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sexta-feira, 1 de abril de 2011

COM UM ALIADO COMO OBAMA, QUEM PRECISA DE INIMIGOS?




Diz o noticiáro internacional que os rebeldes líbios estão impondo condições a Kadafi para o cessar-fogo. Obama trata os rebeldes como se fossem apenas uns punhados de civis desarmados sendo mortos pelas forças do tirano. Os comandantes da Otan reconhecem, agora, que entre os tais "rebeldes" estão agindo terroristas infiltrados da Al Qaeda e Hezbolahh. Onde estão os simples civis? Há cada vez mais gente circulando na Líbia com cara de tropas mercenárias.

A Igreja Católica da Líbia -há católicos lá!- denuncia que os ataques da Otan mataram mais de 40 civis em Trípoli e atingiram prédios residenciais e até hospitais. Isso para evitar que civis morressem!

Não compartilho da ideia de que a Otan ou os americanos fomentam a queda de Kadafi por causa do petróleo. O petróleo já era vendido por Kadafi. Agora sim há uma grande incógnita: quem vai comandar a Líbia caso Kadafi seja deposto? Mas pode não ser.

Se o tonto do Barack Obama fez todo o serviço para os islâmicos mais radicais, quem ficará com o petróleo serão eles. Nunca o povo, e nem o Ocidente. Não há clima para isso. A Líbia está em guerra civil, e o Ocidente assumiu um dos lados, pela pressa de Obama. 
O problema é que Obama parece não tirar os olhos do calendário eleitoral.
Talvez o tiro saia pela culatra. 

quinta-feira, 31 de março de 2011

WILL THE TROOPS MARCH ON THE ROAD TO DAMASCO? Chegou a vez da esquerda tremer?

ola de cambio en el mundo árabe

Irán e Israel observan con inquietud las turbulencias en Damasco

Teherán teme perder el apoyo de Siria y su influencia sobre Hezbolá y Hamás

ÁNGELES ESPINOSA (ENVIADA ESPECIAL) - Dubái - 31/03/2011

No ha habido aplausos de aliento desde Teherán para los manifestantes sirios. Todo el entusiasmo que el presidente Mahmud Ahmadineyad y el líder supremo, Ali Jameneí, mostraron por el contagio de la revuelta tunecina a Egipto y su extensión a Bahréin o Yemen, se ha convertido en embarazoso silencio desde que se iniciaran las protestas en Deraa. Ayer, tras el discurso de Bachar el Asad, la agencia de noticias Irna mantuvo esa línea al destacar su teoría de la conspiración, la coartada que evita entrar en las causas del malestar.

Para Irán, Siria no es un vecino árabe más. Es el único que le respaldó en la guerra contra Irak (1980-1988) y, fruto de aquella alianza, se ha convertido en la piedra angular de sus políticas revolucionarias en la región. Si las protestas logran debilitar al régimen sirio, Teherán va a perder gran parte de su influencia en Líbano y los territorios palestinos. No parece casualidad que en algunos de los vídeos de las manifestaciones que se han filtrado al exterior se oiga corear "no Irán, no Hezbolá".

LEIA O TEXTO COMPLETO NO JORNAL EL PAIS (ESPANHA)

comento:
Até o momento, desde o começo deste ano, as rebeliões foram saudadas pela mídia internacional e pela esquerda como a vontade de libertação dos povos oprimidos. 

Geralmente oprimidos, mesmo, mas por ditadores visto como alinhados aos americanos. As tentativas do povo sírio ou iraniano de ir à rua foram vistas como desordens pelos respectivos governos e reprimidas, e não vontade de libertação de povos orpimidos. Os oprimidos são sempre o povo do outro poderoso, não é o que parece?

O mundo perfeito está na Síria e no Irã, aliados entre si e inimigos do Ocidente. Não se esquecer que a Síria tem no poder o partido Baath, um tipo de socialismo árabe (de origens bem nazistóides, com raízes nos anos 30) e no Irã os aiatolás, que voltaram ao poder com a ajuda da esquerda, nos tempos de Komeini.

Como o mundo dá muitas voltas, vamos ver como a imprensa internacional vai tratar as possíveis rebeliões naqueles dois países: busca pela liberdade ou baderna de desocupados?

quarta-feira, 30 de março de 2011

OBAMA AINDA ACABARÁ ENTREGANDO A LÍBIA A GRUPOS TERRORISTAS

Logo após a rebelião no Egito, que terminou com a queda de Mubarack, quando começaram as agitações na Líbia, este blog registrou que Muamar Khadafi, há tantas décadas no poder, poderia enfrentar sérios problemas. Especialmente porque, no caso das revoltas dos países árabes-islâmicos, nota-se uma regularidade: apenas os regimes mais autoritários ou ditatoriais mais ou menos aliados ou simpáticos aos americanos estavam balançando. 

As dificuldades de Kadafi viriam de seu abandono pela esquerda internacional após sua decisão, há alguns anos de reconhecer que foi responsável por diversos atentados terroristas no Ocidente, que geraram muitas mortes, pelas quais pagou, então, após acordo, indenizações aos familiares.

Isso deixou Kadafi um pouco mais próximo do Ocidente e afastado dos socialistas e islamo-socialistas).

No início de janeiro, muitos comentaristas da imprensa tradicional voltaram-se para o que lhes parecia a Era das rebeliões Facebook e Twiter. Como se essas tecnologias pudessem, por si só, gerar rebeliões!

Analisando os regimes islâmicos, e como estão agrupados, em termos de geopolítica, diversos daqueles governos estão muito mais alinhados com o Irã ou com visões islâmicas mais próximas do que seria a da Muslim Brotherhood e outras instituições mais radicais, da política, como Hezbollah.

Kadafi é um maluco, realmente, mas conhece seu território e disse que no Leste da Líbia havia infiltração da Al-Qaeda. As redes de Tv árabes, Al Jazeera e Al Arabi deram muito espaço aos protestos, e ninguém pode esquecer que deram já anteriormente muito espaço aos discursos radicais do grupo terrorista.   

Em sua visita ao Brasil Barack Obama deu ordens para as forças armadas americanas atacarem as tropas de Kadafi, poruqe estas estariam massacrando civis.
De fato, Obama e seus atuais aliados nos ataques à Líbia tomaram um partido contra Kadafi em uma verdadeira guerra-civil, o que é um absurdo. Os "civis" líbios tomaram arsenais militares em algumas cidades e contaram com o apoio de soldados desertores.

Agora, após iniciarem uma guerra real na Líbia, mal conseguindo deter as tropas bombardeadas de Kadafi, o comandante da Otan reconheceu que podem ter havido enganos, e que os "civis" líbios também podem ser gente muito bem treinada em combate militar, como gente da Al-Qaeda, do Hezbollah e até mercenários. Isto é, as forças aliadas acabarão fazendo o serviço de casa para os rebeldes (ora chamados de civis, apenas).

Enquanto isso, procurando uma causa para a reeleição, Obama anuncia que poderá fornecer armas para os adversários de Kadafi, tomando partido em uma guerra civil.

A pergunta é: e se os adversários de Kadafi forem, não apenas alguns opositores internos, mas o Hezbollah e a Al-Qaeda se aproveitando da confusão e ficando com a herança? Pela primeira vez um presidente teria passado por cima do Congresso, ordenado os ataques, derrubado um aliado (embora louco e tirano) e ainda entregue o país a milhares de terroristas? Com um amigo assim, é ou não para Israel ficar preocupado?

quarta-feira, 23 de março de 2011

O EXÉRCITO BRANCALEONE OCIDENTAL ATACA A LÍBIA E FAZ O SERVIÇO SUJO PARA ALGUÉM. A questão é: para quem?

Muamar Kadafi, o ditador da Líbia, enfrenta civis desarmados, ou, agora, um exército Brancaleone, mas ainda assim um exército? De qualquer modo, luta contra quem quer derrubá-lo, e com o apoio de vários países que acabaram tomando parte no que parecia muito mais uma guerra civil.
Então Kadafi deve parar seus ataques mas o outro lado não? Em que se meteram os ocidentais?
Um novo atoleiro?
Cada um dos líderes internacionais envolvidos parece estar pensando em seu próprio eleitorado, em seus próprios problemas internos: Obama, Sarkozy, Berlusconi.
Com essa liderança mundial, de que serve uma Otan ou a ONU? 
Não sabem se defendem o mundo livre, se defendem civis desarmados, se atacam Kadafi, se estão indiretamente apoiando a Al Quaeda, se estão dando força a algo como a irmandade muçulmana.
O que sobra é que os ataques estão destruíndo muito mais que a força de Kadafi. Kadafi é um ditador impiedoso, mas acho que os "aliados" avançaram o sinal vermelho e tomaram partido. Não estão impondo apenas um "equilíbrio" diante de forças supostamente desiguais, estão é desequilibrando a balança a favor de forças ocultas, como gostava Jânio.
A surpresa virá depois, quando viermos a saber quem foi, é, ou será o beneficiário da queda do velho ditador Líbio. 

CHARGE: SPONHOLZ: http://www.sponholz.arq.br/

segunda-feira, 14 de março de 2011

COM UM AMIGO ASSIM, QUEM PRECISA DE INIMIGOS? Ou: agora Lula abandonou Kadafi?

Kadafi e Lula na Cúpula dos Países Árabes: "amigo e irmão"
  O ex-presidente Lula tem uma compreensão estranha de Democracia. Sobre  a Venezuela, que é uma ditadura de fato, disse mais de uma vez que lá havia democracia demais. No domingo passado, em seminário à TV Al Jazeera (do Catar) sobre "O mundo árabe em transição: o futuro chegou?" disse que o mundo precisa mais liberdade e democracia. E ele apoiava e dizia ser amigo de tantos governantes ditadores...

À TV árabe Lula prestou solidariedade a todos aqueles que "no Oriente Médio e em qualquer parte do mundo lutam pela liberdade, pela democracia e por justiça social".
Isso significa que não é mais amigo e irmão de Kadafi?
Fidelito que se cuide, assim como Chávez. Uma vez fora do poder o homem é  um verdadeiro  cruzado da Liberdade e da Demcracia (seja lá o que isso signifique para ele).

sábado, 12 de março de 2011

O DIABO É VELHO PORQUE É DIABO, NÃO PORQUE É SÁBIO. Ou: os coveiros da Civilização

Certos textos deveriam ser de leitura obrigatória nos cursos de Filosofia, Jornalismo, Ciências Sociais. Este, publicado hoje por Reinaldo Azevedo, é um deles. Verdadeiro primor de raciocínio lógico; desnuda com a perícia de um microcirurgião as bobagens que andam pela cabeça de analistas e comentadores da Imprensa, e de certos políticos, dominados pela estupidez multiculturalista, politicamente correta e de esquerda.

O Mundo Segundo a Ótica da Irracionalidade Caridosa - que também mata! 

Alguém dê logo um Lexotan para Clóvis Rossi e Arnaldo Jabor. Se as potências ocidentais não invadirem logo a Líbia, em nome de uma ação humanitária, eles acabarão tendo um troço. Quem diria, hein?, que ainda veríamos esses dois alinhados com os chamados “falcões republicanos”, a tão odiada “direita americana”, que também incentiva Barack Obama a se meter naquele, se me permitem, atoleiro de areia!? Por que a ocupação do Iraque foi um crime e a da Líbia é um imperativo moral dos homens justos permanece, para mim, um desses segredos indecifráveis. Como os donos da contradição se negam a dar uma explicação, ficaremos sem saber.

A Folha deste sábado, acreditem, publica um editorial sensato sobre o assunto e lembra uma questão que já abordei aqui: há uma guerra civil no país. Vamos ver, então, qual é a tese geral: sempre que houver uma guerra civil, as chamadas potências ocidentais devem intervir, eliminando o conflito, é isso? Obama deve se comportar do modo como os críticos diziam — Rossi e Jabor certamente — que Bush se comportava quando na Casa Branca: polícia do mundo?! Ou não é isso, e a torcida pela invasão só vale para o caso da Líbia?

Estamos diante de uma absurda perda de parâmetros. A análise e a crítica sobre o conflito na Líbia perderam todos os referenciais da política e até da lógica. Para pôr fim ao banho de sangue promovido por Kadafi, cobra-se a intervenção como se ela fosse produzir um banho de leite e mel!!! “Ah, mas, ao menos, vai ser em nome do bem!” Entendo. Tenham paciência! Então Bush não podia pôr pra correr um vagabundo homicida como Saddam porque era republicano, mas o democrata Obama teria a obrigação de esmagar o vagabundo homicida da vez?

Eu ainda não entendi qual é a tese e quais são seus fundamentos. Deporemos — tratarei o Ocidente como “nós” só para efeitos de pensamento — todos os ditadores da Terra, é isso? Não, acho que não é isso. Deporemos, então, só os ditadores contra os quais o povo decidir se revoltar, armado ou não? Sendo assim, passaremos a exigir das ditaduras que tenham ao menos um compromisso com a eficiência e consigam impedir movimentos de revolta. Caso eles ocorram, exigiremos que os facínoras — aliados até outro dia — se comportem como normalistas e tenham a fineza de renunciar.

É impressionante! Um despropósito se segue a outro. Alguns saúdam o que chamam “fim das ideologias”.  Eu lastimo o que parece ser o fim da racionalidade. Os inimigos armados de Kadafi, que os países ocidentais ainda nem sabem quem são, estão recebendo o tratamento de agentes da civilização porque, afinal de contas, o beduíno é um facínora. É um juízo típico de crianças de 12 anos. É mesmo uma pena que a Al Jazeera e a imprensa ocidental não tenham se interessado pelo desastre em Darfur. Ao menos não teria havido o massacre de meio milhão de pessoas sob um cúmplice silêncio!

Parece improvável que Kadafi dure muito tempo no poder mesmo que venha a esmagar seus adversários. A Líbia voltaria à condição de pária internacional, e alguma forma de transição, sem a figura do tirano (daquele ao menos), se imporia. A única coisa sensata a fazer, ainda que o Jabor e o Rossi sofram muito, do ponto de vista de Obama, é esperar que os líbios resolvam seus próprios problemas. “Ah, mas o confronto é desigual!” Pois é… Sempre que se opta pela luta armada contra um regime instalado, essa desigualdade é parte da equação. Emitir uma ordem internacional de prisão contra Kadafi, reconhecer o governo dos rebeldes como o oficial, bloquear dinheiro da família… Tudo isso constitui pressão diplomática administrável, que concorre para enfraquecer o tirano. Ocupação é coisa distinta — e lembro que zona de exclusão área é uma ocupação branca.

Perguntem aí a seus botões e vejam o que eles dizem: no lugar de Obama, vocês escolheriam logo uma intervenção militar, dando um novo caminho para a deposição dos ditadores — o confronto armado, com muitos mortos — ou até torceriam, intimamente, para Kadafi vencer a parada, desestimulando a forma de luta escolhida pelos líbios? Vocês não precisam contar a ninguém o que os botões responderem! A questão não é entrar na Líbia; é ter de ficar na Líbia!

Quando Barack Obama puxou o tapete de Mubarak, um aliado do Ocidente, depois de uma semana de ocupação da praça, estava, e escrevi isso aqui, abrindo a Caixa de Pandora. O diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. Obama é um rapaz estudado, mas lhe falta experiência para aquela cadeira. Todo mundo sabia disso. E acharam que essa era a sua maior virtude. Evidentemente, era o seu maior defeito. É um moço sabido, mas lhe falta um tanto de velhice. A Europa poderia dar o sentido de história que lhe falta. Dêem uma olhada na atual safra de líderes… Estão mais para coveiros da civilização.

Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 3 de março de 2011

E O CHAPOLIM DE CARACAS INDICOU MESMO LULA PARA MEDIAR A PAZ NA LÍBIA!

No dia 28 de fevereiro postei texto dizendo que dada a amizade entre Chávez, Kadafi e Lula, não seria de estranhar se o ditador venezuelano indicasse o nosso ex-presidente falastrão para mediar o processo de paz na Líbia.

Não deu outra. O falastrão de Caracas indicou seu amigo Lula, conforme lemos no noticiário de hoje. São bem previsíveis.

Mas o Itamaraty já informou que o País apoiará qualquer medida tomada contra a Líbia, até ações militares. Celso Amorim deve estar arrepiado!

NOTICIÁRIO:

Venezuela cogita Lula como mediador em conflito na Líbia
estadão.com.br

O governo da Venezuela espera que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chefie a comissão internacional para mediar o conflito na Líbia, proposta pelo presidente Hugo Chávez, disseram fontes à Reuters. De acordo com assessoria de imprensa do ex-presidente, ainda não há nada oficial sobre uma eventual participação de Lula na intermediação.

Saif al Islam, filho de Kadafi, disse na quinta-feira que não é necessário qualquer envolvimento internacional na mediação da crise na Líbia, quando questionado sobre a oferta da Venezuela.
Saif afirmou em entrevista ao canal Sky News que não estava ciente da oferta feita pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, mas acrescentou: "Temos que dizer obrigado... mas somos capazes o suficiente para resolver nossos problemas por nosso próprio povo. Não há necessidade de qualquer intervenção internacional".
Texto do blog, de 28/02

Hugo Chávez só faltou dizer, hoje, à imprensa, que foram os ocidentais que fomentaram a rebelião na Líbia. Acusou os Estados Unidos de estarem interessados em invadir o país e tomar o petróleo líbio. O mundo todo condena a brutalidade do ditador Kadafi e espera uma atitude dos líderes internacionais, mas Chávez raciocina como um alucinado. (Talvez tenha recebido alguma ligação de Fidel Castro...)

"Em vez de mandar soldados e aviões, por que não enviamos uma comissão de boa vontade que vá ajudar para que não sigam matando na Líbia?", disse Chávez. O coronel venezuelano disse que tem poucas informações sobre o massacre imposto ao povo líbio pelo seu amigo coronel Kadafi.

Talvez não saiba que as mortes já passaram de mil e que há violentos combates,  em  diversas regiões, ameaçando desintegrar o país. Talvez até saiba, mas esteja preocupado com a situação dramática da própria Venezuela, onde ele parece um novo Kadafi.

Até pouco tempo atrás o ex-presidente Lula parecia estar convencido de que poderia alterar tudo no mundo; como dizia ser amigo de Kadafi, e também de Chávez, por que este não o indica como embaixador da paz em Trípoli?. Poderia ir acompanhado de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia.

Experiência internacional não lhes falta; basta a lembrança da Pensão Brasil, em Tegucigalpa, onde Manuel  Zelaya passou dias muito agradáveis por conta do contribuínte brasileiro.

Eis aí algo que gostaria de ver. Lula contando farofas para Kadafi em meio a metáforas futebolísticas e histórias de como reinventou o Brasil, tudo em meio a rajadas de metralhadoras.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

KADAFI ACUMULOU 1 BILHÃO DE DÓLARES PARA CADA ANO DE SUA VIDA. Como os ditadores sempre enriquecem, devem ser ótimos empresários ou economistas...

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

23 de fevereiro de 2011|

Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.

Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.


Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.


Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.


Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.


Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.
Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.


O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador. Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.


No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110223/not_imp683316,0.php


COMENTO


Observo como os ditadores, em geral, e muitos socialistas, em particular, conseguem, pregando o sacrifício ao seu povo, dificultando a vida das pessoas, iludindo-as como se fossem os pais da pátria (vimos este filme recentemente, não?) acumulam fortunas gigantescas, como se fosse gênios capitalistas dos negócios.


Muammar al-Kadafi tem 70 anos, era filho de um pastor de rebanhos, chegou ao poder em 1969, tem 70 anos de idade e 1 bilhão de dólares por ano de vida. Com todo o seu discurso socialista tornou-se riquíssimo. Fidel é outro milionário, segundo a revista Forbes. O que os faz acumularem tanto dinheiro, enquanto seu povo vive na miséria?


Kadafi é uma verdadeira multinacional. E todo mundo fez negócios com ele, todo mundo alimentou o monstro, centenas de empresas fazem negócios com as empresas dele. O que acontecerá se Kadafi for destituído ou seus bens confiscados? Haverá uma quebradeira ao redor do mundo?


Muita gente no chamado mundo livre será também um pouco responsável por isso. Será que a liberdade econômica ou a livre iniciativa, ou o pragmatismo podem justificar qualquer coisa?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O AMIGO DE LULA MANDOU MATAR 270 PESSOAS. Segundo o ex-ministro da Justiça da Líbia.

O
Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi  ( www.telegraph.co.uk/ news/newstopics/politics/...)
                                 
A Imprensa internacional está informando que Mustapha Abdel Jalil, ex-ministro da Justiça da Líbia (renunciou ao cargo após Muammar al-Kadafi ter mandado o exército atirar no povo), escondido em algum lugar do país por motivos de segurança, disse que tem provas de que foi Kadafi quem mandou Abdelbaset Ali Mohmet al-Megrahi explodir o avião da Pan Am que caiu sobre Lockerbie, na escócia, em 1988. Morreram 270 pessoas.
 Kadafi é aquele a quem o ex-presidente Lula chamou várias vezes de amigo, e sobre o qual, agora, mantém silêncio.

Megrahi, que tem 58 anos,  ficou preso, cumprindo uma pena de prisão perpétua na Escócia até 2009, quando Kadafi, por meio de negociações com o governo escocês, conseguiu libertá-lo e transferí-lo para a Líbia, onde foi recebido como herói nacional.

O motivo da libertação, que gerou muitos protestos,  foi a alegação de que Megrahi estaria com câncer na próstata em estágio muito avançado. Assim, por razões humanitárias, o governo escocês teria permitido ao assassino terrorista passar seus últimos dias na terra natal.
 Pelo que se sabe, o monstro continua vivo na Líbia.


Comento:

O ditador líbio foi acusado de ter permitido vários atentados terroristas. A gota d´água foi a explosão de uma discoteca em Berlim, onde morreram muitos americanos.
Ronald Reagan, à época presidente americano, mandou explodir o palácio de Kadafi, em Tripoli, e este escapou da morte bastante ferido. Perdeu a filha Hannah.
Desde então a Líbia passou por uma quarentena internacional que sufocou a sua economia. Kadafi reconheceu, nos anos 90, a responsabilidade líbia nos atentados e começou a pagar indenizações às famílias das vítimas. 

No caso do terrorista Megrahi, os que protestaram contra a sua transferência para a Líbia dizem que Kadafi fez um acordo com a Escócia porque teria feito ameaças em relação aos contratos de extração de petróleo que envolvem interesses da empresa britânica BP (British Petroleum). 

Teria sido tudo,  então, não motivado por um câncer, mas por algo mais profundamente arraigado na terra.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

OS JOVENS É QUE ESTÃO DERRUBANDO OS TIRANOS?

Afirmando o papel civilizador e histórico da Comunidade de Crentes Islâmica, instituída por Allah como a melhor comunidade, que legou à humanidade uma civilização equânime e universal (...) e por quanto hoje se espera que esta Comunidade de Crentes sirva de guia correta para a humanidade, confundida por crenças e correntes contraditórias (...). Contribuindo aos esforços da humanidade no terreno dos direitos do homem, cujo objetivo é proteger o ser humano (...) assim como afirmar sua liberdade e seu direito a uma vida digna em consonância com a Shari'a Islâmica.
Conferência Islâmica do Cairo, 1990
Até o momento a grande mídia só espalhou mentiras, idiotices e demonstrou uma enorme ignorância do que se passou na Tunísia e no Egito e já se anuncia em outros países da região. No mundo todo ocorre o mesmo, com exceção da mídia conservadora americana. No Brasil as exceções se contam num dedo da mão esquerda de Lula. Os brilhantes artigos de Olavo de Carvalho e alguns outros abnegados autodidatas que teimam em publicar no Mídia Sem Máscara ou em sites/blogs pessoais, jornalistas de primeira linha como Nahum Sirotsky e poucos mais. E estes são atacados como reacionários, pró-ditadura, etc.
A versão dominante é no mínimo imbecilóide: turbas de jovens bem intencionados, inspirados nas tradições ocidentais dos direitos do homem, saem às ruas para clamar por liberdade e democracia, destituindo tiranos. De maneira geral esta frase é repetida ad nauseam nos jornais, tevê, rádio e nas famigeradas "redes sociais" na internet. Subitamente, Mubarak que sempre foi tratado como Presidente do Egito passou a ser Ditador! Como um raio da velocidade da luz o termo mudou da noite para o dia em toda a mídia! (Claro está que Raul Castro continua sendo Presidente de Cuba, país cujo último ditador, antes da democracia popular revolucionária, foi Fulgêncio Batista...).
Os jovens são colocados nas alturas espalhando de forma subliminar que eles são dotados de clarividência e onisciência divinas. Negam e muitos sequer sabem que foram os jovens que primeiramente atenderam às exortações de Ruhollah Khomeini e levaram a cabo a Revolução Islâmica do Irã. Que o maior genocida da história conclamou os jovens a levar a cabo uma das maiores matanças de todos os tempos: a Revolução Cultural chinesa. Que era aHitlerjugend, grupos de jovens que fora das salas de aula se organizavam em grupos e milícias para-militares para espionar o povo, inclusive seus próprios pais, desde 1931, quando já formavam a temerosa patrulha ideológica nazista comandada pelo não tão jovem Baldur von Schirach. Mais tarde, já fanatizados, foram nomeados líderes do Partido Nazista e membros das SS.
Von Schirach é o representante padrão que demonstra que jamais os jovens agem espontaneamente, mas sempre são exortados pelos mais velhos. O tal 'conflito de gerações' em níveis sociais é uma falsidade inventada pelos mais velhos para negar que os jovens são sempre usados como buchas de canhão pelas facções provectas em seus conflitos intra-geracionais. As turbas que enfrentavam a Hitlerjugend nas ruas, ligadas à Spartakusbund, também eram comandadas secretamente por 'coroas' como Ernt Thäelmann, dirigente do Partido Comunista. O autor deste texto experimentou isto na própria carne na sua juventude e é testemunha destes fatos.
Que direitos eles defendem agora no Oriente Médio? De que democracia se trata? De que liberdade? ...
LEIAM O TEXTO INTEGRAL NO SITE MIDIA SEM MÁSCARA: (http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/oriente-medio/11867-ignorancia-mentiras-e-idiotices-em-relacao-aos-disturbios-do-oriente-medio.html)
OU NO SITE DE HEITOR DE PAOLA:   http://www.heitordepaola.com/index.asp