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segunda-feira, 4 de junho de 2012

PT DÁ UM TIRO NO PÉ. O ALVO ERAM A IMPRENSA, O STF E A PGR. Nunca antes neste país...E pensar que Collor de Mello caiu por muito, mas muito menos...

UM TIRO NO PÉ


http://www.sponholz.arq.br/


Concordo plenamente com o jornalista Reinaldo Azevedo, que faz a duas perguntas abaixo sobre o escândalo do Mensalão, as tentativas do PT  Lula de melarem o julgamento desacreditando o STF, a Imprensa e o Procurador Geral da República. Não à toa a Veja publicou excelente reportagem sobre esse plano petista contra as instituições neste final de semana (Capa: Um Tiro no Pé). 

Se algum ministro do Supremo absolver mensaleiros, quem vai 


acreditar na sua independência?

Eis a grande obra de Lula, o intocável!

"Alas do PT e a rede suja do subjornalismo, financiada com dinheiro público, estão numa campanha frenética — já escrevi a respeito — para que o ministro Gilmar Mendes, do STF, se declare impedido de julgar o caso do mensalão. E o que determinaria esse impedimento? O seu suposto prejulgamento. Trata-se, obviamente, de uma piada. Mendes apontou a atuação de gângsteres, que ficam plantando mentiras na rede para desmoralizá-lo e a quantos considerem não ser fiéis ao partido, mas não entrou, é evidente, no mérito do caso. A pressão é ridícula e dá conta do modo como opera essa gente"...
..."O problema de boa parte dos petistas e de Lula em particular é que não estão preparados para a independência de um juiz. O problema de boa parte dos petistas e de Lula em particular é que não estão preparados para a independência do jornalismo. E não estão por quê? Porque isso fere a essência do que são o partido e seu líder. A independência significa a não adesão ao modelo que eles imaginam ter de transformação do Brasil"...


LEIA O TEXTO INTEGRAL EM:

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A ILUSÃO DE CONTROLAR A REALIDADE PELAS REDES SOCIAIS E TELEFONES CELULARES.


Três ou quatro amigos vão almoçar no intervalo do expediente. Logo aparecem sobre a mesa cinco ou seis celulares. O Brasil tem agora 250 milhões de linhas telefônicas. Um almoço que poderia durar uma hora, uma hora e meia, com dois ou três assuntos, com agradável cordialidade, calma, atenção, hoje tornou-se quase impossível. 

A conversa é entrecortada por olhares ansiosos aos aparelhos telefônicos, os assuntos não terminam, os vínculos não se estabelecem ou são interrompidos, fragmentados, picotados por olhares às telas e dedos que digitam os destinos do mundo.

Gosto de observar à minha volta. O comportamento humano é fascinante. Esta época, da alta tecnologia de comunicação é fantástica, quanto mais rápida mais envolve os usuários, como se não pudessem ter vivido, antes, um único dia de suas vidas sem essa fúria conectiva.   

Os jovens andam  pelas ruas grudados nos seus aparelhos, portando-os em uma das mãos, atentos, como se seguissem o rumo indicado pelo GPS. Não olham de lado, não param para observar um tipo diferente, um detalhe arquitetônico, uma paisagem. Pressa. Atenção. A maldita tela luminosa.


Não sei mais se as pessoas ligadas com tanta intensidade a tais aparelhos encontram uma motivação especial para viver assim, nessa realidade virtual, ou foram sugadas para dentro de tais sistemas, deixando o corpo do lado de fora do aparelho, como um acessório da máquina.

Não, não estou criticando as máquinas e nem a tecnologia moderna e nem os celulares ou a Internet e as tais famosas redes sociais. Mas essa atenção constante a tais telas e a desatenção que se verifica com o próximo, ao seu lado, na mesma mesa de almoço, não deixam de ser altamente significativas. Tudo isso parece mais uma grande neurose, um vicio, uma patologia.

O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, autor de um livro fascinante chamado de “Em Busca de Sentido”, diz que levantamentos estatísticos indicam que há uma alta taxa de manifestação de vazio existencial  pelos jovens europeus (25%) e que entre os seus alunos americanos a taxa chegou a 60% (Consideremos que é um livro da década de 90).

Para ele (pág.97) “o vazio existencial se manifesta principalmente num estádio de tédio”...  Claro, o autor se refere à sociedade industrial do Século XX, com suas máquinas, automação e desemprego.

Creio que a eletricidade, que a tudo acelera, gera essa aparente necessidade de estarmos plugados para não perdermos tudo o que acontece no mundo. A eletricidade e a rapidez decorrente criam essa ilusão de apropriação sobre os fatos.

Mas, numa sociedade em que o peso do passado diminui, e o futuro parece nunca chegar, milhões ficam ligados à voragem do agora, numa realidade virtual, enquanto suas vidas passam depressa, depressa demais, e elas não se dão conta de, ao menos, olhar para o lado.

IMAGEM:
http://www.stockvault.net/blog/photography/30-beautiful-solitude-themed-photographs/


    

UMAS FÉRIAS PEGARIAM BEM, SENHOR EX-PRESIDENTE LULA.

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LULA, RATINHO E HADDAD. A LEI ELEITORAL FOI ABOLIDA EM SÃO PAULO?


http://www.sponholz.arq.br/


Há um cidadão na República que tem uma licença especial: Lula. Com ela ele acha que pode tudo. Seus atos indicam que não existem limites para o ex-presidente que, de certo modo, ainda parece não achar que é um ex-presidente. Uma questão se impõe: quem concedeu tal licença ao senhor Luiz Inácio? 

Imaginem os leitores, um ex-presidente americano -seja qual for- , um ex-primeiro ministro inglês, alemão ou espanhol, fazendo o que o senhor Lula faz no Brasil. Certamente estaria impedido de agir pela imposição das leis, pela censura da Imprensa, ou pela reprovação perante a Opinião Pública.

Costumo dizer que o Brasil ainda não se libertou da sua mentalidade de colônia, com os cidadãos agindo e pensando como verdadeiros súditos. É uma vergonha perceber que alguém desrespeita de tal modo as normas e as regras de bom comportamento.  

Como um ex-presidente, arrogando-se um tipo de dono do Pais e do voto dos eleitores diz, num programa de TV, que ele, Lula, não pode deixar que um tucano volte a governar? Está falando como um chefe de partido. Está desqualificando os adversários. Está desrespeitando o eleitorado paulista, em todo caso, que, até hoje, bem ou mal, tem escolhidos governantes tucanos! 

É uma vergonha que tenhamos uma figura pública tão conhecida, tão popular, e com a coragem de expressar um desconhecimento mínimo do jogo democrático. Imaginem o ex-primeiro ministro socialista espanhol, cujo partido perdeu a eleição para os conservadores dizendo “não posso deixar os conservadores governarem”. Ou o centro-direitista francês, Nicolas Sarkosy, dizendo “não posso deixar os socialistas governarem”, após perder as eleições para os socialistas! Perdeu a eleição? Vá para casa e aproveita as férias, senhor.

O Brasil é uma republiqueta de bananas, com seus feudos, os seus coronéis, os sinhôs do voto, a falsa modernidade, e com as suas cestas de compra de consciências. Fala-se muito em educação, inclusive o senhor Lula arrastou ao programa do senhor Ratinho o senhor ex-ministro da Educação, Fernando Haddad. Haddad foi aquele sujeito imposto ao PT paulistano por Lula contra a preferência por Marta Suplicy. Não gosto nada da ex-prefeita, mas a imposição, a força, o dedaço, parece ser o método lulista de respeitar as “bases”, basta ver o que ocorre agora em Recife, PE. 

O discurso sobre a educação da atual gestão federal cai no vazio, mostra-se um engodo, pois um homem melhor educado, de fato, não venderia o voto, ou a consciência, por mais pobre que fosse, por programas que criam, mais que vínculos com o Estado, uma quase absoluta dependência do cidadão ao Poder. A educação liberta, não escraviza. A distribuição de benesses pelo Estado, que não têm nada de grátis, como apregoado (não existe almoço grátis), comprometerá gerações futuras, viciadas no apoio estatal. 

Basta observar com as gerações jovens da Espanha, viciadas pelo socialismo populista, que não suportariam viver sem seus régios benefícios, às custas do sangue de todos os espanhóis. Os socialistas costumam atolar seus países em dívidas públicas, pela incapacidade gerencial, pela incapacidade de gerar riqueza. Não usem a China como exemplo!, trabalho quase escravo, sem direito de greve, sem liberdade de expressão, sem qualquer respeito ao meio ambiente.

Ratinho fora dos limites
         
As notícias sobre o programa de TV do Ratinho, no SBT, indicam que tanto o apresentador como Lula ultrapassaram os limites do bom senso e infringiram a Lei Eleitoral.

Diante disso a imprensa divulga que o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), classificou de "antidemocrática" a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que não pode "deixar que um tucano volte a governar" o Brasil. "Primeiro é uma demonstração antidemocrática. Segundo, de profunda arrogância. Terceiro, de total desequilíbrio", disse deputado, em entrevista à Rádio Estadão ESPN, hoje de manhã. Sonia Racy (Estadão) informa que o PSDB vai recorrer à Justiça Eleitoral para que o caso seja verificado.

Espero que a Justiça Eleitoral paulista ainda esteja funcionando em nome do respeito à Lei, ao bem geral, e não tolhida por interesses seletivos. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUANDO A PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF MANDARÁ GILBERTO CARVALHO CALAR A BOCA E COMPORTAR-SE COMO UM MINISTRO DE ESTADO? Não fica bem a Carvalho portar-se como garoto de recados de Lula.

SECRETÁRIO OU PORTA-VOZ?
Leio que o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, com status de ministro, disse à imprensa que o ex-presidente Lula não falará mais sobre o caso que o fez chocar-se com o ministro do STF Gilmar Mendes. 

Mendes disse que Lula tentou coagi-lo sobre o julgamento do Mensalão, na presença do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

A presidente Dilma Rousseff precisa tomar medidas urgentes e severas e mandar o seu secretário calar-se, pois Lula não é mais nada no governo. 

Carvalho e Lula são, fora do governo, militantes petistas, mas é um absurdo que alguém com o seu status sirva de assessor de imprensa ou porta-voz de um ex-presidente.

Lula, sempre tão falastrão, que se defenda. Que tenha a coragem do ministro Gilmar Mendes, que expôs a pressão de Lula, e explique o que pretendia, afinal, ao procurar ministros do STF.

O DOUTOR BASTOS E OS CAROS AMIGOS DE CARLINHOS CACHOEIRA. OU, POR QUE NINGUÉM PAGA AS NOSSAS CONTAS?

Amigos liquidam a fatura
O procurador regional da República, no Rio Grande do Sul, Manoel Pastana, encaminhou ao Ministério Público Federal, em Goiás, representação solicitando investigação sobre a origem do dinheiro pago pelo empresário Carlinhos Cachoeira ao seu advogado, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. A quantia paga teria sido de R$15 milhões.

Bem, isso é o que está noticiado na imprensa. Ali também se lê que o escritório de Bastos emitiu uma nota dizendo que essa é uma medida que foge à história democrática do Ministério Público: “Trata-se de retrocesso autoritário incompatível com a história democrática do Ministério Público. Esse procurador confunde deliberadamente o réu e o advogado responsável por sua defesa, abusando do direito de ação”.

É que o procurador Pastana disse haver ficado estupefato com a quantia que teria sido paga por Cachoeira e Bastos pela defesa no processo que envolve a CPI. Segundo o procurador, o mistério seria a origem do dinheiro.

Segundo o procurador Manoel Pastana, pode ter havido lavagem ou receptação culposa de dinheiro obtido por meio de crime. Ele cita reportagens que afirmam que Thomaz Bastos receberá R$ 15 milhões pela defesa de Cachoeira. De acordo com o procurador, Cachoeira está com bens bloqueados e não tem renda para justificar os pagamentos.

O ex-ministro, por meio de nota, disse repudiar as "ilações" do procurador e que o questionamento é "um retrocesso autoritário" e uma "tentativa de intimidação". (Folha de São Paulo).

QUANTIA ASTRONÔMICA

A OAB-Brasil também meteu a colher no caso e criticou o procurador, chamando a acão de “mídiática”. Assinada pelo presidente da entidade, Ophir Cavalcante, a nota diz que não se pode imputar a prática de crime a um advogado por estar exercendo a profissão.

“O Conselho Federal da OAB se põe ao lado do advogado Márcio Thomaz Bastos, que simboliza nesse caso o direito de defesa constitucional conferido a qualquer cidadão brasileiro e manifesta repúdio à atitude de um membro do Ministério Público que tenta denegrir a imagem da advocacia brasileira, tentando confundir o exercício profissional com os atos que são imputados ao seu constituinte”.

Tem razão a OAB em defender o trabalho do advogado; tem razão o procurador em ficar espantado e fazer perguntas. E tem razão o público de ficar interessado em saber como um empresário com os bens bloqueados pela Justiça poderá pagar a conta fabulosa.

Claro que Bastos não deve ter recebido nada ainda. Ele parece ser dono de uma banca bastante alimentada, financeiramente. Trabalho não lhe falta. Mas o procurador não parece estar de todo errado, ou apenas em busca dos holofotes da imprensa, quando se propõe descobrir a origem do dinheiro; afinal, a CPI já está mostrando como se cruzam interesses privados com dinheiro público nos bastidores mal iluminados de Brasília e outras capitais do Pais. As contas da Delta, que serão devassadas talvez possam jogar mais luz nessa história toda. 

Para nós, o reles público, aquele que paga muitas dessas contas, fica a oportunidade de saber como parece fácil a alguém endinheirado, que é o que parece ser o senhor Cachoeira, dispor, agora, ou mais adiante, pouco importa, de R$15 milhões para pagar sua defesa diante da Justiça.

Segundo Lauro Jardim, do Radar Online, Bastos teria dito que em situações assim, como a de Cachoeira, amigos costumam liquidar a fatura. Uau! Por onde andam esses amigos? Por que nunca temos amigos assim, não é sêo João, não é dona Maria? 

FOTO:
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/tag/marcio-thomaz-bastos/