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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

VARGAS LLOSA E A POLÍTICA DA AMÉRICA LATINA.

Ao discursar agradecendo o Prêmio Nobel de Literatura, o escritor peruano Mario Vargas Llosa elogiou a América Latina por ter se tornado mais democrática. "Pela primeira vez em nossa história temos uma esquerda e uma direita que, como no Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Colômbia, República Dominicana, México e quase toda a América Central, respeitam a legalidade, a liberdade de crítica, as eleições e a renovação no poder", disse.

O escritor criticou, no entanto, a Venezuela e Cuba e chamou de "palhaços" os governos da Bolívia e da Nicarágua. O peruano é o primeiro ganhador latino-americano do Nobel de Literatura desde o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982, e o mexicano Octavio Paz, em 1990.
Ele criticou as nações do Ocidente por falta de dureza na oposição a ditaduras como as da China e de Mianmar e Cuba. "As ditaduras devem ser combatidas sem contemplação, por todos os meios ao nosso alcance, incluindo as sanções econômicas." (extraído da Ag. Estado).
Obra de Vargas Llosa: Os Chefes (1959), A cidade e os cachorros, (1963);  A Casa Verde (1966); Os Filhotes (1967); Conversa na catedral (1969); Pantaleão e as visitadoras (1973); Tia Júlia e o escrevinhador (1977); A Guerra do Fim do Mundo (1981); Historia de Mayta (1984); Quem matou Palomino Molero? (1986); O falador (1987); Elogio da madrasta (1988); Lituma nos Andes (1993); Os cadernos de Dom Rigoberto (1997); A festa do bode (2000); O Paraíso na Outra Esquina (2003); Travessuras da Menina Má (2006); e O Sonho do Celta (2010).
Comento
Vargas Llosa tem motivos para estar contente com alguns avanços democráticos observáveis na A. Latina, mas, como analisa de longe, talvez não esteja bem informado sobre os bastidores políticos da região, ou não queira acreditar em coisas como a atuação coordenadora do Foro de São Paulo (fundado por inspiração de Fidel Castro), cuja trabalho conseguiu colocar a esquerda em diversos governos nos últimos 20 anos.
No caso do Brasil, embora possa ser correto falar em democracia, por enquanto, está absolutamente enganado ao dizer que esquerda e direita  convivem sob o Estado de Direito.
No Brasil não há um só partido de direita, no sentido claro de uma plataforma conservadora (ao estilo americano) ou liberal economicamente falando. Aqui tudo é de esquerda, o discurso político, os partidos, até aquilo que a esquerda chama de direita: o PSDB. Conservador, no Brasil, só o povo. Mas os políticos não querem saber disso, aproveitam-se dessa ignorância e fazem demagogia esquerdista e populista.
Muito diferente dos casos chileno e colombiano, onde os conservadores ganharam as últimas eleições presidenciais. No Chile a esquerda foi duramente derrotada, e na Colômbia, terra das FARC (aquela organização narcoterrorista que mata milhares de jovens no Brasil), a situação, conservadora, fez o sucessor. Houve um alento em Honduras, onde o golpista Manuel Zelaya, manipulado por Hugo Chávez, pretendia permanecer indefinidamente no Poder.         

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