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quinta-feira, 7 de abril de 2011

CHEGA DE PATRULHEIROS DO POLITICAMENTE CORRETO. PRECISAMOS DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Bolsonaro pode ser um tonto, mas tem o respaldo da Constituição. Como cada um de nós.

Com a correria dos últimos dias não tive tempo de tocar num assunto muito importante. A questão que envolve as declarações contundentes ou exageradas, às vezes meio idiotas,  do deputado Jair Bolsonaro, e as reações, emocionais, histéricas, ou razoáveis de vários segmentos sociais, ou personalidades.

O deputado tem o direito às opiniões dele,  não somente devido à imunidade parlamentar. Mas também tem todo o direito às opiniões dele como cidadão brasileiro. A nossa Constituição garante a total Liberdade de Expressão.

Como Bolsonaro ou qualquer outro cidadão não podemos cometer crimes (ou até podemos, mas são crimes), pois para crimes há leis que os definem e punições específicas. Pode ser que o deputado tenha cometido crime de racismo. Mas isso terá que ser apurado pelas autoridades. Somente a Justiça poderá dizer se cometeu crime.

Quanto às demais opiniões dele, por mais bizarras que sejam, é outro departamento. Já pensaram se todo mundo tivesse que concordar com ele ou com quem o critica?
Uma sociedade aberta, livre, com garantias constitucionais, como a nossa, pode gerar
situações tensas como a decorrente das declarações do deputado sobre homossexualidade ou sobre o projeto da Lei da Homofobia. Mas ele é livre para dizer o que pensa. Assim como qualquer um de nós.

Pode ser até, dado que é político, que esteja  sendo sincero e, com isso, poderá ganhar ou perder votos. O risco é todo dele. Político corre riscos também. Sobre perder o mandato não creio, a não ser que a questão do racismo (iniciada na pergunta da Preta Gil) realmente se configure como crime, depois de tudo muito bem apurado. Se foi crime, que pague, como qualquer um pagaria. A ministra Luiza também andou falando umas coisas meio estranhas. Ministros também devem subordinar-se às leis.

O Brasil anda muito voluntarioso, as ONGs ativistas muito cheias de vontades e não-me-toque. Mas a Democracia é um regime um pouco complicado mesmo,  porque precisamos aprender a conviver com as divergências. Não podemos só querer ganhar no grito.

Gritos nunca são bons argumentos. Aliás, na Democracia precisamos aprender a respeitar a Lei. Mas respeitar a Lei não é impor aos outros os nossos pensamentos e nem querer emparedar quem pensa diferente. Isso é coisa de autoritário fascista. E muita ong libertária está merecendo levar esse carimbo. Autoritários. Fascistas.

Aliás, quando gritam, escondem (ou escancaram!) a falta de argumentos.

Dito isto, vou reproduzir, aqui, o texto de dois leitores homossexuais que se manifestaram enviando seus comentários ao blog do jornalista Reinaldo Azevedo, ancorado no site da Veja, um dos principais jornalistas do Brasil. Reinaldo faz análises, não reportagens. Mas, mesmo sem  ir à rua, dá lições de Jornalismo diárias. É uma verdadeira Universidade do Jornalismo.

O problema é que muitos jornalistas, sem humildade, e que não querem aprender, porque acham que já sabem de tudo, não querem gastar um tempinho para aprender o que é saber usar a Lógica, e não o fígado para apreciar os fatos.

O problema crucial do Brasil, neste campo, é que centenas de jornalistas trabalham com antolhos ideológicos. Sem isso, desmontam no vazio.

Vamos lá:

Texto 1. Leitor que se identifica, nos comentários, como Sherlock:

“Rei, deixei comentário no post anterior (sobre Marcelo Tas e sua filha Luiza), mas acho que deveria ter postado neste…
Sou homossexual e subscrevo as palavras da Luíza. O Bolsonaro que diga o que bem entender. Ou agora todo mundo é obrigado a gostar de gays ou qualquer outra categoria que o politicamente correto nos obrigue?
Finalizando, mas não menos importante: se algum dia eu for agredido por ser homossexual (o que, espero, nunca aconteça), recorrerei à Justiça contra o agressor, mas não por ser homossexual, e sim porque a lei pune a agressão: contra héteros, gays, brancos ou negros."

Texto 2. Leitor sem identificação:

“Olá, Reinaldo.
Li seu texto com um nó na garganta. Leio diariamente seu blog, até quando não deveria (p.ex., no trabalho rs). Sua inteligência dispensa comentários, mas sua sensibilidade me surpreende sempre que você compartilha conosco suas opiniões e vivências de foro mais íntimo. Eu tenho de parabenizá-lo mais uma vez por um belíssimo texto, que me levou a refletir.

Meu pai morreu quando eu tinha sete anos. Lembro que ele era um pai maravilhoso, que adorava me carregar sentado no ombro dele para onde quer que ele fosse. Lembro que, às vezes, eu percebia no olhar dele (e crianças percebem tudo!) uma certa tristeza - ou apreensão, não sei - em relação a mim, que eu não entendia, mas hoje entendo: eu já era gay, embora ainda inconsciente disso, e meu pai sabia. Nasci assim.

Tive uma família maravilhosa, cheia de figuras masculinas que eu admiro e que me inspiram: meu avô, que foi meu grande ídolo, meus tios “machões”, que se desdobravam para compensar a perda do nosso pai e que, até hoje, são meus melhores amigos. Eu penso que meu pai, se vivo, pensaria como você. Eu penso que ele me amaria porque ele já me amava. Eu espero um dia que todos nós vivamos num mundo onde cada um tenha a liberdade de ser o que é e de ser respeitado - respeitando - na sua singularidade, sem paternalismo, sem condescendência e sem direitos especiais em relação a ninguém.

O deputado Bolsonaro tem seus valores, que são frutos da sua história; quer eu concorde com eles ou não, o fato é que eles refletem os valores de muitos brasileiros, e ele, como representante dessa parcela dos brasileiros, tem todo o direito de falar. Acho até bom quando se tem a oportunidade de debater temas delicados no Brasil, onde tudo é acomodado e varrido para debaixo do tapete. Gosto da qualidade do debate que você faz no seu blog, que, não à toa, é o melhor blog de opinião e análise do Brasil. Obrigado por este texto.”

É preciso dizer mais alguma coisa depois dessa  lucidez?

O texto de que trata o leitor 2 , intitulado Pais e Filhos, está linkado ao final deste post.
Leiam com a atenção que ele merece, e vejam se os dois leitores não têm razão em terem dito o que disseram.

Chega de idiotice politicamente correta no Brasil. Precisamos que as pessoas possam dizer o que pensam, como pessoas, não como expressões de segmentos políticos organizados que querem impor suas verdades aos outros calando quem pensa diferente.
Sejam elas índios, gays, mulheres, homens, feministas, negros, brancos, asiáticas, altas, baixas, gordas, magras, feias, bonitas, ricas, pobres, religiosas, ateus, atoas, certas ou erradas. Chega dessa patrulha nojenta, preconceituosa, que deturpa a inteligência e é, muitas vezes, expressão de mau caráter.

Este post é em homenagem ao grande jornalista Reinaldo Azevedo.


http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pais-e-filhos-2/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A FALSA VISÃO DO JORNALISMO, DA VERDADE E DAS LEIS

Não é a verdade que lhe interessa, mas fazer parte da grande narrativa politicamente correcta.

O tumulto na Rua Muçulmana é já um case study. A maioria dos jornalistas ocidentais relatou os acontecimentos com simpatia e até, em alguns casos, com um entusiasmo e um fervor que estariam bem em actos de agit-prop, mas que estão a léguas da informação neutra e tão objectiva quanto possível a que os códigos deontológicos obrigam.
A violência exercida contra jornalistas é o exemplo perfeito deste bias.
Os ataques a jornalistas, quando levados a cabo por indivíduos afectos a certos grupos dos "maus", são relatados com paixão, pormenor, indignação e abundante adjectivação. E são, sem excepção considerados como demonstrativos da maldade intrínseca desses grupos.
Mas tem também havido ataques igualmente brutais levados a cabo pelos "jovens" que, nas palavras entusiasmadas dos jornalistas, "lutam pela democracia e pela liberdade", pese embora não ser possível resumir os acontecimentos a clichés tão simplistas. E o modo como estes ataques são relatados, quando o são, é completamente diferente. De um modo geral são escamoteados, relatados em poucas linhas, com omissão de pormenores importante, sem contextualização e, muito importante, evitando associá-los ao grupo de onde provêm.

veja.abril.com
 O caso Lara Logan é paradigmático
A jornalista americana da CBS, de origem judia, foi violada e brutalizada por dezenas de "jovens lutadores da democracia".

 Ora isto não quadra nas narrativas épicas com que os manifestantes têm sido retratados, pelo que a CBS só deu conta do caso vários dias depois, omitindo as caras dos brutos e o facto de que gritavam "judia, judia, judia" enquanto se cevavam na jornalista. E o follow up tem sido tépido, de um modo geral passando a ideia de que se tratou apenas de um acto odioso de alguns indivíduos que, de modo nenhum, é representativo da sua cultura grupal, nem coloca em causa a narrativa de jovens idealistas e modernos, manifestando-se pacificamente pela democracia.

A que se deve isto?

Na minha opinião, tem a ver com (mais) um efeito perverso do multiculturalismo e de excrescências da luta de classes. Segundo esta visão, prevalecente nos media ocidentais, o que importa não é o acto, mas sim a que grupos pertencem quem o comete e quem o sofre.
Se o acto é cometido por indivíduos dos grupos "opressores", ou "dominantes", (brancos, ricos, judeus, ocidentais, homens), ele revela o carácter perverso da sua cultura e dos seus valores e é exposto e reportado de imediato, sem tergisversações e meias palavras.
Se é cometido por indivíduos dos grupos vistos como "oprimidos", "explorados", "dominados", enfim, pelo "underdog" ( negros, muçulmanos, pobres, minorias sexuais, etc), é relativizado, escamoteado, descontextualizado e, de modo algum pode ser utilizado como prova de que há algo de errado com a cultura e os valores desses grupos.  É a esta luz que se pode compreender o modo como a imprensa ocidental ignorou determinadamente a misogenia islâmica, e a violência, tão presentes e visíveis na Praça Tahrir.

Não é a verdade que lhe interessa, mas fazer parte da grande narrativa politicamente correcta. Nesta narrativa, uma vítima só o é verdadeiramente quando pertence a um grupo "oprimido" e foi vitimizada por um indivíduo de um grupo "opressor".

Se esta geografia não estiver presente, o caso merece menos atenção. É por isso que quando são os "oprimidos" a vitimizarem outros "oprimidos", tudo se passa, em termos de cobertura noticiosa, muito mais discretamente e com explicações e justificações. Por exemplo, quando o Hamas matou centenas de palestinianos da AP, em Gaza, não houve grandes reportagens, indignações, ou caixas.

O Sudão é outro exemplo
Quando elementos dos grupos "oprimidos" atacam elementos dos grupos "opressores", a identidade grupal dos agressores é o mais possível diluída, como se pode ver na nossa própria televisão que reporta actos criminosos levados a cabo por certos gangues, como tendo sido cometidos por "jovens", sem referir a sua etnicidade que é, muitas vezes, o factor relevante no acto.

Chega-se ao ponto de não ser possível compreender o que se passa e as motivações envolvidas, como aconteceu há tempos num bairro de Lisboa, numa confrontação entre "grupos rivais" que só depois se percebeu, ao ver as imagens, ser entre negros e ciganos. Mas se um skinhead atacar um indivíduo de um "grupo vítima", não é de estranhar que haja notícia de 1ª página com títulos do tipo: "Crime racista-Skinhead ataca jovem negro".

O mesmo bias se pode observar facilmente quando a imprensa relata os crimes do quotidiano. Um crime cometido por um indivíduo que é militar, por exemplo, merece títulos como "militar mata comerciante". A ideia subjacente é, obviamente, a de que o crime tem algo a ver com a condição profissional do autor, uma vez que os militares são vistos como um grupo "opressor". Se o criminoso é operário, a profissão já não parece relevante e o título será, por exemplo, "homem mata comerciante".

Isto é assim mesmo e trata-se claramente daquilo que em inglês se designa por "bigotry", um tratamento preconceituoso para com certos grupos. É socialmente aceitável, mas é também revelador de uma espécie de novo racismo que recusa colocar todos os indivíduos sob o mesmo escrutínio moral, remetendo os juízos de valor para a identidade e a pertença grupal.

Neste caso das agressões a jornalistas, tanto Lara Logan como outros jornalistas, como Anderson Cooper, da CNN, foram vítimas, não pelo que são, não por pertencerem a este ou àquele grupo, mas pelos actos de que foram alvo. E quem os atacou são criminosos pelo que fizeram e não por pertencerem ou não a determinado grupo.

Na verdade, enquanto os jornalistas não se compenetrarem de que devem reportar sem tomar partido e sem se envolverem ideologicamente, teremos propaganda a mais e informação a menos.
Alberto Gonçalves é articulista do jornal português Diário de Notícias.
reproduzido do site:      http://www.midiasemmascara.org/mediawatch

JUIZ DO PARÁ CENSURA JORNALISTA E AMEAÇA COM PENA DE PRISÃO.

http://www.freedomsphoenix.com

Há alguma coisa errada com o ensino do Direito, no Brasil. Embora as decisões judiciais possam ser contestadas nos tribunais, juízes brasileiros parecem agir de forma cada vez mais arbitrária.
Os estudantes de Direito parecem estar aprendendo noções que entram  em choque com o fundamental no Estado de Direito, o respeito à Constituição e às leis. Os juízes podem decidir como quiserem, mas parece que estão querendo consertar o mundo, ou impedir que denúncias de crimes melhorem o ambiente geral da Sociedade. 
Este assunto ainda poderia ser alvo de estudo em algum trabalho de pesquisa, pois ajudaria a esclarecer o que está havendo em nossas faculdades de Direito. Será que já há alguma disciplina que trate do Direito Achado na Rua, como costuma escrever o jornalista Reinaldo Azevedo?  
AE - Agência Estado
O juiz da 4.ª Vara Federal do Pará Antonio Carlos Campelo intimou o jornalista Lúcio Flávio Pinto, que há 23 anos edita em Belém o Jornal Pessoal, a não publicar, sob pena de prisão em flagrante, processo criminal e multa de R$ 200 mil, qualquer notícia sobre o envolvimento de quatro pessoas, entre elas Rômulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana - proprietários do jornal O Liberal, TV Liberal e várias emissoras de rádio -, em fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
O processo em que a dupla é acusada de crimes contra o sistema financeiro nacional, no valor de R$ 3,3 milhões, corre sob segredo de Justiça desde a semana passada, embora esteja em tramitação desde 2008. Na edição da primeira quinzena de fevereiro, o Jornal Pessoal relatou com detalhes a audiência realizada no dia 1.º passado.

http://www.kelleymeister.com/blog/?p=465
Segundo o jornalista, Ronaldo chorou diante do juiz e Campelo teria feito perguntas genéricas aos réus, sem relação direta com os fatos imputados. "O tom da audiência foi tão cordial que no início da sessão o magistrado perguntou ao réu se poderia chamá-lo de doutor. Ao final, se levantou para cumprimentá-lo e aos seus advogados", escreveu Lúcio Flávio Pinto.
Ele disse ao jornal O Estado de S. Paulo que vai cumprir a determinação judicial, mas pretende recorrer, "em defesa do direito constitucional à liberdade de imprensa, com hierarquia superior ao segredo de Justiça".
Procurado, o juiz Antonio Carlos Campelo pediu que o jornal fizesse perguntas por e-mail sobre o caso. Isso foi feito, mas até o fechamento da edição o juiz não mandou as respostas. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A REPÚBLICA BOLIVARIANA DO BRASIL

Terça-feira, Fevereiro 22, 2011
Aluizio Amorim
  
O nível de boçalidade da denominada grande imprensa brasileira atinge um grau jamais visto. Além de permanecer praticamente calada ante o verdadeiro golpe à Constituição da República, ajuda a abastardar o Congresso apoiando a concessão de poder discricionário à Dilma que passará a governar por decreto. Dirão que isso se refere apenas ao salário mínimo. Ao que eu retruco: foi assim que Hugo Chávez iniciou a sua escalada ditatorial.

Agora há pouco, no portal do grupo RBS, o site do Diário Catarinense deu destaque para a seguinte chamada: Projeto do mínimo irá direto ao plenário sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto dessa matéria é um press-release ordinário da Agência Brasil, que procura revestir-se de isenção mas que induz o leitor a concordar com a aprovação do caráter de urgência da matéria, fato que a desobriga passar pelo crivo da CCJ antes de ir ao plenário.

É o jornalismo petista que fincou as suas garras em todas as redações. Mas esses jornalistas não são apenas petistas, são burros mesmo e os que são egressos dos cursos de jornalismo já sofreram a lavagem cerebral dos professores cuja maioria jamais pisou numa redação de jornal sendo apenas militantes do esquerdismo bocó.

Na Venezuela pelo menos uma boa parte dos jornalistas luta contra a ditadura bolivariana de Hugo Chávez, enquanto no Brasil são os próprios jornalistas a linha de frente do petismo. Haja vista que os órgão de representação dos jornalistas brasileiros foram transformados em aparelhos ideológicos do PT e são todos filiados à CUT.

Entre o chavismo bolivariano e o petismo brasileiro há apenas uma diferença de método. Lá, Chávez tem de prender jornalistas, como fez com Gustavo Azócar e lançar líderes da oposição nos calabouços do regime, como fez com Alejandro Peña Esclusa.

Aqui, a Dilma conta com os próprios jornalistas para pisotear a Constituição. Daí porque a baranga encheu a boca no ato de comemoração dos 90 anos da Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, para defender uma imprenssa livre.

Claro, ela estava justamente dentro de um aparelho do PT, donde se conclui que os petistas não desistiram e nunca desistirão de perpetuar-se no poder e calar a imprensa. A imprensa já está calada sem qualquer censura e passou a ser um peça fundamental desse cabuloso plano petista de domínio absoluto não apenas dos três Poderes da República, mas sobretudo das organizações da sociedade civil. O Executivo já está no papo no PT. Com este episódio do decreto do salário mínimo deduz-se que o Legislativo é fava contada enquanto ao Judiciário caberá atirar a pá de cal no que resta de democracia.

No âmbito da sociedade civil, praticamente todas as suas organizações, a começar pelos sindicatos de trabalhadores, foram aparelhados. Na área sindical patronal observa-se uma devoção ao petismo, restando independente apenas a Confederação da Agricultura, enquanto Kátia Abreu permanecer na sua presidência.

No dia em que a Confederação da Agricultura cair aos pés do PT esse ciclo de transição para o modelo chavista no Brasil estará consumado e, como ocorre na Venezuela, as prateleiras dos supermercados e as feiras não terão muito o que oferecer aos consumidores. Fechando o pano desse espetáculo do absurdo os brasileiros gastarão boa parte de suas vidas nas filas da estatal que será criada pelo PT para distribuição de cupons para a aquisição de comida que então estará racionada.

Viram? Um outro mundo é possível.

Leiam mais no blog:

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"A LIBERDADE OCIDENTAL É UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE MANIPULAÇÃO DAS MASSAS"

Os Atentados Terroristas 
Rodrigo Constantino
5 de janeiro de 2009

“Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância.” (Karl Popper)

Não é justo condenar todos os muçulmanos pelo terrorismo moderno, mas não dá para negar o fato de que vários atentados terroristas modernos são obra dos muçulmanos. O fundamentalismo religioso islâmico, ao lado do separatismo e do nacionalismo, são as principais causas do terrorismo atual. Impressiona como tanta gente, com o apoio da mídia parcial que divulga sua agenda “politicamente correta”, consegue distorcer tanto os fatos, ignorar sinais claros, e concluir tanto absurdo. O terrorismo fica isento, assim, de uma análise mais objetiva, cedendo lugar ao relativismo cultural e às emoções instintivas, que condenam Golias e defendem Davi independente da questão da justiça.

Selecionei abaixo apenas alguns atos terroristas recentes, todos praticados pelos islâmicos fundamentalistas. Seu objetivo é destruir o ocidente e seus valores, como a democracia e a liberdade. Mas eles usam essas mesmas ferramentas como armas, pois é desigual lutar quando apenas um lado tem que respeitar as regras do jogo. A liberdade ocidental é utilizada como instrumento de manipulação das massas. O próprio povo ocidental acaba condenando o ocidente e contribuindo para o avanço daqueles cujo único objetivo é o totalitarismo. Nada disso é novo. Os métodos são muito semelhantes aos utilizados pelos comunistas. Trata-se de uma cultura do ódio, que faz milhares de vítimas através da alienação. Não é mera coincidência tantos comunistas defenderem os terroristas islâmicos contra o “império americano”. Vamos à cronologia de alguns eventos:

1979 - 80 iranianos invadiram a embaixada americana do Teerã e fizeram 52 reféns, durante 444 dias;

1980 - 6 terroristas islâmicos tomaram a embaixada do Irã em Londres e mataram 2 pessoas;

1981 - Membros da Al Jihad assassinaram o presidente do Egito;

1983 - Integrantes do Hesbollah com o apoio da Líbia e Irã explodiram com bombas suicidas a embaixada americana de Beirute, matando 63 pessoas;

1983 - Novamente o Hesbollah jogou um caminhão com explosivos na embaixada americana, agora do Kwait. Ataques adicionais foram feitos a embaixada francesa, a apartamentos de empregados da Raytheon, com 5 mortos e 80 feridos;

1984 - Ataque com bombas na embaixada americana no Líbano, matando 24 pessoas;

1985 - Terroristas trabalhando para o governo da Líbia bombardearam o aeroporto de Viena e Roma, matando 20 pessoas;

1988 - Uma bomba explodiu no vôo da Pan Am matando 270 pessoas na Escócia;

1992 - O Hesbollah bombardeia a embaixada israelense em Buenos Aires;

1993 - Um carro-bomba explodiu no World Trade Center, matando 7 e ferindo centenas. Bin Laden estava por trás;

1993 - 18 membros das tropas americanas em missão humanitária foram mortos na Somália, com envolvimento de Bin Laden;

1994 - Hesbollah atacou um centro cultural israelense em Buenos Aires;

1995 - Caminhão-bomba explodiu na Arábia Saudita matando 7 americanos da Guarda Nacional em treinamento;

1996 - Novo atentado na Arábia Saudita mata 19 militares americanos;

1996 - O Talibã concluiu a conquista do Afeganistão, tomando sua capital Cabul, e criou centros de treinamento terrorista enquanto o mundo ocidental nada fez;

1997 - Bin Laden declarou, em entrevista a CNN, a jihad, guerra islâmica, contra os Estados Unidos;

1998 - Bin Laden publica declaração com objetivo claro de que é dever de cada muçulmano matar americanos civis ou militares, assim como seus aliados;

1998 - Um carro-bomba explodiu na embaixada americana da Quênia, e poucas horas depois outra explosão na embaixada da Tanzânia. O total de mortos foi de 224 civis, e mais de cinco mil feridos;

1998 - A ONU (finalmente) reconheceu o massacre no Afeganistão cometido pelo Talibã, por razões étnicas, totalizando cerca de seis mil mortos;

1998 - Bin Laden diz em entrevista que guerra contra América será muito maior que guerra contra URSS, e que o futuro dos Estados Unidos é negro;

1999 - Separatistas islâmicos da Chechênia bombardearam prédios em Moscou, matando 212 pessoas;

2000 - Ataque suicida no navio americano USS Cole, no Yemen, matando 17 tripulantes e deixando 37 feridos;

2001 - Explosão em uma discoteca de Tel Aviv matando 21 adolescentes e deixando 70 feridos. A autoria foi do Jihad Islâmico, o mesmo grupo terrorista que iria pouco tempo depois matar mais 16 israelenses num restaurante de Jerusalém;

2001 - Ataque ao World Trade Center e Pentágano, com estimativa de um total superior a três mil mortos;

2001 – O Hamas realizou três ataques em Jerusalém e Haifa, deixando 30 mortos e 150 feridos;

2002 - Atentado terrorista em Bali, com mais de 180 mortos e 300 feridos;

2002 – O Fatah e o Hamas praticam vários atentados terroristas em Israel, deixando centenas de mortos no total;

2003 – Mais de cem pessoas morrem em Israel vítimas de atentados terroristas assumidos pelo Fatah, Hamas e Jihad Islâmica;

2004 - Explosão em trem mata mais de 200 e fere mais de dois mil em Madri;

2004 – Atentado terrorista numa escola em Beslan, na Ossétia do Norte, matando 339 pessoas, na maioria crianças. A autoria foi dos chechenos islâmicos;

2005 – Londres foi vítima de uma série de explosões de bombas que atingiram o sistema de transporte público, deixando mais de 50 mortos e 700 feridos;

2005 – Novo atentado terrorista gera pânico em Bali, na Indonésia, levando à morte pelo menos 32 pessoas e ferindo outras 100;

2006 – Atentado terrorista matou mais de 180 pessoas e deixou outras 400 feridas em Mumbai, na Índia;

2007 – Dois atentados a bomba em Argel, capital da Argélia, deixaram 67 mortos, sendo 11 delas inspetores da ONU, e quase 180 feridos;

2007 – Foram detidos na Alemanha três terroristas islâmicos acusados de planejar atentados contra instituições americanas no país. Com eles foram apreendidos explosivos equivalentes a 550 quilos de TNT. Eles eram integrantes da Jihad Islâmica;

2008 – Alguns ataques terroristas matam quase 30 pessoas no Paquistão e deixam outras 100 feridas;

2008 – Quase 80 pessoas foram mortas em Mumbai numa série de ataques conduzidos por terroristas islâmicos principalmente contra os grandes hotéis da cidade;

Esses são apenas alguns destaques da longa lista de atentados terroristas mais recentes. Alguém realmente acha que a paz pode ser obtida com diplomacia e conversa? Alguém consegue condenar Israel por tentar se defender no meio de tantos fanáticos que simplesmente não aceitam sua existência? Alguém pode sinceramente pregar a conversa com um grupo como o Hamas como meio para a desejada paz? O que esperar de gente que usa as próprias crianças como escudo humano ou bomba contra o inimigo, ou que ataca o inimigo objetivando deliberadamente matar suas crianças inocentes? É possível conversar com gente assim? Seria tão ingênuo acreditar nisso como foi a crença de que bastava conversar com Hitler para evitar a guerra. Infelizmente, a realidade é bem mais dura do que muitos românticos gostam de supor. A escalada terrorista está diretamente associada ao fanatismo islâmico, e não há diálogo racional quando o inimigo não aceita seu direito de existir. O modelo ocidental, a liberdade individual e religiosa, a democracia, tudo isso representa uma enorme ameaça aos objetivos dos fanáticos religiosos do Islã, que demandam total submissão ao seu livro sagrado. Islã, por sinal, quer dizer justamente “submissão”.

Não parece nada racional oferecer rosas para quem deseja passionalmente te exterminar do mapa. O fundamentalismo islâmico é um atraso de vida, e seus discípulos desejam o retrocesso de séculos de avanço iluminista no mundo ocidental. Compreender isso, e o corolário de que é totalmente tola a crença de que é possível ser tolerante com tamanha intolerância, é um bom começo para salvar o progresso ocidental, tão odiado por todos que lamentam o término da Idade Média.
posted by Rodrigo Constantino at 9:44 AM
http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/01/os-atentados-terroristas.html 

TUDO O QUE DILMA ESPERA DA IMPRENSA.


REINALDO AZEVEDO (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)
23/02/2011
 às 6:45

Dilma me envia um e-mail rasgando elogios ao blog e a vocês, comentaristas! Calamos os petralhas, hein!? O que eles dirão agora?

Dilma Rousseff me manda um e-mail afirmando que faço a coisa certa. Obrigado, presidente — que esse papo de “presidenta” como exigência é  coisa da Marta analfabente! Segundo Dilma, estou entre aqueles, não muitos, que cumprem o que ela considera o correto nessa profissão. Diz a chefe da nação na mensagem pessoal:
“Reinaldo.
Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais (…) Com uma democracia tão nova, devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
A presidente foi supergenerosa com o meu trabalho“A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais.” Antenada com o que acontece, ela também falou de vocês, leitores, dizendo entender que o desafio deste blog é“oferecer um produto que não perca profundidade”, sabendo “como tornar as críticas dos leitores um ativo (…)”.
Sobre este blog, disse a soberana: “A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais, as discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas e, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão” Para afastar qualquer sombra de ambigüidade, ela especificou muito bem que se trata de uma liberdade, que, “obviamente, se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.”Obviamente!!!
A presidente estava mesmo num dia iluminado. Ao analisar as escolhas feitas por este blog, afirmou sem palavras ambíguas:
“Nós, quando saímos da ditadura, em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira. A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.”
Respondendo à canalha que vive pedindo “põe ele de castigo, Tia!”, ela afirmou:“E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.”
Dilma, definitivamente, no e-mail que me mandou, liberou o badaró da liberdade de expressão: “Reitero sempre que, no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Caminhando para o encerramentoBem, é claro que se trata de uma ironia. É preciso avisar antes que os petralhas gritem: “Ele está mentindo!!!” Como costumo dizer, numa ironia um tanto herbívora, Swift seria condenado ainda hoje por incitar o canibalismo contra crianças… Dilma, obviamente, não me mandou e-mail nenhum! Essas coisas todas, ela as afirmou anteontem à noite sobre a Folha de S. Paulo, na solenidade dos 90 anos do jornal.
Faço essa graça porque julgo praticar aqui também aquilo tudo que Dilma diz esperar da imprensa. Se 10% do que dizem sobre a soberana for verdade, ela certamente fica com Santo Agostinho, preferindo quem a critica porque a corrige àqueles que a elogiam porque apegados ao vício da genuflexão.
Dilma pode contar comigo: eu não permitirei jamais que ela vislumbre de novo a fuça do autoritarismo de direita ou de esquerda. Estarei aqui para lembrar que são preferíveis as “vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Isso é a minha cara! É a cara de vocês!!!
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

AFINAL, QUAL O PAPEL DA IMPRENSA NA DEMOCRACIA?


Faço questão de reproduzir, integralmente, este post do Coronel, do blog Coturno Noturno, porque o autor é dos mais importantes observadores do comportamento maroto, mentiroso e covarde da Imprensa.
E os jornalistas alinhados com o governo (além do interesse dos veículos nos milhões gastos pelo Governo por ano em anúncios, muitos de natureza duvidosa) ainda tem a cara de pau de dizer que há uma imprensa golpista. 
Se a Imprensa deu ou quer dar algum golpe, foi no Código de Ética, na técnica de produção de reportagens, nos métodos de aferição jornalísticos, e acabará dando um na Democracia.
Exceto alguns jornalistas persistentes, a maioria hoje parece trabalhar nas assessorias de comunicação. Nada tenho contra as assessorias, mas assessoria trabalha com  informação e propaganda. Jornalismo é outra coisa. 
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

O Brasil merece uma imprensa melhor.

Para que servem as campanhas eleitorais? Para que a opinião pública seja informada das propostas de cada candidato.  Para, a partir das promessas e compromissos assumidos por eles, fazermos as nossas escolhas. Para isso são destinados centenas e centenas de milhões dos cofres públicos. Somos submetidos a infindáveis minutos de horário eleitoral gratuito, que nos roubam o único lazer barato: a televisão. Somos atacados em nossas privacidades por emails, cartas, telefonemas.
As ruas são transformadas em um imenso outdoor, onde os partidos e seus representantes reafirmam o que disseram no rádio e na TV. E temos as pesquisas eleitorais. Primeiro, mensalmente. Depois, semanalmente. Ao final, diariamente, elas comprovam a aceitação ou não do que é prometido. Obviamente, existe a compra de votos pelo uso da máquina pública, como todos vimos nas últimas eleições presidenciais, quando o ex-presidente velhaco deixou de governar, comandou uma gastança que gerou um rombo de R$ 50 bilhões, foi multado mais de dez vezes, riu e ironizou a Justiça.
Mas o que contou mesmo foi o programa de governo apresentado pelos dois candidatos que polarizaram a disputa, no segundo turno. Dilma, o poste, a mamulenga, a invenção do velhaco, venceu. E venceu porque mentiu mais. Tanto mentiu que, hoje, está roubando vergonhosamente as idéias e propostas do seu adversário, às quais desqualificou durante a campanha eleitoral. Dois exemplos? O Protec, o Prouni do ensino técnico e, agora, a progressão continuada, que tanto atacou.
A culpa é dela? É, mas a grande culpada é a imprensa. A imprensa que tudo registrou e que tudo publicou a respeito. E que, hoje, não cumpre o seu papel de denunciar o estelionato eleitoral que foi cometido. A imprensa brasileira, via de regra e que regra enorme!, não presta, não vale nada, é das coisas mais vagabundas que existem em nossa pobre sociedade.
O Brasil merece uma imprensa melhor.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O JORNALISMO JÁ NÃO SABE COBRIR ENCHENTES.

A TV, infelizmente, teve um ótimo dia para mostrar dramas aos montes, com gente chorando, visões apocalípticas e mortes, muitas mortes.
São os fatos.

Mas a imprensa de São Paulo mostra gente reclamando do prefeito e do governador.
A do Rio apenas gente falando em Deus, destino, nunca antes uma chuva assim, etc...
Parecem dois mundos diferentes. Cabral está de férias. Na Europa.

Em São Paulo tudo culpa dos administradores.
No Rio, não há culpados.

No Estado de são Paulo morreram 23 pessoas. No Rio já passam de 267.
Mas um campeonato de mortes não interessa, é claro. Pessoas morreram, e isso basta.

O que interessa é a que a imprensa paulista e a carioca desaprenderam Jornalismo.
A de São Paulo, militante, parece querer afetar Alckmin.
A do Rio, também militante, parece querer proteger Cabral.
Os leitores, cidadãos e eleitores? Que se danem, os paspalhões. Nós.

Há responsáveis sim, mas isso precisa ser bem levantado. As pessoas que ocupam área de várzea ou morros também têm certa responsabilidade. Os políticos que os estimulam prometendo futuras benesses, idem. Os administradores que só falam após o drama, também.

Evitar invasões e ocupações ilegais dá desgaste, tira votos. Melhor fechar os olhos e esperar que não chova demais. Ano após ano. E nós sempre veremos o desfile de mortes acontecer.

Seria bom lembrar que a prefeitura de Teresópolis está nas mãos do PT.
E a de SP do DEM.