Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador DRAMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DRAMA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de março de 2011

JAPAN IS BIGGER THAN EARTHQUAKES AND TSUNAMIS. O Japão tem a têmpera necessária para ultrapassar esta tragédia.

Tsunami atinge Minami Sanriku  (Daily Post)

A fotografia de uma onda gigantesca atingindo a cidade japonesa durante o terremoto e o tsunami que afetaram duramente o nordeste do Japão faz pensar. Impressiona a altura da vaga e a massa de água que desloca.
Num instante centenas de pessoas, muitas cuidando tranquilamente de suas vidas, foram varridas como gravetos. Imaginem o susto dos ocupantes dos veículos que trafegam pela avenida. O impacto das águas nos edifícios que aparentam tanta solidez. Somos pequenos e frágeis, quase impotentes diante de tanta força. A Natureza não está enfurecida ou vingando-se, como querem alguns, da destruição do meio-ambiente.
A Natureza apenas é o que é. 
Os japoneses construíram sua civilização há milhares de anos nesse lugar. E há milhares de anos sofrem, teimosamente, o impacto das manifestações naturais. Cada vez com melhores técnicas de construção, para resistir. E ordem, educação e treinamento para se reorganizarem. Assim é o ser humano. Ou assim são os japoneses.
O drama dos japoneses é tão triste quanto foi o das famílias da região serrana do Rio de Janeiro. Mas há uma diferença a ser considerada: não há muito o que fazer contra a fúria da Natureza, mas há muito o que fazer contra a irresponsabilidade das autoridades incompetentes e corruptas que permitem, e até estimulam, ocupações irregulares, e depois colocam a culpa em adversários políticos, na Natureza, ou em Deus.
O japoneses reconstruirão suas cidades e negócios (claro que não poderão reparar suas perdas familiares), são tenazes, sofrem e trabalham. São um exemplo a ser seguido.
No Japão está frio neste momento, as pessoas podem ser privadas de alimentos e combustível, mas não há saques e tumultos. Nada disso é o que vemos num país como o Brasil. Isso faz uma enorme diferença.
Não temos uma tradição, não temos educação, perdemos os valores civilizacionais, não consideramos a propriedade algo importante, muito menos a coisa pública - construída com o esforço de todos, por meio dos impostos exorbitantes. Os pobres acham que tudo é "dado" pelo governo, e a intelectualidade crê que "bolsas" solucionam a falta de educação decente. 

O Japão se reerguerá, com certeza, pelo seu passado. Nem o acidente nuclear das usinas de eletricidade será obstáculo. 
Nós, todavia, sempre perdemos a memória dos absurdos e reelegemos crápulas, reeditando a mesma miséria moral e falta de vergonha.