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sábado, 2 de abril de 2011

GALILEU, BRECHT E O ILUMINISMO. Ou: o iluminismo é a filosofia do dr. Frankenstein

BAÚ DE TEXTOS
 Galileu e Brecht 
Olavo de Carvalho
Galileu Galilei foi sem dúvida um homem de gênio. Bertolt Brecht, que o celebrou no teatro, foi no mínimo um talento extraordinário. Também é fato que ambos foram levados a interrogatório, o primeiro pela Inquisição, o segundo por uma CPI do Congresso americano. Mas sua verdadeira afinidade de personagem e autor não está nisso.

Na época do iluminismo, o físico rebelde da Renascença foi consagrado como mártir da ciência, vítima da tirania obscurantista. Mas não foi nada disso. Galileu não sofreu processo por suas idéias, mas por ter insultado o Papa. O pontífice não podia suportar calado a ofensa nem queria castigar o insolente, que era seu afilhado de batismo. Montou então um arremedo de processo, uma “pizza”: seu protegido se submeteria por uns instantes à humilhação de desdizer-se em público e em seguida seria liberado para continuar lecionando o que bem entendesse, sem voltar a ser perturbado pelos inquisidores.

É muito pouco para fazer um mártir, dirá o leitor. Mas o senso das proporções nunca foi o ponto forte da modernidade. Tanto que ela inaugurou a época dos direitos humanos condenando à morte, no prazo de um ano, dez vezes mais gente do que a Inquisição havia matado em quatro séculos. Lembrar essa diferença substantiva entre as trevas medievais e as luzes modernas é, porém, considerado sintoma de mau gosto e prova de reacionarismo.

Também não é coisa de pessoa educada lembrar que o próprio termo “iluminismo” não significa só o esclarecimento das idéias, como o pretendia Kant — inventor da “coisa em si”, a doutrina mais obscura e impenetrável que alguém já concebeu —, mas também o culto do “magnetismo animal”, do hipnotismo, do sonambulismo, das sociedades secretas que proliferavam no subsolo como ratazanas alucinadas, bem como de todas as formas de ocultismo, magia negra e satanismo, sem contar o sucesso livreiro das narrativas do marquês de Sade sobre virgens acorrentadas em porões, surradas, estupradas e obrigadas a beber sangue humano.

Iluminismo significa, ademais, o amor à eletricidade, energia recém-descoberta que o poeta-filósofo Percy B. Shelley, iluminista retardatário (além de teórico e praticante do incesto, nas horas vagas), viria a celebrar como uma grande esperança para o controle estatal do comportamento: se, como pretendia o iluminista Helvétius, o homem era apenas uma máquina elétrica, deveria ser possível ajeitar-lhe os fios de modo a eliminar as condutas indesejáveis, como por exemplo o cristianismo. Baseado em Helvétius, Shelley fez mil e uma experiências esquisitas que, cientificamente, não deram em nada, mas literariamente inspiraram à sua esposa Mary Shelley os personagens do dr. Viktor Frankenstein e de seu monstro eletricamente controlado.

O iluminismo é a filosofia do dr. Frankenstein. A única diferença é que o desventurado médico — formado pela Universidade de Ingolstadt, a mesma onde lecionara Adam Weishaupt, fundador da sinistríssima irmandade secreta dos “Iluminados” — criou um ser estéril, ao passo que aqueles inventados pelos Helvétius, Weishaupts e Shelleys foram tremendamente férteis, gerando o positivismo, o anarquismo, o fascismo, o comunismo, a “New Age”, o abortismo indiscriminado e o império mundial das drogas.

A democracia propriamente dita, que nossos manuais escolares celebram como criatura do iluminismo, só vingou então na Inglaterra, onde os discursos iluministas foram rejeitados com vigor e onde o maior sucesso de livraria, na época, foi a “História do jacobinismo”, do abade Barruel, horripilante relato dos crimes iluministas. Foi lendo Barruel que Mary Shelley percebeu a verdadeira natureza dos experimentos de seu marido.

Assim, pois, não espanta que essa época iluminada às avessas tivesse celebrado um peixinho do Papa como mártir da liberdade, ao mesmo tempo que condenava ao esquecimento, como inimigos dessa mesma liberdade, os milhares de padres e freiras decapitados por recusar-se a jurar fidelidade à nova religião estatal de Robespierre.
Mas ainda há pessoas que acreditam na “época das luzes”, e essas pessoas são as que fazem os programas escolares para as nossas crianças e redigem as notícias para gente grande nos jornais e na TV.

Por isso, quando crianças e adultos assistem à peça de Bertolt Brecht sobre Galileu, acreditam estar conhecendo uma versão aproximadamente exata da verdade histórica. Fugitivo do nazismo e vítima de perseguição macartista nos EUA, Brecht estaria especialmente qualificado para compreender a situação existencial de um mártir da ciência.

Mas Brecht não foi propriamente um fugitivo. Muito menos um perseguido. Ele era membro do mesmo partido que ajudara a destruir a social-democracia para entregar a Alemanha aos nazistas que, segundo Stálin, seriam o “navio quebra-gelo da revolução”, a vanguarda do caos que levaria os comunistas ao poder. Desde 1933, a URSS, fingindo hostilidade ao nazismo, colaborava intensamente com o governo de Hitler mediante o intercâmbio de informações entre seus serviços secretos, para a liquidação violenta de suas respectivas oposições internas, bem como emprestando território soviético para o treinamento militar alemão em troca de ajuda técnica para o Exército Vermelho.

Brecht não foi para os EUA como refugiado: foi a serviço de Stálin, que tinha planos especiais para o Partido Comunista Americano. Sendo muito difícil coordenar uma revolução desde o outro lado do oceano, o ditador soviético concluíra que o PCA não devia perder tempo tentando organizar o proletariado. Deveria, isto sim, arrebanhar “companheiros de viagem” entre as celebridades das letras e das artes, para dar respaldo moral “neutro” às iniciativas comunistas, assim como entre os milionários de Nova York e de Hollywood, para subsidiar a revolução em outros países. Dois dos principais agentes da operação foram os irmãos Gerhart e Hans Eisler, este último um compositor, autor da “Marcha do Comintern”. Outro foi Grigory Kheifetz, comprovadamente um espião.

Hoje sabemos que Brecht foi estreito colaborador de Kheifetz e dos Eisler. Mas, quando compareceu ao Comitê de Atividades Anti-Americanas, foi apenas como testemunha, não como suspeito. Deu um show de evasivas, recebeu os agradecimentos dos parlamentares e prosseguiu tranqüilamente suas atividades em prol do Comintern, sempre rodeado das atenções do beautiful people de Hollywood.

Mais tarde foi para a Alemanha Oriental, onde se tornou dramaturgo oficial do regime, desfrutou das mais gordas verbas teatrais do governo, assinou com notável cara de pau peças escritas por sua mulher, aplaudiu a matança de seus compatriotas pelas tropas russas que sufocaram a rebelião anti-stalinista de 1953 e levou enfim às últimas conseqüências a lógica de sua própria vida, que pode ser resumida em duas de suas frases imortais: “Para um comunista, a verdade ou a mentira são igualmente boas, quando servem ao comunismo” e “Primeiro, o meu estômago; depois, a vossa moral”.

Em Brecht, Galileu veio a encontrar, pois, um dramaturgo à altura do espírito da modernidade que o beatificou.
 O Globo, 23 de janeiro de 2002 
http://www.olavodecarvalho.org/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PARA WALTER WILLIAMS AS PESSOAS PRECISAM É DE LIBERDADE.



Walter Williams parece um jogador de basquete aposentado. Anda com um pouco de dificuldade por causa de uma fratura que sofreu na tíbia há algum tempo.

Às vezes, o corpo de quase dois metros de altura parece ficar sem equilibrio, mas a cabeça dele, aos 74 anos, não perdeu nada em agilidade.Trabalha numa sala confortavel, saudavelmente desorganizada.

Em cima de uma estante, a foto com um amigo, Clarence Thomas, o único negro na atual Suprema Corte americana, um juiz que há anos permanece praticamente mudo durante a apresentação de casos. Williams é um conservador convicto.

Acha que pessoas, grupos, países inteiros, têm sucesso exatamente quando enfrentam os maiores obstáculos. A impressão que me deu foi a de que ele defende isso de forma simplista. Sabe que, para populacões inteiras, os obstáculos são desleais ou criminosos.

Povos indígenas, no passado e no presente, judeus na Alemanha nazista, ciganos no mundo inteiro, negros nas Américas, árabes na Europa, xiitas entre sunitas, sunitas entre hindus… não faltam exemplos. A entrevista foi intensa, não simpática. Walter Williams é sólido. Mas como um muro, depois de construído, não muda.
por Luis Fernando Silva Pinto
MILÊNIO
seg, 21/03/11 por Equipe Milênio

A TRISTE HISTÓRIA DAS TRIGÊMEAS DE CURITIBA. Ou: Os pais tiveram três filhas; o pai só quis duas, por enquanto ficaram sem nenhuma.

O comportamento humano pode, mesmo, ser muito estranho. Um casal de classe média alta queria ter filhos. Procurou assistência médica (inseminação artificial) e soube que teria trigêmeas. A mulher gestou as crianças.
Quando as trigêmeas nasceram, em 24 de janeiro, o pai disse que levaria somente duas. Deixaria uma filha no hospital para adoção. Crou-se um problema e o caso foi parar no Ministério Público que, por meio de liminar da Justiça impediu o casal de levar apenas duas crianças para casa.

É difícil julgar alguém. Mas, o que faz um pai, que aguarda meses pelo nascimento de um filho querer abandoná-lo? Como olharia para as duas que pretendia levar sem lembrar-se da terceira? Contaria isso às duas irmãs um dia?

Os pais perderam a guarda das três crianças, encaminhadas a um abrigo. O Ministério Público informou  que não vai se manifestar sobre a questão, já que todo caso envolvendo crianças é tratado sob segredo de Justiça. A Justiça deve decidir agora o destino dos bebês, se voltam para os pais ou se serão colocadas para adoção.

O médico que acompanhou o caso, Karan Abou Saad, afirmou que em seus 36 anos de profissão nunca viu algo parecido - o pai rejeitar um dos filhos após o casal se submeter à técnica de inseminação artificial. "Nosso sucesso significa bebê em casa. A partir de hoje surgiu uma nova modalidade, de bebê não-aceito. É uma situação inédita", diz Saad.

Quando se submete à técnica de reprodução assistida, os casais assinam um termo no qual se dizem cientes de que poderão ter mais de um filho. O médico Karam Saab disse  que a maioria dos casais inférteis que chega à sua clínica inclusive opta por ter gêmeos.

"Nós desencorajamos. O ideal é ter um bebê de cada vez. Para isso, evitamos excesso de medicamentos. Mas, às vezes, vêm gêmeos, trigêmeos ou quadrigêmeos. E todos reagem bem a isso", afirmou o médico.

Ansiedade máxima 

O especialista lembra que os casais que procuram por uma inseminação artificial entram num ciclo de ansiedade e estresse durante o processo de fertilização, que pode desencadear reações diversas.

"O casal infértil é especial, diferente. Ele não tem condições de aceitar essa deficiência. Ambos entram num ciclo muito grande de ansiedade, estresse, frustrações. Então, nós esperamos qualquer coisa, mas nunca isso. Essa é uma situação inédita. Nenhum colega ou psicóloga que eu tenha conversado relatou algo semelhante", diz o médico.

O casal não permite ser identificado e não vai se pronunciar sobre o assunto. A advogada Adriana Hapner, especialista em direito de família, diz que o caso é delicado e que a prioridade é sempre garantir o direito das crianças.

Decisão não levou em conta o lado emocional


A psicóloga Clodete Azzolin disse, em entrevista ao G1, que  essa rejeição "é fruto de uma sociedade movida pelo excesso de racionalidade, onde tudo está sendo coisificado, inclusive o ser humano". Ela acredita ainda que "agindo assim, o ser humano se afasta cada vez mais de sua natureza, comprometendo inclusive a manutenção dos instintos naturais".

Maternidade fez a denúncia ao MP


O parto dos bebês foi realizado no dia 24 de janeiro deste ano, mas só agora ganhou destaque. A maternidade não quer comentar o assunto, mas foi a instituição que denúnciou
o caso para o Ministério Público do Paraná.

"No momento do parto o pai já disse que levaria somente duas, que a direção fizesse o que bem entendesse", disse um dos funcionários da maternidade, em entrevista à Rádio Band News Curitiba. "No nascimento, ele escolheu duas, mas elas eram prematuras e uma das que ele escolheu teve um probleminha respiratório no início, o pulmãozinho não estava totalmente formado e, de imediato, disse que não iria levá-la porque só queria quem estivesse saudável, porque aquela criança ia dar muito trabalho".

Segundo esse funcionário, que preferiu não se identificar, houve muita comoção na maternidade devido à "frieza" da família ao tomar a atitude de "abandonar" os bebês. "A gente ficou chocado, revoltado com toda essa situação", afirmou. Outra funcionária disse que eles próprios se mobilizaram para dar roupas e fraldas para os bebês. "Ficamos horrorizados, foi uma choradeira, foi meio estranho", reforçou.

Médicos e psicólogos tentaram o trabalho de convencimento dos pais para aceitar todas as crianças, mas não tiveram sucesso. As três meninas permaneceram por um mês na maternidade, embora já tivessem condições de serem levadas para casa com dez dias de vida. Todas estavam saudáveis. Os pais até teriam ido à clínica posteriormente para tentar levar apenas duas para casa. No entanto, elas já tinham sido encaminhadas ao conselho tutelar.

A assessoria do Ministério Público do Paraná, em função do segredo de Justiça determinado pela 1ª Vara da Infância e da Juventude de Curitiba, disse que não poderia sequer confirmar a veracidade da história. A advogada da família acusada de rejeitar as crianças foi procurada, mas em seu escritório a informação é de que ela não falaria com a imprensa por não ter recebido autorização dos clientes.  No entanto, há informações de que ela já teria entrado com pedido de reconsideração da Justiça, requerendo para os pais, que estariam arrependidos, a guarda das três crianças. Em razão do segredo, nem os nomes dos pais nem o da maternidade em que as crianças nasceram foi revelado.

NOTICIÁRIO Bol/UOL, G1, Diário de S Paulo


LEIA NESTE BLOG A HISTÓRIA DE JOSELY E JULIANA DE OLIVEIRA, AS IRMÃS DE CUNHA QUE SOFRERAM NAS MÃOS DE UM PSICOPATA. 



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COM UM ALIADO COMO OBAMA, QUEM PRECISA DE INIMIGOS?




Diz o noticiáro internacional que os rebeldes líbios estão impondo condições a Kadafi para o cessar-fogo. Obama trata os rebeldes como se fossem apenas uns punhados de civis desarmados sendo mortos pelas forças do tirano. Os comandantes da Otan reconhecem, agora, que entre os tais "rebeldes" estão agindo terroristas infiltrados da Al Qaeda e Hezbolahh. Onde estão os simples civis? Há cada vez mais gente circulando na Líbia com cara de tropas mercenárias.

A Igreja Católica da Líbia -há católicos lá!- denuncia que os ataques da Otan mataram mais de 40 civis em Trípoli e atingiram prédios residenciais e até hospitais. Isso para evitar que civis morressem!

Não compartilho da ideia de que a Otan ou os americanos fomentam a queda de Kadafi por causa do petróleo. O petróleo já era vendido por Kadafi. Agora sim há uma grande incógnita: quem vai comandar a Líbia caso Kadafi seja deposto? Mas pode não ser.

Se o tonto do Barack Obama fez todo o serviço para os islâmicos mais radicais, quem ficará com o petróleo serão eles. Nunca o povo, e nem o Ocidente. Não há clima para isso. A Líbia está em guerra civil, e o Ocidente assumiu um dos lados, pela pressa de Obama. 
O problema é que Obama parece não tirar os olhos do calendário eleitoral.
Talvez o tiro saia pela culatra. 

SOBRE A MACONHA. HÁ ALGUMA GUERRA POR AÍ?

Tem comentaristas que imaginam estar numa guerra. Acham que ganharam algum combate. Que perdi.
Não perdi nada. De fato, adquiri muitas informações que não tinha, mas isso não muda a minha opinião. Ainda acho que entre prós e contras fico com a posição da cautela.

Alguns acreditam que uma vez expostas as suas ideias elas, por si só mudam a realidade. A realidade não é assim. Pode até ser que daqui a alguns anos o panorama legal sobre a maconha mude no Brasil. Mas pode ser que não. O tempo e os debates dirão. Talvez nesse meio tempo descubram algo muito ruim sobre ela, talvez não. A realidade pode ser dinâmica.

Alguns lêem mas não compreendem bem os argumentos. A questão do tomate, que usei como exemplo, era exatamente para mostrar que a ciência não é tão certa quanto parece.
Muita idiotice pode ser feita em nome da ciência, ainda mais em tempos do politicamente correto.

Por exemplo, os fumantes de cigarro (tabaco) são tratados hoje como cidadãos de quinta categoria (não sou fumante). Acho injusto. Um não fumante não é melhor que um fumante.
Assim como um vegetarian não é melhor que um não vegetariano. Existem vegetarianos de bom caráter e os de péssimo caráter. Assim como entre os não vegetarianos.
Ser fumante de tabaco, não torna um cidadão pior que outro.

Assim, a legislação restritiva ao tabaco vai ganhando contornos absurdos.Tão absurdos que a ideia, defendida por alguns (mesmos cientistas) sobre o fumante passivo, não tem uma pesquisa que comprove a hipótese seriamente. Mas a onda do "bem" resolveu que sim.
Não fumar em ambiente fechado deveria muito mais ser uma questão de boa educação do que de saúde. Pois sobre essa questão há nenhuma certeza.

Mesmo no caso do tabaco, há chance de que o fumante fique doente, ela existe, mas não há uma relação direta, de causa e efeito, do tipo: sempre que alguém fumar x cigarros morrerá de câncer. O ativismo anti-tabaco é que levou a certas medidas restritivas.
Mas, uma vez aprovada a lei só resta ao fumante acatar. Até que a realidade mude e, algum dia, alguém demonstre (em tese) que estava tudo errado e que o cigarro nunca fez mal a ninguém.

Desse modo, nunca devemos levar a ciência como se fosse uma religião. Não pode haver crença. As teorias têm que poder ser testadas. Assim, podem existir muitas pesquisas indicando possibilidades para a planta cannabis, no sentido de que derivem remédios. e até já há alguma produção nos EUA (até refrigerantes, eu sei). Mas há outras conflitantes. E tem que ser consideradas também. Não podemos mais decidirpor plebiscito se a Terra é quadrada. Ela não é.

Todo o conjunto deve ser levado em conta pelo legislador. O uso pode, sim, afetar o usuário porque isso pode ser verificado. Só não vê quem não quer; substâncias químicas podem afetar o pensamento, as percepções etc. Um dos argumentos mais fracos que tenho visto é que só quem usa pode falar a respeito. Claro que não.
Não é preciso fazer muitas coisas -ainda bem- para sabermos se aquilo nos interessa ou não.

A VALE PROCURA UM PRESIDENTE. QUE TAL AGNELLI? Tem larga experiência no setor, já dirigiu a maior produtora de ferro do mundo.

http://www.sponholz.arq.br/
A nota abaixo, de Reinaldo Azevedo, mostra até que ponto chegou a loucura ou o descaramento da vida pública no Brasil. A Vale era uma estatal cheia de problemas. Foi vendida, rendeu enorme quantia aos cofres públicos e continuou no solo pátrio, óbvio, recolhendo cada vez mais impostos.

Mas como existem os inconformados nacionalistas e os autoritários, inconformados com algo bom, e os oportunistas, resolveram levar a Vale na mão grande. Como a empresa tem acionistas pesados, como fundos de estatais, Lula fez tanta pressão sobre a empresa que esta, agora, dispensou o seu grande presidente Agnelli.

Fica evidente que isso não é uma forma de estatizar a empresa, mas uma maneira de os fundos, que têm grande poder de fogo, fazerem o jogo do governo e, provavelmente, transformar a segunda maior mineradora do mundo num cabide gigantesco.

O negócio é aparelhar a Vale. Resta saber se isso afetará o valor da empresa. de qualquer modo, o estrago está feito. Só no Brasil!

"A Vale divulgou ontem um comunicado afirmando que a Valepar, que controla a companhia, contratou um headhunter para auxiliar os acionistas na escolha de um nome para presidir a empresa. Vou ajudar. Acho que tenho o perfil adequado. Há no mercado um executivo que:

- em 10 anos, levou o faturamento da empresa que presidia de US$ 4 bilhões para US$ 46,4 bilhões;
- transformou-a na maior produtora de ferro do mundo;
- fez dela a segunda maior mineradora do mundo;
- levou as suas ações a uma valorização de 1.583%…
Oooopsss! Esse executivo é Roger Agnelli!
Tenho uma idéia: a Vale demite Agnelli e contrata Agnelli. Que tal?"
Reinaldo Azevedo

VOTA EM MIM QUE DEPOIS EU TE CONTO COMO É EM BRASÍLIA.

http://www.sponholz.arq.br/index.html