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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
terça-feira, 5 de abril de 2011
A ESQUERDA VERGA TANTO, QUE ENCONTRA A DIREITA. A DIREITA VERGA TANTO QUE ENCONTRA A ESQUERDA. TALVEZ ESTEJAM NO MESMO POLO. O POLO OPOSTO É QUE É O CONSERVADOR.
Outro dia comentei aqui como o Brasil é um país estranho. No Brasil, até a direita é esquerda. Mas, mais estranho ainda, é que a direita é quase zero, não há um único partido de direita. E não confundam direita com nazismo, porque aí as coisas ficariam insustentáveis, nada mais perto da chamada direita nazista que o comunismo. Basta ver o ideário do Nacional-Socialismo alemão, do NSDAP. Há mais convergências que divergência, inclusive no trato discriminatório aos judeus.
Na verdade, no Brasil de algumas décadas atrás, gente nacionalista seria chamada de direita, porque estaria numa posição antagônica aos internacionalistas, sempre de esquerda. E o que aconteceu neste país muito louco? A esquerda agora é que é nacionalista, ultranacionalista, até. Assim, não sobra qualquer brecha para a direita, ou os conservadores. Basta ver a relação de nossos esquerdistas com ultranacionalistas do Peru, Bolívia e Venezuela (embora para mim o Chávez nunca tenha passado, mesmo, de um coronel populista, típico da A. Latina).
A esquerda adora taxar de direita qualquer um que se atravesse no seu caminho devido, ainda, ao pós Segunda Guerra Mundial e ao estigma nazista. No entanto, isso está muito longe da verdade. Os socialistas e os nazistas, embora por caminhos diferentes, mas ambos apoiados em um discurso pseudo-científico, caminharam longos trechos juntos na década de 30, quando Hitler e Stálin andaram pensando em dividir a Europa entre si. Na Alemanha dos anos 30, os comunistas (o maior PC forada Rússia) muitas vezes saiam com os futuros SA para baterem nos social-democratas da República de Weimar.
Um conservador poder ser chamado de direita, um nazista nunca. Ambos os regimes, o socialista e o nazista abominavam o capital privado, disciminavam judeus, o socialismo querendo reconstruir o mundo com base na Sociologia e o nazismo querendo reconstruir o mundo com base na Biologia
O socialismo, mais universalista, mais globalizante; o nazismo, mais voltado para as fronteiras da pátria alemã. O problema é que, para Hitler, Alemanha era onde houvessem alemães, o que indica que o nazismo também poderia pretender expandir-se até ocupar o mundo. Talvez não houvesse lugar para dois totalitarismos tão sedentos. E, de fato, não houve.
Após o Tratado Ribbentrop-Molotov, pelo qual dividiram a Europa, Hitler e Stálin acabaram se tornando antagônicos porque Hitler resolveu invadir a Rússia.
Como interessava aos aliados derrotar o mais rápido possível a Hitler, decidiram dar uma chance para Stálin, que mudou de lado. Desde então, com grande habilidade, os totalitários esquerdistas conseguiram, primeiro banir os nazistas do cenário político, ficando com todo o mundo à disposição, ao menos potencialmente. Daí não pararam mais, e temos, então toda a histórias da revoltas, rebeliões, e golpes da segunda metade do Século XX patrocinados pela esquerda em sua tentativa de avançar mundo afora, e países adentro. Claro, surgiram ditaduras de direita, militares, nacionalistas, sempre tentando barrar os comunistas.
Ditaduras, sempre, desprezíveis, como todas as ditaduras.
O que resultou disso tudo foi que sempre que alguém quer bater em conservadores, anti-esquerdistas, o que for, mandam logo a maldição: direitista!. Se colar colou. Como vivemos em uma época de muita gente despreparada política e culturalmente, fogem das palavras como o diabo foge da cruz ou os vampiros das balas de prata. Assim, quando interessa associar alguém ao Mal, lá vái: Direitista. E os tontos se calam e não reagem. Um bom exemplo é o tal partido PSD, do Kassab e outros ex-DEM. Nem direita, nem esquerda e nem centro. Que, diabos, é isso? Boa parte, a maior parte dos brasileiros é conservadora, porque não há um partido para eles?
Na Europa foi bastante visto o documentário Soviet Story, mostrando o genocídio comunista contra os ucranianos, ou os poloneses. Com isso, já surgiu um movimento, na Europa Central, países vítimas do comunismo e do nazismo, para banir os símbolos comunistas como foram banidos os nazistas. Os nazistas, acusados de genocídio, ganharam "o direito" de não poder participar da política na maioria dos países. O mesmo prêmio não foi dado aos comunistas, cujos regimes mataram muito mais gente, mas tiveram a sorte de mudar de barco e lutar contra os nazistas no final da guerra, os mesmos de quem eram bem chegadinhos antes de 1939 e até a invasão da Rússia pelas tropas de Hitler. Ironias do destino.
terça-feira, 29 de março de 2011
O ENIGMA DE KASSAB. Um partido que não tem posição, mas será a favor do Brasil.
Diante da pergunta do repórter da ESPN sobre a linha ideológica do partido que será criado, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, respondeu:
__ Olhe, não será de direita, não será de esquerda, nem de centro. É um partido que terá um programa a favor do Brasil.
Não sendo de direita, poderia ser de esquerda.
Não sendo de esquerda, poderia ser de direita.
Não sendo nem direita e nem esquerda, poderia ser de centro, em que pese a ambiguidade de tal posição. Nem, nem.
Agora, se nem é direita, nem esquerda e nem centro, além de ganhar um programa a favor (os outros partidos têm programas contra?) o Brasil estará no caminho de novas invenções em política.
Êta país criativo.
__ Olhe, não será de direita, não será de esquerda, nem de centro. É um partido que terá um programa a favor do Brasil.
Não sendo de direita, poderia ser de esquerda.
Não sendo de esquerda, poderia ser de direita.
Não sendo nem direita e nem esquerda, poderia ser de centro, em que pese a ambiguidade de tal posição. Nem, nem.
Agora, se nem é direita, nem esquerda e nem centro, além de ganhar um programa a favor (os outros partidos têm programas contra?) o Brasil estará no caminho de novas invenções em política.
Êta país criativo.
quinta-feira, 24 de março de 2011
AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS SÃO UMA FARSA NO SENTIDO MAIS EXATO E INTEGRAL DO TERMO. (OC)
BAU DE TEXTOS FUNDAMENTAIS
Por que o brasileiro vota na esquerda
Olavo de Carvalho
Se no Brasil ocorre esse fenômeno aberrante de um eleitorado conservador votar maciçamente em candidatos de esquerda, o motivo da contradição aparente é claríssimo e se compõe da confluência de três fatores. Desde logo, o conservadorismo não tem canais partidários ou culturais de expressão e se tornou politicamente nulo. Não há políticos conservadores: ninguém pode votar em candidatos inexistentes.
De outro lado, o esquerdismo usa uma linguagem nas suas discussões internas, outra para falar com o povo, e só na primeira delas assume sua verdadeira identidade ideológica. Na outra ele dilui sua imagem em generalidades moralistas, nacionalistas e populistas. É um discurso maliciosamente escorregadio, que evita o jargão marxista e impede o povo de identificar a esquerda brasileira com a revolução neocomunista continental.
Até observadores estrangeiros qualificados, mas que desconhecem os documentos internos do PT e do Foro de São Paulo, como por exemplo Álvaro Vargas Llosa, Otto Reich e o próprio subsecretário Tom Shannon, se deixaram enganar por essa falsa aparência, imaginando o esquerdismo brasileiro como populista em vez de comunista. A população local, é claro, cai no engodo ainda mais facilmente. Mesmo entre pessoas letradas é comum a reação: “Lula, comunista? Você está doido.” O próprio Lula pôde dizer, sem que ninguém o contestasse, que não apenas nunca foi comunista como não é nem mesmo esquerdista. Essa declaração seria considerada cínica, inaceitável e até criminosa se a platéia não ignorasse que o declarante foi fundador e presidente da maior organização pró-comunista do continente.
Em terceiro lugar, o sucesso de quarenta anos de “revolução cultural” gramsciana foi tão avassalador -- dada a completa falta de resistência --, que os valores, critérios e até cacoetes mentais do movimento comunista internacional se incorporaram no “senso comum” brasileiro e já não são reconhecidos como tais: são aceitos passivamente pela sociedade, sem consciência de suas implicações ideológicas.
Somem esses três fatores e compreenderão por que um povo conservador vota em candidatos comunistas: ele não sabe que são comunistas, não sabe o que há um movimento comunista ativíssimo no continente não tem a menor idéia das conseqüências do seu voto. As eleições brasileiras são uma farsa no sentido mais exato e integral do termo.
Não havendo partidos ou políticos de direita no Brasil, toda a confrontação direita-esquerda que se vê atualmente é uma obra de engenharia social criada pela própria esquerda com três objetivos:
(1) ocultar sua hegemonia e seu poder monopolístico sob uma aparência de disputa democrática normal;
(2) neutralizar quaisquer tendências direitistas, canalizando-as para uma direita pré-fabricada, a “direita da esquerda”, o que se observou muito claramente nas duas campanhas eleitorais de Fernando Henrique Cardoso, um marxista gramsciano que foi alegremente aceito como depositário (infiel, é óbvio) da confiança do eleitorado direitista;
(3) dominar todo o espaço político por meio do jogo de duas correntes partidárias fiéis ao mesmo esquema ideológico, só separadas pela disputa de cargos, como aliás o reconheceram explicitamente o próprio Fernando Henrique e o prof. Christovam Buarque, então um dos mentores do PT.
Essas três linhas de ação definem exatamente o que Lênin chamava “estratégia das tesouras”, termo inspirado na idéia de cortar com duas lâminas.
O PFL poderia ser um partido de direita, mas, como só quer cargos e não tem nenhuma perspectiva de poder, consentiu em tornar-se uma filial do PSDB. O PMDB é esquerdista desde a origem e está repleto de comunistas. O PSDB, a “direita da esquerda”, é a boca de funil para onde converge o que possa restar de direitismo hipotético nesses outros partidos. Tal como o PT, esse partido nasceu na USP, e sua única função no conjunto da estratégia comunista uspiana é impedir que os descontentes com o PT acabem se aglutinando numa direita genuína.
Zero Hora, 1o de setembro de 2006
http://www.olavodecarvalho.org/semana/060901zh.html
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O FERVOR ISLÂMICO COLHE A SIMPATIA DOS TOTALITÁRIOS, À DIREITA E À ESQUERDA
Um "islamofóbico" confessa-se
20/02/2011
ALBERTO GONÇALVES (DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, PORTUGAL)
ALBERTO GONÇALVES (DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, PORTUGAL)
Em plena praça Tahrir, 200 cidadãos festejaram a queda de Mubarak violando ou, para usar o eufemismo em voga, agredindo sexualmente a jornalista americana Lara Logan (do 60 Minutes). Fonte da CBS, a estação de Logan, afirma que esses pacifistas sedentos de liberdade (e de senhoras, aparentemente) gritavam a palavra Jew! (Judia!) durante o acto, pormenor omitido na vasta maioria das notícias sobre o episódio.
Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti.
A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo". Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.
Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?). Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte.
Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões. Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis.
Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo. Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados.
Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo). Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche.
Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.
E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo").
E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder.
Compreende-se a omissão. O optimismo face à evolução da situação egípcia é tal que qualquer nota dissonante arrisca-se a ser mal interpretada. Eu, por exemplo, estive quase a sugerir aos que comparam o levantamento no Cairo com o 25 de Abril ou com o fim do comunismo no Leste europeu que inventariassem o número de repórteres violadas, perdão, sexualmente agredidas por multidões na Lisboa de 1974 ou na Budapeste de 1989. Porém, depois desisti.
A mais vaga reticência à pureza intrínseca dos muçulmanos em êxtase suscita logo insinuações de "islamofobia" e "racismo". Por acaso, não vejo de que modo a opinião negativa sobre uma determinada crença religiosa pode indiciar racismo. Quanto à crença propriamente dita, parece-me confuso acusar-se os cépticos de aversão ao islão enquanto se garante que a revolta no Egipto é completamente secular. Entre parêntesis, convém notar que a presença de um tarado teocrático à frente da novíssima reforma constitucional garante uma secularização sem mácula.
Fora de parêntesis, confesso: chamo-me Alberto e sou um bocadinho "islamofóbico". Nem sei bem porquê. Talvez porque, no meu tempo de vida, nenhuma outra religião inspirou tantas chacinas (já repararam que há pouquíssimos atentados reivindicados por católicos, baptistas, judeus, budistas ou hindus?). Talvez porque nenhuma outra religião relevante pune os apóstatas com a pena de morte.
Talvez porque não perceba que os países subjugados à palavra do Profeta consagrem na lei ou no costume o desprezo (e coisas piores) de mulheres, homossexuais, pretos, brancos e fiéis de outras religiões. Talvez porque não se possa dizer que a sharia trata as minorias abaixo de cão dado que, não satisfeitos com o enxovalho dos semelhantes, os muçulmanos também acreditam que os cães são uma emanação do demónio e sujeitam os bichos a crueldades inomináveis.
Talvez porque alguns líderes espirituais do islão foram convictos aliados de Hitler na época do primeiro Holocausto e alguns dos seus sucessores ganham a vida a exigir o segundo. Talvez porque a presumível maioria de muçulmanos ditos "moderados" é discreta ou omissa na condenação dos muçulmanos imoderados.
Talvez porque, nas raras oportunidades democráticas de que dispõem, os muçulmanos ditos "moderados" teimem em votar nos partidos menos moderados (na Argélia ou em Gaza, por exemplo). Talvez porque inúmeros muçulmanos se ofendam com as liberdades que o Ocidente demorou séculos a conquistar, incluindo o subvalorizado mas fundamental direito ao deboche.
Talvez porque uma considerável quantidade de imigrantes muçulmanos no Ocidente rejeite qualquer esboço de integração e, pelo contrário, procure impor as respectivas (e admiráveis) tradições. Talvez porque, no Ocidente, o fervor islâmico colhe a simpatia dos espíritos totalitários à direita (já vi skinheads a desfilar lenços palestinianos e a manifestar-se em prol do Irão) e, hoje, sobretudo à esquerda.
E é isto. São minudências assim que determinam a minha fobia, no fundo uma cisma pouco fundamentada. Um preconceito, quase. Sucede que muitos dos que, do lado de cá de Bizâncio, acham intolerável tal intolerância, são pródigos na exibição impune de fobias ao cristianismo ou ao judaísmo (o popular "anti-sionismo").
E essa disparidade masoquista, receosa e ecuménica de pesos e medidas constitui, no fundo, o reconhecimento do confronto que nos opõe ao islão, mesmo o islão secular e cavalheiro da praça Tahrir, e o maior sintoma de que eles estão a ganhar por desistência. Adivinhem quem está a perder.
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1788366&seccao=Alberto%20Gon%E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco
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