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quinta-feira, 3 de março de 2011

CASA DE RUI BARBOSA. MUDA O PRESIDENTE, MAS MUDA O PENSAMENTO?

Uma vez que a ministra Ana de Hollanda decidiu que o sociólogo Emir Sader não ocuparia mais o posto de presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, não houve tempo nem do assunto esfriar no noticiário. A presidência da instituição continuará com o PT dirigida, agora, por um companheiro do professor defenestrado. Foi nomeado Wanderley Guillherme dos Santos, da mesma ala petista que Sader, aquela que mantém fortes vínculos com uma visão de mundo dos anos 60.

Sader caiu devido ao fato de haver chamado Anna de Hollanda de "autista" em matéria publicada pela Folha de São Paulo, não devido às suas idéias retrógradas. Isso, aparentemente, não seria questinado. Parece que muita gente no governo pensa como ele. 

Conforme o jornalista Reinaldo Azevedo, em post publicado hoje em seu blog: "Guilherme dos Santos é co-autor de um crime moral e intelectual da política brasileira. Junto com Marilena Chaui, lançou a tese de que o mensalão foi nada além de uma tentativa das elites e da “mídia” de dar um golpe no governo Lula. Sim, senhores! Ele foi um dos “intelectuais” que chancelaram essa fraude histórica. Integrou o grupelho de “pensadores” que resolveu apelar à ciência política para justificar a ação patriótica dos Delúbios da vida.

O que a linha de pesquisa e atuação de Guilherme dos Santos tem a ver com o trabalho que se faz na Fundação Casa de Rui Barbosa? Rigorosamente nada! A exemplo de Sader, a sua indicação cheira apenas a aparelhamento partidário da instituição, ainda que com um pouco mais de decoro do que Emir. Mas, de novo, indaga-se: quem conseguiria ter menos?"

quarta-feira, 2 de março de 2011

SADER TERÁ MAIS TEMPO PARA ESTUDAR. MARX.

Parece que o sociólogo Emir Sader terá, agora, mais tempo para estudar. Marx. O colunista do jornal O Globo Ancelmo Gois informou que ele não deverá mais ser nomeado para a presidência da Fundação Casa de Rui Barbosa, por decisão da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que foi chamada, em uma entrevista de Sader à Folha de S. Paulo, de "autista".
Segundo o noticiário, Sader era um dos pretendentes ao cargo de ministro. Como a indicação pela presidente Dilma não aconteceu, talvez isso o tenha deixado incomodado e ácido. 
O jornalista Reinaldo Azevedo mostrou, nos últimos dias, uma série de erros cometidos pelo professor, em termos de grafia de palavras. Talvez ficar fora da fundação Rui Barbosa lhe dê um tempo de sobra, o que poderá ser útil.

terça-feira, 1 de março de 2011

EMYR ÇADER, O HOMEM DA CAZA RUI BARBOZA. Está bom assim?

imagem: http://www.ojornalweb.com
 O deputado federal Tiririca, eleito por São Paulo, visitou o Congresso antes da posse e mostrou que é despreparado e ingênuo, mas sincero. Quando lhe perguntaram o que faria como deputado respondeu de pronto:"vou comprar um apartamento". Todos já sabíamos que ele não tinha a menor noção do que faz um deputado. E ele disse isso na campanha.

Agora, um professor universitário como o senhor Emir Sader, escrever Getulho Vargas, escrever expoliação, escrever opróbio, e duas vezes fusilamento (isto no Twiter, em duas linhas!), conforme a imprensa, é demais. É o homem que talvez seja confirmado pela presidente Dilma Rousseff para o posto de presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, entidade ligada ao Ministério da Cultura. Não bastasse isso, ainda grafou que alguém "pousou" para uma fotografia e chamou Chomsky de Chomski. 



http://www.dw-world.de
Certo está o Reinaldo Azevedo, que relatou
 essas derrapagens, quando diz:: "Estou pegando no pé deste grande intelectual da resistência? Acho que não! Se Dilma o tivesse nomeado para o Ministério da Pesca, no lugar de Ideli Salvatti, tudo bem! Não saber a diferença entre Chomsky e um pirarucu seria até uma sorte para o pirarucu. Mas Sader vai assumir um posto numa instituição voltada para a cultura, onde terá funções executivas.

Querem saber? Tiririca na Comissão de Educação da Câmara faz muito mais sentido. Falo sério. Ele não deixa, à sua maneira, de representar milhões de brasileiros. Pode até dizer que está lá para tentar garantir a outros o que ele próprio não teve e tal (olhem o meu otimismo). Não é o caso de Emir! Ele está muito abaixo do analfabetismo médio dos nossos intelectuais de esquerda! E para que fique claro:  a sua ortografia ideológica é ainda mais errada!." 
(Leia o texto integral no blog de Reinaldo Azevedo:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/ 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

UM HOSPÍCIO CHAMADO BRASIL. E ainda dirigido pelos loucos!

O Brasil falante

Olavo de Carvalho
28 Fevereiro 2011

A destruição da cultura superior evidencia-se não somente na desaparição dos espíritos criadores, mas na inversão da escala de julgamentos: na ausência de qualquer grandeza à vista, a pequenez torna-se a medida da máxima grandeza concebível.

Quanto mais de longe se olha o Brasil, mais se vê que não é um país: é um hospício. Um hospício sem médicos, administrado pelos próprios loucos que se imaginam médicos.

Nada aí funciona segundo os preceitos normais do cérebro humano. É o perfeito "mundo às avessas" do Dr. Emir Sader - chefe do conselho médico desde que o Dr. Simão Bacamarte deixou este baixo mundo.

A loucura não vem de hoje. Certo dia, após uma das minhas aulas na PUC do Paraná, reuniu-se um grupo de alunos para ouvir e apoiar o protesto de um deles, que, entre lágrimas - sim, entre lágrimas -, clamava contra o que lhe parecia uma depreciação infamante da cultura nacional. "Onde já se viu - soluçava o rapaz - chamar de decadente e miserável um país que tem intelectuais da envergadura de Chico Buarque de Holanda?"

Eu soube do caso por terceiros, mas se ali estivesse teria gravado o episódio em vídeo, para ilustrar as aulas subsequentes, quando voltasse ao tema da patologia mental brasileira.

A destruição da cultura superior evidencia-se não somente na desaparição dos espíritos criadores, mas na inversão da escala de julgamentos: na ausência de qualquer grandeza à vista, a pequenez torna-se a medida da máxima grandeza concebível. Pois um professor gaúcho não chegou a proclamar o referido Chico um artista universal da envergadura de Michelangelo? Seria preciso anos de exercícios de percepção para fazer ver a essas criaturas que numa só pincelada de Michelangelo há mais riqueza de intenções, mais informação essencial, mais intensidade de consciência do que em tudo o que se publicou no Brasil sob o rótulo de "literatura" desde a década de 80, da autoria de não sei quantos Chicos.

Mas a mera sugestão de que deveriam submeter-se a esse aprendizado lhes soaria brutalmente ofensiva - uma prova de autoritarismo fascista. A ideia mesma de que a literatura deva refletir uma intensidade de consciência, uma riqueza de experiência humana, acabou por se tornar incompreensível quando tudo o que se espera é, na mais ambiciosa das hipóteses, que o artista invente variações engraçadinhas para os slogans de praxe (isso é a definição de Chico Buarque de Holanda, com a diferença de que ele já não é mais tão engraçadinho).

Nos anos mais recentes, porém, a situação agravou-se para além da possibilidade de uma descrição de conjunto. O máximo que se pode fazer é chamar a atenção para detalhes significativos, na esperança de que o interlocutor vislumbre a gravidade da doença pelo sintoma isolado. E um desses sintomas é a decomposição do idioma.

Dou graças aos céus por não ser escritor de ficção nos dias que correm, quando se tornou impossível conciliar linguagem coloquial e correção da gramática.

Leiam Marques Rebelo ou Graciliano Ramos e entenderão o que estou dizendo. Os personagens deles falavam com extrema naturalidade sem incorrer em solecismos. Hoje em dia, tudo o que se pode fazer é escrever como gente nos trechos narrativos e descritivos, deixando que nos diálogos os personagens falem como macacos nerds. É a literatura exemplificando o abismo entre a linguagem culta e a fala cotidiana. Mas a existência desse abismo prova, ao mesmo tempo, a inutilidade social de uma literatura que já não poderia ser compreendida pelos seus próprios personagens.

Antigamente esse dualismo extremo de linguagem culta e vulgar só aparecia quando o autor queria documentar a fala das classes muito pobres, afastadas da civilização por circunstâncias econômicas ou geográficas insanáveis.

Na era Lula tornou-se necessário usá-lo para reproduzir a fala de um presidente da República - e, depois, a de senadores, deputados, líderes empresariais e tutti quanti. Um jornalista decente já não pode escrever na linguagem de seus entrevistados. Não há mais medida comum entre a consciência e os dados que ela apreende. Isso é o mesmo que dizer que já não é mais possível elaborar intelectualmente a realidade, ao menos sem improvisar arranjos linguísticos que estão acima do alcance da maioria.

Alguns ouvintes já entenderam que a linguagem paradoxal do meu programa True Outspeak - explicações eruditas entremeadas de palavrões grosseiros - é um esforço barroco, talvez falhado, de sintetizar o insintetizável, de resgatar para a esfera da alta cultura a fala disforme e quase animal do novo Brasil. Muitos nem percebem a diferença entre a linguagem tosca e sua imitação caricatural.

Texto reproduzido do site Midia Sem Máscara 
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/11888-o-brasil-falante.html