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terça-feira, 5 de abril de 2011

ESTAMOS LIDANDO COM O MAL. AS REVOLTAS NOS PAÍSES ÁRABES FORTALECEM O TERRORISMO

O grupo terrorista Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, ficou muito conhecido após o dramático ataque, de características cinematográficas ao World Trade  Center, em Nova Iorque e a outros locais nos EUA. Contudo, a despeito do espetáculo visual que possa ter parecido, o episódio mostrou cruamente com quem, ou que forças, o mundo ocidental está lidando. Seus tentáculos estão espalhados pelo mundo, devendo gerar muita preocupação. Até no Brasil chegou, conforme a matéria de Veja sobre o terror, baseada em relatórios e investigações da Polícia Federal.

Quem acompanha a evolução das migrações islâmicas para a Europa, desde os anos 70, não ficará surpreso, pois a organização já aparece citada em uma longa reportagem da revista francesa L´Hebdomadaire, de 1985! A publicação já alertava para o fato de que, entre milhares de imigrantes em busca de trabalho e uma nova vida na Europa poderiam estar escondidos e disfarçados agentes radicais ligados ao terror. A própria Al-Qaeda foi citada. 

Tudo isso demonstra que o mundo ocidental, em letargia, demora a perceber os sinais de algo anormal acontecendo, como se fosse um corpo que não tem anticorpos para reagir a uma doença. Milhões de islâmicos moram no Ocidente, em harmonia com os povos que os receberam. contudo, entre eles, disfarçados, há os agentes do Mal.

Os levantes nos países árabes-islâmicos do Norte da África e no Oriente Médio demonstram isso com clareza. O que levou multidões à ruas assim repentinamente? De uma hora para outra perceberam que seus governos eram autoritários, maus perseguiam os adversários, eram corruptos? Muitos analistas iludidas chegaram a creditar as revoltas, principalmente, à força do Facebook e do Twiter. Poetas da era virtual! Não levaram em conta um dos maiores sistemas de comunicação do mundo: as mesquitas e suas ligações com movimentos islâmicos mais radicais que operam nas sombras. E essa força estava articulada com outra força menos modernosa que a Internet, a televisão. Não é possível desconsiderar a força da TV Al Jazzira e da El Arab, duas emissoras que cobrem todo o mundo árabe. E elas também ajudaram a promover as rebeliões. 

A leitura superficial, mais descuidada, era a de que os povos buscavam a liberdade, a democracia. Histórias das Mil e Uma Noites. Admitir que parte dos jovens, com alguma noção do mundo ocidental e mais viajados, pudessem querer mais liberdade é razoável. Mas aquelas multidões estão impregnadas de um forte antiamericanismo, um forte rancor contra a cultura ocidental, contra o cristianismo. E isso não surge naturalmente. 

A derrubada de governos ditatoriais menos de natureza religiosa e mais calcados na força das armas não levará, como pensam muitos, aqueles países para os braços da Democracia. Haverá lutas internas sangrentas, guerras-civis (na Líbia já  começou), mortes e dor. E o pêndulo irá na direção da radicalidade religiosa, levando a governos mais conduzidos pela teologia, intolerantes,  e muito mais distantes ainda da democracia, como no Irã.

E os grupos terroristas ganharão alento. Não se iludam.
Vejam que o noticiário internacional mostra que a Al-Qaeda está se aproveitando do caos em alguns países para comprar armas e estocar no Mali. 
Kadafi é um tirano louco, mas disse que a Al-Qaeda estava no leste da Líbia. 
Obama é  um presidente eleito, comandante do maior exército do mundo, e acredita (ou quer que creiamos nisso) que Kadafi estava apenas praticando o esporte de matar civis. 
Obama está errado e Kadafi está certo.
Trata-se de uma guerra civil e Kadafi usa mercenários, assim como os "civis" usam soldados veteranos do Afeganistão. E os terroristas infiltram-se e tiram proveito de todos os lados. 
A Líbia está servindo de trampolim para o terror. A Otan já percebeu isso. Obama não.
O mundo deve ficar preocupado. 
    

sexta-feira, 1 de abril de 2011

COM UM ALIADO COMO OBAMA, QUEM PRECISA DE INIMIGOS?




Diz o noticiáro internacional que os rebeldes líbios estão impondo condições a Kadafi para o cessar-fogo. Obama trata os rebeldes como se fossem apenas uns punhados de civis desarmados sendo mortos pelas forças do tirano. Os comandantes da Otan reconhecem, agora, que entre os tais "rebeldes" estão agindo terroristas infiltrados da Al Qaeda e Hezbolahh. Onde estão os simples civis? Há cada vez mais gente circulando na Líbia com cara de tropas mercenárias.

A Igreja Católica da Líbia -há católicos lá!- denuncia que os ataques da Otan mataram mais de 40 civis em Trípoli e atingiram prédios residenciais e até hospitais. Isso para evitar que civis morressem!

Não compartilho da ideia de que a Otan ou os americanos fomentam a queda de Kadafi por causa do petróleo. O petróleo já era vendido por Kadafi. Agora sim há uma grande incógnita: quem vai comandar a Líbia caso Kadafi seja deposto? Mas pode não ser.

Se o tonto do Barack Obama fez todo o serviço para os islâmicos mais radicais, quem ficará com o petróleo serão eles. Nunca o povo, e nem o Ocidente. Não há clima para isso. A Líbia está em guerra civil, e o Ocidente assumiu um dos lados, pela pressa de Obama. 
O problema é que Obama parece não tirar os olhos do calendário eleitoral.
Talvez o tiro saia pela culatra. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

OBAMA AINDA ACABARÁ ENTREGANDO A LÍBIA A GRUPOS TERRORISTAS

Logo após a rebelião no Egito, que terminou com a queda de Mubarack, quando começaram as agitações na Líbia, este blog registrou que Muamar Khadafi, há tantas décadas no poder, poderia enfrentar sérios problemas. Especialmente porque, no caso das revoltas dos países árabes-islâmicos, nota-se uma regularidade: apenas os regimes mais autoritários ou ditatoriais mais ou menos aliados ou simpáticos aos americanos estavam balançando. 

As dificuldades de Kadafi viriam de seu abandono pela esquerda internacional após sua decisão, há alguns anos de reconhecer que foi responsável por diversos atentados terroristas no Ocidente, que geraram muitas mortes, pelas quais pagou, então, após acordo, indenizações aos familiares.

Isso deixou Kadafi um pouco mais próximo do Ocidente e afastado dos socialistas e islamo-socialistas).

No início de janeiro, muitos comentaristas da imprensa tradicional voltaram-se para o que lhes parecia a Era das rebeliões Facebook e Twiter. Como se essas tecnologias pudessem, por si só, gerar rebeliões!

Analisando os regimes islâmicos, e como estão agrupados, em termos de geopolítica, diversos daqueles governos estão muito mais alinhados com o Irã ou com visões islâmicas mais próximas do que seria a da Muslim Brotherhood e outras instituições mais radicais, da política, como Hezbollah.

Kadafi é um maluco, realmente, mas conhece seu território e disse que no Leste da Líbia havia infiltração da Al-Qaeda. As redes de Tv árabes, Al Jazeera e Al Arabi deram muito espaço aos protestos, e ninguém pode esquecer que deram já anteriormente muito espaço aos discursos radicais do grupo terrorista.   

Em sua visita ao Brasil Barack Obama deu ordens para as forças armadas americanas atacarem as tropas de Kadafi, poruqe estas estariam massacrando civis.
De fato, Obama e seus atuais aliados nos ataques à Líbia tomaram um partido contra Kadafi em uma verdadeira guerra-civil, o que é um absurdo. Os "civis" líbios tomaram arsenais militares em algumas cidades e contaram com o apoio de soldados desertores.

Agora, após iniciarem uma guerra real na Líbia, mal conseguindo deter as tropas bombardeadas de Kadafi, o comandante da Otan reconheceu que podem ter havido enganos, e que os "civis" líbios também podem ser gente muito bem treinada em combate militar, como gente da Al-Qaeda, do Hezbollah e até mercenários. Isto é, as forças aliadas acabarão fazendo o serviço de casa para os rebeldes (ora chamados de civis, apenas).

Enquanto isso, procurando uma causa para a reeleição, Obama anuncia que poderá fornecer armas para os adversários de Kadafi, tomando partido em uma guerra civil.

A pergunta é: e se os adversários de Kadafi forem, não apenas alguns opositores internos, mas o Hezbollah e a Al-Qaeda se aproveitando da confusão e ficando com a herança? Pela primeira vez um presidente teria passado por cima do Congresso, ordenado os ataques, derrubado um aliado (embora louco e tirano) e ainda entregue o país a milhares de terroristas? Com um amigo assim, é ou não para Israel ficar preocupado?

quinta-feira, 24 de março de 2011

DILMA, QUEM DIRIA, FICOU DO LADO DOS DIREITISTAS QUE QUERIAM PERSEGUIR O AMIGO DE LULA.

Não sei se a presidente Dilma Rousseff mandou o Itamaraty apoiar o Conselho de Direitos Humanos da ONU e votar pela investigação das transgressões dos direitos humanos no Irã por convicção ou por cálculo (de olho numa vaga no Conselho de Segurança do órgão). Agora, Ahmadinejad que se cuide.

O fato é que a decisão fez picadinho daquela balela lulesca de aproximação com  regimes ditatoriais e de chamar todo mundo de amigo e irmão, não importando quantos compatriotas os ditadores tinham mandado prender, torturar ou matar. Os petistas sempre defenderam Lula e seus namoricos com os ditadores, especialmente porque um de seus mentores era o senhor Marco Aurélio Garcia, velho marxista cheio de teses estranhas.

E sempre fingiram que problemas com direitos humanos eram exclusivos da Colômbia, Honduras e outros países cujos governantes eles não vêem com bons olhos. Aliás, falam muito da Líbia, porque Kadafi agora virou inimigo (lembram da foto de Kadafi com Lula?),mas pouco falam da Síria, onde uma ditadura islamo-socialista (Partido Baath) não permite "manifestações democráticas do povo", pois isto é, certamente, visto pela esquerda como frescura de burguês, claro, quando a esquerda está no poder. Quando está fora, tentando tomar de assalto, então é o povo unido jamais será vencido. 

Na Síria, o governo reprimiu os protestos tão duramente que matou  mais de 100 críticos. 
Segundo as agências internacionais de notícias, mais de 20.000 pessoas participaram em Deraa, sul da Síria, dos funerais de mais de 100 vítimas da repressão do governo. As autoridades acham que precisarão de uma semana para enterrar todos os mortos.
Diante disso, os cínicos de plantão, como sempre, dizem que serão anunciadas em Damasco "decisões importantes para responder às aspirações do povo". Pensei que o povo sírio só quisesse tomar chumbo!

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quarta-feira, 23 de março de 2011

CHÁVEZ E KADAFI, OS IRMÃOS SIAMESES PUPILOS DE FIDEL CASTRO

Semelhanças entre Chávez e Kadafi


Megalômanos e mitômanos, Kadafi e Chávez foram insuperáveis militares de carreira, sem brilhar como condutores de tropa nem se distinguir nas lides acadêmicas castrenses. Ambos eram do montão. Chávez sustenta sua revolução continental na distorção e deformação dos ideais pan-americanos do libertador Simón Bolívar. Kadafi sustenta sua revolução islâmica regional e mundial no pan-arabismo e na interpretação pessoal do Corão, descrito no Livro Verde de sua autoria, talvez a única coisa na qual não coincidem, pois Chávez não tem neurônios para escrever um livro.

Os dois governantes têm ambições ditatoriais e desejos de se perpetuar no poder, sem se importar a quantos compatriotas tenham que assassinar, torturar ou encarcerar. Ambos apóiam o terrorismo e pretendem co-governar na vizinhança para impor o comunismo que lhes dita seu chefe natural, o ancião terrorista Fidel Castro.

Portanto, são inimigos declarados dos Estados Unidos, da liberdade e da democracia, porém, em contraste, vociferam ser libertários, revolucionários e, acredite quem quiser: democratas.
Kadafi e Chávez aparecem relacionados nos computadores de Raúl Reyes como sócios das FARC e promotores do terrorismo no hemisfério. Os dois mandatários são sócios ideológicos e procedimentais dos governante pró-terroristas Daniel Ortega, Rafael Correa, Evo Morales, Raúl Castro e do Brasil, os quais de maneira coincidente rechaçaram e questionaram a ação da ONU na Líbia.

Os dois personagens executam seus sonhos ditatoriais do mesmo modo, em dois países ricos em petróleo e seus derivados. De maneira coincidente são histriônicos, loquazes, cínicos, descarados e mentirosos. Em que pese as evidências demonstradas de diversas maneiras acerca de seus nexos com grupos extremistas no mundo, Chávez e Kadafi utilizaram farsas e atitudes fingidas de conciliação para descartar suas responsabilidades, porém, ao pouco tempo expressaram seu ódio contra a democracia e seu credo no comunismo terrorista contra seus próprios povos.

Sob seus mandatos, Líbia e Venezuela são clientes assíduos para comprar armas à Rússia e ambos são amigos próximos do pouco ético líder russo Vladimir Putin. Inclusive o governo venezuelano condecorou Kadafi em setembro de 2009, e Chávez o declarou o similar de Bolívar na África.

Cada um por separado em sua respectiva região, financiou campanhas clandestinas para desestabilizar governos vizinhos e instaurar no poder títeres de seus governos. Kadafi interveio e financiou grupos terroristas muçulmanos na Argélia, Marrocos, Chad, Egito, Sudão, Síria, Líbano, Palestina, Iraque e Afeganistão.

Chávez, por seu lado, pôs nos governos de Equador, Nicarágua e Bolívia seus peões Correa, Ortega e Evo, financia as FARC e oferece-lhes proteção em seu território, promove os movimentos de insurreição indígena continental e financiou as campanhas políticas de Zelaya em Honduras, Cristina de Kirchner na Argentina e o atual presidente de El Salvador, Mauricio Funes.

No âmbito territorial, Líbia e Venezuela têm portos marítimos ao norte e, apesar da riqueza petroleira, seus recursos financeiros acabaram ou em armas, ou em apoio a outros países sem que seus povos sejam beneficiados pelos rendimentos do hidrocarboneto.

Finalmente, ambos ingressaram no socialismo pelas cartilhas e documentos de propaganda soviética dos anos sessenta, e em desenvolvimento dessa metodologia de administração pública, organizaram comitês de defesa de suas revoluções, com populares civis "comprados" para fazer protestos e montagens publicitárias. Tudo porque Chávez acredita ser a reencarnação de Bolívar e Kadafi acredita que ele é o Sheik sunni, destinado a salvar o mundo islâmico dos vícios ocidentais. Portanto, para eles não pode haver nem imprensa livre, nem partidos políticos que lhes façam oposição. Seus opositores são encarcerados ou silenciados como ocorre também em Cuba, Coréia do Norte ou Irã.

Esse é o coincidente perfil de dois personagens sinistros que, desde diferentes latitudes apóiam o terrorismo e o ódio contra a liberdade, a democracia e a paz no planeta. Ambos crêem que são superiores às instituições e donos do destino dos países vizinhos.
Tradução: Graça Salgueiro



sábado, 12 de março de 2011

O DIABO É VELHO PORQUE É DIABO, NÃO PORQUE É SÁBIO. Ou: os coveiros da Civilização

Certos textos deveriam ser de leitura obrigatória nos cursos de Filosofia, Jornalismo, Ciências Sociais. Este, publicado hoje por Reinaldo Azevedo, é um deles. Verdadeiro primor de raciocínio lógico; desnuda com a perícia de um microcirurgião as bobagens que andam pela cabeça de analistas e comentadores da Imprensa, e de certos políticos, dominados pela estupidez multiculturalista, politicamente correta e de esquerda.

O Mundo Segundo a Ótica da Irracionalidade Caridosa - que também mata! 

Alguém dê logo um Lexotan para Clóvis Rossi e Arnaldo Jabor. Se as potências ocidentais não invadirem logo a Líbia, em nome de uma ação humanitária, eles acabarão tendo um troço. Quem diria, hein?, que ainda veríamos esses dois alinhados com os chamados “falcões republicanos”, a tão odiada “direita americana”, que também incentiva Barack Obama a se meter naquele, se me permitem, atoleiro de areia!? Por que a ocupação do Iraque foi um crime e a da Líbia é um imperativo moral dos homens justos permanece, para mim, um desses segredos indecifráveis. Como os donos da contradição se negam a dar uma explicação, ficaremos sem saber.

A Folha deste sábado, acreditem, publica um editorial sensato sobre o assunto e lembra uma questão que já abordei aqui: há uma guerra civil no país. Vamos ver, então, qual é a tese geral: sempre que houver uma guerra civil, as chamadas potências ocidentais devem intervir, eliminando o conflito, é isso? Obama deve se comportar do modo como os críticos diziam — Rossi e Jabor certamente — que Bush se comportava quando na Casa Branca: polícia do mundo?! Ou não é isso, e a torcida pela invasão só vale para o caso da Líbia?

Estamos diante de uma absurda perda de parâmetros. A análise e a crítica sobre o conflito na Líbia perderam todos os referenciais da política e até da lógica. Para pôr fim ao banho de sangue promovido por Kadafi, cobra-se a intervenção como se ela fosse produzir um banho de leite e mel!!! “Ah, mas, ao menos, vai ser em nome do bem!” Entendo. Tenham paciência! Então Bush não podia pôr pra correr um vagabundo homicida como Saddam porque era republicano, mas o democrata Obama teria a obrigação de esmagar o vagabundo homicida da vez?

Eu ainda não entendi qual é a tese e quais são seus fundamentos. Deporemos — tratarei o Ocidente como “nós” só para efeitos de pensamento — todos os ditadores da Terra, é isso? Não, acho que não é isso. Deporemos, então, só os ditadores contra os quais o povo decidir se revoltar, armado ou não? Sendo assim, passaremos a exigir das ditaduras que tenham ao menos um compromisso com a eficiência e consigam impedir movimentos de revolta. Caso eles ocorram, exigiremos que os facínoras — aliados até outro dia — se comportem como normalistas e tenham a fineza de renunciar.

É impressionante! Um despropósito se segue a outro. Alguns saúdam o que chamam “fim das ideologias”.  Eu lastimo o que parece ser o fim da racionalidade. Os inimigos armados de Kadafi, que os países ocidentais ainda nem sabem quem são, estão recebendo o tratamento de agentes da civilização porque, afinal de contas, o beduíno é um facínora. É um juízo típico de crianças de 12 anos. É mesmo uma pena que a Al Jazeera e a imprensa ocidental não tenham se interessado pelo desastre em Darfur. Ao menos não teria havido o massacre de meio milhão de pessoas sob um cúmplice silêncio!

Parece improvável que Kadafi dure muito tempo no poder mesmo que venha a esmagar seus adversários. A Líbia voltaria à condição de pária internacional, e alguma forma de transição, sem a figura do tirano (daquele ao menos), se imporia. A única coisa sensata a fazer, ainda que o Jabor e o Rossi sofram muito, do ponto de vista de Obama, é esperar que os líbios resolvam seus próprios problemas. “Ah, mas o confronto é desigual!” Pois é… Sempre que se opta pela luta armada contra um regime instalado, essa desigualdade é parte da equação. Emitir uma ordem internacional de prisão contra Kadafi, reconhecer o governo dos rebeldes como o oficial, bloquear dinheiro da família… Tudo isso constitui pressão diplomática administrável, que concorre para enfraquecer o tirano. Ocupação é coisa distinta — e lembro que zona de exclusão área é uma ocupação branca.

Perguntem aí a seus botões e vejam o que eles dizem: no lugar de Obama, vocês escolheriam logo uma intervenção militar, dando um novo caminho para a deposição dos ditadores — o confronto armado, com muitos mortos — ou até torceriam, intimamente, para Kadafi vencer a parada, desestimulando a forma de luta escolhida pelos líbios? Vocês não precisam contar a ninguém o que os botões responderem! A questão não é entrar na Líbia; é ter de ficar na Líbia!

Quando Barack Obama puxou o tapete de Mubarak, um aliado do Ocidente, depois de uma semana de ocupação da praça, estava, e escrevi isso aqui, abrindo a Caixa de Pandora. O diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. Obama é um rapaz estudado, mas lhe falta experiência para aquela cadeira. Todo mundo sabia disso. E acharam que essa era a sua maior virtude. Evidentemente, era o seu maior defeito. É um moço sabido, mas lhe falta um tanto de velhice. A Europa poderia dar o sentido de história que lhe falta. Dêem uma olhada na atual safra de líderes… Estão mais para coveiros da civilização.

Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 3 de março de 2011

E O CHAPOLIM DE CARACAS INDICOU MESMO LULA PARA MEDIAR A PAZ NA LÍBIA!

No dia 28 de fevereiro postei texto dizendo que dada a amizade entre Chávez, Kadafi e Lula, não seria de estranhar se o ditador venezuelano indicasse o nosso ex-presidente falastrão para mediar o processo de paz na Líbia.

Não deu outra. O falastrão de Caracas indicou seu amigo Lula, conforme lemos no noticiário de hoje. São bem previsíveis.

Mas o Itamaraty já informou que o País apoiará qualquer medida tomada contra a Líbia, até ações militares. Celso Amorim deve estar arrepiado!

NOTICIÁRIO:

Venezuela cogita Lula como mediador em conflito na Líbia
estadão.com.br

O governo da Venezuela espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chefie a comissão internacional para mediar o conflito na Líbia, proposta pelo presidente Hugo Chávez, disseram fontes à Reuters. De acordo com assessoria de imprensa do ex-presidente, ainda não há nada oficial sobre uma eventual participação de Lula na intermediação.

Saif al Islam, filho de Kadafi, disse na quinta-feira que não é necessário qualquer envolvimento internacional na mediação da crise na Líbia, quando questionado sobre a oferta da Venezuela.
Saif afirmou em entrevista ao canal Sky News que não estava ciente da oferta feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas acrescentou: "Temos que dizer obrigado... mas somos capazes o suficiente para resolver nossos problemas por nosso próprio povo. Não há necessidade de qualquer intervenção internacional".
Texto do blog, de 28/02

Hugo Chávez só faltou dizer, hoje, à imprensa, que foram os ocidentais que fomentaram a rebelião na Líbia. Acusou os Estados Unidos de estarem interessados em invadir o país e tomar o petróleo líbio. O mundo todo condena a brutalidade do ditador Kadafi e espera uma atitude dos líderes internacionais, mas Chávez raciocina como um alucinado. (Talvez tenha recebido alguma ligação de Fidel Castro...)

"Em vez de mandar soldados e aviões, por que não enviamos uma comissão de boa vontade que vá ajudar para que não sigam matando na Líbia?", disse Chávez. O coronel venezuelano disse que tem poucas informações sobre o massacre imposto ao povo líbio pelo seu amigo coronel Kadafi.

Talvez não saiba que as mortes já passaram de mil e que há violentos combates,  em  diversas regiões, ameaçando desintegrar o país. Talvez até saiba, mas esteja preocupado com a situação dramática da própria Venezuela, onde ele parece um novo Kadafi.

Até pouco tempo atrás o ex-presidente Lula parecia estar convencido de que poderia alterar tudo no mundo; como dizia ser amigo de Kadafi, e também de Chávez, por que este não o indica como embaixador da paz em Trípoli?. Poderia ir acompanhado de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia.

Experiência internacional não lhes falta; basta a lembrança da Pensão Brasil, em Tegucigalpa, onde Manuel  Zelaya passou dias muito agradáveis por conta do contribuínte brasileiro.

Eis aí algo que gostaria de ver. Lula contando farofas para Kadafi em meio a metáforas futebolísticas e histórias de como reinventou o Brasil, tudo em meio a rajadas de metralhadoras.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O KADAFI DE CARACAS DEVERIA INDICAR LULA COMO EMBAIXADOR DA PAZ NA LÍBIA DO KADAFI DE VERDADE

Hugo Chávez só faltou dizer, hoje, à imprensa, que foram os ocidentais que fomentaram a rebelião na Líbia. Acusou os Estados Unidos de estarem interessados em invadir o país e tomar o petróleo líbio. O mundo todo condena a brutalidade do ditador Kadafi e espera uma atitude dos líderes internacionais, mas Chávez raciocina como um alucinado. (Talvez tenha recebido alguma ligação de Fidel Castro...)


"Em vez de mandar soldados e aviões, por que não enviamos uma comissão de boa vontade que vá ajudar para que não sigam matando na Líbia?", disse Chávez. O coronel venezuelano disse que tem poucas informações sobre o massacre imposto ao povo líbio pelo seu amigo coronel Kadafi.

Talvez não saiba que as mortes já passaram de mil e que há violentos combates,  em  diversas regiões, ameaçando desintegrar o país. Talvez até saiba, mas esteja preocupado com a situação dramática da própria Venezuela, onde ele parece um novo Kadafi.

Até pouco tempo atrás o ex-presidente Lula parecia estar convencido de que poderia alterar tudo no mundo; como dizia ser amigo de Kadafi, e também de Chávez, por que este não o indica como embaixador da paz em Trípoli. Poderia ir acompanhado de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia.

Experiência internacional não lhes falta; basta a lembrança da Pensão Brasil, em Tegucigalpa, onde Manuel  Zelaya passou dias muito agradáveis por conta do contribuínte brasileiro.

Eis aí algo que gostaria de ver. Lula contando farofas para Kadafi em meio a metáforas futebolísticas e histórias de como reinventou o Brasil, tudo em meio a rajadas de metralhadoras.

CINISMO AO QUADRADO.

Na semana passada fui pego de surpresa pelo cinismo com que um representante do Hamas (aquele movimento palestino que não tem pudor em explodir ônibus escolares, desde que as crianças sejam judias) e o próprio presidente do Irã, Ahmadinejad , mostraram-se espantados com a violência cometida por Muamar Kadafi, da Líbia, contra seu próprio povo. 

É bom lembrar que o Hamas utilizou, muitas vezes, os civis palestinos como linha de frente para atacar Israel. Quando Israel revidava, atingia os coitados. Oh! Clamor internacional. 

Ahmadinejad, o que foi acusado de fraudar a própria reeleição, reprimiu duramente os iranianos que o criticaram e foram às ruas. Não vamos nos esquecer de Neda Soltan.
Mesmo agora, nos atuais episódios, seus militantes pediram a morte para os opositores do regime.

Essa gente é cínica demais. 
O pior é que fazem um jogo de cena que consegue obter muito espaço na idiotizada imprensa ocidental, como se tudo fosse realmente de verdade; e eles devessem ser levados a sério.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

KADAFI ACUMULOU 1 BILHÃO DE DÓLARES PARA CADA ANO DE SUA VIDA. Como os ditadores sempre enriquecem, devem ser ótimos empresários ou economistas...

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

23 de fevereiro de 2011|

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.

Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.


Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.


Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.


Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.


Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.
Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.


O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador. Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.


No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110223/not_imp683316,0.php


COMENTO


Observo como os ditadores, em geral, e muitos socialistas, em particular, conseguem, pregando o sacrifício ao seu povo, dificultando a vida das pessoas, iludindo-as como se fossem os pais da pátria (vimos este filme recentemente, não?) acumulam fortunas gigantescas, como se fosse gênios capitalistas dos negócios.


Muammar al-Kadafi tem 70 anos, era filho de um pastor de rebanhos, chegou ao poder em 1969, tem 70 anos de idade e 1 bilhão de dólares por ano de vida. Com todo o seu discurso socialista tornou-se riquíssimo. Fidel é outro milionário, segundo a revista Forbes. O que os faz acumularem tanto dinheiro, enquanto seu povo vive na miséria?


Kadafi é uma verdadeira multinacional. E todo mundo fez negócios com ele, todo mundo alimentou o monstro, centenas de empresas fazem negócios com as empresas dele. O que acontecerá se Kadafi for destituído ou seus bens confiscados? Haverá uma quebradeira ao redor do mundo?


Muita gente no chamado mundo livre será também um pouco responsável por isso. Será que a liberdade econômica ou a livre iniciativa, ou o pragmatismo podem justificar qualquer coisa?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MEU IRMÃO, CAMARADA... Diria Collor (que ironia) "O tempo é o senhor da razão"

Lula ataca mídia e chama Kadafi de ''amigo e irmão''

Único convidado a comparecer à Cúpula Africana, ele diz que consolidar democracia é ''processo evolutivo''

02 de julho de 2009 | 0h 00

Andrei Netto - O Estadao de S.Paulo
Único convidado de honra presente à Cúpula da União Africana, aberta ontem, em Sirte, na Líbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou os países industrializados pela crise do sistema financeiro e pelo "caráter perverso da ordem internacional". O discurso, aplaudido por chefes de Estado e de governo e por líderes tribais africanos, foi sucedido por críticas à imprensa pelo que considerou "preconceito premeditado" por sua proximidade com ditadores da região.
A participação do presidente na cúpula, que está em sua 13ª edição, foi ressaltada pela ausência dos demais convidados especiais. Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, e Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelaram suas participações, anunciadas como certas pelo cerimonial do evento até a véspera.
Outro ausente foi Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, cuja falta não foi justificada publicamente. Ahmadinejad ficaria sentado ao lado de Lula, que por sua vez ficaria ao lado do ditador líbio Muammar Kadafi, que está no poder desde 1969, quando assumiu o controle do país em um golpe de Estado aos 27 anos de idade.
Lula começou seu discurso dizendo a Kadafi: "Meu amigo, meu irmão e líder". Logo de início, o presidente elogiou "a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos" e ressaltou que "consolidar a democracia é um processo evolutivo".
A partir de então, o presidente deu início a repetidas críticas aos países industrializados. Lula afirmou que "a crise financeira e econômica mundial revela a fragilidade e o caráter perverso da atual ordem internacional" e parafraseou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, ao sustentar que "o consenso de Washington fracassou".
"As instituições e pessoas que sempre foram pródigos em nos dar conselhos hoje estão contabilizando a falência de suas políticas", sentenciou Lula. "Durante muito tempo, os países ricos nos viram apenas como uma periferia distante e problemática. Hoje somos parte essencial da solução da maior crise econômica das últimas décadas. Uma crise que não criamos."
Minutos depois, em entrevista a jornalistas brasileiros, Lula respondeu às críticas feitas sobre sua proximidade com ditadores africanos, como Muammar Kadafi. O presidente ironizou a imprensa pelo não comparecimento de Ahmadinejad, afirmando que as críticas que recebera eram "preconceito premeditado".
Lula disse ainda que ausências como a do líder iraniano não tinham sido boas. "Eu não trabalho com preconceito, porque se trabalhasse não estaríamos nem na ONU, tamanha é sua diversidade", afirmou o presidente.
Com a cúpula, que tem como tema oficial o desenvolvimento da agricultura no continente africano, Kadafi pretende emplacar seu projeto de criação dos Estados Unidos da África. A ideia não é consenso entre membros da União Africana.
http://www.dignow.org/post/kadafi-o-amigo-do-lula-1381987-97987.html
NINGUÉM VAI OUVIR O LULA PARA SABER O QUE ELE ACHA DE TUDO ISSO?

O AMIGO DE LULA MANDOU MATAR 270 PESSOAS. Segundo o ex-ministro da Justiça da Líbia.

O
Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi  ( www.telegraph.co.uk/ news/newstopics/politics/...)
                                 
A Imprensa internacional está informando que Mustapha Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça da Líbia (renunciou ao cargo após Muammar al-Kadafi ter mandado o exército atirar no povo), escondido em algum lugar do país por motivos de segurança, disse que tem provas de que foi Kadafi quem mandou Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi explodir o avião da Pan Am que caiu sobre Lockerbie, na escócia, em 1988. Morreram 270 pessoas.
 Kadafi é aquele a quem o ex-presidente Lula chamou várias vezes de amigo, e sobre o qual, agora, mantém silêncio.

Megrahi, que tem 58 anos,  ficou preso, cumprindo uma pena de prisão perpétua na Escócia até 2009, quando Kadafi, por meio de negociações com o governo escocês, conseguiu libertá-lo e transferí-lo para a Líbia, onde foi recebido como herói nacional.

O motivo da libertação, que gerou muitos protestos,  foi a alegação de que Megrahi estaria com câncer na próstata em estágio muito avançado. Assim, por razões humanitárias, o governo escocês teria permitido ao assassino terrorista passar seus últimos dias na terra natal.
 Pelo que se sabe, o monstro continua vivo na Líbia.


Comento:

O ditador líbio foi acusado de ter permitido vários atentados terroristas. A gota d´água foi a explosão de uma discoteca em Berlim, onde morreram muitos americanos.
Ronald Reagan, à época presidente americano, mandou explodir o palácio de Kadafi, em Tripoli, e este escapou da morte bastante ferido. Perdeu a filha Hannah.
Desde então a Líbia passou por uma quarentena internacional que sufocou a sua economia. Kadafi reconheceu, nos anos 90, a responsabilidade líbia nos atentados e começou a pagar indenizações às famílias das vítimas. 

No caso do terrorista Megrahi, os que protestaram contra a sua transferência para a Líbia dizem que Kadafi fez um acordo com a Escócia porque teria feito ameaças em relação aos contratos de extração de petróleo que envolvem interesses da empresa britânica BP (British Petroleum). 

Teria sido tudo,  então, não motivado por um câncer, mas por algo mais profundamente arraigado na terra.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ADVINHEM QUE VEM PARA O JANTAR. Ou: Kadafi fugirá para a Venezuela?

A Líbia, ao centro, cercada por regimes agora instáveis
Ao longo do dia as agências noticiosas informavam que, segundo redes de relacionamento pela Internet, Kadafi teria fugido para a Venezuela. Podem ser apenas rumores, pois à noitinha o ditador Líbio apareceu na TV nacional (seria mesmo de lá?) dizendo que não abandonaria Trípoli.

Pode ser que esteja na Líbia e pretenda mesmo ficar, evitando que o país se desmorone e surjam diversos pequenos reinos islâmicos, baseados nas tribos berberes que deram origem à Líbia, no Século XX.

De qualquer modo, como é um ditador considerado dos mais duros da região, não deve contar com grande unanimidade, ainda mais quando, para conter a rebelião teria mandado as forças armadas atirar contra o povo.  Hoje à tarde as agências divulgaram fotos de dois Mirage que pousaram em Malta, cujos pilotos, coronéis da Força Aérea desertaram por quererem metralhar civis. Um deles teria pedido asilo político.

Em diversas cidades populares, policiais e militares contra o governo pegaram armas em arsenais militares e tomaram algumas cidades. A Líbia, ums dos países co melhor nível de vida no Norte da África está, mesmo, à beira da guerra civil.

Uma das preocupações de Kadafi é que, caso a Líbia desmorone e se subdivida, os campos de petróleo sejam disputados violentamente entre as tribos. Essa possibiidade já afetou a cotação do preço do produto. Não há informações precisas, devido a falhas nos sistemas de comunicação, provavelmente por interferência do Governo, mas as mortes podem ter passado de 300.

VENEZUELA

Porque as redes sociais não especularam que Kadafi teria fugido para qualquer outro lugar, a não ser a Venezuela?
Acredito que por uma simples e boa razão: é ali que mora o seu grande parceiro Hugo Chávez, o fanfarrão de Caracas.
Se Lula ainda fosse o presidente, e Celso Amorim seu conselheiro, o Brasil também já poderia estar na lista.
Lula cultivou muitas boas amizades entre os piores ditadores do Mundo.

Há anos que vejo em Chávez, quando na TV falando, falando, esbravejando contra os americanos, gesticulando, agitado como se estivesse em um transe, o Kadafi da América do Sul.
O Kadafi bolivariano. Confesso que, em algumas oportunidades, fiquei triste por Ronald Reagan não ser mais presidente dos USA. Ele resolvia logo as pendências.

Quando Kadafi começou a pisar fora da risca, apoiando claramente diversos atos de terror, com centenas de mortes, Reagan apertou o botãozinho e o palácio de Kadafi explodiu. 
Kadafi escapou, é claro, mas bem ferido. Mas perdeu uma fiha, Hannah.

Desde então tratou apenas de questões internas. 
Quando via Chávez pensava: quando explodirão o palácio desse papagaio de Caracas? Hoje Chávez, segundo informações do exército colombiano, faz muito do que Kadafi fazia. Esconde terroristas das Farc, já abrigou terroristas bascos e, segundo o jornalista espanhol, Antonio Salas, no livro-reportagem El palestino (seis anos de pesquisas), Chávez permite campos de treinamento de grupos terroristas na Venezuela.

É bom lembrar que Chávez é também bom amigo de Lula.

imagem:  http://eneaslour.blogspot.com/2010_
                                              



















O OLHAR DE KADAFI. Ou: o suave pastor das ovelhas líbias.

Imagem reproduzida de http://www.newseum.org/todaysfrontpages/
Observar fotografias é uma coisa muito agradável.
E examinar o olhar de certas pessoas fotografadas pode ser muito revelador.
Embora as fotografias não passem de uma mera representação de algo que existe na realidade, sendo uma ilusão de ótica, podem ser muito reveladoras.
Muammar Al Kadafi, observado de perto, por meio de uma fotografia de um jornal (chegar perto dele pode ser perigoso), é assustador.
Não é à toa que primitivos acreditam que uma fotografia possa lhes roubar a alma.
Como deixar de imaginar o que há por trás desse par de olhos nem um pouco afetivos, meigos ou simpáticos?
Posso estar absolutamente errado, Kadafi poderia estar apenas brincando de posar de mau. E, dizem, quem  vê cara não vê coração.
Crível?
Talvez essa imagem nem tenha sido feita por estes dias tão conturbados na Líbia.
Mas a expressão do ditador nos faz pensar sobre aquilo que não é dito ou mostrado claramente, mas sugerido.
De que seria ele capaz?
Não à toa, talvez, consegue manter-se desde 1969 no Poder.


Um dia farei um exame do olhar dos ditadores pelas suas fotografias não oficiais (Fidel, King Jong Il, Stalin, Hitler, Chávez, Perón... a fieira é imensa; à direita e à esquerda...)