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quinta-feira, 7 de abril de 2011

A TRISTE HISTÓRIA DAS TRIGÊMEAS DE CURITIBA (VI). Os pais não são os monstros que estão pintando, diz a advogada

Ficará a juíza responsável pelo caso das trigêmeas de Curitiba convencida de que os pais das crianças poderão ter de volta o direito de cuidar delas? 

A advogada Margareth Zanardini, contratada pelos pais das meninas trigêmeas que nasceram em 24 de janeiro, em uma maternidade de Curitiba, diz que já está de posse de dois laudos feitos por especialistas (um psicanalista e um psiquiatra) que garantem que os pais têm plenas condições para cuidarem de suas filhas.

Provavelmente esses são laudos providenciados pela defesa. A Justiça deverá determinar, se é que já não tomou tais providências, que os pais sejam, obrigatoriamente, submetidos a peritos credenciados na Justiça, indicados pela juíza.

Assim mesmo a questão é polêmica, uma vez que as meninas, hoje, estão sob abrigo da Justiça, cuidadas pelo Conselho Tutelar de Curitiba. Embora eles (ele nutricionista, ela economista, com menos de 30 anos) sejam os pais das crianças (geradas por métodos artificais), eles criaram uma situação que feriu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao tentarem deixar, segundo os relatos da imprensa e de funcionários da maternidade, uma das crianças no hospital, para que fosse adotada por terceiros.

Segundo  a advogada disse à imprensa,  “o laudo da psicanalista, com mais de 25 anos de experiência, está pronto e garante a total capacidade dos pais para criarem as crianças. O laudo do psiquiatra não está pronto, mas acredito que irá na mesma direção`, disse ela.

Os avós paternos das trigêmeas também já foram ouvidos pela Justiça, que quer saber se eles podem ficar com a crianças. Para Zanardini, o casal está muito abalado e preocupado com o bem estar das meninas.
foto apresentada pela advogada (reprodução)

A advogada, inclusive, divulgou imagens de três berços que eles compraram para mostrar que estão arrependidos e querem as trigêmeas. ´Eles não são esses monstros que estão pintando. A distância dos pais será muito prejudicial para essas crianças, já que nem amamentadas pela mãe elas estão sendo.”

Margareth Zanardini não quis comentar o motivo que teria levado o pai a manifestar intenção de querer apenas duas das três crianças. Alegou segredo de justiça. Mas a advogada disse que a mãe das trigêmeas estaria sofrendo de depressão pós-parto, o que justificaria o estranho comportamento do casal diante das próprias filhas.

O casal fez um tratamento em uma clínica de reprodução assistida de Curitiba. Eles queriam ter duas filhas, mas, antes do nascimento, foram avisados pelo médico responsável pelo tratamento que nasceriam três bebês. Na maternidade, segundo a imprensa relatou, o pai teria escolhido as meninas mais saudáveis e tentou abandonar uma das recém-nascidas, com problemas respiratórios. A advogada Zanardini não nega que algo aconteceu na Maternidade, mas diz que o caso está sob segredo de Justiça e que “é mais ou menos assim”, não explicando a atitude do pai.

O caso gerou imensa repercussão no Brasil, uma vez que não é comum pais desejarem filhos, conseguir tê-los, com o apoio da Ciência, e, depois, pretender escolher os com melhor saúde aparente, segundo as matérias da imprensa, deixando uma criança, rejeitada, para adoção. Muito estranho, de fato.

Vamos dar um crédito aos pais. Mas foi tudo muito inusitado. Geralmente uma escolha dessas é rara. Quando há situação de risco à vida ou à saúde dos filhos, os pais querem protegê-los. 

O caso de Curitiba remete a duas histórias: uma, a bíblica, sobre as duas mulheres que disputam uma criança,até que Salomão decide cortar a criança ao meio para testar o amor das mulheres. Vocês sabem o final. A outra: sugiro que assistam ao filme A Escolha de Sofia 

LEIA NESTE BLOG A HISTÓRIA DE JOSELY E JULIANA DE OLIVEIRA, AS IRMÃS DE CUNHA QUE SOFRERAM NAS MÃOS DE UM PSICOPATA. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A TRISTE HISTÓRIA DAS TRIGÊMEAS DE CURITIBA (III). Talvez os avós possam ficar com as crianças, provisoriamente.

A advogada dos pais das trigêmeas nascidas em Curitiba, Margareth Zanardini, informou à imprensa que a juíza do caso ouviu os avós maternos e paternos para avaliar se eles têm condições de ficar com a guarda das meninas. A Justiça teria solicitado, ainda, a produção de laudo psicológico para constatar se os pais têm condições psicológicas para ficarem com as crianças. Segundo a imprensa, a decisão pode sair nos próximos dias.
  
Assim, vemos que a história das trigêmeas nascidas em Curitiba contada, originalmente, pela emissora de Rádio BandNews FM, vai ganhando um contorno cada vez mais complicado e dramático. Uma liminar determinou que as três crianças fossem levadas pelo Conselho Tutelar, depois de a maternidade onde nasceram as meninas, ter acionado o Ministério Público. O caso segue em segredo de Justiça.

Penso que a curiosidade popular em relação ao caso tem mais a ver com o fato de que muitos são pais ou querem sê-lo, e o caso se relaciona com a ideia da paternidade, e a impotência e a total dependência de bebês em relação aos adultos. Uma criança fica anos sendo cuidado pelos pais. É um longo processo. Crianças são frágeis e desamparadas, e isso gera forte interesse e desperta compaixão.

Também provoca a imaginação o fato de serem três crianças, o que não é muito comum, e menos comum ainda a versão inicial disseminada pela imprensa de que o casal queria levar apenas duas filhas, deixando uma para adoção. O que, seria, exatamente, o motivo da separação dos pais, por ordem judicial.

As meninas estão, agora, a caminho de completar três meses de idade. Segundo o site G1, a advogada informou que a Justiça teria autorizado um contato de duas horas semanais aos pais com as crianças.

A atitude paterna é que teria motivado a atenção do Ministério Público e do Conselho Tutelar, o que resultou em um processo sigiloso na Justiça e no momentâneo afastamento dos pais em relação às crianças. Muitos criticam o fato dos pais terem, aparentemente, preferido ficar com duas filhas, pretendendo deixar uma no hospital.

A quase ninguém ocorreria isso, uma vez que os pais lutavam para ter filhos, apelando para a ajuda médica e métodos de inseminação artificial. A advogada Zanardini diz, no entanto, que essa não é toda a verdade. Aguardemos os fatos. Segundo as materias publicadas pela Imprensa, a advogada da família, Margareth Zanardini recorreu da decisão judicial, pois considera que as crianças estão sendo prejudicadas, uma vez que não recebendo a amamentação maternal.

A advogada considera isso um tipo de punição às crianças, inocentes nessa história toda. A advogada, Segundo os relatos, também recorre pelo direito dos pais em reaverem as filhas que foram levadas para um abrigo por ordem judicial. Margareth Zanardini disse à imprensa que, caso a Justiça brasileira não atenda aos pedidos do casal que representa, a família deverá, até, apelar a cortes internacionais.

Vejam, senhores leitores, a que trilhas estranhas nos leva a vida. Não creio que os pais planejassem friamente, sabendo das três filhas, levar apenas duas. Seria cruel demais, mesmo porque as informações são de que a família tem recursos para criar as crianças. Creio, como alguns psicólogos se manifestaram, em alguma confusão, alguma pressão psicológica sentida pelo casal. Os psicólogos relatam que é possível que casais sem filhos fiquem estressados durante o processo, devido à alta ansiedade.

Em entrevista ao G1, a advogada disse que a história de que o pai teria tentado abandonar uma das filhas no hospital é verídica “somente em partes”. Entretanto, Zanardini não apresentou a versão do casal, cliente dela, para o caso. O processo corre “sob segredo de Justiça”. Segundo ela, foi feito um pedido, em nome das crianças, enviado à Justiça solicitando o direito de serem amamentadas e visitadas pela mãe. “No Estatuto da Criança e do Adolescente é estabelecido que se deve priorizar o convívio familiar”, ressaltou Zanardini, que diz ter feito um pedido, em nome das crianças, enviado à Justiça solicitando o direito de serem amamentadas e visitadas pela mãe e que resultou na concessão de uma visita semanal de duas horas: “No Estatuto da Criança e do Adolescente é estabelecido que se deve priorizar o convívio familiar”, destacou a advogada.

Segundo os relatos da imprensa, os responsáveis pela maternidade, o Conselho Tutelar e a Promotoria Pública não irão manifestar-se sobre o caso. A advogada, pelo que se lê, negou que uma das crianças tenha insuficiência pulmonar e que os pais tenham tentado sair do hospital levando somente duas das três filhas. Porém, ela disse que não daria sua versão para o episódio pois o caso corre em segredo de Justiça.

É uma questão delicada, de fato, pois a família, apesar de todo o “imbroglio”, tem o direito de tentar ficar com seus filhos, afinal esperaram muito tempo por isso, desenvolvendo, certamente uma relação afetiva. A advogada conta,  segundo a imprensa, que a mãe amamentava as três crianças, logo após o nascimento, enquanto estavam sendo observadas, antes de irem para casa. Para onde não foram até agora, realmente.   

Margareth Zanardini disse à imprensa que a Vara da Infância deveria ter feito acompanhamento psicológico com os pais, antes de retirar as filhas deles. O abrigamento das trigêmeas aconteceu em 23 de fevereiro, depois que as meninas passaram um mês na UTI do Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba. Elas nasceram em 24 de janeiro, fruto de fertilização in vitro (técnica em que o óvulo já fecundado é colocado no útero da mãe).
O processo de inseminação artificial é caro e uma parcela muito pequena da população tem acesso ao tratamento, que custa em torno de 10 mil reais. Em clínicas mais sofisticadas, a inseminação pode custar até 70 mil.
Questionada sobre se o casal conhecia o risco de uma gestação tripla, Zanardini disse que somente os médicos poderiam afirmar como foi o procedimento.

Informações publicadas em:

http://noticias.horahnews.com.br/2011/04/pais-abandonam-trigemeas-no-hospital-em.html




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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

EU PROTEJO, TU RECOLHES, E AMBOS INTERFERIMOS NA VIDA DOS OUTROS. Ou: diante da falta de outra solução, autoridades restringem a circulação noturna de adolescentes em cidades do interior.


Não há mais tempo para os filhos
 Nos últimos anos, em diversas cidades do País, as autoridades, ora juízes, ora promotores, ora vereadores e prefeitos, ora delegados, tentam implementar  medidas para controlar as andanças noturnas dos adolescentes.

As justificativas quase sempre são as mesmas: evitar o contato com o álcool, com as drogas, o vandalismo, as algazarras.
O curioso é que a proteção, que também é sempre a mesma "proibição de ficar nas ruas", está mudando de nome. Vocês sabem como mudar o nome de algo muda tudo.

É como queria o Governo Federal nos tempos do presidente que mais voou neste país, quando foi editada uma cartilha politicamente correta que nos queria ensinar como falar direitinho. Um dos exemplos inesquecíveis era o caso das pessoas verticalmente prejudicadas. !?!:  Os anões.
Se eu fosse anão e me chamassem daquilo...

Como decretar um toque de recolher soa mal aos ouvidos, pois parece coisa de ditadura, de gente retrógrada, não é mesmo?, melhor tomar uma iniciativa autoritária com outro nome!
E, assim, ninguém mais quer saber de decretar toques de recolher. Isso pegava muito mal.

É muito melhor e mais simpático para a "mídia" (a antiga Imprensa, lembram?) e para as hordas do bem, das ongs politicamente corretas, decretar o toque de proteger.

__  Você é autoritário! Você "recolhe" os pimpolhos que ficam na rua até tarde! Eu protejo.

__   E qual a diferença? Quando você protege você não os "recolhe"?

E, se essa conversa continuasse, a polícia acabaria tendo que recolher os dois beligerantes.

Quem é pai sabe que é mesmo um grande motivo de preocupação os filhos adolescentes ficarem por aí, à noite, de madrugada, até de manhã, pelas ruas. Tudo isso?
Mas ninguém os controla em casa?

Para que têm servido as escolas? O que aprendem por lá além de aulas de sexo, esquerdismo vagabundo, direitos, direitos, e mais direitos?

Para que servem os pais? Largam os fihos nas escolas cada vez mais tempo. Não conversam com eles sobre os perigos do mundo; preferem que interpretem, ao seu modo, as lições da TV e, agora, que satisfaçam sua curiosidade nos sites mais estranhos da Internet.
Estão entretidos lá no quarto!

Depois de absorverem um monte de asneiras - não vou dizer que só asneiras, para que não me chamem de ranzinza e radical - resolvem os jovens saírem pela cidade dar umas voltas.

Quase ninguém quer dar muitas explicações aos pais sobre onde vai. Também os "velhos", para serem bacaninhas, nem pensam em marcar hora para o retorno, ou em ir buscá-los, apenas por precaução. Preferem que seus filhos sejam cuidados pelos traficantes.
Exagerado! Tá, nem sempre é assim. Mas pode ser assim se você não conversa com seu filho, não leva algumas vezes, não vai buscar, não conhece seus amigos.

Tempos modernos. O relógio controla tudo e não temos tempo a perder, com os filhos!

Bem, o que acontece?
Como estamos em uma época piedosa, em que as faculdades despejam um monte de transformadores da realidade todos os anos, dispostos a mudar a natureza humana, o seu aspecto, o seu metabolismo, o meio ambiente, o ambinte inteiro, as leis, o mundo, tudo pela nova percepção holística, em nome do bem, começamos a registrar, por meio do noticiário, juízes que agem como legisladores; legisladores que querem ser executivos; prefeitos que pensam que são delegados e promotores implacáveis brandindo suas cópias do ECA. Tudo para contentamento, ou desgosto?, dos membros dos Conselhos Tutelares.

Se as escolas e nem os pais conseguem botar ordem na bagunça, eles tentarão.
Assim, recolher, proteger, tudo palavras para tentar ordenar um mundo que parece caótico.
Como o Estado moderno avança, cada vez mais, sobre a vida privada, não poderia ser diferente no caso da relação pais-filhos.
Mais tempo nas escolas, menos tempo com a família.
Mais tempo com os filhos, menos tempo de cerveja e futebol, ou de novelinhas.
Mas o que você anda aprendendo Zezinho?

Os pais poderão ser punidos se aborrecerem seus filhos. As pestinhas podem fazer queixa na polícia.
Os pais serão punidos se largarem seus filhos nas ruas. As pestinhas ficarão em casa.
Talvez funcione. Os pais terão que aguentar seus rebentos e conversar com eles.
Mas, e se não acontecer nada disso e cada um comprar a sua TV e seu computador?

Familía? Que palavra mais estranha...

Eu mesmo não gosto nem um pouco das medidas de restrição. Acho a confissão geral de uma sociedade que está pisando na bola, que não tem valores e na qual já não se conseguem fazer famílias como antes. Sem saudosismo, hoje temos verdadeiras pensões que chamam de "minha casa".

O que vocês acham disso tudo?