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quarta-feira, 22 de junho de 2011

VARGAS LLOSA DEVERÁ SER COBRADO PELOS DESASTRES NO PERÚ DE OLLANTA HUMALA.U

Desde antes do segundo turno das eleições peruanas este blog questiona as falas do escritor peruano, que mora na Espanha, Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel da Paz, por seu apoio apressado e absurdo ao candidato Ollanta Humala. 

Apressado porque Ollanta foi transformado em um cordeiro pelos seus marqueteiros brasileiros (ao estilo Lula Paz e Amor) quando na verdade não passa de um lobo nacionalista e populista mal disfarçado. Tanto que, agora, eleito, já arrasta as asinhas para o líder cocalero Morales, aquele que se diz índio mas só fala espanhol, numa terra em que a maioria dos índios fala dois ou três idiomas (espanhol mais quéchua ou aymará).

Esta semana falou em "juntar" Perú e Bolívia, no estilo grandiloquente parecido com o de seu guru bolivariano, o Capolin de Caracas, Chávez. 

Absurdo porque Humala representa o contrário do que Vargas Llosa sempre disse defender, uma sociedade livre, democrática, liberal, capitalista. Foi com esse discurso que disputou e perdeu as eleições para Alberto Fujimori. Llosa ainda não conseguiu engolir a derrota e, porisso, atacou de todas as formas a filha do ex-presidente, Keiko Fujimori, que disputou op segundo turno com Ollanta e tinha reais chances de ganhar. O apoio de Llosa a Humala ajudou a desequilibrar a balança.

Llosa disse que a vitória de Keiko seria a volta do "fujimorismo". Não há fujimorismo. Fujimori foi eleito numa eleição democrática e, dois anos depois é que tornou-se ditador. Entretanto foi Fujimori que acabou com o terrorismo sanguinário do Sendero Luminoso.

A luta contra o terror é que o acabou levando à prisão, nesta América Latina em que os políticos e intelectuais parecem não perceber que o terror é que é, verdadeiramente, contra a Humanidade. Evidentemente ditaduras são sempre abomináveis, de direita ou de esquerda.

E uma ditadura de esquerda é que, apesar de todas as juras democráticas de Ollanta Humala, pode estar a caminho neste momento no Perú. O que esperar do apoio de gente como Chávez, Morales, Ortega e Fidel Castro? São todos amantes das ditaduras comunistas. E há outros, mas ficam para outro texto.

Leiam o que escreveu Fernando de Taboada. 

Vargas Llosa

Fernando de Taboada 


Vargas Llosa é, hoje em dia, um cúmplice da franquia internacional mais macabra, a do Foro de São Paulo, e converteu-se com isso no camarada predileto de Chávez e Lula.

Quando uma alma negra - fruto do ressentimento que um homem tem com seu pai, o qual transferiu a um homem pelo simples fato de havê-lo derrotado em uma contenda eleitoral - embriaga uma mente brilhante, os resultados são macabros.

E isso é, lamentavelmente, o que acontece com o escrevinhador Mario Vargas Llosa, que, nem por um momento, duvidou em vender sua alma - anteriormente empenhada - ao mesmíssimo diabo.

Este apequenado homem, cuja única característica grande não é seu intelecto senão sua incomensurável soberba, não duvidou em apoiar a candidatura do representante de Hugo Chávez no Peru, Ollanta Humala, membro do Foro de São Paulo - este foro alberga entre seus fundadores e sócios principais os grupos terroristas mais negros da história do mundo, entre eles o MRTA que é co-responsável por mais de 25 mil mortes no Peru, que o mesmíssimo marquês de Vargas Llosa repudiou com toda energia na ocasião.

Entretanto, seu apoio incondicional não foi suficiente senão que, dando braçadas de afogado, trata de continuar se justificando porque viu-se altamente censurado por muitas pessoas e comunidades (dentre as quais encontram-se alguns de seus amigos pessoais) pretendendo se desculpar com mais ataque a quem não foi candidato. Foi, melhor, a filha de quem, ademais, livrou o povo peruano do influxo de uma inflação recorde e da insânia do terrorismo mais desapiedado.

Vargas Llosa é, hoje em dia, um cúmplice da franquia internacional mais macabra, a do Foro de São Paulo, e converteu-se com isso no camarada predileto de Chávez e Lula, porém é, sobretudo, o digno representante do qualificativo que duas décadas atrás lhe impusera seu outrora amigo, o celebérrimo economista Hernando de Soto e que todos conhecem.

A embriaguês espiritual deste pobre homem, no momento atingiu muitos peruanos que, deslumbrados pelo prêmio Nobel dado sua capacidade literária, porém nunca a natureza de sua pessoa, não vêem o que vem a este país sul-americano, um país que já sofreu muito longamente as peripécias de uma longa marginalização e que recém sai de sua incultura e pobreza, graças às bases sentadas, precisamente, pelo homem que derrotou Vargas Llosa em umas eleições limpas.  

Tradução: Graça Salgueiro
21 de junho de 2011   

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PERU TERÁ ESTE ANO MUSEU DA MEMÓRIA, PARA NÃO ESQUECER O TERRORISMO. Setenta mil peruanos morreram, em 20 anos, o Sendero Luminoso matou cerca de 40 mil pessoas.

Os peruanos se cansaram do terrorismo
Os peruanos detestam lembrar dos tempos do terrorismo. O país com cerca de 18 milhões de habitantes, em 1980, perdeu 70 mil vidas na luta entre o Estado e o Terror.

Como sempre, a maior parte das mortes foi de gente que não tinha nada com a vontade de fazer o Bem dos terroristas.

Para implantar um mundo melhor, mais justo, mais igual, mais solidário (já viram isso antes em algum lugar ou em outro país?) os senderistas não tinham dúvidas: matavam.

A morte do adversário deve ser um bom método pedagógico. E parece ter sido bem estudado pelos esuquerdistas. Eles fazem mesmo a lição de casa, sempre que surge a oportunidade. Ou a inventam.

Mas os peruanos não podem se esquecer do terrorismo, pois custou muitas vidas e abalou por anos a sua tranquilidade e a economia. Assim, o Perú terá uma instituição que, inicialmente foi chamada de Museo de La Memoria en Perú, depois mudando o nome para Lugar de la Memória, para recordar das 70 mil vítimas daguerra interna.

Assim, o Perú terá uma instituição que, inicialmente foi chamada de Museo de La Memoria en Perú, depois mudado o nome para Lugar de la Memória, para recordar das 70 mil vítimas daguerra interna. Disse o escritor Mario Vargas Llosa (Prêmio Nobel de Literatura) e presidente da comissão encarregada da sua criação: "La palabra museo se asocia a una institución que preserva el pasado y queremos que el 'Lugar de la Memoria' sea una reconstrucción de la violencia en el Perú, dando una visión más cabal, más justa, más exacta del hecho histórico". (Declarações coletadas de matérias jornalísticas). 

O Lugar da Memória "recordará sin excepción a todos aquellos que fueron víctimas de la intolerancia fanática del terrorismo y de quienes creían que se podía combatir el terrorismo con el terror", disse o escritor.

O Lugar da Memória deverá estar pronto este ano (2011) e servirá para os peruanos refletirem sobre os seus tristes 20 anos de sua história. As obras contam com recursos doados pelo Governo da Alemanha, cerca de dois milhões de euros.
 
Leia mais em El Pais:
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Peru/consagra/memoria/historica/elpepiint/20090727elpepiint_5/Tes