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domingo, 20 de fevereiro de 2011

AFINAL, QUEM SOMOS NÓS? O doutor Sérgio Danilo Pena tem a resposta

Leia mais sobre a questão dos códigos genéticos dos brasileiros na matéria publicada na edição 1680, de Veja, de 20 de dezembro de 2.000.

Anexo, abaixo, o link para a Veja on-line, em que o jornalista José Edward, de Belo Horizonte, aborda e detalha a pesquisa sobre o DNA dos brasileiros desenvolvida pelo doutor Danilo Pena. Vale a pena, pois é muito interessante a quebra muitos mitos e mistificações que povoam o imaginário nacional.

http://veja.abril.com.br/201200/p_102.html

DNA EUROPEU ESTÁ EM QUASE 80 POR CENTO DA POPULAÇÃO.

(14/02/2011)
Reinaldo José Lopes
da Folha de S.Paulo

Um novo retrato das contribuições de cada etnia para o DNA dos brasileiros, obtido com amostras das cinco regiões do país, indica que, em média, ancestrais europeus respondem por quase 80% da herança genética da população.

A variação entre regiões é pequena, com a possível exceção do Sul, onde a contribuição europeia chega perto dos 90%.

Os resultados, publicados na revista científica “American Journal of Human Biology” por uma equipe da Universidade Católica de Brasília, dão mais peso a resultados anteriores, os quais também mostravam que, no Brasil, indicadores de aparência física como cor da pele, dos olhos e dos cabelos têm relativamente pouca relação com a ascendência de cada pessoa.

População mestiça

Os resultados obtidos pela equipe de Brasília são mais uma prova do cuidado necessário para estudar a associação entre doenças e características genéticas numa população miscigenada como a brasileira.

“Já houve estudos de associação genética com grupos definidos como “brasileiros brancos e brasileiros negros”. No fundo, essas definições não querem dizer absolutamente nada”, afirma Pereira.

Em países como os EUA, conta ele, já chegaram ao mercado alguns medicamentos voltados de forma específica para os americanos de origem africana, levando em conta o fato de que o organismo de pessoas de diferentes ascendências reage de maneira variada a certas substâncias.

“Agora, imagine uma droga dessas no Brasil. Não adianta uma pessoa ter aparência africana para você prever se ela vai responder ao remédio. Não tem como saber se ela possui o bendito alelo [variante genética] ligado àquela resposta”, explica.

extraído de  http://nacaomestica.org/blog4/?p=501

O SEGREDO DE POLICHINELO REVELADO. Estudo científico conclui que o Brasil é mestiço.

Texto reproduzido do jornal El País (link ao final)

Sorpresa en Brasil: negros y mulatos son genéticamente hasta un 80% más europeos que africanos o indios

El estudio sobre un millar de personas demuestra también que la contribución africana es también mayor que la indígena que no supera el 10%

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 19/02/2011
Un estudio científico, coordinado por Sérgio Danilo Pena, catedrático de la Universidad Federal de Minas Gerais (UFMG) ha cogido por sorpresa a los brasileños. Contra lo que se pensaba hasta ahora, negros y mestizos, cuyo porcentaje entre los 190 millones de ciudadanos ha superado ya el 52% de la población, tienen un ADN mucho más europeo que africano o indio.
El estudio, que ha analizado genéticamente a un millar de personas desde Belem a Porto Alegre, demuestra que la ascendencia europea nunca es inferior. De media es del 60% y en muchos casos alcanza un 80%. La contribución africana es, sin embargo, mayor que la indígena que no supera el 10%.
Según Pena, el estudio revela que a pesar de las enormes diferencias regionales de Brasil, casi un continente, "la ancestralidad de los brasileños acaba siendo muy uniforme entre blancos, negros y mestizos". Según el catedrático, "la sorpresa y el mensaje del estudio es que genéticamente Brasil es mucho más homogeneo de lo que se esperaba".
Para analizar el genoma del muestrario, los investigadores, cuyo trabajo completo aparece en la revista Plos One, se valieron de un conjunto de 40 variantes de ADN, los llamados indels, es decir, pequeños trechos de letras químicas del genoma que a veces sobran o faltan en el ADN de la persona. Dependiendo de la combinación de estos indels en el genoma de un individuo, es posible estimar la proporción de sus ancestros, llegados de cada continente.
Según los realizadores del estudio, la combinación entre emigración europea desde el siglo XVI y los matrimonios de hombres blancos con mujeres indias y negras, generó una población en la cual la apariencia física tiene poco que ver con los ancestrós de dichas personas. Lo que ocurre, y ha podido llevar al error es que los genes del color de la piel o del pelo, por ejemplo, son muy pocos, una parte casi despreciable de la herencia genética, a pesar de que su efecto sea muy visible y evidente.
Algunos comentaristas han querido enseguida- quizás de forma demasiado precipitada e imaginativa- ver en el estudio reflejos en los gustos de los brasileños, no sólo de los blancos sino tambien de los negros y de los pardos, cuyo sueño casi unánime es el de "visitar una vez Europa", mucho más que Africa, por ejemplo.

COMENTÁRIO

A Veja publicou, há uns dez anos (vou localizar) pesquisa realizada em Minas Gerais também, por um instituto especializado em estudos do DNA, que chegou a resultados parecidos.

Ficamos sabendo que somos um país mestiço, com ascendência européia, negra e indígena.
E que, do ponto de vista genético, um branco nem sempre é um branco, um negro nem sempre é um negro, e um índio nem sempre é um índio.

As voltas que o Mundo dá!