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domingo, 28 de novembro de 2010

O BLOG COTURNO NOTURNO INDICA ONDE DEVEMOS MIRAR NA GUERRA DO TRÁFICO


Domingo, Novembro 28, 2010

Começa a batalha contra as FARC e os governos traficantes no Complexo do Alemão.

A Globo News transmite, ao vivo, a tomada do Complexo do Alemão  pela polícia e Forças Armadas. É  o país derrotando as FARC e a leniência  do governo Lula em relação aos governos bolivarianos, maiores responsáveis pelo contrabando de drogas pelas desguarnecidas fronteiras do Brasil." (extraído do blog Coturno Noturno, do Coronel).

Alguns blogueiros-jornalistas têm defendido que a questão do combate ao tráfico no Rio de Janeiro e no Brasil, em geral, não pode ficar restrita às grandes cidades.
O problema é muito mais amplo, pois envolve países onde se produzem drogas como a cocaína (Bolívia e Colômbia) e a maconha (Paraguai).
E os produtores de drogas contam com a visão complascente de boa parte dos que se dizem de esquerda no Brasil, país onde virou pecado falar em reprimir.
Mas se os intelectuais têm essa atração pela marginália, o povo soube indicar que gosta mesmo é do Bope, e chama bandido de bandido, basta lembrar o sucesso do filme Tropa de Elite (I), tão criticado pelos que se dizem conscientes.
Como a política de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora falhou, por não passar de peça de propaganda eleitoral, provocando uma forte reação dos bandidos, as autoridades políticas foram obrigadas a apelar para a força bruta, com o auxílio das Forças Armadas.
É mesmo uma guerra, visto que parte do território das favelas cariocas está sob o domínio dos narcotraficantes.
O domínio é conhecido, mas sobre tal situação foram feitas ao longo dos últimos anos muitas entrevistas com ongueiros, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos contaminados ideologicamente pela visão do bandido do bem, vítima do cruel sistema capitalista. Além de muitas teses acadêmicas.
A cultura que emana do Rio de Janeiro, em parte das novelas, na música, no cinema, propaga a idéia difusa de que é possível conviver com os marginais, com as drogas, e que tudo é apenas um sinal das contradições do sistema capitalista.
Meninas da classe média e de famílias ricas quase tinham a obrigação de namorar os jovens marginais, num êxtase democrático popular.
O Rio de Janeiro virou mesmo uma zona, em que fortes malhas de comunicação formaram-se unindo Ongs, acadêmicos, policiais e políticos corruptos. Os bailes funk nas favelas ou na periferia promovidos pelos criminosos, onde as "cachorras" dão um espetáculo realmente animalesco, viraram sucesso entre universitários, sinalizando o nível a que podem chegar as coisas quando tudo é permitido e nada é errado e nem criminoso.
O coronel, autor do Blog Coturno Noturno, tem batido na tecla das ligações entre políticos brasileiros e representantes dos produtores de droga (especialmente cocaína) da Bolívia e da Colômbia.
E essa ligação passa, necessariamente, pela malha de forças ditas progressistas de esquerda que participam do Foro de São Paulo. Esse clube de esquerda tem sido apontado pelo filósofo Olavo de Carvalho e pelo jornalista Reinado Azevedo, há anos, como o suporte para uma série de consequências que temos presenciado.
As Farc, na Colômbia, que há anos deixou de ser uma guerrilha de esquerda para tornar-se apenas uma das maiores organizações de cocaína do mundo participou de muitas reuniões do Foro de São Paulo e tem membros asilados no Brasil.
O governo brasileiro nunca condenou a ação das Farc como uma organização que espalha a morte nas américas, na medida em que vende milhares de toneladas de cocaína.
O presidente Lula chegou a aconselhar as Farc as deixarem as armas e a entrarem na política, para disputar o governo da Colômbia, como se alguém pudesse aconselhar os bandidos do Complexo do Alemão a constituírem um partido político e disputar a prefeitura do Rio de Janeiro.
Diante desse quadro, em que há grande condescendência com bandidos traficantes, assassinos cruéis, como se eles tivessem alguma dignidade ou nobreza, e pudessem de alguma forma colaborar com a grandeza da nação, o mundo intelectualizado mostra o nível de nossos intelectuais e políticos.

COMBATER A PRODUÇÃO

Como não podemos diretamente combater a produção de drogas em outros países, podemos, todavia, fazer um esforço decente para impedir que a droga entre fácil no país, assim como os diferentes tipos de armas que são vistas em poder dos bandidos.
Um cidadão comum mal consegue adquirir um simples 38 em uma loja de armas; contudo, garotos de 17 ou 18 anos são vistos portando fuzis AK-47 nas favelas do Rio de Janeiro como se estivessem tomando um picolé. Como essas armas chegaram lá?
Não foram os garotos que foram buscá-las na fronteira com o Paraguai.
O Brasil precisa denunciar os produtores de drogas e combater o contrabando de armas e a entrada de drogas. Prender os mandantes do tráfico, que são verdadeiros capitalistas e não apenas alguns desdentados dos morros. Desinfetar a polícia. Desinfetar a política.
O esquerdismo idiota que impera nas universidades e na Imprensa colabora para com
a disseminação de uma visão romântica da bandidagem, enquanto o câncer das drogas consome a juventude.
As coisas têm que ser chamadas pelo nome que têm, e pelo que são.
Droga é droga; bandido é bandido; corrupto é corrupto; arma é arma; idiotas são idiotas, sempre. 

sábado, 27 de novembro de 2010

OS POLÍTICOS LAVARAM AS MÃOS, EM SANGUE

"Eu me lembro, na ocasião do Ônibus 174, que o então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, foi à TV prometer um plano nacional capaz de reformar as instituições ligadas à segurança pública em todo o Brasil. Teve dois mandatos para cumprir a promessa, e não o fez.
Depois veio o atual presidente Lula, do PT. Apresentou um Plano Nacional de Segurança bem bolado, escrito pelo professor Luiz Eduardo Soares. Estamos ao final do seu segundo mandato e o plano continua engavetado.
Finalmente, não vamos esquecer o PMDB, do governador Sérgio Cabral, que em ambos governos nada propôs de significativo na área da segurança.
A verdade é que nos últimos 30 anos nossos políticos ficaram vendo inocentes morrer. Lavaram as mãos."

José Padilha, diretor de Tropa de Elite. (Aliás, O Estado de S. Paulo)

O SANGUE MOLHARÁ O MORRO, A COPA E A OLIMPÍADA

De forma lenta, mas constante, a opinião pública começa a ter uma idéia mais clara a respeito dos traficantes do Rio de Janeiro. A cobertura jornalística está mais ligada à cobertura dos fatos do que atrás de explicações sociológicas.
Jornalistas devem ser jornalistas, e não cientistas sociais.
Os bandidos estão sendo chamados de bandidos; traficantes armados com fuzis e metralhadoras agora não são mais os famosos supostos traficantes, como se gente honesta perambulasse por becos de favelas portando armas militares.
O cidadão comum, desarmado pelo Estado, só pode concluir que um moleque de 18 anos armado com uma metralhadora, adquirida por contrabando ou de policiais corruptos,  não é suposto nada, é bandido pura e simplesmente. 
O que é relatado mostra a situação dramática do Rio de Janeiro:

1. um menino de 12 anos foi detido numa barreira transportando 32 mil dólares, que tentava tirar da favela do Alemão; certamente pressionado pelos bandidos ou, pior, iniciando no crime;

2. um menino de 8 anos de idade foi baleado na perna por um criminoso que havia ordenado que o garoto pusesse fogo em uma moto. Como o garoto recusou-se e fugiu, foi baleado;

3. na favela do Cruzeiro a polícia apreendeu 132 bananas de dinamite que seriam utilizadas para explodir alvos diversos; nas últimas semanas vários assaltos no Brasil desviaram cargas de dinamite; provavelmente boa parte foi parar nos morros do Rio;

4. na fuga dos 200 bandios da favela Cruzeiro para o Complexo do Alemão, uma pick-up levou cerca de dois milhões de dólares e reais do tráfico, o que foi descoberto pelo setor de inteligência da polícia;

5. As autoridades policiais estimam que estejam escondidos no Complexo do Alemão entre 400 e 500 bandidos fortemente armados.

Tais fatos e números mostram com o que se está lidando.
O fim ainda está longe, uma vez que, apesar da tentativa de algumas ONGs, de intermediação, os bandidos resolveram não se render e parecem estar dispostos ao combate, imaginando que a invasão do complexo será muito difícil.
Ocorre que as tropas farão o conhecido movimento do martelo e da bigorna, espremendo os bandidos pelo alto e por baixo. 
Ainda haverá muito sangue no Rio de Janeiro.
A Copa e as Olimpíadas estarão tintas de vermelho. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O ESPÍRITO DE MARIGHELlA AINDA ESTÁ ENTRE NÓS?

Acompanhando o noticiário sobre o combate ao terror gerado pelos narcotraficantes do Rio de Janeiro e observando a reação de alegria e alívio da população, surgiu-me uma pergunta que não pára de me atormentar.
Já vimos toda a violência possível nessa situação?

Temo dizer que não.
Quando os 100 ou 200 bandidos, que agora parecem fanfarrões em fuga, mostrando fuzis e metralhadoras, forem finalmente acuados no alto do Morro do Alemão, cercados pelas tropas da Polícia Militar e das Forças Armadas, poderão reagir de modo muito violento e traumático.
Conhecendo perfeitamente o Manual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella e sabendo que líderes das gangues ligadas ao narcotráfico  foram doutrinados nas prisões, no tempo da ditadura, podemos esperar o pior.

Em diversos atos recentes já mostraram que agem sem dó e nem piedade, pois colocaram fogo em veículos com pessoas dentro. É certo que no passado também já fizeram coisas como queimar pessoas vivas dentro de pneus, o chamado microondas.
São cruéis, psicopatas.

Encurralados, talvez resolvam apelar para a captura de reféns para barganhar a saída do morro e tentarem a fuga. Ficar e resistir a tiros, sabem que é morte certa.
Que as autoridades que ora articulam os planos de combate já tenham pensado nisso, pois soluções serão necessárias.
Pelo visto, as autoridades políticas cariocas só estavam preparadas para o show pirotécnico da tal Polícia de Pacificação. 

Com os combates e a perseguição aos criminosos, com a prisão ou morte deles é que a população será realmente liberta e pacificada.
Espero, sinceramente, que o espírito de Carlos Marighela não esteja pairando sobre o Rio de Janeiro.

MAIS UMA VEZ, AS FARC.

Extraído do blog NOTALATINA, da jornalista Graça Salgueiro, a profissional mais bem informada sobre as ações das Farc que existe, e que sempre critica a omissão da imprensa brasileira sobre o que acontece no submundo do terrorismo e do narcotráfico na América Latina.

No caso em seguida, comenta o ataque do exército colombiano ao acampamento onde estava Fabián Ramírez, um dos principais chefes das Farc, que não se sabe ainda se fugiu ferido ou morreu.

"Mas, quem é (ou era) “Fabián Ramírez” cuja possível morte está sendo solenemente ignorada no Brasil? Sobre ele recaem 13 ordens de captura, sendo responsável pelo ataque à base militar de Las Delicias, a tomada de Patascoy e do posto de Polícia de El Billar. Pesa ainda sobre suas costas a responsabilidade da produção de mais de mil toneladas de cocaína, e do ingresso das FARC nos negócios do narcotráfico, sendo encarregado da cobrança do “imposto” sobre o plantio e a “gramagem” da coca. Para quem não sabe, “gramagem” refere-se ao peso em gramas. Desde 1996, “Fabián” teve como seu grande negociador “Edgar Tovar”, chefe da Frente 48 recentemente abatido, e como braço direito Anayibe Rojas, cognome “Sonia”, a terrorista que hoje está encarcerada nos Estados Unidos junto com “Simón Trinidad” e que as FARC reivindicam sua libertação porque ambos eram os maiores negociadores do bando terrorista.
“Fabián Ramírez”, cujo verdadeiro nome é (ou era) José Benito Cuevas Cabrera, foi até 2004 o comandante da Frente 14 mas, com a morte de “Jojoy”, que foi seu mentor, passou a fazer parte do Estado Maior, sendo o segundo no comando do Bloco Sul. Dentre as mensagens encontradas nos computadores de “Jojoy” há uma mensagem de “Joaquín Gómez” (um dos membros do Secretariado e que foi chefe de “Fabián” quando comandou o Bloco Sul) para “Iván Márquez”, em que ele pede autorização para executar (assassinar) um de seus irmãos de sangue. Diz o correio eletrônico: “Fabián me pediu autorização para justiçá-lo e eu dei. A única sugestão que fiz foi que, quanto mais rápido melhor, para evitar que nos faça o menor dano”.
Diz Salgueiro que são psicopatas desse calibre que felicitam sua “compatriota”, Dilma Rousseff pela vitória nas eleições presidenciais no Brasil.

"E são criminosos frios e sanguinários como esses que nem Chávez nem Lula conseguem ver como terroristas mas sim, “grupos insurgentes” que têm o direito de tornarem-se partidos políticos legais, para transformar a Colômbia numa nova republiqueta comunista fracassada, como é há malditos quase 52 anos em Cuba e há miseráveis 12 anos na Venezuela, sob os auspícios do Foro de São Paulo com as bênçãos do abutre insepulto Fidel Castro. É isso que nós queremos?
Na próxima edição comento as últimas de Chávez, que segundo Lula e Ingrid Betancourt, é um “grande líder democrata” e vocês verão o que este monstro está preparando para a “burguesia” venezuelana, e as últimas informações sobre o paradeiro do terrorista “Fabián Ramírez”. Fiquem com Deus e até a próxima!" (GS)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

TERRORISMO, A VISITA ILUSTRE DO RIO DE JANEIRO. Terrorismus, die Unterscheiden visit Rio de Janeiro.

Merval Pereira, jornalista de O Globo, diz que o que está acontecendo no Rio de Janeiro é terrorismo. Embora muitos jornalistas e cientistas sociais evitem fazer afirmação tão categórica, visto prevalecer uma visão hegemônica que tenta, sempre, transformar meros bandidos em vitimas - e sempre vitimas do injusto sistema capitalista - Pereira está certo.

Quem leu os livros sobre a história do surgimento de grupos como o Comando Vermelho (CV) e  Primeiro Comando da Capital (PCC) entende, perfeitamente, como as práticas de grupos terroristas, de guerrilha urbana, foram  muito bem assimiladas pelos presos comuns que estiveram presos junto com guerrilheiros e terroristas nos tempos da ditadura militar.

Os marxistas presos faziam pregações e conseguiram passar aos bandidos a idéia do uso de coisas como o seqüestro, os atos de terror, como gerar incêndios e explosões, com o que se consegue grande efeito de comunicação e desestabilização da ordem social.
Não é à toa que Pereira cita o economista Sérgio Besserman, um dos responsáveis pela estratégia da retomada dos territórios ocupados pelos bandidos do Rio de Janeiro pela policia. Para Besserman, terrorismo é questão de segurança nacional.

O professor de História Contemporânea da UFRJ Francisco Carlos Teixeira afirma que terrorismo é um método de ação, não um objetivo. Ele considera  “um equívoco pensar que só é terrorismo aquilo que parte de grupos políticos, com um programa político, e objetivos bem estabelecidos, como libertação de um território, ou luta contra um regime.” 

Finalmente parece que algumas pessoas estão começando a entender o que ocorre no Rio de Janeiro. Uma democracia não dispensa a força bruta caso seja necessário utilizá-la contra quem quer desestabilizar a ordem social. É exatamente o que acontece agora.
Democracia não pode ser confundida com um regime fraco e sem diretriz firme, tem que garantir a tranqüilidade e a segurança a todos os cidadãos.

Talvez ainda consertem o Rio de Janeiro.

DEMAGOGIA NÃO É SOLUÇÃO.

"Todos queremos que o crime seja enfrentado com o mínimo possível de confrontos, de mortes, de violência. Mas não existem milagres nesses assuntos. Meter bandidos atrás das grades não é suficiente para garantir a eficiência da segurança pública, mas não existe segurança possível se eles estão, aos milhares, nas ruas. É por isso que a Unidade da Polícia Pacificadora sem a Unidade da Polícia Prendedora é uma picaretagem política." (Reinaldo Azevedo).

Sobre os constantes episódios de violência no Rio de Janeiro, cidade dominada pelo crime, fica cada vez mais claro que fazer demagogia não resolve o problema. 
A questão de base foi tocada, com toda a certeza, por Tropa de Elite (I), pois o filme mostrou como o crime organizado e as drogas dominaram a cidade e o próprio imaginário dos cariocas bem pensantes, os descolados, os moderninhos.
E como cada cidadão consumidor de droga ajuda a tornar a vida insuportável. 
O período eleitoral fez com que o governo estadual inventasse a fórmula mágica chamada de UPP. O resultado está sendo visto agora, após as eleições, com a revolta dos bandidos.
Certo está o Reinaldo Azevedo ao tocar no assunto com seu modo preciso e lógico, desnudando a falcatrua toda.
Lugar de bandido é na cadeia.
Sociologismo e bom mocismo só cabem na Academia, que finge que a culpa sempre é do sistema, entre uma cafungada e outra.