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segunda-feira, 14 de março de 2011

ALLENDE PODE TER SIDO MORTO POR ORDEM DE FIDEL, PARA CRIAR UM MITO SOCIALISTA (J. VIVÉS)

Livro de espião cubano mostra padres da Teologia da Libertação a serviço de Fidel Castro

JORNAL OPÇÃO
Reprodução
“El Magnífico -
20 Ans au Service Secret de Castro”,
livro de  Juan Vivés, garante que o
presidente de Cuba, Raúl Castro
(no detalhe), é homossexual.
Leio um livro que você, caro leitor, nunca lerá: “El Magnífico — 20 Ans au Service Secret de Castro” (Éditions Hugo et Compagnie, Paris, 2005). O autor é Juan Vivés, casado com uma francesa, e que vive em Marselha, desde 1979, ano em que fugiu de Cuba para não ser morto.

Tive notícia deste livro por um amigo de Portugal e tentei comprá-lo em duas livrarias francesas onde o encontrei. As duas responderam que não podiam enviá-lo para o Brasil, sem maiores explicações. O gramcismo anda assim tão poderoso por aqui, a ponto de exercer essa censura toda (que, aliás, já conhecemos) e fazê-la chegar aos “companheiros” franceses? Mistério. O fato é que só consegui comprá-lo em um sebo francês.

O autor é um cubano oriundo da alta aristocracia espanhola, que se juntou à rebeldia de Fidel Castro, desempenhou algumas ações revolucionárias de repercussão (que lhe valeram, ainda durante a guerrilha, o cognome de El Magnífico, que é o título do livro), e serviu sob as ordens de Che Guevara. 
É um livro repetitivo em alguns aspectos: fala, com conhecimento — o autor foi testemunha — das atrocidades de Che Guevara, de sua incompetência administrativa e de como era inimigo de um bom banho. De como Fidel sempre foi uma figura performática, capaz de tirar proveito público de qualquer situação, em Cuba e no exterior. Mas traz notícias novas e fatos interessantes, a partir de como Vivés, apolítico, resolveu combater o ditador Batista e se aliar a Fidel Castro. O motivador foi, diz ele, Benvenutto Cellini (1500-1571), o célebre escultor italiano.

A família de Vivés tinha algumas obras de arte raras, trazidas da Europa, entre elas um Cristo de marfim, belíssimo, esculpido por Cellini. A mulher de Batista tentou forçar a compra da escultura, o que ofendeu o pai de Vivés, e acabou por criar uma inimizade que terminou em retaliação por parte do ditador. Entre as revelações do livro a de que o regime de Fulgencio Batista estava se decompondo quando o Granma desembarcou Fidel e seus guerrilheiros em Cuba. Isto fez com que os revolucionários conquistassem os quartéis do Exército praticamente sem combate. Os soldados, como praticamente toda a população cubana, ansiavam por mudanças. Não suportavam mais a corrupção (que desviava seus suprimentos), e os baixos soldos, enquanto os membros do governo roubavam e faziam fortuna. Não houve, ao contrário do alarde feito por Fidel, combates de verdade. A revolução foi quase um passeio.

Vivés era sobrinho de Osvaldo Dorticós, presidente cubano indicado por Fidel, que, embora figura decorativa, tinha sua importância. Era também parente de Celia Sanchez, segunda figura do regime comunista da ilha, depois de Fidel. Era, segundo os íntimos do poder, a única pessoa a contrariar Fidel Castro e a discutir com ele, quando discordava. Vitoriosa a revolução, Vivés foi designado para importantes funções, sob disfarce diplomático, todas elas ligadas ao serviço secreto cubano. Delas, o autor esconde mais que mostra, e alega fazê-lo para se resguardar, pois, caso não o fizesse, já teria sido eliminado. O que o salva, diz, são documentos secretíssimos depositados em um banco suíço, e que serão publicados caso seja assassinado.
Entre as mais interessantes passagens dessa biografia está a de que o autor foi encarregado, em Cuba, de instruir padres da Teologia da Libertação para trabalharem pelo regime castrista, e passar segredos, obtidos por confissão de fiéis importantes, para os dossiês da inteligência cubana. Como os padres brasileiros desse grupo não saíam de Cuba, é bem provável que fossem dos mais entusiasmados fornecedores de informações para os homens de Vivés. Os figurões que se confessaram com Leonardo Boff e Frei Betto devem pôr as barbas de molho.

Outro episódio estranho contado no livro é o de soldados e pilotos americanos aprisionados na guerra do Vietnã terem sido drogados e levados para Cuba onde foram interrogados e provavelmente mortos, sem que ninguém soubesse nos EUA. Vivés conta que ele próprio, que falava inglês correntemente, traduziu depoimentos desses pobres coitados. Também a homossexualidade de Raúl Castro é abordada no livro.

Outra revelação importante é sobre a morte do chileno Salvador Allende, em 1973. Como se sabe, todo o corpo de guarda-costas de Allende era constituído de cubanos experimentados. Os principais eram os gêmeos Patricio e Tony de La Guardia. Com a derrubada e morte de Allende, esses cubanos retornaram a Cuba e foram tratados como heróis por Fidel. Vivés não compreendia como tinham saído com vida do Palácio de La Moneda, até que Patrício, num encontro no bar do hotel Habana Libre, já alto, contou-lhe que, por ordem de Fidel, executara Allende que queria se asilar na embaixada sueca. Fidel queria criar (conseguiu) um mito de Allende resistindo até a morte. Morto Allende, os cubanos conseguiram abandonar o palácio antes do assalto final de Pinochet. Aliás, Pinochet só chefiou o exército chileno por indicação de Fidel, que o julgava com tendências comunistas. Vivés havia sido seu cicerone e interlocutor quando visitou Cuba.
http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/
http://www.jornalopcao.com.br/colunas/contraponto/livro-de-espiao-cubano-mostra-padres-da-teologia-da-libertacao-a-servico-de-fidel-castro

ESCOLA KIDS ENVIA MENSAGEM AO SITE ESCOLA SEM PARTIDO DEVIDO A TEXTO SOBRE CHE GUEVARA

MENSAGEM ENVIADA AO ESP PELO SITE ESCOLA KIDS
Estamos acompanhando a repercursão do texto "Che Guevara" e analisando as ocorrências apontadas via twitter e através dos comentários postados no site Escola Kids.
Nossa equipe já instaurou uma análise sobre os erros apontados em caráter de urgência e, caso necessário, os textos com informações incorretas serão substituídos ou retirados do ar.

Sem mais.

Atenciosamente,

Thiago Ribeiro
Escola Kids
PortalBrasilEscola.com
__________________________________

http://www.escolasempartido.org/
http://www.escolakids.com/
http://www.escolakids.com/buscar/?cx=010178560479257371445%3Aypyfp8mkmny&cof=FORID%3A10&ie=ISO-8859-1&q=CHE+GUEVARA&x=0&y=0

O texto sobre Che Guevara, que ainda hoje pela manhã podia ser acessado pelos interessados (há PDF), foi retirado pelos responsáveis pela Escola Kids, para análise.
Que tenham bom senso, pois tratava-se de texto de caráter didático, para a formação de crianças deixadas nas escolas devido à confiança de seus pais.
Uma escola, e não um centro de difusão oficial da história cubana.

Não se trata de esperar uma onda de protestos passar, apenas. Não se trata de estabelecer um plebiscito para que as pessoas digam qual "versão" sobre Che preferem.
Não há versão para a verdade, não há opção. A verdade, como a realidade, pode ser cruel pois desbarata as nossas ilusões.

Há, já, enorme bibliografia sobre Che, a revolução Cubana e, principalmente, sobre a deprimente situação a que o regime comunista levou o povo cubano.

E nem se utilizem da muleta do embargo americano. Cuba comercializa com mais de 80 países, o que ocorre é que a economia centralizada socialista não funciona em nenhum lugar. Nada produz. Só exporta a revolução.

Até a China percebeu isso, há mais de 25 anos.    




PS. Noto "repercursão" na primeira linha da mensagem. REPERCUSSÃO.

sábado, 12 de março de 2011

SOBRE CUBA. SOBRE CHE. ONDE ESTÁ A VERDADE?

Fidel Castro formou um grupo de guerrilheiros, haviam outros grupos em Cuba naquele tempo (1959), para derrubar o ditador Batista. A soma dos esforços resultou na derrota do ditador. Em seguida, após outros revolucionários perceberem as reais intenções de Fidel de implantar uma ditadura comunista em Cuba, iniciou-se verdadeira guerra civil, no Vale Camaguey, onde democratas lutaram contra Fidel. Só nesses poucos anos Fidel mandou fuzilar 17 mil compatriotas.

Che Guevara, um aventureiro argentino, aquele que matava sem perder a ternura, foi nomeado chefe da principal prisão polítca cubana, onde mandava matar, com prazer. Foi depois nomeado ministro do Planejamento, praticamente destruíndo a economia cubana.

Isso é informação que qualquer pesquisador sério sabe, pois existem muitos dados nos arquivos da ONU sobre a economia cubana nos anos 50/60. Cuba tinha, apesar da ditadura cruel de Batista, um altíssimo índice de alfabetização. 

Como Che incomodava os planos de Fidel foi mandado à África, ao Congo, para revolucionar. Saiu de lá derrotado e humilhado. Há depoimentos de ex-revolucionários que eram militares, na faixa hoje de 75 a 80 anos, que dão conta do absoluto despreparo militar de Guevara.

Para que não ficasse perturbando na ilha, após a derrota africana, foi mandando à selva boliviana com 12 companheiros. Na Bolívia foi abandonado até pelo PC boliviano. Morreu a tiros, como gostava de fazer aos outros. Fidel, que nunca foi bobo, transformou então Che (morto) num herói nacional.

Cuba hoje está demitindo 1,5 milhão de trabalhadores, por incompetência do sistema  econômico socialista.  Agora os Castro esperam que os cubanos virem-se por si mesmos, sejam empresários! Ele que despreza a livre iniciativa.
Não há a menor liberdade, a não ser a de concordar com os donos da fazenda, os irmãos Castro.  

Há centenas de referências sérias de pesquisa sobre Cuba, não de propaganda vagabunda de um sistema falido e cruel imposto ao povo cubano. Basta ler o livro do poeta Armando Valladares (capa ao lado), ou  do jornalista Fontova (ver capa acima).
Quem engole a verdade oficial do governo cubano como verdade, ou sabe disso e repassa, releva que para ele então os fins justificam os meios, ou é um absoluto incauto despreparado.
Pesquisando na Internet localizei um excelente vasto material didático sobre Che Guevara, para crianças.  Basta procurar, por exemplo, por  CHE GUEVARA,  A HISTÓRIA DO GUERRILHEIRO. Vai aparecer muita coisa para reflexão.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O CONGRESSO DA VENEZUELA É A CORDA COM A QUAL CHÁVEZ ENFORCA SEU PRÓPRIO POVO


Chávez leva a Venezuela ao fundo do poço   *
 Agora não há mais o que discutir, a Venezuela é uma ditadura. Chávez tem plenos poderes para governar e alterar leis fundamentais que, em tese, garantiam a normalidade democrática naquele país.

Chávez quer acelerar o que chama de revolução bolivariana, mas,  de fato, não passa de uma ditadura que pensam que é socialista (o que não faria grande diferença), mas é o plano de um coronel maluco populista de terceiro mundo.

Induzido por Fidel Castro e apoiado por Lula e outros esquerdistas (ligados ao Foro de São Paulo), Chávez conseguiu, com base em muita demagogia, e por conta do petróleo, enrolar o povo e dominar o Congresso.  Agora o Congresso, dando-lhe plenos poderes, passa a ser a corda com qual o coronel ditador enforca o próprio povo.

Acelerando as medidas radicais quer escapar da força da bancada oposicionista que cresceu nas últimas eleições. A Venezuela caminha em direção ao caos do desabastecimento e está muito perto de uma guerra civil.

O Brasil, ao lado, está na fila para uma esperiência bolivariana.

*foto Clarin