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sexta-feira, 8 de abril de 2011

AVÔ E NETA PRESOS COM 800 PEDRAS DE CRACK, EM ITUMBIARA (GO). Que Itumbiara (Caminho das cachoeiras) não passe a ser o caminho das pedras, de crack.

Foto Denarc-GO
A cada dia nos surpreendemos com as notícias. Geralmente os avós (duas vezes pais) aconselham os jovens netos a seguirem o caminho do bem, do respeito à lei, afastando-se das más companhias. 

Bem, quase sempre é assim. Mas e quando isso não acontece? Surpresa!

Em Itumbiara, uma tranquila cidade de cem mil habitantes, às margens do Rio Paranaíba, no sul de Goiás, no limite com o norte de Minas Gerais, a polícia descobriu algo muito diferente, fora do comum.

Num sítio, próximo da cidade, um lugar aprazível, moravam um avô e sua neta. Os policiais descobriram que ambos eram do barulho. Em seguida, os policiais descobriram mais droga escondida em outro imóvel de Francisco, no bairro São João. 

Ao chegarem, após denúncias, ao sítio de Francisco Félix Ramos, os policiais encontraram balanças de precisão, usadas para pesar drogas, pelos traficantes, e 800 pedras de crack, a droga maldita. Além disso, como drogas andam próximas umas às outras, apreenderam, também, um quilo de maconha. Tudo estava sendo preparado para ser embalado e vendido à noite aos usuários. O crack é uma droga especialmente perigosa pelo seu poder viciante e rapidamente destruidor da saúde do usuário.
Francisco e Paula (foto Denarc-GO)

Sendo assim, não houve outra alternativa, a não ser levar o avô, Francisco Ramos (58 anos) para a prisão, assim como a sua neta, Paula Roberta da Silva, de 19 anos, que o ajudava a embalar as drogas para vender. Ambos foram autuados por tráfico de drogas e associação para tráfico de drogas.

Na verdade, Francisco não era desconhecido dos policiais, pois  já havia sido preso e condenado por tráfico.    

Informações coletadas da imprensa.  

sexta-feira, 25 de março de 2011

OS USUÁRIOS OU DEFENSORES DA MACONHA VÊEM OS CRÍTICOS COM SUPERIORIDADE.

BAU DE TEXTOS
AINDA A MACONHA E AQUELE BLOGUEIRO DE LULA
Só para esclarecer: naquele post em que escarneço um pouco dos defensores da descriminação da maconha, afirmando que jamais vêem os consumidores da droga também como dependentes químicos, não busquei, de modo nenhum, equiparar maconha, tabaco, álcool… Não mesmo! Já escrevi dezenas de textos afirmando que são coisas diferentes. Aliás, vivo dizendo que, não raro, comparações e metáforas podem mais perturbar o pensamento do que clarificá-lo. Porque uma coisa, afinal, só é igual a si mesma. Sempre que alguém, eu inclusive, recorre ao “é como se…”, num esforço de aproximar o leitor de um objeto ou de uma idéia, há o risco de que estejamos fazendo a operação contrária.

Fiz aquela observação da dependência química porque os defensores da maconha pretendem que a erva seja, assim, um jeito de corpo, um gosto pessoal, uma forma de expressão até, um ato de liberdade… Viciados são os alcoólatras; viciados são os fumantes caretas… Eles não! Ao contrário! Eles são é livres! Tenham paciência, né? Isso me lembra aquele chiste do sujeito que, para provar que não é viciado em cigarros, declara que já parou de fumar umas 20 vezes…

Sim, sim, claro, sempre há estudos para todos os gostos. Respeitáveis especialistas evidenciam que a maconha, ao contrário do que afirmam alguns missivistas — que certamente não largam da erva só porque gostam muito; viciado sou eu, que fumo Hollywood… —, causa, sim, dependência química. E, evidentemente, este não é o único mal, observação que vale também para o tabaco. Se um fumante precisasse apenas de nicotina, bastaria botar os tais adesivos, e tudo estaria resolvido. Mas os fumantes sabem que não é assim.

Uma das posturas lastimáveis dos que defendem a descriminação da maconha é justamente esta: o esforço para tornar a droga uma coisa inócua, uma bobagenzinha gostosa, um ato irrelevante, um “hoje é segunda-feira”… Não! Psiquiatras e psicanalistas respeitáveis e respeitados (sempre lembrando que há porra-louca em todas as profissões) sabem como são complexos os caminhos que levam ao vício. Quem entendeu o centro da minha objeção à descriminação das drogas — por que só a maconha? — já percebeu que considero que fatalmente se associariam a essas substâncias todos os malefícios próprios da legalidade.

E sem nenhum benefício em troca — nem mesmo o tão propalado fim do narcotráfico e, pois, da violência. Esta, então, é a mais burra de todas as ilações. Até parece que quem decide viver do narcotráfico vai escolher o caminho da decência se as drogas forem legais…

Muitos defensores da maconha que me enviam comentários me tratam, acreditem — é que não os publico —, com indisfarçável superioridade. Eu seria o pobre infeliz que ainda não atingiu aquela iluminação.

E há quem jure que eu seria mais feliz  e até mais sensual se desse uns “peguinhas”. Contra todas as evidências, digamos, relaxantes da droga, eles asseguram que ela aumenta até a libido!!! Bem, forço-me a comentar cá com os meus botões: “Se a parceira também estiver turbinada, eis um auto-engano que pode ser compartilhado, não é mesmo?” Ademais, vai saber… Pode-se fazer gritaria por muitos motivos, hehe…

Viciados têm dessas coisas: o sujeito cheira pó e tem a certeza de que está sendo brilhante; o outro enche a cara e não tem dúvida de que o pensamento atinge altitudes inéditas; um terceiro fuma e não duvida de que ultrapassou um novo umbral da sabedoria. Essa gente é o verdadeiro porre de quem está sóbrio.

Convenham: a dependência química é intelectualmente mais honesta. Quando menos, o indivíduo sabe que está com um problema. Esses “não-viciados” que não vivem sem as drogas acreditam ter “a” solução.

Encerrando, como poderia me esquecer de que aquele sujeito que Lula contratou para ser seu blogueiro me recomendou que fumasse maconha porque, disse, se eu o tivesse feito em passado remoto, não teria tido tumores na cabeça.
Sim, o blogueiro de Lula acredita que maconha evita tumores. Huuummm… Pelo visto, a erva não ajuda nem a fazer blog…
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 24 de março de 2011

PROTESTO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA É REALIZADO EM CURITIBA.


O ato aconteceu na escadaria da Universidade federal do Paraná e reuniu cerca de cem pessoas contra a legalização da droga, devido aos riscos físicos, sociais e psicológicos decorrentes do consumo.
Segundo o G1, a iniciativa foi registrada em cartório no início de fevereiro deste ano,contando com o  o apoio de vereadores da capital, deputados estaduais, federais, diversas igrejas, profissionais, empresários e outros segmentos da sociedade.
Uma das organizadoras do ato, a psicóloga Marisa Lobo afirma que 30% das pessoas que fumam maconha se viciam e seguem para outras drogas. “Os prejuízos da droga são muito grandes para o usuário, para a família e para a sociedade, tornando um problema de saúde pública. Trabalho em clínicas de reabilitação e a maioria dos pacientes que são viciados em crack começaram com a maconha. Não conseguem controlar”. 
(do noticiário)
Guerra de quadrilhas de traficantes no México
imagem Dextra
Creio que, além do ato, organizadores de eventos desse tipo deveriam mostrar imagens de até onde vai o estrago feito pelos traficantes (e usuários). Basta reproduzir algumas das imagens mostradas no blog Vera Dextra a respeito das guerras entre quadrilhas, no México, pelo domínio de território e venda de drogas. Já há conexões de tais quadrilhas com a droga colombiana e Brasil.  Link abaixo.
A questão toda vai muito além de ser a favor ou contra a liberação da maconha ou outras drogas. Drogas matam. Os usuários e pessoas que não têm absolutamente nada com isso. Até hoje as experiências de liberação nunca foram bem sucedidas. Elas são um tema pseudo modernoso, da esquerda,  pois servem,  em termos estratégicos, para destruir o tecido social. Isso ocorre nos EUA, de forma planejada, desde os anos 60 (Leia mais sobre isso no site de Olavo de Carvalho), como etapa da luta contra o Ocidente.
http://veradextra.blogspot.com/2011/01/verdadeira-face-da-droga.html


ADENDO: Um leitor aborrecido, que não entendeu que isto é um blog e não um jornal, cobra a informação de que apareceram 20 defensores da liberação da maconha. Aí está. Mudou o quê? Droga é droga e defensor das drogas é responsável também. Acho a posição de FHC uma idiotice. Um velho que parece que veio a pé de Woodstock. Faça um passeio ao México, à Colômbia, ao Paraguai, ao Rio de Janeiro e procure estudar o problema. Nenhum país liberará as drogas. Isso acaba com a sociedade. Você tem parentes usuários, viciados, traficantes? Faz uma fumacinha "social" vez ou outra? Acorda, irmão!


LEIA TAMBÉM NESTE BLOG:




SÓ UMA CORRENTE NO TORNOZELO ME SEPARA DO CRACK E DA MORTE. A saga do garoto de Praia Grande que se amarrava com uma corrente para fugir do vício.

SÓ UMA CORRENTE ME SEPARA DA MORTE 

A bela saga do garoto de Praia Grande que se amarrava com uma corrente para fugir do vicio e dos traficantes por amar a sua mãe e a própria vida.


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SUJEITO COM IDEIAS ESTRANHAS DIZ QUE DINHEIRO DO TRÁFICO NÃO VEM DA MACONHA. Ou: me engana que eu gosto.

O blog do Noblat publicou um texto muito estranho hoje, de um tal José Luiz, com uma argumentação mais estranha ainda.

O sujeito sustenta que "a grana que sustenta o tráfico não vem da maconha. A grana vem das drogas". Então, para ele, a maconha não é droga, é apenas uma diversão? Drogas podem, talvez, ser divertidas. Mas matam e alimentam uma gigantesca cadeia criminosa, além de destruir famíias e matar jovens.

Deve ser um sujeito de uns 55 ou 60 anos, pelas referências que utiliza para desqualificar o uso da maconha e desvinculá-la das drogas. Deve ser um hiponga das antigas, como diria o Telmo Martino (do JT) "um poncho e conga" que veio de Woodstock a pé. 

"A grana do tráfico não vem da maconha há muito, mas há muito tempo. A última geração que fuma maconha é a minha. Daí pra frente a maconha saiu de moda.
As gerações seguintes pegaram pesado na heroína - sexo, drogas e rock and roll. Jimmy Hendrix morreu afogado no próprio vômito por overdose de heroína. Janis Joplin morreu de overdose de heroína. Mas também para fazer o que ela fazia com a voz só tomando nos canos mesmo.
Depois veio a cocaína injetada também nos canos (nas veias) - o LSD, e coisas do gênero, eram para os doidões profissionais, aqueles que tomavam ácido para experiências, digamos, caleidoscópicas. O haxixe era a maconha dos riquinhos. O óleo de haxixe, que é a forma mais potente da droga, era um luxo.
Depois, com a AIDS a moda passou a ser cheirar cocaína (nada de chamar cocaína de coca, por favor, é um sacrilégio com o liquido mais precioso já inventado pelo homem). E agora estamos no crack que nada mais é que a borra que sobra no refino da cocaína."

O sujeito deve circular em ambientes muito restritos, não lê jornais, não acompanha o noticiário e só usa computador para escrever pro Noblat.

Todas as semanas, nas mais diversas regiões do País a Polícia Federal, as polícias rodoviárias, as polícias civil e militar apreendem toneladas de maconha produzida no Nordeste e no Paraguai. As cargas, que há alguns anos eram de 20 ou 30 quilos agora são de 500 ou uma e duas toneladas.
O sujeito acha que a distribuição é gratuita?

Além disso toneladas de cocaína, haxixe e crack também são apreendidas, em quantidades cada vez maiores.
Em qualquer porta de colégio, público ou privado, há alguém vendendo ou usando maconha.
É uma das drogas mais comuns entre a garotada, exatamente porque há quem a defenda e diga que tudo bem, é bacaninha e tal e não é droga.

Mentira. É droga, produz danos e dá uma enorme grana para produtores e traficantes. Talvez o autor do texto não seja do Rio, pois teria visto a montanha de maconha apreendida pelas tropas. Se não dá grana, o que fazia aquele estoque ali naquele lugar? Acho é que o autor não gostou do filme Tropa de Elite, o primeiro, o bom.

"Alguém conhece alguma maconhalândia, algum maconhódromo, ou coisa que o valha? Não. Não conhece - maconha, como já disse, é coisa da minha geração, ou seja, coisa de velho. Os que eu conheço que fumam maconha estão prá lá dos 50 e fumam em casa, na janela, depois do jantar, para relaxar - tem gente que toma vinho do porto, outros fumam sua maconha.
Agora, cracolândia todo mundo conhece, né? Tem uma em cada bairro, pelo menos no Rio de Janeiro, em São Paulo e nas grandes cidades do mundo.
Vamos combinar o seguinte. A grana que sustenta o tráfico não vem da maconha. A grana vem das drogas."

Ninguém conhece um lugar específico, uma maconhalândia, porque a droga está em toda parte. O crack é que ainda está localizado, mas o autor que não se preocupe, logo estará em todos os lugares, em bem mais que alguns pontos, cracolândias, de umas quatro mil cidades brasileiras.

Acorda, José

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PEDRO ABRAMOVAY DEIXA O GOVERNO. Ou: o lugar de traficantes é na cadeia. Abramo foi...

Pedro Abramovay
Pedro Abramovay, responsável pela  Senad (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) e defendeu o fim da prisão para pequenos traficantes deixou o governo. 
Visto como um jovem prodígio dentro do governo Lula, Abramovay ocupou a Secretaria Nacional de Justiça. Assumiu a Senad no início do ano, quando ela passou para o Ministério da Justiça.
Em entrevista há 10 dias ao jornal "O Globo", Abramovay defendeu que o governo enviasse ao Congresso um projeto para tornar padrão um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que respalda o uso de penas alternativas para a lei de drogas.
Os juízes poderiam aplicar penas alternativas a quem se encontra na situação intermediária entre usuário e traficante, desde que fosse réu primário.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, descartou que o governo estivesse analisando a proposta e disse que se tratava de uma declaração pessoal de Abramovay.
Cardozo  disse que a proposta governamental é o oposto, com endurecimento da pena para quem participasse de organizações criminosas.
Abramovay será substituído pela secretária adjunta da Senad, Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte.

COMENTO:

1.   Para Abramovay, colocar traficante nas ruas seria a solução. Não deve ser pai. 
Gostaria de saber o que é alguém que está entre ser viciado e ser traficante.
O viciado compra do traficante.
O traficante vende para viciados ou espalha drogas para viciar ainda mais gente.
O usuário, queira ou não alimenta o crime. Nem que seja quando para uso social, como se diz.
É a tese calhorda dos que não gostaram do filme Tropa de Elite I.
As drogas são um flagelo social. Só um lunático poderia ver na soltura de viciados/traficantes uma solução para o problema. Esse sujeito solto traria muitos outros usuários para a rede.

2.   QUE TIPO DE IDÉIAS TRANSFORMAM ALGUÉM EM PRODÍGIO?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

MAIS UMA VEZ, O TEATRINHO DE CHÁVEZ CONTRA OS EUA.



Citgo é subsidiária da PDVAmerica, da PDVSA venezuelana

Hugo Chávez, o ditador da Venezuela, disse que Larry Palmer, que seria embaixador americano em Caracas,  ofendeu as forças armadas venezuelanas ao dizer, em audiência no Senado dos EUA, que na Venezuela há guerrilheiros colombianos e que os militares são influenciados por Cuba.
Em represália, os Estados Unidos revogaram o visto do embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo Álvarez.
Chávez é mesmo um pândego. Todo mundo sabe dos laços da Venezuela com Cuba, conforme o projeto bolivariano de uma América Latina Socialista, orientada pelo Foro de São Paulo.
A Venezuela despeja milhões de litros de combustível para a miserável Cuba e Cuba, como sempre, exporta mão de obra barata. Há milhares de assesssores cubanos na Venezuela, na área da Saúde, Militar e Política.
As relações de Chávez com as FARC também são de longa data.
Os protestos do ditador venezuelano são apenas um teatrinho para destacar o que ele e Lula gostam de fazer, parecer que ameaçam o inimigo comum: os Estados Unidos.
Mas Chávez continua vendendo petróleo aos americanos e nem cogita em fechar os quase dez mil postos de gasolina da estatal venezuelana em solo americano, além de sete refinarias. É uma mina de ouro.
Chávez tem apoiado os narcoterroristas com discursos, armas, dinheiro e, também, território. Isso ficou claro após o exército colombiano ter detonado acampamentos dos bandidos e capturado dezenas de computadores dos chefes traficantes. Uma boa distração e fonte de informações é o livro lançado em maio de 2010, Palestino, do jornalista espanhol Antonio Salas, que mostra, muito mais do que Chávez gostaria, as relações da Venezuela com diversos grupos terroristas, inclusive islâmicos. 

Chavito e y sus amiguitos pseudo-socialistas não enganam mais ninguém.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

EVO MORALES ESTÁ PREOCUPADO COM A HUMANIDADE. Ou, a cocaína boliviana mata cada vez mais brasileiros.

Evo Morales,  um dos grandes humanistas do Foro de São Paulo, está muito preocupado com o futuro da Humanidade. Acusou, em Cancún, o capitalismo de colocar em risco toda a espécie. Enquanto isso segue sendo presidente dos bolivianos e de uma grande entidade de produtores de folhas de coca. Sabe-se, com certeza, que a Bolívia produz muito mais folhas de coca do que os bolivianos podem mascar.

O excedente, que não é pouco - mais adiante apresentarei números - é vendido para produzir cocaína. E sabemos que a cocaína mata cada vez mais gente no mundo (e essa gente pertence à Humanidade), especialmente entre nós, brasileiros.

As drogas vindas da Bolívia, Paraguai e Colômbia, em grande parte com a ajuda direta das FARC, matam um número gigantesco de jovens brasileiros. Que Evo Morales fale sobre isso, e como pretende estancar esse verdadeiro genocídio.

O CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA EM PORTO ALEGRE

Algo me diz, pelo noticiário, que Porto Alegre está a caminho de ser um dos grandes centros da violência no Brasil. Vamos ver como reagirá o futuro governador, Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, a essa realidade nada agradável. Começará colocando a culpa na ex-governadora?
  
A localização próxima do Paraguai favorece a entrada de armas de grosso calibre e militares e drogas, muitas drogas, provenientes da Bolívia, da Colômbia e, especialmente, do Paraguai.

Hoje a Brigada Militar divulga a apreensão, em uma residência na Vila Graciliano Ramos, na Glória, de: " uma metralhadora, seis armas de altos calibres, dois fuzis, dois quilos de crack, um quilo de maconha, nove rádios comunicadores, e quatro balanças de precisão." 

Também foram encontradas facas, revistas sobre montagem de armas e um colete a prova de bala, e equipamentos da polícia. (Zero Hora).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A INDÚSTRIA DA MORTE DO RIO DE JANEIRO. Der Industrie der Tod von Rio de Janeiro


Os traficantes têm fuzis AK-47 russos

Não foram necessários mais que três dias para que a realidade do Rio de Janeiro aflorasse, em toda a sua crueza, no noticiário sobre o Complexo do Alemão. Denúncias de violência policial contra moradores; acusações de roubo e destruição contra as forças de ocupação; sumiço de dinheiro apreendido do tráfico; moradores das favelas invadindo e roubando pertences das casas ocupadas pelos traficantes, e a suspeita de que policiais deixaram bandidos fugirem em troca de ouro em barras. 
Isso não significa, certamente, que todos os policiais estão implicados em roubos, suborno ou atos de violência. Mas, o crescimento do volume de queixas mostra a realidade escondida sob o tapete do noticiário fantasioso sobre a refundação do Rio. Nestes tempos parece que tudo tem que ser refundado.   
Não há como estabelecer um antes e um depois numa sociedade que misturou os conceitos de bem e de mal e na qual as zonas nebulosas da cultura, aquelas que beiram ou adentram a marginalidade, são vistas como algo absolutamente normal.
O Rio de Janeiro desenvolveu uma cultura diferente, única, ao longo das últimas décadas, a Cultura Bandida.
Essa cultura fica bastante clara quando se analisa o conteúdo do noticiário sobre as relações praias-morros, os filmes, os enredos de novelas, as letras de música e a filosofia, a sociologia e antropologia baratas produzidas na Academia.
A condescendência, o deslumbramento, a impunidade, tornaram cult o mundo marginal e criminoso. Sempre a mesma e velha visão romântica sobre o mundo do crime, como se tudo pudesse ser explicado apenas pelas criticas ao capitalismo.
Análises rasteiras de quem acha razoável a bandidagem e o consumo crescente das mais diversas drogas, como a maconha, a cocaína e o crack.
Ninguém sabe exatamente, mas, estima-se que o consumo anual de maconha no Rio de Janeiro possa chegar a cem toneladas. Cem mil quilos da erva.
Se um quilo de maconha rende até 150 cigarros, a montanha de maconha consumida pelos cariocas pode chegar a 150 milhões de unidades. Dados da ONU estimam que  cerca de 4 por cento da população mundial utilize a maconha.
Essa é apenas uma aproximação, visto que em alguns paises a droga não é encontrada com facilidade e em outros parece brotar nos vãos das calçadas, como no Brasil.
Utilizando tais referências, muito superficiais, teríamos cerca de 250 mil usuários no Rio de Janeiro. Dividindo-se 150 milhões de unidades por 250 mil encontraremos o resultado de 600 cigarros para cada usuário por ano.
Isso significa quase dois cigarros para cada um, por dia.
Assim, tal volume de droga - apenas a maconha, sem contarmos a cocaína e o crack - indica uma máquina quase industrial operando para mover as engrenagens desse submundo.
Corrupção de políticos e policiais, sedução de formadores de opinião e famosos, ongueiros modernosos e defensores da liberação das drogas fazem parte dessa equação.
E milhões, muitos milhões de dólares, que entram e saem do País, alimentando a indústria da morte, alimentando a Cultura Bandida.      

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SOBRE OS BUNKERS DO ALEMÃO.

Pesquisando sobre a questão da violência no Rio de Janeiro encontrei, no blog Notas e Destaques informações preciosas sobre os bunkers e feiras de armas realizadas no local.
A imprensa publica, hoje, a descoberta de 300 quilos de maconha e armas enterradas em um bunker, como se fosse algo absolutamente incomum.
É preciso destacar, a favor daquele blog, que a nota era de 12 de julho deste ano!
Incomum era o fato de a polícia não conseguir entrar naquele local há uns dois anos.

Trecho do texto do Notas e Destaques:

"Traficantes costumam realizar uma feira atacadista no largo do Coqueiro, na parte alta do complexo de favelas do Complexo Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. Segundo informações, no Complexo do Alemão, os criminosos estariam se esconde em esconderijos subterrâneos, conhecidos como bunkers. Esses bunkers, segundo um agente da DCOD (Delegacia de Combate às Drogas), são considerados “área vip” na favela e só são frequentados pelos chefões da organização criminosa, entre eles, Marcelinho Niterói, homem de confiança de Beira-Mar, traficante preso na penitenciária de Campo Grande (MS).
Os traficantes, segundo policiais, construíram até túneis que ligam os seus principais esconderijos. Um agente da DRAE (Delegacia de Repressão à Armas e Explosivos) estima que, em todo o complexo, os traficantes tenham cerca de 400 armas pesadas, entre fuzis e metralhadoras antiaéreas. Considerado base da maior facção do tráfico no Rio, o Comando Vermelho, o complexo do Alemão não recebe uma grande operação policial desde setembro de 2008, quando a favela foi ocupada para a procura do então chefe do local, o traficante Tota, que teria sido morto por antigos aliados.
A feira do Alemão, segundo policiais, costuma começar às 14h e só acabam por volta das 3h ou 4h. Em cada barraca, ficam até dez seguranças armados com fuzis. Para que o matuto possa participar, ele mantém contato com um emissário que comunica sua chegada ao chefe da favela. Cabe a ele, decidir recebê-lo ou não. Entre os traficantes que possuem tendas no local, estão os chefes das comunidades do Jacarezinho, Mangueira e Mandela, na zona norte, e da Vila Kennedy, na zona oeste. O pagamento pelas armas e drogas, é feito no ato e sempre em dinheiro. E os criminosos testam as armas na hora para saber se funcionam, dando tiros para o alto.
Os matutos levam cargas de drogas de 3 kg até 20 kg nas malas dos próprios carros, diferentemente dos grandes fornecedores, cujos entorpecentes chegam em caminhões. 
O largo do Coqueiro é o “quartel-general” do complexo do Alemão..."

Uma vez que um autor de blog pode chegar a essas informações, ou as informações podem chegar até ele, tanto faz, as mesmas também poderiam haver chegado às autoridades. O que houve com o Rio de Janeiro?
Agora, após a lenga-lenga das UPPs, e a estranha rebelião dos criminosos, que resultou na ocupação das favelas, todo mundo parece que descobriu o que acontecia.
Tudo não passava de outro segredo de Polichinelo.

domingo, 28 de novembro de 2010

CUIDAR DA COMUNIDADE

O receio de que o confronto com a polícia e as forças armadas pudesse levar a morte a muitos dos traficantes fez com que pais entregassem seus próprios filhos às autoridades.
Diversos casos foram registrados pela Imprensa nos últimos dois dias.
Os moradores das favelas também estão colaborando e denunciando os bandidos. Com isso, alguns que colaboram talvez possam vir a ser identificados pelos bandidos e perseguidos futuramente.
Como não há prisão de um número significativo de criminosos e nem são apreendidas armas modernas, apenas velhos e sujos fuzis e armas curtas, resta a possibilidade de que os bandidos tenham fugido - hipótese mais remota - ou estejam escondidos em casas das favelas  (cerca de 30 mil habitações) e bem armados e municiados.
O comandante da Polícia MIlitar já informou que todas as casas serão revistadas, visto que a polícia teve o aplauso da população. Uma vez que a polícia sabe que os bandidos podem forçar as famílias a darem esconderijo ou podem contar com a colaboração de moradores, as residências terão que ser vistoriadas.
Como o normal é deixar entrar para fazer a revista, naquelas em que houver recusa e a suspeita de que haja alguém escondido, a polícia poderá invadir, mesmo sem mandado judicial.
Terminada toda a operação, as autoridades cariocas nunca mais poderão abandonar aquelas pessoas, sob o risco de terem que assumir diretamente a responsabilidade pelos danos que elas possam sofrer em atos de vingança cometidos pelos bandidos traficantes.

SEMPRE A VELHA E PERIGOSA PRESSA

As tropas da Lei começaram a invadir o Complexo do Alemão pelas 8 horas da manhã de hoje, após muitas reuniões, cálculos e preparativos. Informações iniciais indicavam que cerca de 400 ou 500 bandidos encontravam-se escondidos no conjunto de favelas, fortemente armados.

Quanto a isso não há dúvidas, pois os meios de comunicação têm mostrado, sempre, bandidos exibindo fuzis e, até, metralhadoras. Passadas três horas a polícia conseguiu fincar a Bandeira do Brasil no topo do Morro, tomando conta do território.

Teve gente, especializada, que chegou a comparar com a tomada de Monte Castelo, na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. O Brasil é mesmo um país ufanista. As forças policiais fizeram cerca de 20 prisões, apreenderam 16 fuzis, uma metralhadora, uma submetralhadora com mira a laser, algumas granadas, muita munição, coletes a prova de balas e perto de dez toneladas de droga, a maior parte maconha. Além de muito dinheiro.

Um dos troféus da invasão foi a recaptura do bandido Zeu, o matador do jornalista Tim Lopes, em 2002, usando o método do microondas, isto é, queimando o corpo (vivo) com gasolina, em uma pilha de pneus. O sujeito foi condenado a 23 anos e seis meses, cumpriu cinco anos e 25 dias e obteve o benefício(!!!!!!) do regime semi-aberto. Fugiu, é claro.

O comando da Polícia Militar temia encontar forte resistência, uma vez que as favelas somam 200 mil habitantes e existem umas 30 mil moradias. Um verdadeiro labirinto que costuma ser muito perigoso para quem tenta invadir, pois vai de baixo para cima. Os soldados poderiam virar alvos fáceis.

Bem, assim que fincaram a bandeira, os famosos especialistas e jornalistas já começaram a falar em comunidade pacificada, território reconquistado, etc.
Para onde foram os 400 bandidos?
Onde estão as armas que usavam?
E toda a munição necessária?
É claro que os bandidos podem ter fugido, apesar do cerco, o que parece o mais difícil, ou podem estar escondidos em algumas das milhares de casas.

Farão moradores reféns? Estarão escondidos por conhecidos? 
Não devemos nos esquecer que a população, apesar de sar sinais de alívio, têm profundas ligações com os bandidos, pois suas famílias moram por ali. Todos se conhecem. A rede de solidariedade é grande, assim como o medo da morte. Tanto por parte dos bandidos, como dos moradores que ficam entre a espada e o fogo. A cultura das chamadas comunidades tem uma imensa carga de ambiguidade, está na zona do limbo, entre o bem e o mal.

Os bandidos podem ter preparado armadilhas para as tropas, e enterrado armas e drogas.
É muito, mas muito cedo mesmo, para se falar em pacificação.
Por ora, o território foi apenas tomado, o que não deixa de ser interessante.
Mas, se não aparecerem os bandidos, presos, ou mortos, e as armas, tudo não terá passado de uma grande brincadeira.

O pior é que colocando em risco a vida de milhares de pessoas.
E, pior ainda, desmoralizando o imenso esforço feito pelas tropas envolvidas nessa verdadeira guerra do Rio de Janeiro. 

O BLOG COTURNO NOTURNO INDICA ONDE DEVEMOS MIRAR NA GUERRA DO TRÁFICO


Domingo, Novembro 28, 2010

Começa a batalha contra as FARC e os governos traficantes no Complexo do Alemão.

A Globo News transmite, ao vivo, a tomada do Complexo do Alemão  pela polícia e Forças Armadas. É  o país derrotando as FARC e a leniência  do governo Lula em relação aos governos bolivarianos, maiores responsáveis pelo contrabando de drogas pelas desguarnecidas fronteiras do Brasil." (extraído do blog Coturno Noturno, do Coronel).

Alguns blogueiros-jornalistas têm defendido que a questão do combate ao tráfico no Rio de Janeiro e no Brasil, em geral, não pode ficar restrita às grandes cidades.
O problema é muito mais amplo, pois envolve países onde se produzem drogas como a cocaína (Bolívia e Colômbia) e a maconha (Paraguai).
E os produtores de drogas contam com a visão complascente de boa parte dos que se dizem de esquerda no Brasil, país onde virou pecado falar em reprimir.
Mas se os intelectuais têm essa atração pela marginália, o povo soube indicar que gosta mesmo é do Bope, e chama bandido de bandido, basta lembrar o sucesso do filme Tropa de Elite (I), tão criticado pelos que se dizem conscientes.
Como a política de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora falhou, por não passar de peça de propaganda eleitoral, provocando uma forte reação dos bandidos, as autoridades políticas foram obrigadas a apelar para a força bruta, com o auxílio das Forças Armadas.
É mesmo uma guerra, visto que parte do território das favelas cariocas está sob o domínio dos narcotraficantes.
O domínio é conhecido, mas sobre tal situação foram feitas ao longo dos últimos anos muitas entrevistas com ongueiros, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos contaminados ideologicamente pela visão do bandido do bem, vítima do cruel sistema capitalista. Além de muitas teses acadêmicas.
A cultura que emana do Rio de Janeiro, em parte das novelas, na música, no cinema, propaga a idéia difusa de que é possível conviver com os marginais, com as drogas, e que tudo é apenas um sinal das contradições do sistema capitalista.
Meninas da classe média e de famílias ricas quase tinham a obrigação de namorar os jovens marginais, num êxtase democrático popular.
O Rio de Janeiro virou mesmo uma zona, em que fortes malhas de comunicação formaram-se unindo Ongs, acadêmicos, policiais e políticos corruptos. Os bailes funk nas favelas ou na periferia promovidos pelos criminosos, onde as "cachorras" dão um espetáculo realmente animalesco, viraram sucesso entre universitários, sinalizando o nível a que podem chegar as coisas quando tudo é permitido e nada é errado e nem criminoso.
O coronel, autor do Blog Coturno Noturno, tem batido na tecla das ligações entre políticos brasileiros e representantes dos produtores de droga (especialmente cocaína) da Bolívia e da Colômbia.
E essa ligação passa, necessariamente, pela malha de forças ditas progressistas de esquerda que participam do Foro de São Paulo. Esse clube de esquerda tem sido apontado pelo filósofo Olavo de Carvalho e pelo jornalista Reinado Azevedo, há anos, como o suporte para uma série de consequências que temos presenciado.
As Farc, na Colômbia, que há anos deixou de ser uma guerrilha de esquerda para tornar-se apenas uma das maiores organizações de cocaína do mundo participou de muitas reuniões do Foro de São Paulo e tem membros asilados no Brasil.
O governo brasileiro nunca condenou a ação das Farc como uma organização que espalha a morte nas américas, na medida em que vende milhares de toneladas de cocaína.
O presidente Lula chegou a aconselhar as Farc as deixarem as armas e a entrarem na política, para disputar o governo da Colômbia, como se alguém pudesse aconselhar os bandidos do Complexo do Alemão a constituírem um partido político e disputar a prefeitura do Rio de Janeiro.
Diante desse quadro, em que há grande condescendência com bandidos traficantes, assassinos cruéis, como se eles tivessem alguma dignidade ou nobreza, e pudessem de alguma forma colaborar com a grandeza da nação, o mundo intelectualizado mostra o nível de nossos intelectuais e políticos.

COMBATER A PRODUÇÃO

Como não podemos diretamente combater a produção de drogas em outros países, podemos, todavia, fazer um esforço decente para impedir que a droga entre fácil no país, assim como os diferentes tipos de armas que são vistas em poder dos bandidos.
Um cidadão comum mal consegue adquirir um simples 38 em uma loja de armas; contudo, garotos de 17 ou 18 anos são vistos portando fuzis AK-47 nas favelas do Rio de Janeiro como se estivessem tomando um picolé. Como essas armas chegaram lá?
Não foram os garotos que foram buscá-las na fronteira com o Paraguai.
O Brasil precisa denunciar os produtores de drogas e combater o contrabando de armas e a entrada de drogas. Prender os mandantes do tráfico, que são verdadeiros capitalistas e não apenas alguns desdentados dos morros. Desinfetar a polícia. Desinfetar a política.
O esquerdismo idiota que impera nas universidades e na Imprensa colabora para com
a disseminação de uma visão romântica da bandidagem, enquanto o câncer das drogas consome a juventude.
As coisas têm que ser chamadas pelo nome que têm, e pelo que são.
Droga é droga; bandido é bandido; corrupto é corrupto; arma é arma; idiotas são idiotas, sempre. 

sábado, 27 de novembro de 2010

O SANGUE MOLHARÁ O MORRO, A COPA E A OLIMPÍADA

De forma lenta, mas constante, a opinião pública começa a ter uma idéia mais clara a respeito dos traficantes do Rio de Janeiro. A cobertura jornalística está mais ligada à cobertura dos fatos do que atrás de explicações sociológicas.
Jornalistas devem ser jornalistas, e não cientistas sociais.
Os bandidos estão sendo chamados de bandidos; traficantes armados com fuzis e metralhadoras agora não são mais os famosos supostos traficantes, como se gente honesta perambulasse por becos de favelas portando armas militares.
O cidadão comum, desarmado pelo Estado, só pode concluir que um moleque de 18 anos armado com uma metralhadora, adquirida por contrabando ou de policiais corruptos,  não é suposto nada, é bandido pura e simplesmente. 
O que é relatado mostra a situação dramática do Rio de Janeiro:

1. um menino de 12 anos foi detido numa barreira transportando 32 mil dólares, que tentava tirar da favela do Alemão; certamente pressionado pelos bandidos ou, pior, iniciando no crime;

2. um menino de 8 anos de idade foi baleado na perna por um criminoso que havia ordenado que o garoto pusesse fogo em uma moto. Como o garoto recusou-se e fugiu, foi baleado;

3. na favela do Cruzeiro a polícia apreendeu 132 bananas de dinamite que seriam utilizadas para explodir alvos diversos; nas últimas semanas vários assaltos no Brasil desviaram cargas de dinamite; provavelmente boa parte foi parar nos morros do Rio;

4. na fuga dos 200 bandios da favela Cruzeiro para o Complexo do Alemão, uma pick-up levou cerca de dois milhões de dólares e reais do tráfico, o que foi descoberto pelo setor de inteligência da polícia;

5. As autoridades policiais estimam que estejam escondidos no Complexo do Alemão entre 400 e 500 bandidos fortemente armados.

Tais fatos e números mostram com o que se está lidando.
O fim ainda está longe, uma vez que, apesar da tentativa de algumas ONGs, de intermediação, os bandidos resolveram não se render e parecem estar dispostos ao combate, imaginando que a invasão do complexo será muito difícil.
Ocorre que as tropas farão o conhecido movimento do martelo e da bigorna, espremendo os bandidos pelo alto e por baixo. 
Ainda haverá muito sangue no Rio de Janeiro.
A Copa e as Olimpíadas estarão tintas de vermelho. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O ESPÍRITO DE MARIGHELlA AINDA ESTÁ ENTRE NÓS?

Acompanhando o noticiário sobre o combate ao terror gerado pelos narcotraficantes do Rio de Janeiro e observando a reação de alegria e alívio da população, surgiu-me uma pergunta que não pára de me atormentar.
Já vimos toda a violência possível nessa situação?

Temo dizer que não.
Quando os 100 ou 200 bandidos, que agora parecem fanfarrões em fuga, mostrando fuzis e metralhadoras, forem finalmente acuados no alto do Morro do Alemão, cercados pelas tropas da Polícia Militar e das Forças Armadas, poderão reagir de modo muito violento e traumático.
Conhecendo perfeitamente o Manual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella e sabendo que líderes das gangues ligadas ao narcotráfico  foram doutrinados nas prisões, no tempo da ditadura, podemos esperar o pior.

Em diversos atos recentes já mostraram que agem sem dó e nem piedade, pois colocaram fogo em veículos com pessoas dentro. É certo que no passado também já fizeram coisas como queimar pessoas vivas dentro de pneus, o chamado microondas.
São cruéis, psicopatas.

Encurralados, talvez resolvam apelar para a captura de reféns para barganhar a saída do morro e tentarem a fuga. Ficar e resistir a tiros, sabem que é morte certa.
Que as autoridades que ora articulam os planos de combate já tenham pensado nisso, pois soluções serão necessárias.
Pelo visto, as autoridades políticas cariocas só estavam preparadas para o show pirotécnico da tal Polícia de Pacificação. 

Com os combates e a perseguição aos criminosos, com a prisão ou morte deles é que a população será realmente liberta e pacificada.
Espero, sinceramente, que o espírito de Carlos Marighela não esteja pairando sobre o Rio de Janeiro.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DEMAGOGIA NÃO É SOLUÇÃO.

"Todos queremos que o crime seja enfrentado com o mínimo possível de confrontos, de mortes, de violência. Mas não existem milagres nesses assuntos. Meter bandidos atrás das grades não é suficiente para garantir a eficiência da segurança pública, mas não existe segurança possível se eles estão, aos milhares, nas ruas. É por isso que a Unidade da Polícia Pacificadora sem a Unidade da Polícia Prendedora é uma picaretagem política." (Reinaldo Azevedo).

Sobre os constantes episódios de violência no Rio de Janeiro, cidade dominada pelo crime, fica cada vez mais claro que fazer demagogia não resolve o problema. 
A questão de base foi tocada, com toda a certeza, por Tropa de Elite (I), pois o filme mostrou como o crime organizado e as drogas dominaram a cidade e o próprio imaginário dos cariocas bem pensantes, os descolados, os moderninhos.
E como cada cidadão consumidor de droga ajuda a tornar a vida insuportável. 
O período eleitoral fez com que o governo estadual inventasse a fórmula mágica chamada de UPP. O resultado está sendo visto agora, após as eleições, com a revolta dos bandidos.
Certo está o Reinaldo Azevedo ao tocar no assunto com seu modo preciso e lógico, desnudando a falcatrua toda.
Lugar de bandido é na cadeia.
Sociologismo e bom mocismo só cabem na Academia, que finge que a culpa sempre é do sistema, entre uma cafungada e outra.