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quarta-feira, 6 de abril de 2011

OLLANTA HUMALA, DE GANA PERU: ABIMAEL GUZMÁN ES COMPARADO A ROBIN HOOD.

O diário El Commercio, de Lima, publica matéria hoje mostrando que Ollanta Humala já comparou o líder terrorista peruano, Abimael Guzmán, condenado à prisão perpétua, ao lendário bandido inglês Robin Hood.

Essa é uma enorme obsessão da esquerda, sempre comparar seres justiceiros lendários a figuras reais que espalham a morte de propósito sempre pensando em fazer o Bem. Ollanta Humala, candidato da liga Gana Peru, que reúne toda a esquerda peruana, aparece em vídeo fazendo tal comparação.

Ocorre que, no Perú, o Sendero Luminoso (verdadeiro nome é Partido Comunista del Perú -  Sendero Luminoso), uma organização de orientação maoista espalhou o terror e a morte pelo País, até ser derrotado pelo presidente Fujimori, no início dos anos 90. Durante os 20 anos em que cometeu atentados e assassinatos violentíssimos, morreram cerca de 70 mil peruanos. Caro leitor, a Argentina, com a ditadura duríssima que teve, contabilizou cerca de 30 mil mortes, a maioria pelo governo. No caso peruano, a Comissão da Verdade do Perú estima que as forças legais foram responsáveis por cerca de 37% das mortes. As demais foram atribuídas ao Sendero Luminoso.

Guzmán:  http://neorepublica.com/index.php/
2009/05/10/cocaine_reignites_the_shining_path
Dizer que Abimael Guzmán, parecia Robin Hood, é um direito de Ollanta, mas indica bem seus pontos de referência. Os senderistas foram muito violentos, matando populações rurais para impor uma nova ordem no território. Para eles, como para todos os esquerdistas marxistas, "os fins justificam os meios".
Quando alguma coisa ou alguém é um obstáculo aos seus propósitos, basta ser eliminado. É sempre simples assim. Por isso os regimes comunistas matam tanto, sem limite, e sem problema de consciência. Eles estão sempre do lado da verdade e do bem. É no que acreditam.

Era no que acreditavam os senderistas em 1983, quando no dia 3 de abril (28 anos), entraram no lugarejo de Lucanamarca. Foi um dos mais chocantes e brutais episódios da História do Perú   (e que virou até filme). Como camponeses haviam resistido ao assédio dos terroristas e matado um de seus líderes regionais, em 3 de abril os senderistas invadiram a aldeia e picaram quase oitenta habitantes a facão e a machadadas, para mostrar quem mandava no território. Entre as vítimas, 18 crianças. Pequenas reacionárias, merecem morrer!

Esse brutal massacre está relatado nos registros da Comissão da Verdade do Perú, para conservar a memória nacional do horror. Será que a nossa Comissão da Verdade será tão verdadeira, registrando também as mais de cem mortes decorrentes das ações dos grupos armados? Vamos aguardar.

De fato, a imprensa brasileira faz uma cobertura muito ruim sobre a América Latina, geralmente favorável  aos aliados do Foro de São Paulo, como a presidente argentina, Morales da Bolívia, o bispo paraguaio, o coronel papagaio da Venezuela. Não é ruim porque é simpática a eles. é ruim porque nunca conta a história toda, confundindo Jornalismo com Propaganda. Quem perde é o público, a história e a democracia.

O candidato Humala, que talvez vá para o segundo turno (o primeiro é no domingo), é assessorado por pessoas ligadas ao PT, como Favre, o ex-marido de Marta Suplicy, e teve orientação do marqueteiro de Lula e Dilma, João Santana, conforme já foi publicado sem muito destaque na imprensa nacional.
Os brasileiros querem vender uma imagem de Ollanta da paz, como foi o Lula de 2002.  Talvez Ollanta também tenha que ser levado a Nova Iorque, para ser fotografado fumando charutos (coisa de cubano? não, coisa de ricos capitalistas) em alguma esquina da Quinta Avenida.    

Pode ser.


ABAIXO, O VÍDEO DE EL COMMERCIO, DE LIMA:   





Muestran video en que Humala llama “preso político” a Abimael Guzmán

En el 2009, ante la comunidad de peruanos en España, el candidato de Gana Perú comparó el accionar de Sendero Luminoso con el del personaje de Robin Hood

LEIA MAIS SOBRE ABIMAEL GUZMÁN EM  EL MUNDO:
http://www.elmundo.es/elmundo/2006/10/14/internacional/1160792263.html



segunda-feira, 4 de abril de 2011

OLLANTA HUMALA, OU "HUMALITA PAZ Y AMOR". O esquema para eleger Lula, em 2002, funcionará no Perú de 2011? É o que assessores petistas estão tentando. Se Hugo Chávez não atrapalhar desta vez.


Ollanta tenta afastar-se de Chávez
Foto blog.delucio.com
Ollanta Humala, o coronel da reserva e líder do Partido Nacionalista Peruano, um partido de esquerda no Peru, tem um grande problema pela frente. O problema é fazer com que os peruanos esqueçam o forte apoio que teve do presidente boliviano, Morales e do venezuelano Hugo Chávez em 2006. Tal apoio, segundo muitos analistas peruanos, teria sido um dos maiores obstáculos a Ollanta nas eleições de 2006, em que foi derrotado pelo candidato Alan Garcia, atual presidente.

Isso não significa, entretanto, que o apoio não exista, apenas não pode ser manifestado, o que pode ser acertado nos bastidores, para que os outros candidatos não digam que Morales e Chávez estão se metendo em quintal alheio. O problema de Ollanta é que não é fácil querer parecer ser uma coisa, sendo outra.

Desta vez, mais escolado, procura afastar-se de Chávez (puro jogo de cena político), para manter o empresariado  militares mais tranquilos. Que é o candidato da esquerda latino-americana (o que inclui Morales e Chávez)  não há dúvidas, basta observar como o retratam os sites e blogs de esquerda. Ollanta é o político "perseguido pela mídia".

De fato, antevendo grandes dificuldades num segundo turno, o primeiro será no próximo domingo, dia 10, embora lidere agora as pesquisas com uns 28%, o coronel da reserva já  no final de 2010 dizia estar muito preocupado com uma fraude que seria preparada por Alan Garcia para prejudicá-lo. Essa é uma conversa já bem antiga quando um candidato de esquerda corre o risco de perder. Já antecipa denunciando uma fraude. Costumes, os mesmos, lá e cá.

Para garantir uma imagem tipo "Lulinha paz e amor", não agressiva ao mercado, não ameaçadora à propriedade privada e aos estrangeiros,  Humala Ollanta conta, segundo a Folha de São Paulo, com a assessoria de vários petistas brasileiros.

Para ajudar Ollanta em sua mudança de imagem e de discurso estão no Peru o ex-marido da senadora Marta Suplicy (PT-SP) e o petista Valdemar Garreta, desde janeiro, segundo a Folha de S. Paulo. A ideia é seguir a estratégia da campanha de Lula, em 2002, quando ele tomou um banho de boutique e fez fotos até fumando charutos em Nova Iorque. (Um operário de bem com o capitalismo?)

A cópia é de tal maneira que o candidato peruano lançou até uma "Carta de Lima", aos moldes da "Carta ao povo Brasileiro", de Lula. A dificuldade será amenizar a imagem de Ollanta, chamado, em seu país de Hugo Chávez peruano. O Perú passa, nos últimos anos, por um bom momento econômico, em termos relativos à América Latina, tendo conseguido o presidente Alan Garcia, manter um controle sobre a tentativa de retorno do grupo terrorista Sendero Luminoso que foi exterminado nos tempos de Fujimori, mas acabou sinalizando alguma vida há uns dois anos. E os peruanos não querem saber de terrorismo, pois viveram isso na pele por muitos anos, e isso é muito doloroso para um país.

Todavia, segundo a Folha, um dos porta-vozes do coronel disse que ele poderá rever contratos de obras na região amazônica peruana executadas por empresas brasileiras.
Já viram esse filme antes? Isso aconteceu na Bolívia e na Venezuela.

Em fevereiro, Ollanta esteve com Lula, nos 31 anos do PT, e teria sido orientado a se afastar de um irmão ultranacionalista, Antauro Humala. Homem forte da administração de Marta na Prefeitura de São Paulo (2001-2004), Garreta afastou-se da vida partidária em 2010. Favre, que sempre militou na área internacional do PT, submergiu em fevereiro de 2009, após separar-se de Marta. Em fevereiro, Humala se reuniu com o ex-presidente Lula, em meio às comemorações do 31º aniversário do PT. A campanha de Humala segue a estratégia traçada por pessoas ligadas a João Santana, o marqueteiro de Lula em 2006 e Dilma Rousseff, em 2010.