Ficará a juíza responsável pelo caso das trigêmeas de Curitiba convencida de que os pais das crianças poderão ter de volta o direito de cuidar delas?
A advogada Margareth Zanardini, contratada pelos pais das meninas trigêmeas que nasceram em 24 de janeiro, em uma maternidade de Curitiba, diz que já está de posse de dois laudos feitos por especialistas (um psicanalista e um psiquiatra) que garantem que os pais têm plenas condições para cuidarem de suas filhas.
Provavelmente esses são laudos providenciados pela defesa. A Justiça deverá determinar, se é que já não tomou tais providências, que os pais sejam, obrigatoriamente, submetidos a peritos credenciados na Justiça, indicados pela juíza.
Assim mesmo a questão é polêmica, uma vez que as meninas, hoje, estão sob abrigo da Justiça, cuidadas pelo Conselho Tutelar de Curitiba. Embora eles (ele nutricionista, ela economista, com menos de 30 anos) sejam os pais das crianças (geradas por métodos artificais), eles criaram uma situação que feriu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao tentarem deixar, segundo os relatos da imprensa e de funcionários da maternidade, uma das crianças no hospital, para que fosse adotada por terceiros.
Segundo a advogada disse à imprensa, “o laudo da psicanalista, com mais de 25 anos de experiência, está pronto e garante a total capacidade dos pais para criarem as crianças. O laudo do psiquiatra não está pronto, mas acredito que irá na mesma direção`, disse ela.
Os avós paternos das trigêmeas também já foram ouvidos pela Justiça, que quer saber se eles podem ficar com a crianças. Para Zanardini, o casal está muito abalado e preocupado com o bem estar das meninas.
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| foto apresentada pela advogada (reprodução) |
A advogada, inclusive, divulgou imagens de três berços que eles compraram para mostrar que estão arrependidos e querem as trigêmeas. ´Eles não são esses monstros que estão pintando. A distância dos pais será muito prejudicial para essas crianças, já que nem amamentadas pela mãe elas estão sendo.”
Margareth Zanardini não quis comentar o motivo que teria levado o pai a manifestar intenção de querer apenas duas das três crianças. Alegou segredo de justiça. Mas a advogada disse que a mãe das trigêmeas estaria sofrendo de depressão pós-parto, o que justificaria o estranho comportamento do casal diante das próprias filhas.
O casal fez um tratamento em uma clínica de reprodução assistida de Curitiba. Eles queriam ter duas filhas, mas, antes do nascimento, foram avisados pelo médico responsável pelo tratamento que nasceriam três bebês. Na maternidade, segundo a imprensa relatou, o pai teria escolhido as meninas mais saudáveis e tentou abandonar uma das recém-nascidas, com problemas respiratórios. A advogada Zanardini não nega que algo aconteceu na Maternidade, mas diz que o caso está sob segredo de Justiça e que “é mais ou menos assim”, não explicando a atitude do pai.
O caso gerou imensa repercussão no Brasil, uma vez que não é comum pais desejarem filhos, conseguir tê-los, com o apoio da Ciência, e, depois, pretender escolher os com melhor saúde aparente, segundo as matérias da imprensa, deixando uma criança, rejeitada, para adoção. Muito estranho, de fato.
Vamos dar um crédito aos pais. Mas foi tudo muito inusitado. Geralmente uma escolha dessas é rara. Quando há situação de risco à vida ou à saúde dos filhos, os pais querem protegê-los.
O caso de Curitiba remete a duas histórias: uma, a bíblica, sobre as duas mulheres que disputam uma criança,até que Salomão decide cortar a criança ao meio para testar o amor das mulheres. Vocês sabem o final. A outra: sugiro que assistam ao filme A Escolha de Sofia
LEIA NESTE BLOG A HISTÓRIA DE JOSELY E JULIANA DE OLIVEIRA, AS IRMÃS DE CUNHA QUE SOFRERAM NAS MÃOS DE UM PSICOPATA.
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