Bau de textos
Califórnia rejeita legalizar a venda da maconha
O Estado de S.Paulo
de NOVA YORK
Os californianos rejeitaram a legalização da venda de maconha para uso pessoal em um duro golpe nos defensores da liberalização. Foram 54% votos contra e 46% a favor em plebiscito realizado com as eleições para o governo e o Congresso na terça-feira. Apesar da derrota, a droga continuará sendo vendida com receita médica no Estado.
Além de rejeitar a legalização da maconha, os eleitores aprovaram mais impostos sobre a venda da droga para fins medicinais. Em Long Beach, os usuários com receita médica serão obrigados a pagar 15% de impostos. A média, nas outras cidades, será de 10%.
Os defensores da legalização exibiram três principais argumentos. Primeiro, poderia contribuir para a redução do crime organizado na fronteira com o México, por onde passa a maior parte da maconha consumida nos EUA. Em segundo lugar, a venda poderia elevar a receita do Estado com impostos.
Por último, a maconha é considerada uma droga menos perigosa que a cocaína e a heroína. Para os defensores, poderia ser regulamentada como o álcool e o cigarro, assim, milhares de jovens deixariam de ser presos anualmente.
Os californianos rejeitaram a legalização da venda de maconha para uso pessoal em um duro golpe nos defensores da liberalização. Foram 54% votos contra e 46% a favor em plebiscito realizado com as eleições para o governo e o Congresso na terça-feira. Apesar da derrota, a droga continuará sendo vendida com receita médica no Estado.
Além de rejeitar a legalização da maconha, os eleitores aprovaram mais impostos sobre a venda da droga para fins medicinais. Em Long Beach, os usuários com receita médica serão obrigados a pagar 15% de impostos. A média, nas outras cidades, será de 10%.
Os defensores da legalização exibiram três principais argumentos. Primeiro, poderia contribuir para a redução do crime organizado na fronteira com o México, por onde passa a maior parte da maconha consumida nos EUA. Em segundo lugar, a venda poderia elevar a receita do Estado com impostos.
Por último, a maconha é considerada uma droga menos perigosa que a cocaína e a heroína. Para os defensores, poderia ser regulamentada como o álcool e o cigarro, assim, milhares de jovens deixariam de ser presos anualmente.
Texto publicado em 04 de novembro de 2010
COMENTÁRIO:
MENSAGEM PARA O HENRIQUE, DE S.J. PINHAIS
Ao postar um texto sobre um ato nas escadarias da UFPR, no dia 24 deste mês, "PROTESTO CONTRA A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA É REALIZADO EM CURITIBA". não poderia imaginar que acabasse se transformando no post mais acessado do blog. Vejo que o assunto liberação e ou legalização da maconha é algo que chama a atenção.
Percebi que muitos acessaram em função do título, talvez imaginando encontrar um noticiário típico de um jornal. Ficaram frustrados. vê-se por alguns comentários. Apesar do blog ser recente, um observador atento pode concluir que se trata de uma abordagem anti-politicamente correta, anti-multiculturalista, conservadora, contra os regimes totalitários, pelas liberdades individuais, pelo respeito às leis.
Alguns leitores não percebem que, ao entrar em um blog para comentar, devem colocar-se no lugar de alguém que entra na casa alheia: limpe os pés no capacho antes de entrar, e não cuspa no chão. Na sua própria casa, faça o que quiser.
Lendo os comentários com atenção, que fiz questão de não cortar, pois funcionam como amostra de um tipo de pensamento, é possível notar que a maioria não tem um pensamento próprio. Se o tem, não consegue expressá-lo corretamente.
Nota-se, claramente, que são jovens acostumados a não ouvir não. Muitos imaginam-se o centro do mundo e olham apenas para o próprio umbigo.
Um leitor que me chamou a atenção foi o Henrique, pois tem mais argumentos que os demais, é mais articulado para expressar seu pensamento, embora acredite que, por ter seus argumentos para a questão, esteja sempre certo, e o resto do mundo errado. Talvez pela idade.
Embora não me pareça que um jovem com 28 anos de idade devesse ser tão centrado em seus próprios interesses, não levando em conta os argumentos ou posições diferentes da sua em relação ao problema das drogas. Talvez ele tenha maturidade suficiente para, ao menos aceitar, não o argumento popular da chama faculdade da vida, mas de centenas de pessoas, especialistas de diversas áreas de pesqisa e conhecimento que não recomendam a liberação ou a legalização. Mesmo entre eles, no entanto, há divergência, sei disso. Mas não podemos jogar no lixo essa experiência toda acumulada.
Muitos falaram da relação dos americanos com a maconha, como um tipo de medida para a relação aqui no Brasil. Exemplificaram com a condescendência com a erva lá na California. Mesmo a California, o estado mais politicamente correto e natureba dos EUA, porisso mesmo um lugar onde está ficando insuportávelmente chato de viver, onde existem milhões de defensores da liberação, o plebiscito decidiu: NÃO!
O que será que fizeram os perdedores, choraram como Henrique disse quem tem vontade de fazer por não conseguir adesão às suas ideias? Chamaram a outra parte da população de inquisidores, uma vez que pensam diferente? De anti-democratas? Ou vão aguardar um próximo plebiscito, se houver e tentar novamente, com um melhor trabalho de convencimento da Opinião Pública?
Embora persistente, o que é muitas vezes uma excelente qualidade, Henrique exagera ao imaginar que não possa estar errado. Ele transforma o complexo em simples, reduzindo tudo a uma variável econômica. Penso que ele não imagina que ninguém no mundo havia pensado isso antes! A questão é que a liberação como alguns propõem é algo que somente poderia ser feito, caso ocorresse, em um tipo de acordo internacional. Caso contrário um país legalizado isolado ficaria em maus lençóis, rapidamente transformando-se em centro de lavagem de dinheiro. Até hoje isso não foi posto adiante, pelos riscos evidentes.
Do ponto de vista individual, as pessoas podem fazer o que quiserem, dentro das leis, ou fora dela. O risco de viver é que a vida tem consequências, uma delas é que, às vezes, somos obrigados a viver conforme as normas. Isso não nos impede de tentar mudá-las. Mas, na democracia, devemos respeitá-las.
Alguns leitores imaginam que democracia é uma espécie de zona, de esbórnia, onde vale tudo. Nem perderei meu tempo, escasso, para explicar que estão absolutamente enganados.
Viver em democracia exige respeito a certas coisas básicas, como o pensamento e as opiniões alheias. E, no caso de um plebiscito, aceitar o resultado sem choramingar.
As drogas são um grande problema. Não creio na solução pelas vias econômicas, nem pela via da condescendência com os usuários que, depois de um tempo estão viciados. Essa política de deixar viciar e depois tratar é absurda. Muitos lugares tentaram, os resultados nunca foram bons. Algumas praças públicas suíças eram a coisa mais deprimente. Há desleixo no combate ao tráfico. O noticiário do Paraná sobre apreensões mostra cargas cada vez maiores. Ou porque a demanda aumentou, ou porque a polícia reprime mais, ou porque os produtores aumentaram a área de produção. Esta última hipótese é quase certa.
Sempre gerará um espiral crescente. As pessoas podem fazer o que quiserem com o próprio corpo. Mas o que diferencia os seres humanos de outros seres é que ele pode imaginar certas consequências. Não acredito que seja mesmo necessário ter que fazer de tudo na vida para depois decidir: gostei disso, não gostei daquilo. Há coisas pelas quais não precisamos passar. E outras das quais não conseguiremos mais recuar.
De qualquer modo, leitores, obrigado pela resposta. De modo geral, admiro quem luta pelas suas ideias. Lembre-se Henrique, de que muita gente talvez o apoie, mas muitos outros tantos não. Saber conviver com isso, com a pressão da contrariedade, do stress de não conseguir convencer a todos das suas certezas, poderá fazer uma grande diferença no futuro. Mesmo porque as certezas podem estar erradas, não? Às vezes uma atitude socrática, na vida, pode fazer muito bem.
Abraço
Gutenberg
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