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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O CADÁVER INSEPULTO E TORTURADO DE CELSO DANIEL AINDA ESPERA POR JUSTIÇA. O promotor Francisco Cembranelli provou que Celso Daniel foi vítima de uma conspiração tramada por bandidos vinculados ao PT de Santo André e consumada por um grupo de matadores profissionais. O Brasil quer ver esclarecidas tanto a eliminação de Celso Daniel quanto a sequência de mortes misteriosas que silenciou oito testemunhas. (Augusto Nunes) (Vídeo)

QUANDO CELSO DANIEL DESCANSARÁ EM PAZ?

Leia trechos do texto de Augusto Nunes sobre a morte do ex-prefeito Celso Daniel e as investigações realizadas, que apontam para um crime de natureza política. Independente da soluça definitiva do caso, uma vez que ainda pode ter desdobramentos após as recentes falas de Marcos Valério, que teria mais informações a dar sobre o assunto à Procuradoria Geral da República, a morte de Celso Daniel expõe como a esquerda age para atingir seus fins.

Celso Daniel era o homem responsável pela campanha de Lula àquela ocasião. Pelo que já foi amplamente divulgado pela imprensa, e pelas investigações policiais, ele controlava a arrecadação de dinheiro junto a empresas para o caixa partidário. Até seus irmãos (hoje ameaçados de morte) informam isto. Vejam, Celso Daniel não contra esse desvio de dinheiro.

Pelo que se sabe, e que Nunes relata abaixo, o problema foi que Daniel teria descoberto que havia gente desviando dinheiro que seria destinado ao partido. Isto é, estariam se apropriando de dinheiro para fins particulares. Ladrões que roubam ladrões... E, quando o então prefeito resolveu dar um basta nisso teria se transformado em um obstáculo a ser removido.

Volto a algo que, para mim, é recorrente: nada se constrói de sólido sobre bases frágeis; nenhum edifício pode ser construído sobre a lama. O certo nunca poderá ser decorrente do errado; ou nada de bom resulta de uma base criminosa. Esta é a história do desenvolvimento de partidos de esquerda, que utilizam a máxima de Lênin de que os fins justificam os meios.

GJ.     

04/11/2012 às 16:44 \ Direto ao Ponto
Chegou a hora de esclarecer de vez o assassinato do prefeito Celso Daniel

AUGUSTO NUNES

“Os executores de Celso Daniel começaram a ser castigados. Chegou a hora de identificar e punir os mandantes do assassinato”, informa o título do post de 18 de novembro de  de 2010. Passados dois anos, as ameaças de Marcos Valério exigem a republicação do texto. Ao escapar da merecidíssima punição pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o ex-ministro Antonio Palocci inventou o estupro sem estuprador. Quase 11 anos depois da morte do prefeito de Santo André, gente que se acha muito esperta continua tentando  inventar o crime encomendado sem mandante.

Com o silencioso aval da oposição e o endosso explícito do governo, o PT decidiu que o assassinato de Celso Daniel foi um crime comum. Esqueceram de combinar com a imprensa, que continuou investigando o caso, com a família da vítima, que desafiou as pressões dos interessados em enterrar a história, e sobretudo com o Ministério Público, comprovou em novembro de 2010 o julgamento de Marcos Roberto Bispo dos Santos no foro de Itapecerica da Serra. O promotor Francisco Cembranelli provou que o crime foi político e acusou o réu de participação no sequestro seguido de assassinato encomendado pela quadrilha de políticos corruptos que agia na prefeitura de Santo André.

Os jurados avalizaram a argumentação de Cembranelli e condenaram Bispo dos Santos, foragido, a 18 anos de reclusão em regime fechado. O Ministério Público não está sob o controle do Executivo, reiteraram o destemor e a objetividade de Cembranelli. Não são poucos os brasileiros capazes de enxergar as coisas como as coisas são, reafirmou a decisão do júri. E ainda há juízes no Brasil, mostrou Antonio Augusto Galvão de França Hristov, que determinou a duração do castigo imposto ao homicida.

Em janeiro de 2002, os supostos amigos voltavam do jantar num restaurante em São Paulo quando ─ segundo o relato de Sombra ─ um grupo de bandidos interceptou o carro blindado que dirigia e arrancou Celso Daniel do banco ao lado. Horas depois, o corpo foi encontrado numa estrada de terra no município de Itapecerica da Serra, desfigurado por marcas de tortura e inúmeras perfurações a bala.

O depoimento de Sombra (amigo e segurança de Daniel) na delegacia deixou intrigada a mais crédula das carmelitas descalças. Ele diz que não tentou escapar porque o câmbio hidramático emperrou. O fabricante do veículo desmontou a versão malandra. Nem o depoente nem os policiais que o interrogaram decifraram outro enigma: por que os sequestradores permitiram que uma testemunha ocular sobrevivesse ─ e para contar uma história muito mal contada?

Por que Sombra e Celso Daniel, por exemplo, não permaneceram no interior do carro blindado? Como foi destravada a porta do passageiro, que só poderia abrir por dentro? Por que Sombra não pediu socorro assim que os bandidos se afastaram? Se aquilo não passara de um assalto, por que nenhum dinheiro, nada de valioso foi levado? Por que Celso Daniel foi torturado antes da morte? O que os torturadores desejavam saber? O que procuravam?

Logo se juntaram as peças do mosaico. Na segunda metade dos anos 90, empresários da área de transportes e pelo menos um secretário municipal, todos vinculados ao PT, haviam forjado em Santo André o embrião do esquema do mensalão. Recorrendo a extorsões ou desvios de dinheiro público, a quadrilha infiltrada na administração municipal garantia parte da gastança com as campanhas do partido. A multiplicação das boladas aguçou a cobiça de alguns quadrilheiros, que começaram a embolsar quantias de bom tamanho. Escolhido para o papel de coordenador da candidatura de Lula na disputa presidencial de 2002, Celso Daniel achou melhor desativar o esquema criminoso. Foi punido com a morte.

Em julho de 2005, a TV Bandeirantes divulgou o escabroso conteúdo de conversas telefônicas entre Sombra, Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, e o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, encarregado pelo PT de impedir que as investigações avançassem. Feitas por solicitação do Ministério Público, as gravações pilharam o trio em tratativas destinadas a enterrar a história de vez. Na hipótese menos inquietante, comprovam que Altos Companheiros tentaram obstruir a ação da polícia e da Justiça quando o cadáver do prefeito de Santo André ainda esfriava na sepultura.

Numa das fitas, Gilberto Carvalho procura amainar a inquietação de Sombra. “Marcamos às três horas na casa do José Dirceu”, informa o secretário do presidente da República. “Vamos conversar um pouco sobre nossa tática da semana, né? Porque nós temos que ir para a contra-ofensiva”. A voz de Sombra revela que o suspeito ficou menos intranquilo ao saber da movimentação fraternal. “Vou falar com meus advogados amanhã, nossa ideia é colocar essa investigação sob suspeição”. Carvalho concorda com a manobra: “Acho que é um bom caminho”.

Em outra conversa, a inquietação de Sombra fora berrada ao parceiro Klinger Oliveira, secretário de Assuntos Municipais de Santo André. “Fala com o Gilberto aí, tem que armar alguma coisa!”, exalta-se o último companheiro a ver o prefeito vivo. “Só quero que as coisas sejam resolvidas!” Além do nervosismo de Sombra, causava preocupação à equipe especializada em socorrer suspeitos o comportamento do médico João Francisco Daniel, irmão do assassinado.

Como o caçula Bruno, João Francisco sempre afirmou que Celso se condenou à morte ao resolver desmontar a máquina de fazer dinheiro que ajudara a instalar nos porões da prefeitura. Ao notar que fora longe demais, Celso contou ao irmão que decidira entregar a dirigentes do PT um dossiê que detalhava as patifarias. E transformou o irmão numa testemunha de alto risco para os padrinhos de Sombra. Como neutralizar o homem-bomba?

A interrogação aquece uma das conversas entre Gilberto Carvalho e Greenhalgh. “Está chegando a hora do João Francisco ir depor!”, alerta o advogado do PT. “Antes do depoimento preciso falar com você para ele não destilar ressentimentos lá!”. Gilberto se alarma com o perigo iminente. “Pelo amor de Deus, isso vai ser fundamental! Tem que preparar bem isso aí, cara, porque esse cara vai… Tudo bem”. Os donos das vozes nas fitas recitam desde 2002 que houve um crime comum. Se foi assim, por que tirou o sono de tantos figurões da política brasileira?

O promotor Francisco Cembranelli provou que Celso Daniel foi vítima de uma conspiração tramada por bandidos vinculados ao PT de Santo André e consumada por um grupo de matadores profissionais. O Brasil quer ver esclarecidas tanto a eliminação de Celso Daniel quanto a sequência de mortes misteriosas que silenciou oito testemunhas. E quer ver na cadeia todos os culpados ─ incluídos os mandantes. As gravações podem ajudar a identificá-los. As conversas entre Sombra, Greenhalgh e Carvalho não se limitam a escancarar uma mobilização política. Documentam a movimentação de comparsas.

Crimes que envolvem muita gente sempre são esclarecidos. Até Marcos Valério acabou entrando na história. Chegou a hora de esclarecer de vez o caso insepulto.


AUGUSTO NUNES, DIRETO AO PONTO:

O CASO CELSO DANIEL



domingo, 4 de novembro de 2012

EXECUÇÃO DE PM EM SUPERMERCADO DE SÃO PAULO É O MESMO QUE TERRORISMO. Curiosamente os bandidos paulistanos são diferentes que os de outros estados, e apreciam executar policiais. Acho que são todos leitores de Marighella. (VIDEO)

A execução de policiais militares paulistas decorre de uma ordem dos criminosos do PCC (Primeiro Comando da (Capital)  que exigem vingança quando bandidos morrem ao enfrentarem policiais a tiros. E a situação se agrava porque, agora, bandidos do Rio de Janeiro, ligados ao CV (Comando Vermelho), fogem para São Paulo e Baixada Santista.  Os matadores de policiais são, segundo matérias divulgadas na imprensa, devedores de dinheiro ou favores dos traficantes.
Um dos grandes méritos da política de pacificação de favelas do Rio de Janeiro é o incremento da migração interna de traficantes de drogas. Ao enviar a polícia para retomar territórios da cidade que estavam em poder dos bandidos, com avisos prévios sobre as ocupações, as autoridades cariocas colaboram para que ninguém seja preso, facilitando a fuga de criminosos para outras favelas, cidades da Baixada Fluminense e, até, para São Paulo.
Em São Paulo, nota-se, também, o incremento do número de policiais que estavam de folga mortos  em tocaias, em curva ascendente antes das eleições. Como se a sensação de caos e falta de controle favorecesse quem pretenda tirar proveito político da situação.
Não algo usual bandidos se organizarem para caçar policiais. Isso, como já afirmei antes neste blog, é uma tática nitidamente de caráter terrorista, destinada a deixar os policiais inseguros, a população desacreditada na capacidade da polícia de controlar a situação, e gerar um sentimento de desconfianças com relação às autoridades que governam São Paulo.
O QUE É TERRORISMO
O leitor jovem, que apenas ouviu falar em ditadura, luta armada e terrorismo, não faz ideia de que o que acontece hoje, em termos de execução de agentes da Lei está quase chegando aos níveis do tempo da ditadura militar.  Os terroristas dos anos 60 e 70, que gostam de falar da luta armada, mataram, naquele tempo, em suas ações, cerca de 140 pessoas, com assassinatos a tiro e explosões a bomba.
Este ano já foram mortos perto de 90 policiais militares em São Paulo. Um índice de letalidade incompreensível, considerando-se que estamos em tempos de democracia.
O que leva  policiais a serem mortos? Segundo a interpretação de autoridades estaduais, brigas entre quadrilhas. Só isso não explica tudo. A tese da vingança por bandidos mortos é plausível, mas vai provocar mais mortes, pois a polícia certamente agirá de forma mais dura.
O governador atribui o incremento da violência contra os policiais à apreensão de grandes quantidades de drogas, o que prejudica as finanças dos bandidos. Isso realmente é fato. Mesmo assim isso não explica tudo. São Paulo não é como no Rio, onde imensas áreas urbanas estavam sob  controle absoluto das quadrilhas de traficantes pela dificuldade natural da topografia dos morros.
Em São Paulo, mesmo favelas com mais de 50 mil habitantes, são policiadas, como se fossem outros bairros. Não existem áreas proibidas para a polícia. Se a polícia vai mais ou vai menos a alguns lugares, isso depende, aí sim, de determinadas relações escusas que possam haver entre bandidos e policiais corruptos que, ao invés de colocarem os bandidos na cadeia os toleram, desde que paguem propinas. Mas isso é exceção, e não a regra.
Desse modo, fica claro que escapa ao normal essa matança, pois isso prejudica os negócios do crime. Só pode ser uma máquina em andamento, que mesmo os bandidos não conseguem parar. Se há devedores sendo usados como matadores de policiais, e se isso atrai ainda maior repressão, os bandidos devem estar, também, sendo levados a isso, por alguma razão.
Como o CV e o PCC tiveram sua formação inicial no contato com presos políticos e terroristas, muitos da luta armada, creio que há uma cadeia, elos de ligação até hoje, funcionando como correia de transmissão. Não podemos nos esquecer, também, que estamos falando drogas como maconha e cocaína, fornecidas pela Colômbia, Bolívia e Paraguai. A cocaína, em sua maior parte, procede daqueles primeiros países.
Um dos mais importantes produtores de cocaína do mundo hoje são as FARC, que agora nada têm mais de grupo político, vivem de produzir cocaína e traficar armas ilegais. Como as FARC são vistas, entretanto, apesar disso, por muitos governos como forças legítimas (beligerantes) que lutam contra o governo colombiano, é possível que haja quem, mesmo sendo isso perverso, a suposta luta das quadrilhas contra as forçaspoliciais seja um instrumento de luta política.
Aí a coisa se fecha. A execução de policiais de forma dramática choca a opinão pública e cria a impressão de impotência. Isso favorece que pretenda derrotar adversários políticos. Não se esqueçam, os leitores, que há ainda muita gente que acredita que os fins justificam os meios.
Um dos braços armados de partidos políticos que não acreditam na democracia é o crime organizado, que trafica drogas. Exatamente como na Colômbia agem as FARC.
A luta armada foi usada nos anos 60 e 70, não para derrubar simplesmente a ditadura e restaurar o regime democrático, mas para iniciar uma outra ditadura de partido único.
A alguém interessa essa matança, esses incêndios de ônibus. Contra quem a população fica revoltada, no caso dos ônibus queimados? Com as autoridades que não conseguem impedir isso. Como impedir rapidamente ataques de surpresa? Não há mágica. Isso se chama terrorismo.
Essa luta da ordem contra o acaso, contra o inesperado, contra a surpresa, é isso a que chamam terrorismo.
A luta do tipo terrorista contra o Estado não se faz apenas na ditadura. Quando se quer tirar proveito político, na democracia, pensando em uma futura ditadura, pode-se também ser vil e traiçoeiro; é só deixar a população em pânico. Isso é tão antigo...    
 EXECUÇÃO DE PM EM SUPERMERCADO.


FANTÁSTICO-GLOBO-PCC EXECUTA POLICIAIS

O FANTASMA DE CELSO DANIEL USA MARCOS VALÉRIO, E PROVOCA LULA. (VIDEO)

http://www.sponholz.arq.br/
Após dez anos de sua morte, o fantasma do ex-prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, retorna, desta vez por intermédio de Marcos Valério, um dos condenados do Mensalão, que conseguia empréstimos fraudulentos para abastecer de dinheiro os corruptos petistas que davam dinheiro público para parlamentares votarem a favor do governo, entre outras coisas.
 
Segundo publicado na revista Veja, Valério quer proteção para falar sobre coisas que ele sabe e que envolvem o ex-ministro Antonio Palocci, o secretário de Dilma Rousseff (e de Lula) Gilberto Carvalho, e o próprio ex-presidente Lula. O publicitário mineiro disse à PGR que Lula e Carvalho teriam sido extorquidos por um empresário do ABC a respeito do Caso Celso Daniel.
 
Para a polícia teria sido crime comum a causa da morte. Para a promotoria, crime político. Mas, talvez, possam haver outros motivos. E esses motivos permanecem na sombra.

 

sábado, 3 de novembro de 2012

PT NÃO EXPULSARÁ OS CORRUPTOS CONDENADOS PELO MENSALÃO (DIRCEU, GENOÍNO E DELÚBIO), É ALIADO DE SARNEY, MALUF E DE FERNANDO COLLOR DE MELLO. QUE PARTIDO É ESSE?

CORRUPTOS NÃO
SERÃO PUNIDOS
O PT transformou-se em um partido estranho. O seu presidente nacional, o deputado Rui Falcão, diz que José Dirceu, José Genoíno e Delúbio  Soares, condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, envolvendo desvio de dinheiro público, no caso do Mensalão, o maior escândalo da República em sua história, não serão expulsos do partido.

Para Falcão, nada do que eles fizeram tinha cunho administrativo. Seja lá o que for que ele quis dizer com isso.
Basta lembrar que o PT foi o partido que se dizia ou imaginou ser o dono da Ética, e apontava o dedo duro na cara de quem não fosse perfeito. Mera ilusão. Quanta inverdade. O PT expulsou muita gente qualificada de seus quadros apenas por divergência de ideias, e agora mantém corruptos condenados pelo STF!
Esta semana ainda saíram notícias de que o partido emitiria nota pesada contra o STF, pelo julgamento da quadrilha. Um partido que funciona legalmente em uma democracia e se recusa a aceitar as decisões do mais importante tribunal do país.
MEMÓRIA – Expulsos do PT
No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral reuniu-se e Tancredo Neves foi eleito presidente para um mandato de 6 anos com 480 votos (72,4%) contra 180 dados a Maluf (27,3%). Houve 26 abstenções, principalmente de parlamentares do PT, que foram orientados a votar nulo pelo diretório nacional partido.
Os deputados petistas  Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes, votaram na chapa da Aliança Democrática e acabaram sendo expulsos do PT. Foram expulsos por votarem em Tancredo Neves, contra Maluf, que era o candidato dos militares na eleição indireta.
Vinte e sete anos depois, o destino coloca Maluf e o PT no mesmo barco, por graça e obra de Lula, chamado de Deus por Marta Suplicy. Três parlamentares foram expulsos por votarem contra Maluf, o endemoniado; e hoje Rui Falcão o abraça na casa do Jardim América e se nega a expulsar três corruptos condenados pelo STF.
Em 2003 a senadora petista Heloisa Helena, o deputado João Batista, Baba; e a deputada Luciana Genro foram expulsos do PT por serem muito radicais (à esquerda). Aloísio Mercadante fez um discurso no Senado duro contra os expulsos. Hoje Mercadante está do lado de Maluf e o presidente do partido Rui Falcão se nega a expulsar três corruptos condenados pelo STF.
A deputada Luiza Erundina foi expulsa do PT por haver aceito ser ministra no governo de conciliação nacional de Itamar Franco. Governo de conciliação nacioal deve ser, mesmo, muito pior do que roubar dinheiro público.
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que os membros do partido condenados pelo mensalão não serão expulsos, apesar de o estatuto prever essa punição em caso de “condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado”.
“Não houve nenhum desvio administrativo”, disse ele no lançamento de exposição para comemorar as 5 mil edições do informativo da liderança do PT na Câmara, na tarde desta terça-feira (30). “O Estatuto não se aplica a eles”, afirmou Rui Falcão durante o evento, que teve a presença dos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Míriam Belchior (Planejamento).  
Uma verdadeira vergonha, mil milhas de distância da postura orgulhosa –e certamente falsa- que o partido adotava quando era o dono da Ética. Então gente condenada por corrupção ativa e formação de quadrilha é lá motivo de orgulho a um partido polítioco?
E, pior, lideranças partidárias ainda querem que Genoíno volte à Câmara, por ser suplente de Carlinhos Almeida (PT-SP), que foi eleito prefeito de São José dos Campos (SP). Rui Falcão e o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP), defenderam a volta de Genoino ao Congresso. “Se ele quiser, é um direito dele. Imagino que ele queira”, afirmou o presidente da legenda.
Poder reassumir é uma coisa, ter a cara de pau de reassumir é outra. Essa insistência de que os petistas tudo podem, mesmo quando pegos com dólares na cueca, ou desviando milhões de reais de dinheiro público como no Mensalão, é um péssimo exemplo para a juventude.
A juventude brasileira está sendo corrompida com tais manifestações de líderes que deveriam ter vergonha na cara. Uma pessoa com correto senso moral ou um pingo de ética jamais insistiria voltar à vida pública. E ainda há a Lei da Ficha Limpa!
A imprensa conta que em agosto deste ano o candidato petista à prefeitura de Paulínia foi expulso do partido por suspeita de pedofilia. O homem pode até, ainda, acabar inocentado pelas investigações. Nesse caso, por suspeita de pedofilia –corrupção de menor- foram rápidos.
Roubo de milhões de reais em dinheiro público, para compra de votos de parlamentares, é coisa pouca, não dá mais expulsão no PT, o partido que já foi o dono da Ética.

 

 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

DEZ ANOS APÓS SUA MORTE, O FANTASMA DE CELSO DANIEL RESSURGE, NO DIA DE FINADOS, PARA ASSOMBRAR LULA E GILBERTO CARVALHO. Marcos Valério, um dos condenados do Mensalão, contou à Procuradoria Geral da República que o ex-presidente e Carvalho eram extorquidos por pessoas que sabiam detalhes sobre a morte de Celso Daniel, em 2002. Os reais responsáveis pela morte do ex-prefeito talvez ainda permaneçam na sombra.

 

 
Altos dirigentes do PT chamam o publicitário Marcos Valério de desqualificado, depois que informou à PGR, por depoimento, detalhes sobre coisas que ele diz conhecer muito bem e que envolvem Lula, Gilberto Carvalho (atualmente na Casa Civil de Dilma Rousseff), o ex-ministro Antonio Palocci e sobre remessas ilegais de grandes quantias ao exterior.
Certamente Valério deve saber mais do que já disse sobre o que sabe. No caso do Mensalão ele disse, na primeira denúncia que fez, que os valores desviados seriam superiores e 350 milhões. O escândalo do Mensalão gira em torno de 55 milhões. Valério foi condenado pelo STF a pouco mais de 40 anos de prisão, regime fechado.
O fato dele ter sido condenado pelo STF faz dele um condenado por corrupção e formação de quadrilha, junto com altos então dirigentes do PT como José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Se os atuais dirigentes do PT chamam Valério de desclassificado ou desqualificado por conta da condenação, então está em boa companhia; Dirceu, Genoíno e Delúbio também foram condenados pelos mesmos crimes.
E uma coisa óbvia: o fato de alguém ter sido condenado não apaga a sua memória e não diminui o valor de informações que tenha consigo e que não tenham sido informadas às autoridades. Certamente Dirceu, Genoíno e Soares têm seus segredos. Grandes segredos.
 

 
O assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, chocou o Brasil em 2002. Daniel era o tesoureiro da campanha presidencial de Lula. Numa noite, ao sair de um restaurante seu carro teria, supostamente, enguiçado e ele acabou sequestrado e depois morto.
Essa é uma história bem conhecida. Ao longo do tempo, surgiram detalhes importantes sobre o caso, mas a resolução do mesmo foi envolta em brumas.
Uma forte névoa que se desenvolveu em torno das investigações poderia sugerir dois caminhos possíveis: Celso Daniel foi sequestrado e morto por bandidos comuns: Celso Daniel foi sequestrado sob encomenda, torturado e morto brutalmente, por razões políticas.
A polícia parece ter concluído por crime comum. A promotoria pela outra  alternativa. O fato é que os irmãos de Celso Daniel andaram questionando para chegar à verdade, e foram ameaçados de morte. Um deles mudou-se para a França.
Celso Daniel, segundo as matérias da época, sabia que havia um esquema para desviar ou arrecadar recursos ilegais para o PT. Quando um amigo seu muito próximo teria sido descoberto desviando dinheiro que seria destinado ao partido. Isso teria deixado Daniel muito contrariado. E isso poderia tê-lo levado à morte. Mas a polícia acreditou que não, que foi morto por bandidos sem ligação com o partido.
Essa é a misteriosa e perturbadora sombra que paira sobre o caso Celso Daniel.
A revista Veja publica matéria de capa sobre o que Valério disse à PGR.  Marcos Valério denuncia que o PT queria que ele arranjasse dinheiro para pagar chantagem feita por envolvidos contra Lula e Gilberto Carvalho.
Segundo a matéria, Marcos Valério Fernandes de Souza revelou em depoimento ao Ministério Público Federal ter detalhes envolvendo o PT no assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em janeiro de 2002. Valério, apontado como o operador do mensalão, foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a mais de 40 anos de prisão por crimes cometidos no mensalão.
Segundo a reportagem, Valério disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime, de Santo André. Ronan Maria Pinto, que é apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura, seria um dos suspeitos de chantagear Lula e Carvalho.
A revista diz que Valério foi procurado por petistas para pagar o dinheiro da chantagem, mas que ele teria se recusado. Segundo ele, quem teria ficado com a missão seria um amigo pessoal de Lula, que utilizou um banco não citado no Mensalão.
DELAÇÃO PREMIADA
O depoimento de Valério à PGR foi dado na tentativa de conseguir uma delação premiada, mecanismo jurídico no qual alguém que é investigado pode se beneficiar colaborando com a Justiça. Esse depoimento, segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", foi dado no fim de setembro. Nele, Valério teria citado Lula e o ex-ministro Antonio Palocci.
Segundo o jornal, o empresário mencionou outras remessas de recursos para o exterior, além das que foram feitas para o publicitário Duda Mendonça, que trabalhou na campanha de Lula em 2002 e foi absolvido pelo Supremo no processo do mensalão.
A cúpula do PT procurou ontem desqualificar o novo depoimento que o empresário Marcos Valério teria prestado à Procuradoria-Geral da República sobre o esquema. Saindo em defesa de Lula, os petistas disseram que Valério está tentando se livrar da pena imposta pelo STF e por isso não merece credibilidade.  
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse duvidar que Valério tenha  algo a acrescentar ao que já foi dito no julgamento do mensalão e ironizou o novo depoimento: "Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão também estaria me mexendo".
Um fato estranho, contudo, é que desde a morte de Celso Daniel sete testemunhas envolvidas com o caso morreram de modo misterioso.
Isso faz o caso ficar parecido com as histórias policiais de Conan Doyle ou Agatha Christie, mas enquanto estes dois escreviam ficção, no caso  Celso Daniel a morte foi real, a versão policial pode não ser a correta, e os mandantes do crime podem estar soltos por aí, usufruindo da liberdade, do dinheiro e do silêncio dos que morreram.
Se eu fosse um dos tais mandantes, sendo isso verdade, eu teria ido na data de hoje fazer uma visita ao túmulo do ex-prefeito, para rezar e agradecer. 
 IMAGEM DE CEMITÉRIO:

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O TERRORISMO DESEMBARCOU EM SÃO PAULO. Décadas após o fim da ditadura, a luta armada voltou a São Paulo. E o Manual da Guerrilha Urbana do Carlos Marighella não tem nada a ver com o Manual do Escoteiro, de Patópolis.


O TERRORISMO DESEMBARCOU EM SÃO PAULO. 

Décadas após o fim da ditadura, a luta armada voltou a São Paulo. Criminosos matam policiais como se quisessem derrubar o governo paulista e implantar a ditadura do crime. 

Isso não faz sentido. 

Faz sentido imaginar que o barulho feito pela imprensa sobre o “caos” e a “insegurança” possa favorecer quem queira ocupar o Palácio dos Bandeirantes no futuro próximo. Imprensa tem que noticiar, mas não agir sem investigar e questionar os fatos. E "todas" as autoridades.   

Volto a insistir. O que parece não é. O que é visto  como briga entre quadrilhas lutando por territórios novos para o tráfico de drogas é uma ilusão. 

Quadrilhas em luta não ficariam matando policiais. Elas atrairiam sobre si todas as forças policiais do Estado. Qual o sentido disso? Bandidos que querem ser presos mais depressa, ou morrer? Absurdo!

Há quadrilhas que brigam por territórios? Sim, mas existem em todos os estados brasileiros. No Rio de Janeiro, por exemplo, como o Estado não consegue vencer os criminosos apenas os espanta para outros lugares com a instalação das tais das UPPs. O Rio inaugurou o turismo de bandidos. Os municípios da Grande Rio é que conhecem bem a verdade do que escrevo.

A IMPRENSA E AS NOTÍCIAS

A imprensa tem que noticiar mesmo os casos de morte e ataques a policiais. Afinal isso é notícia. Matar policiais é notícia em qualquer lugar do mundo. Mas a imprensa deveria ser ponderada. Aprendi, há décadas, em um livrinho de um matemático (estatístico) francês, que os números são perigosos, e aprendi também que jornalistas podem ser muito ruins lidando com eles. Jornalistas quase sempre fogem dos números e são ruins com percentagens. 

Se uma morte é o total, isso é igual a cem por cento. Com mais um morto a manchete, escondendo o número base, poderia ser: Número de mortes dobra em São Paulo.

Matérias que tratam resultados usando apenas percentuais são perigosas, podem ser ilusórias, quando não mentirosas. Um bom jornalista teria que mostrar o total absoluto e colocar num contexto, relativizando, nunca tratando as notícias apenas com a revelação de percentuais. 

Se São Paulo tinha dez mortes e passou a 18, o total é 80 por cento maior. Mas dez poderia ser um número baixo. A média mensal ou anual em outros estados pode ser bem maior.

Esconder os números é coisa de gente malandra. Seria como dizer: Este ano choveu o dobro do ano passado. Estamos falando de chuvas onde em um ano choveu um copo por metro quilometro quadrado, e no outro dois. Continuamos no deserto.

O leitor e eleitor, e também pagador de impostos, deveria cobrar da imprensa mais dados para que pudesse fazer as comparações adequadas. São Paulo está sendo alvo de ataques terroristas, e a imprensa trata isso apenas como um aumento de insegurança por falha das autoridades estaduais. O que pode ter conseqüências políticas. As notícias são dadas num tom  impressionista, emocional. E, claro, as pessoas têm medo de morrer. Então a culpa é ... do governo. Pode não ser bem essa a verdade.

Se na democracia pessoas que fazem política utilizarem métodos criminosos violentos para chegar aos seus objetivos, isso terá que ser chamado de subversão. As coisas têm nome e subverter a ordem com atos ilegais e disfarçados de outras coisas, isso é subversão. É isso que se chama terrorismo. 

Qual o sentido de, apenas por prazer, alguém colocar fogo em um ônibus? Poderíamos dizer: é um louco, apenas. Um sádico. O que dizer de muitos e muitos ônibus? Um incendiário? Um Nero suburbano? Acho isso tudo muito esquisito. É tão esquisito como o rebelde sem causa. Um maluco querendo transformar São Paulo em um espetáculo pirotécnico?

TERRORISMO USA ... O TERROR

Obter resultados políticos indiretos da morte de policiais, por meio da cobertura espalhafatosa, imprecisa,  e claramente parcial da imprensa, é terrorismo. Se bandidos são utilizados para fazer aquilo que era feito antes por terroristas isso, além de terrorismo ao quadrado, ainda é imensa covardia e pusilanimidade. Na luta armada grupos terroristas queriam derrubar a ditadura para implantar outra modalidade de ditadura. Mas muitos terroristas, ao menos, enfrentavam as balas da Lei e a morte. Nem todos, pois alguns tinham que ficar planejando, não é mesmo? Sem planos parece que nada funciona  direito.

Bandidos comuns não podem estar querendo iniciar uma luta armada para ocupar o poder. Não teria o menor sentido: República Federativa Cocainística do Brasil. 

Mas faz sentido que bandidos sejam usados como os braços armados de políticos desarmados. Um tipo de extensão.  Uma prótese do terror.

Fico aturdido, estupefato mesmo, só com a possibilidade de haver imaginado que alguém pudesse ter interesse em derrubar um governo ou um partido político, ou ocupar um palácio recorrendo a tais métodos.

Creio que uso demais a minha imaginação e não acredito que, em 2012, em pleno Século XXI, alguém ou algum partido, ou pessoas, ou autoridades públicas exercendo suas funções numa democracia, em pleno estado de direito, possam sequer pensar em fazer algo assim.

Leio demais romances de aventuras e de espionagem, em demasia.

Ôpa, lembrei novamente: já li o manual do guerrilheiro urbano do Carlos Marighella. E o manual do Marighella não tem nada a ver com o manual do escoteiro mirim de Patópolis.    

MANUAL DO GUERRILHEIRO:
http://marcellobarbosa.blogspot.com.br/2012/08/baixe-o-manual-do-guerrilheiro-urbano.html



CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE E O MENSALÃO. Ou, um pouco de poesia no mundo da corrupção.

http://www.sponholz.arq.br/