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quinta-feira, 7 de abril de 2011

THE DAY OF ISLAM. O terrorismo está entre nós. Só falta uma lei antiterror.

Eles estão no meio de nós

Diogo Chiuso

No livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes.

A reportagem de capa da Revista Veja desta semana traz informações da Polícia Federal sobre terroristas agindo livremente no Brasil. Devo dizer que é um assunto sobre o qual venho falando (e escrevendo) há pelo menos 3 ou 4 anos. Em maio de 2009, publiquei um tipo de compêndio de links auto-explicativos - e que complementam a ótima reportagem da Veja:

Alguns links em uma ordem cronológica e auto-explicativa:

1) Em novembro, a ex-ministra das relações exteriores de Israel, num programa de rádio, apontou o estreitamento dos laços entre guerrilhas sul-americanas e organizações terroristas iranianas que, segundo ela, pode ser facilmente observado. Ela ainda disse que o Irã procura constantemente o auxílio político para bloquear as sanções internacionais que vão de encontro ao seu programa nuclear.

O ministério da defesa israelense tem observado durante anos as áreas de fronteira entre o Paraguai, Argentina e Brasil, identificando-as como focos do terrorismo iraniano em conjunto com o Hizballah. (Livni aponta focos de terrorismo na América Latina);

2) Em janeiro, é a vez da NEFA Fundation divulgar um extenso documento sobre os arquivos do computador do ex-chefão das Farc, Raúl Reyes, com todas as suas conexões com diplomatas e agentes de inteligência da Venezuela. Juntamente com membros do governo da Nicarágua, foram usados como contatos com ex-integrantes do Exército Republicano Irlandês (IRA), com os separatistas espanhóis do ETA, além do Hamas, Hizballah e o Irã, que deu suporte ao contrabando de armas para as guerrilhas latino-americanas. (The Farc's International Relations: A Network of Deception).

«UPDATE: Em outubro de 2010, o jornal espanhol El País noticiou que terroristas do ETA foram recebidos pelo governo venezuelano para treinamentos de guerrilha:

Dos etarras confiesan que se entrenaron en Venezuela en 2008;

ETA en la Venezuela de Chávez: la prueba definitiva »

2) Na última segunda-feira, dia 25 de março, um relatório de inteligência do governo israelense diz que a Venezuela e a Bolívia estão fornecendo urânio para o programa nuclear do Irã. (
Israel suspeita que Venezuela e Bolívia enviem urânio a Teerã);

3) A coluna do jornalista da Folha, Josias de Souza, nesta terça-feira, 26, informa que um integrante da alta hierarquia da organização terrorista Al Qaeda está preso no Brasil sob sigilo rigoroso (
Integrande do alto escalão da Al Qaeda está preso no Brasil);

4) Ainda hoje, repercutindo a notícia do terrorista da Al Qaeda preso sigilosamente no Brasil, diz a Folha que o Ministério da Justiça confirma a informação de que um membro da Al Qaeda foi capturado no Brasil, porém, já foi libertado por estar casado com uma brasileira e ter residência fixa. (
Membro da Al Qaeda não está mais na prisão).
Vale lembrar que no livro The Day of Islam, Paul Willians (um ex-agente da CIA) cita o Foro de São Paulo como articulador das negociatas entre terroristas e narcotraficantes, denuncia ligações do governo brasileiro com o Irã - no que diz respeito ao Programa de Enriquecimento de Urânio -, e ainda aponta o interior de Minas Gerais como local de um campo de treinamento da Al Qaeda (um tipo de centro de operações para captação de recursos, i.e., narcotráfico e contrabando de armas em conjunto com as Farc).
leia mais sobre o assunto em:

CHÁVEZ ENCALHOU EM COCHABAMBA. Como o venezuelano enrola Santos e facilita para as FARC

Ninguém investiga porquê, nesse contexto de aproximações com a Venezuela, as Forças Militares colombianas reduziram suas operações em 30%, enquanto que as ações terroristas das FARC crescem em todas as partes.
As forças aéreas da revolução bolivariana estão em tão ótimo estado, que o chefe supremo desta às vezes não pode cumprir com suas entrevistas com outros chefes de Estado. Dotado de caros aviões de combate russos, último modelo, capazes de espalhar a morte e a destruição no norte da América Latina, o regime venezuelano não pôde, entretanto, tirar a tempo de Cochabamba, Bolívia, o presidente Hugo Chávez e sua brilhante comitiva: o avião que o havia levado majestosamente à Argentina, Uruguai e Bolívia decidiu, no último momento, quebrar. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, esperava o chefe bolivariano em Cartagena de Indias, para um terceiro encontro. Em vão. Por telefone lhe disseram que Chávez estava encalhado na cidade boliviana. Evo Morales não havia encontrado um avião para que seu homólogo cumprisse a última etapa de seu giro pelo continente.

Essa, ao menos, foi a versão oficial. Porém, ninguém é obrigado a acreditar. O venezuelano disse tantas mentiras em sua carreira de ditador que é legítimo pôr em dúvida, agora também, suas palavras. Há, ademais, a versão dada a uma agência de imprensa por um funcionário boliviano, que guardou o anonimato. Ele assegurou na sexta-feira que o avião estava pronto, porém, que o mandatário venezuelano havia decidido viajar "diretamente para Caracas".
Em todo caso, o presidente Santos perdeu seu tempo em Cartagena (por sorte, a cidade é linda), pois as notícias do "contratempo" chegaram em conta-gotas (que Chávez aterrissaria "um pouquinho mais tarde do que o previsto", foi a palavra de ordem) para manter o suspense. No final, os dois presidentes decidiram ver-se em 9 de abril próximo.
Quem pode acreditar no conto da falta de uma "peça de reposição"?

A razão desse desplante grosseiro com o presidente Santos é obviamente política. Foi tanta a desordem que se acumulou antes dessa entrevista que Chávez optou por esquivá-la. O assunto Makled, por exemplo, que oficialmente não ia ser tratado, passou ao primeiro plano. Na véspera, o senador norte-americano Dick Lugar e o congressista republicano Connie Mack chamaram a atenção de Santos e alguns jornais colombianos, assim como juristas e políticos do continente, exortaram Bogotá para que entregue a Washington o capo narcotraficante, acusado de enviar dez toneladas mensais de droga aos Estados Unidos.

Por outro lado, a agenda é super pesada: sete comissões bi-nacionais discutem desde há semanas sem chegar a acordos em matérias tão delicadas como segurança, energia, saúde, comércio, infra-estrutura, turismo e cultura. É uma discussão secreta, a portas fechadas, pelas costas da opinião pública, como é do gosto de Chávez. Alguns jornais trataram de reduzir o assunto a uma questão de vendas: de energia, leite e cimento colombiano à Venezuela e de gasolina à Colômbia. Não. Há coisas de grande calado. Está presente ali a idéia absurda de Armando Benedetti de criar "estados bi-nacionais" na zona fronteiriça? Essa idéia ele lançou em meados de agosto de 2010, após uma entrevista com Hugo Chávez. Ninguém sabe de nada. Até onde, nessas negociações, se estão comprometendo interesses vitais da Colômbia? Por que tanto segredo? O que Chávez está exigindo? Que outros pontos estão em jogo? Por que não chegam a acordos? Pactos sobre a luta contra o narcotráfico entre o país que expulsou a DEA (Venezuela) e um país que trabalha com a DEA (Colômbia) vai beneficiar a quem? Não podemos esquecer que, como admitiu o ministro colombiano da Defesa, esses pactos eventuais incluem "compartilhar inteligência, informação judicial e realizar operações coordenadas entre os dois países". O pastel é tremendo!

Também há disse-me-disses entre a recém designada secretária-geral da UNASUL, María Emma Mejía, e o ministro chavista Alí Rodríguez.
Indigna ver a resignação da imprensa colombiana. Ante coisas tão graves, mostra pouca curiosidade. Ninguém trata de descobrir o alcance desses convênios. Tudo é credulidade, conformismo, passividade, negligência. Ninguém investiga porquê, nesse contexto de aproximações com a Venezuela, as Forças Militares colombianas reduziram suas operações em 30%, enquanto que as ações terroristas das FARC crescem em todas as partes.

O contraste é nítido entre 2009 e 2010. Só La Hora de la Verdad, de Fernando Londoño Hoyos, entrevistou o politólogo Alfredo Rangel, autor de um estudo que mostra, com cifras exatas, esse preocupante declínio da segurança nacional. Enquanto isso, a imprensa informa menos dos ataques das guerrilhas, até o ponto em que alguns atentados não são sequer mencionados. O que está acontecendo? Por quê essa política suicida?

Mas há algo mais.
Uma notícia de 31 de março, cuja importância poucos viram, pode ter-se convertido no fator que desatou a fúria total de Hugo Chávez contra Santos e que o obrigou a aprazar o encontro de Cartagena. Chávez deve ter-se engasgado quando soube que a Colômbia não se prestava à manobra de reconhecer unilateralmente a Palestina como Estado. Juan Manuel Santos disse nessa quinta-feira, durante um encontro em Bogotá com uma delegação do Congresso Judeu Mundial (CJM): "Nós não reconheceremos o Estado Palestino, pois para nós é uma questão de princípio. Nós apreciamos muito a amizade e a valentia do povo judeu".

Com essa postura, um êxito da diplomacia israelense, tão detestada por Chávez, a Colômbia resiste às pressões palestinas e iranianas e se recusa a seguir o mal exemplo dos governos esquerdistas que fizeram tal reconhecimento: Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Venezuela, Guyana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Chile (único de centro-esquerda). Esses governos validam a estratégia palestina de evitar a negociação com Israel para pôr a única democracia do Oriente Médio contra a parede. Jack Terpins, um dos líderes do CJM, felicitou na quinta-feira o presidente Santos por "sua luta contra a influência iraniana na região, em especial frente à Venezuela, dirigida pelo ditador Hugo Chávez. Israel considera todo reconhecimento unilateral do Estado Palestino como um obstáculo às negociações de paz", informou em 1º de abril a agência Ria-Novosti.

Os que acreditam que Chávez deixa passar sem represálias pontos de tão alto simbolismo como esse, se equivocam. O mandatário venezuelano acreditava ter conseguido "corrigir" a política colombiana profundamente. Pois não. Há pontos que ainda lhe escapam, como este do reconhecimento unilateral e independente do Estado Palestino, linha que Caracas leva com ar triunfal, da mão de Teerã e do ativismo chiita, por todo o continente. Ao contradizer essa política, Bogotá malogra pactos de Caracas com o poder iraniano, do qual dependem fornecimentos a Caracas em matéria econômica e militar.

Chávez espera "corrigir" de novo a política de Bogotá nesta semana e tomar uma resolução caprichosa antes do 9 de abril? Veremos. Em todo caso, está na hora de pedir transparência sobre o que se está negociando com a Venezuela. Não mais negociações secretas com Hugo Chávez! A opinião pública colombiana não vê com bons olhos o que está acontecendo. El Mundo, de Medellín, publicou uma sondagem no dia seguinte ao desplante de Chávez: "Você confia na atitude de Chávez para com a Colômbia na era Santos?". A resposta foi: Não, 79%; Sim, 21%.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

WALID MAKLED, TRAFICANTE VENEZUELANO, DIZ TER PROVAS DA ASSOCIAÇÃO COM CHÁVEZ

O traficante venezuelano, Walid Makled, que está preso na Colômbia, e é objeto de dois pedidos de extradição, um dos Estados Unidos, e outro da Venezuela, deu entrevista, da prisão,  à TV Univisión, de Miami, no domingo à noite. Disse dispor de "vídeos" e "provas contundentes" que implicam o Governo de Hugo Chávez em uma rede de tráfico de drogas.

Essas informações estão na imprensa internacional. Segundo Makled: "Não é um segredo que na Venezuela, em São Fernando de Apure, funcionam laboratórios de cocaína, iguais aos de Maracaibo... los cuales são resguardados pelo governo". Talvez tenha mesmo tais gravações. Isso parece que virou moda, não? Aqui no Brasil mesmo há verdadeiro vendaval em Brasília por conta de vídeos comprometendo políticos, conforme lemos na imprensa.

Leia trecho da matéria publicada pelo principal jornal da Colômbia, El Tiempo:


El narco venezolano está preso en Colombia y es pedido en extradición por Venezuela y EE. UU.

Makled dijo en una entrevista televisiva la noche del domingo que cuenta con "videos" y "pruebas contundentes" que implican al gobierno de Chávez en una red de tráfico de drogas.
"No es un secreto que en Venezuela, en San Fernando de Apure, funcionan laboratorios de cocaína, igual que en Maracaibo... los cuales son resguardados por el mismo gobierno venezolano", dijo Makled, en el programa 'Aquí y Ahora' de Univisión, la principal cadena hispana de Estados Unidos. (Lea las razones por las que Makled quiere ser extraditado a Venezuela).
El narcotraficante afirmó que trabajó "con el gobierno de Chávez, no cuatro años como dijeron, sino ocho años", y advirtió que tiene en su poder seis videos "extremadamente comprometedores" de la implicación gubernamental en las actividades que él llevaba a cabo.
Makled, de 42 años, uno de los tres narcotraficantes más buscados por Estados Unidos, señaló en la entrevista que existe una red de distribución de droga desde el sur de Venezuela, con vínculos con las Farc, y participación de altos militares y funcionarios del gobierno venezolano, a quienes dijo que pagaba cuantiosos sobornos semanales para desarrollar sus negocios.

Leia a matéria completa em:

COMENTO: 

Desde que o Exército Colombiano atacou um campo de  narco-traficantes das FARC, em território equatoriano, em setembro de 2009, matando um dos lideres, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy e mais 20 narco-guerrilheiros,  e apreendendo diversos computadores, lideres políticos de vários países latino-americanos não conseguem dormir em paz.

É que os tais computadores – acrescidos de outros, capturados em oportunidades posteriores – tem um conteúdo explosivo: as mensagens gravadas indicam quem mantinha contatos com os narco-traficantes, chamados somente de guerrilheiros no Brasil, quais os interesses, se venda de armas, se apoio financeiro, se venda de drogas, ou apoio político. O Brasil, oficialmente, não reconhece as FARC como um grupo terrorista, como outros países, preferindo chamá-las de "forças beligerantes", conforme o ex-assessor de Lula, Marco Aurélio Garcia. 

Basta lembrar que, recentemente, em novembro de 2010, a senadora Piedad Córdoba, teve seu mandato cassado pelo Senado Colombiano, além de perder seus direitos políticos por 18 anos, após processo feito pela Procuradoria com dados extraídos dos computadores capturados no acampamento de Jojoy. 
Piedad aparecia para o público colombiano como uma embaixadora humanitária, procurando fazer uma ponte entre o Governo e os narco-guerrilheiros, Na verdade, segundo o processo, apenas procurava ganhar tempo para a guerrilha. Era muito mais, segundo o senado, que ajuda humanitária.

Walid Makled dice tener pruebas de su asociación con gobierno Chávez

Presidente Chávez
Al presidente Chávez le llegó un alivio con la subida del precio del petróleo. Foto: AFP

domingo, 3 de abril de 2011

OS LAÇOS BRASIL-FARC, SEGUNDO A REVISTA COLOMBIANA CAMBIO

BAÚ DE TEXTOS
Em reportagem de capa intitulada "Dossiê Brasil", o semanário Cambio divulga (2008) trechos do que seriam 85 e-mails trocados entre Raúl Reyes, ex-porta-voz internacional das Farc, e outros integrantes da guerrilha. Entre esses, Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como padre Olivério Medina ou Cura Camilo (Padre Camilo), que atua como delegado das Farc no Brasil. As conversas, supostamente encontradas num laptop pertencente a Reyes, mencionam integrantes do PT e até Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Cambio ressalva que nenhum dos funcionários brasileiros enviou mensagens a algum dos membros do grupo guerrilheiro" e considera os e-mails "apenas indícios" de um possível comprometimento do governo Lula com as Farc. Os e-mails teriam sido localizados pelos militares que mataram Reyes, membro do secretariado-geral das Farc. As mensagens foram trocadas entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008. Reyes - cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia e que foi morto por tropas colombianas em solo equatoriano, em 1º de março - menciona nos e-mails "cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro (secretário-geral de ministério), cinco deputados, um vereador e um desembargador brasileiros", contabiliza a revista.

O desembargador é o gaúcho Rui Portanova, que atua na 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça. Conforme a revista, em 19 de abril de 2001 um integrante das Farc de codinome Mauricio Malverde informa, por e-mail, a Reyes que "o juiz superior Rui Portanova, amigo nosso, nos solicitou que deseja ir aos acampamentos para receber instrução e conhecer a vida das Farc. Custeia sua viagem". O desembargador confirma que se ofereceu para conhecer as Farc. Portanova não é o único rio-grandense mencionado nos supostos e-mails.
Nas mensagens, Medina afirma ter mantido contatos com o assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e o assessor presidencial Selvino Heck, ambos gaúchos e ligados ao PT. Sobre Garcia, um dos e-mails de Medina a Reyes, sem data conhecida, afirma: "Estive falando com a deputada federal Maria José Maninha. Acertamos que ela vai me abrir caminho rumo ao Presidente, via Marco Aurelio García". Em outro e-mail, de 23 de fevereiro de 2007, Medina informa a Reyes: "É possível que me visite um assessor de Lula, chamado Selvino Heck, que junto com Gilberto Carvalho tem sido outro que tem nos ajudado bastante".

Medina, autor da maioria dos e-mails enviados a Reyes desde o Brasil, foi preso em São Paulo em agosto de 2005. Vivia em território brasileiro havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial, por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a ele o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia.
Também são mencionados nos e-mails o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e o subsecretário de Direitos Humanos, Perly Cipriano. Assessor de Lula condenou métodos de guerrilheiros Algumas mensagens foram escritas durante as negociações de paz, que resultaram na criação - 1998 e 2002 - de uma área de 42 mil quilômetros quadrados liberada para atuação da guerrilha, em San Vicente del Caguán.


Os guerrilheiros recebiam ali simpatizantes de vários países. Entre os que moravam na "zona liberada" estavam o líder máximo das Farc, "Manuel Marulanda" ou "Tirofijo", que foi morto em março deste ano. E o chefe militar das Farc, "Mono Jojoy", cujo nome verdadeiro é Jorge Briceños. A reportagem diz que as mensagens "revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc". A revista diz que a guerrilha aproveitou a chegada de Lula e do influente PT ao poder "para alcançar as mais altas esferas do governo". Em depoimento em abril à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, Garcia disse repudiar os métodos usados pelas Farc, como seqüestros, ataques terroristas e uso de dinheiro do narcotráfico. Garcia classificou como "fantasiosa" a reportagem, mas não negou o conteúdo das mensagens. 

Petistas confirmam relações com grupo  A vitória do PT nas eleições de 2002 entusiasmou os principais dirigentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Com a chegada ao poder de um partido que simpatizava com as causas do movimento, líderes da guerrilha tentaram angariar apoio político à resistência na selva colombiana. - Em vários momentos fomos procurados por representantes das Farc com pedidos de ajuda. Às vezes eles sequer se identificavam como integrantes da guerrilha, mas a posição do PT sempre foi de absoluta divergência com os métodos praticados pelo grupo.


Nunca houve cooperação - afirma o tesoureiro nacional do PT e ex-secretário de Relações Institucionais do partido, o gaúcho Paulo Ferreira. A suposta resistência do partido, contudo, não impediu o governo brasileiro de atuar em favor da guerrilha.
No final de 2005, o também gaúcho Selvino Heck foi procurado por interlocutores das Farc. Assessor especial da Presidência da República, Heck recebeu de pessoas ligadas a movimentos de defesa dos direitos humanos um pedido de ajuda para o padre Olivério Medina, representante dos narcoguerrilheiros no Brasil. Preso pela Polícia Federal a pedido do governo da Colômbia, Medina estaria recolhido em condições insalubres no Presídio da Papuda, em Brasília. - Me disseram que ele estava correndo risco de vida. Comuniquei o caso ao Gilberto Carvalho (chefe de gabinete do presidente Lula) e à Secretaria de Direitos Humanos. Essa foi minha única participação no episódio - resume Heck.

Para presidente da Ajuris, opiniões devem ser respeitadas A citação do desembargador gaúcho Rui Portanova na reportagem que aponta conexões das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil provocou reação cautelosa de seus colegas no Judiciário. Procurado por Zero Hora, o Tribunal de Justiça do Estado, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que não se manifestaria sobre o caso por avaliar que se trata de tema de foro íntimo. O silêncio se repetiu na Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Amigo de desembargador foi surpreendido por notícia Apenas o presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Carlos Marchionatti, aceitou se posicionar sobre a proximidade de Portanova com os guerrilheiros.

Segundo ele, cada brasileiro tem o direito de ter opinião e ideologia, o que, para ele, deve ser respeitado. - Como presidente da Ajuris, reafirmo que nossa Constituição promove a solução pacífica de conflitos. A situação da Colômbia deve ser resolvida pelo povo colombiano - afirmou Marchionatti. Um desembargador aposentado e amigo de Portanova se mostrou surpreendido com os contatos do magistrado com os representantes das Farc. Ele afirmou que Portanova é um profissional respeitado nacionalmente por suas posições favoráveis a um Judiciário mais sensível às questões sociais. - É considerado um magistrado extraordinário e avançado.

 Recebi um representante das Farc no gabinete Entrevista: Rui Portanova, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado O desembargador gaúcho Rui Portanova, 58 anos, se define como "homem de esquerda" e se tornou conhecido como um dos expoentes da chamada Justiça Alternativa. O magistrado soube ontem por Zero Hora que mensagem das Farc o aponta como "amigo nosso" e não demonstrou surpresa. - Mantive contato durante meses com eles, por e-mail. Tinha curiosidade por saber como vivem - justifica Portanova.

Uma resposta de acordo com a biografia de Portanova, famoso por decisões favoráveis ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Em 2003, em palestra no Fórum Social Mundial, disse que os juízes só marginalizam os movimentos sociais se quiserem, "porque não faltam leis para promover a justiça social". Em 2004, assinou um manifesto de intelectuais brasileiros intitulado "Se fôssemos venezuelanos votaríamos em Hugo Chávez". O abaixo-assinado, defendendo a reeleição do venezuelano, é endossado por líderes de esquerda como João Pedro Stédile, líder do MST. 
Extraído do site de Puggina
LEIA O TEXTO INTEGRAL DE PUGGINA NO:
VEJA A MATÉRIA COMPLETA DE CAMBIO NO SITE DA REVISTA:
NOTICIÁRIO DO BRASIL
entrevista com o juiz Portanova:

MACONHA FINANCIA TERRORISMO DAS FARC NA COLOMBIA.

BAU DE TEXTOS

Polícia colombiana apreende 10 toneladas de maconha das Farc

A polícia antinarcóticos da Colômbia informou nesta sexta-feira a apreensão de mais de dez toneladas de maconha, carga atribuída às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A apreensão aconteceu em uma localidade rural do município de Lejanías, no departamento de Meta. No lugar foi descoberta uma casa que servia de depósito para a droga.
Segundo a polícia, que baseou a Operação Pegaso II em uma denúncia anônima, as dez toneladas de maconha pertencem à frente 26 das Farc. No total, foram achados 86 sacos de 60 quilos de maconha prensada e outros 4.940 kg ainda para serem prensados. Toda a carga já foi incinerada.

Segundo os investigadores policiais, que não informaram sobre detidos, o valor da droga apreendida no mercado internacional seria de US$ 1,6 milhão.
13/01/2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

QUEM SÃO OS BARÕES DAS DROGAS

BAU DE TEXTOS
Os barões
Olavo de Carvalho

Um leitor pede gentilmente que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados “barões da droga”. Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro também as militares?

A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.

Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: “A guerrilha tem o comando das drogas”. Se alguém ainda tem dúvidas a respeito, é que está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: “Será que eu vi um gatinho?”

Mas, dirá o leitor, não há também políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, discretamente, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas?
É claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes, preciso? Para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.

Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico – o que não os torna menos criminosos, é claro. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.

Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos – para usar uma expressão já velha – sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor.

uando a guerrilha está perdendo, eles usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a “paz” em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a imensa lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.

São esses os barões. Não há outros.
A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando os terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no “povo”, em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.

Por uma feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse tinha lhes dado uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais – ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de fazer pregação nas fábricas e buscassem audiência no submundo – tal era o caminho do sucesso.

Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado “povo”. Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.

Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, de autoria do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados os seus sonhos mais belos de justiça e caridade.
Publicado no Diário do Comércio, 01/12/2010
Leia o texto integral no site de Olavo de Carvalho:
http://www.olavodecarvalho.org/index.html?index.htm

quinta-feira, 24 de março de 2011

THE CHILDREN OF THE TERROR II. Mais de 6 mil crianças morreram na Colômbia lutando (obrigadas) pelas FARC

Até onde vai a insanidade dos narcotraficantes.

THE CHILDREN OF THE TERROR. As crianças sempre são atraídas pelo terror e pelo crime para fazerem serviço sujo.

A BBC-Brasil mostra, neste vídeo, crianças sendo treinadas, em algum país (provavelmente Paquistão ou Afeganistão), para agirem como homens-bomba. Na América do Sul também as FARC, os narco-terroristas colombianos, costumam sequestrar crianças na zona rural para engrossarem as fileiras da bandidagem. Há inúmeros relatos sobre isso, mas não na Imprensa brasileira que vê as FARC apenas como um grupo política que luta contra o governo. Nas lutas tribais africanas, após os anos 80, isso tornou-se uma coisa corriqueira, pois há falta de combatentes. 

quarta-feira, 23 de março de 2011

CHÁVEZ E KADAFI, OS IRMÃOS SIAMESES PUPILOS DE FIDEL CASTRO

Semelhanças entre Chávez e Kadafi


Megalômanos e mitômanos, Kadafi e Chávez foram insuperáveis militares de carreira, sem brilhar como condutores de tropa nem se distinguir nas lides acadêmicas castrenses. Ambos eram do montão. Chávez sustenta sua revolução continental na distorção e deformação dos ideais pan-americanos do libertador Simón Bolívar. Kadafi sustenta sua revolução islâmica regional e mundial no pan-arabismo e na interpretação pessoal do Corão, descrito no Livro Verde de sua autoria, talvez a única coisa na qual não coincidem, pois Chávez não tem neurônios para escrever um livro.

Os dois governantes têm ambições ditatoriais e desejos de se perpetuar no poder, sem se importar a quantos compatriotas tenham que assassinar, torturar ou encarcerar. Ambos apóiam o terrorismo e pretendem co-governar na vizinhança para impor o comunismo que lhes dita seu chefe natural, o ancião terrorista Fidel Castro.

Portanto, são inimigos declarados dos Estados Unidos, da liberdade e da democracia, porém, em contraste, vociferam ser libertários, revolucionários e, acredite quem quiser: democratas.
Kadafi e Chávez aparecem relacionados nos computadores de Raúl Reyes como sócios das FARC e promotores do terrorismo no hemisfério. Os dois mandatários são sócios ideológicos e procedimentais dos governante pró-terroristas Daniel Ortega, Rafael Correa, Evo Morales, Raúl Castro e do Brasil, os quais de maneira coincidente rechaçaram e questionaram a ação da ONU na Líbia.

Os dois personagens executam seus sonhos ditatoriais do mesmo modo, em dois países ricos em petróleo e seus derivados. De maneira coincidente são histriônicos, loquazes, cínicos, descarados e mentirosos. Em que pese as evidências demonstradas de diversas maneiras acerca de seus nexos com grupos extremistas no mundo, Chávez e Kadafi utilizaram farsas e atitudes fingidas de conciliação para descartar suas responsabilidades, porém, ao pouco tempo expressaram seu ódio contra a democracia e seu credo no comunismo terrorista contra seus próprios povos.

Sob seus mandatos, Líbia e Venezuela são clientes assíduos para comprar armas à Rússia e ambos são amigos próximos do pouco ético líder russo Vladimir Putin. Inclusive o governo venezuelano condecorou Kadafi em setembro de 2009, e Chávez o declarou o similar de Bolívar na África.

Cada um por separado em sua respectiva região, financiou campanhas clandestinas para desestabilizar governos vizinhos e instaurar no poder títeres de seus governos. Kadafi interveio e financiou grupos terroristas muçulmanos na Argélia, Marrocos, Chad, Egito, Sudão, Síria, Líbano, Palestina, Iraque e Afeganistão.

Chávez, por seu lado, pôs nos governos de Equador, Nicarágua e Bolívia seus peões Correa, Ortega e Evo, financia as FARC e oferece-lhes proteção em seu território, promove os movimentos de insurreição indígena continental e financiou as campanhas políticas de Zelaya em Honduras, Cristina de Kirchner na Argentina e o atual presidente de El Salvador, Mauricio Funes.

No âmbito territorial, Líbia e Venezuela têm portos marítimos ao norte e, apesar da riqueza petroleira, seus recursos financeiros acabaram ou em armas, ou em apoio a outros países sem que seus povos sejam beneficiados pelos rendimentos do hidrocarboneto.

Finalmente, ambos ingressaram no socialismo pelas cartilhas e documentos de propaganda soviética dos anos sessenta, e em desenvolvimento dessa metodologia de administração pública, organizaram comitês de defesa de suas revoluções, com populares civis "comprados" para fazer protestos e montagens publicitárias. Tudo porque Chávez acredita ser a reencarnação de Bolívar e Kadafi acredita que ele é o Sheik sunni, destinado a salvar o mundo islâmico dos vícios ocidentais. Portanto, para eles não pode haver nem imprensa livre, nem partidos políticos que lhes façam oposição. Seus opositores são encarcerados ou silenciados como ocorre também em Cuba, Coréia do Norte ou Irã.

Esse é o coincidente perfil de dois personagens sinistros que, desde diferentes latitudes apóiam o terrorismo e o ódio contra a liberdade, a democracia e a paz no planeta. Ambos crêem que são superiores às instituições e donos do destino dos países vizinhos.
Tradução: Graça Salgueiro



segunda-feira, 21 de março de 2011

MORREU JERÓNIMO, O QUE NÃO ERA O HERÓI DO SERTÃO. Ele matava índios para as FARC. Foi morto pelo exército colombiano o braço-direito do chefe do narcotráfico Alfonso Cano.

Jerónimo Galeano (El Tiempo)
O Exército da Colômbia matou, em um ataque, na região de Huila, a sudoeste de Bogotá, Jerónimo Galeano, apelido de Arquímides Muñoz Villamil, braço direito de Alfonso Cano, o comandante geral das FARC. Ele era chefe do Comando Conjunto central da organização terrorista. Jerónimo é lembrado pelos devastadores ataques ao Sul de Tolima (montanha) durante a vigência da zona de distensão, nos tempo do presidente Pastrana. Famoso na Colombia por ser o homem que fez a guerra contra as populações indígenas daquela zona da Colômbia, para dominá-los e obrigá-los a plantar coca e resistir ao Governo Constitucional. Desde 2009 Jerónimo estava com ordens para recuperar aquela comunidades.
Mais uma vez as forças militares colombianas conseguiram apreender computadores. Os computadores dos terroristas, em mãos do Exército Colombiano, têm fornecido informações muito preciosas sobre quem está envolvido com o narcotráfico e colabora com as Farc. Há muita gente ligada ao Foro de São Paulo, aquela entidade criada no início dos anos 90, por iniciativa de Fideal Castro e Lula da Silva.

terça-feira, 15 de março de 2011

CHILENO DAS FARC PODE SER EXTRADITADO PARA A COLOMBIA. Ou: as ramificações do narcotráfico na A. Latina

Por Graça Salgueiro

O assunto de hoje é, mais uma vez, em relação às FARC e suas relações internacionais. Notícias como esta não chegam ao Brasil, graças à espiral do silêncio, mas reporto pela importância e porque isto também acontece por aqui. Refere-se ao pedido de extradição de um cidadão chileno que pertence às FARC e foi capturado há algum tempo no Chile.
Todos os partidos comunistas têm nexos com as FARC. Se não têm guerrilheiros pertencentes atuando diretamente no bando, dão o suporte internacional. No caso deste chileno, Manuel Olate Céspedes, cognome “Roque”, que se diz “publicitário”, houve um extenso abaixo-assinado internacional promovido, como sempre, por “intelectuais”, “artistas”, “professores universitários” e, como não podia faltar, os tais auto-denominados “defensores dos direitos humanos” de vários.
No julgamento em primeira instância, um magistrado da Corte Suprema do Chile negou a extradição mas o caso ainda não está concluído. Temo que ocorra com este bandido o mesmo que tem ocorrido aqui, onde sempre arranjam um meio de “justificar” a não-extradição quando, na verdade, o que pretendem é continuar dando respaldo a este bando terrorista como foram os casos de “Oliverio Medina”, cuja mulher foi acobertada pela atual presidente do Brasil, e “Tatareto”, capturado em maio do ano passado e cuja extradição foi solenemente negada.
E eu continuo querendo saber: o quê fizeram com este terrorista das FARC, o “Tatareto”? Por que não se encontra nenhuma notícia mais a respeito dele, do irmão e dos outros terroristas que foram presos pela Polícia Federal no Amazonas, exceto a de maio passado quando da sua captura?
No último domingo (13) o Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido foi entrevistado pelo programa “Testigo Directo” do Canal 1 da Colômbia, e nos dá importantes informações acerca deste elemento das FARC.
 
Traduzo abaixo o texto que foi colocado em seu site e em seguida o vídeo da entrevista, onde pode-se ver a cara do terrorista e a declaração de uma terrorista capturada recentemente, de cognome “Waleska”. As declarações finais do coronel Villamarín e do repórter, são muito importantes e devem ser levadas em conta, sobretudo aqui no Brasil. Leiam o que diz o texto e assistam ao vídeo. Fiquem com Deus e até a próxima!
GRAÇA SALGUEIRO

Terrorista chileno, Manuel Olate, é membro ativo da Frente Internacional das FARC
Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido em “Testigo Directo” Canal 1
Em entrevista transmitida pelo Canal 1 da televisão colombiana, no domingo 13 de março de 2011 às 3:30 PM com o jornalista Alexander Oyola do programa “Testigo Directo” do Canal 1, o coronel Luis Alberto Villamarín Pulido analisou a forma de militância clandestina do terrorista chileno Manuel Olate, na Frente Internacional das FARC.
O coronel Villmarín destacou os nexos dos partidos comunistas do continente com as FARC, neste caso específico o do Partido Comunista Chileno, e além disso estabeleceu que terrorista não é só quem tem um fuzil e pertence a uma frente específica.
Também é terrorista quem financia ações ou promove o ideário extremista em busca da legitimação de um grupo terrorista como sucede com as FARC e o chileno Olate.
Também especificou que Manuel Olate não é um simples publicitário, como querem apresentá-lo seus cúmplices nas redes sociais e seus defensores empenhados em evitar que o extraditem à Colômbia, pois se esta extradição se concretizar, fica aberto o canal para que a Colômbia reclame a entrega oficial por cada país, dos delinqüentes de outras nacionalidades que aparecem relacionados com as FARC nos computadores de Raúl Reyes, Mono Jojoy e Tirofijo.
O coronel Villamarín ressaltou que, como delegado escolhido entre muitos militantes do Partido Comunista Chileno, além de visitar Raúl Reyes no Equador e Iván Márquez na Venezuela, Manuel Olate é um dos representantes internacionais dos grupos terroristas peruanos e a ligação entre as FARC e a ala extremista da etnia mapuche no Chile.


Comentários e tradução: G. Salgueiro

TRAFICANTES MEXICANOS MATAM IMPIEDOSAMENTE. DISPUTAM O MERCADO PARA A COCAÍNA COLOMBIANA DAS FARC

A VERDADEIRA FACE DAS DROGAS

(AVISO: IMAGENS EXTREMAMENTE CHOCANTES)

Joaquín Guzmán Loera, O NANICO
O blog Borderland Beat  [Furo (jornalístico)  da Fronteira], que se especializa em assuntos ligados ao tráfico de drogas no México e na região de sua fronteira com os Estados Unidos e à criminalidade a ele associada, publicou uma nota chamando a atenção para um número sinistro até para um país como o Brasil, que tem algo em torno de 45 mil homicídios por ano: até o dia 14 deste mês (quer dizer, anteontem) 507 pessoas já tinham assassinadas pelo tráfico no país este ano, incluíndo 3 prefeitos e 22 menores. Isto dá algo em torno de uma pessoa a cada 40 minutos, segundo o artigo.

Além dos números absolutos, a violência ligada ao tráfico de drogas no país choca muito pelo nível da brutalidade. As vítimas (parece que, no mais das vezes, traficantes rivais dos assassinos) não são apenas executadas (muitas vezes em chacinas): elas são frequentemente decapitadas, desmembradas, mutiladas, submetidas a todo tipo de sevícias antes de serem mortas.

No último sábado dia 8, por exemplo, foram encontrados em Acapulco os corpos de 27 pessoas, 14 das quais foram decapitadas e 1 desmembrada - pelo visto, traficantes concorrentes do mandante da coisa. Os restos mortais destas quinze vítimas foram despejados feito lixo na caçalda do Centro Comercial de Plaza Sendero.
As autoridades locais acreditam que quem está por traz da chacina é o homem da foto acima, o traficante Joaquín Guzmán Loera, El Chapo (O nanico).

A cinco fotos subsequentes são de vítimas desta chacina em particular e o vídeo que se segue também é sobre ela. As fotos e vídeos posteriores a estes são uma ínfima amostra randômica de outros casos do horror promovido por esta gente. O nível da selvageria dos caras impressiona até para o padrão das coisas que nós costumamos colocar aqui neste blog -- quem nos acompanha, sabe do que estou falando.
PARA ACESSAR AS FOTOS, BLOG VERA DEXTRA, CLIQUE ABAIXO: 

FORÇAS ARMADAS COLOMBIANAS MATAM OLIVER SOLARTE, LÍDER NARCOTRAFICANTE DAS FARC

Segundo o noticiário internacional, Oliver Solarte, um dos líderes das FARC morreu em um bombardeio realizado pelas forças armadas, no Sul da Colômbia. O narco-terrorista, da Frente 48 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, morreu, segunda-feira, no município de San Miguel, Departamento de Putamayo, perto da fronteira do Equador. 
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos disse que o morto comandava o tráfico de armas e drogas no bloco Sul das FARC e que "tinha contatos com os cartéis do México". 
As FARC são consideradas organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia, e sofre uma ofensiva militar iniciada em 2002 pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Em decorrência dessa ofensiva, importantes comandantes guerrilheiros foram mortos, e milhares de guerrilheiros desertaram.
Os ataques militares do Exército Colombiano ao território do Equador, onde operava um acampamento terroristas das FARC permitiu que fossem recolhidos muitos computadores cujo conteúdo rende informações até hoje sobre como funciona a organização, seus contatos em toda a América Latina, na Europa e, até no Brasil. 
Por meio da análise dos computadores já foi possível à Espanha prender pessoas ligadas à lavagem de dinheiro das FARC na Europa. Também há fortes indicadores de ligações dos terroristas com membros do governo venezuelano e até informações sobre operações da guerrilha em solo da Venezuela. 
O Brasil, até hoje, não reconhece as FARC como grupo terrorista, mas apenas como "grupo beligerante"; isto é, para o Brasil as FARC poderiam ser tratadas apenas como uma força política legítima.

sexta-feira, 11 de março de 2011

FARC TENTAM ASSASSINAR ADVOGADO DE AFRO-DESCENDENTES COLOMBIANOS

Outra vez atentam contra minha vida

Só uma organização canalha e sanguinária, sem escrúpulos, abre fogo em meio de centenas de meninos e meninas que a essa hora saíam do centro educacional.
Prólogo da tradutora:
Acompanho o trabalho do Dr. Fernando Vargas há mais de três anos, nutrindo por ele grande admiração pela sua coragem em enfrentar uma justiça politizada e infiltrada de simpatizantes e antigos terroristas das guerrilhas que açoitam a Colômbia há quase seis décadas. Em junho do ano passado, por ocasião de minha visita àquele país, tive a grata satisfação de conhecê-lo pessoalmente, quando almoçamos e depois seguimos para um café, a fim de estender a interessante palestra com que o filósofo Olavo de Carvalho brindava ao pequeno grupo.
Dr. Fernando é um homem calmo, de firmes convicções conservadoras e que dedicou boa parte de sua vida a lutar pelo direito à dignidade e justiça daqueles que foram e são vítimas das guerrilhas. Quando Juan Manuel Santos assumiu a presidência da Colômbia, pouco depois iniciou-se o processo da "Lei de Reparação às Vítimas". O objetivo, no entanto, não era reparar os danos a todos os que foram vítimas das guerrilhas terroristas, mas apenas àquelas vinculadas à UP (Unión Patriótica), um partido político de esquerda hoje extinto.

As vítimas dos bandos terroristas (FARC, ELN, EPL, M-19, etc.) foram propositalmente deixadas de fora porque há muito lobby no Parlamento e dentro da própria Corte Suprema de Justiça, como já ficou provado em vários casos, sendo o mais escandaloso o do Coronel Alfonso Plazas Vega.

Na quinta-feira passada tentaram silenciar o Dr. Fernando, do mesmo modo como em 1985 o narco-traficante Pablo Escobar financiou o ataque perpetrado pelo M-19 ao Palácio da Justiça, para destruir os processos daqueles que seriam julgados naquele dia sobre sua extradição. É assim que esta gente age. Eliminam quem se atravessa em seu caminho, friamente. Seus crimes têm que ser encobertos para que, depois de um certo tempo, quando a memória popular já não recorda com tanta precisão, eles possam re-escrever a história a seu modo. Da mesma maneira como se quer fazer aqui com a tal "Comissão da Verdade" que exclui as vítimas dos terroristas daquela ocasião.

Sobre este atentado hediondo, pois ocorreu na porta de uma escola onde podia atingir crianças inocentes, a imprensa só notificou dois dias depois e, ainda assim, em notinhas acanhadas que logo saíram do destaque e foram parar no rodapé. Lembro que por ocasião da campanha presidencial do ano passado o terrorista Gustavo Petro, ex-militante do M-19 e anistiado, referiu ter sofrido uma "ameaça" e logo tornou-se manchete em toda a mídia colombiana, e de imediato recebeu proteção policial. O mesmo ocorreu com a porta-voz das FARC, a ex-senadora Piedad Córdoba entretanto, para o Dr. Fernando, que tem direito a proteção policial em documento expedido pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, até hoje nem o Governo, nem a Polícia nem nenhuma outra autoridade responsável lhe garantiu a preservação de sua integridade e de sua família. Ninguém se importou. Ninguém cumpriu com o seu dever de protegê-lo porque ele é uma figura incômoda que teima em recordar que terrorista é terrorista, e que seus crimes não podem ficar impunes.

A denúncia que ele faz neste artigo merece reflexão de todos nós, e total repúdio ao desamparo em que se encontram, ele e sua família. Por acaso a vida de um bandido comunista vale mais do que a de um cidadão de bem, cujo único "crime" é exigir que a lei ampare a todas as vítimas igualmente?

Não podemos fechar os olhos a este fato abominável porque o que sucedeu com o Dr. Fernando na Colômbia, não está longe de acontecer conosco, pois não podemos esquecer que comunista é igual, em qualquer lugar do planeta.


"Ao meio-dia de hoje (3 de março), no momento em que apanhava meus filhos à saída do colégio, atentaram a balaços contra minha vida e integridade. A fúria dos sicários, o ódio em seus olhos e o emprego infame de suas armas de fogo, não conseguiram superar a resistência do vidro blindado do veículo, que protegeu minha vida e não me foi dado pelo Governo. Só uma organização canalha e sanguinária, sem escrúpulos, abre fogo em meio de centenas de meninos e meninas que a essa hora saíam do centro educacional. Graças a Deus não ocasionaram uma desgraça contra a vida e a integridade desses escolares.

Este atentado se produz no momento em que reclamamos ao Governo nacional e ao Ministério do Interior, que não desconheçam os direitos às vítimas das ações criminais dos braços armados do Partido Comunista nas décadas de 1960, 1970 e 1980. Aborrece-os sobremaneira que seus crimes fiquem registrados na memória histórica da Colômbia aborrece-os que seus crimes passem pelo exercício dos direitos à verdade e à reparação. Desgosta-lhes que não toleremos seus pactos secretos entre dirigentes liberais e conservadores, que traíram suas bases sacrificadas para encobrir estes crimes.

Atentam contra minha vida, no momento em que reclamamos nossa quota, que por lei temos como organização de vítimas na Comissão Nacional de Reparação. Isto tampouco lhes agrada. Não lhes agrada que reclamemos que a memória histórica se levante reta, sem vieses e sem ocultar autorias intelectuais de organizações comunistas.

Sou advogado defensor de militares em cenários judiciais e políticos. E isso também aborrece muito esta esquerda pseudo-intelectual violadora dos direitos humanos. Sou advogado assessor e acompanhante das comunidades afro-descendentes que em Atrato denunciam as FARC e as ONG's "Justiça e Paz" e outras internacionais, de trabalhar em concerto para sujeitá-los e dominar seus territórios. Atuo como representante de vítimas e parte civil no emblemático processo da unidade de direitos humanos do Ministério Público, referenciado como o "2022", que já condenou dezenas de milicianos autores de assassinatos contra as comunidades negras em Atrato, e que contém as denúncias e provas contra as ONG's assinaladas de atuar em conchavo com as FARC. E, claro, isso tampouco lhes agrada.

O Governo nacional deve garantir minha vida, minha integridade e ser fiador dos direitos das vítimas da guerrilha. Os autores do atentado me são indiferentes, pois são simples braços armados de uma esquerda totalitária, altamente criminalizada, que pretende com meu assassinato cobrir de impunidade seus crimes, e levantar à sua medida a memória histórica do conflito que eles iniciaram.

Se acabam com a minha vida ou com a vida de meus filhos, a autoria material e mediata está plenamente estabelecida neste documento. Por sua parte, o Governo do Presidente Juan Manuel Santos e seu Vice-Presidente Angelino Garzón, antigo membro do Partido Comunista e fundador da UP, serão responsáveis ante a história por ação ou omissão."


Fernando Vargas
Presidente do Comitê Vida Colômbia, Bogotá