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terça-feira, 31 de dezembro de 2013
quinta-feira, 17 de março de 2011
CHE GUEVARA SUMIU. AGORA É UMA "IMPESSOA" DE GEORGE ORWELL
quarta-feira, 16 de março de 2011
Che Guevara sumiu do Escola Kids
Nem o Che escapou. Depois da polêmica em torno do artigo que reverenciava o santo revolucionário, os responsáveis pelo site Escola Kids decidiram transformá-lo no que George Orwell chamou de “impessoa”. O artigo desapareceu do site, ou melhor, nunca existiu.
Não deixa de ser coerente, a esquerda revolucionária não se retratava, tinha por hábito apagar; de tudo um pouco. Sumiam fatos, coisas e pessoas. Uma fotografia alterada aqui, um massacre ali e a esquerda revolucionária ia tecendo a história. Esse é o problema com as ideias infalíveis, quando falham “não falharam”.
Em 1940, logo após a invasão da Polônia, soldados da União Soviética executaram, estima-se, 22 mil pessoas. Além de ordenar o massacre, as autoridades soviéticas esconderam o “milagre”. Pouco tempo depois culparam os nazistas, antigos parceiros na divisão da Polônia. Durante as longas décadas que o seu país ficou sob domínio soviético, os poloneses foram obrigados a esquecer aquilo que sabiam e reconhecer a versão comunista como verdadeira. Convenhamos, foram sensatos. Enquanto o Massacre de Katyn permanecia em sua versão alternativa, Stalin passava a borracha nas fotografias. Mao Tsé-Tung logo dominou a técnica. Segundo as estimativas mais humildes, riscou do mapa 50 milhões de chineses!
A “superioridade” moral das ideias desses revolucionários não é compatível com o que eles realmente fazem na realidade, então é preciso apagar e reescrever. O Millôr Fernandes tem uma frase que, embora simples, capta com precisão a essência do projeto: “O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”. É a Reversal Russa."
Leia o texto completo no blog:
http://www.filosofiacirurgica.com/
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A ANVISA E O MUNDO PERFEITO. Ou: mudando a natureza humana.
A Anvisa quer proibir a venda, no Brasil, de drogas utilizadas em tratamento médico para emagrecer. Burocratas embebidos em uma ideologia esquerdo-fascista empenham-se em nos tratar como débeis mentais, idiotas, e ignoram a capacidade de decidir alheia, querendo construir o mundo perfeito, sem contra-indicações. A despeito de nossa vontade.
A justificativa é que as drogas podem afetar o organismo de quem as utiliza. Não vem ao caso discutir esta ou aquela droga, e seus benefícios e perigos potenciais. Para isso existem os médicos.
Qual a diferença entre o que pretende a Anvisa com as tais drogas e o prefeito Bloomberg com a proibição de cigarros em áreas abertas de Nova Iorque? Qual a relação dessas duas interferências e a obrigatoriedade, para motociclistas, do uso de capacetes; o que isso tem a ver com a histeria sobre o suposto aquecimento global? Ou com a absurda proposta de pesquisadores europeus para que passemos a comer insetos, para proteger a Ecologia?
Está em ascenção uma onda de natureza controladora e perfeccionista, que pretende, apoiando-se na suposta infalibilidade da ciência, controlar a vida de todos, além do meio ambiente, para o advento do mundo perfeito.
Claro que tal pretensão já foi trata por Orwell na década de 40.
Mas, qual o sentido de um mundo supostamente perfeito construído pelo homem, se o homem é imperfeito? E, seria o homem capaz de construir um mundo perfeito? Claro que não.
O ser humano mal consegue lidar com a realidade.
Os burocratas e os fanatizados pelo politicamente correto acreditam não só poder mudar o mundo, como mudar a natureza do ser humano. Isso também não é novidade. Há quem queira impor a felicidade por decreto.
O socialismo (em vários países) e o nacional-socialismo alemão, cada um com sua suposta base científica (sociologia um, biologia, o outro), produziram milhões de mortes em busca da perfeição. São ideologias que consideram apenas o conjunto social, abstraindo a pessoa, considerada apenas uma peça sem importância.
É razoável que autoriddes da Saúde zelem pela qualidade de alimentos, quanto a uma produção sem o risco do excesso de venenos, por exemplo; ou que fiscalizem a adulteração criminosa do leite pelo uso de soda cáustica. Mas é um absurdo que burocratas pretendam dosar o que cada um deve comer, ou beber.
Essa interferência é sempre crescente. Hoje proíbem alguns remédios, amanhã não quererão que comamos tomates; depois de amanhã traçarão nossos trajetos; noutro dia eliminarão os deficientes; mais tarde decidirão as músicas que devemos ouvir, depois o que devemos ler e pensar. Isso é vida?
A imposição da perfeição pretendida por alguns ao mundo , e aos outros, é de uma monstruosidade absoluta, pois a perfeição só é possível a Deus. Nós somos apenas humanos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
OS TRÊS PORQUINHOS E GEORGE ORWELL.
A presidente eleita, Dilma Rousseff, referiu-se emocionada, em reunião comemorativa petista, aos três porquinhos que a acompanharam durante toda a campanha eleitoral: Dutra, Cardozo e Palocci. Ela pretendeu parecer afetiva e carinhosa.
Na verdade estavam mais para seguranças de porta de boate, sempre com a cara amarrada e com braços cruzados, como se estivessem indispostos e pouco afeitos a conversas.
Além disso, nas entrevistas da candidata, postavam-se logo atrás, como se fiscalizassem o que seria dito.
Uma coisa grotesca, visto que deixava a impressão de que ela precisava ser tutelada o tempo inteiro. De todo modo, venceu. Resta agora lembrar que a imagem dos três porquinhos remete, além da historinha infantil em que aparece o lobo mau, indisfarçavelmente à distopia de George Orwell (publicada a primeira vez em 1945 com o nome Animal Farm), conhecida em português como A revolução dos Bichos.
Os bichos fizeram uma revolução na fazenda mas logo foram dominados pelos porcos, nada simpáticos, que implantaram uma ditadura.
Os outros animais, que não eram trouxas, logo perceberam que na fazenda dominada pelos porcos, "a lei era igual para todos, sendo que alguns eram mais iguais que os outros".
A fazendinha poderia chamar-se Brasil.
Na verdade estavam mais para seguranças de porta de boate, sempre com a cara amarrada e com braços cruzados, como se estivessem indispostos e pouco afeitos a conversas.
Além disso, nas entrevistas da candidata, postavam-se logo atrás, como se fiscalizassem o que seria dito.
Uma coisa grotesca, visto que deixava a impressão de que ela precisava ser tutelada o tempo inteiro. De todo modo, venceu. Resta agora lembrar que a imagem dos três porquinhos remete, além da historinha infantil em que aparece o lobo mau, indisfarçavelmente à distopia de George Orwell (publicada a primeira vez em 1945 com o nome Animal Farm), conhecida em português como A revolução dos Bichos.
Os bichos fizeram uma revolução na fazenda mas logo foram dominados pelos porcos, nada simpáticos, que implantaram uma ditadura.
Os outros animais, que não eram trouxas, logo perceberam que na fazenda dominada pelos porcos, "a lei era igual para todos, sendo que alguns eram mais iguais que os outros".
A fazendinha poderia chamar-se Brasil.
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