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sexta-feira, 25 de março de 2011

NINGUÉM FICA "DOIDÃO" FUMANDO TABACO. As drogas ilícitas têm outras implicações.

BAU DE TEXTOS
 
 
Epa!
“Enquanto, no Bananão, alguns querem liberar a maconha, NY quer proibir fumo também em parques e praias”. Foi o título que dei a um post da madrugada, no clipping dos jornais, a uma reportagem que informa que a prefeitura de Nova York quer estender a proibição do cigarro a parques e praias. Como sou contra a descriminação das drogas chamadas “ilícitas”, alguns entenderam que eu estava opondo uma coisa que considero negativa a uma outra que considero positiva. Errado! Entendo a razão da confusão, mas é evidente que acho a proposta da Prefeitura de Nova York absurda, autoritária, estúpida mesmo.

Só quis chamar a atenção para a contradição entre os dois movimentos - que é mundial: cresce o cerco ao tabaco, uma droga lícita, que não provoca alterações de comportamento, enquanto decresce o cerco à maconha e as outras drogas, que provocam, como escrever?, alterações dos sentidos… Por quê? Porque estamos falando de tribos distintas - e, é muito freqüente, quem defende o cerco aos fumantes costuma defender a descriminação das drogas. A coisa não deixa de ter a sua graça, não é?

A perseguição aos consumidores de tabaco é exagerada, obviamente autoritária. Já escrevi largamente a respeito. Não a apóio de modo nenhum - em São Paulo, Brasília ou Nova York. Acho que ela agride escolhas e direitos individuais. Tenho escrito amiúde a respeito. É uma bobagem, uma falácia, querer igualar as drogas ilícitas ao cigarro. São intrínseca e extrinsecamente distintos. Ninguém fica “doidão” fumando cigarro. Pode até morrer de enjôo, mas não tem como alegar que fez isso ou aquilo sob o efeito da droga. A diferença de contexto é óbvia: quem compra um maço de cigarro na padaria não se torna um elo do narcotráfico.

“Ah, então que se venda maconha na padaria”. Pois é… Recomeça a ladainha de questões. Faremos isso sozinhos? O mundo é sensível à causa? Não será forçoso (será!!!) legalizar todas as drogas, não só a maconha? Vale a pena elevar o consumo dessas drogas ao nível das drogas legais, o que seria fatal? Estamos preparados para arcar com os efeitos da popularização das drogas hoje ilegais entre adolescentes, com desdobramentos certamente deletérios nas escolas?

Bem, este é só mais um texto de uma série sobre o assunto, cada um atendendo a uma dúvida, a uma particularidade. Encerro respondendo a uma indagação freqüente: “Mas o que você diz sobre a maconha, no que respeita ao comportamento, não vale também para o álcool?” Claro que sim! Alguém aí está contente com os efeitos nefastos dessa droga no Brasil? Ela está na raiz de uma boa parte dos homicídios que se cometem no país e dos acidentes de trânsito com vítimas fatais. Vale a pena multiplicar os casos?

Mas notem: se não parece eficaz proibir o álcool porque isso implicaria emprestar a essa droga os malefícios próprios da ILEGALIDADE (além daqueles relacionados à saúde e à segurança), isso não quer dizer que se deva fazer o contrário: emprestar à maconha (e demais drogas) os malefícios próprios da LEGALIDADE.
16/09/2009
às 21:05
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cigarro-maconha-essas-coisas/

quinta-feira, 24 de março de 2011

A ESTRANHA LÓGICA DOS DEFENSORES DA MACONHA DE CURITIBA. São inocentes úteis das políticas de corrosão do Ocidente, é claro.

Antes de mais nada, é bom esclarecer que este é um blog particular. Isto não é um jornal.
Aqui defendo as ideias que acho corretas, e publico o que me interessa ou que acho importante aos leitores, caso existam e caso se interessem.

A respeito da nota relativa ao ato contra a liberação da maconha, realizado nas escadarias da UFPR, uns suJeitos, que certamente faziam parte do grupo defensor da legalização, ou da liberação, como também gostam de dizer, ficaram nervosinhos e triscaram os cascos cheios de razão. Um disse que a nota era mau jornalismo. Não percebeu que lia um blog com um ponto de vista.

O outro, de escrita cheia de dedos (seria fala mansa se fosse uma conversa) já quer saber de meu nível de formação (!) e diz que não sou inteligente (!).
Vem com aquela conversinha a maravilha que é para a sociedade liberar ou legalizar a droga. Deve ter feito turismo só na Jamaica.

Não sei se apenas usaram as escadarias da UFPR ou estudam lá... Mas nunca viram lógica pela frente. Argumentam com juízos de valor e logo vão dizendo que quem não concorda é velho e está errado. Idade, agora, é que define o certo e o errado.
Não passam de inocentes úteis da esquerda (ou liberais, talvez), porque no Brasil conseguiu-se a façanha de juntar liberais (comportamentais) e socialistas no mesmo barco. Ou no mesmo baseado...

Vou arriscar, e gostaria que os dois me confirmassem: não gostam do capitalismo, não gostam da Igreja (represssora e careta), não gostam dos Estados Unidos, só do Obama, dos democratas e das plantações de maconha da California (para fins medicinais, claro!).
Nem imaginam o que aconteceu durante a Guerra Fria (não é guerra de marcas de geladeiras) e nem que Moscou gastou bilhões de dólares na destruição interna americana pelos seus agentes da Indústria Cultural (já leram Gramsci?), começando pelos idiotas de Hollywood. As drogas começaram a ser despejadas nos EUA ainda nos anos 60, para destruir a fibra das futuras gerações. E isso aconteceu. Os EUA hoje, em muitos lugares, não são nem a sombra do que já foram. 

Conhecem o mago (não Paulo Coelho), mas  o Carlos Castañeda (o do alucinógeno do peyote?), ou o Aldous Huxley, de As Portas da Percepção (LSD), são os arautos do novo tempo, e foram somados depois ao jamaicano  Bob Marley, da maconha. Deve ter muito rastafari aí no movimento dos defensores da liberação.
Façam o que quiserem de suas vidas. Isso não é problema meu. plantem no vasinho, no quintal, ou no jardim do Passeio Público. Mas, Henrique, não diga que o Ferreira não pode discordar, porque ele pode, sim.

Você está tão equivocado em sua posição que acredita, como todo autoritário (outra vez o paradoxo esquerda (autoritário)-liberal (condescendente), que o Ferreira não pode dizer o que pensa. E que você pode, pois você apenas está defendendo, até, os não usuários.
Sai prá lá, anjo da guarda. Ninguém precisa dos seus cuidados.
De sua posição de esquerda me indique um só país socialista em que seja liberada a maconha ou outra droga, à exceção de álcool e tabaco, controlados por fábricas governamentais.

E também algum país islamo-fascista como o Irã ou outro daquela região. Não, ali você vai encontrar grandes plantações de papoulas para a produção de heroína, que será vendida aos jovens tontos esclarecidos do Ocidente. Assim esta civilização está indo para o brejo.
Mas para perceber o brejo é preciso erguer a cabeça acima do nível da lama.
E não me venha com as mesmas firulas dos marxistas quando dizem que as revoluções comunistas não deram certo porque não foram, ainda as verdadeiras e finais revoluções comunistas. Vá estudar um pouco. Sem intoxicação.

Da mesma forma você poderá defender que em Cuba não há o uso de maconha porque o regime ainda não atingiu a perfeição, ou na Coréia do Norte, ou na China, apesar do capitalismo de mercado. Nesses países, meus caros, a pena final para os traficantes é a pena morte. (E não sou a favor de pena de morte.). Não se iludam.
Mas também sou contra a legalização ou liberação das drogas. Para mim, o resto é conversa fiada de autoritários que se dizem preocupados com a Humanidade. Desde que todos concordem com eles. 


  

PROTESTO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA É REALIZADO EM CURITIBA.


O ato aconteceu na escadaria da Universidade federal do Paraná e reuniu cerca de cem pessoas contra a legalização da droga, devido aos riscos físicos, sociais e psicológicos decorrentes do consumo.
Segundo o G1, a iniciativa foi registrada em cartório no início de fevereiro deste ano,contando com o  o apoio de vereadores da capital, deputados estaduais, federais, diversas igrejas, profissionais, empresários e outros segmentos da sociedade.
Uma das organizadoras do ato, a psicóloga Marisa Lobo afirma que 30% das pessoas que fumam maconha se viciam e seguem para outras drogas. “Os prejuízos da droga são muito grandes para o usuário, para a família e para a sociedade, tornando um problema de saúde pública. Trabalho em clínicas de reabilitação e a maioria dos pacientes que são viciados em crack começaram com a maconha. Não conseguem controlar”. 
(do noticiário)
Guerra de quadrilhas de traficantes no México
imagem Dextra
Creio que, além do ato, organizadores de eventos desse tipo deveriam mostrar imagens de até onde vai o estrago feito pelos traficantes (e usuários). Basta reproduzir algumas das imagens mostradas no blog Vera Dextra a respeito das guerras entre quadrilhas, no México, pelo domínio de território e venda de drogas. Já há conexões de tais quadrilhas com a droga colombiana e Brasil.  Link abaixo.
A questão toda vai muito além de ser a favor ou contra a liberação da maconha ou outras drogas. Drogas matam. Os usuários e pessoas que não têm absolutamente nada com isso. Até hoje as experiências de liberação nunca foram bem sucedidas. Elas são um tema pseudo modernoso, da esquerda,  pois servem,  em termos estratégicos, para destruir o tecido social. Isso ocorre nos EUA, de forma planejada, desde os anos 60 (Leia mais sobre isso no site de Olavo de Carvalho), como etapa da luta contra o Ocidente.
http://veradextra.blogspot.com/2011/01/verdadeira-face-da-droga.html


ADENDO: Um leitor aborrecido, que não entendeu que isto é um blog e não um jornal, cobra a informação de que apareceram 20 defensores da liberação da maconha. Aí está. Mudou o quê? Droga é droga e defensor das drogas é responsável também. Acho a posição de FHC uma idiotice. Um velho que parece que veio a pé de Woodstock. Faça um passeio ao México, à Colômbia, ao Paraguai, ao Rio de Janeiro e procure estudar o problema. Nenhum país liberará as drogas. Isso acaba com a sociedade. Você tem parentes usuários, viciados, traficantes? Faz uma fumacinha "social" vez ou outra? Acorda, irmão!


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