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quarta-feira, 16 de março de 2011

O VERDE É O NOVO VERMELHO. "Deixemos os fantasmas do clima para os humanistas de amanhã".

bau de textos

João Pereira Coutinho

Não existe coisa mais perigosa no mundo que um homem inteligente munido de uma máquina de escrever. Lembrei essa eterna verdade com livro recente, pequeno e luminoso de Nigel Lawson, ex-ministro inglês e diretor da revista “The Spectator”. O livro se chama “An Appeal to Reason: A Cool Look at Global Warming” (Um apelo à razão: um olhar frio ao aquecimento global, Duckworth, 149 págs.) e é um milagre a sua publicação. Lawson procurou várias editoras e a resposta era sempre a mesma: questionar o aquecimento global? Isso não é apenas crime; é heresia.

Como explicar essa atitude irracional que é a pura negação do espírito científico? Lawson explica: porque o aquecimento global não é uma questão racional; é uma questão de fé, exatamente como outras questões “científicas” que assombraram a Humanidade nas últimas décadas.

Nos anos 60, foi o pesadelo malthusiano de um mundo sobrepovoado e faminto; na década de 70, foi a possibilidade de uma nova era glacial perante a descida acentuada das temperaturas; agora, é um mundo que aquece, glaciares que derretem e águas que sobem, uma espécie de secularização das pragas bíblicas para punição dos excessos “capitalistas”.

A moda do aquecimento global foi sobretudo adotada por órfãos do marxismo, que substituíram uma religião secular por outra. Hoje, o verde é o novo vermelho. Lawson desmonta alguns mitos sem nunca cair no extremo oposto. Sim, o mundo aqueceu 0,5 °C a partir de 1975. Exatamente como sucedeu entre 1920 e 1940, com uma subida de 0,4 °C. Razões da subida?

A resposta automática das patrulhas aponta para um aumento de emissões de dióxido de carbono, em crescendo desde a Revolução Industrial. Infelizmente, a resposta é débil. Primeiro, porque não é possível avaliar a real contribuição do homem para essas concentrações de CO2 na atmosfera (a natureza é responsável pela maior parcela de emissões). E, depois, porque a subida da temperatura não foi uniforme no século 20: entre 1940 e 1975, registou-se um arrefecimento de 0,2 ºC.

Cientistas vários explicam o arrefecimento com a emissão de sulfatos em aerossóis nesse período, prática que entrou em declínio depois de 1975, quando o planeta voltou a aquecer. Mas, se assim é, como explicar o aquecimento anterior a 1940, quando os sulfatos continuavam a ser usados?

Hipótese levantada por Lawson: existem variações naturais de temperatura que não podem ser explicadas pela ação humana. Na Idade Média, houve um acentuado aquecimento a partir do século 11; entre os séculos 17 e 18, registou-se uma pequena idade glacial com descida considerável dos termômetros. O homem medieval e o fidalgo da corte não usavam desodorante.

A conclusão é imediata: sabemos pouco sobre os “comportamentos” do clima; e essa ignorância não deve legitimar a construção de cenários, ou de políticas, futuristas. É possível que a temperatura aumente nos próximos anos, apesar de ter estabilizado desde os inícios do século presente. Mas, se essa possibilidade se verificar, é necessário lembrar que o aquecimento não traz apenas custos; também transporta benefícios, sobretudo nas regiões mais frias. Lawson exemplifica: o Departamento de Saúde do Reino Unido estima que o aquecimento global provocará anualmente 2.000 mortes devido ao calor; mas Lawson relembra que o mesmo Departamento estima igualmente que 20 mil vidas serão salvas do frio. Que fazer, então? Os conselhos de Lawson são pura prudência.

Em primeiro lugar, é preciso abandonar a pretensão de um acordo global (tipo Kyoto) que assenta em premissas questionáveis e jamais será assinado por potências emergentes, como China e Índia. E, se os EUA são os maus da fita, Lawson relembra que as emissões de CO2 têm aumentado mais no Canadá e na Europa, que assinaram o tratado, do que na maléfica América, que o recusou.

Por último, Lawson termina com uma nota de otimismo: a história do homem é a história da técnica; da forma como os seres humanos foram se adaptando às exigências do tempo e do meio. É precisamente essa capacidade de adaptação que permitirá às gerações futuras lidar com os desafios (climatéricos e não só) sem que isso signifique um sacrifício das gerações presentes. O combate à fome, à doença, à proliferação nuclear e ao terrorismo internacional são causas mais prementes, e mais reais, para os humanistas de hoje. Deixemos os fantasmas do clima para os humanistas de amanhã.

 publicado na Folha de S. Paulo em 26/08/2008

A BUSCA POR UMA VIDA SUSTENTÁVEL TORNARÁ VIVER INSUPORTÁVEL

Baú de textos

Título original: As moscas livres

por Luiz Felipe Pondé, para a Folha (junho de 2010)

Sou um herege: acredito mais em horóscopo do que nessa "ciência da sustentabilidade". Duvido desse personagem, "o ativista", que mais parece uma mosca que voa sobre o desespero alheio. Confio na Cruz Vermelha, nos Médicos sem Fronteira, mas desconfio desse personagem.

Pergunto de onde vem essa grana toda. Hoje em dia ser ativista pode ser uma boa pedida para quem gosta de conhecer o mundo e aparecer na mídia como bonzinho. Afinal, quem pagou a conta daquela "flotilha da liberdade" (que brincou com o estado de guerra continuo que o Oriente Médio vive há uns três mil anos)? Santa Klaus?

Imagina só que legal para o book de um ativista poder dizer "I was there"... Tem ativista que vai viver uns vinte anos por conta daquela viagem "humanitária". Vai acabar pousando em campanha publicitária por aí. Voltando a sustentabilidade. Claro que devemos cuidar da natureza. Uma coisa é impedir que uma fábrica jogue lixo no mar, outra coisa é calcular quanto uma pessoa polui o mundo em seu cotidiano e gerar impostos, leis, moral e espiritualidade em cima disso.

Quando se delira com demônios, o ridículo é visível. Mas quando o delírio vem regado a cálculos "científicos", se torna invisível. A modernidade tem um fetiche pelo controle cientifico da vida, não resiste ao gozo da opressão em nome da ciência. Como alguém pode conceber uma "ciência da sustentabilidade" sem a paranoia de uma gigantesca burocracia de controle dos detalhes da vida?

Controlar desmatamento é uma coisa, mas calcular gases emitidos por vacas ou número de voos individuais ou sapatos "não sustentáveis" é loucura. O ordenamento sustentável da vida se tornará um tipo de totalitarismo sem precedentes. E aí chegamos à assustadora alma fascista da cultura verde. Cuidado com o que come, onde anda, como vai ao trabalho, como faz sexo. Não viaje de avião, não coma picanha, não enterre ou queime cadáveres. Não use sapatos, não use casacos (vistam-se com folhas de parreira, talvez?).

Como toda forma de fascismo, sempre se trata, ao final, de uma forma de ódio aos humanos reais, no caso, em nome do amor às lesmas. Ninguém percebe a marca fascista da "ciência da sustentabilidade"? Sistemas totalitários não precisam ser sistemas centralizados, como no modelo do fascismo histórico. Nem tampouco o que importa é o "conteúdo ideológico", mas sim a forma de controle cotidiano de hábitos considerados "poluidores da pureza" desejada.

Basta somar "dados científicos" à máquina gestora do estado e do mercado constrangendo o comportamento com leis, impostos e produtos. E, finalmente, somemos os "Kommandos" (os ativistas) que denunciarão os "poluidores" à gestão da pureza.

Aliás, um parêntesis: os nazistas devem estar festejando a proposta de alguns ativistas antissemitas (sim, eu disse "antissemita", só tolinhos creem na diferença entre antissemita e antissionista) de boicotar a "cultura israelense". Sei que vão dizer que "cultura israelense" não é a mesma coisa que "cultura judaica", mas só os mesmos tolinhos creem nesta diferença.

Os "não sustentáveis" serão a bola da vez. Temo que um dia esses fascistas verdes chegarão a conclusão que (como diz um amigo meu bem esquisito) o canibalismo é a forma mais sustentável de viver. Afinal de contas, qualquer coisa que comamos, estaremos ferindo criaturas com "direitos". Provavelmente advogados verdes defenderão as vacas contra a opressão que sofrem dos carnívoros. Em seguida, será a vez das alfaces terem direitos.

O canibalismo verde pode ser a solução: a pior espécie (os humanos) que já pisou no planeta comerá a si mesma, num ritual macabro de autopurificação em nome da sustentabilidade total.

Por último, tenho uma confissão a fazer. No último final de semana cometi um ato desesperado contra o fascismo verde. Foi apenas um pequeno ato singelo que desaparecerá no oceano dos dias por vir. Queimei com meu charuto uma maldita mosca que voava sobre mim. Minha culpa, minha máxima culpa... Será que já existe alguma ONG denominada "Free Flies" (Moscas Livres)?

* Título utilizado no integras.blogspot.com:
 http://integras.blogspot.com/2010/06/calcular-gases-emitidos-por-vacas-e.html

domingo, 27 de fevereiro de 2011

SECRETÁRIO BRUNO COVAS, REFÉM DO POLITICAMENTE CORRETO?

O jornal Estado de São Paulo publicou entrevista com o deputado Bruno Covas, Secretário do Meio Ambiente de São Paulo, na qual tratou da necessidade de grandes obras de ampliação no Porto de Santos, que ele considera "um gargalo". 

Deve ser dada continuidade ao projeto de ampliação do Porto de Santos?
Sim. É um gargalo muito grande hoje a ampliação do Porto de Santos, sua modernização. A quantidade de caminhoneiros que fica ali esperando para embarcar o contêiner é muito grande.
Mas não dá para fazer isso desrespeitando a legislação ambiental. A gente deve encontrar uma forma de compensação, de garantir a preservação em outros locais.

Por que o zoneamento ecológico-econômico (espécie de ordenamento territorial) na Baixada Santista vem se arrastando há dez anos?
Por que não é fácil colocar no papel o planejamento de uma área que tem a possibilidade de grande expansão com o pré-sal. E a ampliação do porto de Santos é outro tema que acaba dividindo. Algumas áreas, são poucas, fazem com que o processo não se conclua. É prioridade aprovar o zoneamento logo, até para orientar os investidores em que área é possível fazer essa expansão.
Uma das nossas propostas é ampliar o zoneamento ecológico-econômico para todo o Estado de São Paulo, até para ajudar os municípios com seus licenciamentos, sua lei de uso e ocupação do solo. Hoje a gente já tem no litoral norte, tem um projeto para litoral sul e para o Vale do Ribeira.

O senhor pensa em criar novos parques ou áreas de proteção no Estado?
O Instituto Florestal tem estudos em dez áreas do Estado já identificadas para a criação de parques estaduais. Vamos avançar. Até o final deste governo a gente consegue criar novas Unidades de Conservação.

Está em discussão a revisão do Código Florestal. A proposta do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é criticada por pesquisadores e ambientalistas. Que posição o Estado vai tomar?
Eu me reuni no começo de janeiro com o secretário João Sampaio, da Agricultura, para ver se a gente encontra uma solução conjunta. Se é para escolher um lado, claro que estou do lado dos ambientalistas. Mas eu venho do Parlamento, não dá para deixar de acreditar no debate, no diálogo, na construção de uma saída. A preocupação é válida. Não pode desmatar em nome do desenvolvimento. Mas eu acho que é possível, sim, encontrar saídas que agradem a todos. Seria uma contribuição muito grande para o Brasil se São Paulo conseguisse propor um substitutivo.

COMENTO:

A resposta de Bruno Covas indica que é mesmo um político. Por que ele teria que estar, necessariamente, do lado dos ambientalistas? Eles estão sempre certos? Há muita militância nesse meio e muitos interesses ideológicos.

A pergunta, como foi feita pelo jornal, já condiciona a resposta. Quem quereria ficar contra os ambientalistas e pesquisadores que estão criticando o projeto do Código Florestal, se a imprensa engajada e a militância cravaram no imaginário popular a ideia de que basta alguém dizer que é ambientalista para ser visto como especialista e sempre certo?  O projeto do deputado Aldo rebelo também foi elogiado por muitos setores e especialistas, mas já sofre de uma condenação prévia.

Seria mais interessante ele dizer que está sempre ao lado do melhor para o meio ambiente e para a sociedade. Pode ser que seja o Código Florestal, e não os  ativistas que usam o meio ambiente para fazer luta ideológica contra o capitalismo e as atividades empresariais e agrícolas.

Hoje em dia, diz o jornalista João Pereira Coutinho, "os vermelhos são os verdes" 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

POLITICAMENTE CORRETOS. Ou: A nova arquitetura do Inferno.

Vários autores têm refletido sobre um fenômeno recente, o conjunto das atitudes e comportamentos politicamente corretos; isto é, a organização de pequenos grupos de pressão que buscam impor a perfeição ao conjunto social a partir de seus próprios pontos de vista, com justificativas democráticas, geralmente apoiados na crença da infabilidade científica.

No caso do Brasil, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Luiz Felipe Pondé, João Pereira Coutinho, e mais alguns não menos importantes, tratam de examinar o pensamento desses intolerantes há anos.

Fazem a denúncia do ridículo, do absurdo e do perverso de que se trata o "corretismo", sendo chamados de fascistas, reacionários, conservadores, de direita. E, embora sejam um punhado lutando por suas idéias (nem formam um clubinho ou movimento, como fazem os ongueiros politicamente corretos), querendo opor-se à hegemonia de esquerda que domina toda a máquina de comunicação, as universidade e as rodinhas de salão, são realmente perseguidos e isolados como os antigos leprosos, mesmo quando um ou outro consegue um espaço em um veículo de comunicação tradicional.

É como se fosse para assinalar como são democráticos e abertos, os tais veículos. O que é uma evidente ilusão.

Claro que isso não significa que os autores a que me refiro não consigam criar vínculos com dezenas ou centenas de milhares de leitores. E essa ligação é multiplicada por meio de recursos como a Internet e blogs. Olavo de Carvalho é um exemplo disso, basta lembrar que há dez ou 15 anos publicava regularmente seus artigos nos mais importantes jornais e revistas. Hoje está restrito ao Diário do Comércio (SP) e espero que esse corajoso jornal mantenha o professor em suas páginas por muitos anos.  

A perseguição mesquinha é tão verdade que muitos autores de blog, atualmente, nem utilizam suas verdadeiras identidades, devido ao fato de poderem ser perseguidos, demitidos, e isolados, da forma mais abominável possível. Lembro aqui o caso de Alceu Garcia, de quem Olavo de Carvalho publicou excelentes textos sobre Economia, com a seguinte advertência:  "Alceu Garcia não existe. É o pseudônimo de um cidadão que, cercado de esquerdistas por todos os lados, e já conhecendo o tratamento que eles dão a quem ouse contrariá-los no local de trabalho, tem bons motivos para desejar permanecer incógnito. Camuflado ou não, é um excelente escritor, e é com muita honra que apresento e agradeço sua contribuição notabilíssima ao debate que ando travando há tempos com os devotos de Lord Keynes."   

Também convém lembrar a expressão de Reinaldo Azevedo: "dizer sempre o sim é possível até nas piores ditaduras".

Alguns autores assinalam que o pensamento politicamente correto ganhou impulso após a queda do muro de Berlim, do fim da União Soviética e da guerra fria. Foi uma forma de recuperação da esquerda, que perdeu as suas referências tradicionais e passou a lutar por outros caminhos. Diz o cronista português João Pereira Coutinho que hoje os vermelhos são os verdes.

Isto é, pregar o verdismo, repetir o mantra do aquecimento global em tons apocalípticos, combater o agronegócio, falar mal da MacDonalds, são de fato, um novo modo de combater o capitalismo. Ecom um aparente bom mocismo. Conforme a melhor técnica de propaganda, quando você critica algo, preserva o seu contrário. Com isso, o socialismo é preservado.

Contudo, como os países socialistas não fogem ao tempo, ali se encontram os mesmos problemas das economias capitalistas, mas muito mais agravados, devido à falta de democracia e liberdade de expressão, além da ilusão de que "existe almoço grátis" (von Mises). A  imprensa, engajada no esquerdismo, é que não costuma tratar disso. Se trata, é para alguém dizer que nada daquilo se repetirá. E as tiranias se repetem, os tontos com o coração transbordando de esperança renovada, até serem fuzilados.

No fundo, talvez as coisas sejam mais complexas, exigindo maior escavação do terreno. 

Autores especializados nas sociedades tradicionais, como Schuon, Coomaraswamy ou Guénon, vão buscar no abandono dos princípios tradicionais pelo Ocidente, as causas de nossos males atuais. Apontam a instauração da Modernidade como sendo a base do processo de corrosão ao mundo tradicional cristão, levando o Iluminismo a uma separação desnecessária entre Igreja e Ciência, alimentando as diversas ideologias que se apóiam na Ciência para "nos impor um mundo melhor", queiramos ou não. 

Nessa separação estaria a causa fundamental das confusões modernas, e isso fica bem evidente na obra do filho de Ananda Coomaraswamy, Rama Coomaraswamy, "Ensaios sobre a destruição da tradição cristã". A ilusão de que com a Ciência tudo poderá ser resolvido. O método  científico trata do material e do quantificável. A vida vai muito além disso.

A adoração da Ciência como um deus, ou, tratar a ciência como substitutivo para a Religião, é o verdadeiro problema moderno. Como diz R. Coomaraswamy, o homem quebrou seus vínculos com o Absoluto, agora que absolutizar a Ciência. Isso só nos trará sofrimento.

Somos seres capazes de errar e acertar, rir e sofrer, amar e perdoar, e de pensar sobre isso. A redução da complexidade da vida à suposta objetividade científica e à perfeição da máquina ainda nos transformará em formigas.

Os políticamente corretos querem distribuir bondades aos quatro cantos, mas o fazem de um modo estranho, pois não pergutam se os outros estão de acordo. Imaginam que tudo o que imaginam seja para o nosso bem.

Assim, adotam o procedimento fascista, impositivo, para constuir um mundo melhor e mais solidário, limpo, organizado, responsável, auto-sustentável, sem falhas. Esse mundo pode ser examinado nos documentários Soviet Story, ou A arquitetura da destruição.

Alguém poderá dizer, mas isso trata do passado. Não. Isso é para onde o presente nos leva, como em algumas famosas distopias.

A abordagem dos politicamente corretos é demarcar um terreno e ampliar sua importância até que a sombra cubra todo o território. Usam Ongs, a imprensa, o barulho. Não admitem o pensamento contrário, pois estão mergulhados na certeza de que é possível obter a perfeição na Terra. Para eles, os fins justificam os meios.

Cristo disse que seu reino não era este. Os novos messias dos bons tempos são mais apressados, querem o paraíso aqui e agora. Não importa o preço a pagar. Não entendem que o inegociável não tem preço.

O paraíso cristão não é aqui; aqui pode-se apenas viver, com todas as suas implicações.

Ou construir um inferno, como estão tentando. Construir infernos sempre é possível.










































quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O SOCIALISMO DO FUTURO: VERDE POR FORA, VERMELHO POR DENTRO.

Os quitutes do prof Van Huis

Extraído do site Mídia Sem Máscara (http://www.midiasemmascara.org/)

Luis Dufaur | 03 Fevereiro 2011

 Não há limites para o ridículo quando o objetivo é impulsionar a derrocada civilizacional por meio da estratégia "verde".

O professor Arnold van Huis, da Universidade Wageningen, Holanda, e seu colega Dennis Oonincx, promovem a idéia de comer insetos para salvar o planeta, no contexto de um plano promovido pela FAO.
Quiche de minhoca ou larva de besouro, rolinho primavera de grilo e outros pratos feitos com insetos nauseabundos estão no cerne de uma "dieta saudável, barata e ecológica", cujo estudo foi encomendado pelo órgão da ONU contra a fome.

Para o ativista holandês uma das grandes vantagens dessa sub-alimentação é que "ajuda a reduzir o aquecimento global", noticiou "El Mercurio", de Santiago de Chile. Desde já, esta fórmula talismânica garantiu notoriedade midiática ao promotor.
O professor de entomologia tropical somou-se a cruzada para "cambiar os hábitos tradicionais de alimentação e introduzir os insetos na dieta ocidental", banidos após séculos de civilização.
Para van Huis, esses insetos seriam por excelência um alimento "verde" que solucionaria a "crise" alimentar no mundo, a pretensa diminuição dos recursos naturais e a cada vez mais refutada mudança climática.
Van Huis não está só. Junto com uma equipe voltou à carga contra a agropecuária, ao comparar as emissões de gases estufa por parte do gado e dos insetos.
Os resultados, a priori previstos, acabaram dando que criar insetos gera dez vezes menos gases causadores do aquecimento global. A crítica volta-se não apenas contra os bovinos, mas também suínos e as aves.
A equipe defende uma evidência: é mais fácil e barato criar insetos. Aliás, é só ver quando chega a praga. Na procura de qualquer argumento, o estudo destaca que os insetos consomem menos água ‒ para a "religião verde" a água doce está em perigo de acabar ‒ que os quadrúpedes e os galináceos.
O holandês promove a escola de gastronomia "Rijn IJssel" que elabora receitas para engolir com aparências de gostoso minhocas, grilos e escaravelhos. Em conferencia pública na Universidade de Wageningen, defendeu diante do auditório que o "único necessário para salvar a selva, melhorar a qualidade da dieta e a saúde, reduzir as emissões de CO2 e gastar menos dinheiro em alimentação é simplesmente comer insetos".
A FAO, organização da ONU para lutar contra a fome se diz preocupada pelo aquecimento global e o aumento da área dedicada à criação do gado, e se propôs trabalhar para reduzir o consumo de carne mundial.
Para esse efeito, promoveu na Tailândia em 2009 um encontro nesse sentido e o professor van Huis é nada mais e nada menos que o relator de um dos projetos combinados naquela ocasião: comer insetos, revelou "
The Guardian".
Van Huis reproduz a vulgata da "religião verde" e conclui o dogma bem conhecido segundo o qual a Terra não poderá mais alimentar os homens se estes continuam tendo filhos e consumindo nos níveis atuais.
Historicamente o consumo de insetos é caraterístico de povos e tribos degradadas. Em certos contextos, tem uma conotação supersticiosa, ligada a crenças primitivas sobre poderes mágicos ou divinos de animais até venenosos e danosos, como escorpiões e cobras.
Em países que a implantação rápida da utopia socialista gerou, como é de praxe nesses casos, espantosas fomes, a ingestão de animais repugnantes significou a salvação para os desesperados.
Em alguma proporção esses hábitos alimentares repulsivos ainda perduram em países como a China ou o Camboja, misturados com superstições pagãs imemoriais.
A proposta da FAO é reveladora do fundo do falso ambientalismo catastrofista: degradar os povos civilizados e precipitá-los nos horrores do primitivismo e do socialismo.

(Publicado com o título: FAO promove comer insetos nauseabundos para "salvar o planeta".)
Luis Dufaur edita o blog Verde: a cor nova do comunismo - http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/