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segunda-feira, 14 de março de 2011

A PREPARAÇÃO PARA A LUTA ARMADA PARA A TOMADA DO PODER NO BRASIL, PELA ESQUERDA, COMEÇOU MUITO ANTES DE 1964 OU 1968 (ANO DO AI-5)

A cúpula do PC do B levou um grupo de jovens imbuídos de um ideal - perverso, mas ideal - para uma aventura suicida na selva amazônica.


A tese, ouvi de um amigo - o Gen Luiz Cesário da Silveira Filho - e a julguei muito pertinente. Por que imputar a culpa aos agentes do estado que combateram a guerrilha do Araguaia pela morte de alguns de seus integrantes, como querem alguns extremistas? Afinal, o que estavam fazendo era defender a ordem contra um bando de foras da lei, sem nenhum senso ético a nortear suas ações, que queriam, unicamente, implantar no Brasil um regime ditatorial de esquerda. As tropas estavam, em última análise, cumprindo com seus deveres. A verdadeira culpa deveria ser atribuída a João Amazonas e seus sequazes, responsáveis pela malfadada aventura.
Vejamos como tudo começou. Em 1960 houve um racha entre os comunistas brasileiros. Enquanto o PCB se propunha a seguir a orientação emanada do XX Congresso do PCUS (Partido Comunista da União Soviética), de 1956, que passou a propugnar pela via pacífica para a tomada do poder, Maurício Grabois e João Amazonas, entre outros, insistiam em priorizar a luta armada. Foram expulsos do PCB e fundaram o PC do B, com o intuito de seguir a orientação de Mao Tse-tung, maior ideólogo da revolução chinesa, que apregoava: "não é possível transformar o mundo a não ser com o fuzil".

Em 1962, dois anos antes portanto do movimento de 1964, o PC do B passou à defesa aberta do uso da violência revolucionária para a imposição de um governo popular. Apoiando-se no exemplo da China, iniciou a organização de um movimento guerrilheiro que seria: "a forma principal de luta na fase inicial da guerra popular, através da qual é que se poderá iniciar a ação armada contra os inimigos da Nação e começar a estruturar as Forças Armadas Populares".

Isso resolvido, faltava a preparação de quadros para viabilizar a luta armada. Decidiu-se, então, enviar à China, em 1964, ainda no governo de João Goulart, o primeiro grupo de militantes para ser treinado na Academia Militar de Pequim. Tais circunstâncias jogam completamente por terra a justificativa, hoje usada, de que a luta no Araguaia foi criada para combater a "ditadura militar", ao constatar-se que a decisão sobre o implante da guerrilha, bem como seus preparativos, antecederam o episódio de 31 de março de 1964.

A partir de 1966, o PC do B começou a infiltrar seus combatentes na área inicialmente escolhida, situada ao norte do estado de Tocantins, na região conhecida como "bico do papagaio". O território, que passaram a designar como Araguaia, prestava-se aos desígnios de seus articuladores. Coberto por exuberante floresta, era escassamente povoado por gente em completo abandono. Pretendia o PC do B, de princípio, conseguir o apoio dessa população carente, através de um trabalho de massas e de alguma assistência social.

Os primeiros ativistas a chegar foram da cúpula do partido, juntamente com quadros dotados de preparo militar, obtido em cursos na China. Lá arribaram estrelas como João Amazonas, Maurício Grabois, Elza Monerat, Ângelo Arroyo, Osvaldo Orlando da Costa, Nélson Piauhy Dourado e Líbero Giancarlo Castiglia, entre outros. Quase todos morreram na contenda, conseguindo escapar João Amazonas, Elza Monerat e Ângelo Arroyo. Esses fugiram da área quando sentiram que suas integridades estavam em perigo. E deixaram para trás seus partidários, que haviam induzido àquela aventura. 

Após algum sucesso nas fases iniciais do conflito, os guerrilheiros foram surpreendidos pela renovada forma de atuar das forças legais que passaram a empregar pessoal altamente preparado para o combate na selva e para o enfrentamento à guerra de guerrilha.

Essas tropas, com determinação e coragem, foram isolando e acuando as diferentes células guerrilheiras. A dificuldade imposta pelo meio hostil, a ação firme dos militares e a absoluta falta de apoio da cúpula do partido a que se viram relegados, levaram os guerrilheiros a sofrerem baixas consideráveis, até ficar claro que a única alternativa era encerrar o movimento.

Na história militar não há registro de guerra em que não tenham sido cometidos excessos, de parte a parte. Nessa não foi diferente. Os guerrilheiros, inclusive, que hoje posam de vítimas, cometeram grande número de atrocidades. Transcrevo, a título de exemplo, três casos que recolhi no site do Grupo 
Terrorismo Nunca Mais:
 
1- Odilio Cruz Rosa, Cabo de Exército. Morto na região do Araguaia, quando uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa "Oswaldão", na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento. Julgando que o Cabo Rosa estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se para Xambioá, à procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um mateiro, que o Cabo Rosa tinha sido morto e que "Oswaldão" dissera aos habitantes da região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo. Foi formada uma patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do Cabo Rosa, A patrulha cumpriu sua missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros comandados por "Oswaldão". 
2- Francisco Valdir de Paula, Soldado do Exército - Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.
3- Pelo pretexto de não dispor de uma estrutura administrativa que lhes permitisse isolar desertores, elementos não-colaboradores ou militares eventualmente caídos prisioneiros ou feridos, as FOGUERA (Forças Guerrilheiras do Araguaia) constituíam os "Tribunais Revolucionários" para "julgar" e "justiçar" indesejáveis. A esse poder supremo são creditadas as mortes de Rosalino Cruz Souza, militante desertor, e dos moradores locais Osmar, Pedro "Mineiro" e João "Mateiro". A eliminação fria de inimigos foi tacitamente admitida no chamado Relatório de Ângelo Arroyo (Editora Anita Garibaldi - 1996), de autoria de um dos dirigentes da Comissão Militar, que assinalava como erro de "certa importância" para a derrota no Araguaia: "Não se ter justiçado determinados inimigos. É o caso dos bate-paus como Pernambuco, Antônio e o irmão, e talvez os elementos que haviam chegado de fora, suspeitos de pertencerem ao Exército". 
 
Em resumo, a cúpula do PC do B levou um grupo de jovens imbuídos de um ideal - perverso, mas ideal - para uma aventura suicida na selva amazônica. Quando a situação começou a apertar, desertaram da área, deixando ao absoluto desamparo seus companheiros de luta.

As forças legais combateram duramente no ambiente difícil da selva, não fazendo mais do que cumprir missão recebida. Cuidaram de suas baixas, como sempre aconteceu com as Forças Armadas brasileiras. Por outro lado, os guerrilheiros não se interessaram, não quiseram ou não priorizaram o sepultamento dos militantes mortos. Cabe, então, repetir a pergunta do título. De quem é a culpa pelas mortes ou desaparecimentos do Araguaia? 

O autor é general do Exército.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/11916-mortos-no-araguaia-de-quem-e-a-culpa.html
COMENTO:
A brutal desinformação que há sobre a verdade histórica no Brasil, e no Mundo, decorre de uma ação sistemática de ocultação de como os fatos realmente aconteceram. Isso já tem sido exaustivamente trabalhado pelo filósofo e professor Olavo de Carvalho e jornalistas como Reinaldo Azevedo. Há muitas outras pessoas, mas agora não é hora de uma lista.
O livro "Camaradas", do jornalista William Waack, com dados dos arquivos de Moscou, mostra bem como a luta pela tomada do Poder no Brasil pela esquerda comunista é antiga e constante, estimulada, primeiro, pela Revolução Russa, depois pela cubana.
Já no início dos anos 60 Francisco Julião, líder de um movimento camponês no Nordeste, tentou a ajuda cubana. Fidel enviou armas para as Ligas Camponesas. Sobre isso a doutora em História pela Universidade Fluminense Denise Rollemberg escreveu no livro "O Apoio de Cuba à Luta Armada no Brasil" (Mauad, 2001).
Desde o início o golpe militar de 1964 dividiu a população, uns o apoiaram devido à baderna institucionalizada por João Goulart, outros porque temiam a ação dos comunistas, que era bastante notória. Outros, democratas variados, ficaram contra, por serem contra os autoritarismos, e iniciaram a resistência democrática. E foi isso que contribuiu mesmo para o fim da ditadura.
Nesse clima, como havia a vontade histórica de tomada do Poder, os comunistas incrementaram a guerra de guerrilhas (estimulados pela literatura maoista e pela Guerra do Vietnã), o que acabou levando ao AI-5. A  luta armada não foi uma resposta ao AI-5, foi uma de suas causas principais.
Essa verdadeira história do nosso passado é que se oculta atualmente dos jovens que imaginam uns guerrilheiros românticos em busca da Liberdade, como provavelmente será indicado na novela do SBT, ou como se aborda a história de Che Guevara em textos para crianças, conforme relatado no blog Coturno Noturno ou no site Escola sem Partido.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

NOVELA DO SBT VAI VENDER A LUTA ARMADA COMO RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR?

 
(http://homemculto.wordpress.com)

Deve ir ao ar, em breve, a novela de R$35 milhões do SBT chamada "Amor e Revolução".
Tudo acontecerá nos anos 60 e 70, contando com cenas feitas em Cuba, na Bolívia e no Congo.
Escrita por Tiago Santiago e dirigida por Reynaldo Boury, a história será centrada em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Ao final de alguns capítulos darão depoimentos alguns dos personagens que participaram do cenário político na época, como José Dirceu, Waldir Pires e, talvez, até a presidente Dilma Roussef (entrevista ainda não confirmada).

Resta saber se o roteiro contará a história da luta contra a revolução da ótica dos democratas que enfrentaram a ditadura durante anos sem pegar em armas, ou será contada do ponto de vista daqueles que participaram da luta armada para derrubar a ditadura militar, mas cujo objetivo real era implantar um regime comunista como o cubano aqui no Brasil. 

Consta que os atores fizeram até treinamento militar para realizar com verossimilhança as cenas de luta. resta saber se os autores estudaram história ou vão servir de assessores para uma visão parcial em que meros terroristas querem, ainda hoje, se passar por democratas.
Pessoalmente, apenas pela passagem pela Bolívia e pelo Congo, além de Cuba, imagino que a referência aos nossos revolucionários armados será a tomada do poder de Cuba por Fidel e Che, a referência à Bolívia deverá ser sobre a tentativa de Che de implantar a revolução na A. do Sul, a partir da selva boliviana. 

Esses fatos teriam, então, estimulado nossos heróico guerrilheiros. Mentira. Uma vez que há muitos documentos, e livros publicados no Brasil, que mostram que a preparação para a luta armada para a tomada do poder já havia sido iniciada antes de 1961. 

Aos interessados basta uma boa pesquisa sobre as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, que chegaram a receber armas de Cuba muito antes do golpe militar de 64.  Ou o livro "Camaradas", do jornalista W. Waack.

Quanto ao Congo, tento imaginar o enredo, uma vez que ali o comandante Che foi derrotado diversas vezes, militarmente e chamado de volta a Havana por Fidel que, após um período de molho, o mandou para morrer na Bolívia, pois criava muitas confusões em Cuba.

Mas esta é outra história, nem sempre contada pelos que lutaram a luta armada no Brasil para implantar uma ditadura comunista por aqui.

Fico pensando se os autores também tomarão depoimentos de sobreviventes dos atentados terroristas e de seus familiares, de fato, os grandes esquecidos nessa história toda, que nem indenizações milionárias recebem.

Ouvirão os familiares de Mário Kozel Filho, 18 anos, morto pela explosão de 50 quilos de dinamite preparada pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) em 26/06/1968?
















sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

NUNCA HOUVE LUTA ARMADA NO BRASIL. Como resistência à ditadura militar

À  medida que o tempo passa, e os anos da ditadura militar ficam mais distantes, o noticiário sobre os acontecimentos da época parecem mais estranhos. Há, por parte da Imprensa, uma grande preguiça de investigar, de ajudar a fazer a História, de informar corretamente as novas gerações.

Já ouvi, de jovens de 18 ou 20 anos de idade, alunos universitários, se, de fato, o que liam sobre o passado de Dilma Rousseff era mesmo verdadeiro. Se algum dia ela foi  guerrilheira e participado da luta armada.

O que dizer? A Justiça militar bloqueou o acesso ao processo contra ela, como se fosse segredo de Estado, e não um processo que envolvesse um caso de subversão. A própria Dilma pouco fala sobre esse passado, como se o silêncio ajudasse a esclarecer alguma coisa.

A imprensa, infiltrada por militantes partidários de esquerda ou jornalistas deslumbrados com a possibilidade de um mundo melhor e mais feliz, não faz matérias procurando entender quem fez o quê, como se os jornais não interessassem mais como fontes de pesquisa aos historiadores e estudantes. Poucos dos antigos militantes guerrilheiros ou terroristas assumem claramente suas ações, apenas contam as partes relativas à torturam que sofreram, ou teriam sofrido, nas mães dos agentes do Estado.

O que resulta objetivo e cristalino são as indenizações, que se avolumam, milionárias, cada vez mais, por conta dos contribuintes, como se boa parte dos envolvidos negociasse suas renças de então. Exceto os torturados por agentes do Estado, que deveriam proteger os prisioneiros, qual a razão de alguém que foi contra a ditadura receber indenizações? Eram convicções de brincadeirinha? 

Livros que tratam do período da ditadura apresentam um viés claramente simpático aos guerrilheiros e terroristas do tempo da luta armada, como se tivessem combatido, de fato, numa luta de resistencia à ditadura militar, e não houvesse, isso sim, uma tentativa de derrubar o governo militar para instituir uma outra ditadura, comunista. 

Para acabar com esse mito basta estudar a história do movimento comunista no Brasil, desde o início do Século XX. Em várias oportunidades, muito antes do golpe militar de 1964, a revolução comunista já havia sido tentada.

Desde o início dos anos 60 a esquerda, estimulada pela aventura de Fidel Castro, em Cuba, pensava em tomar o poder no Brasil, mesmo pela via armada. 
O uso dos votos é, para ela, uma invenção recente.

PS: No tempo oportuno postarei bibliografia a respeito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MÃOS SUJAS DE SANGUE.

Frase do advogado Mário de Passos Simas, que defendeu presos políticos (no tempo da ditadura militar): “Ninguém pode dizer que trabalhou na Oban e não participou de tortura”. (extraído do Jornal A Tribuna de Santos, edição de 8 de novembro de 2010)

Valeria, no sentido inverso, propor:  “ninguém pode dizer que fez parte dos grupos armados (que praticaram o terror) e que não teve responsabilidade pelas conseqüências dos atentados” ?

Enquanto questões dessa natureza não forem examinadas e respondidas com traquilidade, com a intenção de saber a verdade e com o espírito desarmado, como entender o passado?
Qualquer outra alternativa é mistificação e um desserviço aos jovens e ao futuro do Pais.

Centenas de pessoas passaram pela prisões, e muitos foram torturados, mortos e despareceram. E isso não deveria fazer parte do jogo político. Isso deverá, sempre, ser considerado abominável.

Muitos advogados lutaram, valentemente, pelos seus clientes, mesmo com o risco de prisão e perseguições. Centenas de cidadãos comuns foram solidários com perseguidos políticos, assim como membros do clero, dando-lhes abrigo.

Mas, a bem da verdade, os que se envolveram na luta armada contra o regime não o faziam, apenas por espírito democrático.

Lutavam por um outro mundo possível, como diziam os revolucionários de esquerda, e muitos o dizem até hoje.

E quando faziam seus atentados a bomba, quando matavam militares, policiais ou civis inocentes, quando assaltavam e seqüestravam pessoas isso ia muito além de combater a ditadura militar, pois seus alvos nunca foram apenas alvos militares. Por que tanto silêncio sobre isso?

Sabem disso centenas de famílias brasileiras, além daquelas a que pertenceram ou pertencem os torturados e mortos pelos representantes do regime militar.

E sabem disso, também, todos os milhares que lutaram pela democracia sem haver sujado as mãos com o sangue de seus irmãos brasileiros.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MEMÓRIA LONGA. MARCAS NO CORPO.

Neste país ainda há muita memória viva dos tempos da ditadura militar e do terrorismo.
Muitas famílias dos mortos e feridos pelos atentados terroristas.
Muita gente sofreu em decorrência da ação dos terroristas que queriam derrubar a ditadura, apenas para implantar outra ditadura, comunista.









A Lei da Anistia zerou tudo, mas os fatos aconteceram, essa é a verdade. E o sofrimento foi generalizado.
 
O deputado Fernando Gabeira foi honesto ao dizer, há algumas semanas, que ele e seus amigos queriam é derrubar a ditadura para implantar um regime comunista no Brasil. 
E ainda disse que seria correto se a senhora Dilma Rousseff falasse claramente sobre isso com o povo. Saberíamos entender.
Um país decente não pode esquecer o passado, nem deixar que um bando de mentirosos o reescreva. Tenho amigos que foram mutilados por terroristas e isso nunca será esquecido.
Se o Bruno matou pessoalmente a Eliza Samúdio? Não sei, mas está na linha de comando, segundo a polícia, não está?
Muitos pais e mães nunca puderam ser avós, como a senhora Dilma, porque seus filhos foram mortos em atentados, sem nem tentar defender-se.
Não sei nada sobre se ela pessoalmente matou, mas foi ligada aos grupos mais violentos, e isso é História, mas como ela mesma já disse, em muitas entrevistas, apenas trabalhou em bastidores, planejou, administrou ações.
O Brasil deveria honrar todas as vítimas daquele tempo e acrescentar um memorial para as vítimas do terrorismo também. Muitos pais e mães estão vivos e poderiam falar a respeito. A história de quase todos os perseguidos já sabemos. As suas vítimas nunca são suficientemente lembradas.O que não dá é fingir que nada aconteceu. 
Essa é a verdade. Existem estatutos de vários movimentos e cópias do Manual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella  para provar isso tudo. E muitos depoimentos oficiais. Especialmente para justificar as pensões e indenizações oferecidas pelo Estado aos que foram torturados ou perseguidos pela ditadura militar. Embora possamos justificar a indenização a um torturado que estava sob a guarda do Estado, muitos casos de indenizações parecem ao homem comum um absurdo. 
Isso aconteceu na União Soviética e o nome de Jango era Kerenski.
Todos os terroristas da época detestavam a democracia, chamada por eles, com nojo, de burguesa. 
Todos eram marxistas revolucionários e queriam implantar a ditadura no Brasil, desde muito antes de Jango ser derrubado.
Jango era alimentado pelos comunas que queriam criar a zona geral e dar o golpe.
Os militares chegaram primeiro.