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sábado, 9 de abril de 2011

MASSACRE NO RIO (XII). O QUE MOTIVOU WELLINGTON, O ATIRADOR LOUCO DO RIO? Ele matou 12 crianças em uma escola do Realengo.

Foto:
O que é notícia, perguntam alunos? Notícia é o que sai do comum. Para o bem, ou para o mal.
O massacre no Rio é uma grande notícia, embora muito chocante e triste. Não é sempre que alguém resolve acabar com muitas pessoas ao mesmo tempo.

De fato, estamos acostumados com o noticiário da violência. No Brasil temos cerca de 50 mil assassinatos por ano, uma das taxas mais elevados do mundo. Morrem mais pessoas no Brasil, por ano, do que em muitas guerras civis, atualmente. E estamos acostumados com o histerismo dos apresentadores de TV do horário vespertino, que gostam de fazer sensacionalismo. Isso fascina e assusta, ao mesmo tempo.

Mas a morte brutal de crianças, por um assassino como Wellington, chama muito a nossa atenção. Como no caso da morte de Isabella Nardoni. Fora do comum.

Se o sujeito tinha problemas existenciais, por que ele não comprou um revólver e não deu logo um tiro na cabeça dentro de casa? Por que não pulou da ponte Rio-Niterói? Por que não tomou um vidro de veneno para formigas? Existemm tantas maneiras de morrer. Isso faríamos nós, os mais normais. Isso é uma solução maluca, mas óbvia.

Wellington não queria apenas morrer (isso ele queria, tanto queria que deu um tiro na cabeça quando foi ferido no abdomem pelo policial), ele queria mesmo era deixar a sua marca, queria deixar uma história, queria vingança. E conseguiu. Não está aqui para usufruir desse horror, mas deixou sua marca. Será lembrado para sempre.

Esses assassinos, esses doentes mentais, serial-killers como ele, têm enormes problemas de comunicação. Não conseguem boa comunicação com as pessoas.

Wellington atirou em 24 pessoas, matou doze e feriu doze, porque foi contido, 20 eram meninas. Evidentemente o rapaz tinha problemas com o sexo feminino. Identificação? Rejeição? Além desses evidentes problemas, ainda era esquizofrênico, filho de mãe esquizofrênica.

Uma mistura explosiva.

Talvez ouvisse vozes, talvez fosse compulsivo e ficasse remoendo um não por vários dias, com muito ódio. Em sua louciura decidiu dar cabo das mulheres. Talvez algumas nem o conhecessem. Talvez outras tenha se afastado dele após alguma aproximação. Ele já havia estudado lá. Os garotos ele não pareceu querer matar, embora dois tenham morrido, talvez por conta dos disparos aleatórios.

BOBAGENS

Após o massacre, começam as bobagens sobre as influências negativas dos meios de comunicação, dos jogos eletrônicos, da Tv, do cinema, etc. Como se houvesse uma ordem, um comando direto, faça isso, faça aquilo.  E começam as conversas sobre desarmamento.

Tudo a mais absoluta tolice, nesse caso.

O mundo tem mais de seis bilhões de habitantes. Os Estados Unidos, onde acontecem, às vezes, casos parecidos, tem 300 milhões de habitantes. Ouvimos falar de massacres assim um vez ao ano. Sempre tais massacres envolvem um indivíduo isolado, estranho, arredio, perturbado.

Bilhões viram filmes, acessam a Internet, assistem TV. Ninguém sai fazendo isso.
É evidente que o problema é do assassino.

Dois autores podem ajudar a compreender isso muito bem, não a mente dos assassinos, mas o comportamento de imitação, que muitos não entendem e atribuem a culpa aos meios de comunicação.

Um autor é René Girard, que trata do fenômeno do Bode Expiatório e do comportamento mimético (imitação). Outro é o alemão George Simmel, ainda no começo do Século XX, que estudou o comportamento mimético na moda (Modetheorie).

Todos nós, durante o processos da vida, nos expomos a influências e, muitas vezes, mimetizamos, por achar algo bonito, por gostar da pessoa que nos influencia, etc. Ninguém sai matando gente por aí. Só alguns. Alguns, pelas suas perturbações ligam-se de modo errado a supostos influenciadores. Especularam que Wellington seria islâmico (parece que não é verdade) porque andou acompanhando notícias ou procurando sites sobre terrorismo islâmico
.
Ele, na sua perturbação é que se ligou na ação e métodos de terroristas. Poderia copiar o comportamento de pistoleiros do Velho Oeste. Acabaríamos com o cinema por isto? Teríamos que acabar com o estudo da História primeiro, não é?
Só alguns farão como o atirador. Eles são os perturbados como Wellingon, e não nós.
Não tenham senso de culpa.
A sociedade não matou as crianças. Apenas rezem por suas almas.
Wellington Barbosa de Oliveira foi o atirador. Ele matou as crianças.
Se quiserem, rezem por ele, também

LEIA NESTE BLOG A HISTÓRIA DE JOSELY E JULIANA DE OLIVEIRA, AS IRMÃS DE CUNHA QUE SOFRERAM NAS MÃOS DE UM PSICOPATA. 

 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MASSACRE NO RIO (X). Agora o senador Sarney exagera e quer revisar Estatuto do Desarmamento. Motivo, o caso da escola de Realengo. Deveria é cobrar prisão de bandidos.

O senador José Sarney, presidente do Congresso, acredita que chegou o momento de revisar o Estatuto do Desarmamento. Quando a pessoa não tem o que dizer, é melhor ficar calada. O Estatuto atual é rigorosíssimo. Comprar uma arma, legalmente, é de uma imensa dificuldade. Obter um porte de arma muito mais complicado ainda. Foi-se o tempo em que as pessoas podiam andar com uma arma no porta-luvas para se defender.

Atualmente, brasileiros podem ter armas em casa, para defender a família, e esse é um direito sagrado. Na rua, está absolutamente entregue ao destino ou a Deus, pois os bandidos sabem que ninguém anda com armas e assaltam e machucam, sem dó e nem piedade. A impressão que tenho lendo notícias sobre assaltos é a de que os bandidos tornaram-se mais cruéis ainda, sentindo prazer em machucar, ferir, matar, além de roubar. A polícia, apesar dos esforços, nunca está onde precisamos!

O que o senador pretende? Há total impunidade com relação aos bandidos. outra questão cristalina é que autoridades de um certo nível andam de carros blindados, têm escolta armada, vivendo num mundo que é uma absoluta Ilha da Fantasia. 

Aproveitando o massacre no Rio, promovido por um evidente louco, o senador diz estar preocupado com a venda de armas no País: "Cada vez mais, quando se permite que existam armas dentro da sociedade com absoluta liberdade, fatos dessa natureza são facilitados", afirmou. Absoluta liberdade, senhor Sarney?  
Absoluta liberdade têm os americanos, os suíços e outros povos onde existem milhões de armas em casa, e nem por isso a criminalidade é tão alta como a do Brasil. Aliás, é muito menor. Não confunda a realidade americana com os filmes americanos, senador.

Será que um velho senador, de tantos mandatos, ex-presidente, tão experiente, de amigos tão diferentes, de tão diferentes partidos, quase um camaleão político, acredita mesmo que uma pessoa vá a uma loja comprar uma arma para fazer o que fez Wellington Menezes de Oliveira? E informa o dia e a hora do massacre?

O senador reconheceu, à imprensa, que os fanáticos e os desequilibrados não vão desaparecer da sociedade (logo alguém poderá recordar-se dos métodos de Stálin e Hitler, para "limpar" a sociedade, e o senador talvez seja surpreendido) mas ele acha que é preciso endurecer a legislação. Endurecer o que?

Já é um grande crime possuir uma arma de fogo ilegal. E uma via-crucis comprar uma dentro da lei. E, pelo que se sabe, até agora, a não ser que a Polícia nos desminta (aos céticos e curiosos), Wellington não tinha armas registradas e nem porte de arma. As armas dele, revólveres, podem, muito bem, ter pertencido a policiais militares roubados. O que é mais do que comum no Brasil. Os bandidos também roubam armas de guardas de empresas de segurança, a maioria com revólveres calibres 38. 

Wellington com toda a certeza não foi a um posto da Polícia Federal registrar suas armas e explicar suas intenções. E nem os bandidos que assaltam todos os dias, invadem shoppings, condomínios, empresas, matam nos cruzamentos movimentados das grande cidades.
Esses bandidos, tenho a certeza absoluta, riem do senador José Sarney, do ministro da Justiça, Cardozo, do especialista e ex-policial Rodrigo Pimental, hoje consultor de segurança, roteirista de cinema e “comentarista social” da Rede Globo. 


"Nós temos a obrigação de tirar os instrumentos que eles [fanáticos] podem utilizar nessa circunstâncias. Acho que deveria ser um projeto de lei revogando a lei anterior e rediscutindo o assunto. A realidade hoje é inteiramente outra da que nós votamos a lei", afirmou. É mesmo?
De certa forma o senador tem razão: hoje há muito menos armas nas mãos da população honesta e muito mais armas -de vários calibres- nas mão dos bandidos.

O que falta, caro senador, é parar de passar a mão na cabeça de assassinos e colocar a polícia na rua para prender bandidos cruéis, psicopatas que fugiram da cadeia, gente que mata cotidianamente e com prazer.
Wellington Menezes de Oliveira, senador, até agora - felizmente - o Brasil só teve um. Espero que continue assim. No entanto, temos 50 mil homicídios por ano, e absolutamente isso é  produto do crime.

O senhor deveria aconselhar uma ação mais dura da polícia contra os bandidos, não desproteger a população já tão sem proteção. Mãos à obra, senador.

Lugar de bandido é na cadeia, não circulando  por aí com armas ilegais. 
Vamos fiscalizar melhor as fronteiras.
Vamos combater o tráfico de drogas.
Vamos combater o contrabando de armas.
Vamos ser duros na Lei Penal, não soltar bandidos cruéis, que cometeram crimes hediondos antes do tempo. 
Vamos aumentar o tamanho das penas para criminosos cruéis, sem condicionais após dois aninhos, sem visitinhas de Natal, dia das mamães e outras regalias.

Sejamos duros com os bandidos, senador, pois eles não têm  piedade de nós.