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sábado, 9 de abril de 2011

DESARMAMENTO CRIA DUAS CLASSES DE PESSOAS. OS SEM ARMAS, E OS COM ARMAS. Como a polícia não dará conta do recado, os bandidos armados farão a festa. Você pode pagar seguranças armados ou tem escolta especial?

Tirando a dúvida
Olavo de Carvalho

Quando um chavão pejorativo reaparece com insistência nas bocas dos vários porta-vozes de uma causa, fixando hipnoticamente a atenção do público num determinado traço odioso da figura adversária, o mínimo de prudência recomenda suspeitar que não se trata de uma polêmica normal, mas de uma campanha de propaganda enganosa.

Suspeita não é, evidentemente, certeza. Pode ser tudo uma infeliz coincidência estilística.
O método para tirar a dúvida é simples. Verifique se o rótulo tem alguma correspondência com a realidade. Se o insultado tem de fato a má qualidade apontada e se ela é tão proeminente que olhando para ele dificilmente se repare em outra coisa, a repetição do insulto talvez traduza apenas a uniformidade de uma impressão geral correta. Milhares de brasileiros repetem que o presidente Lula é campeão internacional de gafes, e não há nisso nenhuma campanha contra ele, apenas a constatação repetida de fatos notórios.

Mas, se o defeito indicado não é saliente a esse ponto, se, ao contrário, ele não é evidente de maneira alguma e, pior ainda, se sua presença no personagem acusado não pode ser comprovada por nenhum meio legítimo, então é claro que a insistência grupal em apontá-lo revela um intuito uniforme e organizado de conquistar o público para uma opinião difamatória, utilizando um cacoete de linguagem para criar um cacoete de pensamento.

A expressão “poderoso lobby da indústria de armas”, que quase infalivelmente reaparece nos discursos dos desarmamentistas para carimbar os adversários da sua campanha como paus-mandados a serviços de interesses milionários, entra nitidamente nessa categoria. Isso pode ser averiguado facilmente pelo método acima apontado.

Desde logo, os usuários desse chavão empregam-no sempre de maneira vaga e genérica, sem jamais esclarecer a quais indústrias de armas se referem nem muito menos qual a ligação delas com as entidades que reagem ao desarmamento.

O motivo é muito simples: não há nenhuma indústria de armas financiando a luta contra o desarmamento. O Brasil tem uma única empresa fabricante de armas, cujo maior e quase único cliente no território nacional é o governo, isto é, o chefe mesmo da campanha desarmamentista.

Quanto a empresas estrangeiras, não existe o mínimo indício de que alguma delas tenha contribuído para as escassas e pobres organizações pró-armas, nem muito menos de que tenha feito algum esforço sério para conquistar o mercado brasileiro.
Em compensação, os financiadores da campanha desarmamentista em todo o mundo são bem conhecidos: ONU, Comunidade Européia, Fundação Ford, Fundação Rockefeller e entidades similares, além do sr. George Soros, é claro.

Quem, então, é o “poderoso lobby”?
Outro dia, no Rio, as colunas sociais noticiaram uma reunião festiva de desarmamentistas chiques. A chamada “nata da sociedade” compareceu ao evento para dar seu apoio à bela causa personificada pelo Dr. Rubem César Fernandes, aquele mesmo que alardeava que o desarmamento iria diminuir a criminalidade e, uma vez obtida a persuasão geral, declarou candidamente que se tratava de um geral auto-engano.

A festa transcorreu sem o menor incidente, mesmo porque o prédio onde se realizava ficou cercado de seguranças armados, zelosos na sua tarefa de proteger as vidas e os bens dos convidados.

Como a lei do desarmamento só proíbe armas pessoais, não seguranças armados, ela terá por efeito imediato e incontornável a divisão dos cidadãos brasileiros em duas classes: a maioria desarmada, que o governo confessa não ter condições de proteger, e a minoria armada até os dentes, que não precisará de proteção oficial porque tem meios de se proteger a si mesma.

É ou não é para o beautiful people comemorar desde já?

Zero Hora, 29 de maio de 2005
http://www.olavodecarvalho.org/semana/050529zh.htm

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A CULTURA BANDIDA DO RIO DE JANEIRO. AINDA HÁ MUITO A DEPURAR.

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, disse que ainda não sabe quem indicou o delegado de polícia Carlos Antonio Luiz de Oliveira, da cúpula da Polícia Civil do Estado, para a Secretaria Especial de Ordem Pública do município.

Bem, uma coisa é certa, não é mesmo? Ele foi nomeado pelo prefeito Eduardo Paes.
O delegado Oliveira é suspeito de estar envolvido com quadrilhas de policiais que tinham relações com grupos criminosos do Rio de Janeiro.

No Rio, a cultura acabou derivando para relações perigosas entre a lei e o crime e entre segmentos da sociedade civil e o mundo das drogas e outros tipos de crime.
Isso aparece até em obras de arte (filmes, livros, novelas, músicas) feita no Estado. É a cultura bandida. De certo modo, as relações foram muito bem retratadas em Tropa de Elite, o filme que a esquerdalha adepta do fumacê detestou.

No Rio, muita pedra ainda vai rolar (isso não tem nada a ver com a região serrana).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A MORTE NA BAHIA É CADA VEZ MAIS DEMOCRÁTICA. Ou: você pode ser o próximo.


A morte teve o mercado ampliado na Bahia
                                                                
A evolução crescente da violência na Bahia é, sem trocadilho, mortal. Em 1997 o estado apresentava um índice de 13 homicídios por cem mil habitantes. Em 2007 o número passou a 25,7, e em 2010 chegou a 36 homicídios por cem mil habitantes.

O governador Jaques Wagner realmente parece haver aplicado uma política socialista em relação à violência. A morte naquele estado está democraticamente atingindo mais pessoas.

Enquanto isso, no estado mais populoso do Brasil, São Paulo, cuja política de segurança deveria ser modificada, por ser ruim, segundo o então candidato petista Aloizio Mercadante, a taxa está em 10,47 homicídios por cem mil, uma das menores do Brasil e perto do que é considerado normal pela ONU, 10 por cem  mil. (dados TV Globo)