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sábado, 5 de julho de 2014

O TENEBROSO FUTURO DO BRASIL: O GULAG OU O PAREDÓN, APENAS UM SONHO MAU. “Quando um homem normal diz “sociedade civil”, ele designa com isso a totalidade das pessoas dotadas de direitos civis e políticos. Quando um comunista usa o mesmo termo, ele sabe que os profanos o ouvirão exatamente assim, mas que os iniciados saberão perfeitamente que se trata apenas de um reduzido círculo de organizações e movimentos criados pelo Partido para fazer a parte suja do serviço sem comprometê-lo diretamente’. (Olavo de Carvalho)

O FUZILADO PODE SER VOCÊ, AMANHÃ. Em Cuba, após a Revolução, foram fuzilados mais de 17 mil pessoas, apenas porque pensavam diferente que Fidel Che e seus amigos. Para um revolucionário, um adversário político, um crítico, um cético, são considerados inimigos mortais, insetos, baratas que podem ser esmagadas, trucidadas, exterminadas. Os socialistas não admitem a variedade humana e as forças da Natureza. Para eles só há uma verdade: a deles.





SONHO MAU

Olavo de Carvalho
2 Julho 2014

“Não há como provar a liberdade senão exercendo-a, mas colocá-la em dúvida é já abster-se de exercê-la, provando portanto sua inexistência mediante uma profecia auto-realizável.” 

Em qualquer grupo social pode-se avaliar sem muita dificuldade se ali predominam a percepção alerta, a presteza e criatividade das reações, ou o apego indolente a chavões e frases feitas que se repetem como mantras enquanto a realidade vai correndo, mudando e passando como um trator sobre a multidão de sonsos.

Muitas previsões, dizia Thomas Mann, são enunciadas não porque vão se realizar, mas na esperança de que não se realizem. Todas as que fiz, especialmente as mais alarmantes, foram assim. Com uma diferença: as previsões sempre se realizaram, a esperança nunca.

Nos assuntos humanos, a certeza absoluta é geralmente uma utopia. O máximo que se alcança é uma probabilidade razoável. E o culto devoto que o homem contemporâneo consagra aos números não o levará mais longe: uma probabilidade, calculada até os centésimos de milionésimos, continuará sempre sendo o que é -- uma probabilidade, não uma certeza.

No entanto, continua válido o preceito de que a exatidão de uma ciência se mede pela sua capacidade de fazer previsões corretas. Nas ciência humanas, e especialmente na ciência política, a previsão deve sempre assinalar as variáveis que podem modificá-la no curso do processo. Muitas dessas variáveis dependem da criatividade, da iniciativa e da coragem dos personagens envolvidos. Se as previsões mais deprimentes se realizam com exatidão quase matemática, isto se deve mais à ausência desses três fatores do que aos méritos científicos de quem as enuncia.

Numa apostila já velha, que nunca tive a ocasião de corrigir para publicação, expliquei que a liberdade é uma propriedade vital da psique humana, mas que esta não a possui como um dom perfeito e acabado, e sim apenas como uma possibilidade que de certo modo se cria e se amplia a si mesma na medida em que se assume e se exerce. Por isso é que a famosa controvérsia de determinismo e livre arbítrio não tem solução geral teórica: esses dois fatores não pesam uniformemente em todas as vidas, mas se distribuem de maneira desigual conforme um jogo dialético muito sutil que varia de indivíduo para indivíduo, de situação para situação, de caso para caso.

Não há como provar a liberdade senão exercendo-a, mas colocá-la em dúvida é já abster-se de exercê-la, provando portanto sua inexistência mediante uma profecia auto-realizável.

Inversa e complementarmente, a própria psique se torna rala e evanescente quando, por abdicação voluntária ou sob a pressão de condições adversas, a liberdade cede o passo à intervenção de fatores “externos”: a pura fisiologia, os hábitos inconscientes, o jogo das influências ambientais, o acaso, etc. Numa situação extrema, já não há mais atividade psíquica livre: a psique torna-se o reflexo passivo e mecânico de tudo quanto lhe é estranho.

Essa distinção aplica-se aos indivíduos como às sociedades. Em qualquer grupo social pode-se avaliar sem muita dificuldade se ali predominam a percepção alerta, a presteza e criatividade das reações, ou o apego indolente a chavões e frases feitas que se repetem como mantras enquanto a realidade vai correndo, mudando e passando como um trator sobre a multidão de sonsos.

Depreciando instintivamente as mudanças e diferenças, a mente letárgica apega-se à “heurística disponível”, que o manual de psicologia forense de Curtis R. Bartol, muito usado nos EUA, define como um atalho mental construído com os fatos mais vulgares e acessíveis – em geral os fatos repetidos pela mídia --, simulando uma explicação.

É assim que os riscos e ameaças mais graves e iminentes passam despercebidos sob uma afetação de segurança tranqüilizante. E foi assim que os planos do PT para a implantação do comunismo no Brasil, registrados nas atas de assembléias do partido, repetidos nas do Foro de São Paulo e insistentemente explicados nos meus artigos e conferências, foram solenemente ignorados como se fossem meras tiradas verbais sem a menor conseqüência, até que agora podem ser postos em prática diante dos olhos de todos, com a certeza de que a o povo e as elites, degradados e estiolados por décadas de indolência mental e repetitividade mecânica, nem saberão como reagir.

Não é preciso dizer que, deteriorada num grupo humano a capacidade de percepção rápida e reação criativa, o curso das coisas vai se tornando cada vez mais previsível graças ao império geral da passividade mecânica. O que era apenas uma probabilidade, manejável pela livre vontade humana, torna-se o cálculo matemático de uma fatalidade.

Pela milésima vez: Quando um homem normal diz “sociedade civil”, ele designa com isso a totalidade das pessoas dotadas de direitos civis e políticos. Quando um comunista usa o mesmo termo, ele sabe que os profanos o ouvirão exatamente assim, mas que os iniciados saberão perfeitamente que se trata apenas de um reduzido círculo de organizações e movimentos criados pelo Partido para fazer a parte suja do serviço sem comprometê-lo diretamente.

Na estratégia comunista, trocar a representação eleitoral pelo governo direto dessas organizações e movimentos é, desde há mais de um século, a virada decisiva, o “salto qualitativo” que, após uma longa acumulação de subversões e corrosões, marca a passagem de qualquer regime para uma ditadura socialista.

Para quem quer que conheça a história do comunismo, isso é uma obviedade patente, mas quem está acostumado a pensar segundo a “heurística disponível” da mídia usual, quem se recusou por mais de vinte anos a enxergar o que se preparava, talvez não venha a enxergá-lo nem mesmo depois de realizado.  Muitos irão para o Gulag ou para o “paredón” jurando que é apenas um sonho mau. 

Publicado no Diário do Comércio.

TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA:





quinta-feira, 17 de março de 2011

CHE GUEVARA SUMIU. AGORA É UMA "IMPESSOA" DE GEORGE ORWELL

quarta-feira, 16 de março de 2011

Che Guevara sumiu do Escola Kids

fotografia2
Nem o Che escapou. Depois da polêmica em torno do artigo que reverenciava o santo revolucionário, os responsáveis pelo site Escola Kids decidiram transformá-lo no que George Orwell chamou de “impessoa”. O artigo desapareceu do site, ou melhor, nunca existiu.

Não deixa de ser coerente, a esquerda revolucionária não se retratava, tinha por hábito apagar; de tudo um pouco. Sumiam fatos, coisas e pessoas. Uma fotografia alterada aqui, um massacre ali e a esquerda revolucionária ia tecendo a história. Esse é o problema com as ideias infalíveis, quando falham “não falharam”.

Em 1940, logo após a invasão da Polônia, soldados da União Soviética executaram, estima-se, 22 mil pessoas. Além de ordenar o massacre, as autoridades soviéticas esconderam o “milagre”. Pouco tempo depois culparam os nazistas, antigos parceiros na divisão da Polônia. Durante as longas décadas que o seu país ficou sob domínio soviético, os poloneses foram obrigados a esquecer aquilo que sabiam e reconhecer a versão comunista como verdadeira. Convenhamos, foram sensatos. Enquanto o Massacre de Katyn permanecia em sua versão alternativa, Stalin passava a borracha nas fotografias. Mao Tsé-Tung logo dominou a técnica. Segundo as estimativas mais humildes, riscou do mapa 50 milhões de chineses!

A “superioridade” moral das ideias desses revolucionários não é compatível com o que eles realmente fazem na realidade, então é preciso apagar e reescrever.  O Millôr Fernandes tem uma frase que, embora simples, capta com precisão a essência do projeto: “O comunismo é uma espécie de alfaiate que quando a roupa não fica boa faz alterações no cliente”. É a Reversal Russa."

Leia o texto completo no blog:
http://www.filosofiacirurgica.com/

segunda-feira, 14 de março de 2011

ESCOLA KIDS ENVIA MENSAGEM AO SITE ESCOLA SEM PARTIDO DEVIDO A TEXTO SOBRE CHE GUEVARA

MENSAGEM ENVIADA AO ESP PELO SITE ESCOLA KIDS
Estamos acompanhando a repercursão do texto "Che Guevara" e analisando as ocorrências apontadas via twitter e através dos comentários postados no site Escola Kids.
Nossa equipe já instaurou uma análise sobre os erros apontados em caráter de urgência e, caso necessário, os textos com informações incorretas serão substituídos ou retirados do ar.

Sem mais.

Atenciosamente,

Thiago Ribeiro
Escola Kids
PortalBrasilEscola.com
__________________________________

http://www.escolasempartido.org/
http://www.escolakids.com/
http://www.escolakids.com/buscar/?cx=010178560479257371445%3Aypyfp8mkmny&cof=FORID%3A10&ie=ISO-8859-1&q=CHE+GUEVARA&x=0&y=0

O texto sobre Che Guevara, que ainda hoje pela manhã podia ser acessado pelos interessados (há PDF), foi retirado pelos responsáveis pela Escola Kids, para análise.
Que tenham bom senso, pois tratava-se de texto de caráter didático, para a formação de crianças deixadas nas escolas devido à confiança de seus pais.
Uma escola, e não um centro de difusão oficial da história cubana.

Não se trata de esperar uma onda de protestos passar, apenas. Não se trata de estabelecer um plebiscito para que as pessoas digam qual "versão" sobre Che preferem.
Não há versão para a verdade, não há opção. A verdade, como a realidade, pode ser cruel pois desbarata as nossas ilusões.

Há, já, enorme bibliografia sobre Che, a revolução Cubana e, principalmente, sobre a deprimente situação a que o regime comunista levou o povo cubano.

E nem se utilizem da muleta do embargo americano. Cuba comercializa com mais de 80 países, o que ocorre é que a economia centralizada socialista não funciona em nenhum lugar. Nada produz. Só exporta a revolução.

Até a China percebeu isso, há mais de 25 anos.    




PS. Noto "repercursão" na primeira linha da mensagem. REPERCUSSÃO.