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domingo, 1 de dezembro de 2013

A FILHA DE GENOÍNO, MIRUNA, CAI ANO ENTRA ANO, PARECE NÃO HAVER APRENDIDO NADA SOBRE DEMOCRACIA E ESTADO DE DIREITO. Com 32 anos de idade, conforme apresentação de sua entrevista chorosa à Folha de São Paulo, no domingo (1/12), a professora imagina que seu pai tem privilégios especiais e deveria ser tratado de modo diferente dos demais condenados pela Justiça que existem país afora. Fiquei com a nítida impressão de que ela vive no mundo da Lua, como diria a minha avó.





Miruna Kayano Genoíno, assim como muitos outros socialistas (imagino que ela seja socialista) têm excelentes amigos na imprensa; se ela não é socialista e nem tem amigos na imprensa, então seu pai os têm, em grande número, e eles estão sendo de grande valia.

Nunca vi a imprensa funcionar de tal modo como assessoria de comunicação para alguém como para os petistas condenados por conta do Mensalão, especialmente José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, e outros de menor importância. Embora disponha de um espaço gratuito e inimaginável nos grandes jornais, vivem criticando a "Mídia".

Miruna concedeu uma entrevista exclusiva a duas jornalistas da Folha, mas uma entrevista assim é uma delícia para qualquer entrevistado: diga aí o que quiser! Nada de perguntas incômodas, nada do contraditório, nada de saias justas.

Apenas uma filha chorosa defendendo o pai injustiçado, segundo sua própria visão.



Que bom! Mas nunca vi matérias assim, porteira aberta, para as vítimas dos ex-terroristas que ora governam o País. 

Nunca percebi o interesse de um pauteiro em mandar ouvir a mãe do soldado Mário Kozel, ou um jornal mandar uma equipe de jornalistas de investigação para tirar a limpo a história de que o grupo de José Genoíno torturou, cortou em pedaços e matou a facadas um garoto de 16 anos nos sertões do Araguaia, apenas porque havia servido de guia a soldados do Exército, e isso tudo na frente da mãe!

Bem, é claro que essa é outra história.

No caso de Miruna, nada tenho contra ela defender o pai. Pai só temos um na vida. Mas uma professora de 32 anos, filha de um suposto socialista convicto, deveria ter uma melhor noção do Brasil e do cotidiano de seu povo.

Porque José Genoíno deveria ser tratado de modo diferente se é um condenado por corrupção pela Justiça?

A professora, mestranda, imagina que um preso possa ficar dando entrevistas, sendo visitado a toda hora na cadeia? Não, Miruna, é a regra. Presos não dão entrevistas, não é que seu pai seja um preso político por conta dessa proibição. Ele não é não. Ele foi condenado após ampla defesa, dos melhores advogados do Brasil, coisa com a qual um cidadão que ganhe salário mínimo jamais poderia sonhar!

Veja, Miruna, pesquisa Datafolha deste domingo mesmo mostra que 87 por cento dos petistas concordam com as penas e a prisão dos mensaleiros. Fica parecendo que você está em outro mundo, distante de nossa realidade.

Aos socialistas não é permitido tudo, apenas porque dizem desejar o bem do próximo. O inferno também está cheio de boas intenções. As prisões cubana também, de presos políticos, realmente. 

Espero que você não tenha sido criada sob o lema leninista de que os fins justificam os meios. Não justificam não. Imagine, se isso pudesse justificar tudo, como explodir bombas e matar inocentes, o mesmo princípio poderia ter sido invocado pelos torturadores.

E, num ponto da entrevista ela diz que José Genoíno não tem arrependimento nenhum.

Sendo assim, se ele sabe tudo o que fez, e não se arrepende de nada, então não há o que ficar choramingando, ele mereceu ser condenado, pois corrupção é crime. Mesmo que para beneficiar o partido, e não o próprio bolso.

Agora, com relação à qualidade da cadeia (e olhem que a Papuda é um cinco estrelas perto das cadeias brasileiras), fazer o quê?, os políticos deveriam circular mais pelo país e cuidar do conforto dos presos com mais carinho, pois um dia, quem sabe, poderiam prever estar hospedados ali, como agora acontece com Genoíno. 



QUE MIMO! PRESOS (AQUELES QUE COMETERAM CRIMES!) FARÃO PROVAS DO ENEM NA PRÓXIMA SEMANA. A imprensa, seduzida pela linguagem eufemística do politicamente correto, diz que são "pessoas privadas da liberdade". Privadas de alguma coisa foram as suas vítimas, com toda a certeza!

Quando lemos que alguém foi para a cadeia, que está no xilindró, que está atrás das grades, que verá o sol nascer quadrado, logo pensamos nas boas e velhas palavras "prisioneiros", "presos", "trancafiados"; pois a absoluta maioria, certamente, foi aprisionada por algum ótimo motivo: matou, assaltou, roubou, furtou, estuprou, espancou velhinhas, ou, como alguns conhecidos nossos da Era Lulista, roubou dinheiro público!

Mas a tentativa de recriar a Realidade alterando as palavras, a característica principal da Novilíngua Politicamente Correa, é algo que surgiu nestes tempos estranhos em que o governo chegou a pretender, numa cartilha ridícula, que um anão fosse chamado de "pessoa verticalmente prejudicada"! Anão é apenas o contrário de gigante. Um gigante seria "uma pessoa verticalmente beneficiada"? 

Acabei de ler no UOL que os presos brasileiros poderão fazer o Enem nesta semana. Mas os textos, em vários sites e jornais falam de "pessoas privadas da liberdade". Lendo assim de relance parece que as tais pessoas privadas da liberdade devem ser vítimas de alguma coisa, já que foram privadas da liberdade!

Não, presos não são vítimas (não entro no mérito da qualidade das prisões!), eles estão pagando pelos seus pecados sociais, pelos seus crimes!

Privados de direitos, dapropriedade, da vida, da alegria de ter parentes vivos são as vítimas dos criminosos, isto sim!

A linguagem políticamente correta, com a intenção de reconstruir o mundo chega a ser nojenta.

Crime é crime, cadeia é cadeia, preso é preso. 

Cadeia só é hotel, no caso do José Dirceu!




 

RODRIGO CONSTANTINO, LOBÃO E BENÊ BARBOSA NO HANGOUT SOBRE VIIOLÊNCIA E DESARMAMENTO.

LOBÃO, O JOGO DE XADREZ E OS POMBOS CAGÕES.


MENSALÃO: O PAÍS DOS CULPADOS SEM MEMÓRIA. "Em nosso país, a mentira é direito humano" (Percival Puggina)



Defensores da impunidade


Percival Puggina

30 Novembro 2013


Em nosso país, a mentira é direito humano.


Você está surpreso? Eu não. Nunca levei a sério políticos e partidos que centravam sua estratégia rumo ao poder no ataque impiedoso à honra dos adversários e na afetação de virtudes excelsas. Muito escrevi sobre a conduta irresponsável dos que, sem qualquer escrúpulo ou discernimento, se apresentavam com lança-chamas e tonéis de gasolina ao menor sinal de fumaça que surgisse nas proximidades de seus oponentes. 

Mas a estratégia foi exitosa. A sociedade sentiu-se inclinada a crer na virtude dos acusadores, desatenta para o fato de que onde estiver o ser humano estarão presentes as potências do mal e do bem. E o que melhor detém a ação do mal é a certeza da punição. 

Na política não existe imunidade natural frente ao poder de corrupção. Nem frente à corrupção nos escalões do poder. O que funciona é a certeza de que as instituições estão moldadas de forma a identificar e punir os culpados. E o Brasil não chega em 63º lugar no ranking da honestidade sem uma bem consolidada cultura de impunidade.

Em nosso país, a mentira é direito humano. 

A impunidade é cuidadosa construção. Lança fundações nos meandros de leis e códigos em cujos labirintos se orientam os bons advogados. Ergue paredes nos flagrantes não homologados por motivos irrelevantes. Lança pilares e vigas na permissividade das execuções penais e na benevolente progressão das penas. Ganha telhado quando a criminalidade é tanta que muitos delitos ficam banalizados, inclusive sob a ótica da sociedade e de seus julgadores. 


A maioria dos crimes praticados no país sequer é notificada pelas vítimas. O telhado protetor da impunidade foi, assim, posto e bem posto. Somos um estranho país onde é acusado de criminalizar os movimentos sociais quem comete a inaudita violência de descrever o que fazem. Somos um país onde condenados passeiam livremente nas ruas porque não há vaga nos presídios. E não se constroem presídios.

Pois o rumoroso processo do Mensalão realiza a façanha, depois de sete longos anos, de chegar ao período de sentenças definitivas, transitadas em julgado. Não faria o menor sentido discutir, aqui, a correção das condenações. Quase todas foram proferidas por ministros do STF indicados pelo governo do partido dos réus. Ambos, governo e partido reconheceram os crimes. 

O próprio Lula, em 12 de agosto de 2005, no auge do escândalo, falou à nação: "Eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento. (...) Não tenho nenhuma vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas. O PT tem que pedir desculpas. O governo, onde errou, tem que pedir desculpas" (há vídeo no YouTube com o título "Lula pede desculpas"). 

No mesmo dia, Tarso Genro, no exercício da presidência do PT, anunciou a refundação do partido e disse que este iria punir cada um dos envolvidos em denúncias de corrupção e caixa dois para financiamento de campanhas (Agência Brasil, 12/08/2005).

O atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na edição da revista Veja de 20/02/2008, em longa entrevista às Páginas Amarelas, reconheceu: "Teve pagamento ilegal de recursos a partidos aliados? Teve. Ponto Final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade".

Agora, desmentem a si mesmos! 

Adotam uma estratégia desesperada, que fala em "presos políticos", tenta criminalizar o STF, pretende denegrir a imagem do ministro Joaquim Barbosa, e deseja vitimizar os presos perante a opinião pública. 

É o derradeiro desserviço prestado pelos réus do Mensalão e seus companheiros a uma nação que precisa vencer a impunidade. Talvez pretendessem sair deste processo sentenciados a fazer o que melhor fazem: distribuir algumas cestas-básicas ao povo.


PERCIVAL PUGGINA

TEXTO REPRODUZIDO DO SITE MÍDIA SEM MÁSCARA:

JOSÉ GENOÍNO ESTÁ MELHOR DO QUE IMAGINA E PODE SER TRATADO COMO QUALQUER OUTRO BRASILEIRO CONDENADO.


LOBÃO ESTARÁ NO RODA VIVA NESTA SEGUNDA (2/12). PARA O BLOGUEIRO ALUIZIO AMORIM LOBÃO MERECE SER O MAIOR DESTAQUE DE 2013. Assino embaixo.

O cantor e compositor Lobão será entrevistado, nesta segunda-feira, no Programa da TV Cultura Roda Viva.  

A bancada de entrevistadores será formada por Tiago Agostini (editor no site MSN e colaborador da revista Rolling Stone), Alex Solnik (repórter da revista Brasileiros), André Barcinski (colunista do R7), Ivan Finotti (editor da revista São Paulo e da revista Serafina, da Folha de S. Paulo) e Adriana Couto (apresentadora do Metrópolis). 

Lobão escreveu recentemente o livro "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", no qual demole alguns mitos do esquerdismo no Brasil. Vale a pena a leitura.




REPRODUZO ABAIXO O TEXTO DE ALUIZIO AMORIM SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS ATITUDES RECENTES ASSUMIDAS POR LOBÃO:

domingo, dezembro 01, 2013

LOBÃO, A PERSONALIDADE BRASILEIRA DE MAIOR DESTAQUE EM 2013.

Lobão, cujo nome de batismo é João Luiz Woerdenbag Filho, um dos pioneiros do rock brasileiro e que conta com uma enorme legião de fãs, demonstra que sua competência não se circunscreve somente à música, mas também à letras, haja vista para o seu recente livro que está entre os mais procurados nas livrarias.
A par de manejar bem as palavras, Lobão também demonstra outras qualidades, desde que renegou seu apoio ao esquerdismo em que militou no passado abraçando a causa democrática.  
Lobão tem revelado, não só no que concerne ao seu livro, mas em inúmeras intervenções, seja como entrevistado ou por meio de seus ‘hangouts’ (programas de vídeo via Youtube), que tem ideias muito claras sobre a realidade brasileira e reúne conhecimento histórico e político de excelente nível.
Dono de uma simplicidade e generosidade pouco vistas na seara em que atua, Lobão que já era uma festejada celebridade no rock nacional, neste ano de 2013 consagrou-se também como um analista político e social super atilado. Prova disso é que a maioria dos veículos da grande imprensa dominados pelo pensamento politicamente correto e coalhados de tietes de Lula, José Dirceu, Genoino, Chico Buarque e Caetano Veloso, passaram a ignorá-lo.
É que Lobão, como relatou num de seus hangouts, chegou à conclusão, por suas próprias reflexões, que não poderia continuar patinando no esquerdismo delirante. Teve, portanto, a dignidade de admitir publicamente que mergulhara num equívoco que durou alguns anos e que sentiu que tinha o dever, como cidadão, de expor suas ideias e de contribuir para o debate político que sofreu um desgaste irreparável desde que os jagunços ideológicos foram alçados ao poder. 
Mas o que é muito importante salientar é que Lobão, a partir dessas suas próprias constatações, teve a coragem que poucos têm, ou seja, de confessá-las. E mais do que isso: partiu para a ação colocando o seu prestígio e, sobretudo o seu conhecimento e competência, em favor da luta pelo Estado de Direito Democrático, pelas liberdades civis, pela moralidade e a boa ética, sustentáculos do regime democrático verdadeiro e que vêm sendo solapados pelo desgoverno do PT. 
Se as redes de televisão, com exceção do programa do Danilo Gentili que o entrevistou sobre seu livro (aliás, cabe um parênteses para o destaque ao grande Danilo Gentili que também não se curva ao pensamento único) - e demais jornalões viraram as costas para Lobão, a revista Veja não apenas registrou a nova faceta literária e política do já famoso Lobão, mas o contratou como articulista mensal na revista impressa.
Escrevo estas linhas com incontida satisfação pela atitude tomada por esse artista que, com desassombro e coragem que faltam à maioria, não se limitou a seguir a manada que vive  catando caraminguás oficiais no terreiro do PT. Também tenho que render a minha homenagem ao Grupo Abril que edita a revista Veja, ao abrir o merecido espaço ao Lobão, a par do impecável trabalho jornalístico com o qual brinda os leitores brasileiros, seja na revista imprensa como também no seu site na internet.
Por tudo isso, Lobão merece o título de personalidade brasileira de 2013. É isso aí! Força Lobão!

ALUIZIO AMORIM