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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O PAÍS DOS VIVOS

Informam os jornais que auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) descobriu que 57,8 mil vendas em farmácias que participam do Programa Farmácia Popular foram feitas a 17,2 mil pessoas que estavam mortas no dia da venda. A fraude, que passou de R$1,2 milhão aconteceu entre 2006 e 2009.
Brasil, o país dos vivos...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

MÃOS SUJAS DE SANGUE.

Frase do advogado Mário de Passos Simas, que defendeu presos políticos (no tempo da ditadura militar): “Ninguém pode dizer que trabalhou na Oban e não participou de tortura”. (extraído do Jornal A Tribuna de Santos, edição de 8 de novembro de 2010)

Valeria, no sentido inverso, propor:  “ninguém pode dizer que fez parte dos grupos armados (que praticaram o terror) e que não teve responsabilidade pelas conseqüências dos atentados” ?

Enquanto questões dessa natureza não forem examinadas e respondidas com traquilidade, com a intenção de saber a verdade e com o espírito desarmado, como entender o passado?
Qualquer outra alternativa é mistificação e um desserviço aos jovens e ao futuro do Pais.

Centenas de pessoas passaram pela prisões, e muitos foram torturados, mortos e despareceram. E isso não deveria fazer parte do jogo político. Isso deverá, sempre, ser considerado abominável.

Muitos advogados lutaram, valentemente, pelos seus clientes, mesmo com o risco de prisão e perseguições. Centenas de cidadãos comuns foram solidários com perseguidos políticos, assim como membros do clero, dando-lhes abrigo.

Mas, a bem da verdade, os que se envolveram na luta armada contra o regime não o faziam, apenas por espírito democrático.

Lutavam por um outro mundo possível, como diziam os revolucionários de esquerda, e muitos o dizem até hoje.

E quando faziam seus atentados a bomba, quando matavam militares, policiais ou civis inocentes, quando assaltavam e seqüestravam pessoas isso ia muito além de combater a ditadura militar, pois seus alvos nunca foram apenas alvos militares. Por que tanto silêncio sobre isso?

Sabem disso centenas de famílias brasileiras, além daquelas a que pertenceram ou pertencem os torturados e mortos pelos representantes do regime militar.

E sabem disso, também, todos os milhares que lutaram pela democracia sem haver sujado as mãos com o sangue de seus irmãos brasileiros.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MEMÓRIA LONGA. MARCAS NO CORPO.

Neste país ainda há muita memória viva dos tempos da ditadura militar e do terrorismo.
Muitas famílias dos mortos e feridos pelos atentados terroristas.
Muita gente sofreu em decorrência da ação dos terroristas que queriam derrubar a ditadura, apenas para implantar outra ditadura, comunista.









A Lei da Anistia zerou tudo, mas os fatos aconteceram, essa é a verdade. E o sofrimento foi generalizado.
 
O deputado Fernando Gabeira foi honesto ao dizer, há algumas semanas, que ele e seus amigos queriam é derrubar a ditadura para implantar um regime comunista no Brasil. 
E ainda disse que seria correto se a senhora Dilma Rousseff falasse claramente sobre isso com o povo. Saberíamos entender.
Um país decente não pode esquecer o passado, nem deixar que um bando de mentirosos o reescreva. Tenho amigos que foram mutilados por terroristas e isso nunca será esquecido.
Se o Bruno matou pessoalmente a Eliza Samúdio? Não sei, mas está na linha de comando, segundo a polícia, não está?
Muitos pais e mães nunca puderam ser avós, como a senhora Dilma, porque seus filhos foram mortos em atentados, sem nem tentar defender-se.
Não sei nada sobre se ela pessoalmente matou, mas foi ligada aos grupos mais violentos, e isso é História, mas como ela mesma já disse, em muitas entrevistas, apenas trabalhou em bastidores, planejou, administrou ações.
O Brasil deveria honrar todas as vítimas daquele tempo e acrescentar um memorial para as vítimas do terrorismo também. Muitos pais e mães estão vivos e poderiam falar a respeito. A história de quase todos os perseguidos já sabemos. As suas vítimas nunca são suficientemente lembradas.O que não dá é fingir que nada aconteceu. 
Essa é a verdade. Existem estatutos de vários movimentos e cópias do Manual de Guerrilha Urbana de Carlos Marighella  para provar isso tudo. E muitos depoimentos oficiais. Especialmente para justificar as pensões e indenizações oferecidas pelo Estado aos que foram torturados ou perseguidos pela ditadura militar. Embora possamos justificar a indenização a um torturado que estava sob a guarda do Estado, muitos casos de indenizações parecem ao homem comum um absurdo. 
Isso aconteceu na União Soviética e o nome de Jango era Kerenski.
Todos os terroristas da época detestavam a democracia, chamada por eles, com nojo, de burguesa. 
Todos eram marxistas revolucionários e queriam implantar a ditadura no Brasil, desde muito antes de Jango ser derrubado.
Jango era alimentado pelos comunas que queriam criar a zona geral e dar o golpe.
Os militares chegaram primeiro.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DILMA, A FOLHA DE SÃO PAULO E A IMPRENSA

Até quando isso será tolerado?
Zombam dos cidadãos?
Como assim não podemos saber algo que está em um processo de interesse público?


Não vivemos na União Soviética onde o passado era reescrito conforme o humor de Stálin.
Onde está a Imprensa para apoiar a Folha de São Paulo nesse pedido específico? 
Por que todos os jornais não entram com ações semelhantes e não entopem o Tribunal de pedidos?

Chega de gente que reescreve o passado ao sabor do vento para enganar, iludir e trapacear com os cidadãos.  É claro que efeitos existirão, mas um país decente apenas poderá continuar decente com todas as informações sobre o que realmente aconteceu.
Como assim pessoas arrogam-se o direito de esconder informações do povo?
Como assim nos é negado o direito de saber o passado do País, de uma autoridade que nos conduzirá a todos?

O que há a esconder, afinal?
Como assim nos tratam como imbecis, idiotas incapazes de julgar o que é de nosso interesse ou não?  Como assim alguém pode dizer qual será o efeito das informações contidas em um processo dessa natureza?

Onde está a ABI, sempre tão valente?
Onde está a OAB?
Onde está a Fenaj?

(publicado originalmente como comentário de post,  em 3 de novembro, no Blog Coturno Noturno, o blog do Coronel.)
Como assim impossível saber o que aconteceu naqueles anos 60 e 70 em que, enquanto verdadeiros democratas resistiam à ditadura ou fugiam de sua perseguição outros, armados, tentavam derrubar a ditadura para substituí-la por outra ditadura, comunista?

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

As eleições são páginas viradas, mas a luta permanente pela manutenção da Democracia precisa continuar, sempre.

Cada cidadão deve manter-se vigilante na defesa da Constituição do País. Há muitos motivos para atenção redobrada, especialmente o fato de que existem aqueles para quem este modelo de democracia não serve, orientando-se por experiências autoritárias e até totalitárias, como  atualmente na Venezuela, Bolívia, Nicarágua e Equador.

O site com o Manifesto em Defesa da Democracia continua no ar. As assinaturas estão perto de 109.000. Se não assinou, assine, e faça parte dos que observam o cumprimento da leis e que exigirão de todos o respeito à Constituição, sem atalhos para a ditadura.

FAZER OPOSIÇÃO

Sugiro a leitura dos posts recentes do Reinaldo Azevedo, no seu blog, a respeito do papel constitucional da Oposição:

"Minha única pretensão é civilidade no jogo político e defender o direito legítimo que a oposição tem de se opor. Se esse direito é questionado, como foi por Lula, o corpo teórico que instrui a especulação é a ditadura, não a democracia. Eu duvido que Aécio ou qualquer outro consiga liderar uma oposição mais lhana do que aquela feita ao PT nesses oito anos. Se nem ela serve, que outra servirá? É preciso falar com mais clareza.
Quando é hora de fazer oposição? Na democracia, sempre! Se não agora, quando?" (Reinaldo Azevedo, 4 de novembro de 2010)

A Oposição precisa agir independente dos apelos ou provocações do senhor Lula. Precisa parar de ser pautada e orientada pelo governo.
É marcar seu território e avançar. Afinal, 56% do PIB e 52% da população  estão no campo oposicionista.   

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DUAS VERDADES

Agora que a sorte está selada, e Dilma Rousseff venceu as eleições para a Presidência da República, resta aos verdadeiros democratas aceitar o resultado e cumprimentar  a eleita. Será a presidente de todos os brasileiros.

Dito isto, é necessário acrescentar que ainda falta muito para que a democracia brasileira se solidifique. Há grande desequilíbrio entre os três poderes, com o Judiciário praticamente legislando e o Executivo impondo decretos presidenciais a um Congresso sem forças.

A democracia e o estado de direito ainda não são realidades claras para muitos e nem aceitas por todos, visto que há quem queira extinguí-las. Com isso boa parte da população fica entregue a oportunistas e aventureiros políticos.

Iniciada a transição, aqueles que formaram a oposição, e qualquer cidadão de bom senso, devem ater-se a duas verdades:

1 . a qualidade da oposição precisa melhorar; não ceder ao canto da sereia federal e deixar de temer a tão propagada força de Lula.
2.   a imprensa deve ser cobrada e deixar de fazer um jogo ambíguo, fingindo não perceber que está infiltrada por centenas de militantes, que mais fazem mal que bem à democracia e às técnicas de apuração jornalísticas.