islâmicos fundamentalistas. Seu objetivo é destruir o ocidente e seus valores, como a democracia e a liberdade. Mas eles usam essas mesmas ferramentas como armas, pois é desigual lutar quando apenas um lado tem que respeitar as regras do jogo. A liberdade ocidental é utilizada como instrumento de manipulação das massas. O próprio povo ocidental acaba condenando o ocidente e contribuindo para o avanço daqueles cujo único objetivo é o totalitarismo. Nada disso é novo. Os métodos são muito semelhantes aos utilizados pelos comunistas. Trata-se de uma cultura do ódio, que faz milhares de vítimas através da alienação. Não é mera coincidência tantos comunistas defenderem os terroristas islâmicos contra o “império americano”. Vamos à cronologia de alguns eventos:

1979 - 80 iranianos invadiram a embaixada americana do Teerã e fizeram 52 reféns, durante 444 dias;

1980 - 6 terroristas islâmicos tomaram a embaixada do Irã em Londres e mataram 2 pessoas;

1981 - Membros da Al Jihad assassinaram o presidente do Egito;

1983 - Integrantes do Hesbollah com o apoio da Líbia e Irã explodiram com bombas suicidas a embaixada americana de Beirute, matando 63 pessoas;

1983 - Novamente o Hesbollah jogou um caminhão com explosivos na embaixada americana, agora do Kwait. Ataques adicionais foram feitos a embaixada francesa, a apartamentos de empregados da Raytheon, com 5 mortos e 80 feridos;

1984 - Ataque com bombas na embaixada americana no Líbano, matando 24 pessoas;

1985 - Terroristas trabalhando para o governo da Líbia bombardearam o aeroporto de Viena e Roma, matando 20 pessoas;

1988 - Uma bomba explodiu no vôo da Pan Am matando 270 pessoas na Escócia;

1992 - O Hesbollah bombardeia a embaixada israelense em Buenos Aires;

1993 - Um carro-bomba explodiu no World Trade Center, matando 7 e ferindo centenas. Bin Laden estava por trás;

1993 - 18 membros das tropas americanas em missão humanitária foram mortos na Somália, com envolvimento de Bin Laden;

1994 - Hesbollah atacou um centro cultural israelense em Buenos Aires;

1995 - Caminhão-bomba explodiu na Arábia Saudita matando 7 americanos da Guarda Nacional em treinamento;

1996 - Novo atentado na Arábia Saudita mata 19 militares americanos;

1996 - O Talibã concluiu a conquista do Afeganistão, tomando sua capital Cabul, e criou centros de treinamento terrorista enquanto o mundo ocidental nada fez;

1997 - Bin Laden declarou, em entrevista a CNN, a jihad, guerra islâmica, contra os Estados Unidos;

1998 - Bin Laden publica declaração com objetivo claro de que é dever de cada muçulmano matar americanos civis ou militares, assim como seus aliados;

1998 - Um carro-bomba explodiu na embaixada americana da Quênia, e poucas horas depois outra explosão na embaixada da Tanzânia. O total de mortos foi de 224 civis, e mais de cinco mil feridos;

1998 - A ONU (finalmente) reconheceu o massacre no Afeganistão cometido pelo Talibã, por razões étnicas, totalizando cerca de seis mil mortos;

1998 - Bin Laden diz em entrevista que guerra contra América será muito maior que guerra contra URSS, e que o futuro dos Estados Unidos é negro;

1999 - Separatistas islâmicos da Chechênia bombardearam prédios em Moscou, matando 212 pessoas;

2000 - Ataque suicida no navio americano USS Cole, no Yemen, matando 17 tripulantes e deixando 37 feridos;

2001 - Explosão em uma discoteca de Tel Aviv matando 21 adolescentes e deixando 70 feridos. A autoria foi do Jihad Islâmico, o mesmo grupo terrorista que iria pouco tempo depois matar mais 16 israelenses num restaurante de Jerusalém;

2001 - Ataque ao World Trade Center e Pentágano, com estimativa de um total superior a três mil mortos;

2001 – O Hamas realizou três ataques em Jerusalém e Haifa, deixando 30 mortos e 150 feridos;

2002 - Atentado terrorista em Bali, com mais de 180 mortos e 300 feridos;

2002 – O Fatah e o Hamas praticam vários atentados terroristas em Israel, deixando centenas de mortos no total;

2003 – Mais de cem pessoas morrem em Israel vítimas de atentados terroristas assumidos pelo Fatah, Hamas e Jihad Islâmica;

2004 - Explosão em trem mata mais de 200 e fere mais de dois mil em Madri;

2004 – Atentado terrorista numa escola em Beslan, na Ossétia do Norte, matando 339 pessoas, na maioria crianças. A autoria foi dos chechenos islâmicos;

2005 – Londres foi vítima de uma série de explosões de bombas que atingiram o sistema de transporte público, deixando mais de 50 mortos e 700 feridos;

2005 – Novo atentado terrorista gera pânico em Bali, na Indonésia, levando à morte pelo menos 32 pessoas e ferindo outras 100;

2006 – Atentado terrorista matou mais de 180 pessoas e deixou outras 400 feridas em Mumbai, na Índia;

2007 – Dois atentados a bomba em Argel, capital da Argélia, deixaram 67 mortos, sendo 11 delas inspetores da ONU, e quase 180 feridos;

2007 – Foram detidos na Alemanha três terroristas islâmicos acusados de planejar atentados contra instituições americanas no país. Com eles foram apreendidos explosivos equivalentes a 550 quilos de TNT. Eles eram integrantes da Jihad Islâmica;

2008 – Alguns ataques terroristas matam quase 30 pessoas no Paquistão e deixam outras 100 feridas;

2008 – Quase 80 pessoas foram mortas em Mumbai numa série de ataques conduzidos por terroristas islâmicos principalmente contra os grandes hotéis da cidade;

Esses são apenas alguns destaques da longa lista de atentados terroristas mais recentes. Alguém realmente acha que a paz pode ser obtida com diplomacia e conversa? Alguém consegue condenar Israel por tentar se defender no meio de tantos fanáticos que simplesmente não aceitam sua existência? Alguém pode sinceramente pregar a conversa com um grupo como o Hamas como meio para a desejada paz? O que esperar de gente que usa as próprias crianças como escudo humano ou bomba contra o inimigo, ou que ataca o inimigo objetivando deliberadamente matar suas crianças inocentes? É possível conversar com gente assim? Seria tão ingênuo acreditar nisso como foi a crença de que bastava conversar com Hitler para evitar a guerra. Infelizmente, a realidade é bem mais dura do que muitos românticos gostam de supor. A escalada terrorista está diretamente associada ao fanatismo islâmico, e não há diálogo racional quando o inimigo não aceita seu direito de existir. O modelo ocidental, a liberdade individual e religiosa, a democracia, tudo isso representa uma enorme ameaça aos objetivos dos fanáticos religiosos do Islã, que demandam total submissão ao seu livro sagrado. Islã, por sinal, quer dizer justamente “submissão”.

Não parece nada racional oferecer rosas para quem deseja passionalmente te exterminar do mapa. O fundamentalismo islâmico é um atraso de vida, e seus discípulos desejam o retrocesso de séculos de avanço iluminista no mundo ocidental. Compreender isso, e o corolário de que é totalmente tola a crença de que é possível ser tolerante com tamanha intolerância, é um bom começo para salvar o progresso ocidental, tão odiado por todos que lamentam o término da Idade Média.
posted by Rodrigo Constantino at 9:44 AM
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/01/os-atentados-terroristas.html 

TUDO O QUE DILMA ESPERA DA IMPRENSA.


REINALDO AZEVEDO (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)
23/02/2011
 às 6:45

Dilma me envia um e-mail rasgando elogios ao blog e a vocês, comentaristas! Calamos os petralhas, hein!? O que eles dirão agora?

Dilma Rousseff me manda um e-mail afirmando que faço a coisa certa. Obrigado, presidente — que esse papo de “presidenta” como exigência é  coisa da Marta analfabente! Segundo Dilma, estou entre aqueles, não muitos, que cumprem o que ela considera o correto nessa profissão. Diz a chefe da nação na mensagem pessoal:
“Reinaldo.
Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais (…) Com uma democracia tão nova, devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
A presidente foi supergenerosa com o meu trabalho“A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais.” Antenada com o que acontece, ela também falou de vocês, leitores, dizendo entender que o desafio deste blog é“oferecer um produto que não perca profundidade”, sabendo “como tornar as críticas dos leitores um ativo (…)”.
Sobre este blog, disse a soberana: “A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais, as discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas e, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão” Para afastar qualquer sombra de ambigüidade, ela especificou muito bem que se trata de uma liberdade, que, “obviamente, se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.”Obviamente!!!
A presidente estava mesmo num dia iluminado. Ao analisar as escolhas feitas por este blog, afirmou sem palavras ambíguas:
“Nós, quando saímos da ditadura, em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira. A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.”
Respondendo à canalha que vive pedindo “põe ele de castigo, Tia!”, ela afirmou:“E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.”
Dilma, definitivamente, no e-mail que me mandou, liberou o badaró da liberdade de expressão: “Reitero sempre que, no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Caminhando para o encerramentoBem, é claro que se trata de uma ironia. É preciso avisar antes que os petralhas gritem: “Ele está mentindo!!!” Como costumo dizer, numa ironia um tanto herbívora, Swift seria condenado ainda hoje por incitar o canibalismo contra crianças… Dilma, obviamente, não me mandou e-mail nenhum! Essas coisas todas, ela as afirmou anteontem à noite sobre a Folha de S. Paulo, na solenidade dos 90 anos do jornal.
Faço essa graça porque julgo praticar aqui também aquilo tudo que Dilma diz esperar da imprensa. Se 10% do que dizem sobre a soberana for verdade, ela certamente fica com Santo Agostinho, preferindo quem a critica porque a corrige àqueles que a elogiam porque apegados ao vício da genuflexão.
Dilma pode contar comigo: eu não permitirei jamais que ela vislumbre de novo a fuça do autoritarismo de direita ou de esquerda. Estarei aqui para lembrar que são preferíveis as “vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Isso é a minha cara! É a cara de vocês!!!
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A ESQUERDA E O ISLÃ DE MÃOS DADAS (PARTE II)

A mídia atual é um perfeito instrumento que incentiva o ódio a tudo aquilo que nos identifica, representa e estrutura socialmente: a moral cristã, os valores familiares, o direito à vida, o direito à propriedade, o senso de dever e solidariedade, a livre iniciativa, etc.

E contraditoriamente, esta mesma fábrica de desinformação e propaganda nos dita como bajular os nossos inimigos, no sentido pervertido de sujeitar-nos covardemente sob os caprichos de nossos algozes.

Daí a Europa envergonhada de suas origens cristãs, rendendo loas ao Islã que a odeia ou à tirania comunista, que almeja escravizá-la como gado.

Ou a democracia que aprova as atrocidades islâmicas de extirpação do clitóris ou espancamento de mulheres sob as vistas grossas das feministas e das organizações de direitos humanos, em pleno ocidente. Tudo em nome do multiculturalismo, naturalmente!
O islão terrorista também sabe se aproveitar da democracia liberal. Enquanto o método esquerdista é o da desinformação em massa e da escandalosa colaboração política com os governos e grupos fanáticos muçulmanos, as práticas islâmicas visam o terror e a intimidação, mescladas com a chantagem psicológica (embora esse expediente seja comum ao histórico dos movimentos comunistas).

Na verdade, o  Islão aprendeu, e muito, com o movimento comunista. Os grupos terroristas muçulmanos atuais só existem porque foram treinados e armados através de uma elaborada organização logística da KGB soviética. Alguém duvida que as ditaduras islâmicas são armadas pelos países comunistas?

A OLP, o Hammas, o Hezbollah, e outros, são produtos da guerra fria, crias subversivas da Rússia. Como as ditaduras da Síria, do Irã e mesmo a antiga ditadura de Saddam Hussein foram inspiradas no modelo soviético.

É um erro e uma tolice acreditar que a população islâmica destes países esteja preparada para a democracia, nos moldes ocidentais. A "revolução árabe" no Egito, alardeada como uma luta pela democracia na mídia ocidental é tão somente um prelúdio para outra ditadura islâmica atroz, tal como é atualmente o Irã, com a ascensão do aiatolá Khomeini. 

Erro maior ainda foi a política ocidental com relação aos cidadãos islâmicos nascidos no continente europeu. A política multiculturalista das esquerdas, com a tolerância dos liberais, visou separá-los da comunidade e dos valores ocidentais.

Ao invés de assimilá-los, acabou criando duas comunidades distintas, cujo abismo cultural é assustador. No final das contas, a população islâmica europeia é uma bomba-relógio pronta para explodir e incendiar o velho continente.

Leia o texto integral de Leonardo Bruno

 "A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte II"  no blog  http://bootlead.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ANOUSH EHTESHAMI AND DEMOCRACY IN EGYPT. Daniel Pipes analisa possíveis desdobramentos da política no Egito

ANEXO ABAIXO TEXTO EXTRAÍDO DO BLOG DE ALUIZIO AMORIM  (http://aluizioamorim.blogspot.com/)
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Mais um excelente artigo do respeitado expert em Oriente Médio e política internacional Daniel Pipes a respeito dos possíveis desdobramentos da dita 'revolução' egípcia que, por enquanto, não sinaliza claramente qual o rumo político e institucional que tomará a Nação. Concordo com a análise de Daniel Pipes e continuo temendo a nefasta ação do fanatismo muçulmano nesse país em que 95% de sua  população, dizem as estatísticas,  professa o credo de Maomé. Acresce a este fato uma notícia muito cabulosa. Os aiatolás iranianos comemoraram o movimento oposicionista egípcio enquanto reprimiram violentamente os protesto que acabam de ocorrer no Irã. Além disso, o Parlamento iraniano pediu a pena de morte para os opositores do regime. Portanto, faço minhas as palavras de Daniel Pipes e também antevejo que nos próximos 12 meses, pelo menos, nada de novo ocorrerá às margens do Nilo. (Aluizio Amorim)

Daniel Pipes (Read in english here)


Anoush Ehteshami não deveria ter assumido a misssão de afirmar "que o Egito se tornará uma democracia em um ano" visto que, na realidade, compartilha com o meu ceticismo a cerca do surgimento da plena participação política num período de tempo tão curto. São cinco as suas dúvidas e circunspecções:

Para começar, defendeu a continuidade no poder do regime e suas instituições, observando que "a máquina do estado continua infiltrada por membros do partido e pessoas leais a Mubarak", enquanto "o grande establishment responsável pela segurança permanece inteiramente controlado pela elite governante criada por Mubarak". A partir disso, ele conclui que "o fim eminente desse regime e desse presidente pode ter sido exagerado". Obviamente, isso sustenta o meu raciocínio.

Segundo, o Sr. Ehteshami não prevê nada mais esperançoso para o futuro do Egito do que "poderia ser vagamente referenciado como o caminho repleto de solavancos rumo à democratização". Esse termo vago, explica ele, significa (1) uma expansão da base política, (2) alargamento do espaço público e (3) infiltração de forças reformistas no regime. Não entendo o que significa tudo isso – contudo não se encaixa na descrição convencional de democracia.

Terceiro, ele prevê o aparecimento de uma ampla coalizão – em seguida seu fracasso imediato, levando à consolidação de partidos representando enfoques islamistas, nacionalistas, liberais, pan-árabes e seculares. A competição entre eles admite, "será longa e dolorosa" – adjetivos que indicam que o processo não estará concluído em doze meses nem tampouco será democrático.

Quarto, o mais excêntrico de todos, conforme sustenta o Sr. Ehteshami as forças econômicas impulsionarão o país em direção à democracia: "O imperativo econômico irá gerar suas próprias pressões contra o governo e o ímpeto em busca de amplas reformas econômicas e de transparência proporcionarão mais energia a favor das forças pró-reformistas". Diga isso aos chineses que estão aturando três décadas de governo autocrático acompanhado de expansão econômica.

A partir dessa mistura de previsões vem a conclusão menos eloquente ainda de que em um ano, "o Egito estará se tornando uma democracia". Bem, "se tornando uma democracia" não é a proposta: só para lembrar, nosso tópico é se "o Egito se tornará uma democracia". O Sr. Ehteshami parece incapaz de realmente fazer tal previsão.

Em suma, ambos concordamos que após um "longo e doloroso" ano, o Egito estará, na melhor das hipóteses "se tornando uma democracia". Agradeço a ele por me ajudar a defender o ponto de vista de que o Egito permanecerá autocrático nos próximos doze meses.