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segunda-feira, 9 de junho de 2014

DILMA DE NOVO? NEM A PAU, JUVENAL!!!



REPRODUÇÃO DE TEXTO DO BLOG DE REINALDO AZEVEDO

09/06/2014
às 16:35

SP não quer saber de Dilma! Desde 1989, PT venceu eleição presidencial no Estado uma única vez

Leiam o que informa a Folha. Volto em seguida.

Tem um lugar no Brasil onde 61% dos eleitores afirmam que não votariam na presidente Dilma Rousseff “de jeito nenhum”. Lá, 83% da população querem mudança, um percentual bem mais alto do que no resto do Brasil. E só 23% aprovam o atual governo. Provavelmente por isso, tanto Aécio Neves (PSDB) quanto Eduardo Campos (PSB) venceriam Dilma num segundo turno, com folga, caso a eleição fosse realizada apenas entre os eleitores desse lugar – o tucano ganharia por 46% a 34%; o ex-governador de Pernambuco, por 43% a 34%.

É um lugar onde a opinião política do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, é mais influente que a do ex-presidente Lula (29% votariam “com certeza” em alguém apoiado pelo magistrado, enquanto 24% fariam o mesmo com o petista). E onde mais da metade dos moradores (54%) dizem sentir vergonha pela realização da Copa do Mundo no Brasil. Esse lugar é o maior colégio eleitoral do Brasil, o Estado de São Paulo. Os dados são da pesquisa Datafolha realizada entre os dias 3 e 5 de junho em todo o Brasil, com um número de entrevistas grande o suficiente em São Paulo para uma análise mais precisa sobre o comportamento eleitoral dos paulistas.

São Paulo destoa do resto do Brasil em quase todos os temas investigados. Se fossem contabilizados só os votos dos eleitores do Estado, a disputa presidencial hoje estaria tecnicamente empatada entre Dilma, com 23%, e Aécio, com 20%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Em São Paulo, Eduardo Campos tem 6%, seguido de perto por dois candidatos evangélicos: o Pastor Everaldo Pereira (PSC), com 4%, e o senador Magno Malta (PR-ES), com 3%. Já o candidato do PSTU, José Maria, alcança 2%.
Conforme os resultados apurados em todo o país, 30% do eleitorado nacional ainda não tem candidato a presidente da República. É um recorde desde 1989 para esse período pré-eleitoral. Em São Paulo, a soma dos indecisos com os que afirmam pretender votar em branco ou nulo é ainda maior: 37%. Os paulistas são mais pessimistas que os demais brasileiros em todas as questões relacionadas à economia. Entre eles, 69% acham que a inflação vai subir, 52% esperam aumento do desemprego, 48% entendem que o poder de compra irá diminuir.

Por encomenda da Folha, o Datafolha ouviu 4.337 pessoas no Brasil, 2.029 delas no Estado de São Paulo. A margem de erro é sempre de dois pontos. A taxa de confiança é de 95%. Significa que em 100 levantamentos parecidos, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95. (…)
Voltei
  Vou citar um cantante “progressista”, um tal Caetano Veloso, que não vai muito, ou nada!, com a minha cara… Já se recusou até a dançar comigo, muito entre aspas, é claro! Peninha! O fato é que, em São Paulo, não se costuma dar muita bola para quem sobe ou desce a rampa.

Os petistas têm mais dificuldade de se criar no Estado do que em outras regiões do país. Desde a volta das eleições diretas, o partido venceu a disputa em São Paulo uma única vez: em 2002. Naquele ano, Lula obteve 55,39% dos votos, contra 44,61% de Serra. Nas outras todas, comeu poeira. 

A saber: 1989 – Lula, 42,10% X Collor, 57,90% (2º turno): 1994 – Lula, 27,01% X FHC, 55,74% (1º turno); 1998 – Lula, 28,84% X FHC, 59,89% (2º turno); 2006 – Lula, 47,74% X Alckmin, 52,26% (2º turno); 2010 – Dilma, 45,95% X Serra, 54,05% (2º turno).

É por isso que Marilena Chaui, por exemplo, a Tati Quebra Barraco da esquerda do Complexo Pucusp, acha São Paulo um estado “reacionário”. Os petistas não se conformam que exista um Estado que responde por um terço da economia do país e que resista ao petismo. Vai ver é por isso que São Paulo responde por um terço da economia do país!

Por Reinaldo Azevedo
 http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sp-nao-quer-saber-de-dilma-desde-1989-pt-venceu-eleicao-presidencial-no-estado-uma-unica-vez/
www.sponholz.arq.br

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CHEGA DE PATRULHEIROS DO POLITICAMENTE CORRETO. PRECISAMOS DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Bolsonaro pode ser um tonto, mas tem o respaldo da Constituição. Como cada um de nós.

Com a correria dos últimos dias não tive tempo de tocar num assunto muito importante. A questão que envolve as declarações contundentes ou exageradas, às vezes meio idiotas,  do deputado Jair Bolsonaro, e as reações, emocionais, histéricas, ou razoáveis de vários segmentos sociais, ou personalidades.

O deputado tem o direito às opiniões dele,  não somente devido à imunidade parlamentar. Mas também tem todo o direito às opiniões dele como cidadão brasileiro. A nossa Constituição garante a total Liberdade de Expressão.

Como Bolsonaro ou qualquer outro cidadão não podemos cometer crimes (ou até podemos, mas são crimes), pois para crimes há leis que os definem e punições específicas. Pode ser que o deputado tenha cometido crime de racismo. Mas isso terá que ser apurado pelas autoridades. Somente a Justiça poderá dizer se cometeu crime.

Quanto às demais opiniões dele, por mais bizarras que sejam, é outro departamento. Já pensaram se todo mundo tivesse que concordar com ele ou com quem o critica?
Uma sociedade aberta, livre, com garantias constitucionais, como a nossa, pode gerar
situações tensas como a decorrente das declarações do deputado sobre homossexualidade ou sobre o projeto da Lei da Homofobia. Mas ele é livre para dizer o que pensa. Assim como qualquer um de nós.

Pode ser até, dado que é político, que esteja  sendo sincero e, com isso, poderá ganhar ou perder votos. O risco é todo dele. Político corre riscos também. Sobre perder o mandato não creio, a não ser que a questão do racismo (iniciada na pergunta da Preta Gil) realmente se configure como crime, depois de tudo muito bem apurado. Se foi crime, que pague, como qualquer um pagaria. A ministra Luiza também andou falando umas coisas meio estranhas. Ministros também devem subordinar-se às leis.

O Brasil anda muito voluntarioso, as ONGs ativistas muito cheias de vontades e não-me-toque. Mas a Democracia é um regime um pouco complicado mesmo,  porque precisamos aprender a conviver com as divergências. Não podemos só querer ganhar no grito.

Gritos nunca são bons argumentos. Aliás, na Democracia precisamos aprender a respeitar a Lei. Mas respeitar a Lei não é impor aos outros os nossos pensamentos e nem querer emparedar quem pensa diferente. Isso é coisa de autoritário fascista. E muita ong libertária está merecendo levar esse carimbo. Autoritários. Fascistas.

Aliás, quando gritam, escondem (ou escancaram!) a falta de argumentos.

Dito isto, vou reproduzir, aqui, o texto de dois leitores homossexuais que se manifestaram enviando seus comentários ao blog do jornalista Reinaldo Azevedo, ancorado no site da Veja, um dos principais jornalistas do Brasil. Reinaldo faz análises, não reportagens. Mas, mesmo sem  ir à rua, dá lições de Jornalismo diárias. É uma verdadeira Universidade do Jornalismo.

O problema é que muitos jornalistas, sem humildade, e que não querem aprender, porque acham que já sabem de tudo, não querem gastar um tempinho para aprender o que é saber usar a Lógica, e não o fígado para apreciar os fatos.

O problema crucial do Brasil, neste campo, é que centenas de jornalistas trabalham com antolhos ideológicos. Sem isso, desmontam no vazio.

Vamos lá:

Texto 1. Leitor que se identifica, nos comentários, como Sherlock:

“Rei, deixei comentário no post anterior (sobre Marcelo Tas e sua filha Luiza), mas acho que deveria ter postado neste…
Sou homossexual e subscrevo as palavras da Luíza. O Bolsonaro que diga o que bem entender. Ou agora todo mundo é obrigado a gostar de gays ou qualquer outra categoria que o politicamente correto nos obrigue?
Finalizando, mas não menos importante: se algum dia eu for agredido por ser homossexual (o que, espero, nunca aconteça), recorrerei à Justiça contra o agressor, mas não por ser homossexual, e sim porque a lei pune a agressão: contra héteros, gays, brancos ou negros."

Texto 2. Leitor sem identificação:

“Olá, Reinaldo.
Li seu texto com um nó na garganta. Leio diariamente seu blog, até quando não deveria (p.ex., no trabalho rs). Sua inteligência dispensa comentários, mas sua sensibilidade me surpreende sempre que você compartilha conosco suas opiniões e vivências de foro mais íntimo. Eu tenho de parabenizá-lo mais uma vez por um belíssimo texto, que me levou a refletir.

Meu pai morreu quando eu tinha sete anos. Lembro que ele era um pai maravilhoso, que adorava me carregar sentado no ombro dele para onde quer que ele fosse. Lembro que, às vezes, eu percebia no olhar dele (e crianças percebem tudo!) uma certa tristeza - ou apreensão, não sei - em relação a mim, que eu não entendia, mas hoje entendo: eu já era gay, embora ainda inconsciente disso, e meu pai sabia. Nasci assim.

Tive uma família maravilhosa, cheia de figuras masculinas que eu admiro e que me inspiram: meu avô, que foi meu grande ídolo, meus tios “machões”, que se desdobravam para compensar a perda do nosso pai e que, até hoje, são meus melhores amigos. Eu penso que meu pai, se vivo, pensaria como você. Eu penso que ele me amaria porque ele já me amava. Eu espero um dia que todos nós vivamos num mundo onde cada um tenha a liberdade de ser o que é e de ser respeitado - respeitando - na sua singularidade, sem paternalismo, sem condescendência e sem direitos especiais em relação a ninguém.

O deputado Bolsonaro tem seus valores, que são frutos da sua história; quer eu concorde com eles ou não, o fato é que eles refletem os valores de muitos brasileiros, e ele, como representante dessa parcela dos brasileiros, tem todo o direito de falar. Acho até bom quando se tem a oportunidade de debater temas delicados no Brasil, onde tudo é acomodado e varrido para debaixo do tapete. Gosto da qualidade do debate que você faz no seu blog, que, não à toa, é o melhor blog de opinião e análise do Brasil. Obrigado por este texto.”

É preciso dizer mais alguma coisa depois dessa  lucidez?

O texto de que trata o leitor 2 , intitulado Pais e Filhos, está linkado ao final deste post.
Leiam com a atenção que ele merece, e vejam se os dois leitores não têm razão em terem dito o que disseram.

Chega de idiotice politicamente correta no Brasil. Precisamos que as pessoas possam dizer o que pensam, como pessoas, não como expressões de segmentos políticos organizados que querem impor suas verdades aos outros calando quem pensa diferente.
Sejam elas índios, gays, mulheres, homens, feministas, negros, brancos, asiáticas, altas, baixas, gordas, magras, feias, bonitas, ricas, pobres, religiosas, ateus, atoas, certas ou erradas. Chega dessa patrulha nojenta, preconceituosa, que deturpa a inteligência e é, muitas vezes, expressão de mau caráter.

Este post é em homenagem ao grande jornalista Reinaldo Azevedo.


http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pais-e-filhos-2/

quarta-feira, 30 de março de 2011

MARCHA DA MACONHA. O QUE ALIMENTA O CRIME É A IMPUNIDADE

Mais Marcha da Maconha: falácias lógicas
Por Reinaldo Azevedo

A defesa da descriminação das drogas não se exerce sem algumas formidáveis falácias lógicas. Se eu fosse fazer piada, diria que parece argumento de gente sob o efeito da maconha: costuma haver um fosso entre as premissas e a conclusão, típico de quem perde a trilha da objetividade. Vamos a algumas delas:

A – O álcool faz mais mal à saúde e provoca mais mortes do que a maconha
Sempre que se tenta provar que alho é igual a bugalho, o bugalho sai beneficiado, não é? Quando não se distingue a diferença entre o joio e o trigo, o joio sai ganhando. Conhecemos os efeitos, realmente devastadores, do consumo de álcool, uma droga legal (embora ilegal para menores), entre os jovens. Mas me digam aí: já conhecemos os efeitos da massificação do uso da maconha?

B – Então por que não proibir também o consumo do álcool?
Quem faz essa pergunta quer proibir o consumo do álcool ou liberar o consumo das outras drogas? A pergunta é retórica. Já sei a resposta. Logo, é preciso considerar que:
- quem propõe essa questão admite os efeitos nocivos do álcool;
- admitindo os efeitos nocivos do álcool, pede um tratamento isonômico para a maconha;
- sendo um tratamento isonômico, então admite os efeitos nocivos da maconha também;
- se admite, em vez de defender a redução dos danos, está reivindicando a sua ampliação.
- Há falha lógica no que vai acima?

C – O álcool é vendido para menores.
É verdade. Acho que lugar de quem vende álcool para menores é a cadeia. Desde o princípio, estou defendendo a lei, não o contrário.

D – Considerar uma droga lícita ou ilícita é uma questão de convenção
Sob certo ponto de vista, tudo em sociedade é uma questão de convenção: da proibição de certas drogas à interdição do incesto e da pedofilia. Há interdições e liberdades que fazem avançar as sociedades. Há outras que as fazem mergulhar na anarquia e na decadência. Hábitos, costumes, interdições e liberações vão sendo socialmente construídos e criando uma cadeia de valores imateriais, uma verdadeira “cultura”. No caso da pressão — extremamente minoritária, é bom deixar claro — pela liberação das drogas, é essa cultura que salta para o primeiro plano.
Boa parte dos consumidores de drogas acredita firmemente que a substância faz com que tenham uma espécie de “iluminação”, abrindo a sensibilidade para percepções que, de outro modo, não se revelariam. É… Vai ver é o efeito dos neurônios sendo torrados. No Morro do Alemão ou no Jardim Ângela, essa expressão quase poética da droga inexiste. Os valores são outros.

E – Legalize-se a droga, o narcotráfico acaba, e o crime, também
É a mais tola de todas as proposições. O principal fator que alimenta o crime é a impunidade, é a incapacidade de o estado fazer cumprir a lei. Se, um dia, se vendessem cocaína e maconha no bar da esquina, quem hoje se dedica ao tráfico de drogas — porque quer, não porque seja obrigado — passaria a ser operário da construção civil? Médico? Engenheiro? Balconista? Acho que não, né?
Legalizadas as drogas, sem o enfrentamento do crime, os hoje criminosos das “substâncias ilícitas” seriam, se me permitem, “criminosos de outros crimes”. Não é a ilegalidade da droga que faz o criminoso, mas a disposição de não reconhecer o limite que foi socialmente imposto, transgredindo-o. Suponho, aliás, que a facilitação e, pois, a popularização de mais substâncias que alteram a consciência elevariam exponencialmente a prática de crimes.
Essa gente do miolo mole que sai fazendo marcha em defesa da maconha supõe que todos os consumidores de drogas estão apenas em busca de autoconhecimento e do, como vou dizer?, desregramento dos sentidos em busca do “próprio eu”. O único “povo” que esses caras conhecem é o que faz malabarismo em farol. Devem achar que é tudo culpa das “zelite”, como se eles próprios não a integrassem. E aí queimam um baseado.
REINALDO AZEVEDO
30/04/2008 
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mais-marcha-maconha-falacias-logicas/

sexta-feira, 25 de março de 2011

OS USUÁRIOS OU DEFENSORES DA MACONHA VÊEM OS CRÍTICOS COM SUPERIORIDADE.

BAU DE TEXTOS
AINDA A MACONHA E AQUELE BLOGUEIRO DE LULA
Só para esclarecer: naquele post em que escarneço um pouco dos defensores da descriminação da maconha, afirmando que jamais vêem os consumidores da droga também como dependentes químicos, não busquei, de modo nenhum, equiparar maconha, tabaco, álcool… Não mesmo! Já escrevi dezenas de textos afirmando que são coisas diferentes. Aliás, vivo dizendo que, não raro, comparações e metáforas podem mais perturbar o pensamento do que clarificá-lo. Porque uma coisa, afinal, só é igual a si mesma. Sempre que alguém, eu inclusive, recorre ao “é como se…”, num esforço de aproximar o leitor de um objeto ou de uma idéia, há o risco de que estejamos fazendo a operação contrária.

Fiz aquela observação da dependência química porque os defensores da maconha pretendem que a erva seja, assim, um jeito de corpo, um gosto pessoal, uma forma de expressão até, um ato de liberdade… Viciados são os alcoólatras; viciados são os fumantes caretas… Eles não! Ao contrário! Eles são é livres! Tenham paciência, né? Isso me lembra aquele chiste do sujeito que, para provar que não é viciado em cigarros, declara que já parou de fumar umas 20 vezes…

Sim, sim, claro, sempre há estudos para todos os gostos. Respeitáveis especialistas evidenciam que a maconha, ao contrário do que afirmam alguns missivistas — que certamente não largam da erva só porque gostam muito; viciado sou eu, que fumo Hollywood… —, causa, sim, dependência química. E, evidentemente, este não é o único mal, observação que vale também para o tabaco. Se um fumante precisasse apenas de nicotina, bastaria botar os tais adesivos, e tudo estaria resolvido. Mas os fumantes sabem que não é assim.

Uma das posturas lastimáveis dos que defendem a descriminação da maconha é justamente esta: o esforço para tornar a droga uma coisa inócua, uma bobagenzinha gostosa, um ato irrelevante, um “hoje é segunda-feira”… Não! Psiquiatras e psicanalistas respeitáveis e respeitados (sempre lembrando que há porra-louca em todas as profissões) sabem como são complexos os caminhos que levam ao vício. Quem entendeu o centro da minha objeção à descriminação das drogas — por que só a maconha? — já percebeu que considero que fatalmente se associariam a essas substâncias todos os malefícios próprios da legalidade.

E sem nenhum benefício em troca — nem mesmo o tão propalado fim do narcotráfico e, pois, da violência. Esta, então, é a mais burra de todas as ilações. Até parece que quem decide viver do narcotráfico vai escolher o caminho da decência se as drogas forem legais…

Muitos defensores da maconha que me enviam comentários me tratam, acreditem — é que não os publico —, com indisfarçável superioridade. Eu seria o pobre infeliz que ainda não atingiu aquela iluminação.

E há quem jure que eu seria mais feliz  e até mais sensual se desse uns “peguinhas”. Contra todas as evidências, digamos, relaxantes da droga, eles asseguram que ela aumenta até a libido!!! Bem, forço-me a comentar cá com os meus botões: “Se a parceira também estiver turbinada, eis um auto-engano que pode ser compartilhado, não é mesmo?” Ademais, vai saber… Pode-se fazer gritaria por muitos motivos, hehe…

Viciados têm dessas coisas: o sujeito cheira pó e tem a certeza de que está sendo brilhante; o outro enche a cara e não tem dúvida de que o pensamento atinge altitudes inéditas; um terceiro fuma e não duvida de que ultrapassou um novo umbral da sabedoria. Essa gente é o verdadeiro porre de quem está sóbrio.

Convenham: a dependência química é intelectualmente mais honesta. Quando menos, o indivíduo sabe que está com um problema. Esses “não-viciados” que não vivem sem as drogas acreditam ter “a” solução.

Encerrando, como poderia me esquecer de que aquele sujeito que Lula contratou para ser seu blogueiro me recomendou que fumasse maconha porque, disse, se eu o tivesse feito em passado remoto, não teria tido tumores na cabeça.
Sim, o blogueiro de Lula acredita que maconha evita tumores. Huuummm… Pelo visto, a erva não ajuda nem a fazer blog…
Por Reinaldo Azevedo

NINGUÉM FICA "DOIDÃO" FUMANDO TABACO. As drogas ilícitas têm outras implicações.

BAU DE TEXTOS
 
 
Epa!
“Enquanto, no Bananão, alguns querem liberar a maconha, NY quer proibir fumo também em parques e praias”. Foi o título que dei a um post da madrugada, no clipping dos jornais, a uma reportagem que informa que a prefeitura de Nova York quer estender a proibição do cigarro a parques e praias. Como sou contra a descriminação das drogas chamadas “ilícitas”, alguns entenderam que eu estava opondo uma coisa que considero negativa a uma outra que considero positiva. Errado! Entendo a razão da confusão, mas é evidente que acho a proposta da Prefeitura de Nova York absurda, autoritária, estúpida mesmo.

Só quis chamar a atenção para a contradição entre os dois movimentos - que é mundial: cresce o cerco ao tabaco, uma droga lícita, que não provoca alterações de comportamento, enquanto decresce o cerco à maconha e as outras drogas, que provocam, como escrever?, alterações dos sentidos… Por quê? Porque estamos falando de tribos distintas - e, é muito freqüente, quem defende o cerco aos fumantes costuma defender a descriminação das drogas. A coisa não deixa de ter a sua graça, não é?

A perseguição aos consumidores de tabaco é exagerada, obviamente autoritária. Já escrevi largamente a respeito. Não a apóio de modo nenhum - em São Paulo, Brasília ou Nova York. Acho que ela agride escolhas e direitos individuais. Tenho escrito amiúde a respeito. É uma bobagem, uma falácia, querer igualar as drogas ilícitas ao cigarro. São intrínseca e extrinsecamente distintos. Ninguém fica “doidão” fumando cigarro. Pode até morrer de enjôo, mas não tem como alegar que fez isso ou aquilo sob o efeito da droga. A diferença de contexto é óbvia: quem compra um maço de cigarro na padaria não se torna um elo do narcotráfico.

“Ah, então que se venda maconha na padaria”. Pois é… Recomeça a ladainha de questões. Faremos isso sozinhos? O mundo é sensível à causa? Não será forçoso (será!!!) legalizar todas as drogas, não só a maconha? Vale a pena elevar o consumo dessas drogas ao nível das drogas legais, o que seria fatal? Estamos preparados para arcar com os efeitos da popularização das drogas hoje ilegais entre adolescentes, com desdobramentos certamente deletérios nas escolas?

Bem, este é só mais um texto de uma série sobre o assunto, cada um atendendo a uma dúvida, a uma particularidade. Encerro respondendo a uma indagação freqüente: “Mas o que você diz sobre a maconha, no que respeita ao comportamento, não vale também para o álcool?” Claro que sim! Alguém aí está contente com os efeitos nefastos dessa droga no Brasil? Ela está na raiz de uma boa parte dos homicídios que se cometem no país e dos acidentes de trânsito com vítimas fatais. Vale a pena multiplicar os casos?

Mas notem: se não parece eficaz proibir o álcool porque isso implicaria emprestar a essa droga os malefícios próprios da ILEGALIDADE (além daqueles relacionados à saúde e à segurança), isso não quer dizer que se deva fazer o contrário: emprestar à maconha (e demais drogas) os malefícios próprios da LEGALIDADE.
16/09/2009
às 21:05
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cigarro-maconha-essas-coisas/

quarta-feira, 2 de março de 2011

SADER TERÁ MAIS TEMPO PARA ESTUDAR. MARX.

Parece que o sociólogo Emir Sader terá, agora, mais tempo para estudar. Marx. O colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois informou que ele não deverá mais ser nomeado para a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, por decisão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que foi chamada, em uma entrevista de Sader à Folha de S. Paulo, de "autista".
Segundo o noticiário, Sader era um dos pretendentes ao cargo de ministro. Como a indicação pela presidente Dilma não aconteceu, talvez isso o tenha deixado incomodado e ácido. 
O jornalista Reinaldo Azevedo mostrou, nos últimos dias, uma série de erros cometidos pelo professor, em termos de grafia de palavras. Talvez ficar fora da fundação Rui Barbosa lhe dê um tempo de sobra, o que poderá ser útil.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

LIÇÕES DE PAUTA DO MESTRE REINALDO AZEVEDO. Ou: êita novelinha vagabunda


Este texto de Reinaldo Azevedo deveria ser lido em todos os cursos de Jornalismo do Brasil.
Uma síntese maravilhosa da Era da Enganação (Era Petralha). 
Cortante como uma faca e direto. 
Verdadeira aula de pauta, pois reúne uma série de fatos que dariam ótimas matérias se os jornalistas ainda fizessem reportagens e JORNALISMO. 
Num texto tão curto são apontadas muitas das mentiras e ilusões de nosso tempo. 
Parabéns, Reinaldo!
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16/02/2011
 às 14:52

O pastelão brasileiro

Tiago Santiago, aquele rapaz que fazia novela de gente que virava monstro na Record, agora faz uma de monstro que vira gente para o SBT. Chama-se “Amor e Revolução”. Conta a história de Maria Paixão (Santo Deus!!!), estudante de sociologia que, como diz a versão oficial da novela, entra para a guerrilha para defender a democracia!!! Uau!  Isso é que é ficção, não é mesmo? 

Haverá muitas cenas de torturas etc. Tiago Santiago quer depoimentos de personalidades que combateram o regime militar no Brasil. O grande objetivo da TV do ex-dono do Banco Panamericano é conseguir uma entrevista com Dilma Rousseff,  a “Maria Paixão” de mentira — já que é verdade que existe uma na ficção…

Com José Dirceu, já está tudo certo: ele topou falar. Caso a presidente dê o seu depoimento, o SBT promete comemorar com uma chuva de bolinhas de papel.
A Caixa Econômica Federal poderia ser a patrocinadora da novela. Não seria pior negócio do que se tornar sócio de um banco quebrado.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

VOTAR NO REINALDO AZEVEDO

Vamos votar no Reinaldo Azevedo para o mais popular jornalista do Brasil.
Link para a votação.
http://www.whopopular.com/Brazil/Journalists