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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MARINA, DILMA E O FORO DE SÃO PAULO. Ou, neocomunismo com ou sem Pai Nosso? (Percival Puggina)




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Marina ou Dilma: neocomunismo com Pai Nosso ou sem Pai Nosso?

Percival Puggina
12 Setembro 2014

Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em flagrante desânimo, joga a toalha no ringue.

As pesquisas desta semana indicam que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai Nosso de Marina.

É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder.

O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. 

E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador.

O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica "multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se, confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há para acontecer.

Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando. A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?

As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra, ela é um apagão eminente.


TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

MASSACRE NO RIO. (VI). O CHORO DE DILMA ROUSSEF DIANTE DA MORTE DOS BRASILEIRINHOS.

Na tarde de ontem, dia do bárbaro massacre das crianças da escola do bairro do Realengo,  estava pensando, preso no trânsito, sobre as surpresas que a vida nos oferece. Fiquei muito abalado e triste com as cenas que vi pela TV, mais cedo, das mães que foram diante da escola em busca de informações sobre seus filhos. A cada uma que era confirmada a morte da criança, como uma espada era cravada no meu peito, diante da imagem de desconsolo, dor, impotência que via. Sou pai. Sei o que é esperar a volta dos filhos para casa.

Mas, a surpresa deve ser terrível, insuportável, como morrer, quando você está tranquilo, porque seu filho não está na rua, ao alcance de malucos. Está na escola. Pois foi na suposta segurança daquelas paredes, da escola, que aquelas crianças (dez meninas e 1 menino) encontraram o que ninguém quer encontrar: a Morte. Nas mãos de um demente.

A morte é uma constante assombração em situação normal, pior ainda em uma cidade conturbada como o Rio de Janeiro, cidade das balas perdidas, do complexo do Alemão, e de outras coisas que o governador Cabral não gosta de lembrar. Mas que fazem parte da realidade.

A realidade é uma coisa cruel. Ela existe, e insiste em assombrar também aos iludidos, ou aos que nos mentem com suas estatísticas sobre seguranças e suas enrolações de natureza ideológica.

Estava eu no trânsito. Liguei o rádio do carro. Rádio Jovem Pan. Escutei o pedaço da notícia de Brasília, gravada pela manhã, em que a Presidente Dilma Rousseff se lamentava pela morte das crianças, "aqueles brasileirinhos", disse ela.

Bem, pensei, lá vem demagogia. E ouvi tudo até o fim. Senti pelo rádio, rádio é como telefone, ficamos sem os demais sentidos, e temos que perceber pelo som o que se passa do outro lado.

Acho que a presidente foi pega de surpresa mesmo e, quando ia participar de uma solenidade qualquer ficou sabendo e teve que falar algo, fazer um pronunciamento para a nação. Normal.

Senti, pelo rádio, aquela voz pastosa, pausada, lenta, por meio da qual ela falava das crianças mortas. Ao fim, senti quando a voz titubeou, quando ela começou a se emocionar, realmente, quando ela iniciou um choro, penso que sincero.

Confirmei mais tarde vendo uma foto, acho que no site da Folha de São Paulo. Dilma, pela foto, e estou muito habituado a lidar com Comunicação, Fotografia e pessoas, por conta de meus afazeres,  ficou realmente muito emocionada. Creio piamente na sinceridade do que eu vi e ouvi. Ponto final

Agora, outro pensamento me perturba. Talvez não perturbe aos mais jovens, porquenão saberão do que falarei. Não da forma que eu sei. Tenho idade para dizer que sou do tempo da ditadura, que acompanhei muitos episódios como Dilma acompanhou. E como os da nossa geração.

Dilma mudou? Ela é a nossa presidente, mas acho que ainda deve a todos uma melhor explicação sobre o que fez naqueles tempos. As eleições já passaram. Ela está eleita.
Merece o nosso respeito como Chefe da Nação, mas deve nos respeitar, por isso mesmo.
Não votei em Dilma. Creio que foi produzida pelo inteligente Lula. Agora tem que se virar com o que plantou enquanto estava no governo dele. Para o bem ou para o mal.

Digo isto para deixar claro que senti sinceridade real quando ela lamentou a morte daquelas crianças. Como teria lamentado a morte de adultos se o atirador Wellington tivesse matado onze adultos. Mas penso que Dilma viu um outro lado da realidade. Comparou aquelas crianças ao seu netinho. Embora, para ser avó, tenha sido mãe primeiro!

Fica a minha grande dúvida: quando era moça, talvez por ser moça, imatura, teria Dilma pensado nas famílias dos mortos nos atentados terroristas cometidos por gente de grupos dos quais ela participou? Sei que não há nenhuma acusação direta contra ela, embora tenha sido presa e torturada na Ditadura por subversão (tortura é abominável).
Sei que a Lei da Anistia  está em vigor (ainda bem não é mesmo?). Nem imagino isso, sinceramente. O simples fato de estar ligada a pessoas capazes de matar e que mataram (130 pessoas  foram mortas pelos terroristas) nunca a incomodou intimamente? Essa é uma questão de foro íntimo. Talvez um dia a presidente resolva falar sobre essas coisas. Se quiser. Ela talvez tenha direito ao silêncio. E nós às perguntas.

Afinal, Wellington matou em nome de seus fantasmas internos -sejam eles quais fossem -
Os terroristas também matavam em nome de suas visões fantasmagóricas, assim como os torturadores.

Nunca chegaram a pensar que aqueles jovens que morriam em seus atentados, muitos mesmo eram civis, tinham famílias, tinham mães, pais, irmãos, filhos? Muitos dos que morreram eram meros transeuntes, nada tinham a ver com os fantasmas que assombravam os terroristas. Não participavam de luta nenhuma. Apenas viviam. E foram condenados à morte.

Morreram de forma tão idiota e inesperada como as crianças da escola do Realengo.
Será que morreram felizes porque alguém os matou em nome de um mundo melhor? Em nome de uma suposta luta contra a ditadura? Ou para  implantar uma ditadura de outra natureza?

Não seria melhor que aqueles brasileirinhos pudessem ter ficado por aqui mesmo, vivendo suas vidinhas  e pudessem ter tido a oportunidade de terem seus filhos e netos, como Dilma Rousseff?

Acho que ser avó mudou Dilma Rousseff.
Acho que ela sentiu o peso da Morte daqueles brasileirinhos do Realengo.

LEIA NESTE BLOG A HISTÓRIA DE JOSELY E JULIANA DE OLIVEIRA, AS IRMÃS DE CUNHA QUE SOFRERAM NAS MÃOS DE UM PSICOPATA. 
    

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SENADO APLAINA A ESTRADA PARA UMA DITADURA

O texto abaixo é do Coronel, editor do Blog Coturno Noturno
Os grifos e o título são deste blog.
           
24 DE FEVEREIRO DE 2011

O que estava em jogo, ontem, na votação do salário mínimo pelo Senado era muito mais do que um valor financeiro. Este, sabidamente, já estava aprovado pela maioria esmagadora do governo. O que estava em jogo, ali, era o maior valor democrático: o respeito à Constituição Federal. Era a validação, por parte do Legisltivo, de um instrumento que o usurpa e o invalida. Era a consagração do AI-1 de Dilma Rousseff, como este blog denunciou ontem pela manhã fazendo uma analogia com o regime militar, expressão utilizada mais tarde por Itamar Franco (PPS-MG), em suas considerações, durante a votação.

Todos sabiam que o valor de R$ 545 seria aprovado e a luta entre a oposição em minoria e o governo com avassaladora maioria era marcar, em um e outro lado, o estigma do arrocho salarial, da traição aos princípios, o distanciamento ou a aproximação com as promessas da campanha eleitoral. Além, é claro, do caráter anti-democrático ou não da medida governamental.

Todos os argumentos foram buscados. A lei delegada de Aécio Neves em confronto com o decreto presidencial de Dilma Rousseff. O salário mínimo trazido ao dólar, um parâmetro sem nenhum valor, a velha mentira petista que anima a sua militância burra e amestrada. Os R$ 600 de José Serra x os R$ 560 de Aécio Neves, tucano contra tucano e o Brasil entrando pelo cano.

Todos sabiam, da mesma forma, que o decreto que estupra a Constituição Federal seria aprovado, movido pelas nomeações para o segundo escalão e pela liberação das emendas. Tanto é que o ponto alto da noite foi a intervenção de um jovem senador, Pedro Taque (PDT-MT), que denunciou a chantagem, com a seguinte declaração:

"O artigo terceiro ofende o texto da Constituição, subtraindo um direito do Legislativo. Me disseram que se eu fizesse isso, que eu poderia ser retirado da Comissão de Constituição e Justiça, que eu não teria minhas emendas ao Orçamento liberadas e teria retirado dos cargos de segundo e terceiro escalões indicados para o governo. Mas não serão palavras desta ordem que mudarão minha convicção."

Foi o primeiro senador a silenciar o plenário. O segundo foi uma senadora, Kátia  Abreu (DEM-TO), que surpreendentemente anunciou que não votaria nos R$ 560 e nos R$ 600. Absteve-se e deu os motivos.

A senadora Kátia Abreu também é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, que hoje luta contra os poderosos interesses das ongs financiadas pelo agronegócio internacional, que paga laudos de cientistas, campanhas de políticos verdes e até mesmo invasões do MST, para frear a concorrência brasileira no mercado internacional e para transformar o Brasil em um spa ecológico, onde os americanos e europeus virão purgar as suas culpas pela destruição do planeta. Que domina o INCRA e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Que tem fundas raízes no PT. A luta dos agricultores e pecuaristas brasileiros é pela aprovação do Código Florestal Brasileiro. É uma luta apartidária, basta ver que o relator é o deputado Aldro Rebelo (PCdoB-SP). É uma luta quase solitária, basta ver, por exemplo, o quanto os tucanos, aliados dos democratas, paparicam o onguismo e o verdismo da Avenida Paulista.

O TEXTO COMPLETO ESTÁ NO BLOG COTURNO NOTURNO:
http://coturnonoturno.blogspot.com/ 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TUDO O QUE DILMA ESPERA DA IMPRENSA.


REINALDO AZEVEDO (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/)
23/02/2011
 às 6:45

Dilma me envia um e-mail rasgando elogios ao blog e a vocês, comentaristas! Calamos os petralhas, hein!? O que eles dirão agora?

Dilma Rousseff me manda um e-mail afirmando que faço a coisa certa. Obrigado, presidente — que esse papo de “presidenta” como exigência é  coisa da Marta analfabente! Segundo Dilma, estou entre aqueles, não muitos, que cumprem o que ela considera o correto nessa profissão. Diz a chefe da nação na mensagem pessoal:
“Reinaldo.
Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais (…) Com uma democracia tão nova, devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
A presidente foi supergenerosa com o meu trabalho“A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais.” Antenada com o que acontece, ela também falou de vocês, leitores, dizendo entender que o desafio deste blog é“oferecer um produto que não perca profundidade”, sabendo “como tornar as críticas dos leitores um ativo (…)”.
Sobre este blog, disse a soberana: “A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais, as discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas e, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão” Para afastar qualquer sombra de ambigüidade, ela especificou muito bem que se trata de uma liberdade, que, “obviamente, se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.”Obviamente!!!
A presidente estava mesmo num dia iluminado. Ao analisar as escolhas feitas por este blog, afirmou sem palavras ambíguas:
“Nós, quando saímos da ditadura, em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira. A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.”
Respondendo à canalha que vive pedindo “põe ele de castigo, Tia!”, ela afirmou:“E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.”
Dilma, definitivamente, no e-mail que me mandou, liberou o badaró da liberdade de expressão: “Reitero sempre que, no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Caminhando para o encerramentoBem, é claro que se trata de uma ironia. É preciso avisar antes que os petralhas gritem: “Ele está mentindo!!!” Como costumo dizer, numa ironia um tanto herbívora, Swift seria condenado ainda hoje por incitar o canibalismo contra crianças… Dilma, obviamente, não me mandou e-mail nenhum! Essas coisas todas, ela as afirmou anteontem à noite sobre a Folha de S. Paulo, na solenidade dos 90 anos do jornal.
Faço essa graça porque julgo praticar aqui também aquilo tudo que Dilma diz esperar da imprensa. Se 10% do que dizem sobre a soberana for verdade, ela certamente fica com Santo Agostinho, preferindo quem a critica porque a corrige àqueles que a elogiam porque apegados ao vício da genuflexão.
Dilma pode contar comigo: eu não permitirei jamais que ela vislumbre de novo a fuça do autoritarismo de direita ou de esquerda. Estarei aqui para lembrar que são preferíveis as “vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Isso é a minha cara! É a cara de vocês!!!
Por Reinaldo Azevedo