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quinta-feira, 5 de junho de 2014

NA GRANJA, ONDE TUDO É TORTO, PODE HAVER UMA GALINHA CHAMADA DILMA.

WWW.SPONHOLZ.ARQ.BR
Ela bota ovos imensos, para empreiteiras amigas,
Ela bota ovos de ouro para ditadores africanos,
Ela bota grana secreta para obras em Cuba,
Ela bota portos com o dinheiro do Brasil, e esses portos
são construídos em Cuba, e no Uruguai,
Ela botará ovos farmacêuticos, em Havana, para alegria dos 
psicopatas Castro, os donos da maior fazenda de escravos do mundo.

E ele importa escravos cubanos a preço vil, para sustentar o Mal,
Ela apoia o terror de Estado na Venezuela, pois nunca disse "Isso não".

Ela dopa o povo pobre com esmolas mil que o faz ficar indigno, aguardando todo mês 
a dose de cachaça oficial.

Há uma galinha, também chamada Dilma, na granja torta que há no Planalto Central; mas, como dizem os letreiros dos filmes americanos, toda a semelhança com a realidade pode não passar de mera
coincidência...

segunda-feira, 14 de março de 2011

ALLENDE PODE TER SIDO MORTO POR ORDEM DE FIDEL, PARA CRIAR UM MITO SOCIALISTA (J. VIVÉS)

Livro de espião cubano mostra padres da Teologia da Libertação a serviço de Fidel Castro

JORNAL OPÇÃO
Reprodução
“El Magnífico -
20 Ans au Service Secret de Castro”,
livro de  Juan Vivés, garante que o
presidente de Cuba, Raúl Castro
(no detalhe), é homossexual.
Leio um livro que você, caro leitor, nunca lerá: “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro” (Éditions Hugo et Compagnie, Paris, 2005). O autor é Juan Vivés, casado com uma francesa, e que vive em Marselha, desde 1979, ano em que fugiu de Cuba para não ser morto.

Tive notícia deste livro por um amigo de Portugal e tentei comprá-lo em duas livrarias francesas onde o encontrei. As duas responderam que não podiam enviá-lo para o Brasil, sem maiores explicações. O gramcismo anda assim tão poderoso por aqui, a ponto de exercer essa censura toda (que, aliás, já conhecemos) e fazê-la chegar aos “companheiros” franceses? Mistério. O fato é que só consegui comprá-lo em um sebo francês.

O autor é um cubano oriundo da alta aristocracia espanhola, que se juntou à rebeldia de Fidel Castro, desempenhou algumas ações revolucionárias de repercussão (que lhe valeram, ainda durante a guerrilha, o cognome de El Magnífico, que é o título do livro), e serviu sob as ordens de Che Guevara. 
É um livro repetitivo em alguns aspectos: fala, com conhecimento — o autor foi testemunha — das atrocidades de Che Guevara, de sua incompetência administrativa e de como era inimigo de um bom banho. De como Fidel sempre foi uma figura performática, capaz de tirar proveito público de qualquer situação, em Cuba e no exterior. Mas traz notícias novas e fatos interessantes, a partir de como Vivés, apolítico, resolveu combater o ditador Batista e se aliar a Fidel Castro. O motivador foi, diz ele, Benvenutto Cellini (1500-1571), o célebre escultor italiano.

A família de Vivés tinha algumas obras de arte raras, trazidas da Europa, entre elas um Cristo de marfim, belíssimo, esculpido por Cellini. A mulher de Batista tentou forçar a compra da escultura, o que ofendeu o pai de Vivés, e acabou por criar uma inimizade que terminou em retaliação por parte do ditador. Entre as revelações do livro a de que o regime de Fulgencio Batista estava se decompondo quando o Granma desembarcou Fidel e seus guerrilheiros em Cuba. Isto fez com que os revolucionários conquistassem os quartéis do Exército praticamente sem combate. Os soldados, como praticamente toda a população cubana, ansiavam por mudanças. Não suportavam mais a corrupção (que desviava seus suprimentos), e os baixos soldos, enquanto os membros do governo roubavam e faziam fortuna. Não houve, ao contrário do alarde feito por Fidel, combates de verdade. A revolução foi quase um passeio.

Vivés era sobrinho de Osvaldo Dorticós, presidente cubano indicado por Fidel, que, embora figura decorativa, tinha sua importância. Era também parente de Celia Sanchez, segunda figura do regime comunista da ilha, depois de Fidel. Era, segundo os íntimos do poder, a única pessoa a contrariar Fidel Castro e a discutir com ele, quando discordava. Vitoriosa a revolução, Vivés foi designado para importantes funções, sob disfarce diplomático, todas elas ligadas ao serviço secreto cubano. Delas, o autor esconde mais que mostra, e alega fazê-lo para se resguardar, pois, caso não o fizesse, já teria sido eliminado. O que o salva, diz, são documentos secretíssimos depositados em um banco suíço, e que serão publicados caso seja assassinado.
Entre as mais interessantes passagens dessa biografia está a de que o autor foi encarregado, em Cuba, de instruir padres da Teologia da Libertação para trabalharem pelo regime castrista, e passar segredos, obtidos por confissão de fiéis importantes, para os dossiês da inteligência cubana. Como os padres brasileiros desse grupo não saíam de Cuba, é bem provável que fossem dos mais entusiasmados fornecedores de informações para os homens de Vivés. Os figurões que se confessaram com Leonardo Boff e Frei Betto devem pôr as barbas de molho.

Outro episódio estranho contado no livro é o de soldados e pilotos americanos aprisionados na guerra do Vietnã terem sido drogados e levados para Cuba onde foram interrogados e provavelmente mortos, sem que ninguém soubesse nos EUA. Vivés conta que ele próprio, que falava inglês correntemente, traduziu depoimentos desses pobres coitados. Também a homossexualidade de Raúl Castro é abordada no livro.

Outra revelação importante é sobre a morte do chileno Salvador Allende, em 1973. Como se sabe, todo o corpo de guarda-costas de Allende era constituído de cubanos experimentados. Os principais eram os gêmeos Patricio e Tony de La Guardia. Com a derrubada e morte de Allende, esses cubanos retornaram a Cuba e foram tratados como heróis por Fidel. Vivés não compreendia como tinham saído com vida do Palácio de La Moneda, até que Patrício, num encontro no bar do hotel Habana Libre, já alto, contou-lhe que, por ordem de Fidel, executara Allende que queria se asilar na embaixada sueca. Fidel queria criar (conseguiu) um mito de Allende resistindo até a morte. Morto Allende, os cubanos conseguiram abandonar o palácio antes do assalto final de Pinochet. Aliás, Pinochet só chefiou o exército chileno por indicação de Fidel, que o julgava com tendências comunistas. Vivés havia sido seu cicerone e interlocutor quando visitou Cuba.
http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/
http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contraponto/livro-de-espiao-cubano-mostra-padres-da-teologia-da-libertacao-a-servico-de-fidel-castro

"NÃO PRECISO DE PROVAS PARA EXECUTAR UM HOMEM. "EU SÓ PRECISO SABER QUE É NECESSÁRIO EXECUTÁ-LO" (CHE)

che_guevara_sangue.jpg 

O verdadeiro Che Guevara 
por , terça-feira, 31 de março de 2009 


Há quase 42 anos, Ernesto "Che" Guevara recebeu uma grande dose de seu próprio remédio.  Sem qualquer julgamento, ele foi declarado um assassino, posto contra um paredão e fuzilado.  Historicamente falando, a justiça raramente foi tão bem feita.  Se o ditado "tudo o que vai, volta" expressa bem uma situação, é esta.

"Execuções?", gritou Che Guevara enquanto discursava na glorificada Assembléia Geral da ONU, em 9 de dezembro de 1964.  "É claro que executamos!", declarou o ungido, gerando aplausos entusiasmados daquele venerável órgão.  "E continuaremos executando enquanto for necessário!  Essa é uma guerra de morte contra os inimigos da revolução!"

De acordo com O Livro Negro do Comunismo, escrito por estudiosos franceses de esquerda (ou seja, dificilmente uma mera publicação "direitista" ou de "fanáticos anticastristas de Miami"), ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960.  (Slobodan Milosevic, não custa lembrar, foi a julgamento por ter ordenado 8.000 execuções.  A mesma ONU que aplaudiu delirantemente a orgulhosa declaração de Che Guevara condenou Milosevic por "genocídio").

"Os fatos e números são incontestáveis", escreveu ninguém menos que o New York Times, ícone da esquerda, sobre o "Livro Negro do Comunismo".  Jose Vilasuso, um cubano que à época era promotor dos julgamentos comandados por Guevara, fugiu horrorizado e enojado com o que presenciou.  Ele estima que Che promulgou mais de 400 sentenças de morte apenas nos primeiros meses em que comandava a prisão de La Cabaña.  Um padre basco chamado Iaki de Aspiazu, que sempre estava à mão para ouvir confissões e fazer a extrema unção, diz que Che pessoalmente ordenou 700 execuções por fuzilamento durante esse período.  Já o jornalista cubano Luis Ortega, que conheceu Che ainda em 1954, escreveu em seu livro "Yo Soy El Che!" que o número real de pessoas que Guevara mandou fuzilar é de 1.892.

Em seu livro, Che Guevara: A Biography, o autor Daniel James escreve que o próprio Che admitiu ter ordenado "milhares" de execuções durante o primeiro ano do regime de Fidel Castro.  Felix Rodriguez, o agente cubano-americano da CIA que ajudou a caçar Che na Bolívia e que foi a última pessoa a interrogá-lo, diz que Che, em sua última conversação, admitiu "algumas milhares" de execuções.  Mas fez pouco caso delas, dizendo que todas as vítimas eram "espiões imperialistas e agentes da CIA".

"Eu não preciso de provas para executar um homem", gritou Che para um funcionário do judiciário cubano em 1959.  "Eu só preciso saber que é necessário executá-lo!"

Leia o texto integral de Humberto Fontova no site do Instituto Ludwig von Mises do Brasil:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260


ESCOLA KIDS ENVIA MENSAGEM AO SITE ESCOLA SEM PARTIDO DEVIDO A TEXTO SOBRE CHE GUEVARA

MENSAGEM ENVIADA AO ESP PELO SITE ESCOLA KIDS
Estamos acompanhando a repercursão do texto "Che Guevara" e analisando as ocorrências apontadas via twitter e através dos comentários postados no site Escola Kids.
Nossa equipe já instaurou uma análise sobre os erros apontados em caráter de urgência e, caso necessário, os textos com informações incorretas serão substituídos ou retirados do ar.

Sem mais.

Atenciosamente,

Thiago Ribeiro
Escola Kids
PortalBrasilEscola.com
__________________________________

http://www.escolasempartido.org/
http://www.escolakids.com/
http://www.escolakids.com/buscar/?cx=010178560479257371445%3Aypyfp8mkmny&cof=FORID%3A10&ie=ISO-8859-1&q=CHE+GUEVARA&x=0&y=0

O texto sobre Che Guevara, que ainda hoje pela manhã podia ser acessado pelos interessados (há PDF), foi retirado pelos responsáveis pela Escola Kids, para análise.
Que tenham bom senso, pois tratava-se de texto de caráter didático, para a formação de crianças deixadas nas escolas devido à confiança de seus pais.
Uma escola, e não um centro de difusão oficial da história cubana.

Não se trata de esperar uma onda de protestos passar, apenas. Não se trata de estabelecer um plebiscito para que as pessoas digam qual "versão" sobre Che preferem.
Não há versão para a verdade, não há opção. A verdade, como a realidade, pode ser cruel pois desbarata as nossas ilusões.

Há, já, enorme bibliografia sobre Che, a revolução Cubana e, principalmente, sobre a deprimente situação a que o regime comunista levou o povo cubano.

E nem se utilizem da muleta do embargo americano. Cuba comercializa com mais de 80 países, o que ocorre é que a economia centralizada socialista não funciona em nenhum lugar. Nada produz. Só exporta a revolução.

Até a China percebeu isso, há mais de 25 anos.    




PS. Noto "repercursão" na primeira linha da mensagem. REPERCUSSÃO.

sábado, 12 de março de 2011

SOBRE CUBA. SOBRE CHE. ONDE ESTÁ A VERDADE?

Fidel Castro formou um grupo de guerrilheiros, haviam outros grupos em Cuba naquele tempo (1959), para derrubar o ditador Batista. A soma dos esforços resultou na derrota do ditador. Em seguida, após outros revolucionários perceberem as reais intenções de Fidel de implantar uma ditadura comunista em Cuba, iniciou-se verdadeira guerra civil, no Vale Camaguey, onde democratas lutaram contra Fidel. Só nesses poucos anos Fidel mandou fuzilar 17 mil compatriotas.

Che Guevara, um aventureiro argentino, aquele que matava sem perder a ternura, foi nomeado chefe da principal prisão polítca cubana, onde mandava matar, com prazer. Foi depois nomeado ministro do Planejamento, praticamente destruíndo a economia cubana.

Isso é informação que qualquer pesquisador sério sabe, pois existem muitos dados nos arquivos da ONU sobre a economia cubana nos anos 50/60. Cuba tinha, apesar da ditadura cruel de Batista, um altíssimo índice de alfabetização. 

Como Che incomodava os planos de Fidel foi mandado à África, ao Congo, para revolucionar. Saiu de lá derrotado e humilhado. Há depoimentos de ex-revolucionários que eram militares, na faixa hoje de 75 a 80 anos, que dão conta do absoluto despreparo militar de Guevara.

Para que não ficasse perturbando na ilha, após a derrota africana, foi mandando à selva boliviana com 12 companheiros. Na Bolívia foi abandonado até pelo PC boliviano. Morreu a tiros, como gostava de fazer aos outros. Fidel, que nunca foi bobo, transformou então Che (morto) num herói nacional.

Cuba hoje está demitindo 1,5 milhão de trabalhadores, por incompetência do sistema  econômico socialista.  Agora os Castro esperam que os cubanos virem-se por si mesmos, sejam empresários! Ele que despreza a livre iniciativa.
Não há a menor liberdade, a não ser a de concordar com os donos da fazenda, os irmãos Castro.  

Há centenas de referências sérias de pesquisa sobre Cuba, não de propaganda vagabunda de um sistema falido e cruel imposto ao povo cubano. Basta ler o livro do poeta Armando Valladares (capa ao lado), ou  do jornalista Fontova (ver capa acima).
Quem engole a verdade oficial do governo cubano como verdade, ou sabe disso e repassa, releva que para ele então os fins justificam os meios, ou é um absoluto incauto despreparado.
Pesquisando na Internet localizei um excelente vasto material didático sobre Che Guevara, para crianças.  Basta procurar, por exemplo, por  CHE GUEVARA,  A HISTÓRIA DO GUERRILHEIRO. Vai aparecer muita coisa para reflexão.

AS MENTIRAS SISTEMÁTICAS SOBRE CUBA E O SOFRIMENTO DO POVO CUBANO.

memória recente do Carnaval

Mentiras carnavalescas
por Leonardo Bruno
Estamos na época de carnaval. É moda a mídia e a televisão venderem a idéia de que somos um povo festeiro e farrista. Bem, até nesta sexta-feira, eu seguia uma ética rotineira, porém fora do comum dessas fases pagodeiras: estava trabalhando e analisando meios de ganhar dinheiro com advocacia. Tenho que pagar minhas contas. Presenciei com indiferença a semana de carnaval. O tempora, O mores!
Interessante a experiência que tive quando fui ao Rio de Janeiro, no carnaval de 2005. Visitava um amigo, quando percebi que a cidade estava vazia. E sentia que a grande maioria desprezava ou ignorava o carnaval. De fato, a maioria do povo não dava à mínima. O grosso da população carioca fugia da cidade. Sobravam apenas alguns favelados, traficantes de drogas, bicheiros e artistas da Rede Globo. Além do que, claro, os turistas estrangeiros, visíveis deslumbrados e bobalhões (claro que não faço parte deles). Na última vez que passei pelo Rio de avião, indo de viagem a São Paulo, via um desses turistas toscos falando da caipirinha, com aquele sotaque meio ridículo. Estava com um grupo de gringos de sua espécie. Reconheci o passaporte: era da África do Sul. Com certeza vai levar uma imagem caricatural da nossa gente, ou seja, a de um país de praias, futebol, mulatas exóticas e foguentas e povo alegórico e fantasista. Quem diz que o Rio de Janeiro é o cartão postal desta nação realmente não sabe do que está falando.

Não consigo me identificar em nada com o Rio. Na verdade, eu não tenho a menor identidade com qualquer coisa tropical. O clima e a vegetação do norte me parecem monótonos e sem graça, além da temperatura ser alta, calorenta e por vezes insuportável. Sem querer depreciar meus amigos nordestinos, não me empolgo com praias ou paisagens solares. Tal como o Rio, as capitais nordestinas me fazem lembrar turistas gringos idiotas, prostitutas, trios elétricos e micaretas. Costumo apreciar climas temperados e cinzentos e roupas pesadas. Embora nunca tenha ido a Europa, aquela paisagem cinzenta, sombria que vejo em fotos e vídeos me causa uma séria impressão. Sem contar as quatro estações, que dão graça ao tempo. No Brasil, por mais que seja um gaúcho radicado no Pará, o máximo que me identifico é com São Paulo, terra da prosperidade e modernidade (ainda que o povo paulista vote no canastrão analfabeto e insípido Tiririca ou no charlatão pseudo-filósofo Gabriel Chalita para deputado federal). Ou as paisagens do sul, com suas colinas enormes e costumes europeus arraigados dos colonizadores. Se bem que os sulistas tenham fama de rudes, mal humorados, criaturas estranhas. Para quem está acostumado com a polidez e simpatia do povo paraense, a rudeza peculiar dos sulistas parece coisa de homens das cavernas, de verdadeiros ogros.

O carnaval passaria indiferente para mim, como para milhões de brasileiros, se não fosse um detalhe que virou notícia na internet. Uma escola de samba de Florianópolis chamada “Unidos da Ilha da Magia” vai desfilar com um tema de Cuba, em particular, homenageando a ditadura de mais de meio século do todo-poderoso ditadorzinho de republiqueta do Caribe, Fidel Castro. Se as escolas de samba se restringissem a mostrar mulheres nuas, cachaça à vontade e muita promiscuidade sexual, vá lá, eu não me importaria. O problema é a falsificação histórica digna dos piores dias do famigerado “realismo socialista” stalinista. Com o título “Cuba sim! Em nome da verdade”, a escola de samba está propagando sórdidas mentiras. Com direito ainda a participação especial de Aleida Guevara, filha do guerrilheiro, terrorista, psicopata e assassino Che Guevara.

Algo me incomodou profundamente. Nada mais me atinge na alma do que a destruição da verdade. E, no entanto, o espectro de Stálin e do “Realismo Socialista” paira no carnaval, contaminando milhões de consciências com as falsidades abjetas e cínicas do regime socialista. Quando sambistas começam a falar sobre história, parecem papagaios analfabetos. Se bem que o problema não é somente de sambistas. O que não falta no curso de história são papagaios analfabetos, seja do marxismo, seja de apologia à tirania cubana, seja de qualquer governo liberticida. As escolas de samba, como subprodutos do velho fascismo varguista, agora servem a outro totalitarismo, só que comunista. O que mudou? O pensamento do governo e da intelligentsia. Continuam cada vez mais idiotas.

Falei de “realismo socialista”? As letras da música são pura paródia de mau gosto, de pura distorção da realidade. O besteirol começa desse jeito: “Uma forte emoção / No meu coração /Liberdade /Eu sou União/ A voz de um povo pela igualdade”. Resta-nos saber onde está a liberdade numa ditadura que reprime as liberdades elementares do povo cubano. E que igualdade existe numa sociedade onde uma diminuta nomenclatura burocrática controla um país inteiro e trata seus concidadãos como verdadeiros servos? Deve ser a igualdade na miséria, todo mundo nivelado por baixo. Ou quem sabe o tipo peculiar de “igualdade socialista”, onde uns são mais iguais que outros. A vigarice não termina por aí: “Guerreiros unidos na revolução/Pelo bem de uma nação/Um preço a pagar, não vou negar/Mas a comunidade em primeiro lugar”. Grotesco é escutar que uma nação deva pagar a destruição de sua liberdade pela revolução. Em outras palavras, prisões arbitrárias, censura à liberdade de pensamento, de consciência e de imprensa, tortura, execuções sumárias, fuga em massa do país. Napoleão, no alto do seu sarcasmo, dizia que a revolução é a opinião que adquiriu algumas baionetas. No caso cubano, a revolução é a opinião que adquiriu o fuzil no paredão do quartel de La Cabaña.

O trecho da modinha esconde o lado perverso da história, típico da mentalidade socialista: a comunidade, em primeiro lugar, representada pelo Estado, tem pleno direito de esmagar o indivíduo. Hitler pregava os “direitos” da comunidade sobre indivíduo. Stálin pregava os “direitos” da comunidade sobre o indivíduo. Enfim, qualquer tirano prega a tirania da comunidade sobre o indivíduo. Porque não há maior representação de conformismos social do que a coletividade, do que está preestabelecido, do que é imposto pelo conjunto, em detrimento dos direitos do indivíduo. Isto porque nem mesmo a sociedade decide nada: é o Estado, ou uma camarilha bem diminuta chamada “Partido”, que dita, tanto para a coletividade, como para o indivíduo, esmagando ambos.

E para finalizar, o sambinha vulgar nos vende a propaganda mentirosa do regime cubano, nestes termos: “Os sonhos se tornam verdade/ Trazendo pra muitos a felicidade/ Com saúde, educação/ A base pra um cidadão”. Um sambista da vida não seria tão inteligente o bastante para escrever essas asneiras (embora seja bastante equiparada a estupidez e tagarelice comum do comunista). Não será suspeito que uma escola de samba fale “em nome da verdade”, o que é a mais grotesca mentira?

Qualquer pessoa sensata e bem informada sabe que os serviços de saúde e educação cubanos não prestam. E desde quando um serviço de saúde e educação controlado pelo Estado vale a liberdade humana? Desde quando o suposto bem-estar social vale o mal estar espiritual de ser eternamente prisioneiro de um regime político tirano? Benjamin Franklin, na sua imensa sabedoria, afirmava que quem abdica da liberdade pela segurança, não merece a liberdade, nem a segurança. Cuba, em nome da segurança, perdeu a liberdade. E também a segurança.

Tal propaganda descarada cheira a uso indevido de dinheiro público, propina, peita, para promover ideologias e regimes genocidas. Ou quem sabe a dinheirada da própria ditadura cubana. Numa época em que um ex-presidente da república usou de sua influência no Ministério da Cultura para fazer um filminho ruim sobre sua vida, não me espantaria que a ideologização da cultura no Estado brasileiro esteja mais forte do que nunca, com a ascensão do PT no poder. Bem que o Ministério da Cultura deveria ser modificado, em homenagem a George Orwell e sua novela “1984”: O Ministério da Verdade, que seria entendido como Ministério da Mentira!

“Cuba, em nome da mentira” é o espetáculo que a escola de samba de Florianópolis nos brinda. Não se pode exigir de sambistas carnavalescos ignorantes algum conhecimento de história. Mas por que dão palpites irresponsáveis? Provavelmente não tiraram asnices do nada. Extraíram de alguém, de alguma pretensa autoridade no assunto. Notoriamente da vulgata marxista dos nossos professores de história, entusiastas de qualquer mandatário de plantão, viuvinhas de Stálin e nostálgicos do Muro de Berlim que são. Ou então a tal “Associação Cultural José Martí”, que deu apoio e orientação aos sambistas, já que a delegação da escola de samba foi a Cuba, deslumbrada, tal como um turista idiota nas praias do Rio de Janeiro. Voltaram apaixonados pela barbicha do Che Guevara, tal como um dia outros foram gamados pelos longos bigodes do sanguinário serial killer da Geórgia, o Sr. Diugashivili, guia genial dos povos.

Vigarices à parte, os carnavalescos ignorantes não parecem agradecidos pelo sistema de liberdades que usufruem. Envolvidos pela sua “ilha da magia”, ignoram completamente que Cuba é uma ilha sim, mas de magia negra. Os idiotas úteis brincam no carnaval como macacos de uma grande farsa. Só que a farsa não é mera fantasia de carnaval. É uma burla destrutiva que oculta, oprime e esconde a aflição de milhões de cubanos. E no reino de todas as prisões, campos de concentração, paredões e águas que separam Cuba do exterior, a pior muralha que isola a vida dos cubanos do mundo real democrático é a mentira. Mentira que é alimentada por intelectuais, historiadores, universidades, “associações culturais”, imprensa, enfim, todos colaborando para a eterna prisão do povo cubano. A mentira repetida pela escola de samba é mais uma chave nos grilhões daquela pobre nação. E a ignorância, alimentada pela mentira sistemática, aliena cada vez mais as nações democráticas na sua obrigação de defender da liberdade contra os males do totalitarismo.
http://cavaleiroconde.blogspot.com/search?updated-max=2011-03-06T19%3A30%3A00-03%3A00&max-results=4

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ESCOLA DE SAMBA DE FLORIANÓPOLIS DESFILA SOBRE OS CADÁVERES CUBANOS. Ou, Ilha da Magia canta a Ilha da Fantasia


Guilhermo Fariñas em greve de fome contra a tirania castrista
http://www.libertacuba.com/
 Este ano o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba União da Ilha da Magia, de Florianópolis, vai colocar os seus 2.500 integrantes no asfalto para contarem a história da Ilha da Fantasia, ou seja, Cuba, com o enrêdo: "Cuba sim! Em nome da verdade".

A verdade, entretanto, é uma palavra que ficou apenas no título do samba-enredo assinado por Júlio Maestri e Vinicius da Imperatriz. 

Uma forte emoção,
No meu coração…
Liberdade!
Eu sou União
A voz de um povo pela igualdade
Sonhos… de um poeta ecoam no ar
Cuba… o desejo de se libertar
Conquistou a independência
Do Tio Sam sofreu influência
Momentos de luta estão na memória
Fidel e Che fizeram história
Me levam na busca por um ideal
Que vai embalar, nosso carnaval!
Guerreiros unidos na Revolução
Pelo bem de uma Nação
Um preço a pagar, não vou negar
Mas a Comunidade em primeiro lugar
Os sonhos se tornam verdade
Trazendo pra muitos a felicidade
Com saúde, educação
A base pra um cidadão
Esporte, cultura, na arte… mistura
Riqueza, o Mundo se encantou
No Cabaré Tropicana,
Carmem Miranda deu um show!
Ilha de pura Magia
Vem sambar…
Verde, Branco e Ouro
Na Avenida vai brilhar


O site da escola indica animação na preparação do espetáculo, informando que a ala das danças típicas já está esgotada.

Eu não sei quais são todas as alas da escola, mas poderia sugerir algumas bem interessantes, e bem de acordo com a verdade:

1. ala dos balseiros - aqueles que tentam fugir de Cuba em balsas improvisadas e morrem afogados, atacados por tubarões, ou baleados pela guarda costeira cubana. Imagino uns carros alegóricos bem bacanas

2. ala dos torturados - aquelas milhares de pessoas que, apenas por não serem comunistas e fazerem críticas ao regime ditatorial, são presas e perseguidas, desempregadas ou passam anos no sistema prisional político, como o poeta Armando Valladares, que ficou 20 anos sob as piores condições. Ou  Orlando Zapata Tamayo, aquele prisioneiro que fez greve de fome e Lula ainda o criticou dizendo que se deixou morrer! Ou Gulhermo Fariñas.

3. ala dos fuzilados - aqueles que, tendo lutado ao lado de Fidel e Che, para derrubar o ditador Batista, perceberam que Fidel e nem Che queriam liberdade alguma, mas apenas implantar uma outra ditadura, comunista e se rebelaram lutando no Vale de Camaguei por anos e sendo exterminados, mais de 17 mil, por fuzilamentos em série, muitos dirigidos alegremente pelo assassino Che Guevara. Isso também daria lindas alegorias.

4. ala dos calados - aqueles milhões que não podem abrir a boca para discordar, sob pena de irem para a prisão. Talvez pudesse ter um carro com Chico Buarque cantando Roda Viva.

5. ala dos desempregados -  aqueles que, após 50 anos de pregação e doutrinação comunista descobriram que o sistema, como qualquer economia comunista não funciona, e que o governo, o único patrão, vai demitir mais de 1 milhão de pessoas. Agora terão de se virar sozinhas, cada uma por si, sem a menor ideia de como exercer a livre iniciativa. Jogados no lixo após tanta propaganda falsa.

6. ala da prostituição e da corrupção - uma ala jovem, pois meninas cubanas alimentam um crescente turismo sexual a Havana, na região do Malecón. Afinal, ninguém vive com 30 dólares por mês. 

Finalmente, para não dizerem que peguei pesado, sugiro que todo mundo desfile com algum livrinho na mão, com um belo sorriso na cara, desde que seja de Marx ou os discursos do Fidel, para passar a impressão de que todo mundo é muito bem educado e feliz. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

CORRUPÇÃO EM CUBA. Ou: como socializar as propinas e a roubalheira na fazendinha de Fidel Castro.


A nota de 3 pesos é curiosidade, o que vale mesmo é o dolar

O regime socialista cubano, aquele primor de reconstrução do ser humano, como convém a todo comunista acreditar, é uma balela. Como, segundo o economista austríaco, Ludwig von Mises, não existe almoço grátis, alguém tem que pagar a conta.

Segundo o diário El País, da Espanha, o Wikileaks divulgou boletins da Seção de Interesses dos Estados Unidos (que funciona em Havana) nada alentadores sobre o nível de corrupção na fazenda do Fidel Castro.

Entre os atos de corrupção, sempre segundo os documentos liberados pelos WikiLeaks, figuram as comissões ilegais cobradas por funcionários do governo em troca de favores e cujos montantes são depositados em contas abertas em seu nome ou de terceiros em bancos estrangeiros.

Empresários estrangeiros precisam liberar dez por cento do valor do contrato, o que é depositado em contas de altos funcionários do governo cubano, do Partido Comunista.
Nada disso é muitanovidade, a não ser para quem acreditava no mundo cor de rosa da propaganda cubana. Cuba tem falta de alimentos, não exporta nada e nem importa o que precisa. Vive da ajuda nada desinteressada de Chávez que fornece petróleo.

O governo está demitindo mais de 500 mil funcionários e deixando que as pessoas encontrem uma forma de sobreviver -seria ummodo de voltar à livre iniciativa e ao mercado? Parece que os chineses já encontraram esse caminho há uns 30 anos!

Como a economia cubana é absolutamente caótica, apesar da ilusão oficial de planejamento centralizado, as máfias formadas por altos funcionários imperam em todas as partes da ilha.
Além disso, há o mercado negro de produtos e de dólares, a prostituição das jovens cubanas no Malecón, o roubo de produção de charutos para a venda a turistas, etc. Todo mundo rouba e todo mundo finge que trabalha. Mas é impossível viver com menos de 30 dólares mensais.

Foi exatamente asssim que, ao acabar a União Soviética, nos poucos anos seguintes surgiram centenas de milionários na Rússia. Onde estava esse dinheiro todo? Nas contas ilegais das máfias russas. Assim que a cortina de ferro caiu, a Rússia começou a ganhar cada vez mais milionários, todos gente da alta hierarquia do partido Comunista que havia juntado milhões em decorrencia da corrupção.

Não sei se Fidel ou o irmão dele aproveitarão seus milhões no céu ou no inferno, mas muitos cubanos do sistema atual serão os novos milionários, assim que o regime entrar em colapso ou fraquejar demais.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EL FRACASO DE CUBA. A FALÊNCIA DE CUBA. Ou: "não existe almoço grátis". ("There is no free lunch", Ludwig von Mises)

Cuba iniciou este mês o processo de demissão de um total de 1,5 milhão de trabalhadores, o equivalente a 7,4% de sua população de 11,2 milhões de habitantes.
É como se no Brasil, de uma só vez, demitissem 14 milhões de pessoas. Após 50 anos de revolução a economia cubana está em frangalhos e os lideres políticos querem que os demitidos se virem por conta própria.
Até pouco tempo era crime qualquer negócio particular, considerado traição ao regime socialista. O sistema prisional político cubano está cheio de transgressores. 
Como a realidade não admite desaforos, prevalece a máxima de economista austríaco Ludwig von Mises: “não existe almoço grátis.”  Agora que a economia planejada faliu, devido à incompetência natural dos regimes socialistas, os dirigentes, esquecendo toda a propaganda feita em 50 anos querem que cada um sobreviva como puder.
Os cubanos aprenderam a ser empregados públicos e ouviram que esse era o melhor sistema. Agora, na crise, são jogados na rua da amargura. Terão que aprender, na dura prática, que não existe almoço grátis.
O mais curioso dessa notícia é a forma objetiva como é publicada pela imprensa. Como se noticiasse: choveu ontem.
Ninguém questiona que demitir tal quantidade de gente é algo perverso, desumano, absolutamente fora do que se imagina ser a realidade em um paraíso socialista como Cuba. Ao menos no imaginário dos bobalhões da esquerda e da população desinformada pela apatia dos jornalistas.
Quer dizer que, na hora em que a coisa aperta, o sistema coletivista, que nega o indivíduo, larga o indivíduo à própria sorte para ver se ele dá um jeito no sistema? Para que houve a revolução?
Quantas décadas perdidas...

PS. Sobre Cuba há muitas fontes. Para quem gosta de Internet recomendo o site de Yoani Sánches,

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A CENSURA À IMPRENSA ESTÁ A CAMINHO. Ou, o apoio ao Wikileaks é típico dos que não gostam da democracia.

Este artigo do professor Demétrio Magnoli, publicado originalmente em O Estado de S. Paulo (23/12/2010), deve ser lido com a máxima atenção, desde que você goste da liberdade de imprensa.
HERÓI SEM NENHUM CARÁTER
Lula jamais protestou contra o monopólio da imprensa pelo governo cubano e nunca deu um passo à frente para pedir pelo direito à expressão dos dissidentes no Irã. Ele sempre ofereceu respaldo aos arautos da ideia de cerceamento da liberdade de imprensa no Brasil. Mas é incondicional quando se trata de Julian Assange: "Vamos protestar contra aqueles que censuraram o WikiLeaks. Vamos fazer manifestação, porque liberdade de imprensa não tem meia cara, liberdade de imprensa é total e absoluta."
Assange é um estranho herói. No Brasil, o chefe do WikiLeaks converteu-se em ícone da turba de militantes fanáticos do "controle social da mídia" e de blogueiros chapa-branca, que operam como porta-vozes informais de Franklin Martins, o ministro da Verdade Oficial. Até mesmo os governos de Cuba e da Venezuela ensaiaram incensá-lo, antes de emergirem mensagens que os constrangem. Por que os inimigos da imprensa independente adotaram Assange como um dos seus?
A resposta tem duas partes. A primeira: o WikiLeaks não é imprensa - e, num sentido crucial, representa o avesso do jornalismo.
O WikiLeaks publica - ou ameaça publicar, o que dá no mesmo - tudo que cai nas suas mãos. Assange pretende atingir aquilo que julga serem "poderes malignos". No caso de tais alvos, selecionados segundo critérios ideológicos pessoais, não reconhece nenhum direito à confidencialidade. Cinco grandes jornais (The Guardian, El País, The New York Times, Le Monde e Der Spiegel) emprestaram suas etiquetas e sua credibilidade à mais recente série de vazamentos. Nesse episódio, que é diferente dos documentos sobre a guerra no Afeganistão, os cinco veículos rompem um princípio venerável do jornalismo.
A imprensa não publica tudo o que obtém. O jornalismo reconhece o direito à confidencialidade no intercâmbio normal de análises que circulam nas agências de Estado, nas instituições públicas e nas empresas.
A ruptura do princípio constitui exceção, regulada pelo critério do interesse público. Os "Papéis do Pentágono" só foram expostos, em 1971, porque evidenciavam que o governo americano ludibriava sistematicamente a opinião pública, ao fornecer informações falsas sobre o envolvimento militar na Indochina. A mentira, a violação da legalidade, a corrupção não estão cobertas pelo direito à confidencialidade.
Interesse público é um conceito irredutível à noção vulgar de curiosidade pública. Na imensa massa dos vazamentos mais recentes, não há novidades verdadeiras. De fato, não existem notícias - exceto, claro, o escândalo que é o próprio vazamento. A leitura de uma mensagem na qual um diplomata descreve traços do caráter de um estadista pode satisfazer a nossa curiosidade, mas não atende ao critério do interesse público. O jornalismo reconhece na confidencialidade um direito democrático - isto é, um interesse público. O WikiLeaks confunde o interesse público com a vontade de Assange porque não se enxerga como participante do jogo democrático. É apenas natural que tenha conquistado tantos admiradores entre os detratores da democracia.
Há, porém, algo mais que uma afinidade ideológica, de resto precária. A segunda parte da resposta: os inimigos da liberdade de imprensa torcem pelo esmagamento do WikiLeaks por uma ofensiva ilegal de Washington.
No Irã, na China ou em Cuba, um Assange sortudo passaria o resto de seus dias num cárcere. Nos EUA, não há leis que permitam condená-lo. As leis americanas sobre espionagem aplicam-se, talvez, ao soldado Bradley Manning, um técnico de informática, suposto agente original dos vazamentos. Não se aplicam ao veículo que decidiu publicá-los. A democracia é assim: na sua fragilidade aparente encontra-se a fonte de sua força.
O governo Obama estará traindo a democracia se sucumbir à tentação de perseguir Assange por meios ilegais. O WikiLeaks foi abandonado pelos parceiros que asseguravam suas operações na internet. Amazon, Visa, PayPal, Mastercard e American Express tomaram decisões empresariais legítimas ou cederam a pressões de Washington? A promotoria sueca solicita a extradição de Assange para responder a acusações de crimes sexuais. O sistema judiciário da Suécia age segundo as leis do país ou se rebaixa à condição de sucursal da vontade de Washington? Certo número de antiamericanos incorrigíveis asseguram que, nos dois casos, a segunda hipótese é verdadeira. Como de costume, eles não têm indícios materiais para sustentar a acusação. Se estiverem certos, um escândalo devastador, de largas implicações, deixará na sombra toda a coleção de insignificantes revelações do WikiLeaks.
A bandeira da liberdade nunca é desmoralizada pelos que a desprezam, mas apenas pelos que juraram respeitá-la. Assange não representa a liberdade de imprensa ou de expressão, mas unicamente uma heresia anárquica da pós-modernidade. Contudo, nenhuma democracia tem o direito de violar a lei para destruir tal heresia. A mesma ferramenta que hoje calaria uma figura sem princípios servirá, amanhã, para suprimir a liberdade de expor novos Guantánamos e Abu Ghraibs.
"Vamos fazer manifestação, porque liberdade de imprensa não tem meia cara, liberdade de imprensa é total e absoluta." Lula não teve essa ideia quando Hugo Chávez fechou a RCTV, nem quando os Castro negaram visto de viagem à blogueira Yoani Sánchez que lançaria seu livro no Brasil. Não a teve quando José Sarney usou suas conexões privilegiadas no Judiciário para intimidar Alcinéa Cavalcante, uma blogueira do Amapá, ou para obter uma ordem de censura contra O Estado de S. Paulo. Ele quase não disfarça o desejo de presenciar uma ofensiva ilegal dos EUA contra o WikiLeaks. Sob o seu ponto de vista, isso provaria que todos são iguais - e que os inimigos da liberdade de imprensa estão certos.
Alguém notou um sorriso furtivo, o tom de escárnio com que o presidente pronunciou as palavras "total e absoluta"?
SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR

(grifos em vermelho são destaques deste blog)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

VARGAS LLOSA E A POLÍTICA DA AMÉRICA LATINA.

Ao discursar agradecendo o Prêmio Nobel de Literatura, o escritor peruano Mario Vargas Llosa elogiou a América Latina por ter se tornado mais democrática. "Pela primeira vez em nossa história temos uma esquerda e uma direita que, como no Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Colômbia, República Dominicana, México e quase toda a América Central, respeitam a legalidade, a liberdade de crítica, as eleições e a renovação no poder", disse.

O escritor criticou, no entanto, a Venezuela e Cuba e chamou de "palhaços" os governos da Bolívia e da Nicarágua. O peruano é o primeiro ganhador latino-americano do Nobel de Literatura desde o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982, e o mexicano Octavio Paz, em 1990.
Ele criticou as nações do Ocidente por falta de dureza na oposição a ditaduras como as da China e de Mianmar e Cuba. "As ditaduras devem ser combatidas sem contemplação, por todos os meios ao nosso alcance, incluindo as sanções econômicas." (extraído da Ag. Estado).
Obra de Vargas Llosa: Os Chefes (1959), A cidade e os cachorros, (1963);  A Casa Verde (1966); Os Filhotes (1967); Conversa na catedral (1969); Pantaleão e as visitadoras (1973); Tia Júlia e o escrevinhador (1977); A Guerra do Fim do Mundo (1981); Historia de Mayta (1984); Quem matou Palomino Molero? (1986); O falador (1987); Elogio da madrasta (1988); Lituma nos Andes (1993); Os cadernos de Dom Rigoberto (1997); A festa do bode (2000); O Paraíso na Outra Esquina (2003); Travessuras da Menina Má (2006); e O Sonho do Celta (2010).
Comento
Vargas Llosa tem motivos para estar contente com alguns avanços democráticos observáveis na A. Latina, mas, como analisa de longe, talvez não esteja bem informado sobre os bastidores políticos da região, ou não queira acreditar em coisas como a atuação coordenadora do Foro de São Paulo (fundado por inspiração de Fidel Castro), cuja trabalho conseguiu colocar a esquerda em diversos governos nos últimos 20 anos.
No caso do Brasil, embora possa ser correto falar em democracia, por enquanto, está absolutamente enganado ao dizer que esquerda e direita  convivem sob o Estado de Direito.
No Brasil não há um só partido de direita, no sentido claro de uma plataforma conservadora (ao estilo americano) ou liberal economicamente falando. Aqui tudo é de esquerda, o discurso político, os partidos, até aquilo que a esquerda chama de direita: o PSDB. Conservador, no Brasil, só o povo. Mas os políticos não querem saber disso, aproveitam-se dessa ignorância e fazem demagogia esquerdista e populista.
Muito diferente dos casos chileno e colombiano, onde os conservadores ganharam as últimas eleições presidenciais. No Chile a esquerda foi duramente derrotada, e na Colômbia, terra das FARC (aquela organização narcoterrorista que mata milhares de jovens no Brasil), a situação, conservadora, fez o sucessor. Houve um alento em Honduras, onde o golpista Manuel Zelaya, manipulado por Hugo Chávez, pretendia permanecer indefinidamente no Poder.