Pesquisar este blog
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
KADAFI AINDA ASSUSTA, E NÃO É APENAS UM FANTASMA. Promete surprêsas e diz que lutará até morrer.
![]() |
| Foto M. Kadafi: arquivo El Tiempo |
Muamar Kadafi, tão dono da Líbia quanto Fidel de Cuba, criou um regime fechado no Norte da África, como Fidel no Caribe.
A falta de liberdade é entendida como Liberdade. Novilíngua em ação (Orwell).
A falta de liberdade é entendida como Liberdade. Novilíngua em ação (Orwell).
Pois agora que foi tirado do poder, com a ajuda de Barack Obama, mas não foi ainda derrotado, Kadafi manda um recado pelo rádio de que morrerá como mártir. Essa é uma escolha dele.
Não me surpreende, pois já disse aqui antes que Kadafi sempre mostrou esse traço. Kadafi morre mas não entrega a rapadura.
Não me surpreende, pois já disse aqui antes que Kadafi sempre mostrou esse traço. Kadafi morre mas não entrega a rapadura.
Ele é diferente de um Mubarack e outros que, pressionados, largaram o osso. Kadafi crê-se numa missão divina; ele, um tipo de deus que criou a Líbia. Os tais rebeldes que se cuidem, pois algumas cidades pró-Kadafi ainda resistem e Kadafi ameaça surpresas: “golpes inesperados”. Creio que ele tem algumas cartas guardadas e que dará trabalho aos seus adversários.
Muamar Kadafi, nos anos 70, quando tomou o poder na Líbia, era um coronel do Exército com idéias messiânicas. Ao longo de 42 anos conseguiu manter as diferentes tribos líbias sob seu domínio, impôs a paz sob a ameaça de morte aos adversários e insatisfeitos, aboliu a Constituição. Ele era a Lei. Meteu-se na luta contra o Ocidente e transformou a Líbia num centro de difusão do terrorismo, com campos de treinamento.
Tantas fez que foi bombardeado em Trípoli, por ordem de Ronald Reagan, e quase morreu. Perdeu uma filha no bombardeio à sua casa por mísseis americanos. Recolheu-se e, após muitos anos, aceitou pagar indenizações às famílias das vitimas de seus atentados feitos pelo mundo. Voltou às pazes com os americanos e europeus.
Desde então caiu em desgraça com os líderes árabes e islâmicos como os do Irã e Síria, e com a esquerda. A esquerda nunca entendeu os islâmicos. Estes não gostam do Ocidente e nem da esquerda. A esquerda gosta dos islâmicos porque eles não gostam do Ocidente, especialmente o democrático.
Com o início da chamada Primavera Árabe, que nada mais é que uma onda de derrubada de ditadores que mais interessa aos radicais islâmicos que aos ocidentais (os ditadores seguram o ímpeto dos radicais islâmicos), Kadafi entrou na mira dos regimes islâmicos por trás da onda de “libertação”.
Com o início da chamada Primavera Árabe, que nada mais é que uma onda de derrubada de ditadores que mais interessa aos radicais islâmicos que aos ocidentais (os ditadores seguram o ímpeto dos radicais islâmicos), Kadafi entrou na mira dos regimes islâmicos por trás da onda de “libertação”.
Assim, quando reagiu às agitações civis e opôs tropas militares, isso bastou para que Barack Obama mandasse bombardear a Líbia quando de sua visita ao Brasil, a Dilma Rousseff. Sempre acusaram Obama de ser islâmico enrustido e pró-islâmico. Sem autorização do Congresso americano Obama mandou bombardear as tropas Libias. Isso levou ao fim do regime de Kadafi. Obama foi o maior aliado dos islâmicos radicais. Ou vocês acham que a queda de Kadafi vai levar a democracia à Líbia. A propaganda obamista divulga isto, mas não é verdade. Obama fez um favor aos radicais islâmicos.
Barack Obama facilitou tudo, aplainou o caminho para os radicais. Os conservadores que sempre criticaram Obama tinham toda a razão. Obama é pró-islâmico. Que se prove em contrário.
Diz o jornal El Tiempo:
El depuesto líder libio negó que estuviera en Venezuela o Níger y anunció un "golpe inesperado".
"Hay héroes que resistieron y cayeron como mártires y nosotros también esperamos el martirio", dijo Gadafi en un discurso difundido por una radio local en Bani Walid, uno de sus últimos bastiones, según una transcripción difundida por ese sitio.
Gadafi se dirigía a sus partidarios de Warfala, una de las tribus más importantes del país, que desde hace semanas combaten contra el nuevo régimen desde su bastión de Bani Walid, 170 km al sureste de Trípoli.
"A través de vuestra Yihad, estáis reeditando las hazañas de vuestros antepasados. Sabed que estoy en el terreno igual que vosotros", dijo el ex guía cuyo paradero se desconoce. "Están mintiendo cuando dicen que Gadafi está en Venezuela o en Níger. Estoy con mi pueblo y en los próximos días habrá un golpe inesperado asestado a esa banda", advirtió Gadafi.
TRÍPOLI (LIBIA) AFP
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
MARCHAS CONTRA A CORRUPÇÃO. Afinal, quem são os corruptos?
QUEM É A FAVOR DA CORRUPÇÃO?
Percival Puggina
26 Setembro de 2011
Marcha contra corrupção sem foco? Corrupção de governo nenhum? Sem culpados com nome próprio? Sem siglas políticas a acusar?
Alguns dias "de molho" com uma virose cívica que começou na Semana da Pátria e avançou pela Semana Farroupilha me deram tempo para pensar. Entre outros temas, para pensar nas tais passeatas contra a corrupção. Primeiro, imaginei a coisa pelo lado oposto: uma passeata a favor da corrupção. É claro que só apareceriam jornalistas na tentativa de capturar imagens e impressões de algo grotesco. Só a imprensa.
Os corruptos estariam exercendo sua atividade alhures, longe dos flashes e dos olhares da mídia. Ou seja, leitor, ninguém é a favor da corrupção, exceto os corruptos, mas estes agem como moluscos, lenta e discretamente, dentro de suas conchas e tocas, imersos em águas turvas.
Façamos, então, uma grande marcha "contra a corrupção"! Como todos são contra, vai faltar espaço na avenida Paulista, na Cinelândia e, em Porto Alegre, haverá gente pendurada na chaminé do Gasômetro. Sucesso garantido. O quê? Não foi nem parecido com isso? Pouca gente em relação ao esperado? Faltou divulgação? Bobagem. Todo mundo estava sabendo. Não compareceram porque não quiseram.
Pois foi aí que me valeram estes dias de virose cívica. Pode ter sido efeito da febre ativando algum neurônio preguiçoso ou desativando algum outro defeituoso, mas tenho certeza de que matei a charada. As manifestações contra a corrupção contaram com público reduzido porque berrar contra a corrupção "sic et simpliciter" (até o latim me veio de volta com a febre) é mais ou menos como mobilizar-se em protesto contra o câncer ou contra a dengue hemorrágica. Todo mundo concorda, mas é completamente inútil.
Perdoem-me os promotores, muitos dos quais fraternos amigos. Eventos anteriores, assemelhados, alcançaram sucesso muito maior por dois motivos: contavam com apoio de segmentos da sociedade civil aparelhada pelo PT (aquela turma que, ao simples estalo de um dedo petista, embarca num ônibus e vai para onde mandam); e eram eventos com foco, estavam direcionados contra alguém com nome e sobrenome, partidos com letrinhas conhecidas, governos inteiros e responsáveis por escândalos que não caíam das manchetes. Era sempre "Fora alguém!".
Marcha contra corrupção sem foco? Corrupção de governo nenhum? Sem culpados com nome próprio? Sem siglas políticas a acusar? Sem lançar em rosto do Congresso as responsabilidades por termos uma densa legislação de proteção aos corruptos? Sem atribuir a quem quer que seja culpas pela lentidão dos processos? Sem combater os votos secretos nos parlamentos? Sem denunciar até o último fio de voz a danação ética de um sistema político canalha, ficha-suja, que protege, estimula e vive da corrupção?
CNBB e OAB, para ficarmos com as instituições mais luzidias, que me relevem o menosprezo. Mas não consigo imaginar furo n'água mais raso e inútil do que os tais gestos de protesto contra uma corrupção que não têm coragem de apontar alguém, nem de pronunciar um nome sequer. Que não revela discernimento necessário para indicar as falhas institucionais e comprometer-se com uma correta reforma do modelo político nacional e dos nossos códigos. Estes códigos são um "pálio de luz desdobrado" a iluminar o caminho dos corruptos na sinuosa marcha republicana rumo à prescrição.
Sinceramente, até os corruptos agradecem a fidalguia com que foram tratados! Governos podres de raiz, assumidamente podres, ardorosos defensores de seus próprios corruptos, que os homenageiam e desagravam, igualmente se sentem reverenciados nestas festinhas setembrinas de titubeantes virtudes cívicas.
Publicado no jornal Zero Hora.
Texto reproduzido do site Mídia Sem Máscara:
http://www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/12442-quem-e-a-favor-da-corrupcao.html
O RIO DE JANEIRO NÃO PODE MAIS VIVER DE ILUSÕES. Quando a polícia começará a prender os bandidos dos morros?
Os problemas enfrentados pela Policia Militar nas UPPs do Rio de Janeiro, com a corrupção de policiais por traficantes indicam, claramente, como combater a corrupção é algo extremamente difícil.
Desde que o governo Cabral começou com a implantação das tais unidades pacificadoras, a mistificação de que o domínio dos traficantes sobre os morros do Rio estaria com data marcada, se expandiu. Como é impossível acabar com o crime sem prender os criminosos, parece que tudo e sempre marketing, propaganda.
Há inúmeros blogueiros e jornalistas que parecem funcionar com verbas públicas, uma vez que são incapazes de, além de noticiarem os fatos, produzir questionamentos razoáveis sobre eles. A política de segurança no Rio de Janeiro é lamentável, parece que vive de fachada, criando aparências. Talvez prender seja complicado, pois não haveria cadeia para todo mundo. Quem sabe o Rio não devesse, então ter mais presídios? Essa política de esquerda de passar a mão na cabeça de traficantes só prejudica a Cidade e o País, aumentando o índice de violência.
As tais UPPs são uma forma de criar a impressão de que o Estado, que durante tanto tempo se afastou da realidade dos morros e favelas do Rio de Janeiro, abandonando a população, está tomando o terreno dos traficantes. Tudo mera ilusão. Temos visto protestos de moradores contra a presença das tropas militares e da policia, a não ser aquela banda podre já corrompida pelos bandidos e que convive com a situação, tolerando o tráfico de drogas e outros crimes.
De verdade, a criação das UPPs, vendida como uma saída genial de Cabral e seu secretario de segurança, Beltrame, revelou-se apenas uma bela trama, isto sim, para a época pré-eleitoral.
Alguns críticos isolados questionam a instalação das tais unidades, uma vez que, a chegada dos policiais, com maior ou menor espalhafato midiático e caveirões apenas espanta os bandidos do território, para favelas vizinhas.
A famosa ocupação do Alemão foi uma coisa absolutamente espetaculosa, visto que bandos de bandidos fugiram pelos morros acima, sem que qualquer figurão do crime fosse preso. Tais ocupações apenas vendem uma falsa ilusão de segurança aos incautos. Os bandidos começam a agir em outras área da Cidade ou do estado, ou em estados próximos. Depois de algum tempo começam a voltar, após retomar certos laços com moradores e conhecer melhor que está fazendo o policiamento.
CORRUPÇÃO É FORTE
A imprensa publica que investigações da PM indicam uma rede de corrupção de policiais de UPPs. Os bandidos, voltando vagarosamente ao antigo território, começam a negociar com alguns policiais um relaxamento na fiscalização. Assim, com o envolvimento de alguns policiais mais graduados no esquema de corrupção, os bandidos já estavam interferindo até na escala dos policiais, fazendo com que os linha-dura fossem afastados da área.
A PM fez escutas e descobriu que na Coroa, Fallet e Fogueteiro cerca de 30 policiais estariam envolvidos. Um tal Alan, traficante, tinha conseguido com os policiais corruptos criar áreas sem patrulhamento, para facilitar o comercio das drogas. O suborno, segundo o jornal O Dia, seria de um valor total de 53 mil reais, a ser dividido entre os policiais, na base de R$100,00 a R$500,00 para cada um. O Sargento Rinaldo do Desterro Santos, segundo a PM, cobraria 100 reais para afastar cada policial inconveniente aos traficantes. Recentemente três policiais foram presos com R$13 mil que não souberam explicar de onde vinham.
É triste, mas a corrupção no Rio de Janeiro é muito mais entranhada na cultura local do que parece. O filme Tropa de Elite I mostrou bem como funciona a bandidagem e colocou o dedo na ferida: quem consome drogas gosta de protestar contra a violência
em Copacabana, em happenings para a TV.
No Rio de Janeiro, como em outros lugares do Brasil, a corrupção é generalizada. Tudo se vende, de cds piratas a policiais honestos, por chefes gananciosos, como se viu.
E a topografia do Rio não ajuda muito. Logo os traficantes descobrem de onde são os policiais e ameaçam suas famílias. Mesmo nas favelas, muitas famílias gostam da ordem imposta pelos bandidos. Muita gente acaba ganhando um pouco de dinheiro com as festas patrocinadas por traficantes. E tais festas são um modo de arregimentar futuros usuários mas, mais que isso, novos ajudantes.
Traficantes, como não são invasores, mas “do pedaço”, também tem família por ali, o que cria vínculos fortes com o que os cariocas chamam “a comunidade”. Assim, a rede de solidariedade entre bandidos e moradores é mais forte do que se imagina ou se admite dizer. Basta ver a ligação de escolas de samba com contraventores.
O noticiário mostra que a corrupção, no Brasil, está na favela, nos palácios, nos tribunais, nos quartéis, em Brasília. A corrupção torna o Brasil um pais diferente. As redes de solidariedade contribuem para que essa situação não mude nunca. Basta lembrar o caso de uma deputada de Brasília, que recebeu montes de dinheiro mas não foi cassada. A Comissão de Ética da Câmara concluiu que a corrupção foi anterior ao mandato. Mas não se tratava de julgar um crime, mas um procedimento ético ou sem ética de um deputado. Creio que muitos devem ter se reconhecido na mesma situação.
Assim não legaremos grande coisa aos nossos filhos.
Imagem:
http://4.bp.blogspot.com/
Imagem:
http://4.bp.blogspot.com/
PODE ESTAR CHEGANDO O MOMENTO DE UM MUNDO SEM CHÁVEZ. (Roger Noriega, ex-embaixador)
Desde antes da visita à presidente Dilma Rousseff, no primeiro semestre deste ano, em que apareceu com uma bengala e não andava direito, alegando ter passado por uma operação em um joelho, o ditador venezuelano Hugo Chávez, o Chapolin de Caracas, tem duas saúdes e duas imagens contraditórias.
Uma para o regime de Caracas tentar vender aos venezuelanos e ao mundo, de que, desde que foi operado e quase morreu em Cuba, para extrair um tumor do tamanho de uma bola de beisebol, está cada vez melhor.
A outra, talvez mais realista, provinda de outras fontes, mostra um Chávez claramente com uma aparência estranha, inchado demais devido à quimioterapia e aos esteróides que toma para combater o câncer que uns informam ser no intestino e outros na próstata. E que, no início, era apenas um problema no joelho ou na virilha. Chávez é um coronel machão e não pega bem para ele assumir um câncer na próstata, por isso as informações desencontradas.
Após ficar internado em Cuba, em junho, a convite de Fidel, e haver se recusado a vir tratar-se no Brasil, a convite de Dilma Rousseff (preferiu a garantia do silêncio da Ditadura Cubana), Chávez já fez mais viagens a Havana para a quimioterapia.
No Brasil o Chapolin não teria sossego, pois aqui, apesar da má vontade de muitos jornalistas alinhados ao governo e das idéias de controle da imprensa, como na Venezuela, ainda circulam mais informações. Isso seria ruim para Chávez. Não haveria segredo. Assim, preferiu o cemitério de Havana, onde ninguém abre o bico para falar qualquer coisa.
No Brasil o Chapolin não teria sossego, pois aqui, apesar da má vontade de muitos jornalistas alinhados ao governo e das idéias de controle da imprensa, como na Venezuela, ainda circulam mais informações. Isso seria ruim para Chávez. Não haveria segredo. Assim, preferiu o cemitério de Havana, onde ninguém abre o bico para falar qualquer coisa.
Como o regime bolivariano venezuelano é uma fabulação de Hugo Chávez, sendo um típico regime centrado no carisma e nas falcatruas de um líder (há outros exemplos na América do Sul) há grande dificuldade de seus aliados lidarem com a situação, pois o regime corre o risco de se dissolver caso Chávez, como disse o ex-embaixador Roger Noriega, deixe o mundo; isto é, morra.
Segundo fontes de Noriega, Chávez não estaria reagindo bem ao tratamento e que só fez três sessões de quimioterapia, e não quatro como informa o governo. "Isso signfica que deveriamos começar a pensar em um mundo sem Chávez", disse Noriega em um seminário em Miami, onde se discutiu a situação venezuelana.
Desde que começou a tal revolução bolivariana, um misto de populismo demagógico, antiamericanismo esdrúxulo (pois a Venezuela vende todo o petróleo aos Estados Unidos) e mantém milhares de postos de gasolina e refinarias em território americano por meio da PDVSA, e perseguição à oposição e medidas econômicas desastrosas, a Venezuela já perdeu mais de um milhão de habitantes que saíram do país (classe média melhor preparada) e recebeu mais de 30 mil cubanos, que se infiltraram em diversos serviços, como segurança, propaganda, militar e educação.
Informa-se que a sucessão não seria tranquila, pois há interessados, mas há uma forte oposição que também poderia disputar terreno. Além disso, a corrupção desenfreada também facilita a alguns comandantes militares o sonho de implantaruma ditadura, uma vez que poderiam estar ligados ao tráfico de entorpecentes.
A Venezuela de Chávez está na mira de vários países europeus por ser considerada um país amigo de terroristas. Desse modo, a Venezuela, caso Chávez não fique mais entre nós, pode passar por um período turbulento, com uma novidade da qual pouco se fala: um golpe direto de Cuba sobre Caracas, devido à necessidade de petróleo e devido à já enorme infiltração do regime cubano na Venezuela.
Vamos dar um pouco de tempo ao tempo.
Informações de El Nuevo Herald e outras fontes.
Assinar:
Postagens (Atom)





