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sábado, 22 de janeiro de 2011

REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO, O RETRATO DO DESCASO GERAL.


Os dados da Defesa Civil indicam que, até hoje, 791 pessoas morreram e 430 são dadas como desaparecidas na região serrana do Rio de Janeiro. No total, estima-se que 72355 pessoas tenham sido afetadas, de alguma maneira, pelas enchentes e desmoronamentos, sendo que 20 mil foram desalojados ou desabrigados.

Um dos dados que mostram bem a falta de cuidado geral com a questão da ocupação do espaço é o levantamento da Secretaria de Meio Ambiente de Nova Friburgo que indica que 60% dos imóveis do município são irregulares. Isto significa que de um total de 83 mil imóveis, cerca de 50 mil não têm licença para existir.

Fica a impressão que prefeitura éalgo criado apenas para arrecadar e não para fiscalizar.
O mesmo acontecendo com outros órgãos estaduais e federais, basta atentar aos posts anteriores sobre o descaso do Governo Federal para com a implementação do plano de prevenção de catástrofes,assinado por Lula em 2005, e que nunca saiu do papel.

Passada a campanha eleitoral, a realidade começa a se impor.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

GOVERNO PETISTA DEIXOU DE INVESTIR R$ 1,8 BILHÃO NA PREVENÇÃO DE ENCHENTES EM SETE ANOS.

O Ministério da Integração Nacional deixou de investir, nos últimos sete anos, quase R$ 1,8 bilhão na prevenção de danos e prejuízos provocados por desastres naturais em todo o país.

 O valor é a diferença entre o orçamento autorizado para o programa de “prevenção e preparação para desastres” e o que foi, de fato, desembolsado.

Entre 2004 e 2010, o programa registrou dotação autorizada de R$ 2,3 bilhões, dos quais apenas R$ 539,8 milhões (23%) foram aplicados.

Assim, de cada R$ 4 previstos em orçamento, menos de R$ 1 foi aplicado em prevenção.   (Fonte: Contas Abertas/Devoltaaopulsardasruas)

GOVERNO FEDERAL IGNOROU PLANO DE PREVENÇÃO. Ou: chuvas? Isso passa logo

JORNAL O GLOBO
Embora sem poder para deliberar nada, a Comissão Representativa do Congresso Nacional reuniu-se nesta quinta-feira para discutir providências necessárias para impedir novas tragédias como a registrada agora na região serrana do Rio. Convidado pela senadora Marina Silva (PV-AP) para participar do debate, o secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, admitiu que o governo federal falou mais do que fez para evitar tragédias como esta.
“Eu venho aqui para dizer isso mesmo, falamos muito e não fizemos nada. Há dois anos fizemos um plano de radares para entrar no PAC I, não conseguimos. Fomos orientados então a entrar no PAC 2, ficamos fora. Aí eu perguntei pro meu ministério: e agora? O presidente disse que devíamos colocar no PCTI, o Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação governamental, que não teria fôlego para financiar 115 milhões (necessário)”, revelou o secretário.
Diante disso, Castro contou que foi criado, em agosto do ano passado, um grupo de trabalho que ouviu dez estados e todas as instituições que atuam nessa área para definir um projeto piloto com um custo estimado em R$ 36 milhões. Mas nem mesmo esses recursos foram liberados.
“Se gastarmos adequadamente R$ 36 milhões ao longo deste ano, não morre ninguém no ano que vem. Vou dizer isso e deixar isso aqui. E isso não significa que nós devemos gastar só os R$ 36 milhões e pronto. Nos próximos anos, também vamos ter de gastar dinheiro. Mas o modelo é simples. Há mais de dez anos fui à Venezuela e encontrei um sistema desse funcionando em Caracas, com uma sala de situação, onde as pessoas ficam sentadas todos os dias, ano novo, Natal e carnaval, que tinha uma relação direta com a Defesa Civil e radares para prever chuvas”, defendeu o secretário, acrescentando que um grande sistema nacional terá mais dificuldade de funcionar do que se ele for implantado um em cada prefeitura de médio porte.