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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA EM PORTO ALEGRE

Algo me diz, pelo noticiário, que Porto Alegre está a caminho de ser um dos grandes centros da violência no Brasil. Vamos ver como reagirá o futuro governador, Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, a essa realidade nada agradável. Começará colocando a culpa na ex-governadora?
  
A localização próxima do Paraguai favorece a entrada de armas de grosso calibre e militares e drogas, muitas drogas, provenientes da Bolívia, da Colômbia e, especialmente, do Paraguai.

Hoje a Brigada Militar divulga a apreensão, em uma residência na Vila Graciliano Ramos, na Glória, de: " uma metralhadora, seis armas de altos calibres, dois fuzis, dois quilos de crack, um quilo de maconha, nove rádios comunicadores, e quatro balanças de precisão." 

Também foram encontradas facas, revistas sobre montagem de armas e um colete a prova de bala, e equipamentos da polícia. (Zero Hora).

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS PARA CHIMPANZÉ. Ou, para ativistas, primatas têm mesmos direitos que humanos.


Pelo critério do DNA, humanos também podem pleitear ser chimpanzés *
O chimpanzé Jimmy, por enquanto, não poderá conhecer Sorocaba. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus pedido por  entidades protetoras de animais em favor do animal, ora no Zoológico de Niterói. Era pedida a transferência para um santuário de primatas em Sorocaba (SP). A alegação para o pedido de habeas corpus é que, como primatas, os chimpanzés têm os mesmos direitos dos seres humanos. Assim, o macaco não poderia viver enjaulado.
Entre os que pediam a liberdade do chimpanzé está o Grupo de Apoio aos Primatas (GAP), organização internacional que mantém o santuário. O presidente do GAP, Pedro Alejandro Ynterian, disse que o grupo vai recorrer, mas já esperava que o assunto ficasse para ser decidido em Brasília. "Sabíamos que era uma decisão difícil, que seria definida no Supremo (Tribunal Federal). Nem todos estão preparados para avaliar uma causa como esta."
Em 2007, o Superior Tribunal de Justiça discutiu se macacos também têm direito a habeas corpus por possuirem 99% de identidade genética com os humanos. A ação envolve os chimpanzés Lili e Megh. Rubens Forte, dono e depositário fiel dos animais, recorreu ao STJ contra decisão do Tribunal Regional da 3.ª Região (SP e MS), que mandou tirar os animais do cativeiro para voltarem à natureza. Decidiu-se que a Constituição só permite esse benefício a humanos. Houve recurso e não há decisão final.
O desembargador responsável pelo caso atual, José Muiños Piñeiro Filho, cita o dicionário Aurélio, primatologistas e a Constituição para analisar se os direitos constitucionais dos humanos podem ser extensivos aos primatas. Ele não chega a conclusões definitivas, mas negou a transferência porque não estaria claro se Jimmy está sofrendo.
O chimpanzé tem 26 anos e até os 3 viveu em circo. Hoje está numa jaula de 120 m². A responsável pelo local, Giselda Candiotto, afirma que Jimmy não está estressado. "O tratamento que damos é altamente humanizado." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)
COMENTO
Os animais precisam ser cuidados e protegidos; mas, pleitear que os chimpanzés sejam humanos devido ao fato de que temos 99% em comum em termos de DNA beira o ridículo. O que nos faz humanos e aos chimpanzés grandes macacos não é esse total, é exatamente o 1% que falta. Essa pequena carga genética é que faz toda a diferença.  Caso contrário, alguns humanos bem que poderiam pleitear, na Justiça, o direito de ser chimpanzé. Não é tudo igual? Se fosse possível, creio que alguns até tentariam... 
Se fossem considerados humanos teriam que ser tutelados, por insuficiência de capacidade de julgamento e razão. Se os ativistas querem o habeas corpus para tirá-lo de uma jaula de 120m2 por que não deixá-lo passeando por Sorocaba, solto, já que seria humano? Fazendo como fazem com menores de idade que podem perambular à solta, expostos a todos os riscos das drogas e da prostituição, nas grande cidades, apesar do ECA?
Uma vez na fazenda, ele poderá sair de lá a hora que quiser, usando a liberdade de ir e vir? Santa paciência! 
IMAGE: funny-comedy-pics-blogspot

VARGAS LLOSA E A POLÍTICA DA AMÉRICA LATINA.

Ao discursar agradecendo o Prêmio Nobel de Literatura, o escritor peruano Mario Vargas Llosa elogiou a América Latina por ter se tornado mais democrática. "Pela primeira vez em nossa história temos uma esquerda e uma direita que, como no Brasil, Chile, Uruguai, Peru, Colômbia, República Dominicana, México e quase toda a América Central, respeitam a legalidade, a liberdade de crítica, as eleições e a renovação no poder", disse.

O escritor criticou, no entanto, a Venezuela e Cuba e chamou de "palhaços" os governos da Bolívia e da Nicarágua. O peruano é o primeiro ganhador latino-americano do Nobel de Literatura desde o colombiano Gabriel García Márquez, em 1982, e o mexicano Octavio Paz, em 1990.
Ele criticou as nações do Ocidente por falta de dureza na oposição a ditaduras como as da China e de Mianmar e Cuba. "As ditaduras devem ser combatidas sem contemplação, por todos os meios ao nosso alcance, incluindo as sanções econômicas." (extraído da Ag. Estado).
Obra de Vargas Llosa: Os Chefes (1959), A cidade e os cachorros, (1963);  A Casa Verde (1966); Os Filhotes (1967); Conversa na catedral (1969); Pantaleão e as visitadoras (1973); Tia Júlia e o escrevinhador (1977); A Guerra do Fim do Mundo (1981); Historia de Mayta (1984); Quem matou Palomino Molero? (1986); O falador (1987); Elogio da madrasta (1988); Lituma nos Andes (1993); Os cadernos de Dom Rigoberto (1997); A festa do bode (2000); O Paraíso na Outra Esquina (2003); Travessuras da Menina Má (2006); e O Sonho do Celta (2010).
Comento
Vargas Llosa tem motivos para estar contente com alguns avanços democráticos observáveis na A. Latina, mas, como analisa de longe, talvez não esteja bem informado sobre os bastidores políticos da região, ou não queira acreditar em coisas como a atuação coordenadora do Foro de São Paulo (fundado por inspiração de Fidel Castro), cuja trabalho conseguiu colocar a esquerda em diversos governos nos últimos 20 anos.
No caso do Brasil, embora possa ser correto falar em democracia, por enquanto, está absolutamente enganado ao dizer que esquerda e direita  convivem sob o Estado de Direito.
No Brasil não há um só partido de direita, no sentido claro de uma plataforma conservadora (ao estilo americano) ou liberal economicamente falando. Aqui tudo é de esquerda, o discurso político, os partidos, até aquilo que a esquerda chama de direita: o PSDB. Conservador, no Brasil, só o povo. Mas os políticos não querem saber disso, aproveitam-se dessa ignorância e fazem demagogia esquerdista e populista.
Muito diferente dos casos chileno e colombiano, onde os conservadores ganharam as últimas eleições presidenciais. No Chile a esquerda foi duramente derrotada, e na Colômbia, terra das FARC (aquela organização narcoterrorista que mata milhares de jovens no Brasil), a situação, conservadora, fez o sucessor. Houve um alento em Honduras, onde o golpista Manuel Zelaya, manipulado por Hugo Chávez, pretendia permanecer indefinidamente no Poder.         

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

WIKILEAKS OR SEXLEAKS?

May be Assange do not control their own leaks...
Talvez Assange não controle seus próprios vazamentos...

RUDOLF ROCKER E A DIALÉTICA SOCIAL Ou, como dar nó em pingo d´água

Extraído do livro "As idéias absolutista no socialismo", de Rudolf Rocker (eBooksBrasil.org).

O homem sem cabeça

Minha avó era uma mulher rara. Tinha muitas boas qualidades, mas era terrivelmente supersticiosa e sabia uma quantidade de “coisas extraordinárias”, das quais a nossa sabedoria escolar não podia suspeitar nada. Em nossa cidade havia uma velha rua solitária, chamada Hohl, na qual até em pleno dia raramente se encontrava um ser humano. Daí dessa rua, guardada por velhas árvores, uma ampla escada de pedra conduzia à torre de Stephan. Contava minha avó uma vez que, por essa escada, passeava um homem, vestido de negro, entre as doze da noite e uma da madrugada. Por que havia escolhido aquele homem precisamente essa escada para o passeio, era seu segredo; muito mais singular, porém, era a circunstância de esse homem não ter cabeça.

Sem comentário.

Sem dúvida uma história muito rara que me causou muitas preocupações quando criança. Refleti sobre o assunto um dia e outro, e cheguei à conclusão de que sem cabeça não se podia ir passear. Foi isto, sem dúvida, um grande descobrimento. Hoje, não longe dos setenta, reconheci, contudo, que durante toda a minha vida não fui um sábio, mas um pobre louco. Talvez esse reconhecimento me faça agora realmente um sábio; mas a sabedoria veio muito tarde. Torna-se uma pessoa inteligente quando na longa viagem, que se chama a vida, se aproxima da última estação.
Não fui eu sábio e filósofo, mas minha avó. Necessitei de setenta anos para aprender que se pode realmente andar passeando sem cabeça por este formoso mundo. Para minha vergonha tenho de confessar que por mim mesmo não teria caído nunca nessa verdade; foi meu bom amigo da foice e do martelo que me auxiliou. Meu amigo era um santo singular; nele nunca sabia a mão esquerda o que fazia a direita. Durante anos me tinha pregado que os trabalhadores não deviam adquirir nenhum compromisso com a burguesia e com os chamados “social-fascistas”. Só a “ditadura do proletariado” podia trazer-nos a solução. A democracia era um engano, a liberdade um “preconceito pequeno-burguês”, a ética social um “estimulante para os frouxos”.
Mas um dia o meu amigo veio visitar-me, meteu o martelo e a foice num caixote de antigüidades, e gritou: “Agora temos o justo! Frente única! Morra o fascismo! Salvemos a democracia!” Apelava aos “social-fascistas”, aos liberais, aos maçons, aos católicos, ao Papa, aos pequeno-burgueses. O presidente Roosevelt, que antes era apenas um “reflexo do capitalismo americano”, converteu-se de repente num gênio político. O sr. Browder defendeu-o com todo o calor de sua alma fogosa e declarou modestamente, num discurso pelo rádio, que os reacionários combatiam Roosevelt, mas que na realidade só se referiam a ele, Browder. Era uma época magnífica aquela da “frente única” contra o fascismo, da luta da democracia contra Hitler, o antropófago e “cão raivoso da Europa”. Recordei ao meu amigo sua posição anterior, mas gritou-me na cara: “Isso é dialética social; disso não entendes nada”.
Logo fez Stalin seu pacto com Hitler. Meu amigo perdeu por algum tempo a voz. Mas chegou a nova ordem de Moscou e começou outra vez a trabalhar o bico. “Estes vis imperialistas! A Inglaterra tem a culpa da guerra! Churchill e Roosevelt são os sacerdotes de Mamon por quem deve sacrificar-se o proletariado!” E meu amigo me mostrou um formoso desenho de “New Massas”, onde Roosevelt, vestido de bruxa no inferno, revolve o fogo de uma caldeira onde é cozinhada a sopa da guerra. Churchill, com seu grosso charuto na boca, aparece ali como um vampiro e sorri. H. Hillman, como víbora, contempla os manejos de Roosevelt, enquanto Knox e Stimson arrastam a um pobre proletário para ser cozido na caldeira e encher a barriga do imperialismo. Até me trouxe meu amigo um boletim “Aos judeus”, no qual se diz que só a política de Stalin pode libertar o mundo do anti-semitismo. Recordei-lhe que há muitos anos, na Palestina, foi editado também um manifesto dessa espécie, no qual se defendia o nacionalismo árabe contra o perigo judeu. Mas meu amigo me gritou na cara: “Isto é dialética social; tu não entendes”.
Veio o ataque de Stalin contra a Finlândia. Mencionei ao meu amigo uma frase de Lenin em 1918: “Um socialista russo que negue a liberdade da Finlândia é um chauvinista”. Mas meu amigo me mostrou um artigo do novelista Alexis Tolstoi, no Pravda, onde se lê: “Stalin sabe o que convém mais à Finlândia. Ele, mais que nenhum outro, sabe o que assegurará a felicidade a todos os povos da humanidade. Ele pensa em tudo o que pode alegrar a vida do homem. Não há um só ser humano de que ele não seja amigo e ao qual não abra seu coração. Oh! quão mais ditosos seriam os ingleses se Stalin pudesse fundar a felicidade do povo inglês!” Mas desgraçadamente já não entendia nada disso. Era dialética social.
Meu amigo atribuía aos ingleses todos os pecados; não falava uma palavra de que Hitler, coberto pela aliança de Stalin, espezinhava os povos da Europa. Os ingleses eram os malditos imperialistas. O fato de Stalin anexar partes da Finlândia, meia Polônia, Bessarábia a até a Bucovina, que nunca pertenceu à Rússia, naturalmente não era “imperialismo”, mas apenas dialética social.
Veio logo o fim amargo. Hitler fez marchar seus exércitos contra a Rússia e Stalin apelou para a ajuda dos “imperialistas”, da Inglaterra e dos Estados Unidos. Devíeis ver a cara do meu amigo. “Esse Hitler assassino! Ladrão, bandido, que assalta países e povos e os põe em seus alforjes, e que nem sequer consente que Chaplin use os seus bigodes!” E meu amigo se pôs a ajudar a Knox, Stimson a pôr o proletariado na caldeira. Churchill, o “pirata do mar”, converteu-se num grande estadista e Roosevelt teve repentinamente o destino do mundo em suas mãos.
Recordei ao meu amigo o caso de Lindbergh e do senador Weeler, que na véspera haviam sido qualificados como representantes da tradição americana e comparados com Jefferson e Lincoln. Pôs-se enraivecido e resmungou que “não queria ter nada que ver com gente que trabalhava para Hitler”, Stalin esteve sempre contra Hitler. Só concertou a aliança com ele para preparar a guerra contra ele. “Mas foi Hitler que marchou sobre Moscou”, disse. “Porque do contrário Stalin teria marchado sobre Berlim”, acrescentou o amigo. “Esta é a dialética social da história” .
Olhei fixamente o meu amigo, e descobri que não tinha cabeça. Minha avó tinha toda razão. Pode um ser humano passear sem cabeça. É até mais cômodo. “Mas devia ter uma cabeça”, objetareis. Sim, mas era só um rosto com dois olhos, e estes não viam. Uma cabeça é uma cabeça quando serve para pensar. Sobre os ombros do meu amigo podeis pôr uma cabaça, um nabo, um tambor ou um pedaço de madeira; prestará os mesmos serviços. Como comunista, pode ir a passeio sem cabeça.         

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A LIBERAÇÃO DA MACONHA E A CULTURA DE ESQUERDA

Nas democracias do mundo ocidental, os políticos de esquerda, em boa parte, defendem a liberação das drogas, especialmente a maconha. Parecem gostar de assumir uma imagem que se pretende progressista, libertadora, humanista mesmo. Estimulam que cada um encontre o seu caminho e faça o que lhe der na telha. É o caso das propostas do governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, em favor da liberação da maconha. A mesma coisa defende o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

No entanto, não há um só pais governado pela esquerda, quando esta chegou ao  poder por golpe ou revolução, e no qual se instituiu uma ditadura, em que se permita o uso de qualquer droga, à exceção do álcool e do tabaco, estes geralmente produzidos e controlados pelo próprio Estado.

Ao contrário, as drogas como a maconha, a cocaína, a heroína, o crack são duramente combatidos, pelos evidentes males que produzem. Em alguns daqueles paises os traficantes são condenados à morte.

O que acontece, então, para que políticos que se dizem de esquerda assumam publicamente a defesa da liberação de drogas?  Por que em paises livres defendem a disseminação das drogas e nunca ouvimos um protesto, ao menos, quanto às restrições ao uso das mesmas  em paises socialistas?

Fica claro que toda a pressão política no sentido da liberação das drogas afetará, no futuro, o sistema social. O uso disseminado e geral de drogas levará a juventude a um patamar de desinteresse e desagregação favorável à implantação posterior de um regime duro, totalitário, para sanear a sociedade.

A esquerda costuma usar a liberdade da democracia para criar tensões e poder, depois, asfixiá-la. A liberação das drogas não é, de modo algum, um benefício às pessoas, aos jovens ou à sociedade. É apenas uma etapa do processo revolucionário disfarçado de luta pela liberação e desrepressão social.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

E SE DILMA CONSERVAR LULA NA PRESIDÊNCIA?

Esta foi uma sacada genial colocada no blog do Reinaldo Azevedo por Susie Maciel no post sobre política externa.

"Susie Maciel
 03/12/2010 às 16:24