Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EDUCAÇÃO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de março de 2011

"QUANTO MAIS INOCENTES, MAIS MERECEM MORRER". Os movimentos que vivem da incitação à revolta popular sempre usaram das crianças e adolescentes como instrumentos para a dissolução dos costumes.

BAÚ DE TEXTOS

Engenharia da delinqüência 
Olavo de Carvalho

Os movimentos que vivem da incitação à revolta popular sempre usaram das crianças e adolescentes como instrumentos para a dissolução dos costumes, a quebra dos elos de lealdade e confiança, a disseminação do caos e, no fim, a perseguição e assassinato dos indesejáveis.

Desde as “cruzadas das crianças” na Idade Média até a Juventude Hitlerista, a “Revolução Cultural” de Mao Tsé-tung e as rebeliões estudantis dos anos 60, o testemunho da história é constante e uniforme. A diferença principal que, nesse ponto, se observa entre as épocas, é que desde o início do século XX a exploração da rebeldia infanto-juvenil veio deixando de ser um improviso casual para tornar-se uma técnica racional, uma engenharia da “transformação social”, hoje consolidada em atividade profissional subsidiada por grupos políticos e por grandes organismos internacionais.

O empreendimento abrange desde a dissolução dos sentimentos morais e sua substituição pelo Ersatz publicitário mais oportuno até a organização dos grupos juvenis para a ação direta, passando por vários estágios intermediários como a doutrinação nas escolas, a incitação sutil ou ostensiva ao vício e à delinqüência, o cultivo sistemático do ódio a bodes expiatórios, a transfiguração da ignorância juvenil numa fonte mágica de autoridade moral e, last not least, as modificações legais e institucionais necessárias para bloquear qualquer reação possível.

Nas almas dos jovens submetidos a essa coordenação de influências, os efeitos variam: o simples desprezo à família e à moral, a exigência arrogante de espaço irrestrito para o atendimento dos próprios caprichos, a queda na devassidão e no vício, a participação na violência política organizada ou o ingresso na delinqüência explícita são apenas diferentes formas de expressão adotadas por distintas individualidades de acordo com suas inclinações pessoais e as circunstâncias fortuitas. Todas essas modalidades, com seu impacto convergente, são no entanto igualmente necessárias à “transformação social” desejada.

Por isso é que os líderes e incitadores políticos da rebelião são também, inseparavelmente, apóstolos do imoralismo, advogados da liberação das drogas e, sobretudo, protetores da delinqüência, empenhados em criar toda sorte de obstáculos legais e culturais à repressão da criminalidade. A pluralidade dos meios reflete a unidade dos fins.

É inevitável que o sistema de educação pública, uma vez sob o domínio dessa gente, se torne instrumento prioritário de destruição da sociedade e passe a atuar em perfeita sintonia com os demais fatores geradores do caos. Quando esses grupos combatem qualquer proposta repressiva e em troca oferecem a “educação” como remédio supremo para a delinqüência, eles omitem o fato amplamente comprovado de que, por toda parte, a ampliação do sistema educacional não diminuiu em nada a criminalidade entre os jovens, mas antes a inflou até os limites do insuportável, fazendo das escolas mesmas os focos preferenciais da violência, do tráfico de drogas, etc.

Nos EUA, a culpa das escolas na expansão da criminalidade se tornou tão evidente, que suscitou a eclosão do movimento de homeschooling, por iniciativa de pais que se recusavam a submeter seus filhos ao adestramento estatal para o ódio político, o imoralismo prepotente e a maldade. Ano após ano, testes e pesquisas confirmam que as crianças educadas em casa aprendem mais e têm melhor padrão de conduta do que suas coetâneas entregues aos cuidados dos “agentes de transformação social”. Os apóstolos da “cura pela educação” não querem as crianças mais longe do crime, apenas mais ao alcance de um planejamento estratégico perverso e incalculavelmente malicioso, para o qual tanto faz transformá-las em delinqüentes avulsos ou em disciplinados militantes.

Entre a delinqüência e a militância há aliás vários graus de transição e mescla, entre os quais o mais notável é o emprego de meninos de escola como veículos para campanhas de difamação e intimidação nas quais seus guias e mentores não desejem sujar pessoalmente seus veneráveis dedos. Nas tropas de acusadores mirins que se sentem escoradas em pretextos de alta moralidade para o extravasamento vaidoso de ódios postiços realiza-se, então, a síntese perfeita dos dois itens da máxima de Lênin: “Fomentar a corrupção e denunciá-la.”

Quando o efeito conjugado de tantos ataques à sociedade se avoluma até criar um estado de comoção geral consciente, os condutores do processo, prevalecendo-se do fato de que são também os dominadores monopolísticos dos canais de informação e debate, lançam a culpa de tudo na própria “sociedade injusta” e oferecem, para os males que eles mesmos criaram, a panacéia de transformações sociais ainda mais profundas, reivindicando o indispensável acréscimo de poder sem o qual -- lamentam informar -- não será possível realizá-las.

A máquina da destruição alimenta-se de seus próprios dejetos, crescendo até o ponto em que, vitoriosa a nova ordem, a criminalidade avulsa já não seja necessária e a violência infanto-juvenil possa ser absorvida na máquina estatal revolucionária sob a forma de uma “Guarda Vermelha” ou de uma “Organização da Juventude Cubana”.

Por isso, quando parentes de vítimas da criminalidade infanto-juvenil solicitam a atenção de um político, na esperança de que intervenha contra um estado de coisas intolerável, é da maior prudência perguntar antes se o referido não deve sua carreira, precisamente, ao fomento desse estado de coisas. O direito de voto aos 16 anos e a concomitante inimputabilidade penal, por exemplo, não são peças avulsas, que se possam separar à vontade: são engrenagens solidárias de uma complexa e trabalhosa engenharia do caos.

Quem se empenhou em construir essa obra magna não há de querer desmontá-la só porque a isso o convocam, entre lágrimas, umas quantas famílias sofredoras politicamente irrelevantes. Quanto às vítimas inocentes, ele pode dizer em favor delas as duas ou três palavrinhas de praxe, diante das câmeras, mas no fundo seu coração repousa tranqüilo, confiante na máxima de Bertolt Brecht, súmula da moral revolucionária: “Quanto mais inocentes eram, tanto mais mereciam morrer.”

O Globo, 29 de novembro de 2003
http://www.olavodecarvalho.org/semana/031129globo.htm

quarta-feira, 23 de março de 2011

A ABSTINÊNCIA BIBLIOGRÁFICA NO BRASIL TALVEZ EXPLIQUE TIRIRICA NA PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DE CULTURA DA CÂMARA FEDERAL. Ou: se a imprensa popular não cita, então não presta.

BAÚ DE TEXTOS FUNDAMENTAIS

Autores desconhecidos
Olavo de Carvalho


A coisa vai-se tornando moda no Brasil: quando não têm mais nada a alegar contra mim, os engraçadinhos apelam ao mais extravagante dos argumentos suicidas, reclamando que cito "autores desconhecidos e obscuros. Essa ostensiva proclamação de superioridade da ignorância sobre o conhecimento parece muito persuasiva àqueles que a emitem, graças à aprovação que recebem de alguns de seus ouvintes, praticantes, como eles, da mais severa abstinência bibliográfica.

Fatos dessa ordem bastariam para explicar por que o deputado Tiririca é o presidente da Comissão de Cultura da Câmara Federal e por que a instituição universitária supostamente mais qualificada que existe neste país está em 232º. lugar na escala das melhores universidades do mundo, abaixo de suas congêneres da Coréia do Sul, da Tailândia, da Indonésia, de Singapura, da Índia, do México e de Taiwan.

A hipótese de que ante a citação de uma obra desconhecida o leitor devesse tratar de conhecê-la é coisa que jamais passa pela cabeça dos enfezadinhos. Compreendo isso perfeitamente. Uma vez, quando disse aos alunos do curso de Administração Pública da PUC do Paraná que um estudioso sério tinha a obrigação de ler anualmente pelo menos oitenta livros da sua especialidade, fui recebido com protestos inflamados contra tão opressiva e tirânica exigência. Os infelizes voltavam-se uns para os outros, com olhos esbugalhados, e repetiam incrédulos: "Oiteeeeeeeeenta?"

A alegação evidencia também que os referidos não compreendem a citação de autores como indicação de fontes a ser verificadas, mas apenas como argumentum auctoritatis, captação de apoio em figuras de prestígio. Para esse fim, naturalmente, seria preciso citar apenas autores badalados pela mídia popular, nivelando o meu discurso ao da intelligentzia jornalística mediana, com o agravante de que no Brasil a média está muito abaixo do padrão internacional. Mas decerto não é esse o propósito com que faço citações, como qualquer pessoa de alguma cultura deve percebê-lo à primeira vista e como aliás, por caridade para com os mais burrinhos, já tornei até explícito numa nota de "O Jardim das Aflições".

Mas, materialmente, o conteúdo da reclamação não é falso. Leio e cito os autores pelo que dizem, não pelo que os outros dizem deles. Jamais me passou pela cabeça que devesse agir de outra maneira. Foi confiando cegamente na autoridade de seus pares que o "especialista em Brasil" do Council on Foreign Relations, Kenneth Maxwell, acabou jurando que o Foro de São Paulo não existia. Prefiro antes irritar um público de ignorantes presunçosos do que cometer um vexame desse calibre. Afinal, até agora praticamente tudo o que eu disse de mais irritante acabou se confirmando em prazo bem razoável -- e muito do que descobri foi devido ao meu hábito, ou dever cumprido, de prestar atenção tanto aos autores popularmente incensados quanto aos modestos, obscuros ou indevidamente ignorados.

Os "autores desconhecidos" que cito classificam-se nas seguintes categorias:
1) Grandes filósofos, aplaudidos internacionalmente, mas desconhecidos no Brasil e introduzidos no debate público brasileiro por minha própria iniciativa. Tal é o caso de Eric Voegelin, Bernard Lonergan, Xavier Zubiri, Eugen Rosenstock-Huessy, Constantin Noica, Lucien Blaga e muitos outros, sem contar até autores nacionais que o Brasil ignorava, como Mário Ferreira dos Santos. Em vez de me agradecer por lhes revelar esses tesouros, os desgraçados ficam se roendo de despeito como a raposa ante as uvas da fábula ou tratam de sair opinando a respeito com a desenvoltura verbal e cênica de quem conhecesse esses autores desde muitos carnavais -- performance que, admito, requer algum talento, como já expliquei num artigo de 1999 (v. http://www.olavodecarvalho.org/textos/bicho.htm).

2) Pesquisadores universitários respeitados num círculo de especialistas, mas pouco acessíveis ao público em geral, mesmo fora do Brasil. É até curioso que se levante contra eles a pecha de "desconhecidos", porque seus trabalhos pertencem ao tipo mesmo da bibliografia que normalmente aparece em teses universitárias. Acompanhar esses trabalhos é dever estrito de qualquer estudioso profissional. O fato de que sua citação cause espanto mostra que o meio universitário brasileiro perdeu completamente de vista suas mais elementares obrigações -- motivo pelo qual, aliás, as teses produzidas pelas nossas universidades vão cada vez mais desaparecendo da bibliografia internacional.

3) Autores que tiveram ampla audiência em outras épocas, alguns até mesmo no Brasil, mas que foram injustamente esquecidos. É o caso de Émile Boutroux, Felix Ravaisson, M. Stanton Evans, Ivan Illitch, Arthur Koestler e muitos outros. Pessoas que imaginam que o mundo começou na data do seu nascimento não podem mesmo saber do que aí estou falando. Sua estranheza é a do caipira que imagina que no resto do mundo não há nada que não exista na cidadezinha onde passou a infância.

4) Autores de pouco relevo, mas cujo testemunho deve ser trazido à cena para a exata compreensão dos fatos que exponho. Sob esse aspecto, qualquer exigência de fama e prestígio é totalmente descabida, porque esses autores são convocados como testemunhas e exemplos, não como autoridades para apadrinhar minhas opiniões.

É verdade, pois, que cito "autores desconhecidos". Ingenuamente, sempre imaginei que fosse obrigação do intelectual buscar a verdade onde ela estivesse e descobrir, de preferência, algo que seus leitores não sabiam. Vejo agora que, no entender daqueles ranhetas, meu dever seria o de copiar opiniões já fartamente noticiadas e repeti-las com ares de quem dissesse grande novidade.
Vivendo e aprendendo.

Publicado no Diário do Comércio, 17 de março de 2011

http://www.olavodecarvalho.org/semana/110317dc.html

terça-feira, 15 de março de 2011

LIVROS DIDÁTICOS OU MANUAIS DE DOUTRINAÇÃO MARXISTA? Ainda por cima cheios de mentiras históricas

baú de textos 


O QUE ENSINAM ÀS NOSSAS CRIANÇAS


por Ali Kamel *

Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo. O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.

Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”

Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.”

Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”

Sobre Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (...) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (...) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (...) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes ‘politicamente esclerosados’. (...) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: ‘Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo’. As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”

Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.”

Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”

Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA.(...) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”

Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (...) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas... Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe média em desenvolvimento dos países desenvolvidos (...) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (...) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (...) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”

Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas um pesadelo?

Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Senão for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém.


* Ali Kamel é jornalista
  Publicado em O Globo, 18/07/2007, reproduzido no Estadão dio dia 20/07/2007

Comento: 
quem trabalha na área do ensino, especialmente no nível superior, percebe (a não ser que seja adepto de tais cartilhas ideológicas) a situação de miséria em que estão chegando os jovens à Universidade.
Nada sabem sobre o passado do País ou do Mundo, a não ser aquela lenga-lenga marxista, cheia de propaganda e sem qualquer vínculo com a realidade. 
O marxismo injetado consciente ou inconscientemente na crianças e adolescentes os faz crer que o que aprenderam é suficiente para explicar a complexidade do mundo. São doutrinados com as fórmulas de propaganda mais rasteiras e o marxismo mais vagabundo e já não há mais nada a aprender. Afinal, quem em pouca palavras já sabe quem são os certos e os errados, ou como se fabrica a injustiça no mundo não precisa mais estudar, não é mesmo? Basta "transformá-lo"...  

quarta-feira, 2 de março de 2011

QUANTO MAIS INCOMPETENTE, MELHOR. Ou: negando Feuerstein

Em Notinhas da Semana, de 31 de julho de 2004, no Globo, o filósofo Olavo de Carvalho escreveu:

"Numa de suas apostilas, o célebre pedagogo judeu-romeno Reuven Feuerstein assinala as deficiências básicas de inteligência humana responsáveis pelo fracasso nos estudos. Algumas delas são a falta de precisão ao captar os dados, a inabilidade de distinguir entre o essencial e o acessório, a apreensão episódica ou fortuita da realidade, a incompetência para conceber hipóteses, a incapacidade de lidar simultaneamente com várias fontes de informação, e, como resultado, os julgamentos impulsivos, deslocados da situação. Corrigindo esses defeitos, o dr. Feuerstein vem obtendo resultados formidáveis até mesmo com crianças antes consideradas deficientes mentais incuráveis.
O que ele não sabe é que, no Brasil letrado, nenhuma dessas falhas de apreensão e processamento da realidade é considerada uma deficiência. Todas são modos normais e até obrigatórios de atividade intelectual entre as classes falantes. Pode-se observá-las diariamente em artigos de jornal, entrevistas de celebridades, discursos no parlamento, leis e decretos, sentenças judiciais e teses universitárias, sem falar de algumas cartas de leitores."...
NA MOSCA! 
E que atualidade! Basta analisarmos o Congresso e o Executivo nacionais.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

COMO AGE UM PROFESSOR MOLESTADOR INTELECTUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Você pode estar sendo molestado doutrinariamente quando seu professor:
- se desvia freqüentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional;
;- adota ou indica livros, publicações e autores identificados com determinada corrente ideológica;
 impõe a leitura de textos que mostram apenas um dos lados de questões controvertidas;
- exibe aos alunos obras de arte de conteúdo político-ideológico, submetendo-as à discussão em sala de aula, sem fornecer os instrumentos necessários à descompactação da mensagem veiculada e sem dar tempo aos alunos para refletir sobre o seu conteúdo;
- ridiculariza gratuitamente ou desqualifica crenças religiosas ou convicções políticas;
- ridiculariza, desqualifica ou difama personalidades históricas, políticas ou religiosas;
- pressiona os alunos a expressar determinados pontos de vista em seus trabalhos;
- alicia alunos para participar de manifestações, atos públicos, passeatas, etc.;
- permite que a convicção política ou religiosa dos alunos interfira positiva ou negativamente em suas notas;
- encaminha o debate de qualquer assunto controvertido para conclusões que necessariamente favoreçam os pontos de vista de determinada corrente de pensamento;
- não só não esconde, como divulga e faz propaganda de suas preferências e antipatias políticas e ideológicas;
- omite ou minimiza fatos desabonadores da corrente político-ideológida de sua preferência;
- transmite aos alunos a impressão de que o mundo da política se divide entre os “do bem” e os “do mal”;
- não admite a mera possibilidade de que o “outro lado” possa ter alguma razão;
- promove uma atmosfera de intimidação em sala de aula, não permitindo, ou desencorajando a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus;
- não impede que tal atmosfera seja criada pela ação de outros alunos.
Orientações extraídas do site Escolas sem Partido:  http://www.escolasempartido.org/

PODEM ESTAR MOLESTANDO SEU FILHO NA ESCOLA. A pregação ideológica é um tipo grave de molestação.

Leiam este artigo com atenção.
O trabalho de estupradores e molestadores ideológicos está espalhado pelo Brasil.
Acessem o site Escolas sem Partido e tirem suas conclusões.
Não deixem seus filhos nas mãos de quem quer fazer deles um mero instrumento para transformar o mundo. Poderão transformá-lo num idiota, num delinquente, ou, na pior hipótese, num morto.
Mais tarde voltarei ao assunto.
Leiam, também, o que Reinaldo Azevedo tem postado a respeito da campanha pelo preço das passagens em São Paulo, para entender como funciona a manipulação e a molestação dos jovens. 



Política Partidária e Ideologia na Educação
Por Ignez Martins Tollini

Ao olharmos o Brasil e o mundo vemos que existem diferenças entre países, no que diz respeito a intervenções da política partidária e da ideologia na área da educação. Em paises de origem anglo-saxônica, tais como a Inglaterra e os Estados Unidos da América e paises de origem germânica, tais como a Holanda Alemanha e Áustria, tradicionalmente existe uma consciência, e até militância por parte dos alunos, que seja importante deixar a doutrinação político-partidária e ideológica fora da universidade. Professores não fazem proselitismo em sala de aula, se houver é em dose mínima e os alunos reagem. Há que se notar o período de exceção na Alemanha e Áustria, quando tais países estavam sob o terrível domínio de Hiltler. Países asiáticos, como o Japão, a Coréia do Sul e a Índia também adotam o princípio da não intervenção da política do Estado e de sua ideologia na educação. É importante ressaltar a Coréia do Sul por representar um caso de grande sucesso educacional movido pelo esforço de mudança. Suas antigas práticas educacionais foram substituídas por noções alinhadas com idéias democráticas traduzidas em ações de busca de excelência na educação do povo. É também notável o caso da Índia que, apesar de sua enorme população e as diferenças econômicas entre suas castas, vem preparando profissionais, principalmente nas áreas de ciências exatas, de reconhecida competência internacional.

Cabe também considerar a situação da antiga União Soviética. Alguns anos antes da abertura daquela região para o mundo estivemos na cidade de Minsk, local onde nasceu Lênin e se tornou o berço do comunismo na Bielorússia. Tivemos a oportunidade de visitar uma escola de ensino fundamental na qual a professora mostrava aos alunos fotografias da guerra entre aquele país e a Alemanha, antiga inimiga da União Soviética. Retratos de Lênin estavam em todas as salas da escola, inclusive no banheiro. Tudo que ali vimos fortalece a idéia da educação como área propícia para doutrinação político partidária e ideológica. Paises de regimes autoritários, sejam da esquerda ou da direita, sempre confirmaram esta noção. Em universidades de alguns paises europeus de origem latina, tais como a Espanha, Portugal e especialmente a França e a Itália, existe claro ativismo ideológico, principalmente nas suas faculdades voltadas para as ciências sociais. Observamos esta tendência na Itália quando tivemos contatos, em razão de uma pesquisa, com uma universidade de Roma.

Na América Latina, com exceção de Cuba, é notável o número de greves de professores, tanto nas escolas de ensino básico como nas universidades públicas. Nos moldes da antiga União Soviética, Cuba sempre deu grande importância à educação em geral com ênfase nas áreas de saúde e esportes. Como é de se esperar, o pensamento único marxista parece ter contagiado a maioria dos estudantes daquele país. Dizemos “parece” após o que ouvimos de uma jovem brasileira estudante em Cuba. Tal jovem nos contou que os estudantes cubanos de sua faculdade estão fartos do Estado comunista autoritário e esperam com ansiedade a “contra revolução”. Mencionou, também, que a situação da sociedade naquele país está insustentável, pois a repressão continua sendo total.

Finalmente, uma visão mais detalhada do caso educacional do Brasil mostra a necessidade que professores se decidam a discutir, de modo franco e aberto, tanto nas escolas de ensino básico como nas universidades, o significado da presença da política partidária e sua ideologia na educação. A intervenção de política partidária e de ideologia nas instituições educacionais pode trazer graves conseqüências para a formação de cidadãos pensantes livres, pela possibilidade de criar barreiras para que alunos e professores exponham seus próprios pensamentos ou para que debatam suas idéias com colegas. Por sua vez, isto pode levar à instalação do pensamento único, algo que contradiz o próprio significado de escola e de universidade. Se tal acontece, a democracia, como um bem da nação brasileira, passa a ser seriamente prejudicada pela própria educação pública que deveria exaltá-la.

Ignez Martins Tollini, Mestre em Educação Brasileira, Universidade de Brasília, Master of Sciences in Education, Purdue University, Estados Unidos da América, Ph.D in Education University of London, Inglaterra.

Extraído do site:  Escolas sem Partido:  http://www.escolasempartido.org/

sábado, 19 de fevereiro de 2011

COCAÍNA, AK47 E LUCROS. Em Santos, professor de matemática usa a pedagogia dos oprimidos para conscientizar os alunos.

Prova de matemática, a contabilidade do crime
O jornal A Tribuna, de Santos, publicou matéria, na última sexta-feira, que ganhou repercussão nacional. Uma triste repercussão, em todo caso, uma vez que foi sobre um professor que ensina matemática usando exemplos tirados da prática criminosa. O sujeito faz isso há vários anos, e nunca algum diretor, colega ou pai estranhou. 

O professor trabalha na escola João Octávio dos Santos, no Morro de São Bento, mas, devido à indignação da mãe de uma aluna de 14 anos, o caso foi parar na polícia, onde foi registrado um boletim de ocorrência. A Secretaria Estadual de Educação afastou o professor e o caso será investigado. Ele poderá ser indiciado por apologia ao crime.

A questão: “Zaroio tem um fuzil AK-47 com um carregador de 80 balas. Em cada rajada ele gasta 13 balas. Quantas rajadas ele poderá disparar?”

Segundo pais e alunos, o professor fez uma avaliação no primeiro dia de aula (dia 14) para saber como estava o conhecimento de matemática dos estudantes.
As outras questões eram sobre consumo de crack, venda de cocaína, e dinheiro de um assassinato encomendado.

Os alunos informaram à Imprensa que gostam das aulas do professor, que já foi até vice-diretor da escola.

Comento:

Fica evidente que o tal mestre foi, ele mesmo, perturbado, em sua formação, pela pedagogia de Paulo Freire. O famoso pedagogo ídolo da esquerda recomendava alfabetizar utilizando aspectos da realidade circundante ao aluno. Com isso, a médio e longo prazo, a meta seria criar pessoas, "críticas e conscientes, para um mundo igualitário, solidário, justo, feliz e sem capitalismo." Já escutaram esses chavões surrados em alguma universidade ou escola?

Milhões de crianças têm sido molestadas por tais mestres e tal filosofia, Brasil afora.

O Morro de São Bento, segundo me informaram amigos santistas, é um bairro formado a partir de um núcleo de famílias portuguesas, há mais de 70 anos. Hoje os morros de Santos têm muitos bairros, e uma população de cerca de 40 mil habitantes.

De modo geral a vida é tranquila. Há a presença de marginais - como em qualquer bairro - e alguns traficantes armados, mas em absolutamente nada a situação se parece, por exemplo, com o Rio de Janeiro.

Isto colocado, fico pensando como é possível um sujeito que propõe uma questão daquele tipo a uma criança, ache que, desse modo esteja educando alguém. As próprias mães se espantaram porque, segundo os enunciados, as atividades criminosas nunca tinham prejuízo!!!

Em suma, o crime compensa!

Longe vão os tempos em que professoras como as que tive, em escolas públicas, nos 50 e 60, contavam, nos últimos quinze minutos de aula trechos de livros como os de Monteiro Lobato, os irmãos Grimm, Mark Twain. Por partes, como nos seriados de TV. E todos os dias.

As crianças prestavam a maior atenção às aulas para poderem saber, depois, o que aconteceria a Narizinho, Tia Benta, Tom Sawyer, Huck ou Chapéuzinho Vermelho.

Nada como tais histórias e autores para estimularem a imaginação dos alunos e ensinarem que há, sim, o Bem e o Mal. E que nada se obtém sem luta e sacrifício.

Talvez um professor como esse, que trata seus alunos com exemplos com cocaína e AK47 seja, até, vamos lá, um bem intencionado mal formado. Mas deveria estar longe das crianças, esse é o fato.








terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ESTA É A VERDADEIRA UNICAMP

(Extraído do blog Coturno Noturno, o primeiro a tratar do absurdo doutoramento de Aloizio Mercadante)

Unicamp, que doutorou Mercadante, ocupa um sofrível 248o. lugar no ranking mundial da qualidade.

O que uma coisa tem a ver com a outra? Muito. Uma universidade de um país que dá um doutorado em cima da perna para um político sem que ele tenha cumprido, na sua tese, os mínimos requisitos exigidos de uma pesquisa científica, só porque ele foi escolhido Ministro da Ciência e Tecnologia, não pode ocupar outro lugar que não seja este. Mostra um país corrupto até mesmo na produção de conhecimento. Mostra uma  academia apodrecida e venal, mais preocupada em sugar recursos públicos do que produzir resultados. E não foi por falta de dinheiro que a Unicamp não obteve uma colocação melhor no Times Higher Education, o THE da Times: recebeu R$ 248 milhões apenas para fazer pesquisa, contra R$ 300 milhões de Stanforfd, nos Estados Unidos, que ficou em sétimo lugar no conceituado ranking. 


http://coturnonoturno.blogspot.com

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

QUE ACONTECE COM NOSSOS ALUNOS? Ou, vou arrebentar a sua cabeça com um taco de beisebol.

 Rapaz não gosta de nota e arrebenta professora a cadeiradas.
 Aluno mata professor a facadas, em faculdade.
 Mãe de criança invade creche e arrebenta professora a socos e chutes.
 Menino coloca fogo em cabelo de professora e classe dá muita risada.


As manchetes foram mais ou menos assim. Trata-se apenas de reproduzir a idéia.
Parecem notícias de um mundo estranho, mas foram coletadas em pouco tempo, aqui mesmo, no Brasil.
Apesar de toda a propaganda oficial sobre os índices de alfabetização e número de vagas em universidades, e do desenvolvimento econômico, alguma coisa muito grave está acontecendo com a Educação no País.
Todos os dias são publicadas notícias de violência em alguma escola, seja creche, primeiro grau, colégio, escola técnica ou faculdade. A violência é democrática. Basta a lembrança do caso absurdo da aluna Geisy Arruda, da Uniban.
Os pais não toleram que seus filhos tenham notas baixas ou sejam reprovados, como se relapsos tivessem que ser aprovados por decreto. 
Alunos preguiçosos e presunçosos, apoiados no ECA, acham-se cheios de direitos, mas nunca ouviram falar em deveres. 
Professores não conseguem mais impor-se pela autoridade da função e praticam a demagogia mais vagabunda.
Autoridades escolares, pedagógicas, legais, entregam-se completamente à visão do politicamente correto, pondo a perder gerações de brasileiros.
Reprovar é perseguição.
Criticar é bullying.
Estudar é bobagem e pesquisar é copiar da Internet, de preferência do Wikipedia.
Contra-argumentar com os pais é ofensa à dignidade do aluno.
Punir é torturar! Porque agora tortura pode ser física, psicológica, espiritual, induzida, etc...

Estou apenas pensando alto.
Alguém concorda? Discorda?  Ou muito pelo contrário?


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OS MONSTROS DA AVENIDA PAULISTA

A cada dia torna-se mais desagradável ou doloroso ler o noticiário.
Um bando de vândalos ataca, sem o mínimo fundamento, passantes que caminham pela calçada, em plena Avenida Paulista, em São Paulo. Usam como armas lâmpadas fluorescentes. Vândalos de classe média, respaldados pelos próprios pais.

Os idiotas paternos não conseguem ver mais que uma briga de crianças na rua. São aqueles que jamais disseram não aos filhos, pensando estar tratando verdadeiros marginais com um mínimo de dignidade. Como se um não, um castigo ou umas palmadas na bunda pudessem traumatizar alguém. 

Na Bahia uma menina de 13 anos e outra de 16 foram decapitadas simplesmente porque seus pais não puderam pagar o resgate pretendido. Uma delas filha de um simples policial militar. Os bandidos queriam 50 mil reais e duas armas. Não sendo atendidos, a solução final: morte por decapitação. Simples como se fosse uma pena sendo cumprida em algum país islâmico.

O que vemos é um desprezo crescente pelo outro, pela vida alheia, justamente quando mais se fazem discursos sobre cidadania e direitos.

O excesso de proteção e a leitura errada do que seja uma punição para alguém que agiu errado está criando um mundo de pequenos monstros.