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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A RESPOSTA PÍFIA DE CHICO BUARQUE.

Chico Buarque, que recebeu críticas por haver vencido o Prêmio Jabuti (Literatura), apesar de haver ficado em segundo lugar na categoria romance, disse que uma "maldição" persegue os primeiros lugares em competições artísticas.

Maldição ou não, o fato é que a repercussão negativa pela vitória do compositor (ora romancista) já foi o suficiente para os organizadores do prêmio anunciarem mudanças nos critérios de julgamento e classificação. 
Tem maldição que funciona...
(Ilustrada, FSP)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NÃO EXISTE JORNALISMO DO BEM. PARTE 2

Com o aumento da complexidade das sociedades modernas, o jornalismo abriu novos espaços, como o que se chama de jornalismo de serviços. Um suplemento de turismo de um jornal pode conter matérias interessantes sobre passeios exóticos, junto à Natureza ou em Londres e, nem por isso, transformar-se em simples peça de propaganda. Para isso bastariam os folhetos de promoção publicados pelas agências de turismo.

Quantas coisas podemos querer saber antes de tomarmos um avião para outro pais? Que documentos levar? Quanto custará uma semana lá? É seguro? É adequado para crianças? Os preços são acessíveis ao bolso? As matérias devem trazer dados para que diferentes leitores possam situar-se, do mochileiro universitário ao que quer o sossego de um hotel mais caro ou alugar carros de luxo.

Milhões estão preocupados com a saúde, a alimentação, a beleza, a segurança, os direitos, e muitos outros tópicos que não constavam das pautas dos jornais há 50 anos.
Comer ou não tomates? Quem pode falar sobre isso, de forma segura, não colaborando para espalhar bizarrices de caráter científico?

Dar uns tapas na bunda de uma criança malcriada é necessário ou não? Como responder a isso com uma matéria decente, sem psicologismos e lugares-comuns? Jornalismo não se confunde com programas de auditório (e há ótimos) e nem é parte de um processo plebiscitário, direcionado para onde sopra o vento.

Todo mundo fala de aquecimento global. Há milhões em jogo. Qual a realidade disso?
Fazer jornalismo é ir bem além de entrevistar as figurinhas carimbadas da moda que falarão o que ativistas esperam para iludir os desinformados. É dar voz aos que parecem ir contra a corrente e cruzar os dados.

Sócrates foi contra a corrente. Galileu foi contra a corrente. Hoje temos que concordar que a Terra não é mesmo plana e os oceanos não despencam no abismo. Se o jornalismo ouve esta ou aquela corrente, apenas, dando uma direção ao fluxo de informações, o que está sendo praticado é propaganda, doutrinação, qualquer coisa, menos jornalismo. O jornalismo, gostem ou não, alguns, é uma atividade que tem algo de advogado do diabo.

O que mostra a força do jornalismo e a sua utilidade social é que os grupos políticos, religiosos, ideológicos, econômicos, gostariam de usá-lo como ferramenta, como instrumento de manipulação, para atingir adversários.

Esse é o centro da questão. Se o jornalismo serve para ser usado como estilingue, como arma, poderá ser usado, então, no sentido contrário. Mas, o jornalismo que se reduz a esse jogo restrito, de ouvir este ou aquele, sem interesse na real apuração dos fatos ou do problema investigado , o que incomodará a muita gente, não pode ser chamado de jornalismo.

Isso não significa que seja uma atividade heróica ou quixotesca, apenas busca chegar o mais perto possível da verdade sobre um fato. Seja um fato policial, uma descoberta científica, uma moda, o valor de um romance, o enredo de uma novela e o decorrente fascínio das multidões.
Em todos os campos das atividades humanas o jornalismo encontra lugar, nunca podendo ser confundido com as metas da propaganda, das relações públicas ou da divulgação comercial.
Um bom jornalista começa por ser curioso. Tem muito mais perguntas que respostas. Mas, para fazer perguntas, é preciso observar o meio, perceber contrastes, ter sensibilidade para o que parece errado ou estranho. Saber ouvir, ter persistência na busca de respostas, e diversificar as fontes.

Mas a observação do meio exige critérios, e isso leva à necessidade de informações e leituras. Um jornalista precisa de normas, método e, fundamentalmente, princípios. Precisa crer que alguma coisa pode ser melhor explicada e fazer o melhor para que isso aconteça.
Acreditar que existe sim a verdade, e a realidade. A despeito dos incrédulos e dos céticos.
(Continua)

NÃO EXISTE JORNALISMO DO BEM. Mas jornalismo não é apenas ser do contra. PARTE 1


O jornalismo é uma atividade fascinante e única. Muita gente fala sobre jornalismo, mas poucos entendem, realmente, sua natureza.
Com o surgimento da Internet, e com a possibilidade de pessoas criarem blogs e sites, a confusão sobre jornalismo aumentou mais ainda. Os programas de televisão de entretenimento, com entrevistas, também colaboram com essa indefinição.
Jornalismo é uma atividade relacionada com a coleta e a difusão de informações, mas estas operações, somente, não configuram o jornalismo.
A propaganda também informa. Enciclopédias, filmes, novelas e romances, idem.
Diferentemente do que muitos pensam, o jornalismo não é a atividade do falar mal de alguém ou alguma coisa. Mas não se trata, com certeza, do seu contrário. Não existe essa história de jornalismo do bem.
O jornalismo está ligado a uma certa atitude filosófica, do querer saber como e porquê as coisas acontecem. Se tudo está andando nos trilhos ou se há alguma coisa errada que todos devam saber.
É claro que, durante a apuração de dados para uma matéria, os envolvidos acharão que é algo contra seus próprios interesses. Mas não se trata disso.
Quando alguém quer saber se uma escola custou realmente o que foi informado, ou se a construção ficou dentro dos padrões técnicos corretos, ou se a licitação para a obra foi bem feita, isso interessa a todos.
Afinal, alguém pagou a escola, e não foi o Poder Público, por si mesmo. O pagamento saiu dos impostos que todos pagam. E nunca são poucos.
O jornalismo, entretanto, não está limitado às questões da administração pública ou da política.
(Continua)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

QUE ACONTECE COM NOSSOS ALUNOS? Ou, vou arrebentar a sua cabeça com um taco de beisebol.

 Rapaz não gosta de nota e arrebenta professora a cadeiradas.
 Aluno mata professor a facadas, em faculdade.
 Mãe de criança invade creche e arrebenta professora a socos e chutes.
 Menino coloca fogo em cabelo de professora e classe dá muita risada.


As manchetes foram mais ou menos assim. Trata-se apenas de reproduzir a idéia.
Parecem notícias de um mundo estranho, mas foram coletadas em pouco tempo, aqui mesmo, no Brasil.
Apesar de toda a propaganda oficial sobre os índices de alfabetização e número de vagas em universidades, e do desenvolvimento econômico, alguma coisa muito grave está acontecendo com a Educação no País.
Todos os dias são publicadas notícias de violência em alguma escola, seja creche, primeiro grau, colégio, escola técnica ou faculdade. A violência é democrática. Basta a lembrança do caso absurdo da aluna Geisy Arruda, da Uniban.
Os pais não toleram que seus filhos tenham notas baixas ou sejam reprovados, como se relapsos tivessem que ser aprovados por decreto. 
Alunos preguiçosos e presunçosos, apoiados no ECA, acham-se cheios de direitos, mas nunca ouviram falar em deveres. 
Professores não conseguem mais impor-se pela autoridade da função e praticam a demagogia mais vagabunda.
Autoridades escolares, pedagógicas, legais, entregam-se completamente à visão do politicamente correto, pondo a perder gerações de brasileiros.
Reprovar é perseguição.
Criticar é bullying.
Estudar é bobagem e pesquisar é copiar da Internet, de preferência do Wikipedia.
Contra-argumentar com os pais é ofensa à dignidade do aluno.
Punir é torturar! Porque agora tortura pode ser física, psicológica, espiritual, induzida, etc...

Estou apenas pensando alto.
Alguém concorda? Discorda?  Ou muito pelo contrário?


O QUE OLAVO DE CARVALHO DIZ DE CARLOS VEREZA. Ou, elogio à coragem de ficar só.

Extraído do site do filósofo Olavo de Carvalho.

(trecho de um texto sobre a posição do ator Carlos Vereza diante do governo petista)
Publicado no site com o título  "Liberdade Tardia".
Publicado na edição de 8 de dezembro, integralmente, no Diário do Comércio (SP), com o título:  "O despertar, tarde demais."
   
"O apelo revolucionário de Karl Marx, bem como o de seus sucessores, resume-se na proposta mais cínica que algum celerado já fez a seus irmãos humanos: “Matem e morram por algo que inventei mas que eu mesmo não sei dizer o que é.”
Se perguntamos como foi que promessa tão evanescente logrou seduzir e escravizar tantos milhões de pessoas cultas, a melhor resposta ainda é a do ex-militante Douglas Hyde em seu livro Dedication and Leadership, de 1966: o partido não domina as almas dos militantes pelo que lhes dá, mas pelo que lhes toma.
Quanto mais você lhe oferece dedicação, esforço, dinheiro e até a renúncia à sua dignidade pessoal, mais você se sente devedor, porque deu ao movimento revolucionário sua alma e seu coração, toda a sua substância espiritual, e, ante a mera hipótese de sair dele, se sente só, vazio, desprezível, um cadáver moral. 
Para libertar-se dessa obsessão, é preciso uma espécie de virilidade intelectual que vai se tornando ainda mais rara que a virilidade física.
De longe, aprecio o esforço interior de Carlos Vereza, sabendo que seu despertar veio tarde demais."

Que sirva de motivo de reflexão para todos nós.

NUNCA HOUVE LUTA ARMADA NO BRASIL. Como resistência à ditadura militar

À  medida que o tempo passa, e os anos da ditadura militar ficam mais distantes, o noticiário sobre os acontecimentos da época parecem mais estranhos. Há, por parte da Imprensa, uma grande preguiça de investigar, de ajudar a fazer a História, de informar corretamente as novas gerações.

Já ouvi, de jovens de 18 ou 20 anos de idade, alunos universitários, se, de fato, o que liam sobre o passado de Dilma Rousseff era mesmo verdadeiro. Se algum dia ela foi  guerrilheira e participado da luta armada.

O que dizer? A Justiça militar bloqueou o acesso ao processo contra ela, como se fosse segredo de Estado, e não um processo que envolvesse um caso de subversão. A própria Dilma pouco fala sobre esse passado, como se o silêncio ajudasse a esclarecer alguma coisa.

A imprensa, infiltrada por militantes partidários de esquerda ou jornalistas deslumbrados com a possibilidade de um mundo melhor e mais feliz, não faz matérias procurando entender quem fez o quê, como se os jornais não interessassem mais como fontes de pesquisa aos historiadores e estudantes. Poucos dos antigos militantes guerrilheiros ou terroristas assumem claramente suas ações, apenas contam as partes relativas à torturam que sofreram, ou teriam sofrido, nas mães dos agentes do Estado.

O que resulta objetivo e cristalino são as indenizações, que se avolumam, milionárias, cada vez mais, por conta dos contribuintes, como se boa parte dos envolvidos negociasse suas renças de então. Exceto os torturados por agentes do Estado, que deveriam proteger os prisioneiros, qual a razão de alguém que foi contra a ditadura receber indenizações? Eram convicções de brincadeirinha? 

Livros que tratam do período da ditadura apresentam um viés claramente simpático aos guerrilheiros e terroristas do tempo da luta armada, como se tivessem combatido, de fato, numa luta de resistencia à ditadura militar, e não houvesse, isso sim, uma tentativa de derrubar o governo militar para instituir uma outra ditadura, comunista. 

Para acabar com esse mito basta estudar a história do movimento comunista no Brasil, desde o início do Século XX. Em várias oportunidades, muito antes do golpe militar de 1964, a revolução comunista já havia sido tentada.

Desde o início dos anos 60 a esquerda, estimulada pela aventura de Fidel Castro, em Cuba, pensava em tomar o poder no Brasil, mesmo pela via armada. 
O uso dos votos é, para ela, uma invenção recente.

PS: No tempo oportuno postarei bibliografia a respeito.

EVO MORALES ESTÁ PREOCUPADO COM A HUMANIDADE. Ou, a cocaína boliviana mata cada vez mais brasileiros.

Evo Morales,  um dos grandes humanistas do Foro de São Paulo, está muito preocupado com o futuro da Humanidade. Acusou, em Cancún, o capitalismo de colocar em risco toda a espécie. Enquanto isso segue sendo presidente dos bolivianos e de uma grande entidade de produtores de folhas de coca. Sabe-se, com certeza, que a Bolívia produz muito mais folhas de coca do que os bolivianos podem mascar.

O excedente, que não é pouco - mais adiante apresentarei números - é vendido para produzir cocaína. E sabemos que a cocaína mata cada vez mais gente no mundo (e essa gente pertence à Humanidade), especialmente entre nós, brasileiros.

As drogas vindas da Bolívia, Paraguai e Colômbia, em grande parte com a ajuda direta das FARC, matam um número gigantesco de jovens brasileiros. Que Evo Morales fale sobre isso, e como pretende estancar esse verdadeiro genocídio.