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sábado, 26 de fevereiro de 2011

O IMPERIALISMO E A RAPADURA DO RETIRANTE


“Os Estados Unidos precisam usar sua influência para que os golpistas aceitem um acordo”, começou a miar o chanceler Celso Amorim no fim de 2009, depois de descobrir que o governo interino de Honduras não se dispunha a perder tempo com bravatas em mau português. Se o governo americano não tivesse articulado o acordo que restabeleceu a normalidade política no país caribenho, o companheiro Manuel Zelaya ainda estaria hospedado na pensão a que foi reduzida a embaixada brasileira em Tegucigalpa, jogando lenha na fogueira que Hugo Chávez acendeu e Lula alimentou.

A recente conversa entre Antonio Patriota e Hillary Clinton sobre a retirada dos brasileiros em perigo na Líbia atesta que o Planalto gostou tanto da fórmula inaugurada em Honduras que pretende induzir a Casa Branca a engolir uma exótica parceria: o Brasil sempre entra com o problema e os Estados Unidos entram sempre com a solução. Confrontado com a insurreição popular que surpreendeu Muamar Kadafi, Patriota nem sequer sugeriu a Lula que conseguisse do seu “amigo e irmão”, como recitou o então presidente no encontro da União Africana em 2009, autorização para a entrada de embarcações estrangeiras em águas líbias. Tratou de pedir socorro à secretária de Estado do governo Barack Obama.

Sem a ajuda dos Estados Unidos, mais de 600 brasileiros ainda estariam a ver navios no litoral de Tripoli e Benghazi. Mas Obama não vai ouvir de Lula, quando o mais loquaz dos governantes recuperar a voz, um único e escasso tanquiú gaguejado em surdina. Tampouco deve esperar agradecimentos formais do Itamaraty. Nessa parceria à brasileira, o País do Carnaval não só entra sempre com o problema como, entre um socorro e outro, debita na conta de quem o socorreu todos os males e pecados do mundo.

É o que fez a companheirada nos oito anos do que Ricardo Setti batizou de lulalato. É o que sempre fizeram os esquerdopatas que passam a vida sonhando com o extermínio do Grande Satã, mas não conseguiriam viver sem ele. “Nós precisamos do imperialismo norte-americano, assim como um retirante precisa de sua rapadura”, ironizou o grande Nelson Rodrigues em março de 1968. “Ele é a água da nossa sede, o pão da nossa fome, é o nosso gesto, é a nossa retórica. Quem nos justifica e quem nos absolve? O imperialismo”.

No parágrafo seguinte, o cronista previu o que aconteceria “se Deus convocasse as nossas elites, as nossas esquerdas, inclusive a católica; se chamasse os estudantes, se chamasse os escritores e lhes perguntasse: ‘Venham cá. Vocês querem que eu expulse o imperialismo americano?”". Nem pensar, concordariam prontamente os consultados, prontos para a cena descrita por Nelson Rodrigues: ‘”Cairíamos de joelhos, na calçada, soluçando o apelo: ‘Não faça isso, Excelência, não faça isso!’”.

A ÚLTIMA BÚSSOLA

Se as coisas eram assim na metade do século passado, pioraram extraordinariamente com o sumiço das demais referências que orientavam os combatentes da Guerra Fria na frente tropical. De lá para cá, desapareceram a União Soviética, o Muro de Berlim, a Cortina de Ferro, o Pacto de Varsóvia, a China maoísta, o Partidão, até a Albânia. Os guerrilheiros de festim lutam contra a calvície, a moral e os bons costumes. Os revolucionários de passeata atacam cofres públicos e facilitam negociatas de capitalistas selvagens. idel Castro virou garoto-propaganda da Adidas e agoniza numa Cuba em decomposição. A última bússola é o imperialismo ianque.
A hostilidade aos Estados Unidos é o derradeiro traço comum da tribo que junta stalinistas farofeiros, vigaristas cucarachas, bufões bolivarianos, terroristas islâmicos, populistas de bolerão,  criminosos comuns e ditadores africanos de diferentes túnicas e contas bancárias na Suiça. Neste começo de milênio, caso acordassem num mundo sem os Estados Unidos, todos se sentiriam mais órfãos que um Pedro II sem pai nem mãe, sem trono e sem José Bonifácio.

“O tal ódio aos americanos não chega a ser um sentimento, não chega a ser uma paixão. É uma defesa”, diagnosticou Nelson Rodrigues. “O imperialismo é culpado de tudo e nós, de nada”. A acreditar na lengalenga dos que despertam no meio da noite berrando insultos ao Tio Sam, é por culpa da nação que garantiu em duas guerras o triunfo da liberdade sobre o totalitarismo que o Brasil ainda não acabou de vez com a fome, o analfabetismo, a seca do Nordeste, o impaludismo, os naufrágios do Enem, os naufrágios do PAC, a mortalidade infantil, o déficit público, a impunidade dos corruptos e dos assassinos, o desmatamento da Amazônia e a pouca vergonha epidêmica.

É também a Casa Branca que impede a paz planetária, avisa uma vez por semana o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia. Enquanto o ministro das Relações Exteriores pedia ajuda a Hillary, o conselheiro para complicações cucarachas agora promovido a chanceler sem Itamaraty tirou do armário a farda e a espingarda de veterano da Guerra Fria, desta vez para fuzilar a ideia, esboçada pelos EUA, de apressar com sanções políticas e econômicas a queda de abjeções como Kadafi.

Inimigo do meu inimigo é meu amigo, acredita Garcia. Se os americanos não gostam dele, então o ditador da Líbia é gente fina. Quem deve ser tratado como tirano psicopata é o presidente da mais vigorosa e admirável democracia da História. Por coerência, o governo brasileiro tem de colocar sob suspeição qualquer figura elogiada por Barack Obama, certo? Errado, ensina o título honorífico que Lula mais aprecia.

Ao ouvir do intérprete servil que o colega americano dissera que era ele “o cara”, o alvo da lisonja deveria ter ficado tão ruborizado quanto uma virgem de antigamente: para merecer um afago da personificação do Mal, algum pecado mortal teria cometido. Que nada. Com um sorriso de candidata a Miss Simpatia, Lula amparou-se na expressão arbitrariamente atribuída a Obama para passar a enxergar no espelho o maior dos pais-da-pátria desde Tomé de Souza.

Há três anos, ele lustra o ego com a mesma gabolice: “Não fui eu quem falou que eu era o cara”. Tem razão. Foi nomeado pelo homem que a tribo acusa de chefiar o imperialismo ianque.

Veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ORVEX APELA A OBAMA PARA IMPEDIR EXTRADIÇÃO DE REFUGIADOS VENEZUELANOS À DITADURA DE CHÁVEZ.

Reproduzo abaixo o texto postado por Aluizio Amorim  (http://aluizioamorim.blogspot.com/)      sobre a situação dos venezuelanos exilados nos Estado Unidos e que poderão ser mandados de volta para a ditadura de Chávez.
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Em tradução livre e ligeira do espanhol, transcrevo a íntegra do comunicado da Organização dos Venezuelanos no Exílio (ORVEX) através do qual faz um apelo dramático ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que permita pelo menos uma documentação provisória, até que se concretize a condição de asilado, a milhares de venezuelanos refugiados em território americano e que estão ameçados de serem deportados para a Venezuela onde poderão sofrer sérias retaliações do governo pelo fato de fazerem oposição ao regime chavista. 

Na nota oficial que difundida pela internet e que já alcançou a imprensa internacional, a Orvex, através de seu presidente Elio C. Aponte, alude e agradece às declarações do Congressista Federal Connie Mack, tornadas públicas no último sábado em Washington, a respeito desse problema. (Read en spanish - Clique aqui para ler en español) Leiam:

COMUNICADO ORVEX
ORGANIZAÇÃO DE VENEZUELANOS NO EXÍLIO
ANTE AS DECLARAÇÕES DO HONORÁVEL CONGRESSISTA FEDERAL CONNIE MACK,
REALIZADAS NO SÁBADO, 12 DE FEVEREIRO NO
MARRIOT WAERDMAN PARK HOTEL,
WASHINGTON, DC.

A Organização de Venezuelanos no Exílio, ORVEX, ante as declarações do Honorável Cngressista Federal Connie Mack, acima refereridas, leva ao conhecimento da opiniáo pública mundial o seguinte:

1. Que as declarações do Honorável Congressista Connie Mack refletem a crua realidade, ou seja, que a Venezuela está sendo governada por um índivíduo que tem feito alianças com países e organizações terroristas que já tem ameaçado e inclusive atacado interesses dos Estados Unidos e do mundo livre.

2. Que o honorável Congressista Connie Mack tem estado muito bem informado acerca da realidade venezuelana já que tem estado em contato permanente com a comunidade de exilados venezuelanos em seu distrito da Florida.

3. Que o Honorável Congressista Connie Mack não só tem alertado acerca do perigo que representa Hugo Chávez para a segurança nacional dos Estados Unidos e do hemisfério, mas que tem sido um indivíduo muito sensível à necessidade dos venezuelanos exilados, muitos deles com solicitação de asilos negadas e outros não documentados que temem ser repatriados à Venezuela, pelo que em final de março de 2007 enviou junto com outros congressistas, uma carta ao Presidente dos Estados Unidos solicitando uma proteção especial conhecida como 'DED' - 'Deferred Enforced Departure', para o deferimento das deportações de venezuelanos exilados nos Estados Unidos.

4. Que na Venezuela existe uma desapiedada perseguição política que inclui um apartheid político gerado com a chamada 'LISTA MAISANTA', a qual identifica plenamente 3,5 milhões de venezuelanos como opositores ao governo de Hugo Chávez, resultando na existência de presos políticos na Venezuela, assim como justiçamentos políticos que se escondem como crimes comuns detrás de escandalosa cifra de mais de 150.000 assassinatos ocorridos na Venezuela durante 12 anos de governo chavista.

5. Que os valores e princípios de liberdade e democracia não se podem negociar, pelo que exorta aos demais Congressistas Federais e Senadores do Congresso dos Estados Unidos, a incluir a Venezuela na lista de países que patrocinam o terrorismo, e que o Departamento de Estados dos Unidos Unidos faça o mesmo, apesar das pressões daqueles que veriam afetados seus interesses particulares ante tal medida.

6. Que o Cônsul da Venezuela em Miami, Antonio Hernández Borgo, tem declarado publicamente que o Governo da Venezuela criou uma base de dados com a informação dos venezuelanos solicitantes de asilo, e que isto cria um grave perigo para eles se forem repatriados para a Venezuela, e que há milhares de venezuelanos que se encontram exilados nos Estados Unidos, muitos deles com asilos políticos negados e em perigo de ser deportados, e outros denominados "indocumentados" com perigo de serem deportados à Venezuela, pelo que exortamos ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a outorgar de maneira urgente uma proteção 'DED' aos venezuelanos já que na Venezuela há uma guerra de morte contra os que se opõem ao projeto político do governo chavista.

Em Miami, Estado da Florida, terça-feira, 15 de fevereiro de 2011.
Pela Organização dos Venezuelanos no Exílio - ORVEX.
Elio C. Aponte
Presidente


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

U.S.A. : AMIGOS TRAIÇOEIROS, INIMIGOS INOFENSIVOS.

Apresentação de Lights Out:
Free speech is in greater peril around the free world every day, thanks to a misbegotten alliance between utopian progressives and Islamic imperialists. Together they've waged a sustained assault on individual freedom at the international, national and local levels, from Saskatchewan to Scandinavia to the UN "Human Rights" Council. Stay up to speed as the lamps of liberty flicker ever more dimly in the citadels of the west with the SteynOnline Free Speech Special - three great reads in one great package for one bargain price: Mark's book Lights Out plus the brand new paperback edition of Ezra Levant's Shakedown, and Kathy Shaidle and Pete Vere's The Tyranny Of Nice, both with introductions by Steyn.
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..."Em meio a todo este florecimento da democracia, observa-se que são só as ditaduras pró-americanas que estão nas cordas: na Líbia e na Síria, Gaddafy e Assad dormem tranquilamente em suas camas. Por outro lado, quando se é os dois reis Abdullahs, na Jordânia e na Arábia Saudita, e se olha o abandono bastante explícito da Administração Obama a seu homem-forte no Cairo, o que se pode concluir sobre o valor de se ser um aliado americano? Nas últimas três semanas, a superpotência mandou para o mundo a mensagem consistente de que (como Bernard Lewis temia, há alguns anos) os Estados Unidos são inofensivos como inimigos e traiçoeiros como amigos..." (Mark Steyn)(SteynOnlIne)
EXTRAÍDO DO BLOG VERA DEXTRA

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

WIKILEAKS NA VISÃO DE YARA CHIARA

Yara Chiara é uma leitora e comentarista eventual do blog de Reinaldo Azevedo, de quem faço questão de ler atentamente os textos, pois é sempre lúcida, correta e oportuna.
Sobre a discussão relativa às ações do Wikileaks, de Assange, que vaza informações confidenciais, especialmente do governo americano, Chiara faz ponderações muito interessantes sobre a histeria de Hillary Clinton.   

Diz Chiara:  

"A relevância estratégica é quase nula, no que tange aos documentos vazados até agora, mas existe relevância eleitoral: o fato é que Hillary Clinton aparece muito mal nos vazamentos. Primeiro, dá ordens possivelmente ilegais a oficiais atuando no exterior; se, em vez de exercerem suas funções típicas, eles seguem a Secretária de Estado e passam a fazer trabalho de inteligência, acabou a garantia do sigilo: o sigilo os resguarda até o ponto em que estejam atuando dentro da legalidade, até para evitar constrangimentos pessoais.
Não bastassem as ordens suspeitas, Hillary Clinton reagiu aos vazamentos de forma tão histérica e destrambelhada que deixou a população americana, e o mundo!, inseguros quanto à verdadeira política externa americana, transformando Asssange, nesse processo, num herói. Ela, à cabeça do Estado todo-poderoso, contra ele, um maverick, o tipo de figura adorada nos Estados Unidos.
Ela está nervosa. Ela está nervosa porque sabe, primeiro, que se queimou, e que, segundo, os republicanos não a perdoarão de forma alguma nas eleições vindouras.
Ao sigilo que encobre atividades de legalidade e eticidade suspeitas nem Hillary, que é secretária de Estado, nem os embaixadores têm direito."
(extraído do Blog de Reinaldo Azevedo. 02/10/2010)

Acho que Assange não passa de um terrorista que usa a Internet, mas que gosto do fato de que ele deixa Hillary nervosa, isso gosto mesmo.
Facilitará, talvez, para os conservadores. 
Isso me contenta.