Tem comentaristas que imaginam estar numa guerra. Acham que ganharam algum combate. Que perdi.
Não perdi nada. De fato, adquiri muitas informações que não tinha, mas isso não muda a minha opinião. Ainda acho que entre prós e contras fico com a posição da cautela.
Alguns acreditam que uma vez expostas as suas ideias elas, por si só mudam a realidade. A realidade não é assim. Pode até ser que daqui a alguns anos o panorama legal sobre a maconha mude no Brasil. Mas pode ser que não. O tempo e os debates dirão. Talvez nesse meio tempo descubram algo muito ruim sobre ela, talvez não. A realidade pode ser dinâmica.
Alguns lêem mas não compreendem bem os argumentos. A questão do tomate, que usei como exemplo, era exatamente para mostrar que a ciência não é tão certa quanto parece.
Muita idiotice pode ser feita em nome da ciência, ainda mais em tempos do politicamente correto.
Por exemplo, os fumantes de cigarro (tabaco) são tratados hoje como cidadãos de quinta categoria (não sou fumante). Acho injusto. Um não fumante não é melhor que um fumante.
Assim como um vegetarian não é melhor que um não vegetariano. Existem vegetarianos de bom caráter e os de péssimo caráter. Assim como entre os não vegetarianos.
Ser fumante de tabaco, não torna um cidadão pior que outro.
Assim, a legislação restritiva ao tabaco vai ganhando contornos absurdos.Tão absurdos que a ideia, defendida por alguns (mesmos cientistas) sobre o fumante passivo, não tem uma pesquisa que comprove a hipótese seriamente. Mas a onda do "bem" resolveu que sim.
Não fumar em ambiente fechado deveria muito mais ser uma questão de boa educação do que de saúde. Pois sobre essa questão há nenhuma certeza.
Mesmo no caso do tabaco, há chance de que o fumante fique doente, ela existe, mas não há uma relação direta, de causa e efeito, do tipo: sempre que alguém fumar x cigarros morrerá de câncer. O ativismo anti-tabaco é que levou a certas medidas restritivas.
Mas, uma vez aprovada a lei só resta ao fumante acatar. Até que a realidade mude e, algum dia, alguém demonstre (em tese) que estava tudo errado e que o cigarro nunca fez mal a ninguém.
Desse modo, nunca devemos levar a ciência como se fosse uma religião. Não pode haver crença. As teorias têm que poder ser testadas. Assim, podem existir muitas pesquisas indicando possibilidades para a planta cannabis, no sentido de que derivem remédios. e até já há alguma produção nos EUA (até refrigerantes, eu sei). Mas há outras conflitantes. E tem que ser consideradas também. Não podemos mais decidirpor plebiscito se a Terra é quadrada. Ela não é.
Todo o conjunto deve ser levado em conta pelo legislador. O uso pode, sim, afetar o usuário porque isso pode ser verificado. Só não vê quem não quer; substâncias químicas podem afetar o pensamento, as percepções etc. Um dos argumentos mais fracos que tenho visto é que só quem usa pode falar a respeito. Claro que não.
Não é preciso fazer muitas coisas -ainda bem- para sabermos se aquilo nos interessa ou não.
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A ANVISA E O MUNDO PERFEITO. Ou: mudando a natureza humana.
A Anvisa quer proibir a venda, no Brasil, de drogas utilizadas em tratamento médico para emagrecer. Burocratas embebidos em uma ideologia esquerdo-fascista empenham-se em nos tratar como débeis mentais, idiotas, e ignoram a capacidade de decidir alheia, querendo construir o mundo perfeito, sem contra-indicações. A despeito de nossa vontade.
A justificativa é que as drogas podem afetar o organismo de quem as utiliza. Não vem ao caso discutir esta ou aquela droga, e seus benefícios e perigos potenciais. Para isso existem os médicos.
Qual a diferença entre o que pretende a Anvisa com as tais drogas e o prefeito Bloomberg com a proibição de cigarros em áreas abertas de Nova Iorque? Qual a relação dessas duas interferências e a obrigatoriedade, para motociclistas, do uso de capacetes; o que isso tem a ver com a histeria sobre o suposto aquecimento global? Ou com a absurda proposta de pesquisadores europeus para que passemos a comer insetos, para proteger a Ecologia?
Está em ascenção uma onda de natureza controladora e perfeccionista, que pretende, apoiando-se na suposta infalibilidade da ciência, controlar a vida de todos, além do meio ambiente, para o advento do mundo perfeito.
Claro que tal pretensão já foi trata por Orwell na década de 40.
Mas, qual o sentido de um mundo supostamente perfeito construído pelo homem, se o homem é imperfeito? E, seria o homem capaz de construir um mundo perfeito? Claro que não.
O ser humano mal consegue lidar com a realidade.
Os burocratas e os fanatizados pelo politicamente correto acreditam não só poder mudar o mundo, como mudar a natureza do ser humano. Isso também não é novidade. Há quem queira impor a felicidade por decreto.
O socialismo (em vários países) e o nacional-socialismo alemão, cada um com sua suposta base científica (sociologia um, biologia, o outro), produziram milhões de mortes em busca da perfeição. São ideologias que consideram apenas o conjunto social, abstraindo a pessoa, considerada apenas uma peça sem importância.
É razoável que autoriddes da Saúde zelem pela qualidade de alimentos, quanto a uma produção sem o risco do excesso de venenos, por exemplo; ou que fiscalizem a adulteração criminosa do leite pelo uso de soda cáustica. Mas é um absurdo que burocratas pretendam dosar o que cada um deve comer, ou beber.
Essa interferência é sempre crescente. Hoje proíbem alguns remédios, amanhã não quererão que comamos tomates; depois de amanhã traçarão nossos trajetos; noutro dia eliminarão os deficientes; mais tarde decidirão as músicas que devemos ouvir, depois o que devemos ler e pensar. Isso é vida?
A imposição da perfeição pretendida por alguns ao mundo , e aos outros, é de uma monstruosidade absoluta, pois a perfeição só é possível a Deus. Nós somos apenas humanos.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
MERCADANTE QUER TRAZER CIENTISTAS BRASILEIROS DE VOLTA.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aluizio Mercadante (PT), quer criar estímulos para trazer de volta cientistas que trabalham no exterior. Segundo ele, há mais de três mil pesquisando e dando aulas em universidades americanas. A ideia é interessante, pois o Brasil nunca ofereceu realmente grandes oportunidades para pesquisadores, que são obrigados a ir ao exterior.
O ministro, que recentemente conseguiu obter o título de doutor em Economia, pela Unicamp, após um dos doutoramentos mais longos do País, com uma tese sobre a economia sob o governo Lula, algo realmente original, deveria pensar, também, em exportar os nossos novos doutores, para contribuir com a geração de conhecimento no Mundo.
Estaria ele mesmo disposto a pesquisar em Harvard ou na London School of Economics?
Ou ser pesquisador do Instituto Ludwig von Mises?
Ali descobriria que não existe almoço grátis.
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