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terça-feira, 3 de junho de 2014

TABACO: A ODIOSA INTROMISSÃO DOS TOTALITÁRIOS NA VIDA PARTICULAR DOS CIDADÃOS. E TUDO EM NOME DE UM MUNDO MELHOR. POR QUE NÃO CUIDAM DA SEGURANÇA PÚBLICA, DO TRÁFICO DE DROGAS, DO SUS, DA EDUCAÇÃO?


http://www.jazjaz.net/2007/04/vintage-cigarette-ads.html


REPRODUÇÃO DE TEXTO DO BLOG DE REINALDO AZEVEDO (VEJA) SOBRE O PROJETO AUTORITÁRIO DO GOVERNO FEDERAL DE PROIBIR TABACO EM LUGARES FECHADOS

03/06/2014
às 23:16

Fascismo light

O colunista João Pereira Coutinho escreve na Folha de S.Paulo desta terça, mencionando este escriba:

Reinaldo Azevedo escreveu na “Veja” um texto sobre o tabaco. Corrijo. Sobre a autoritária  intenção do governo federal de proibir o fumo em lugares fechados. Como já acontece em São Paulo.

Subscrevo cada linha do meu colega e aproveito para responder à pergunta de Reinaldo sobre o glorioso mundo que espera o Brasil: é o mundo da União Europeia, com seus regulamentos absurdos e suas absurdas intromissões na liberdade individual —a respeito de sal, gorduras, açúcares, bebidas energéticas, exercício físico, exposição solar e qualquer manifestação de vida que seja um desvio da cartilha dos fanáticos.

Mas, antes de passarmos a esse mundo, relembremos o básico: a luta contra o fumo é uma luta médica, não política.

Os médicos podem “desaconselhar” o tabaco. Os cientistas podem provar os malefícios do fumo para a saúde do fumante (ativo), embora ainda esteja por provar qualquer relação consequente entre fumo (passivo) e câncer, por exemplo. 

Depois, em liberdade, cada um escolhe o modo de vida que entende com a informação de que dispõe. Leia a íntegra aqui.

REINALDO AZEVEDO
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fascismo-light/

quarta-feira, 16 de março de 2011

AS JOVENS FORMIGAS E SUA PASSIVIDADE BOVINA. Criticam a ditadura, que não viveram; desprezam a liberdade, pela qual não lutaram

http://www.public-domain-image.com/
Enquanto milhões trabalham para sobreviver a duras penas, e alimentar a máquina tributária insaciável do Estado, impossibilitados de ao menos aproveitarem integralmente um simples final de semana, alguns "planejam o futuro".

Sinto arrepios de pavor, pois os que planejam o futuro não estão apenas planejando por eles e para eles mesmos, mas pensam que nos fazem um bem nos impondo o futuro que planejarem para todos nós.

Essa é a questão que está em jogo, e que poucos parecem perceber. Alguns que criticam esse tipo de interferência, esse indisfarçável autoritarismo, vislumbre de verdadeiro totalitarismo, realmente um tipo de fascismo, são criticados como conservadores, reaças, retrógrados e outros adjetivos.    

É curioso como, no espaço de algumas décadas, as pessoas, que pareciam indignar-se tanto com a ditadura, o autoritarismo dos militares, etc, aceitam agora, como diria o velho Nelson Rodrigues, com passividade bovina, o controle sobre a nossa vida lentamente imposto pela ação dos movimentos politicamente corretos, como se fosse tudo ótimo e maravilhoso, "pois é para transformar o mundo em algo muito melhor"... Mas é apenas uma versão modernizada da ditadura.

Vida é drama, tragédia, alegria, sofrimento, felicidade, infelicidade, altos e baixos, surpresas, rotina, morte, decidir, errar, acertar.  

No mundo ocidental, a frustração das revoluções socialistas, baseadas na ideia de que é possível transformar o mundo e a Natureza Humana, levou os revolucionários a adotarem outras estratégias. Se não é possível mudar o sistema da noite para o dia (e isso foi tentado, e a que custo de vidas!, na União Soviética, na China, em Cuba, no Vietnã, no Camboja, na Coréia do Norte), então é preciso ir devagar, cercando os incautos, mudando pequenos aspectos da realidade até que o conjunto esteja totalmente alterado e sem caminho de volta. 

A estratégia do movimento politicamente correto é essa, ir alterando partes, bloqueando reações, criando realidades artificiais que, de tanto serem repetidas serão transformadas em verdades, pois as pessoas ficarão sem memória e, pela interferência na linguagem (proibição de expressar pensamentos) mudas. Só restará aceitar a realidade imposta. Seremos, como disse em post recente, transformados em um exército de formigas. Isso não lembra demais a velha Alemanha nazista,"transformada" com base emsupostas leis da Biologia?

Um formigueiro trabalhador, ativo, ordenado, mas um formigueiro. Formigas não usam da imaginação, não sonham, não tentam fazer diferente. Um formigueiro perfeito é a granja da Revolução dos Bichos, de Orwell. Não há diferença. Claro que, para o formigueiro funcionar, haverá condicionamento, terror, medo, castigos, mortes, para os comuns. Todas as formigas serão iguais, mas algumas serão mais iguais que as outras, aquelas que acreditarem que devem administrar o formigueiro.

Todos os dias, ao observar o comportamento de muita gente percebo como vão ficando semelhantes às formigas. Aceitam sem qualquer questionamento, ou espanto, os maiores absurdos que nos são impostos pelas autoridades. São conformistas, e conformados, pois acham bom que o Estado interfira em nossas vidas decidindo previamente o que devemos comer, o que beber, o que fazer no tempo livre, o que ler, o que pensar, e como pensar. 

Os jovens de hoje, com seus 16, 20 anos, não fazem a menor ideia do que falam quando falam sobre ditadura ou liberdade. Criticam a ditadura que passou e não viveram, mas não percebem a ditadura que estão ajudando a construir com sua insensibilidade. Desprezam a liberdade pela qual não lutaram. Pensam que ser livre é conceder ao Estado ou seus representantes procuração para planejar o nosso futuro, deixando que as decisões burocrático-partidárias substituam as nossas decisões. Nem imaginam um mundo - que já existiu - em que as pessoas cultas ou incultas, não importa, decidiam sobre uma série de questões sobre as quais não têm mais competência atualmente. 

Claro que boa parte da culpa sobre isso é dos mais velhos, pois parecem ter desistido de lutar, esquecido seus valores, ou desistido de tentar mostrar caminhos diferentes aos mais jovens, que os afastem dos formigueiros e do totalitarismo. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

VERDES POR FORA, VERMELHOS POR DENTRO

http://velvetfont.wordpress.com/
KLAUBER CRISTOFEN PIRES |
22 OUTUBRO 2010

Buscar o que andam chamando de sustentabilidade, após muito blá-blá-blá, no fim das contas, redundará em reconhecer a eficácia e a eficiência da livre-iniciativa, amparadas sob um sistema de mercado e de proteção à propriedade privada. 

Entre outras maravilhas arquitetônicas, a Roma da antiguidade notabilizou-se por suas hollywoodianas piscinas e saunas públicas. No esplendor de sua civilização, os romanos orgulhavam-se da sua higiene, de frequentarem os animados banhos, de untarem-se com azeite de oliva (até que não seria mal, mesmo para o dias de hoje) e provavelmente com alguma razão desdenhavam do fétido odor exibido pelos povos bárbaros, que deveriam exalar emanações semelhantes às de um cachorro molhado. Imagine!


Banhar-se, com efeito, constitui-se em saudável e amiúde divertida ação. Entretanto, por puro ressentimento, com a derrocada do Império Romano os bárbaros não só não absorveram tais costumes, mas também os repudiaram violentamente. O pecado, por assim dizer, do refrescante hábito, foi estar atrelado à civilização tão odiada. Mais ou menos aconteceu o mesmo com os movimentos de independência africanos, que associaram ao imperialismo dos povos brancos o sistema econômico capitalista, por mal e porcamente que por lá tenha se fixado, daí terem se disseminado os regimes de inspiração socialista com ditaduras, fomes e matanças características.

Hoje enxergo ocorrer algo parecido com o movimento ambientalista. Explico: a idéia de cuidarmos e preservarmos a natureza não é essencialmente má. Muito pelo contrário. No entanto, pelo fato de seu apelo ter sido sequestrado por movimentos de inspiração socialista, decorre a indesejável associação e com ela o repúdio exercido de forma tão generalista quanto o exercido pelos equivocados (ou mal-intencionados) eco-militantes.

Para um liberal ou um conservador, torna-se deveras importante separar a causa em si, boa, elevada, nobre e necessária, dos métodos concebidos até hoje para a sua consecução, estes sim, autoritaristas, anti-econômicos, anti-humanos, e por todas estas razões, ao fim das contas, falaciosos.

O movimento ecológico ou ambientalista atualmente assenta-se sob uma base coletivista e autoritarista, justamente porque o meio ambiente constitui apenas a vitrine para um empreendimento político socialista. Segundo este modelo, os conceitos, argumentos, alegações e conclusões dos seus cientistas, pesquisadores e cinegrafistas são distribuídas ao mundo como verdades apodícticas contra as quais nenhuma contestação, questionamento ou dúvida pode restar sem que seja calada por meio do constrangimento psicológico ou da ação das autoridades constituídas, neste caso quando a hegemonia de que dispõem já lhes permite contar com leis e agentes públicos à ordem. 
Leia o texto integral no site Midia Sem Máscara
http://www.midiasemmascara.org/artigos/ambientalismo/11535-combata-o-fascismo-verde-nao-a-natureza.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A ESQUERDA E O ISLÃ DE MÃOS DADAS (PARTE II)

A mídia atual é um perfeito instrumento que incentiva o ódio a tudo aquilo que nos identifica, representa e estrutura socialmente: a moral cristã, os valores familiares, o direito à vida, o direito à propriedade, o senso de dever e solidariedade, a livre iniciativa, etc.

E contraditoriamente, esta mesma fábrica de desinformação e propaganda nos dita como bajular os nossos inimigos, no sentido pervertido de sujeitar-nos covardemente sob os caprichos de nossos algozes.

Daí a Europa envergonhada de suas origens cristãs, rendendo loas ao Islã que a odeia ou à tirania comunista, que almeja escravizá-la como gado.

Ou a democracia que aprova as atrocidades islâmicas de extirpação do clitóris ou espancamento de mulheres sob as vistas grossas das feministas e das organizações de direitos humanos, em pleno ocidente. Tudo em nome do multiculturalismo, naturalmente!
O islão terrorista também sabe se aproveitar da democracia liberal. Enquanto o método esquerdista é o da desinformação em massa e da escandalosa colaboração política com os governos e grupos fanáticos muçulmanos, as práticas islâmicas visam o terror e a intimidação, mescladas com a chantagem psicológica (embora esse expediente seja comum ao histórico dos movimentos comunistas).

Na verdade, o  Islão aprendeu, e muito, com o movimento comunista. Os grupos terroristas muçulmanos atuais só existem porque foram treinados e armados através de uma elaborada organização logística da KGB soviética. Alguém duvida que as ditaduras islâmicas são armadas pelos países comunistas?

A OLP, o Hammas, o Hezbollah, e outros, são produtos da guerra fria, crias subversivas da Rússia. Como as ditaduras da Síria, do Irã e mesmo a antiga ditadura de Saddam Hussein foram inspiradas no modelo soviético.

É um erro e uma tolice acreditar que a população islâmica destes países esteja preparada para a democracia, nos moldes ocidentais. A "revolução árabe" no Egito, alardeada como uma luta pela democracia na mídia ocidental é tão somente um prelúdio para outra ditadura islâmica atroz, tal como é atualmente o Irã, com a ascensão do aiatolá Khomeini. 

Erro maior ainda foi a política ocidental com relação aos cidadãos islâmicos nascidos no continente europeu. A política multiculturalista das esquerdas, com a tolerância dos liberais, visou separá-los da comunidade e dos valores ocidentais.

Ao invés de assimilá-los, acabou criando duas comunidades distintas, cujo abismo cultural é assustador. No final das contas, a população islâmica europeia é uma bomba-relógio pronta para explodir e incendiar o velho continente.

Leia o texto integral de Leonardo Bruno

 "A esquerda e o Islã de mãos dadas – Parte II"  no blog  http://bootlead.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O SOCIALISMO DO FUTURO: VERDE POR FORA, VERMELHO POR DENTRO.

Os quitutes do prof Van Huis

Extraído do site Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.org/)

Luis Dufaur | 03 Fevereiro 2011

 Não há limites para o ridículo quando o objetivo é impulsionar a derrocada civilizacional por meio da estratégia "verde".

O professor Arnold van Huis, da Universidade Wageningen, Holanda, e seu colega Dennis Oonincx, promovem a idéia de comer insetos para salvar o planeta, no contexto de um plano promovido pela FAO.
Quiche de minhoca ou larva de besouro, rolinho primavera de grilo e outros pratos feitos com insetos nauseabundos estão no cerne de uma "dieta saudável, barata e ecológica", cujo estudo foi encomendado pelo órgão da ONU contra a fome.

Para o ativista holandês uma das grandes vantagens dessa sub-alimentação é que "ajuda a reduzir o aquecimento global", noticiou "El Mercurio", de Santiago de Chile. Desde já, esta fórmula talismânica garantiu notoriedade midiática ao promotor.
O professor de entomologia tropical somou-se a cruzada para "cambiar os hábitos tradicionais de alimentação e introduzir os insetos na dieta ocidental", banidos após séculos de civilização.
Para van Huis, esses insetos seriam por excelência um alimento "verde" que solucionaria a "crise" alimentar no mundo, a pretensa diminuição dos recursos naturais e a cada vez mais refutada mudança climática.
Van Huis não está só. Junto com uma equipe voltou à carga contra a agropecuária, ao comparar as emissões de gases estufa por parte do gado e dos insetos.
Os resultados, a priori previstos, acabaram dando que criar insetos gera dez vezes menos gases causadores do aquecimento global. A crítica volta-se não apenas contra os bovinos, mas também suínos e as aves.
A equipe defende uma evidência: é mais fácil e barato criar insetos. Aliás, é só ver quando chega a praga. Na procura de qualquer argumento, o estudo destaca que os insetos consomem menos água ‒ para a "religião verde" a água doce está em perigo de acabar ‒ que os quadrúpedes e os galináceos.
O holandês promove a escola de gastronomia "Rijn IJssel" que elabora receitas para engolir com aparências de gostoso minhocas, grilos e escaravelhos. Em conferencia pública na Universidade de Wageningen, defendeu diante do auditório que o "único necessário para salvar a selva, melhorar a qualidade da dieta e a saúde, reduzir as emissões de CO2 e gastar menos dinheiro em alimentação é simplesmente comer insetos".
A FAO, organização da ONU para lutar contra a fome se diz preocupada pelo aquecimento global e o aumento da área dedicada à criação do gado, e se propôs trabalhar para reduzir o consumo de carne mundial.
Para esse efeito, promoveu na Tailândia em 2009 um encontro nesse sentido e o professor van Huis é nada mais e nada menos que o relator de um dos projetos combinados naquela ocasião: comer insetos, revelou "
The Guardian".
Van Huis reproduz a vulgata da "religião verde" e conclui o dogma bem conhecido segundo o qual a Terra não poderá mais alimentar os homens se estes continuam tendo filhos e consumindo nos níveis atuais.
Historicamente o consumo de insetos é caraterístico de povos e tribos degradadas. Em certos contextos, tem uma conotação supersticiosa, ligada a crenças primitivas sobre poderes mágicos ou divinos de animais até venenosos e danosos, como escorpiões e cobras.
Em países que a implantação rápida da utopia socialista gerou, como é de praxe nesses casos, espantosas fomes, a ingestão de animais repugnantes significou a salvação para os desesperados.
Em alguma proporção esses hábitos alimentares repulsivos ainda perduram em países como a China ou o Camboja, misturados com superstições pagãs imemoriais.
A proposta da FAO é reveladora do fundo do falso ambientalismo catastrofista: degradar os povos civilizados e precipitá-los nos horrores do primitivismo e do socialismo.

(Publicado com o título: FAO promove comer insetos nauseabundos para "salvar o planeta".)
Luis Dufaur edita o blog Verde: a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/

O FASCISMO DO COTIDIANO POLITICAMENTE CORRETO. Ou: o vírus fascista

Recuperando temas para reflexão.

O vírus fascista

Luiz Felipe Pondé
Nunca acreditei na "política". Sempre suspeitei de grande parte dos colegas na faculdade que tinham "consciência política". Muitos deles eram maus alunos que aproveitavam a "missão" de salvar o mundo para matarem as aulas. No cotidiano invisível das relações humanas, manipulavam os colegas para seus fins políticos. Evidentemente que alguns eram pessoas de boa fé.


Falas como "o pensar para o coletivo" sempre me pareceram modos sofisticados de servir a uma certa farsa. O "pensar para o coletivo" adora burocracias e autos-de-fé. Essas palavras são ditas contra quem é mais livre do que a "consciência política" gosta. O espírito coletivo detesta a liberdade. E a liberdade não é necessariamente bela.

Esse sentimento se revelou uma consciência filosófica diante do fascismo. Hoje sei que, como me disse certa feita o filósofo alemão Peter Sloterdijk numa conversa regada a vinho, charutos, cachimbos e um delicioso frango que sua esposa faz, "não se enganem, ninguém venceu o fascismo". E por quê?

O fascismo está inscrito na relação entre o Estado moderno e as tentativas de "construção política da vida correta e do bem-estar social". Por isso sua íntima e bem-sucedida relação com a propaganda para "conscientização das massas". Um exemplo de fascismo é o constrangimento do idioma pelo "politicamente correto".

O fascismo não é uma marca restrita de Mussolini, Fidel Castro, Stalin ou Hitler. Essa é sua versão totalitária. O fascismo é um traço da sociedade moderna na "sua forma de construir um mundo melhor" por meio da máquina do Estado e das políticas públicas que moldam os comportamentos.  Explico-me: quando o coletivo age moralmente, ele é sempre fascista. Não importa se seus representantes são eleitos ou impostos diretamente pela força.

O poder, às vezes desastroso, criado pela ciência e pela técnica é vastamente investigado pela história. A crescente burocracia do Estado moderno merece a mesma "desconfiança" porque ela parece querer controlar os mínimos detalhes da vida, distribuindo o "Bem". Não sabemos o que é "o Bem", por isso devemos conviver com práticas diversas "dele".

Entre a ciência, os tribunais, os sistemas de comunicação e de controle burocrático, a liberdade desaparece quando o Estado se faz "agente moral". A soma disso nos leva ao controle dos comportamentos.

Há sempre uma relação explosiva entre a intenção de eficácia social e o risco fascista. Quando a política vira moral, estamos diante desse risco.

O Estado hoje entra na sua vida na velocidade da luz. O próximo passo é entrar na sua alma, na sua cama, no seu amor, na criação dos seus filhos, na sua fé e na sua boca. O governo não deve fazer cartilhas "éticas".

Aléxis de Tocqueville no seu magistral livro Democracia na América, antídoto contra a fé cega na democracia, nos chama a atenção para os "detalhes da liberdade".

Defendemos mais a liberdade quando impedimos que o governo entre no cotidiano das pessoas (família, escola, igrejas, sentimentos, virtudes e vícios) do que quando definimos "A Liberdade" em grandes idéias ou políticas públicas. Quanto mais "cega" é a política para os detalhes da vida, menos perniciosa ela é.

A tendência à "tirania dos detalhes" é típica do Estado democrático porque ele se acha um representante legítimo das pessoas (a maioria o elegeu), por isso pensa que deve "definir" o cotidiano delas. Seu modo de legitimação produz sua forma de tirania invisível.

A mania pela saúde, pelo bem comum, pela igualdade, pelo novo, pela construção social de hábitos saudáveis de vida, o ódio à religião (competidora do Estado moderno pela educação das almas) são paixões ancestrais do fascismo.

Típico do espírito fascista é seu amor puritano pela "humanidade correta" ao mesmo tempo em que detesta a diversidade promíscua dos seres humanos. Por isso sua vocação para idéia de "higiene científica e política da vida": supressão de hábitos "irracionais", criação de comportamentos "que agregam valor político, científico e social". O imperativo "seja saudável" pode adoecer uma pessoa.

Na democracia o fascismo pode ser invisível como um vírus. Quer um exemplo da contaminação? Votemos uma lei: mesmo em casa não se pode fumar. Afinal, como ficam os pulmões dos vizinhos? Que tal uma campanha nas escolas para as crianças denunciarem seus pais fumantes?

06/11/2008
Luis Felipe Pondé luiz.ponde@grupofolha.com.br
Artigo originalmente publicado no jornal Folha de São Paulo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MONTEIRO LOBATO E OS FASCISTAS.

Frase de Luiz Felipe Pondé no texto "O filósofo Charles Harper" publicado na edição de hoje da Ilustrada (Folha de S. Paulo): 

 "... deveríamos dar de presente neste Natal (para as crianças) a coleção inteira de Monteiro Lobato só para deixar os fascistas da censura das raças bravos. Se vivessem na Alemanha nazista, esses fascistas fariam fogueiras com livros do Monteiro Lobato."